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Arquivo de setembro, 2005

28/09/2005 - 00:13

O Edu morreu assim. De repente. Quer dizer, de repente pra mim, que julgava ter muito tempo. Numa ligação da minha mãe, pá, ele morreu. E eu fiquei assim. Meio perdida, lembrando da minha foto em cima do carro de campanha dele, com uns dois anos. Lembrando de como os filhos dele são meus irmãos. Lembrando do seu neto, Gabriel.

Começou no estômago. Tirou o estômago. Mas o danado não quis parar, tomou o resto. Tomou o Edu, tomou o Edu da gente.

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Esse fim de semana fui visitar Meu Mandarim. Que até pouco tempo atrás não era Meu Mandarim, era o Várte, o Vartão. Daí virou Mandarim, ficou igualzinho mesmo.

O Mandarim entrou na minha vida antes de eu ter vida. Entrou na vida da minha mãe antes, e a ajudou a ter a vida dela de volta.

Nesse fim de semana, deitei aos pés do Mandarim e fiquei ouvindo sua voz, rouca agora, contando as lorotas dele, suas teorias ligadas a todos os assuntos – sim, como manda o figurino, Meu Mandarim é um sábio.Minha mãe sempre caiu nas lorotas dele, e eu, tal mãe, tal filha, também.

Contou as piadas, também. Congresso de uva-passa, o gatinho que virou peixinho: pronto, estão no meu repertório. Assim como estão no meu repertório a Valtida e a Moqueca de Peixe, que merecem as maiúsculas. Assim como Meu Mandarim merece as maiúsculas.

Não quero que Meu Mandarim vá embora. Não dá.

E eu nunca chorei tanto num post.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/09/2005 - 02:54

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Andar bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar

Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Eu te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural

Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você

De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar

Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você

Carol, Carol, Carol, …

Se está tudo bem… e se já passou… porque eu ainda lembro?

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/09/2005 - 21:42

Um post sobre o nada.

Prestei a prova do Departamento Jurídico XI de Agosto, onde até então eu era “vareira” (ia ver processos no fórum). Parabéns, você está lendo o blog de uma estagiária que pode atuar como advogada em casos de alimentos e divórcios consensuais!!!

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Os paulistanos são seres bizarros. Outro dia estava olhando, pela janela do DJ, a Catedral da Sé, na única hora do dia em que percebo que não sou daqui: no pôr-do-sol. Não me pergunte porquê, mas realmente só aí percebo que sou “do interior”.

Essa é uma das bizarrices paulistanas: não importa de onde você seja, se é de fora é do interior e fala poRta. Se é de Ribeirão, alguém já diz: “ah, a Pinguim” – como se todo ribeirão-pretano fosse cachaceiro.

Falando em sotaques, MEU DEUS, a galera não perdoa… engraçado que São Paulo é provavelmente a cidade com mais sotaques e expressões regionais, e mesmo assim é só soltar um “pois osque” (aê pessoal de Registro!) pra conquistar a atenção da garotada.

Pra eles, tudo é longe. Eu moro num lugar bem central para os padrões paulistanos e tenho de ouvir de uma zeelense que moro longe. O outro vai me morar perto da Cidade Universitária e faz drama quando me dá carona… Gente, SEMPRE será longe aqui.

Todos eles se conhecem. Pelo menos na facul, quem não estudou na mesma escola fez o mesmo cursinho ou tem amigos em comum. É incrível. “Santa”, “Arqui”, “Band(y)”, é um fenômeno. E todo mundo foi parar no Anglo, se não passou direto (ah, sim, outra bizarrice, eles passam direto).

Ninguém conhece o Centro. No meu ano de caloura, ensinei pra tanta gente os caminhos daqui que fiquei impressionada… cadê o amor paulistano pela cidade?

Eita gente estranha…

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Uma piada que eu nunca entendi em vários seriados e filmes norte-americanos: por algum motivo, usar branco após o Dia do Trabalho (labour day) nos EUA pega mal. Pessoas que fizeram intercâmbio, alguém?

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É péssimo ser mal-interpretada. Pior ainda quando você não pode se explicar, pois supostamente você não sabe que foi mal-interpretada. A situação fica mais crítica quando quem te “erra” são as pessoas que deveriam te ler e te entender sem maiores problemas. Mas o ruim mesmo é ser deixada em stand-by, sem nenhuma explicação ou ponto final. Please, I need some help here.

PS: Feijó, você voltou!!! Seja bem-vindo (ou bem-voltado)!!!

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/09/2005 - 23:58

Tenho visitado freqüentemente a ZL. Na terça, fui com a Natália, o Adriano e a Stela a um show na PQP da ZL (essa é pra você, Maybi), ou seja, longe MESMO. E no sábado fui à quadra da Leandro de Itaquera, levada pelo Judson, junto com o Drino, a Natália de novo e a Ju… outro lugar mais longe ainda…

Mas enfim. Foi muito legal. O show de terça era com Borderlinerz (legalzinho), Autoramas (meeeu, que show, vale a pena), Raimundos (é duro perceber que uma banda que você curtia não é mais a mesma, nem de longe) e Cachorro Grande (ah, os baixistas! Pena que não conseguimos ficar até o final, mas foi bom demais).

Quanto à Leandro.. todo o meu sangue mulato aflorou, huahauhaua… “sambei” bastante, cantei o que sabia, enchi o saco de todo mundo, dormi no carro do Judson na volta (babei no banco, se pá…),lindo.

