Glenio Paiva*
A gastronomia no país da grande muralha é levada muito a sério e também é motivo de grande orgulho para os chineses. Quem conhece os restaurantes chineses do Brasil, provavelmente provou apenas alguns sabores chineses, que têm, pelo menos quatro grandes escalas. A cantonesa, onde tudo é cozido no vapor, a de Xangai, com sabor mais agridoce, a de Sichuan, com forte influência da pimenta e a do norte da China (Pequim e Shandong), onde o alho e especiarias predominam.
Entre os principais pratos oferecidos aos visitantes está o Pato laqueado de Pequim, uma tradição que vem dos tempos imperiais, onde pedaços assados de pato, cuidadosamente cortados por um expert no assunto, são enrolados em um tipo de panqueca, juntamente com alguns vegetais como aipo e um molho agridoce. O sabor é único e imperdível. Em Pequim o preço varia de 80 a 160 yuans.
Uma boa dica é o Quanjude Roast Duck (Qiammen Dajie, 32). O restaurante, fundado em 1864, serve patos com certificado de origem, criados na periferia de Pequim com alimentos selecionados. O Pato laqueado é chamado Miantang. No entanto, o pato assado também é chamado de Beijing kao ya.
Um outro prato muito apreciado pelos chineses e consumido diariamente é o Jiazi, um tipo de dumpling, semelhante ao nosso ravioli, mas com um sabor típico chinês. Normalmente vem em uma porção com seis unidades, que são cozidas no vapor. O recheio vem muito bem temperaado, mas não apimentado e pode ser com carne de cordeiro, porco, camarão e de vegetais. O preço médio fica em torno de 10 a 15 yuans.
Um outro prato muito procurado é semelhante ao nosso frango xadrez. É o Bon Bao Jidin, servido com um molho agridoce, acompanhado de cebolinha verde picada, amendoins e outros vegetais. O preço fica em média em 20 yuans.
Nos meses de inverno é comum se encontrar nos restaurantes o chamado hotpot ou caldeirão mongol, que em chinês tem o nome de Huo-guo. É um tipo de fondue, onde em uma grande panela, colocada no centro da mesa em um tipo de fogareiro, está um molho fervendo, preparado à base de sésamo, onde vai se colocando tipos de massa, pedaços de carne de cordeiro, gado e porco, variados vegetais e pimentas. O preço do Huo-guo vai depender do que for pedido para ser colocado na panela.
Ao contrário do que muita gente pensa no Brasil, o chinês não tem o hábito de comer escorpião ou carne de cachorro. Essas especialidades até podem ser encontradas nas ruas de um bairro chamado Wangfujin, local conhecido por seus bares e vida noturna agitada e ponto de estrangeiros. Os chineses dizem que “isso é para turista”.
Para beber os visitantes podem encontrar uma boa cerveja (pijiu), com marcas como a Yanjing e a tsindao. Peçam sempre gelada (pinda). Caso a escolha for vinho (putao jiu), também encontram-se boas marcas. Querendo uma água para acompanhar o vinho é só pedir shui. Para brindar: Gambei! (saúde)
Pratos chineses
A seguir alguns pratos da culinária chinesa com o nome em Pinyin (uma forma de escrita criada nos anos 50 com os caracteres do alfabeto romano):
Rolinho primavera - chunjuan
Pão no vapor – manton
Costela de porco agridoce – tangcu paigu
Carne de porco fatiada com cebola – congbao niuron
Sopa de algas – zicai tang
* jornalista gaúcho, autor do texto e das fotos deste post, trabalhou um ano em uma agência de notícias em Pequim






