Na minha retrospectiva de 2005, esqueci de parte importantíssima do ano: os nascimentos.
Foi um ano fértil. Literalmente. Nasceram nada mais nada menos do que quatro priminhos de segundo grau. Ok, um deles nasceu em 2004 (acho, ehe), mas incluo na lista.
Teve a Laura, em janeiro. Filha do meu primo Vinícius, por parte de mãe. É de longe com quem eu mais me identifico; a conheci no dia do nascimento, toda rosada, lá em Joinville. Filha de pais velhos igual a mim, provavelmente será filha única também. Fui a seu batizado, e sempre que ela vem a Sampa “a trabalho” com a mãe dou um jeitinho de encontrar.
Os outros três vieram por parte de pai.
Teve o Ariel, filho do meu primo japonês, André. O André é, dentre meus primos de primeiro grau (lembrem-se de que os meus primos são todos BEM mais velhos que eu), aquele com quem eu sempre tive uma ligação maior, com quem sempre me preocupei. O Ariel veio no susto pra mim: meu pai, desligado como sempre, só avisou quando já tinha nascido, sei lá. A família do meu pai é mais desapegada, então não tem todo aquele sentimento de família italiana. Não tinha. Porque eu conheci o Ariel no Carnaval e me apaixonei. Ele ali, dormindo… Aiai.
Giovana. Infelizmente no Carnaval nos desencontramos e não pude vê-la pessoalmente. Filha do Flavinho, deve ser uma coisa fofíssima. Mas marcaremos um almoço para apresentações. Afinal, é paulistana, tá aqui do lado.
Tem o filho – ou seria filha? – do Duda, irmão do André. Mas esse, como vocês podem perceber, eu não conheço mesmo. É carioca. Tenho pretensões de conhecer também, mas precisarei de mais oportunidades.
A questão é: eu nunca tinha entendido certas coisas com relação aos adultos. Porque que de repente o fato de você “já” ter 13 anos era tão relevante praquela moça-que-conheceu-sua-mãe-sei-lá-aonde. Ou aquele primo-da-tia-avó-do-seu-pai que jura que te viu “desse tamanhinho”. Quando eu vi a Laura chegar, embrulhadinha naquela manta cor-de-rosa que ela tem, entendi.
Menininha (Vinícius de Moraes)
Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fugindo assustada
do bicho-papão
Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
Vai sofrer de repente
Na desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei
