26/05/2003 - 21:56
Oioi… Primeiro quero agradecer do fundo do meu coração os comentários ao meu último post, gostei de saber as opiniões de todos, favoráveis e contrárias a minha.
E, só pra não dizer que eu não postei, vou colocar um texto do Álvaro Pereira Júnior (escreve a coluna “Escuta Aqui” no Folhateen, muito boa) falando sobre o Michael Moore (eu já o citei aqui no blog, ele detonou o Bush no Oscar, ERA o meu herói – leiam o texto e descubram o porquê do ERA).
Eu já odiei o Álvaro quando era mais nova, hoje em dia curto as opiniões dele, mesmo porque acho que ele mudou de uns tempos pra cá… e eu também mudei né… mudamos nós hehe. E eu me decepcionei com o Michael, não só por ler as informações que estão no texto, mas também – e talvez principalmente – por ver que ele se demonstra totalmente incoerente e hipócrita, exatamente o que ele critica em todos. Bom, agora chega.
PS: Mandem sugestões de assunto pra eu escrever no blog!
Cena de “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, foi falsificada
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Colunista da Folha de S.Paulo
Se você ainda acredita no ser humano, pare de ler esta coluna agora. O que vem a seguir pode ser uma decepção dolorosa demais.
“Escuta Aqui” de hoje vai contar a verdade sobre um dos nomes mais respeitados e inatacáveis (até agora) da indústria do entretenimento: o documentarista americano Michael Moore, vencedor do Oscar de 2003 por “Tiros em Columbine”, em cartaz no Brasil.
Quando teve a coragem de fazer um discurso fulminante contra George W. Bush e companhia bela, na entrega do Oscar, Michael Moore foi elogiado em todos os cantos de nosso planetinha azul -inclusive em “Escuta Aqui”.
Isso porque Moore, figura bizarra, tem como especialidade, em seus filmes e programas de TV, arranhar a fachada asséptica da sociedade americana.
O documentário “Tiros em Columbine”, por exemplo, ridiculariza uma obsessão atávica da população dos EUA: a posse de armas “para defesa”.
Na cena mais marcante do filme, aquela que todos comentam ao sair do cinema, ele mostra um banco do sul do país que dá um rifle de brinde a quem abre uma conta. Moore está lá, no tal banco, e tira uma onda com a tiazinha responsável pela promoção.
Agora vem a bomba: a cena foi armada.
A revelação está na recém-lançada revista nova-iorquina “Radar”, que destaca, em seu número de estréia, as personalidades mais intragáveis dos Estados Unidos. Michael Moore é uma delas.
Segundo a reportagem, o procedimento normal do banco é dar ao novo cliente uma espécie de vale-rifle. A arma só pode ser retirada na loja depois de uma investigação sobre os antecedentes da pessoa.
Moore conseguiu convencer a funcionária do banco de que essas várias etapas estragariam o ritmo do filme. Ela aceitou, então, entregar o rifle no ato -para acabar espinafrada sem dó na edição final.
Um ex-empregado dá a seguinte declaração à “Radar”: “Se reuníssemos todas as pessoas para quem trabalhar com Michael foi a experiência mais desagradável de suas vidas, teríamos de alugar um estádio bem grande.”
O texto sobre Moore na “Radar” é pequeno, mas devastador. Conta que ele, suposto campeão dos direitos civis, pressionou o quanto pôde sua equipe de redatores para que eles não se filiassem ao sindicato da categoria. Não conseguiu.
Numa palestra no Museu da Tolerância de Los Angeles desdenhou de estudantes que lhe perguntaram se a limusine parada na porta era dele. Depois, esperou todos irem embora… e embarcou na limusine!
Moral da história: não acredite em nada nem ninguém. Depois não diga que eu não avisei.
Álvaro Pereira Júnior, 40, é editor-chefe do “Fantástico” em São Paulo
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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05/05/2003 - 21:39
Oioi
Hoje pouca gente vai concordar comigo. Mas que se dane, não fiz um blog pra concordarem comigo, e esse texto muito menos.
No sábado, dia 25/04, assisti “Carandiru” com o Danilo e a Sandra. O filme, não importa o que disse a crítica, é muito bom, muito bem feito, os atores, principalmente o Wagner Moura (o Zico em Carandiru, fez também Deus é Brasileiro e Carga Pesada, na Globo) estão integrados ao clima dado por Hector Babenco. Claro que tem um e outro que está pouco à vontade, mas no geral, faz parte da safra de ótimos filmes brasileiros que merecem toda a nossa consideração.
Mas, é claro, meu texto não é sobre o filme, e sim o fato: assim como em Titanic, chorei, não porque o mocinho morreu e não ficou com a mocinha, mas sim porque o que é mostrado aconteceu REALMENTE, seja de um jeito ou de outro, todo aquele sangue foi derramado. E, se tem alguma coisa que eu puxei da minha mãe (além do quadril largo e das coxas, ham, digamos, grossas) foi o amor por pobres, negros, presos, loucos, enfim, phodidos (com o perdão da palavra) em geral.
