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iBest BrTurbo

Arquivo de abril, 2003

25/04/2003 - 22:51

Oioi (como diria o Feijó, “powered by Ná”)!
Outro dia, estava conversando com o Adauto e surgiu o assunto: eu não me conformo com a pecha que de vez em quando me dão, a de “menina pra namorar”. Explico. Admitindo a existência de uma classe de meninas “pra namorar”, automaticamente se admite a coexistência de meninas “pra não namorar”, o que é um absurdo. Continuei dizendo pra ele que se eu fosse uma menina que se encaixasse nessa segunda categoria ficaria ainda mais revoltada, onde já se viu, existirem meninas que tecnicamente nunca poderão ter alguém pra dividir o mesmo edredom, assistir filme de terror agarrando no braço, espremer espinhas???

Vou ainda mais fundo (opa): nós, “meninas pra namorar”, nunca poderemos ficar com alguém só por ficar? Ou então ficar com mais de um, dispensar o cidadão, ficar com alguém conhecidamente canalha? Poxa… direitos iguais, problemas iguais, tudo igual, de bom e de ruim.

Além do mais, como é que se define uma “menina pra namorar” (A) e uma “menina pra não namorar” (B)? Se ela é comportada, A. Se é galinha, B. Se ficou com poucos ou namorou bastante tempo, A. Se ficou com vários e nunca namorou, B. Hahaha na boa, a maioria das meninas são comportadas com uns e totalmente desvairadas com outros, não há uma regra (eu estou falando pelo que eu conheço, calma lá, não estou dizendo que é regra). Se a menina fica com vários, isso pode significar que ela esteja procurando a tampa da panela (ai que lindo), e isso também justifica o “nunca namorou”. Ás vezes, aquela menina que ficou com poucos pode ter feito muito mais coisas com esses poucos do que aquela que ficou com mais. E quem namora bastante tempo e depois termina, sinceramente, (de novo, me baseio no que eu sei), acaba tentando “recuperar o tempo perdido”, e ficando aos montes.

Ou seja, definir e classificar mulheres como se fossem variedades de uma alface (nossa, que comparação) é totalmente injusto, por dois motivos: cada uma tem o direito de fazer o que quer da vida, ficar com quantos quiser, se arrepender, se transformar em outra pessoa, ou continuar a mesma e ser feliz daquele jeito e o resto que se exploda. Não é porque uma menina não parece ser confiável que ela não será; o que falta, na maioria das vezes, é um estímulo maior pra ela se tornar o modelo de namorada E, pra quem não se convenceu pelo lado sensato da questão, tem outro argumento para aqueles garotos cretinos se convencerem: há o perigo de se julgar a alface pela folha de for a: aquela santa pode se revelar uma tremenda diabinha que vai fazer o indivíduo comer em sua mão. (hahahha isso eu queria ver).

PS: Isso também vale para os meninos, eu apenas não os mencionei porque eles sofrem menos com esse tipo de coisa. Mas eles também são injustiçados, tadinhos!

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/04/2003 - 16:30

Oioi…

Esse texto está também no blig de Barretos, o que vem depois eu deixei só pro meu blig, porque está falando de mim.

Hoje eu estou meio revoltada… Assisti o Jornal Hoje, na Globo (hum, que merchandising) e vi mais umas babaquices do Bush. O cara agora quer que os crimes de guerra cometidos por soldados iraquianos contra os soldados dos EUA sejam julgados por tribunais norte-americanos, e não por um Tibunal Internacional, como costuma ser.
Em Kosovo, não sei se vocês lembram (eu já tinha esquecido), o Milosevich e mais quatro assessores foram condenados, mas por um Tribunal reunindo várias nações. Sabe o que “Bushinho” quer agora contra Saddam & Cia? Que o próprio Iraque, após sua “reconstrução” (não me pergunte como eles vão reconstruir aquele museu que foi estilhaçado e muito menos a biblioteca onde estavam exemplares antiqüíssimos do Al Corão), julgue o antigo ditador, com uma “mãozinha” norte-americana! No jornal se disse que os Direitos Humanos já estvam em cima, dizendo que pode ser que ocorra parcialidade nesses julgamentos, inclusive no do Saddam, pois o novo governo iraquiano não estaria preparado pra um tribunal dessa proporção.
PODE SER QUE OCORRA??? Venhamos e convenhamos, se você fosse chamado pra julgar o seu pior inimigo, você conseguiria ser TOTALMENTE imparcial???
Como diria Michael Moore (aquele documentarista que ganhou o Oscar), SHAME ON YOU, MR.BUSH!

Continuei vendo TV, e começou o Video Show… já no final do programa, apareceu um flash back do “Globo de Ouro”, e era do Cazuza, em 1988. Ele já estava relativamente consumido pela Aids, bem magro, cabelinho mais ralo, mas estava sorridente. E cantava a minha segunda música preferida dele (a primeira é Exagerado, acho que a as duas têm muito a ver comigo, o que vocês acham?): Faz parte do meu show. (Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor/ te levo pra festa e testo seu sexo com ar de professor).
Mas o ponto não é esse (sempre me desviando do assunto principal…). Foi que quando eu o vi, lembrei de algumas pessoas que eu vi bem doentes, outras que morreram. E fiquei assim…com vontade de falar sobre isso.
Um amigo da minha mãe, que eu desde sempre ouvia falar mas não conhecia, uma pessoa muito importante na vida dela, estava com leucemia. E nós duas fomos visitá-lo; ele estava bem magro, não conseguia comer praticamente nada, estava abatido, mas assim que me viu abriu um sorriso imenso e fez a cara mais simpática do mundo. E eu o admirei.
Quando ele morreu (e agora eu esbarro na minha grande dificuldade)… não é bem tristeza a palavra, e eu não consigo explicar o sentimento que tomou conta de mim… acho que alguma coisa relacionada com justiça.

Isso me lembrou uma história que às vezes conto pras pessoas… quando eu era pequena, minha avó paterna morreu. Eu não lembro exatamente, tinha uns 5 anos, mas ficamos eu e minha mãe passeando no cemitério, lendo os nomes, as datas, conversando sobre as pessoas (eu gosto de fazer isso até hoje) que estavam enterradas. Até que chegamos na parte infantil do cemitério, e eu perguntei porque os túmulos eram pequenos. A minha mãe disse que era porque eram crianças que estavam ali. E eu, do alto dos meus 5 anos, naquela sabedoria típica da idade: mas mãe, criança não morre!
Eu lembro da minha mãe emocionada depois que eu disse isso, não sei se lembro certo, mas o fato é que eu pelo menos me emociono sempre com essa história.

Queria ter escrito esse texto de uma forma mais poética, lírica, pra que quando os meninos lessem tivessem de disfarçar os olhos enxutos (homem chora, mas disfarça muito bem) e que as meninas se identificassem e comentassem com as amigas (aiai sonho meu). Outra grande dificuldade minha, eu sempre me esfolo pra escrever algo emotivo (mesmo eu sendo essa manteiga que vocês sabem que eu sou).

Muito obrigada ao Baeta, por tudo que fez pra minha mãe e indiretamente pra mim. Saudades do Paulo, que fazia as melhores panquecas do mundo e que se foi antes que eu dissesse isso a ele. Uma pena eu não ter conhecido minha tia Celinha, que morreu tão cedo. Saudades de todos que já não estão vivos mas que povoam meus pensamentos.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/04/2003 - 22:17

Oioi…

Bom, primeiramente vou agradecer pelos comentários ao meu último post..

Bruno: nem me lembre do dia da uva, MEU DEEEEUS… mas eu sei que ganhei no concurso de caretas hahha… e quanto ao pululante, é assim: uma vez eu li essa palavra, que quer dizer algo que pulula, movimento, etc e tal, e achei a minha cara… você concorda? Saudades…

Juy: eu até gostei do layout, achei bem “menina”, não sei se é muito parecido com o meu estilo e o estilo do blig, mas estava na hora de mudar, né? Segui o seu conselho e fiz a lista do que me estressa, veja se você gosta também. E a outra expressava saudade, carência, complexo de cachorrinho abandonado, ou seja, expressava a minha essência!

Juliano: não sei… quer sair amanhã? hahahhahahha

Adauto: Ah, muito obrigada! Te adoro também..

