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Arquivo de janeiro, 2005

28/01/2005 - 02:06

Oioi!!! (ouvindo Sugar Sugar, que era tema de “Despedida de Solteiro”, na Globo, lembram? A abertura imitava um joguinho arcaico de computador…)

Oh, honey! Oh, sugar sugar!!! Mas então, enquanto todos meus conhecidos de Registro e região marcavam presença na Carpe Diem sábado passado, eu fiquei em São Paulo. Triste, eu sei… mas inevitável.
Então saí por aqui, na segunda. Tá, balada segunda, vocês podem achar bizarro, mas aqui foi feriado na terça, aniversário de Sampa, e a balada BOMBOU.

Eu saí do meu curso na Av. Frei Caneca (zona sudoeste), peguei o metrô e viajei 34 estações (não foi tudo isso, mas pareceu) até a Vila Matilde (ZL, mano), onde mora minha querida amiga Natália. O combinado era pegarmos a Maybi, minha outra querida amiga, no metrô lá pela meia-noite. Só que o irmão da Natália(eu te pego na saída, Caio) resolveu que 5 minutos iam atrapalhá-lo e saiu com o pai dela para o Ipiranga. E nós… nos floodemos (hauhauahuau adorei).
Nessa hora eu confirmei com a Natália se não tinha perigo de ficarmos pra fora: “não, Nádia, imagina, segunda-feira, ninguém deve ir”. ha… Ha… HA. Quando chegamos à Barra Funda (zona oeste/sudoeste, estão acompanhando?), a fila se estendia por um quarteirão, e todo mundo a furava loucamente! Não que sirva como justificativa, mas eu a furei também e não me orgulho disso.

Então, entramos. Eu, Natália, Maybi e o seu amigo, nosso veterano Luís (o maaaaaaaaaais sarro), os dois últimos presentes no meu lendário pindura. O lugar era o D-Edge, os DJs eram o João Gordo e o Nasi mais tarde e as pessoas eram aquelas que em Registro eu chamava de alternativas e que aqui eu chamo de… pessoas.
As músicas eram simplesmente perfeitas, rock em todas as suas variantes, o João Gordo é simplesmente o cara (e alto pra caramba). A iluminação era uma coisa, certas horas não dava pra saber onde era o teto e onde era o chão – isso totalmente sóbria, imagino como deve ser divertido pra quem chapa. O banheiro misto era uma bagunça total – mas os seguranças cuidavam pra ninguém entrar em dupla nas cabines.
Por falar em casais…esses eram os melhores… e os trios eram o máximo também. Mas uma coisa eu achei meio chata: as meninas se beijavam normalmente, mas os kras… dava pra sacar que eram namorados, ficantes, o que seja… mas nada de abraços, beijos, necas. Pois é… por mais liberado que o ambiente fosse, não presenciei essa cena.
A gente até achou uma menina que deu em cima da Maybi numas três baladas já! Espero que ela não fique brava de eu ficar comentando, hahha…

Enfim, uma noite divertida, com as caras do Luís dando o toque (aliás, ele deu uma sumida depois que uma menina de cabelos cacheados veio conversar com ele, e fomos embora sem vê-lo), até que… entrou o DJ Horrível no lugar do João. Esse não era o nome dele, mas devia ser. O cara tocou por uma hora a mesma música, apenas fazendo uns barulhinhos em cima (nada contra techno, mas essa foi demais), uma música insuportável… e quando a música é insuportável, você começa a perceber que tá calor, que tá lotado, que tá cheirando cigarro, que as pessoas te empurram… Mela tudo. Mas ainda tínhamos a esperança do Nasi (do Ira), a promessa da noite. Foi quando ouvimos, no banheiro, que ele tinha tocado no início da noite (provavelmente quando estávamos na fila).

Era hora de ir embora. E recomecei minha epopéia: saímos do D-Edge pelas 5 horas, ainda escuro, andamos até o metrô Barra Funda (zona oeste/sudoeste) e de lá eu e a Natália fomos até o metrô Vila Matilde (zona leste), onde esperamos uns 40 minutos, no maior frio que já passei a vida, por uma van até a casa dela, onde peguei minhas coisas; peguei a van de volta para o metrô Vila Matilde (zona leste), baldeei na Sé (centro, onde fica a facul), segui até o Santa Cruz (zona sul) e de lá peguei um outro ônibus pra casa.

E era aniversário de São Paulo. E não tinha melhor jeito de comemorar pra quem é de fora: primeiro uma balada “de cidade grande”, depois uma volta de transporte público por diversas regiões,um cochilo, uma tarde no shopping e uma baked potato, seguidos de uma sessão de cinema e mais um ônibus de volta pra casa.
Adoro essa cidade… FELIZ ANIVERSÁRIO, SÃO PAULO! E continue acolhendo os “caipiras” sempre… esses são os que mais te curtem.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/01/2005 - 15:37

Oioi!!!

Voltei de viagem, e a sensação de que as minhas férias só estão começando é a melhor do mundo!!! Minhas aulas só começam dia 28 de fevereiro, estou sussa…

Bom, voltei das férias, voltei para o computador e conseqüentemente fui orkutar. Participo de uma comunidade anti racismo e anti homofobia e, uma coisa leva a outra (orkut, sabem como é), acabei dando de cara com um católico estudioso, que, claro, repudia o homossexualismo. Porém não só o homossexualismo.

Antes de começar, quero dizer que não me oponho a religiões, credos, doutrinas, etc, apesar de pessoalmente não concordar profundamente com nenhuma delas a ponto de me “converter”.

Pois bem. Eu chamei o cidadão de católico estudioso, e não estudioso católico, e isso aconteceu por uma razão: são duas coisas muito diferentes, na minha opinião. O estudioso católico (ou espírita, budista, muçulmano, enfim) é aquele que tem a fé, mas isso não o impede de questioná-la e então estudar mais a fundo para resolvê-las e achar uma resposta que o contente. Já o católico estudioso é aquele que procura, dentro de sua religião, doutrina, etc, argumentos que baseiem sua opinião pré-formada, inclusive usando de interpretações diversas conforme a opinião que quer sustentar. O estudioso católico às vezes pensa diferente do que o papa, ou a Bíblia, ou o padre manda. O católico estudioso não; mesmo quando a idéia não lhe parece plausível, ele contorna a situação para não ter de fugir de seus preceitos.

Eu creio ser o caso do nosso colega orkuteiro. Muito culto, citando passagens da Bíblia que condenam o homossexualismo (aliás, a que faz isso sem sombra de dúvida está presente no Antigo Testamento, não sei bem como funcionam essas coisas), pesquisas científicas (todas norte-americanas, feitas por cientistas que também são católicos estudiosos) e muita dose de ódio.

Entrando em seu perfil, percebo comunidades a favor da pena de morte, outra que sugere enviar os integrantes do MST para “debaixo da terra” e umas duas dezenas de comunidades estilo “eu odeio”. Meus limitados conhecimentos religiosos me dizem que Deus prega o não-ódio, Jesus morreu na cruz por isso e tal…mas claro que o cidadão supra-citado (ou seria supracitado?) deve ter argumentos pra justificar isso, com passagens da Bíblia inclusive, e não sou eu, uma leiga, que vou entrar numa queda de braço com ele.

Esse post não é pra abrir discussão sobre o homossexualismo, o MST, a pena de morte. A gente faz isso outro dia. Nem sobre religião, também. Mas para discutir sobre como a gente (e eu me incluo fortemente na gente) às vezes se apega tanto a uma idéia, uma opinião, um ideal, uma relação, uma pessoa, um ídolo, que não aceita ouvir nem argumentos contrários nem aquela vozinha interna que diz: isso não é totalmente certo…A gente não vê aquela luzinha vermelha dizendo “perigo” ou aquele outdoor em nossas cabeças-duras onde está estampado em cores fortes: IMBECIL!

PS: e ainda descubro que o Karl Marx encheu meu scrapbook com 350 mensagens. Isso se chama flood; me flooderam, isso mesmo… hahahhahha….. comunistas malvados.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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