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Arquivo de novembro, 2005

20/11/2005 - 23:43

Ôô Ô… todo poderoso timão!

Ôôô.. timão Ôô… timão Ôô… timão Ôô… Ô!

Foibompracaralho.

(mas eu preciso estudar – e o Corinthians, melhorar os passes).

PS: ah, eu fui ao jogo, tá? Vai que alguém não entendeu…

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/11/2005 - 18:34

When you try your best but you don”t succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can”t sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face

When you lose something you can”t replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you”re too in love to let it go
But if you never try you”ll never know
Just what you”re worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.

(Fix you – Coldplay)

Couldn´t anyone try to fix ME, just for a change?

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/11/2005 - 00:10

Enfim o fim

Ontem fui ao velório do Walter. Tudo pareceu tão estranho… surreal. Aliás, parece que já faz uns 30 anos que aconteceu, mas foi ontem mesmo.

A natureza, como costuma fazer com quem está doente há um certo tempo, ainda proporcionou um adeus com direito a músicas de amor cantadas pelas meninas (”minha filhas incestuosas”, diria a Cacá) e manga, antes do meu Mandarim ir embora de vez.

E agora não há mais dor como nos últimos tempos. Há saudade. Que também é dor, mas aquela dor à qual a gente se agarra firme, prende com as pernas na hora de dormir, solta um suspirinho.

Beijo, Wartão. Vou sentir sua falta. E você foi muito safado de não esperar a visita da minha mãe. Um baita dum filho da puta, diria você.

MILÁGRIMAS – Zélia Duncan

Itamar Assumpção – Alice Ruiz

Em caso de dor, ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo
Esqueça seu cotovelo

Se amargo for já ter sido
Troque já este vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido

A cada milágrimas sai um milagre

Em caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa
Coma somente a cereja
Jogue para cima, faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra apenas, viva apenas

Sendo só fissura, ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena, reze um terço
Caia fora do contexto, invente seu endereço

A cada milágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/11/2005 - 00:33

Pode ir, meu Mandarim. Vai. Eu sei que você não aguenta mais.

Não se preocupa com a gente.

…. mas espera a minha visita de amanhã. Por favor.

………………………..

E desculpem meu post de antes, egoísta.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/11/2005 - 20:40

Gostei tanto dele. Ainda gosto, não sei de que maneira. O que eu sei é que ele me faz muita falta; saber dele (e “saber ele” também) me faz muita falta.

Começou tão esquisito; éramos de mundos diferentes, nenhum dos dois botava muita fé, e – cuspiu pra cima, caiu na testa – namoramos. Ah, eu que o pedi em namoro, detalhe, logo eu, sempre tão orgulhosa; mas aqueles olhinhos…

Felicidade. A mais pura felicidade.

E o fim.

Relacionamentos são uma coisa imbecil, o ser humano é feito pra viver em sociedade, feito pra ter amiguinhos, mas não consegue lidar com os próprios sentimentos nem com os dos outros.

Você entrega boa parte de sua vida, de seus pensamentos, de seu corpo, e no final, ou melhor, depois do final, vocês são estranhos. Não se sabe mais o que o outro pensa, do que o outro gosta, não se sabe mais como agir, se liga ou não, o que outro vai pensar? Não são mais vocês, é como se tudo tivesse ocorrido em outra dimensão, com outras pessoas, em outro contexto. E não, o outro não vai entender o que você pretendia com aquela ligação.

E agora sinto falta. Sinto falta da companhia dele como uma pessoa presente na minha vida, sinto falta de decifrá-lo, saber o que ele queria dizer antes mesmo de ele saber o que queria dizer.
Porque eu ainda ouço sua voz opinando em meus problemas, porque eu ainda falo expressões suas. Porque ele ainda aparece nas minhas conversas com as meninas. Porque ainda me dói ter de contar do final do namoro a alguém. Porque eu ainda o procuro em jogos dos Santos. Porque eu não quero perder nada.

Não abro mão. De nada. Nem de ninguém.

Ah… que saudade..! Ainda dou risada, pra mim mesmo, quando leio “Neguinho Z.O.” em algum lugar… =^)

Desculpa.

(essa música tocava no meu winamp sempre que você chegava, hehe)

Queen – Love of my life

Love of my life
you”ve hurt me
You”ve broken my heart
and now you leave me
Love of my life
can”t you see
Bring it back
bring it back
Don”t take it away from me
Because you don”t know
What it means to me

Love of my life
don”t leave me
You”ve taken my love
you now desert me
Love of my life
can”t you see
Bring it back
bring it back
Don”t take it away from me
Because you don”t know
What it means to me

You will remember
When this is blown over
when everything”s all
by the way
When I grow older
I will be there
at your side
to remind you
How I still love you
I still love you

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/11/2005 - 02:12

A vida está tãããããão legal de novo… hahhahahhaa… e muito mais engraçada!

—————–

“Meu coração vai junto com o dela…” (inspirado em Rubem Alves)

Eu adoro o Rubem Alves. Muito. Ele é escritor, filósofo, professor, escreve na Folha Sinapse e podia muuuito ser meu avô. Enfim, o cara é muito bom, o leio sempre (não sou profunda conhecedora, só na Folha mesmo) e um dia desses ele escreveu um texto falando sobre compaixão, assunto pelo qual ele se interessou quando encontrou sua neta chorando e, ao perguntar o porquê, recebeu a seguinte resposta: “quando eu vejo uma pessoa sofrendo, meu coração vai junto com o dela…”

Mais ou menos assim. Ele questiona o quanto a escola, os pais, nós, temos de fazer pra ENSINAR a compaixão, sentimento este que é fundamental, na minha opinião.

Pois bem. Hoje eu presenciei uma(s) cena(s) de pura compaixão no ônibus, um dos lugares mais improváveis.

Primeiro, ao subir no dito cujo, o motorista deixou um ambulante entrar, que ele já conecia… ao subir no ônibus, o motorista, com ar desolado, comentou: “ah, mas vai vender o quê, tá vazio…”, referindo-se às pouquíssimas pessoas dentro do coletivo em pleno feriado. Depois, durante a conversa com o ambulante e o cobrador, o motorista perguntou se havia algum morto pra visitar naquele dia, ao que o ambulante respondeu que tanto o pai quanto a mãe haviam morrido, esta num assalto, baleada. O motorista e o cobrador se compadeceram da situação, perguntando delicadamente como ele se sentiu, como ele estava, que era barra a situação. Por fim, um velhinho, que sentava nos bancos reservados, perguntou onde era o hospital Dante Pazzanese e qual o ponto mais próximo pra descer. Haviam dois, mas o motorista, consternado, aproveitou o pouco trânsito e parou o mais perto possível, fora do ponto mesmo, pra facilitar a vida do velhinho, que caminhava com dificuldades.

Isso é compaixão. Pôr-se no lugar do outro, compartilhar de sua condição, dividir a carga. Acompanhar, com seu coração, o coração do outro. Um sentimento, como eu disse, fundamental, que evita guerras, mortes, sofrimentos. Um sentimento que evita, sobretudo, desgastes. Essas pequenas demonstrações de hoje me fizeram lembrar que ainda tem jeito. Tudo. Ainda pode melhorar, mesmo que piore.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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