Oioi!!! (ouvindo Sugar Sugar, que era tema de “Despedida de Solteiro”, na Globo, lembram? A abertura imitava um joguinho arcaico de computador…)
Oh, honey! Oh, sugar sugar!!! Mas então, enquanto todos meus conhecidos de Registro e região marcavam presença na Carpe Diem sábado passado, eu fiquei em São Paulo. Triste, eu sei… mas inevitável.
Então saí por aqui, na segunda. Tá, balada segunda, vocês podem achar bizarro, mas aqui foi feriado na terça, aniversário de Sampa, e a balada BOMBOU.
Eu saí do meu curso na Av. Frei Caneca (zona sudoeste), peguei o metrô e viajei 34 estações (não foi tudo isso, mas pareceu) até a Vila Matilde (ZL, mano), onde mora minha querida amiga Natália. O combinado era pegarmos a Maybi, minha outra querida amiga, no metrô lá pela meia-noite. Só que o irmão da Natália(eu te pego na saída, Caio) resolveu que 5 minutos iam atrapalhá-lo e saiu com o pai dela para o Ipiranga. E nós… nos floodemos (hauhauahuau adorei).
Nessa hora eu confirmei com a Natália se não tinha perigo de ficarmos pra fora: “não, Nádia, imagina, segunda-feira, ninguém deve ir”. ha… Ha… HA. Quando chegamos à Barra Funda (zona oeste/sudoeste, estão acompanhando?), a fila se estendia por um quarteirão, e todo mundo a furava loucamente! Não que sirva como justificativa, mas eu a furei também e não me orgulho disso.
Então, entramos. Eu, Natália, Maybi e o seu amigo, nosso veterano Luís (o maaaaaaaaaais sarro), os dois últimos presentes no meu lendário pindura. O lugar era o D-Edge, os DJs eram o João Gordo e o Nasi mais tarde e as pessoas eram aquelas que em Registro eu chamava de alternativas e que aqui eu chamo de… pessoas.
As músicas eram simplesmente perfeitas, rock em todas as suas variantes, o João Gordo é simplesmente o cara (e alto pra caramba). A iluminação era uma coisa, certas horas não dava pra saber onde era o teto e onde era o chão – isso totalmente sóbria, imagino como deve ser divertido pra quem chapa. O banheiro misto era uma bagunça total – mas os seguranças cuidavam pra ninguém entrar em dupla nas cabines.
Por falar em casais…esses eram os melhores… e os trios eram o máximo também. Mas uma coisa eu achei meio chata: as meninas se beijavam normalmente, mas os kras… dava pra sacar que eram namorados, ficantes, o que seja… mas nada de abraços, beijos, necas. Pois é… por mais liberado que o ambiente fosse, não presenciei essa cena.
A gente até achou uma menina que deu em cima da Maybi numas três baladas já! Espero que ela não fique brava de eu ficar comentando, hahha…
Enfim, uma noite divertida, com as caras do Luís dando o toque (aliás, ele deu uma sumida depois que uma menina de cabelos cacheados veio conversar com ele, e fomos embora sem vê-lo), até que… entrou o DJ Horrível no lugar do João. Esse não era o nome dele, mas devia ser. O cara tocou por uma hora a mesma música, apenas fazendo uns barulhinhos em cima (nada contra techno, mas essa foi demais), uma música insuportável… e quando a música é insuportável, você começa a perceber que tá calor, que tá lotado, que tá cheirando cigarro, que as pessoas te empurram… Mela tudo. Mas ainda tínhamos a esperança do Nasi (do Ira), a promessa da noite. Foi quando ouvimos, no banheiro, que ele tinha tocado no início da noite (provavelmente quando estávamos na fila).
Era hora de ir embora. E recomecei minha epopéia: saímos do D-Edge pelas 5 horas, ainda escuro, andamos até o metrô Barra Funda (zona oeste/sudoeste) e de lá eu e a Natália fomos até o metrô Vila Matilde (zona leste), onde esperamos uns 40 minutos, no maior frio que já passei a vida, por uma van até a casa dela, onde peguei minhas coisas; peguei a van de volta para o metrô Vila Matilde (zona leste), baldeei na Sé (centro, onde fica a facul), segui até o Santa Cruz (zona sul) e de lá peguei um outro ônibus pra casa.
E era aniversário de São Paulo. E não tinha melhor jeito de comemorar pra quem é de fora: primeiro uma balada “de cidade grande”, depois uma volta de transporte público por diversas regiões,um cochilo, uma tarde no shopping e uma baked potato, seguidos de uma sessão de cinema e mais um ônibus de volta pra casa.
Adoro essa cidade… FELIZ ANIVERSÁRIO, SÃO PAULO! E continue acolhendo os “caipiras” sempre… esses são os que mais te curtem.