US OPEN – MONFILS MOSTRA COMO NÃO JOGAR TÊNIS
A última partida da noite de ontem no US OPEN foi uma aula do tenista Frances para as crianças e jovens de hoje : COMO NÃO JOGAR TÊNIS.
Com efeito, embora a partida tenha sido acirrada e com bons momentos, Monfils resolveu usar de meio desagradável e descortês para enfrentar uma das maiores figuras do tênis mundial, Rafael Nadal.
O tênis, reconhecidamente um esporte de pura etiqueta, de rígido fair play, não admite as gesticulações e desafios grosseiros utilizados pelo tenista francês. Um esporte que até pouco tempo atrás só admitia os uniformes impecavelmente brancos e qualquer erro ou bola na rede com ponto contra o adversário induzia imediatamente um pedido de desculpas.
A partida, visualmente, foi desagradável de se ver. Um tenista resmungando o tempo todo, acintosamente e de frente, com o intuito claro de provocar e desconcentrar o oponente, esquecendo-se que do outro lado tinha nada mais nada menos que uma lenda do tênis.
Começou o jogo a 300 por hora e acabou melancolicamente no quarto set. Como é óbvio! O tênis é um esporte cortês e de imensa concentração. Equilíbrio físico e mental. Nada de frescurinha ou arroubos de valentia.
O que poderia ter sido uma partida emocionante e de grandes jogadas acabou sendo uma irritante expectativa de ver até onde iria aquela valentia e descortesia toda.
Para os jovens que estão começando uma verdadeira lição de como não se comportar numa quadra de tênis. Se já é feio e antidesportivo ver jogadores atirando raquetes no chão, quebrando- as, gemendo e gritando a cada toque de bola, imagine a grosseria de ontem à noite.
Espero que o tenista Frances tenha tirado uma lição da partida de ontem à noite e não repita mais o erro grosseiro. Ninguém ganha no grito, desconcentrado ou despreparado fisicamente. Até porque, quem ama o esporte e o pratica cotidianamente sabe do absurdo dessas frescurinhas que se vê nas quadras hoje em dia.
Falei.
Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): crítica Tags:
