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Arquivo de março, 2006

26/03/2006 - 01:20

Na minha retrospectiva de 2005, esqueci de parte importantíssima do ano: os nascimentos.

Foi um ano fértil. Literalmente. Nasceram nada mais nada menos do que quatro priminhos de segundo grau. Ok, um deles nasceu em 2004 (acho, ehe), mas incluo na lista.

Teve a Laura, em janeiro. Filha do meu primo Vinícius, por parte de mãe. É de longe com quem eu mais me identifico; a conheci no dia do nascimento, toda rosada, lá em Joinville. Filha de pais velhos igual a mim, provavelmente será filha única também. Fui a seu batizado, e sempre que ela vem a Sampa “a trabalho” com a mãe dou um jeitinho de encontrar.

Os outros três vieram por parte de pai.

Teve o Ariel, filho do meu primo japonês, André. O André é, dentre meus primos de primeiro grau (lembrem-se de que os meus primos são todos BEM mais velhos que eu), aquele com quem eu sempre tive uma ligação maior, com quem sempre me preocupei. O Ariel veio no susto pra mim: meu pai, desligado como sempre, só avisou quando já tinha nascido, sei lá. A família do meu pai é mais desapegada, então não tem todo aquele sentimento de família italiana. Não tinha. Porque eu conheci o Ariel no Carnaval e me apaixonei. Ele ali, dormindo… Aiai.

Giovana. Infelizmente no Carnaval nos desencontramos e não pude vê-la pessoalmente. Filha do Flavinho, deve ser uma coisa fofíssima. Mas marcaremos um almoço para apresentações. Afinal, é paulistana, tá aqui do lado.

Tem o filho – ou seria filha? – do Duda, irmão do André. Mas esse, como vocês podem perceber, eu não conheço mesmo. É carioca. Tenho pretensões de conhecer também, mas precisarei de mais oportunidades.

A questão é: eu nunca tinha entendido certas coisas com relação aos adultos. Porque que de repente o fato de você “já” ter 13 anos era tão relevante praquela moça-que-conheceu-sua-mãe-sei-lá-aonde. Ou aquele primo-da-tia-avó-do-seu-pai que jura que te viu “desse tamanhinho”. Quando eu vi a Laura chegar, embrulhadinha naquela manta cor-de-rosa que ela tem, entendi.

Menininha (Vinícius de Moraes)

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fugindo assustada
do bicho-papão
Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
Vai sofrer de repente
Na desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/03/2006 - 01:56

Nooooossa.

Que show legal. Com direito a Wonderwall nos ombros e Don´t look back in anger de surpresa, trazendo à tona todas aquelas lembranças e sentimentos que essa música causa em mim.

O mais legal é que eu surtei que ia hoje de manhã, convenci o (segundoanista) Felipe a ir comigo, aprendi como ia, conseguimos ingressos a R$70 na porta, e meu carro não sofreu um arranhão.

Fan-tás-ti-co! Hoje meu dia foi muito bom. E não só por causa do show. =^)

(e agora vamos dar uma estudadinha na madrugada)

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/03/2006 - 01:00

Já estou melhor. Não de tudo, tudo, hoje aconteceram coisas chatas, mas nada como estava. Preparada para a próxima crise.

Hehe… E, incrivelmente, estou melhor após ter feito (e, em boa parte, por ter feito) uma merdinha. Ou não.

Como dizia hoje no trailer de “A máquina”: Não se avexe, tudo pode acontecer… inclusive naaaaaada!

Amanhã tem cervejada.

PS: E o seminário de internacional foi um sucesso!

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/03/2006 - 01:16

Eu quero descer da minha vida. Pára.

Não aguento mais. Tudo. Que confusão. O que aconteceu comigo? O que eu fiz comigo?

Há meses eu busco paz. E só encontro mais e mais caos.

Chega. Eu não posso mais.

Reiniciar.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/03/2006 - 19:05

Um grande amigo brigou comigo uma vez. Pior. Ele não brigou. Ficou magoado. E disse: “eu esperava mais de você”.

Não lembro o porquê. Juro, esqueci muito rápido o que quer que eu tinha feito. Mas nunca esqueci a cara que ele fez quando disse isso, mesmo que depois nós tenhamos nos acertado.

Eu não consigo decepcionar as pessoas. Aliás, consigo, e muito competentemente segundo os mais recentes acontecimentos, mas não consigo conviver com isso.

Desde a minha mãe, passando pelos amigos, namorados, cachorros. Expectativas em geral. Eu costumava dizer que, pra evitar a catástrofe da decepção, não prometia nada a ninguém; evitava figurar como alguém vital na vida alheia; enfim, não criava expectativas.

Mas elas se criam sozinhas. Os outros criam, pra eles mesmos, um “eu” que não existe. Que eles gostariam que fosse, mas que não é. Se deparam comigo, com todos os defeitos que adqüiri nesses últimos tempos. E acabam se decepcionando.

Francamente, eu esperava mais de vocês.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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