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Régi Macedo é o pseudônimo de Reginaldo Godinho Macedo. Nascido em novembro de 1965 na cidade de Juquitiba, SP, fez graduação em Letras – Português e Inglês – pela Universidade Anhembi-Morumbi e pós-graduação em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Atualmente ensina Literatura Brasileira na Faculdade Anhanguera, Colégio Lebiste/Anglo, e desenvolve projeto de mestrado na Universidade de São Paulo. Participou como aluno especial na USP das disciplinas Literatura e Psicanálise e Gêneros Discursivos: o Projeto do Círculo de Bakhtin e Suas Perspectivas Contemporâneas. Poeta e compositor lançou seu primeiro livro em 1986 – Um pouco de todos em cada um -, pela editora Terra. Em 1995 compôs o literomusical O Retorno a Avalon – poesias e canções inspiradas na mística do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda em busca do Santo Graal – e apresentou-se em Congressos no RS, DF, MG e SP. No ano de 1999 lançou Da Fala – uma poética da liberdade, livro de poesia que marcará uma nova fase de sua produção, agora voltada também a preocupação com questões da linguagem, como no poema Língua: existe um lugar bem perto do céu/ da boca do homem do dente do bicho/ é língua que fala grunhe e rosna/ engole a gosma o pão e o vinho/ E desse lugar quente úmido/ falo ereto que fala linguagens/ língua do homem língua canina/ brota o Verbo Signos Imagens (…) Em 2005, pela Scortecci editora, publicou Rudes, Rebeldes e Jovens para Sempre!, seu primeiro romance. Influenciado por uma leitura da adolescência do livro de Jack Kerouac , On The Road, que em 1957 iniciava uma revolução cultural nos Estados Unidos, o romance tornou-se o manifesto da geração beat, que rompia com o compromisso do american Way of life e pregava a busca de experiências autênticas, um compromisso selvagem e espontâneo com a vida até seus mais perigosos limites. Diante de uma sociedade que aniquilava o indivíduo, os beatniks queriam uma consciência nova, libertada de padrões, escolhiam a marginalidade:
“(…) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante – pop! – pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos ‘aaaaaaah!’. Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?” (KEROUAC, 1957)
Rudes, Rebeldes e Jovens para Sempre! narra a descoberta do amor, do sexo, o envolvimento com as drogas, a omissão e os problemas familiares, o encontro místico, a morte, o conflito entre o prazer e a dor que são vivenciados pelo andarilho rebelde, amante da poesia, do rock, e, sobretudo, da liberdade. A busca de um lugar no mundo confunde-se com a busca de si mesmo. Retrato de uma geração, esta obra torna-se atemporal na medida em que se apresenta o drama humano em busca por sentidos que justifiquem os conflitos e questões existenciais. Utilizando uma linguagem simples e coloquial, o autor narra a trajetória de um hippie e suas aventuras na estrada.
Régi Macedo prepara um novo trabalho a ser lançado em breve, o paradidático Os óculos da Dona Gramática, livro no qual “brinca” com questões da gramática normativa e informal.
Autor: prof_regi@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal Tags: Adicionar nova tag
