A tênue linha entre o amor e a raiva….
… é realmente tênue.
(e eu a tenho cruzado com certa freqüência)
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:pululâncias em geral.
A tênue linha entre o amor e a raiva….
… é realmente tênue.
(e eu a tenho cruzado com certa freqüência)
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:Ontem eu vi Fantástico, costume que havia diminuído quando passei a ter TV a cabo e praticamento extinto (ou seria extingüido?) quando vim para São Paulo. Mas, como no apartamento atual não existe a minha querida amiga TV paga, retornei aos velhos costumes.
Bom, passou a coisa do repórter seqüestrado lá, etc e tal. Depois veio um quadro, “E eu com isso?”, algo assim. Muito bom. Eles tentaram mostrar que política faz parte de toda nossa vida e que a escolha por meio do voto faz sim diferença. O legal é que isso foi mostrado de um jeito muito menos professoral e muito mais intimista, como se houvesse a conversa com o telespectador, de verdade. Fiquei impressionada com a evolução da senhora Globo, que há sete anos atrás mostrou cativeiros montados com bandeiras do PT.
Depois, veio o também ótimo quadro da Regina Casé, “Minha periferia”; a periferia no caso era a do Popó. Ele se emocionou ao visitar sua casa antiga, ao ver os azulejos por ele assentados, e demonstrou contentamento ao descrever como ele e seus dois irmãos se posicionavam pra dormir numa casa que é mais ou menos do tamanho do meu QUARTO. E lá moraram cinco pessoas.
Ainda teve a matéria sobre a nova lei de violência doméstica, que trouxe novidades à área penal, boas e más. Na minha opinião, foi interessante acabar com o pagamento de cesta básica; por outro lado, o aumento de pena, anunciado como a grande evolução e a panacéia universal para todos os problemas de violência doméstica, é inócuo. Se teve algo que eu aprendi conversando com clientes do DJ e com moradores do Capão Bonito, no meu primeiro ano de faculdade, foi que as mulheres que apanham não querem seus maridos presos. Se eles forem presos, elas não têm como sustentar seus filhos e a si mesmas. Além do mais, quando esse marido sair, estará irado. E adivinha em quem ele desconta? Quem apanha quer parar de apanhar, quer o afastamento do agressor, quer poder sair de casa em segurança. Uma coisa boa da matéria foi que eles mostraram uma iniciativa do Sul (eu acho): os homens agressores participam de uma “oficina” da Delegacia da Mulher, na qual eles tentam desaprender a máxima proferida por Marcelinho Carioca, ilustre integrante do meu time vencedor.
Pois é. Uma noite instrutiva na minha vida. A primeira matéria fez bastante sentido pra mim, nesse momento; eu, que sempre fui tão politizada e certa das minhas escolhas políticas, olho pros lados e me perco. Uma frase do final da matéria foi especialmente inspiradora: “política é um jogo; quando você participa, tem a chance de ditar as regras desse jogo”. Verdade. Mas torna-se difícil quando as regras à escolha parecem todas desfavoráveis…. à gente.
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Uma coisa que eu nunca entendi bem é a traição. Quer dizer, ela em si eu até entendo. Mas os mecanismos de defesa criados por quem trai é que me intrigam.
Por exemplo, meu primeiro namorado me traiu. Não foi legal, eu descobri depois que tinha terminado. No momento da traição a gente tava meio voltando a namorar, mas pra mim (e pra ele também) foi sim traição. Quando eu descobri, liguei pra ele perguntando se era verdade; ele confirmou, eu abri o berreiro, e ele, numa tentativa desesperada de se explicar, disse: “é que eu tava meio enjoado de você”. Desliguei o telefone e fui me matar de chorar no banheiro. Um dia antes do carnaval.
Tá vendo, é disso que eu tava falando, ele acionou um mecanismo de defesa idiota, na tentativa de justificar um comportamento humano reprovável, mas ainda assim humano. Eu, que só queria ouvir um “desculpa, fiz merda”, acabei tendo de levar toda a culpa por uma situação criada exclusivamente por ele.
Ele já tinha, bêbado, dado um beijo numa menina, bem no comecinho do namoro. Mas foi diferente, ele me contou assim que me encontrou, pediu desculpas. Eu nem levei tão a sério, tinha sido só um beijo num momento em que ele estava caindo, sendo que a iniciativa, por assim dizer (ela deu um agarrão nele, pelo que me contaram à época), tinha sido dela.
Ele disse, quando me contou do beijo, que estava arrependido por se deixar levar. Mas não estava arrependido nada. Quem se arrepende de verdade não faz de novo, e se o faz, isso pesa na consciência. Nunca vi nenhum drama de consciência acontecendo com ele, que nunca mudou comigo.
Enfim, quem trai e tenta colocar a culpa no outro é um baita de um fdp. Ninguém é obrigado a namorar com ninguém, e se o namoro não está suficiente, poxa, termina. Num casamento essas coisas são mais difíceis, entendo, mas não quero entrar nessa seara, por desconhecimento absoluto do assunto.
Quanto a namoros, nunca tive a necessidade (e não vou chamar de fraqueza, porque não a considero uma) de ficar com outro. Quando o namoro não correspondeu mais as minhas expectativas, ou quando os contras pesaram mais que os prós, eu terminei. E tamos aí, vivos, todos nós, namorando com outras pessoas ou não, mas vivos.
Fraqueza eu acho mesmo é tentar reverter o ônus (iiiih, linguajar jurídico). Tentar justificar com o comportamento alheio uma vontade sua. Imputar ao outro, além da dor da traição em si, a dor da responsabilidade por ela. Mesmo que esse outro não saiba. É muita covardia.
Ah, um dia eu parei pra conversar com meu primeiro namorado, esse mesmo, sobre o episódio. Ele me disse: “é, nós éramos muito crianças, principalmente você”. Ow, vai se foder, tá sabendo?
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:Novidades da vida?
Estou mudando de apê, agora vou ter uma roomie, a Teis. Para os mais interessados, emeiem-me: nadiagcabral at gmail.com, de forma a saber o novo endereço, telefone…
Tenho de entregar um projeto de monografia na quarta, e nem comecei.
Meu time tá na lanterna. E meu namorado é são-paulino.
Uma amiga tá indo pra França, outra pra Coimbra. E eu aqui.
Vou vender meu carro.
“2006 por uma média ponderada maior” parece não ter funcionado. Começarei, dessa forma, “2007 por uma média ponderada maior”.
Dia 22/set ocorre a primeira festa da minha Comissão de Formatura, a Festa do Equador. Vamos?
That´s all, folks.
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Acabei de escrever dois depoimentos: um pro Judson e um pro Daniel. Engraçada essa história de depoimento: você tem 1024 caracteres pra dizer porque aquela pessoa é importante pra você a ponto de consumir tempo e 1024 caracteres da sua vida.
Pra mim, verborrágica como sou, é bem difícil. Ainda mais pra duas pessoas que importam tanto pra mim e que escrevem tão bem como esses dois. Foram momentos tensos da minha madrugada (que começou com “15 minutinhos”) orkútica.
O que será que as pessoas a quem eu escrevi depoimentos pensam deles? E de mim? Será que dão a importância que eu dou aos meus? Será que eu tenho problemas de dar importância? Acho que não, afinal é uma manifestação de afeto como várias outras, e eu me apego a manifestações de afeto.
Hmmmm… talvez eu seja muito apegada ponto.
?
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags: