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16/09/2008 - 14:09

Lixo Tecnológico

Terça Feira, 16 de setembro de 2008.

As pessoas normalmente confundem inclusão digital, acesso à tecnologia, com barateamento de computadores e equipamentos tecnológicos em geral. Hoje é muito fácil comprar um celular, baratinho, parcelado e pré-pago (os que mais dão lucro às operadoras). Um computador já não é tão acessível, mas ainda assim é muito barato se comparado aos micros de 2 anos atrás. Com mil reais, ou melhor, com parcelinhas de 50 reais que cabem no seu bolso, leva-se um desktop de modesto poder de fogo, mas suficiente para iniciantes.

O grande problema dessa enxurrada de computadores e outros equipamentos baratinhos no mercado é a qualidade, que nem sempre está tão acessível. Quanto mais baratos os computadores, menos confiáveis são os componentes ou menos recursos essas máquinas oferecem (ou ambas as coisas). E como entramos na cultura do descartável, sai muito mais barato comprar um novo mouse, uma nova placa de som, de vídeo ou modem (as mais baratinhas), quando eles pifam.

E para onde vai esse lixo? Se nem mesmo o tradicional lixo reciclável já conhecido (papel, plástico, vidro e metal) é corretamente separado e recolhido, que diriam das pilhas, lâmpadas fluorescentes e monitores de computador? Quem cuida desse lixo?

Se você não tem essas respostas, aqui vão algumas sugestões do que fazer com aqueles seus trecos tecnológicos que você não quer mais, mas não sabe como se livrar.

Venda o que ainda estiver em boas condições

Pode ser que você olhe para um monitor de 15 polegadas e veja um lixo, mas tem gente que ainda precisa disso e pode pagar alguns trocados pelo seu usado. Uso próprio, pontos de acesso a Internet cooperativos, pontos de venda, quiosques diversos, são vários os destinos que seu equipamento pode ter e ser útil para alguém. Anuncie em sites de leilão. É a forma mais fácil de conseguir uns cobres.

Doe para alguém que faça bom proveito

Mesmo sem funcionar, seu computador antigo e jogado num canto pode ser útil para outras pessoas. Às vezes é um conserto tão ridículo, mas que você não tem interesse em fazê-lo e isso vai acumulando poeira e ocupando espaço útil embaixo de sua mesa de trabalho. Doe! Faz bem ajudar, desopila o fígado e dá um destino útil para sua velharia. Ah! Se não conseguir vender aquele monitor do parágrafo acima, junte no pacote da doação.

Faça arte ou deixe alguém fazer

Tem coisa que não tem conserto e muitas vezes é muito caro reciclar. Um pente de memória queimado, por exemplo, tem pouco metal a ser reaproveitado, sua recuperação é quase impossível mas seus componentes são poluentes. Que tal transformá-lo num chaveiro hi-tech? Além de bonito e “estiloso”, você ainda pode fazer um dinheirinho, se tiver outras coisas e jeito para artesanato. Eu mesmo “ inventei ”um porta-canetas feito de base de webcam e um mouse velho, por exemplo.

Essas poucas ações podem não aparentar tanta importância num primeiro momento, mas representam muito para quem se beneficia delas principalmente o meio ambiente.

 

Autor: dhanielpaje@ig.com.br - Categoria(s): Tecnologia Tags:


1 comentário para “Lixo Tecnológico”

  1. Hudson disse:

    Tem uma saída para isto, leia abaixo:

    A MetaReciclagem é uma rede distribuída que atua desde 2002 no desenvolvimento de ações de apropriação de tecnologia, de maneira descentralizada e aberta. A rede começou em São Paulo em parceria com a ONG Agente Cidadão, como um projeto de captação e remanufatura de computadores usados que posteriormente eram distribuídos para projetos sociais de base. A MetaReciclagem sempre teve por base a desconstrução do hardware, o uso de software livre e de licenças abertas, a ação em rede e a busca por transformação social. Desde então, a MetaReciclagem teve a oportunidade de atrair centenas de colaboradores e influenciar a criação e a implementação de diversos projetos de grande alcance. Recebeu menções honrosas no Prix Ars Electronica 2006 (categoria Digital Communities) e Prêmio APC Betinho de Comunicação (2005), e foi listada como pré-selecionada no Prêmio APC Chris Nicol de Software Livre em 2007. A partir do intercâmbio com a plataforma Waag-Sarai (Holanda-Índia), a MetaReciclagem passou a definir-se não mais em função de um grupo que reciclava computadores, mas uma rede aberta que promovia a desconstrução e apropriação de tecnologias.

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