iG
iBest BrTurbo

Arquivo da Categoria Gastronomia internacional

24/11/2009 - 15:53

Um pão especial

Receita do livro “A Grande Cozinha – Pães e Cia.” da Abril Coleções.

trigo     Pão doce (Gana)

Ingredientes para 6 pessoas

250 g de fécula de batta

250 g de farinha de trigo

15 g de fermento fresco

100 g de manteiga

80 g de açúcar

40 ml de leite

3 gemas

1 ovo

manteiga e farinha de trigo para untar

sal

Modo de fazer

Peneire a fécula e a farinha juntas, formando um monte, coloque no centro o fermento, dissolvido em cerca de 150 ml de água morna, misture os ingredientes até obter uma massa elástica e homogênea, forme com ela uma bola e deixe-a crescer por 40 minutos em local aquecido. Depois desse tempo, sove novamente a massa, incorporando aos poucos as gemas, a manteiga derretida, o áçúcar, o leite morno e adicionado num fio, e uma pitada de sal. Deixe crescer novamente por pelo menos 2 horas. Sove o preparo mais uma vez por alguns minutos. Divida-o em 3 filões e forme com eles uma trança frouxa, dispondo-a numa forma de pão de forma untada com manteiga e farinha. Deixe a preparação crescer novamente até que tenha atingido 3/4 da capacidade da forma, pincele-a com o ovo, levemente batido, e asse-a em forno preaquecido  por 1 hora. Esse pão doce pode ser servido quente ou frio no café-da-manhã, com mel ou geléia, ou ainda, acompanhado com leite e frutas frescas.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
12/11/2009 - 08:10

Um pouco da Tailândia

Texto e receita do livro “Cozinha País a País – Tailândia” publicado pela Folha de S.Paulo em 2007.

Molho doce de malagueta (Nam jim priau wan)

Trata-se de um molho muito utilizado na cozinha tailandesa, que oferece uma curiosa combinação de sabores doces e picantes. De modo idêntico ao que acontece com os demais molhos apimentados, pode-se reduzir o picante, diminuindo a quantidade de malaguet,a o que agradará a quem estiver menos habituado a esse tempero.

Ingredientes (para 1 xícara)
6 malaguetas vermelhas secas
2 dentes de alho
80 ml de água
1/2 colher (sobremesa) de açúcar
1/2 colher (sopa) de molho de peixe
1/2 colher (sopa) de vinagre de arroz e 1/2 de óleo de amendoim
1/2 colher (sobremesa) de óleo de gengibre
1/4 colher (café) de sal

Modo de fazer
Ponha as malaguetas de molho na água, durante 30 minutos. Retire as sementes e pique. Escorra e reserve a água. Passe a água e as pimentas para uma leiteira, junte o restante dos ingredientes e, quando começar a fever, tampe, abaixe o fogo ao mínimo e deixe cozinhar durante 15 minutos. Passe para um recipiente de um mixer e bata até que fique com uma consistência fina e pastosa. leve de novo ao fogo, cozinhe por mais 3 minutos e deixe esfriar. Acondicione num recipiente hermético e conserve na geladeira.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
06/11/2009 - 08:27

Da Suíça para você

A receita abaixo foi publicada no livro “Cozinha país a país – Suíça” (Folha de S.Paulo), de 2007.

batata

Berner rösti (batata rösti)

Ingredientes (para 6 pessoas)1 ½ kg de batatas
6 colheres (sopa) de banha de porco ou manteiga
Sal
Pimenta-do-reino

Modo de fazer
Lave as batatas com a casca e coloque-as para cozinhar em água e sal. Deixe até ficar no ponto (não muito mole). Escorra e reserve durante um dia na geladeira. Descasque as batatas e rale-as na parte grossa do ralador. Misture delicadamente o sal e a pimenta-do-reino. Aqueça a banha (ou a manteiga) em uma frigideira antiaderente e coloque a batata ralada. Forme uma “panqueca” com o auxílio de uma espátula e doure de ambos os lados durante cerca de 20 minutos.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
28/10/2009 - 03:40

Mongólia

Mongólia - desciclopedia.eu

Na semana passada assistimos aqui em casa o filme Genghis Khan (2009) do cineasta russo Sergei Bedrov. O filme, uma co-produção do Cazaquistão, Rússia, Mongólia e Alemanha, conta a história dos primeiros anos do móngol que unificou seu país e dominiou a Ásia no século XIII. A trilha sonora, a fotografia e as cenas das batalhas são impecáveis, assim como o figurino e a interpretação dos protagonistas da história. Confesso que gostaria que o filme tivesse avançado um pouco mais após a unificação da Mongólia por Genghis Khan. Mas o filme vale a pena, especialmente porque revela muito dos costumes e tradições de um país tão desconhecido. Após sua morte o império móngol foi dividido em vários estados e dissolvidos no século XIV. No século XVII a Mongólia é dominada pelos chineses e apenas em 1921 conquista sua independencia com o apoio da antiga União Soviética que instaurou um regime comunista no país, que a governa até 1996, quando perde as eleições parlamentares para a Coalização Democrática Unida. A Mongólia é um país asiático que fica entre a Rússia e a China, sem saída para o mar. Dividido em 21 províncias, o país é composto por planaltos, com cadeias montanhosas no norte e no oeste. O clima é temperado continental, com verões amenos e invernos longos e gelados. Sua economia está baseada na produção agro-pastoril e quase um terço da população vive em condições de extrema pobreza. A capital da Mongólia é Ulaanbaatar e a língua oficial do país é o calca-mongol. Quase 100% da população é budista.
Quanto a gastronomia, ela varia segundo cada região do país, mas a carne é sempre o alimento principal e também produtos feitos com leite – inclusive uma cachaça feita com o laticinio e chamada de “água traiçoeira” pelos mongóis. No sul, é comum o consumo de cordeiro e camelo. Nas montanhas, carne bovina. Outros pratos típicos da Mongólia são a aaruul, uma espécie de bolacha salgada servida no café da manhã e o buuz, uma massa que parece uma ravióli grande e é recheada com carne de carneiro e cozida a vapor.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
05/10/2009 - 08:51

Variações com alho

alhoSkorthalia (Grécia – molho de alho para frangos, peixe ou antepasto)

Ingredientes

4 dentes de alho

300 g de batatas cozidas

½ xícara de azeite extra-virgem

2 colheres (sopa) de vinagre

Sal

Modo de fazer

Coloque os dentes de alho em um pilão com um pouco de sal, amasse até obter uma pasta. Adicione as batatas e continue amassando, adicionando o azeite e o vinagre até obter uma consistência cremosa. Acerte o ponto do sal e sirva.

 

Ails caramelisés (França – alhos caramelizados)

Ingredientes

20 dentes de alho

120 g de açúcar

150 g de vinagre branco

150 g de água

1 pitada de sal

Modo de fazer

Leve o açúcar ao fogo até formar um caramelo. Quando estiver com uma cor dourada, acrescente o vinagre e a água morna. Deixe ferver até o caramelo se dissolver por completo. Abaixe o fogo. Junte os dentes de alho e deixe-os cozinhar de 10 a 15 minutos. Os alhos caramelizados podem ser guardados em potes de vidros fechados por algumas semanas na geladeira.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
29/09/2009 - 05:41

Toque exótico em dia de chuva

Muito o que fazer hoje e o dia lá fora tentando me tirar dos eixos. É preciso resistir e ignorar os apelos do livro que quero continuar lendo, das pesquisas que preciso fazer, de tanta coisas que esse céu escuro me inspira. Tudo bem, pelo menos uma sopa eu posso saborear. Fui buscar nos meus arquivos e encontrei uma do Vietnã que me pareceu muito interessante. Compartilho com você.

Canh chua (sopa vietnamita de peixes)

Ingredientes

1 colher (sopa) manjericão

Mapa do Vietnã (geomundi.org)

3 colheres (sopa) polpa de tamarindo

1 colher (sopa) tamarindo

1 colher (sopa) cebolinha picada

1 colher (sopa) hortelã picada

2 colheres (sopa) açúcar

150 g broto de feijão

1 e ½ litro de caldo de peixe

1 pimenta dedo-de-moça

100 g gengibre

Sal e pimenta-do-reino

1 talo de salsão

1 cenoura

Modo de fazer

Preparar um bom caldo de peixe, coar e colocar 1 e ½ l em uma panela. Adicionar o gengibre picado, a pimenta picada e levar ao fogo baixo por 10 minutos. Coar novamente. Colocar um pouco do caldo em uma tigela e acrescentar o açúcar e a polpa de tamarindo, misturar bem. Reservar. Cortar o salsão em tiras e a cenoura em rodelas, colocar no caldo para ferver. Escaldar o broto de feijão por 30 segundos em água fervente. Escorrer e acrescentar ao caldo de peixes, colocar o peixe cortado em cubos e ferver até o peixe estar macio. Adicionar a mistura de tamarindo e salpicar com as ervas. Servir bem quente. Se não encontrar tamarindo para extrair a polpa, utilizar a seguinte substituição: reidrate 50 g de damascos e 50 g de ameixas pretas sem caroço. Escorrer e bater no processador com 2 colheres (sopa) suco de limão. Utilizar na mesma quantidade do tamarindo.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
27/09/2009 - 11:39

Faz muito tempo

por do sol    que eu ganhei este livro, “As melhores receitas da TV”, da Rio Gráfica Editora. Por acaso achei no meio de outros livros visitados mais frequentemente. Folhei e ao acaso escolhi duas receitas da novela Maron Glacé. Ganhei este livro do meu avô que já partiu, acho que pra não cutucar a saudade ele fica lá no canto, quietinho, contemplado de vez em quando, por descuido da razão.

Paté de foie (patê de fígado)

Ingredientes

Rendimento: 1/2 kg

1/2 kg de fígado fresco

1 xícara (chá) de gordura de porco

4  fatias de pão amanhecido

1 cebola

leite suficiente para embeber o pão

noz-moscada ralada, sal e pimenta-do-reino

4 ovos

1 colher (sopa) de manteiga

Modo de fazer

Limpe o fígado e corte em pedaços pequenos. Junte ao fígado a cebola e o pão embebido no leite e espremido. Passe na máquina de moer e junte a gordura de porco. Tempere com sal, noz-moscada e pimenta. Passe por uma peneira, acrescente os ovos e misture bem. Coloque em forma untada com manteiga e cozinhe em banho-maria.

Salade aux oefugs durs (salada de ovos cozidos)

Ingredientes

Rendimento: 6 porções

6 ovos cozidos cortados em rodelas

6 tomates cortados em rodelas

1 xícara (chá) de maionese

1 colher (sopa) de salsa batidinha

folhas novas de alface

2 colheres (sopa) de molho vinagrete

Modo de fazer

Arrume em uma travessa listras alternadas de ovo e tomate sobre um ninho de folhas de alface. Regue com molho vinagrete. Conserve no refrigerador. No momento de servir despeje sobre sobre a salada a maionese misturada com a salsa batidinha.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
23/09/2009 - 11:48

Uma receita italiana para transformar dias normais em ocasiões especiais

Coniglio a Senese (receita italiana da região de Toscana)

 Ingredientes

 1 coelho de ½ kg

40 gramas de bacon

100 gramas de azeitonas pretas

1 cebola pequena

1 cenoura pequena

½ aipo

1 dente de alho

Sálvia e alecrim

1 xícara de vinho branco

Caldo de carne

½ xícara de azeite de oliva extra virgem

Sal e pimenta.

Modo de fazer

Corte o coelho em pedaços. Pique o aipo, cenoura, cebola e alho. Coloque-os em uma panela com óleo. Adicione o bacon e frite. Acrescente os pedaços de coelho (exceto o fígado) e frite em fogo alto. Acrescente a sálvia e o alecrim. Despeje o vinho, acrescente sal e pimenta. Reduzir e continuar o cozimento por cerca de 60 minutos em fogo baixo despejando o caldo quente por cima dos pedaços quando necessário. Acrescente ao cozido o fígado de coelho em pedaços e tire os pedaços restantes (exceto o fígado). Deixe cozinhar por 5 minutos. Tire o molho da panela, incluindo o fígado e bata no liquidificador. Devolva à panela. Coloque novamente os pedaços de coelho e cozinhe por mais dez minutos. Acrescente as azeitonas com um pouquinho de caldo de carne. Sirva.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
22/09/2009 - 06:24

Cenouras

Cenoura - www.alemanha-atual.deMinha filha detesta cenoura. Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que a cenoura coloria seu prato e sua presença nas refeições não invadia meu espaço sonoro irritantemente. Mas veja só, de bolo de cenoura ela gosta, até da massa crua, que fica esperando impaciente para raspar da vasilha onde preparo o doce. Tudo tem seu preço, o bolo de cenoura é um dos mais calóricos (contando com a imprescindível cobertura de chocolate). Fui procurar uma alternativa para diminuir estas calorias, mas não encontrei. O que encontrei em meu caderno de receitas   foi este bolo  de cenouras e amêndoas (infelizmente não anotei a fonte). É simplesmente maravilhoso. De vez em quando liberar geral só faz bem, então faça isso com este bolo.

Bolo de cenoura e amêndoas

Ingredientes

300 g de cenouras
4 ovos (claras e gemas separada
200 g de açúcar
1 sachê de açúcar aromatizado com baunilha

Casca raspada de ½ limão ou de ½ laranja
2 colheres de suco de limão
300 g de amêndoas moídas
65 g de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
Uma pitada de sal
150 g de açúcar em pó

Modo de fazer
Limpe, lave as cenouras e rale-as muito finas. Misture as gemas, o açúcar, o açúcar baunilhado, a raspa de laranja e 2 colheres de suco de limão até a massa ficar fofa e cremosa. Adicione as cenouras e misture. Peneire as amêndoas, a farinha, o fermento em pó e o sal e junte-os à massa. Coloque a massa numa forma de bolos funda, de 24 cm de diâmetro, forrada com papel manteiga. Asse em forno pré-aquecido a 180º-200ºC durante 40 minutos. Retire imediatamente da forma e espere esfriar antes de servir.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
02/09/2009 - 20:28

Você tem coragem de experimentar?

Morcego-ozeascuriosidadesfileswoCaranguejeira-websmedportoalegrersOutro dia, assistindo um programa sobre alimentação exótica, descobri que pênis de alguns animais (como cachorro, boi e veado, entre outros) é considerado um prato requintado e muito caro na China, séculos atrás reservado apenas aos aristocratas. O programa mostrou o preparo dos pênis e o seu consumo por chineses privilegiados já que um prato desta iguaria custa por volta de um salário minímo da China.

Depois fiquei pensando sobre outros alimentos exóticos, pelo menos para mim nesta parte do planeta e fui pesquisar. Olha só o que encontrei no site  Mundo Estranho (http://mundoestranho.abril.com.br/alimentacao/pergunta_287615.shtml) em uma reportagem sobre as dez comidas mais estranha do mundo. Confesso que minha curiosidade e abertura gastronômica não chega a tanto. Veja só:

Quais as dez comidas mais estranhas do mundo?

por Gleydson Alves

Nosso menu exótico apresenta guloseimas de todo o mundo: macaco chinês, formiga tailandesa, canguru australiano… Esse banquete de arrepiar qualquer paladar foi elaborado com a ajuda do livro Extreme Cuisine (”Cozinha Extrema”). Vai arriscar uma boquinha?

10. ESCORPIÃO FRITO

País/Região – Cingapura

Ué, mas o escorpião não é venenoso? É, sim, mas como o bicho é cozido antes de ser frito em óleo, as altas temperaturas do preparo desencadeiam uma reação química que neutraliza o veneno. Aí, é só deglutir o bichão – inteiro mesmo, das garras até a cauda. A espécie preferida é o escorpião-negro, que é maior e tem menos veneno que o escorpião-marrom.

Curiosidade – O escorpião é um prato admirado pela maioria dos povos asiáticos. Grande parte dos países do continente degusta o pestisco usando hashi, esse par de varetas usado para levar a comida à boca.

9. FILÉ DE PEIXE VENENOSO

País/Região – Japão

O tal peixe venenoso é o fugu ou baiacu, que tem muita tetrodotoxina, um veneno dez vezes mais forte que o cianeto. Para que a iguaria não mate ninguém, o chef retira uma bolsa perto das brânquias com o veneno. Depois, ele fura a bolsa e espalha sobre a carne do peixe uma pequena dose da toxina, para provocar um certo “efeito alucinógeno” em quem come!

Curiosidade - Por causa dos riscos da ingestão do alimento, os cozinheiros e chefs de restaurantes são exaustivamente treinados até ganharem o aval para preparar o fugu para consumo. Mesmo assim, cerca de 20 pessoas morrem por ano, intoxicadas pelo veneno do peixe!

8. FAROFA DE FORMIGA

País/Região – Brasil

O inseto aparece no cardápio rural brasileiro em certas áreas do Sudeste. A variedade preferida é o içá ou saúva – uma formiga que, dizem, tem um gosto parecido com amendoim. Além de consumida em farofas, ela também pode ser torrada com tempero ou congelada para comer durante o ano. E faz bem! Como vários outros insetos, as formigas são ricas em proteína, têm baixo teor de gordura e alto teor de fósforo.

Curiosidade – Do outro lado do mundo, os chineses usam formigas para fabricar um vinho que é útil no tratamento de reumatismo e no fortalecimento dos músculos e ossos.

7. MORCEGO À CAÇAROLA

País/Região – China, Vietnã, sudeste da Ásia

Os morcegos que fazem parte do cardápio humano são os que se alimentam de frutas. Escolhidos por não serem venenosos e por sua dieta saudável, os morcegos frutívoros têm baixo teor de gordura e uma carne cuja textura é comparada à dos frangos. Além da caçarola (um guisado com carne, vegetais e batatas), outras boas pedidas (quer dizer, boas pelo menos para os povos asiáticos) são a sopa e a lasanha de morcego.