Quando entrei no cinema e vi toda aquela gente, pensei: “Caramba, a mentalidade da galera mudou mesmo!” Bom, durante o filme mudei de opinião. Simplesmente não senti nenhuma grande comoção, inclusive achei que muitos se sentiram vingados ao ver as cenas do massacre, enquanto eu soltando lágrimas de ódio e xingando um por um (da Tropa de Choque) de grandissíssimos filhos da p***. Em um cena em especial, extremamente cruel, em que um policial deixa de matar um presidiário “pra ele poder contar a história” e logo depois volta e o metralha dizendo “mudei de idéia!”, o público chegou às gargalhadas. Claro que é um filme, mas convenhamos
gargalhadas? Não estou dizendo que quero que todo mundo se comporte como eu me comporto, eu não tenho motivos pra odiar criminosos, nunca aconteceu nada comigo, talvez no primeiro assalto que eu sofra saia gritando aos quatro ventos “MORRAM TODOS!”
mas vou tentar me explicar.
É muito contraditório da parte de quem acha justo os policiais terem massacrado os presidiários do Carandiru, “porque eles eram bandidos e não tiveram consideração por suas vítimas”. Então quer dizer que os policias tiveram alguma consideração enquanto metralhavam pessoas desarmadas e encarceradas, sem ter pra onde fugir? O erro de um justifica o erro do próximo? Então eu também posso meter chumbo nos fulanos que participaram desse ato (vontade, tenho de dizer, não me falta)? Ah, não posso, os presidiários erraram primeiro, eles MERECEM morrer. Que espécie de sociedade somos nós, que prega a igualdade mas onde uns valem menos que os outros?
Ninguém pára pra rever seus conceitos. Fiz isso outro dia e tive a certeza de que um dia, se alguém me estuprar ou torturar ou alguém da minha família, gostaria de ver essa pessoa morta. Mas continuo contra a pena de morte, num país onde ela já existe: ninguém sobrevive a uma grande pena e quem sobrevive, volta pra cadeia.
Assim como nós temos uma vida, uma família, eles, os bandidos, também têm. Se eu disse lá em cima que nunca sofri grandes coisas, digo aqui embaixo que convivi com gente na minha infância que acabou indo para a marginalidade, meus pais inclusive tentando evitar, com pequenos atos, o inevitável. Acho que poucos de vocês que lêem tiveram esse tipo de convivência. São pessoas como todo mundo, que foram pra outro caminho, seja por escolha, seja por insanidade, seja por necessidade, o que nos cabe é julgá-los decentemente e puni-los, tratá-los, melhorá-los (país desenvolvido trata seus presos e diminui a criminalidade), e não deixá-los à margem de suas próprias vidas, arrancar suas identidades e obrigá-los a criar um novo Brasil em cada presídio.
Podia ser você, um amigo, um familiar, podia ser eu, podia (podia mesmo) ser minha mãe. Ninguém deixa de infringir uma lei que seja. Aquele seu amigo que atropelou um pedestre, aquela outra que roubou umas coisas de um supermercado, você que dirige perigosamente (e acha o máximo)
tem a mesma noção de respeito ao próximo do que Pedrinho Matador, 48 anos, 30 de prisão, mais de cem mortes nas costas:”só morreu quem não prestava”.
PS: uma das únicas coisas que me conformaram foi que, a certa altura do filme, apareceu o Collor na TV de uma das celas
nisso um moleque do meu lado: “MEU, O QUÉRCIA!” O que se pode esperar de quem tem uma cultura deste nível além de gargalhadas?
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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01/05/2003 - 18:14
Oioi…
Desde a seleção dos cantores pro Objetivo in Concert (festival de música do cursinho, onde elas foram cantadas) eu não consigo tirar essas músicas da cabeça. Então, quem sabe, se eu colocar as letras aqui e ouvi-las durante horas seguidas, eu pare de cantá-las, catarolá-las, resmungá-las, batucá-las, enfim, SAIAM DA MINHA MENTE! AAAAAAAAAAA (Nádia surtando)…
Grand Hotel
Kid Abelha
Se a gente não tivesse feito tanta coisa
Se não tivesse dito tanta coisa
Se não tivesse inventado tanto
Podia ter vivido um amor grand” hotel
Se a gente não fizesse tudo tão depressa
Se não disesse tudo tão depressa
Se não tivesse exagerado a dose
Podia ter vivido um grande amor
Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em “bom dia”
Qual o segredo da felicidade
Será preciso ficar só pra se viver
Qual o sentido da realidade
Será preciso ficar só pra se viver
Se…
Djavan
Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber, quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser, se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora o Se
(Chorus)
Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz a beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em 0 a 0 eu quero 1 a 1
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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