A conclusão deste post (se é que tem) é que eu tô virando “zeelense” de carteirinha, kiakiakiakiakia…

E daí vou colocar uma música do Raimundos que – descobri terça – é de autoria do cara do Autoramas. Depois, uma do No Doubt que eu A-DO-RO…e por último, Vinícius, necessário pra mim nos últimos tempos, com suas sabedorias de boteco, que aliás vou colocar loucamente aqui no blog.. De alguma forma, as três músicas têm a ver com os meus momentos atuais … vamos ver quem está esperto!

PS: e é pra comentar, Adriano… mesmo sendo música!

AQUELA (RAIMUNDOS)

Toquei nela sem querer, ela gritou!
Quem você pensa que eu sou? Ela falou!
Bem que eu tentei acalmar mas não adiantou, oh não (uuu…)

Libere seus instintos, girl, vai ser legal
Menininha, eu nunca quis te fazer mal (au, au…)
eu sei que respeito e consideração
Nunca tiveram nada a ver com tesão

Mas um dia ela pensou, e aceitou
Agora quem quer sou eu, ela falou
Bem que eu tentei acalmar mas não adiantou, oh não (uuu…)

Libere seus instintos, girl, vai ser legal…

EX-GIRLFRIEND (NO DOUBT)

I KINDA ALWAYS KNEW I´D END UP YOUR EX-GIRLFRIEND
I HOPE I HOLD A SPECIAL PLACE WITH THE REST OF THEM
AND YOU KNOW IT MAKES ME SICK TO BE ON THAT LIST
BUT I SHOULD HAVE THOUGHT OF THAT BEFORE WE KISSED

YOU SAY YOU”RE GONNA BURN BEFORE YOU MELLOW
I”LL BE THE ONE TO BURN YOU
WHY DID YOU HAVE TO GO AND PICK ME?
WHEN YOU KNEW WE WERE DIFFERENT, COMPLETELY.

YOUR WILDNESS SCARES ME
SO DOES YOUR FREEDOM
YOU SAY YOU CAN”T STAND THE RESTRICTIONS
I FIND MYSELF TRYING TO CHANGE YOU
IF YOU WERE MEANT TO BE MY LOVER I WOULDN´T HAVE TO

AND I FEEL SO MEAN, I FEEL IN BETWEEN.
CAUSE I AM ABOUT TO GIVE YOU AWAY.

IM ABOUT TO GIVE YOU AWAY FOR SOMEONE ELSE TO TAKE

WE KEEP REPEATING MISTAKES FOR SOUVENIRS
AND WE HAVE BEEN IN THESE DAYS FOR YEARS
I KNOW WHEN I SEE YOU I AM GOING TO DIE
IM GOING TO WANT YOU AND YOU´LL KNOW WHY
IT´S GOING TO KILL ME TO SEE YOU WITH THE NEXT GIRL
CAUSE” I´M THE MOST GORGEOUSLY JEALOUS KIND OF EX-GIRL

I´M ANOTHER EX-GIRLFRIEND ON YOUR LIST
BUT I SHOULD HAVE THOUGHT OF THAT BEFORE WE KISSED.

AS RAZÕES DO CORAÇÃO (VINÍCIUS E TOQUINHO)

É uma saudade tão doída
de você
Que eu não sei mais nada não
E é isso aí
Sempre que o amor não pdoe ser
Sempre que a distância pode mais que o coração
Olhos que se olham
Mas que não se podem ler
Mãos que estão unidas
Mas não estão
Olhe, meu amor,
Tudo o que eu quero é não sofrer
Mais uma separação

Fomos enganados pelo tempo
E o amor chegou tarde demais
E o amor é sempre um sentimento
Que a separação não deixa em paz

Pode ser assim
Mas quem sou eu pra resolver
As razões do coração
Olhe, meu amor
Tudo o que quero é nunca ser
Mais uma recordação

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/09/2005 - 20:26

O que você quer de mim

Eu sou amiga de vocês

Você ainda pensa em mim e sente saudades

Você vai me ajudar

Eu sou competente

Tô pagando de ridícula

Você tá a fim ou eu que me acho

O que eu represento pra você

(só mesmo estando em um pc desconfigurado pra não ter mais interrogações… pelo menos graficamente).

———————–
(depois de um tempo pensando sobre o post, escrevi isso- em um papel, quanto tempo!):

Sei lá o que escrever. Quero dizer algo, alguma coisa do que borbulha no meu cérebro, mas não consigo. Estou indecisa a respeito do que faço da minha vida, se tento iniciação (e se eu não conseguir), se continuo na biblioteca (não aguento mais…). A única coisa certa é continuar no DJ ano que vem; e até aí, vem uma pergunta, uma pergunta para a qual não tenho resposta – sendo que só eu posso responder.

Acho que esse é o problema principal da minha vida atualmente, ter de encontrar as minhas próprias respostas, sem ninguém me ajudar, me impôr um caminho ou limitar minhas opções: às vezes acho que a imposição até me seria útil, mas tenho uma família – argh!- democrática e oferecedora de oportunidades.

É duro crescer, hehe, ninguém mais me leva pela mão pra fazer as coisas. Imagine, hoje me estressei porque sujei a meia quando andava na rua (estava de papete, logo minhas meias estavam expostas), e só me estressei porque sou EU que lavo depois.

Que saco. É clichê, pra não dizer um erro lingüístico, dizer que o futuro é incerto. Mas é. Quando eu era menor o futuro também era incerto, mas era mais distante do que esse futuro de agora, ali na porta, ali na próxima semana, ali na próxima decisão… que é MINHA.

Novamente, só mesmo sem pontuação pra evitar as dúvidas.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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