Curiosidade – Os entusiastas da carne de morcego acreditam que ela aumenta a potência sexual masculina e as chances de ter uma vida longa e feliz.

6. CANGURU AO VAPOR

País/Região – Austrália

O hábito de comer cangurus começou com os nativos australianos, que cortavam o animal em diversas partes e mandavam ver. Hoje em dia, a carne do bicho é picada e cozida em vapor, com a adição de bacon, sal e pimenta para dar um temperinho. Não sobra nada: até o rabo é aproveitado para fazer sopa! O gosto é comparado ao da carne de avestruz, uma carne vermelha bem forte.

Curiosidade - Os pratos feitos com canguru são vendidos em mais de 900 restaurantes, desde pizzarias até serviços de quarto em hotéis cinco estrelas.

5. SOPA DE CACHORRO

País/Região – Coréia do Sul, Sul da China, Hong Kong

Eis o lado polêmico da diversidade cultural: para nós, ocidentais, comer esse prato é uma tremenda cachorrada. Mas, entre os coreanos, o cão é considerado bastante energético e, de acordo com a crença, melhora o desempenho sexual dos homens. Além da carne dos au-aus, a sopa leva legumes e tem um cheiro forte, principalmente por causa do tempero – em geral, especiarias como açafrão, cravo e canela.

Curiosidade - A venda da carne de cachorro já foi proibida por causa de protestos de protetores dos animais. Mas, em países como a Coréia do Sul, a fiscalização é frouxa e muitos restaurantes continuam fornecendo o prato.

4. OMELETE DE LARVA DO BICHO-DA-SEDA

País/Região – Tailândia, China

Na China, as larvas são fritas com cebola cortada e um molho grosso ou misturadas em omelete com ovos de galinha. Se você não curtir a textura tenra do recheio, também dá para comer a crisálida, a “embalagem” da larva, que parece uma casquinha crocante tipo um salgadinho.

Curiosidade – Na Tailândia, depois de ser incluída na lista de comidas locais, em 1987, a crisálida do bicho-da-seda passou a ser adicionada às sopas na alimentação de crianças nas escolas tailandesas.

3. CÉREBRO DE MACACO

País/Região – África

Séculos antes do Indiana Jones, os africanos já cultivavam o costume de deglutir miolos de primatas. Anote o modo de preparo: primeiro, lave o cérebro (do bicho, claro) com água fria. Depois, acrescente vinagre ou suco de limão, retirando membranas e vasos sanguíneos da camada mais superficial. Conserve em salmoura e, finalmente, ponha a iguaria para cozinhar. Em todas as espécies de macaco, o órgão é rico em fósforo, proteínas e vitaminas.

Curiosidade – Prefere outros cérebros? Tente o de gorila, considerado afrodisíaco. Na áreas rurais da Europa, fazem algum sucesso os cérebros de porco, de cordeiro e de carneiro…

2. CALDO DE TURU

País/Região – Brasil

O turu é um molusco de cabeça dura e corpo gelatinoso, tem a grossura de um dedo e vive em árvores podres, caídas. Consumido na ilha de Marajó e no interior da Amazônia vivo e cru, em caldo com farinha ou em moquecas, o bichinho é rico em cálcio e tido como afrodisíaco. O gosto é semelhante ao dos mariscos.

Curiosidade – O macaco-do-mangue também é um apreciador de turu. Os caçadores sabem disso e abusam, passando pimenta no molusco. Quando o macaco come o bicho, o ardor da pimenta desorienta o primata, tornando-o presa fácil dos caçadores.

1. CARANGUEJEIRA FRITA

País/Região – América do Sul, sul da África, Austrália

É preciso muita coragem para mandar esse bichão peludo para dentro, certo? Mas no caso da caranguejeira ou tarântula, as aparências enganam. Apesar de pavorosa, a espécie não é venenosa – e é a mais consumida no mundo por ser maior que as outras aranhas. A parte mais cobiçada é o abdômen do aracnídeo. É lá que fica a maior parte da carne – na cabeça estão as vísceras e no restante do corpo não há muito mais o que comer.

Curiosidade - Os maiores consumidores de caranguejeira são os índios na América do Sul e os aborígenes na Austrália.

Autor: Cal Moreira - Categoria(s): Gastronomia internacional Tags:
Voltar ao topo