Agora, vamos ao prato principal… resolvi fazer duas listas de coisas que me estressam, uma mais séria, outra mais anormal (no padrão Nádia de anormalidade). Sendo assim:

COISAS (SÉRIAS) QUE ME ESTRESSAM (mais uma vez, fui escrevendo e devo ter esquecido de várias):

- Grupos de pessoas que querem ser diferentes mas acabam ficando todas iguais – com certeza vocês conhecem alguém assim, que critica todas as outras turmas mas não tem a mínima coragem de contrariar a própria, mesmo quando não tem a mesma opinião;

-Preconceito disfarçado (o não-disfarçado nem merece o meu stress) – o indivíduo diz que “nada contra” mas não perde a oportunidade de chamar qualquer nordestino de “baiano”, qualquer negro ou pardo de “pobre” e qualquer homossexual de “veado”;

-Hipocrisia – esse tinha que vir logo depois, pois agora mesmo disse que detesto preconceito quando eu mesma tenho preconceito contra pessoas preconceituosas (sempre acho que a mínima piadinha inclui um sentimento de ódio profundo), contra pessoas mais endinheiradas (tenho tendência a acreditar que de alguma forma se revelarão cretinas) e contra policiais (me desculpem, mas eu acabo acreditando que eles sempre agirão com violência, sem o menor respeito);

-Gente que se acha melhor que alguém (ou que todo mundo);

-Gente que puxa o saco de quem se acha melhor que alguém (ou que todo mundo);

-Fazer gênero – por exemplo, aquela pessoa que vive dizendo: “Porque eu sou louca! Anormal (por isso esclareci lá em cima “padrão Nádia de anormalidade”)! Não tem ninguém parecido comigo!” ou então “Ninguém me entende!” Vocês acham mesmo que se a pessoa fosse louca ela ia sair por aí espalhando? Com certeza existe alguém parecido com você no mundo, são MUITAS pessoas! E se ninguém te entende é porque você não sabe explicar direito;

-Ídolos da galerinha – o cidadão não presta, só faz bobagem e apronta; claro, por isso mesmo, ele é o máximo (LINDOOOOO);

-A guerra contra o Iraque e o Bush (a minha visão do assunto pode ficar pro próximo post);

COISAS QUE ME ESTRESSAM II (”jeito Nádia de ver o mundo”, sei lá como podemos chamar – me mandem idéias, por favor!):

-Páginas que expiram (grrrr a primeira vez que eu estava postando esse texto aconteceu isso);

-Minha mãe me dizer que eu não faço nada pra ajudá-la, que só ela que se mata pelos outros – me deixa muito pra baixo, me sentindo uma inútil;

-Quando tudo parece dar errado;

-Minha professora de geografia, a Vera – o jeito que ela fala me deixa meio… elétrica… agitada… PERTURBADA é a melhor palavra!

-Dar uma topada em alguma coisa – nossa, dá vontade de xingar o referido obstáculo;

-Não conseguir convencer alguém das minhas opiniões (hahaha, tenho dó dos meus amigos);

-Quando fica aquele papo típico de ICQ (seja no ICQ ou “ao vivo”) – “tudo certo?” “td bem, e vc?” “td bem tbm… novidades?” “Não… e vc?” “Tb ñ… o que fez hoje?” “Nd… e vc? “Nda tbem…”- aaaaaaaaaaaa pra mim, “nada” é ficar deitado na cama olhando pro teto e babando!

-Coisas caindo – já percebeu que quando cai a sua caneta, normalmente vai o seu caderno, sua lapiseira, o estojo (que é aquele de lata e faz AQUELE barulho) e tudo o que estiver disposto a cair?;

-Não conseguir conectar quando eu mais preciso;

-Pessoas falando da minha vida sem saber da história – nada pessoal, mas isso é irritante;

-Perceber que o mundo gira sem mim – fazer o quê, eu sou filha única né…

-Criar expectativas sobre algo que não acontece – ou que não acontecerá;

-Rirem da minha cara, não me levarem a sério, fazer piadas com o que eu falo – hum, como eu sou brava!;

-Casaizinhos felizes e apaixonados – Né, Juliano? Né, Emília? Né, Fabinho? – hahahhaha.

Olha, pra dizer a verdade na primeira vez que eu escrevi ficou mais legal, mas é que hoje eu simplesmente não estou estressada (No stress, yes Nádia), então fica difícil…

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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