Mongólia

Na semana passada assistimos aqui em casa o filme Genghis Khan (2009) do cineasta russo Sergei Bedrov. O filme, uma co-produção do Cazaquistão, Rússia, Mongólia e Alemanha, conta a história dos primeiros anos do móngol que unificou seu país e dominiou a Ásia no século XIII. A trilha sonora, a fotografia e as cenas das batalhas são impecáveis, assim como o figurino e a interpretação dos protagonistas da história. Confesso que gostaria que o filme tivesse avançado um pouco mais após a unificação da Mongólia por Genghis Khan. Mas o filme vale a pena, especialmente porque revela muito dos costumes e tradições de um país tão desconhecido. Após sua morte o império móngol foi dividido em vários estados e dissolvidos no século XIV. No século XVII a Mongólia é dominada pelos chineses e apenas em 1921 conquista sua independencia com o apoio da antiga União Soviética que instaurou um regime comunista no país, que a governa até 1996, quando perde as eleições parlamentares para a Coalização Democrática Unida. A Mongólia é um país asiático que fica entre a Rússia e a China, sem saída para o mar. Dividido em 21 províncias, o país é composto por planaltos, com cadeias montanhosas no norte e no oeste. O clima é temperado continental, com verões amenos e invernos longos e gelados. Sua economia está baseada na produção agro-pastoril e quase um terço da população vive em condições de extrema pobreza. A capital da Mongólia é Ulaanbaatar e a língua oficial do país é o calca-mongol. Quase 100% da população é budista.
Quanto a gastronomia, ela varia segundo cada região do país, mas a carne é sempre o alimento principal e também produtos feitos com leite – inclusive uma cachaça feita com o laticinio e chamada de “água traiçoeira” pelos mongóis. No sul, é comum o consumo de cordeiro e camelo. Nas montanhas, carne bovina. Outros pratos típicos da Mongólia são a aaruul, uma espécie de bolacha salgada servida no café da manhã e o buuz, uma massa que parece uma ravióli grande e é recheada com carne de carneiro e cozida a vapor.
