Irmãos
Sou filha única. Mas, talvez por isso mesmo, adoro refletir sobre a relação entre irmãos.
Afinal, irmão é aquele que teve as mesmas chances biológicas, sociológicas e estatísticas de ser IGUAL a você e insistiu em ser diferente, muitas vezes o oposto. Se quando um amigo se revela diverso da gente já é um caos, imagina então um irmão? Deve dar raiva, muitas vezes deve dar raiva.
Irmão é aquele que apareceu antes de você e teve mais tempo para conquistar seus pais ou então quem veio depois para dividir aqueles que costumavam viver só pra você.
E por mais que você o ache bonitinho em alguns momentos e o ame em parte das vezes, sempre vem aquele pensamento, ao olhar para pessoas como eu: como seria ser filho único? E por mais que, nesse momento, você tente enumerar todas as boas razões para se ter um irmão, a curiosidade é mais forte.
E quando se trata de pensar no futuro? Haverá milhões de especialistas em educação que comprovarão por A+B que crianças com irmãos são mais saudáveis, no entanto no fundo no fundo você pensa em dar a seu filho a chance que não lhe foi dada: a de ser único no coração e na vida dos pais, utilizando-se para tanto de argumentos econômicos e até citando a fome mundial.
No final, você espanta todos esses pensamentos e chama seu irmão para fazer alguma coisa. E as pessoas como eu ficam assim: invejadas.
E invejando.
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Hoje eu vi duas gêmeas na faixa dos 30 e tantos no metrô. Não usavam roupas iguais, mas o mesmo corte de cabelo. Weeeird perceber que gêmeos crescem.
Copiando o Judson, inspirado por: as gêmeas do metrô e “Layla, tira a minha calcinha!”
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags: