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Arquivo de janeiro, 2008

25/01/2008 - 15:38

Des. Edgar Lippmann acusado de ajudar amigo BANDIDO

Correio Braziliense
17/07/2004
PF investiga juiz ligado a delegado

Thiago Vitale Jayme
Da equipe do Correio

A Polícia Federal investiga um juiz por ter ajudado um réu em julgamento. O desembargador federal Edgard Lippmann teria beneficiado um amigo próximo a adiar um julgamento na corte a qual faz parte, o Tribunal Regional Federal da 4ªRegião, em Foz do Iguaçu (PR). Em conversa telefônica gravada no dia 11 de junho de 2001, Lippmann foi flagrado conversando com o delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo. O agente respondia na Justiça por crime de contrabando de uísque em ação proposta pelo Ministério Público. O processo consta no controle do TRF pelo número 1999.04.01.007301-9.
A conversa é comprometedora. “”Eu tô te pedindo como amigo. Se você me ajuda nesse negócio aí”", pede Perpétuo. O desembargador federal não se incomoda com o pedido do delegado. “”O que é que vai ser julgado aí?”", pergunta. O relator do caso é o desembargador José Luiz Borges Germano, conhecido nos corredores do TRF pelo rigor. Em processo anterior, no qual Perpétuo era denunciado por crimes de peculato e concussão, o mesmo magistrado já havia votado contra ele. O medo de uma nova derrota fez Perpétuo pedir ajuda a Lippmann.
Na gravação, Lippmann diz que não tem tanta intimidade com Germano, mas arruma uma estratégia para o processo mudar de mãos e ser julgado por outro desembargador. No dia 7 de junho, Germano anunciou que o julgamento do caso seria realizado no dia 18, uma segunda-feira. Seria a última semana de julgamento antes do recesso forense do mês de julho.
Lippmann usa uma estratégia para alterar o relator do processo: sugere a Perpétuo que peça a seu advogado, Osmann de Oliveira, para arrumar um atestado médico. “”Dá um atestado. Dizendo que ele não poder vir à sessão”", diz o desembargador ao amigo delegado.
Operação Lince
O desembargador explica o motivo do adiamento. Estava previsto, na época, uma mudança nas sessões internas do TRF da 4ªRegião. Uma das turmas era responsável por julgar casos relativos aos casos envolvendo tributação e questões criminais. Esse grupo de trabalho seria desmembrado no segundo semestre: haveria um só para tributário e outro para crimes. E todos os processos seriam redistribuídos a novos juízes. Com essa mistura de processos, o caso de Perpétuo mudaria de mãos e seria retirada do crivo do desembargador Germano. Afastando, assim, o juiz rígido do caso do delegado.
A estratégia deu certo. Consta do andamento do processo no TRF que exatamente no dia 18 de junho de 2001, o caso foi retirado da pauta de julgamentos. No dia 2 de julho, diante das mudanças internas no tribunal, o processo foi redistribuído. Caiu nas mãos do desembargador Élcio de Castro.
A relação entre o delegado e o desembargador foi descoberta na investigação de um outro caso investigado pela PF. Perpétuo está preso desde o dia 23 de junho, dia em que foi deflagrada a Operação Lince. A quadrilha da qual a PF suspeita da participação de Perpétuo é acusada de roubo de carga, adulteração de combustíveis e fraudes fiscais. O Correio deixou recados nos telefones celular e da casa do desembargador, mas não obteve resposta.
Colaborou Leonardo Cavalcanti

A gravação

Os trechos das conversas entre o delegado da PF Wilson Perpétuo e o desembargador federal Edgard Lippmann:
Wilson Alfredo Perpétuo – Eu tô te pedindo como amigo. Se você me ajuda nesse negócio aí. Porque p…, Lippmann, é um troço nojento.
Edgard Lippmann – O que é que vai ser julgado aí?
Perpétuo – É aquele negócio do uísque lá, negócio da troca lá do Carimã.
Lippmann – Eu sei.
Perpétuo – Você entendeu?
Lippmann – Me diga uma coisa… O que eu te falei. Vai haver uma mudança.
Perpétuo – Então, eu queria que esse julgamento fosse jogado para frente. O que você acha?
Lippmann – Isso aí, Perpétuo. Tinha que fazer. O Osmann é que é teu advogado?
Perpétuo – É.
Lippmann – Ele poderia fazer o seguinte… Dá um atestado aí…
Perpétuo – O quê?
Lippmann – Dá um atestado. Dizendo que ele não poder vir à sessão. Ele tem procuração nos autos, não tem?
Perpétuo – Tem.
Lippmann – O que acontece é o seguinte: a partir do segundo semestre… Hoje nós temos três sessões: a primeira que é tributária e crime. E, a partir deste segundo semestre, o tributário vai ficar só no tributário e o crime só crime. E os processos deles, tanto do Amir quando do Germano, quanto os criminais, vão ser redistribuídos.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/01/2008 - 11:26

REQUIÃO É CENSURADO PELA JUSTIÇA FEDERAL

Ontem, dia 22 de Janeiro, o dia foi de LUTO na TV Paraná Educativa, a TV pública do Estado do Paraná.
Ela foi calada, tirada do AR.
A ordem, contrário ao que você pode pensar, de retirada do ar não foi da Justiça, mas foi do próprio Governador Roberto Requião.
Contraditório. Auto-censura é uma coisa que pedimos, mas isso é exagero.

Tudo começou quando o Requião retirou cancelou as verbas para propaganda nas TV”s privadas.
As principais TV”s privadas do Estado são controladas por poderosos que mantém políticos sob controle total.

Quem não é amigo do Francisco da Cunha Pereira Filho, da RPC, que transmite a GLOBO, e quem não é amigo do Paulo Pimentel (que já foi até Governador na época dos militares), da GPP, que transmite SBT, é considerado inimigo e tem de sofrer as consequências.

Como disse, quando o Requião assumiu o governo em 2002, cortou as verbas de publicidade que eram destinadas às redes de TV e Rádio. A soma era poupuda e mantinha essas redes com o caixa cheio.

Com a economia deste dinheiro, Roberto Requião deu cara nova à TV do estado, mantendo programas de interesse público.
Alguns programas são feitos sob encomenda, para caber dentro da IDEOLOGIA do Governador.

As TV”s privadas, com essa decisão, começaram a atacar o Requião e fabricar denúncias.
A primeira foi prática de NEPOTISMO. O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL acatou a denúncia porque Requião mantém alguns parentes em cargos de CONFIANÇA.
Um deles é o IRMÃO Eduardo Requião, que administra o PORTO PÚBLICO de PARANAGUÁ.
Um outro irmão, Maurício, está na Secretaria de Educação.

A GLOBO local, a RPC, participou na produção de uma reportagem, onde o porto de Paranaguá estava como deficitário e ineficiente, mostrando filas de 80km de caminhões a espera de descarregar no porto.
Todas as imagens foram montadas para DENEGRIR a imagem da administração pública do porto.
Ao contrário do que a reportagem mostrou, a administração pública organizou a descarga, montando escalas e agendamentos de descargas, diminuindo as filas e o tempo de espera dos caminhoneiros.

Outra crítica montada pela oposição, amplamente divulgada pela GLOBO, foi o caso dos transgênicos. A SOJA transgênica, no Paraná, estaria proibida de ser plantada e o porto de Paranaguá não permite descarga ou armazenamento nos SILOS públicos.

Assim foi desde 2002, quando Requião assumiu o Governo do Estado.

Requião, esquerdista desde menino (filho de pais burgueses), revolucionário PORRA-LOUCA de carteirinha, é conhecido nas rodas políticas como MARIA-LOUCA, devido ao seu temperamento EXPLOSIVO. Por causa disso, ele acumula INIMIGOS com muita facilidade.

Criou, junto às edificações dos estúdios da TV Paraná Educativa, um auditório, o CANAL DA MÚSICA, onde há apresentações a um preço baixo, onde o ingresso, na maioria das vezes, é trocado por doações de quilo de alimentos.
Eu mesmo assisti várias apresentações de grupos locais que eu desconhecia a existência.

Com a oportunidade de ter essa TV pública nas mãos, criou um programa que se chama “ESCOLA DE GOVERNO”, onde todo o SECRETARIADO e sua DIRETORIA (todos cargos de confiança, escolhidos pelo governador) são OBRIGADOS a participar. Ou seja, não é porque eles são apadrinhados que vão ganhar seu dinheiro ficando em casa. Têm de TRABALHAR.

Este programa, que é transmitido AO VIVO pela TV pública, tem lugar todas as terças-feiras pela manhã e é reprisado à noite.
No programa, Secretários fazem apresentações de seus programas e resultados conseguidos, convidados especiais dão palestras, sendo que o Governador intervêem todo o tempo, às vezes impedindo o palestrante de falar. Se um Secretário apresenta algo que o Governador não concorda, ele corta o assunto e manda o Secretário refazer seus planos.
BRONCAS HOMÉRICAS, ao vivo e à cores.
TRANSPARÊNCIA TOTAL.
Requião se expõe e expõe seus subordinados.

Requião aproveita o espaço da Escola de Governo para criticar as redes de TV que o atacam.
Em sua lógica, as TV”s que o criticam não dão espaço para ele se defender, então ele tem o direito de criticá-los em seu programa. É JUSTO? Talvez não. Porque as outras TV”s têm uma audiência MUITAS VEZES maior do que a pequena penetração da sua TV Paraná Educativa.

A comparação da audiência é injusta mas o Governador não desiste e “PÕE A BOCA NO TROMBONE”.
Já imaginou se a moda pegasse em todos os estados?

O uso da TV pública do Requião, que não é do Requião e nem do PMDB, mas é do POVO Paranaense, foi justamente o ESTOPIM das BRIGAS das últimas semanas.

Depois de muitas reclamações OFICIAIS realizadas pelas REDES de TV adversárias de Requião, o Desembargador Federal Edgard Antônio Lippmann Júnior proibiu o governador de usar os meios de comunicação estatais para promoção pessoal, ofensa à imprensa, a adversários políticos e instituições. Com essa decisão, o Governador não poderia mais participar do programa Escola de Governo.

Mas, Maria-louca não pensa antes de agir.

Roberto Requião, além de NÃO se calar, continuou criticando a grande mídia e, agora, o Judiciário.

Na verdade, a briga com o Judiciário também é antiga.
Requião foi várias vezes CONDENADO e MULTADO por causa de DESCUMPRIMENTO de ordens judiciais de REINTEGRAÇÃO DE POSSE, quando o Governo estadual deveria ter enviado MILITARES ESTADUAIS para retirar invasores (MST, Via Campesina, etc.) de fazendas ocupadas de políticos e da SINGENTA (produtora de herbicidas e de soja transgênica).

Outra briga de Requião com o Judiciário é com relação aos benefícios e salários, onde eles se auto-concedem reajustes salariais muito além do que qualquer outro cidadão brasileiro possa almejar.

No ano passado, Requião cortou aposentadorias IRREGULARES pagas pela PARANÁ PREVIDÊNCIA. As aposentadorias haviam sido conseguidas aproveitando-se regras que eles mesmos inventam, como exemplo, o tempo de serviço como estagiário.

Além de que, consta que Requião também tenha incentivado a ocupação, pelo MST, de praças de pedágio contra aumentos das tarifas.

Voltando à CENSURA, Requião continuou no ATAQUE contra seus adversários, que cada vez dão mais motivos à sua revolta.

Na semana passada, o Desembargador Edgar Lipmann Jr. determinou que Requião se calasse, com a justificativa de que Requião estaria utilizando o programa para ataque aos adversários e para promoção pessoal.

Talvez, se o governo pagasse para as outras redes a publicidade para promoção pessoal, não existiria essa argumentação.

Como Requião, como eu já disse, não se calou e, ainda por cima, fez acusações contra o judiciário. Requião, ainda respondendo à censura, ironizou, dando uma receita de OVO FRITO, aos moldes das receitas publicadas nos jornais da época da ditadura militar. Depois, Requião convocou o desembargador a estar presente nesta terça-feira, durante a Escola de Governo, para um debate sobre a censura e a posição da grande mídia.

A principal reclamação do Requião é de que ele deve se calar, mas a grande mídia, o PIG, continua fazendo os ataques.

Essa foi a gota dágua para o judiciário.

O Desembargador Lipmann determinou que a TV passasse a cada 15 minutos a leitura de um texto de desagravo contra Requião, durante as 24 horas do dia 22 de Janeiro, produzido pela Associação dos Juízes Federais, AJUFE.

Requião, revoltado, ficando verde de raiva e rasgando as roupas como o HULK faz quando fica nervoso, mandou trasnmitir esse desagravo e também colocou no ar uma resposta e uma fala do presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azedo, contra a censura promovida pela In-justiça federal. Ao mesmo tempo, Requião mandou retirar TODA a programação da TV Paraná Educativa do AR, dizendo ser inviável manter uma TV com uma limitação deste tipo.

Ontem terça-feira, portanto, a Paraná Educativa somente transmitiu o texto da AJUFE, o texto do Requião e a entrevista do Azedo, complementando com o Hino do Estado do Paraná e o Hino Nacional. No restante do tempo, somente o LOGO da estação era transmitida.

O mais interessante disso tudo, foi ainda a Procuradora Geral do Estado ir contra essa decisão do Requião, dizendo que a TV deveria sair do AR, transmitindo somente o texto da AJUFE, contra a decisão do Governador.

Como seria de se esperar, na frente de toda a cúpula do Governo, Requião METEU A BOCA na mocinha, que se sentiu ofendida e pediu exoneração do cargo.

Na continuidade, a MIDIA golpista se divertiu.
Aproveitou o momento de IRA da mocinha e gravou entrevista, onde ela SOLTA O VERBO contra o Governador.

ISSO PODE, não é?

O PIG não pode ser calada.

Hoje, nos jornais mantidos pela RPC (GLOBO), pode se ler (e assistir) a íntegra da entrevista da mocinha, além dos comentários ÁCIDOS contra o Governador.

ESSA É A CENSURA IMPOSTA NO ESTADO, MANTIDA PELA JUSTIÇA FEDERAL, MANCOMUNADA COM OS PODEROSOS DONOS DA MÍDIA GOLPISTA.

Só para constar, as decisões FEDERAIS para o Estado do Paraná são dadas por juízes/desembargadores que ficam em Porto Alegre (RS), com intenções CLARAMENTE políticas e GOLPISTAS.

ONDE VAMOS PARAR TENDO UMA JUSTIÇA COMO ESSA?

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/01/2008 - 10:25

A SUJISSIMA VEJA

Meu amigo Edison DaSilva escreveu sobre a Sujíssima Veja, nome dado pelo Helio Fernandes, o irmão limpo do sujíssimo Millor, aquele que se vendeu por 30 dinheiros ao lado sujo da força.

Em todos esses anos de assinante da Sujissima VEJA (desde 1987), não consegui identificar quando ela começou a espalhar sujeiras no ventilador.

Os mais radicais vão dizer que ela sempre foi Suja, o que não posso concordar plenamente.

Explico.

Minha esposa, todo fim de ano, recolhe todas as revistas Sujíssimas recebidas durante o ano, que ela teve o cuidado de guardar, e seleciona aquelas que ela julga terem relevância, segundo seus conceitos.

As demais, vão para o “lixo que não é lixo”, como chamamos aqui em Curitiba a coleta seletiva.

Em que ela baseia essa seleção?
Notícias importantes, reportagens polêmicas ou de pessoas que ela admira. Acontecimentos históricos ou artigos sobre personalidades da história.

Aproveitando essa seleção, fui dar uma olhada nas revistas selecionadas mais antigas.

Achei uma edição de 1997 com a foto do CHE GUEVARA na capa.
Era um artigo sobre o Che, aproveitando o jubileu – TRIGÉSIMO aniversário de sua morte.

Esse artigo, ao contrário do que foi impresso neste ano de 2007, é digno do MITO que o Che Guevara representa para todos os revolucionários.

Concluo, então, que uma dia a SUJÍSSIMA Veja também foi LIMPA e abrigou grandes jornalistas, como Dorrit Harazim, que escreveu esse artigo “O TRIUNFO FINAL DE CHE”.

Em tempo, a capa desta edição, com a foto do Che, como eu já disse, tem um título que é mais impressionante e mais contraditório com relação à Sujíssima de hoje em dia – “A Ressurreição de CHE GUEVARA”.

Por esse motivo, acho importante anexar o texto completo, como no original de 09/julho/1997.

—————————————-

O TRIUNFO FINAL DE CHE
Dorrit Harazim (*), da Bolívia

Com a busca de seus ossos, ressurgem as idéias e as aventuras do guerrilheiro mitológico.

“Foi como se eles tivessem brotado da terra, do nada. Nós campesinos não entendíamos o que os barbudos queriam aqui. Se tivessem nos explicado alguma coisa, talvez tivesse sido diferente.” Estrada Salazar, de 70 anos, cabeça branca e pés que se confundem com as fendas do solo boliviano, percorre há duas horas o caminho que vai de Taperilla ao Rio Ñacahuazú, no sudeste da Bolívia, coração da primeira fase da guerrilha boliviana de Ernesto “Che” Guevara. Vai lembrando de miudezas daquela época, como o fato de ter sido levado para La Paz, pelos militares, sob suspeita de cumplicidade com a guerrilha. Nunca entendeu por quê. Ficou quatro meses incomunicável na cidade grande. Ao ouvirem a história, seus dois companheiros de marcha, a quem jamais contara o episódio, por desimportante, morrem de rir. Matuto fala pouco, e os do altiplano, menos ainda. “Eu me dei melhor do que meu amigo, que foi tomado como guia pelos guerrilheiros e acabou morrendo num tiroteio com o qual nada tinha a ver”, esclarece Salazar, com uma ponta de orgulho.

Fotos: Orlando Brito
Na lavanderia do hospital Nuestro Señor de Malta, os dois tanques de cimento não foram mais usados.

E o pinheiro milagroso que brotou naquele outubro de 1967 alimenta o mito de santidade.

Bem mais adiante, naquele pedaço em que, mesmo de jipe, só se consegue percorrer 80 quilômetros em sete horas, outro roceiro acha que está montado numa mina de ouro. Lucidio Aldunate Peres, um dente só na frente, camiseta Guess e bigodão copioso, há seis anos comprou o terreno em que existiu a lendária Casa de Calamina (casa de zinco), por 13.000 dólares. Calamina foi a fazendola que serviu de fachada legal para a guerrilha de Che, até cair em mãos do Exército boliviano e ser arrasada, para que a História não registrasse vestígios de sua existência. Não adiantou. No ano passado, uma antropóloga suíça desembarcou naquele fim de mundo, com uma oferta que se imagina polpuda, para tentar comprar o terreno. Também já vieram mochileiros da França e da Irlanda para ver a meia dúzia de tijolos da casa original, que ainda sobrevivem, esquecidos, no que é hoje um milharal. Maria, uma cientista cubana, queria um dos tijolos, para uma futura Universidade Che Guevara. No mês passado, foi a vez de “Benigno” (Dariel Alarcón Ramírez), um dos três únicos sobreviventes cubanos da guerrilha, bater às portas de Lucidio Aldunate, vindo da Espanha, onde mora. Trazia a tiracolo uma equipe de televisão francesa, para refazer o trajeto de Che, a partir da antiga Casa de Calamina. Deu tudo errado. Ninguém agüentou escalar sequer até o primeiro acampamento mais ao alto das montanhas, e os franceses ainda caíram no Ñacahuazú e perderam o equipamento de 50.000 dólares. Trinta anos atrás, o roceiro Aldunate, que vivia ali por perto, fora abordado pelos guerrilheiros para que vendesse suas duas mulas. “Eu era pobre, não podia vendê-las, era tudo o que eu tinha, mas um deles foi logo me perguntando se eu queria um par de milhão de pesos pelas mulas. Não entendi nada, mas topei, pois até aquele dia, com 37 anos de idade, eu nunca tinha visto mais dinheiro do que 500 pesos.” Aldunate encantou-se com a visita de Benigno, a prosa foi correndo, até o matuto perguntar ao ex-guerrilheiro: “Mas por que, depois de tudo isso, você não vive em Cuba?” e “Por que vocês começaram a guerrilha antes de conhecerem o terreno e estarem preparados?”. Ambas ficaram sem resposta. O ex-guerrilheiro ficou quieto.

É só botar o pé na Bolívia de 1997 e as histórias de trinta anos atrás vão pipocando. O epicentro da comoção guevarista está em Vallegrande, é claro. Cidade de 5.000 habitantes, mulas na rua, um imenso Cristo Redentor branco na entrada, 800 quilômetros a sudeste de La Paz, e fincada a 2.200 metros de altitude, Vallegrande reúne todas as dúvidas e encruzilhadas da epopéia guerrilheira. Para quem gosta de coincidências, as derradeiras três palavras escritas por Che Guevara em seu famoso diário de campanha, ignorando que morreria dois dias depois, foram: “Altitude: 2.000 metros”. Nos dias de hoje, quem chega a Vallegrande pode achar que aportou em Cuba por engano. Tudo gira em torno de Che Guevara e das frenéticas escavações que se realizam na pista desativada do aeroporto da cidade, onde se supõe tenha sido enterrado clandestinamente. Seus captores sabiam que tinham pela frente um personagem da História. Tanto que se apoderaram de seus pertences. Assim foi no Calvário, mas assim foi também na prisão de Spandau, onde tudo leva a crer que um soldado americano, subornado por objetos pessoais nos quais percebera o toque da História, contrabandeou para dentro da cela o veneno com o qual o chefe nazista Hermann Goering se suicidaria. No caso de Che, seu fuzil avariado, a carteira, dois relógios Rolex de aço, o cachimbo, a caneta com que escreveu seu diário de campanha, tudo foi rapinado. O cubano exilado Félix Rodríguez, veterano da CIA e coordenador da execução a frio de Che, roubou-lhe o fumo e a imagem — fez questão de ser retratado ao lado da presa, minutos antes de seu fuzilamento. Os militares bolivianos passaram mais tempo procurando Guevara morto (dois anos de escavações) do que o caçando vivo (onze meses). Isso admitindo-se que queiram realmente encontrá-lo. Na manhã do sábado 28 de junho, uma escavadeira trombou com o primeiro pedaço de crânio do que parece ser a vala comum em que foram jogados pelo menos sete dos guerrilheiros comandados por Che Guevara, trinta anos atrás — número superior ao total de generais mortos em combate na América do Sul, em todo o século. Para o punhado de cientistas cubanos que comandam as escavações — o trabalho braçal fica por conta de catorze bolivianos, enquanto cinqüenta policiais montam guarda no aeroporto descampado –, foi um momento de júbilo. Alguns choraram, outros se abraçaram, todos continuaram trabalhando até as 4 da madrugada, com mãos, espátulas, pincéis, instrumentos odontológicos, pinças, brocas e, sobretudo, uma paciência infinita.

Foto: Orlando Brito
Um banco de madeira sinaliza o local da antiga escola de La Higuera em que Guevara foi morto a tiros, após sua captura. Hoje, ali funciona um posto de saúde financiado por Cuba. O cubano-americano Félix Rodríguez, que coordenou a execução a serviço da CIA, fez questão de posar ao lado do combatente rendido minutos antes para entrar na História.

Garimpavam ossos como se procurassem pedras preciosas. Veio um tesouro: restos de um antebraço, um úmero, partes de um maxilar superior, uma mão, uma pélvis, fragmentos de coluna vertebral, dentes. Era a própria guerrilha que parecia ressuscitar da terra. “Como cientista e revolucionário, esta é a tarefa mais importante da minha vida. Estou há 600 dias trabalhando aqui”, exultou o chefe da equipe, doutor Jorge Gonzales, diretor do Instituto de Medicina Legal de Cuba. Nos dias seguintes, e até a sexta-feira passada, seguiram-se outros achados, sugerindo que, desta vez, se pode estar perto de desvendar o mistério do sumiço do corpo de Che Guevara, ocorrido na madrugada de 11 de outubro.

Tudo parece pronto para o grande anúncio, que já tarda três décadas: a viúva de Che está de sobreaviso, em Havana, o governo cubano prepara grandes comemorações, a zona de escavações na pista do aeroporto tornou-se ponto obrigatório das maiores redes de TV do mundo.

Para circular naquele amontoado de terra, foram confeccionadas modernas credenciais numeradas, as entrevistas coletivas têm hora marcada e já apareceu a primeira denúncia de falcatrua: uma produtora de vídeo pertencente a um assessor do Ministério do Desenvolvimento Humano, contratada sem licitação e com exclusividade sobre as filmagens das escavações, teria vendido seu material à CBS americana por 10.000 dólares. “Pode demorar 24 horas, 24 dias ou 24 anos, mas não vamos parar”, declara o representante do Ministério do Interior da Bolívia, Oscar Carnejo, despachado às pressas de La Paz a Vallegrande. Carnejo, formado em economia pela Universidade Federal da Bahia, explica que a Bolívia respeita a Convenção de Viena. Ou seja, todos os ossos identificados serão devolvidos às respectivas famílias, se elas assim o desejarem. No caso de Che Guevara, isso dói. “Che é patrimônio cultural da cidade”, insurgiram-se as autoridades municipais de Vallegrande, tentando embargar as escavações. Outra cidade, Muyupampa, mais ao sul, onde foram presos o escritor francês Régis Debray e o comunista argentino Ciro Bustos, após uma visita a Guevara, também soa o alarme: “O Che é patrimônio turístico da nossa cidade”.

Foi na casinhola com dois tanques de lavanderia do Hospital Nuestro Señor de Malta, de Vallegrande, que Ernesto Che Guevara nasceu para a imortalidade ao ficar exposto durante um dia e meio, com 1,5 litro de formol injetado na veia do pescoço. Com o peito nu marcado por balas, o olhar sereno e um ríctus de sorriso na boca, o Comandante iniciava ali a sua trajetória final de último — e talvez único — ícone romântico e revolucionário deste século. Marx, Lenin e Mao estão mortos. Che está por toda parte, em camisetas, bandeiras, pôsteres, filmes, músicas, corações jovens, saudades velhas. “A vida não deve ser um hábito do qual a gente não se pode livrar”, escreveu. Os grafites em línguas dos cinco continentes que cobrem as paredes de azul descascado da lavanderia do hospital dizem tudo — de “Hoy hay que defenderte de ser Dios” e “Estoy contigo” até o inevitável “Hasta la victoria final”. Do lado de fora, no chão batido, cresceu e ficou frondoso um pinheiro inexplicável. “A semente deve ter caído de suas roupas quando a enfermeira de plantão, Suzana Osinaca, lavou seu corpo fedido com uma mangueira”, acreditam piamente os vallegrandinos.

Por onde passou, na Bolívia, Guevara fez brotar, depois de morto, uma unanimidade sentimental que jamais conheceu em vida. Mudaram os campesinos que pretendia libertar, não os militares que o caçaram e abateram — estes sempre respeitaram e temeram sua valentia. Também, não era para menos. Em onze meses de guerrilha, jamais contou com mais de 38 combatentes, contra todo o Exército boliviano apoiado pela CIA. Atravessou cordilheiras áridas e quase estéreis, onde árvores não crescem. Desceu para vales por escarpas, penhascos, desfiladeiros, até sufocar na umidade do Chaco. Enfrentou meses de chuvas torrenciais e nuvens compactas de mosquitos. Em dias de sorte, comeu macaco, milho cru, rapadura com onça. Outras vezes, um passarinho apanhado teve de ser dividido por cinco. Usava os mesmos mapas secretos do Exército boliviano, mas foi perdendo os companheiros, um a um. “Estamos em uma ratoeira”, escreveu no dia 28 de setembro de 1967. Deixara para trás hábitos como tomar banho — em seu diário, registra um recorde de seis meses sem se lavar — e dormir em camas. A última que ocupou talvez date de sua chegada clandestina à Bolívia, quando se hospedou no quarto 304 do Hotel Copacabana, em La Paz — que, por sinal, permanece estagnado nos anos, com os Mammas e Papas entoando Monday, Monday no hall de entrada. Foi caçado como bicho numa caatinga boliviana que lembra mais o cenário da morte do brasileiro Carlos Lamarca, na mata rala do sertão baiano, do que a do libertador cubano José Martí, apanhado por uma bala perdida durante uma batalha. Sua guerrilha fracassou, mas não é próprio das guerrilhas triunfar. Salvo exceções, como em Cuba, guerrilhas nascem e morrem à margem do poder formal.

Foto: Orlando Brito
O diretor de turismo de Chuquisaca, Klaus Schütt, aponta para a quebrada de Churo, onde tombou Guevara. O corpo do guerrilheiro foi levado de La Higuera para Vallegrande amarrado ao trem de pouso de um helicóptero militar, por falta de estradas

Pontos altos houve poucos. Samaipata, situada entre Santa Cruz e Cochabamba, foi o maior povoado boliviano que Che e seus guerrilheiros conseguiram ocupar durante algumas horas — tinha perto de 2.500 habitantes, e até hoje não se fala em outra coisa. A cidadezinha tinha ouvido tanta propaganda de terror a respeito dos “barbudos estrangeiros” que não acreditou quando o bando chegou, em carne e osso. Era junho, Che já estava completamente debilitado pela asma e pela artrite reumática — só conseguia deslocar-se de mula ou a cavalo e precisava urgentemente de remédios. Daí nasceu o ataque relâmpago, que de feroz não teve nada. Acordaram o dono da farmácia-armazém, Hector Inturia, que hoje vive no Rio de Janeiro, e apresentaram uma longa lista de medicamentos, mantimentos e guloseimas. Pagaram tudo com 1.000 pesos e, na retirada, ainda indenizaram os donos de um ônibus e um caminhão que haviam confiscado para a operação, por danos eventuais. Deixaram só de cueca os dez soldados do posto militar da cidade e sumiram no meio da noite.

Sucesso? Não. “Em termos de reabastecimento, a operação foi um fracasso”, constatou Che, que não obteve nenhum dos remédios específicos de que tanto precisava. Em termos de marketing da guerrilha, foi um triunfo — executado à plena vista da população, a notícia se espalhou por todas as cordilheiras do país. Mas nem ali a guerrilha conseguiu arregimentar um só recruta novo. “Acho que não estávamos preparados, por isso ninguém quis se juntar”, admite o mais roxo dos guevaristas de Samaipata, versão 1997, Guillermo Gutierrez. “Nem sabíamos qual era o Che, pois todos pareciam esfarrapados. Mas eu sabia que só o Che tinha classe para fazer uma operação daquelas.” Aos 60 anos de idade, Gutierrez afixou um pôster de Guevara logo na entrada de sua tenda e, desde a abertura política no país, em 1983, vende mais fotos do Comandante (1 dólar cada uma) do que os tradicionais artigos de artesanato. “O Che é o Cristo do século XX — ele não faz milagres, mas faz com que se tenha fé na justiça social”, define.

O que mudou de 1967 para cá? “A comunicação. Se Che passasse por aqui hoje, acho que todos os campesinos se juntariam à luta. Até hoje o Exército boliviano tem medo só de ver a foto do Comandante”, assegura. Gutierrez não representa exatamente a média dos moradores de Samaipata, a começar pelos prenomes que deu aos seis filhos: Ivan, Yuri, Tania Cuca (”nome da filha de Nikita Kruchev e da diretora de música da Universidade de Havana”), Lin (”em homenagem ao líder chinês Lin Piao”), Tamara (”nome da vaca à qual os soviéticos plugaram um sensor na orelha e utilizaram como espiã contra os alemães na II Guerra Mundial”) e Carlos Il-Sun (”do líder da Coréia do Norte”).

Che empolga por ter sido um rebelde com causa, aventureiro e vagabundo, de ar atormentado e ardor revolucionário, mas sobretudo um rebelde capaz de abrir mão de tudo, especialmente do poder. “Os últimos onze meses transcorreram sem maiores complicações, bucolicamente”, escreveu o Comandante em 7 de outubro de 1967, véspera de sua prisão e morte. Só mesmo Che — que fazia a revolução lendo o prêmio Nobel de Literatura do ano e compunha poemas para a mulher, Aleida March, no meio do nada boliviano — para classificar de “bucólica” sua situação terminal. Sua cruzada para inflamar a América Latina com a centelha da revolução tinha chegado ao fim, antes mesmo de deslanchar. Era um homem em andrajos, doente, faminto, exaurido e encurralado naquele fiapo de rio cercado de penhascos, caatinga e pedras por todos os lados. A caçada chegara ao final. Estava ferido e desarmado — o tiro que lhe acertou a perna direita também lhe arrancou o fuzil da mão. “Não atire. Valho mais vivo do que morto”, teria dito a seus captores. Naquele fim de mundo áspero e inclemente, apenas uma pessoa podia valer mais vivo do que morto — Ernesto Che Guevara, o último dos românticos da revolução mundial. De mãos atadas com o cinto de um de seus captores e os pés envoltos em frangalhos que algum dia foram um par de botas, empreendeu sua última marcha pelas escarpas ardidas da quebrada do Churo, rumo à localidade mais próxima, La Higuera. Na época, os sessenta habitantes da localidade puderam ver a estranha procissão chegando. Eram dois os prisioneiros: Che e seu último escudeiro, o fiel boliviano “Willy”, Simón Cuba. A caravana, em fila indiana, atravessou o caminho de terra batida que corta o povoado e se aquartelou na última das vinte casas de La Higuera, na época uma escola tosca, de duas salas. Foi ali que Che foi abatido, com pelo menos sete tiros — expressamente abaixo do rosto, para simular morte em combate –, e onde começou sua ressurreição.

Hoje, La Higuera tem apenas vinte habitantes, continua sem água nem luz. “Só fica aqui quem não tem para onde ir”, esclarece a moradora Irma Rosado, de 50 anos, testemunha da procissão de trinta anos atrás. Mas a cada ano recebe uma romaria de jovens ou egressos da geração anos 60, dos cinco continentes. No lugar da escola, que migrou para outra montanha, está um posto de saúde, simples mas impecável, subvencionado pelo governo de Cuba. O médico contratado, sempre da região, recebe formação de cinco anos em La Havana e ajuda de custo de 280 dólares enquanto atender o povo em La Higuera. Se sair dali, perde a boca rica. Uma placa de bronze, dos camponeses de Cochabamba, presta “homenagem de admiração ao comandante das Américas”. Num dos primeiros casebres de La Higuera, está batizado, em letras toscas, o nome do caminho empoeirado: Avenida 8 de Octubre. Três vezes os romeiros do culto a Che ergueram um medonho busto em sua homenagem, no meio da viela que corta o povoado — e todas as vezes a estátua era arrancada por patrulhas de soldados bolivianos. Exceto agora. Che, com o boné e a estrela que compõem sua marca de revolucionário rebelde, continua de pé no pedestal branco. Sinal dos tempos. “Eu não sei o que ele veio fazer na Bolívia”, admite Irma Rosado, “mas ele deve ter sido uma pessoa milagrosa. Quando temos dificuldades, ele nos ajuda — desde que passou por aqui, veio uma estrada, veio um cemitério, veio uma escola melhor. Sim, aqui a gente reza para “San Ernesto”.” Quando vira santo, Guevara deixa de ser Che e prevalece seu nome de batismo, Ernesto.

Isso é só o começo. Vinte e sete agências de turismo da Bolívia estão-se familiarizando com o projeto “La Ruta del Che”, idealizado pelo diretor do setor, na região de Chuquisaca, Klaus Pedro Schütt, um gabaritado economista de 46 anos, dublê de diretor de cinema e jeitão de Crocodile Dundee. Em março deste ano, quando participou da convenção mundial de turismo, na Alemanha, Klaus concedeu umas 25 entrevistas com seu “etno-ecoturismo” pela trilha de Che. Foi um sucesso. Quando o diário Tageszeitung, de Berlim, publicou uma nota a respeito, recebeu 320 chamadas no dia seguinte. Quem são os mais interessados? “A geração de 68″, acredita Klaus, “aqueles que se achavam idealistas quando jovens e hoje estão casados com filhos já crescidos. Profissionais liberais em boa situação financeira em busca de alguma causa esquecida.” Até mesmo 25 soldados que combateram a guerrilha no passado, e jamais receberam reconhecimento algum de suas Forças Armadas, o procuraram para participar da empreitada, como eventuais guias.

Mas é na semana de 5 a 11 de outubro próximo que a Bolívia, e sobretudo Vallegrande, se abrirá para uma espécie de Woodstock político, de resgate das idéias de Che, com pessoas vindo de todos os cantos. Pisarão num país pobre, limpo e soberbo, de pouca mendicância, que se modificou bastante nas três últimas décadas — o analfabetismo baixou de 69% para 20%, uma ampla reforma educativa permite o ensino nas línguas nativas de seus vários povos, a expectativa de vida saltou de 42 para 60 anos de idade e o número de veículos passou de 27.000 para meio milhão. O Encontro Mundial dos trinta anos da morte do Comandante aceita inscrições por e-mail e opera com o Swissbank. Mas o que se espera, mesmo, são caravanas de mochileiros. Promete ser uma tribo diferente da que começou a reunir-se na semana passada em Roswell, pequena cidade do Deserto do Novo México, nos Estados Unidos, para comemorar o cinqüentenário de um suposto acidente com uma nave de extraterrestres que acreditam ter sido camuflado pelo governo americano. A turma de Che quer ressuscitar um homem de verdade. O mito de Ernesto Guevara, nascido na Argentina, vitorioso em Cuba, morto aos 39 anos, na Bolívia, e verdadeiro cidadão latino-americano, ampara-se na simplicidade, como todos os mitos: ele teve a coragem de abandonar poder, pompa e prestígio para jogar tudo o que lhe restava — a vida — pela idéia que, na vitória, lhe deu justamente prestígio, poder e pompa. O marquês de Lafayette encantou dois mundos, lutando na guerra de independência dos americanos, mas morreu marquês e francês. O italiano Giuseppe Garibaldi lutou no Uruguai, atravessou pântanos no Sul do Brasil, unificou a Itália, mas morreu de velhice na Ilha de Caprera. O mercenário Mike Hoare, que derrotou Guevara na África, era pago pelo maior conglomerado de ouro do mundo — e, ademais, ainda teve de engolir o triunfo de Nelson Mandela na África do Sul.
Che Guevara tinha tudo para se tornar imortal: era bonito, destemido e morreu jovem, defendendo conceitos igualmente jovens, como a solidariedade e a justiça social. Sonhou com um novo homem para o século XXI e viveu como “o homem mais completo do século XX”, segundo a clássica definição de Jean-Paul Sartre. Foi radical, moralista e conseqüente. Ícone da geração dos anos 60, ironicamente nunca chegou a usar jeans — passou direto da calça de pano ao uniforme de guerrilheiro. Também nunca deve ter cantado rock — tinha péssimo ouvido musical e jamais se conciliou com a língua inglesa. Viveu num mundo sexualmente revolucionário, mas era casto. Tornou-se símbolo da boemia, embora praticamente não bebesse. Virou moda, em suma, e, como ensina o historiador inglês Eric Hobsbawn, “a moda é freqüentemente profética”. Sobretudo, na mesma linhagem de James Dean, John Lennon ou Jimi Hendrix, foi um herói cuja vida e juventude se encerraram ao mesmo tempo, abruptamente, congelando o mito. Se fosse vivo, Ernesto Che Guevara, aos 69 anos, já seria duas vezes bisavô. Nas montanhas de Chiapas ou nos acampamentos dos sem-terra brasileiros, ele está mais vivo hoje, trinta anos após sua morte, do que Fidel Castro. Mesmo que seus ossos não sejam achados.

(*) Dorrit Harazim, jornalista, esposa do Elio Gaspari, natural da Iuguslávia, colaboradora da Veja, Observatório da Imprensa, Estadão, etc, etc, etc,…
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Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Denúncias, Notícias, Política Tags: , , , ,
17/01/2008 - 13:49

QUERIDA, VAMOS LAMBER FERIDA?

Eu tinha 8 anos de idade, talvez 9, quando li em um jornalzinho, que minhas irmãs mais velhas compraram e trouxeram para casa, uns versinhos, que achei muito engraçado.
Era fim da década de 60 (1969, 1970).


Querida,
Vamos lamber FERIDA?

Não, amor,
Prefiro lamber TUMOR!

TUMOR não me seduz,
Prefiro um copo de PUS!

PUS só na caneca,
Prefiro lamber MELECA!

MELECA só no jantar,
Abre a boca que vou VOMITAR!

Esses versinhos ficaram na minha cabeça e eu os repetia sempre para os meus amigos.
Eu me divertia ao repetir esses versos, porque causavam asco nos ouvintes

Imagine, então, que esses versos eram ilustrados por desenhos do HENFIL, com o FRADINHO como protagonista.

IMPAGÁVEL!

Nessa época eu não entendia o que era aquele jornalzinho.

Era “O Pasquim”, politicamente INCORRETO.
Pasquim de HUMOR.
Atacava, de forma velada, lógico, o regime militar.
Segundo vi em entrevistas, o Ziraldo afirmou que o jornal foi criado somente para fazer gozação e ganhar dinheiro, sem fins políticos.
Com o crescimento de sua aceitação junto aos jovens é que a conotação política tomou mais força.
Claro que fazer humor sem falar de política é meio difícil e esse foi o ponto de partida do jornal.
Os MILITARES ajudaram um pouco, perseguindo-os e censurando-os, aguçavam a criatividade dos colaboradores do PASQUIM.
Principais colaboradores eram Henfil, Jaguar, Millor, Ziraldo, Miguel Paiva, Sérgio Cabral e também Luiz Fernando Veríssimo, Jô Soares, etc.
Segundo eles, a redação do pasquim era em um botequim em IPANEMA (Rio de Janeiro).
A capa era decidida de última hora, conforme o humor dos participantes.

Neste NÚMERO UM, o entrevistado era o INSUBSTITUÍVEL IBRAHIM SUED, que falava com erros grosseiros de português.

Existe um livro com “O Melhor do Pasquim 69/70″, compilado pelo Sérgio Cabral, que hoje somente se acha usado no sebos ou no MercadoLivre.

Fico triste em ver que Millor passou para o lado errado da força, servindo para o PIG, enganando o povo.
Do Jô Soares, não se esperava outra coisa, porque ele sempre foi simpatizando do CANSEI.

Queria muito achar esses versos, ali de cima, na forma original, ilustrada, e postá-lo no blog, como homenagem ao pasquim e ao Henfil.

O Henfil faz falta nessa hora de turbulência política, em que a grande mídia – golpista e oligárquica – prega mentiras e ilude o povo.
O que será que ele diria da atual situação?

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/01/2008 - 16:59

Equívocos de um ex-presidente – Por Zé Dirceu

Só para completar a irá que os simpatizantes do PSDB têm contra o PT-Lulismo, copio e colo um texto produzido pelo Zé Dirceu (aquele mesmo), com um desabafo contra as besteiras que o FHC tem falado por aí.

Eis o texto:
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15/01/2008 00:00
Equívocos de um ex-presidente

Na entrevista publicada pelo “Estadão” domingo, o ex-presidente Fernando Henrique equivoca-se quando afirma que Lula “sabe agradar a elite”. É o oposto, exatamente o contrário, Fernando Henrique! Lula sabe agradar é ao povo. Por isso, reelegeu-se e, um ano depois, continua popular.

O ex-presidente tergiversou quando atribui a seu governo a estabilidade mantida e o crescimento econômico conquistado no Governo Lula. Dizer que entregou ao Lula o país quebrado, com uma vulnerabilidade em níveis a que poucas vezes chegou, nem pensar! Também esqueceu que foi ao FMI mais de uma vez, aumentou a carga tributaria em 7%, privatizou US$ 100 bilhões do patrimônio publico com a venda de estatais e dobrou a divida interna, uma herança que, com seus R$ 160 bilhões/ano de serviço, imobiliza o orçamento publico até hoje.

Um dos maiores equívocos da entrevista é quando ele diz que não temos projeto estratégico, nunca fizemos um para o país e que seus dois governos tinham e previam relação Estado-Mercado, prioridade social, integração do Brasil no mundo global, etc, etc. Mestre Fernando Henrique, Lula e o PT, não só têm e sempre tiveram projeto estratégico nacional como foram eleitos e reeleitos.

A diferença é que o nosso projeto de desenvolvimento nacional pensa o mercado interno, a retomada dos investimentos públicos via PAC, PPI e com financiamento dos bancos oficiais. Com ele retomamos a política industrial e de inovação, reorganizamos as políticas sociais e públicas, promovemos o crescimento com distribuição de renda e emprego – são 4,5 milhões de empregos no primeiro mandato e 2 milhões em 2007. É uma estratégia de desenvolvimento nacional, que contempla a incorporação dos excluídos no mercado de trabalho e na cidadania.

FHC diz que o PAC é uma continuidade do Avança Brasil. Não é. O Avança era uma estratégia de abertura comercial, desregulamentação e privatização, sob a pura égide do mercado, sem projeto de desenvolvimento nacional. O PAC é uma aliança do Estado com o empresariado, apóia-se numa política econômica onde o investimento cresce três vezes mais que o PIB, e garante ao Brasil infra-estrutura e energia, educação, tecnologia, com ampla preocupação social com saúde, educação, segurança publica.

É velha a história de que aparelhamos as agencias reguladoras. Nós as recebemos em 2003 em situação de calamidade, com nomeações políticas, sobreposição de papéis com os ministérios, sem recursos humanos, orçamentários, e sem políticas definidas, como nos setores elétrico e de petróleo. Nós as reorganizamos atribuindo-lhes o papel de reguladoras, não de substitutas do Estado na definição das políticas publicas para cada setor.

Mas, o ex-presidente toca em dois pontos essênciais para o futuro do pais: a eficiência da gestão publica e a reforma política. O governo avança lentamente na gestão e recursos humanos e o PT menos na reforma política. Mas estas são questões suprapartidárias e só avançarão quando constituírem uma agenda comum para o governo e para a oposição.

É uma boa agenda, Fernando Henrique, não uma “causa menor” ou só para um antecessor tomar cafezinho com o sucessor. Compensa, vale uma boa conversa entre os dois. Por que não tentar?

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/01/2008 - 15:46

Simpatizante do PSDB

No post anterior, recebi um comentário em que o rapaz afirmava que era simpatizante do PSDB, com as idéias do PSDB.

Perguntas ao simpatizante: Quais idéias? As idéias de uma economia mais livre? Ou idéias privatistas? Aquelas que venderam as estatais lucrativas por uma bagatela, como a Vale, a CSN ou as Teles? Aquele PSDB que privatizou para pagar a dívida externa, mas que ao invés de pagá-la, aumentou em 4 vezes?

Ou você simpatiza com o PSDB que criou, além de outros encargos, a CPMF? Aquela contribuição que seria para salvar a saúde, mas ao invés somente serviu para cobrir os buracos do governo FHC? A mesma CPMF que o PSDB conseguiu derrubar agora em 2007?

Ou seria, ainda, o PSDB do FHC que conseguiu a aprovação de uma EMENDA CONSTITUCIONAL que permitiu a reeleição do FHC em 1998? A aprovação da emenda foi conseguida com a “compra” dos votos no Congresso Nacional, através da liberação de verbas para os governistas? Se você se lembra, a constituição de 1988 dizia NÃO existir reeleição para a Presidência.

Eu sei que você vai falar dos MENSALEIROS, da tentativa de compra dos votos do congresso para aprovação da CPMF (que não houve, porque a CPMF foi extinta), da aceitação pelo STF das acusações aos Petistas pela prática dos mensalão, do dinheiro na cueca, das malas de dinheiro do José Dirceu e da tentativa compra do dossiê “fajuto”.

Quase esqueci do APAGÃO AÉREO.

Sem falar, ainda, no uso de material didático nas escolas, com conteúdo comunista.

Tem, também, o aumento da carga tributária.

Acho que você está lendo em demasia a Veja, Estadão, Folha e vendo o JN.

Sei que a maior parte são de denúncias feitas pela Veja.

Aí é que está a separação da realidade com a mentira.

Denúncias sem comprovação.

Para começar, eu acho muito “engraçado” que as mesmas pessoas que se dizem liberais, de que o mercado deve ser livre (livre concorrência) e defendem um ESTADO MÍNIMO, são as mesmas que dependem totalmente do ESTADO.

Os agricultores e pecuaristas, por exemplo, não querem interferências do ESTADO, mas exigem que o ESTADO mantenha estoques reguladores, para manter o preço mínimo.
Também exigem financiamentos subsidiados para insumos.
Exigem que o ESTADO indenize-os quando ocorrem perdas (secas, inundações, ataques de pragas, doenças nos animais, etc).
Estas pessoas querem que o mercado seja livre e reclamam do valor do dólar.
Afirmam que o governo deveria interferir e desvalorizar o Real frente ao Dólar, no câmbio, para que as exportações representem mais Reais.

Vamos voltar ao tema.

PSDB: partido do tucanato que fica em cima do muro.
Idéias liberais, com a proposta de um ESTADO mais enxuto, menor e menos gastador, menos dispendioso.

Com essa proposta, FHC/PSDB criou o PND.

Texto copiado do site do BNDES  www.bndes.gov.br):

Desde a criação do Programa Nacional de Desestatização-PND, em 1991, foram privatizadas, 68 empresas e participações acionárias estatais federais, a maioria na siderurgia, química e petroquímica, fertilizantes e energia elétrica. Além dessas, foram repassados à iniciativa privada, por concessão, 7(sete) trechos da Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA, as Malhas Oeste, Centro-Leste, Sudeste, Teresa Cristina, Sul, Nordeste, Paulista e um arrendamento para exploração de Contâineres – Tecon-1, Porto de Santos, da Companhia Docas da São Paulo – CODESP, TECON 1, Porto de Sepetiba – CDRJ, Cais de Capuaba – CODESA (Berços 203,204,205), Cais de Paul – CODESA (Berço 206), GERASUL, Terminal roll-on roll-off (CDRJ), Porto de Angra dos Reis (CDRJ), Datamec e Porto de Salvador (CODEBA).

Venda das empresas estatais US$ 30,48 bilhões
Dívidas transferidas
p/ as empresas privatizadas US$ 9,20 bilhões
Total US$ 39,68 bilhões

Como o texto acima diz, são companhias de siderurgia, química e petroquímica, fertilizantes, energia elétrica e transportes, ou seja, todas responsáveis por insumos para a produção (indústrias e agropecuária).

Qual é o pecado em se privatizar essas empresas? Total.

Ao privatizar, o governo não estva somente tirando um peso de seus ombros, passando para a iniciativa privada a responsabilidade de gerir essas empresas. Ele também estava tirando de seus ombros as responsabilidades sociais destas empresas.

A geração e transmissão de energia elétrica, combustíveis fósseis (gasolina, diesel), meios de transportes (rodoviários, ferroviários e aquaviários), telefonia são insumos que pesam muito no valor final dos produtos consumidos pela população.

Ainda por cima, as privatizações já começaram de forma errada.
Foram, na realidade, verdadeiras DOAÇÕES.

Por exemplo, as exploradoras de minérios, CSN, Vale, etc, foram vendidas bem abaixo do preço do seu patrimônio, onde somente foram considerados seus bens materiais (prédios, automóveis, etc). Não foram incluídas, na venda, as ferrovias e máquinas e muito menos as jazidas. Mas tudo isso foi entregue de bandeja.

Esse valor de U$40bi seria somente uma parte do valor da Vale.

Nenhuma das empresas vendidas eram deficitárias.
Ao contrário, apresentavam grandes lucros.
Esse valor de U$40bi representava somente o faturamento anual delas.

Para o povão, para convencer ser um valor alto, o governo e a grande mídia sempre informava em Bilhões de dólares.
Nunca chegou ao grande público a informação correta dos valores reais de cada empresa.

Mais além, todas a privataria foi FINANCIADA pelo BNDES.
Ou seja, os compradores NÃO tiraram dinheiro do bolso.
Quem pagou a privataria fomos nós, pobres contribuintes.
NÃO entrou dinheiro no caixa do Governo Federal.

A Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foi “vendida” para concessionárias que deveriam manter as ferrovias em funcionamento, além do comprometimento da modernização e ampliação. O que está acontecendo desde 1998? As concessionárias desativaram a maior parte das linhas, não ampliaram e nem modernizaram a rede ferroviária. Além disso, a manutenção é precária, no limite do risco, e os preços cobrados foram aumentados enormemente. Leia meus posts sobre a ALL, concessionária da rede ferroviária na região sul.

As rodovias foram entregues para concessionárias, permitindo a cobrança de pedágios caros, não dando opções para alternativas na maior parte dos trechos.
O custo do quilômetro rodado ficou altíssimo.

Os portos marítimos foram entregues a concessionárias e as tarifas subiram bastante.
Como exemplo, no Paraná, o governo do estado tem mantido administração pública no porto de Paranaguá, sofrendo forte pressão de políticos lobistas representantes de empresas interessadas em assumir essa administração.

As Teles (empresas operadoras de telefonia fixa) foram VENDIDAS e as tarifas subiram astronomicamente, apesar do custo dos equipamentos terem-se reduzido, por causa do avanço da tecnologia.
Você até pode argumentar, como sempre ouço de outros, que as tarifas aumentaram mas os serviços melhoraram.
Como já ouvi dizerem, para se ter uma linha telefônica, precisava-se ficar na fila durante anos e pagar um absurdo (2 mil dólares).
Grande engano.
O que temos hoje são serviços piores, cada vez mais caros com menos concorrência.
As Teles são as campeãs em reclamações nos Procon”s, devido às cobranças erradas de serviços não contratados ou valores absurdos, surgidos não se sabe de onde.

Está bem, chega de privataria.
Essa discussão é longa, porque o governo FHC conseguiu convencer, com a ajuda da mídia, que as privatizações foram justas e vantajosas.

Vamos falar da CPMF, que foi criada em 1997, com o José Serra como ministro.
Na verdade, a IPMF, a predecessora, foi inventada pelo Jatene, no primero mandato de governo do Presidente FHC.
Desde o início, esse imposto nunca serviu para o que deveria, ou seja, fechar as contas do INSS, cobrir os buracos, pagar as dívidas, diminuir o déficit da previdência.
Ao contrário, o buraco das contas somente aumentava e a IPMF foi desviada para outros fins.
Não estou dizendo que eram usados para fins ilícitos.

Ou seja, acho que você não tem motivo algum para gostar ou simpatizar com o PSDB.

Se você disser que simpatiza com o PSDB+FHC porque não gosta do PT+Lula, então eu concluo que você simpatizaria com traficantes porque não confia na polícia.

Vamos argumentar, agora, a favor do PT+Lula e contra o que o PSD+FHC+DEM+mídia tem divulgado nos últimos tempos.

O discurso hoje dos opisicionistas contra a CPMF vem justamente acusando o governo Lula de usar os impostos para pagar mensaleiros, caixa 2 e dossiês falsos.
Para começar, não acredito que o governo use dinheiro de impostos para dar a governistas e seus partidos, seja como caixa 2 ou mensalões.

O povo, que nunca fica sabendo das verdades e somente têm o JN para acreditar, acha que realmente a totalidade da CPMF é desviada para outros lugares que não a saúde.
Para começar, a mídia informa que o governo arrecadou em 2007 um total de U$40bi. Este é um número enorme: um 4 seguido de 10 zeros antes da vírgula.
É um valor enorme se pensarmos em dinheiro para uma única pessoa.
Se compararmos ao total arrecadado em impostos em 2007, esse valor representa somente 3%.
Com a eliminação da CPMF, ainda sobram 97%, ou seja, próximo de 1 trilhão e 300 bilhões de Reais.
Então? Por que a grande mídia é tão contra a CPMF?

A existência de CAIXA 2 não é novidade no sub-mundo dos negócios.
Essa prática existe desde quando inventaram os impostos.
Caixa 2 é a prática de não se contabilizar parte da receita, para pagar menos impostos.
Para começar, CAIXA 2 é ilegal, é desvio de dinheiro de impostos, é roubar dinheiro do povo.

No Brasil, SEMPRE se usou dinheiro de Caixa 2 nas campanhas políticas.
Empresas sempre fizeram DOAÇÕES a partidos ou candidatos (diretamente) somente com dinheiro de Caixas 2.
Nenhum empresário é doido de dar a político um dinheiro caro, que já pagou imposto.
Se o dinheiro é de Caixa 2 de empresas, somente pode entrar no Caixa 2 do partido.
Usa-se dinheiro de Caixa 2 para negociações entre empresas.
Esquenta-se o dinheiro de Caixa 2 através de compras superfaturadas, de notas fiscais frias, de arranjos de contabilidade.

Até pode-se rastrear o dinheiro de Caixa 2, se existir uma fiscalização eficiente, incorruptível e em número suficiente.
A existência do Caixa 2, a fiscalização do governo e a CPMF estão ligadas.
A importância da CMPF não estava no valor arrecadado, mas nos dados de movimentação financeiras das grandes empresas.

E quem é contra a CPMF? Todas as pessoas/empresas que têm interesse em esconder do governo a sua movimentação financeira.

Outra afirmação sobre arrecadação é o aumento da carga tributária.
Esse aumento da carga não houve. O que houve, e haverá neste ano de 2009, é o recorde de arrecadação.
Aumento de arrecadação não significa, necessariamente, aumento de carga tributária.
As alíquotas continuam as mesmas, infelizmente.
Infelizmente, porque elas poderiam diminuir, aproveitando o momento de grande arrecadação.
A arrecadação aumentou porque está se tomando mais ações contra os sonegadores.
Menor sonegação representa maior arrecadação sem aumento de impostos.
É só fazer com que todos, que devem, paguem seus tributos.

Ainda assim, existem milhares de sonegadores, que deixam de recolher seus tributos (impostos, FGTS, INSS).

Aos poucos vê-se que o povo aprende a cobrar as notas fiscais nas lojas ou mesmo dos médicos, dentistas e advogados (profissionais liberais).
Foram criadas várias modalidades de recolhimento, que facilita a arrecadação e a legalidade das receitas destes profissionais.
Foram feitos convênios com os Estados para unificação do recolhimento, para facilitar o controle e diminuir a burocracia.

O APAGÃO AÉREO foi outro fato que a grande mídia aproveitou para colocar a culpa no Governo Lula.
Concordo que parcela da culpa é do Governo Federal, porque mantém pessoas incopetentes ou mal-intencionadas no controle da ANAC.
Mas o apagão foi causado pelos controladores de vôo, em uma greve branca, após aquele ERRO GROSSEIRO que causou a tragédia do avião da GOL.
Depois, e principalmente, pelas administrações da empresas de transporte aéreo.
Essas empresas realizam o “over-booking” ou cancelam vôos e os usuários ficam no prejuízo.
Nessas condições, a ANAC deveria ser mais forte e tomar medidas contra essas empresas.
Mas, o exagero da mídia está na imputação de culpa ao Governo Federal também quando há cancelamentos ou suspensões de vôos por causa do mal tempo.
Não dá para esquecer a tragédia do avião da TAM, onde morreram quase 200 pessoas, do avião e em terra. Até hoje dizem que a culpa foi da pista e que o Governo Federal foi o responsável.
Poucos dias atrás, ouvi novamente a Primeira-Dama do Cansei, Hebe Camargo, falando mal do governo Lula, porque um de seus convidados ao programa se atrasou por causa de um temporal. Apesar do convidado dizer que o temporal estava terrível, ela continuou dizendo que o povo deveria cobrar do Governo mais ações e verbas para o sistema aeroviário. Até a chuva é por culpa do Lula.

Outro dia, mudando de um canal para outro, procurando por algo assistível, vi o Datena (na Band) reclamando a mesma coisa.
Ele mostrava cenas de enchentes nas ruas de um bairro em São Paulo e aproveitava para falar mal do Governo (Federal, não do Estadual nem do Municipal). Achei um cúmulo maior, quando ele completou dizendo que o Governo Lula era uma vergonha porque São Paulo não têm segurança, os ônibus são sujos, atrasam e andam sempre lotados e o número de acidentes de trânsito está insustentável. Ou seja, até os problemas locais de SP são por culpa do Lula. … E o dinheiro da CPMF, que deveria ir para a saúde, faz a festa dos mensaleiros…..(sic).

A IDEOLOGIA COMUNISTA PREGADA NAS ESCOLAS PELOS ESQUERDISTAS?
Neste ano que terminou, a Veja publicou vários artigos denunciando que escolas estariam utilizando material ideológico, pregando o comunismo.
Se você tiver a paciência de ler e analisar as reportagens dessa revistinha, toda semana tem um artigo sobre o tema.
Quando não há um artigo declarado, existe um comentário maldoso na seção de cartas.
A revista aproveitou até uma entrevista com o Ministro da Educação para falar do tema, acusando o governo de influenciar as crianças nas escolas.
O que me deixa mais indignado é que as acusações são contra escolas particulares, como a São Bento, em São Paulo. Qual seria a ligação entre a escola São Bento e o Governo Petista? Deve haver alguma armação comunista, idealizada pela KGB….! (é o que devem estar a imaginar esse pessoal da mídia).
Mais interessante que a reivsta não critica o material didático nos capítulos que falam da ideologia capitalista. A revista, portanto, tenta impor uma idéia capitalista, anti-comunista. A revista pode fazer isso, dizendo-se imparcial?

As acusações diretas aos petistas são muito mais contundentes.

A história do MENSALÃO é um exemplo de exploração, por parte da grande mídia e da oposição, de um tema inventado por eles próprios.
Para começar, o mensalão era definido, pelos oposicionistas e pela mídia, como um valor pago a deputados e senadores aliados ao governo, a partir dinheiro público. Houve a CPI, acusações, José Dirceu e Roberto Jeferson foram cassados pelo Congresso Nacional.
O que houve de concreto para que houvessem essas cassações? Apenas denúncias feitas pela mídia.
Não apareceram provas de realização de pagamentos aos mensaleiros com dinheiro público.
Nem houveram provas de que esses pagamentos realmente existiram. Mas, mesmo sem provas, não duvido que existiram.
Sabe por quê?
Somente porque há a prática, no Brasil, de um partido maior sustentar um partido menor, quando o primeiro necessita dos préstimos deste último.
São os chamados partidos de aluguel.
Eles têm uma cadeira na Câmara ou no Senado e alugam seus votos, suas participações, a outros partidos.
Como os deputados geralmente não conseguiriam se eleger em um partido NANICO, eles se elegem por um partido grande e depois retornam para o NANICO. Dentro do nanico, eles se vendem.
É a prostituição dos deputados.
Essa prática SEMPRE existiu no Brasil.
Se ela existe, em princípio não pode ser considerada ilegal, porque o deputado faz o que ele quiser com suas decisões, seus votos.
Mas, no mínimo, é IMORAL.
Como eu disse, não acredito que o PT tenha pago ao PP, PTB, PL e outros com o dinheiro do governo.
É mais sensato achar que eles pagaram com dinheiro do caixa do PT.
Por isso, apareceram aquele famoso emprestador de dinheiro, Marcos Valério, “benevolente”, “sem segundas intenções”.
Esse tal Marcos Valério vive desse tipo de negociata desde os tempos do ITAMAR FRANCO, dentro do PT, mas muito antes disso, dentro do PSDB e do PMDB. Dá empréstimos como forma de lobby. Mas a relação dele, pelo que se sabe, não saiu de dentro do partido. Pelo que foi levantado, ele nunca foi beneficiado na escolha dos negócios, mas somente em informações de quais negócios seriam mais interessantes em participar, que, em princípio, não é informação privilegiada, mas compilada e centralizada.
Isso, sim, já foi comprovado.

Você se lembra que as denúncias foram parar no STF que, sobre pressão da mídia, teve de aceitá-las, mesmo sem provas?
Foram 40 as pessoas denunciadas, justamente para fazer ligação com o ALI BABÁ.
O Ministro (?) do STF, Joaquim Barbosa, borrando-se de medo da divulgação da mídia, acatou as denúncias e inventou um relatório contra todos os acusados.
Foi uma jogada de mestre contra os 40 acusados e contra o PT-Lula. O Joaquim Barbosa aceitou as denúncias e a mídia diz que estava certa e que todos foram parar lá por causa dela. Se o nobre Ministro (?) JB não aceitasse, a mídia diria que ele estava com medo do governo Federal, para o qual ele trabalhava e por quem ele havia sido indicado.
Algumas semanas antes, a Veja estampou na capa a cara do Ministro (?) Marco Aurélio de Mello, que trabalha para a oposição, dizendo que ele “denunciava a suspeita de grampo” em seus telefones.
Como alguém pode denunciar a suspeita de alguma coisa?
Denúncia tem de ser algo com comprovação e não a partir de suspeita.
A revista, ainda por cima, gasta uma capa com isto.
Essa era uma forma da revista fazer pressão sobre o STF, dizendo que qualquer decisão contra as denúncias seria vista como “pressão” que o Governo Federal estaria fazendo.

Para finalizar, você ainda criticou o apoio que alguns jornalistas dão ao Presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Você acha estranho porque somente conhece o ponto de vista da mídia golpista, que é a mesma que ajudou na tentativa de golpe de estado na Venezuela em 2002. Veja o documentário “A Revolução Não Será Televisionada”, que conta (e mostra a cores) toda essa história. No YouTube já foram colocados os vídeos em capítulos. Se quiser em DVD, posso fazer uma cópia especial para você.

Portanto, meu amigo simpatizante do PSDB, já que você não gosta do Lula ou do PT, dê apoio para outro partido. Não se deixe levar pelo que a mídia escreve. Eles sabem como agir para manipular o cidadão despreparado.

Obrigado e feliz 2008.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/01/2008 - 09:15

Diogo Mainardi, o Pitbull da Veja

Volta e meia, procuro por notícias nos BLOG”s alheios.
Como todos do SIVUCA sempre dizem, essa MÍDIA paralela – a Internet – fornece informações mais confiáveis do que qualquer JORNAL do grande PIG (Partido da Imprensa Golpisgta).

Acho que não há no SIVUCA quem consiga ler o DM (Diogo Mainardi), por causa de sua posição extremista contra Lula e o PT.

Não é só porque ele discorda de um e de outro, é por causa de sua arrogância, desrespeito, preconceito e truculência em seus artigos.

Se alguma pessoa tenta debater com ele, ele já a joga no chão, colocando-lhe adjetivos pejorativos, chamando-a, principalmente, de esquerdista, aloprado, bolchevique e muitos outros impublicáveis em um BLOG de FAMÍLIA, como é esse aqui.

Não estou sozinho nesse meu ódio pelo DM.

Abaixo está um texto produzido pelo Altamiro Borges, que é membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).

Copiei o texto do site do FISENGE (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), do link http://www.fisenge.org.br/2006/11/10/dio….


Diogo Mainardi, o pitbull da Veja
Por Altamiro Borges

O presidente interino do PT e ex-coordenador da campanha presidencial de Lula, Marco Aurélio Garcia, deu a resposta que estava entalada na garganta de muitos brasileiros. Na semana passada, o “colunista” Diogo Mainardi, o pitbull da revista Veja, solicitou por e-mail uma entrevista exclusiva com o dirigente petista. “Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente”, apelou.

A resposta de Marco Aurélio foi direta: “Sr. Diogo Mainardi, há alguns anos – da data não me lembro – o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, a sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não falar com a sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista”.

Reacionário e preconceituoso convicto

Há tempos que as estripulias deste badalado jornalista da mídia hegemônica mereciam este tipo de reação. Expressão do que há de mais reacionário e preconceituoso na imprensa brasileira, este direitista convicto colecionou inúmeros adversários desde que deixou de escrever banalidades sobre cultura e passou a tratar de temas políticos na sua coluna semanal da revista Veja, na qual escreve desde 1999. Seus cinco livros – um deles sugestivamente batizado de “Contra o Brasil” – e dois filmes nunca tiveram maior repercussão, mas os seus comentários rancorosos na mídia excitaram a direita nativa. Mais recentemente, ele também substituiu outro renomado elitista, Arnaldo Jabor, no programa Manhattan Connection, da Rede Globo.

Provocador contumaz, ocupou estes espaços midiáticos regiamente pagos para satanizar o governo Lula – “sou um conspirador da elite, quero derrubar Lula, só não quero ter muito trabalho” (Veja, 13/08/05) – e tudo o que possua alguma conotação progressista. Não poupa o MST, o sindicalismo, os intelectuais e as lideranças de esquerda no país e no mundo. Apóia o genocídio dos EUA no Iraque e odeia Fidel Castro, Evo Morales e Hugo Chávez. Prepotente e egocêntrico, ele chegou se gabar de “quase ter derrubado o presidente Lula” e ficou furioso com os milhões de votos dados para a sua reeleição. A exemplo de outro ícone da “nova direita”, Reinaldo Azevedo, faz questão de explicitar a sua aversão e nojo ao povo.

“Difamador travestido de jornalista”

No meio jornalístico, Mainardi é visto como um aventureiro, um troglodita, em busca de fama e dinheiro. Também é chamado de fascista por ter criado o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promove uma cruzada leviana contra vários profissionais da imprensa. “Minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou ao anunciar a estréia do seu “tribunal” na Veja em dezembro de 2005. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha na rua. Outro dia mesmo ela foi vista em Brasília distribuindo santinhos do PT. Paulo Henrique Amorim pertence a uma outra raça de lulistas. Ele é da raça dos lulistas aloprados, dos lulistas bolivarianos. Ele acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, afirmou recentemente em sua coluna.

Esta atitude fascistóide já resultou em vários processos na Justiça de jornalistas como Mino Carta e Paulo Henrique Amorim. Mas também lhe rendeu dividendos entre os barões da mídia e a direita. No caso mais famoso e execrável, Mainardi precipitou a demissão do jornalista Franklin Martins da Rede Globo. Na guerra pública travada entre os dois, iniciada após a inclusão do segundo na lista “macartista” da Veja, a poderosa emissora preferiu ficar com o estrume da direita – uma opção de classe. Mas Franklin Martins não levou desaforo para casa. Desafiou publicamente “o difamador travestido de jornalista” a comprovar a “estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público”, publicada na revista Veja de abril de 2006. Vale a pena reproduzir alguns trechos deste documento:

“Não tem compromisso com a verdade”

“Se qualquer um dos 81 senadores ou senadoras vier a público e afirmar que o procurei pedindo apoio me sentirei sem condições de seguir em meu trabalho como comentarista político. Pendurarei as chuteiras e irei fazer outra coisa na vida. Em contrapartida, se nenhum senador ou senadora confirmar a invencionice do Sr. Mainardi, ele deverá admitir publicamente que foi leviano e, a partir daí, poupar os leitores da Veja da coluna que assina na revista. O Sr. Mainardi topa o desafio? Se não topar, o Sr. Mainardi estará apenas confessando que não tem compromisso com a verdade e deixando claro que não passa de um difamador”.

“Nos últimos meses, semana sim, semana não, pelo menos duas dúzias [de jornalistas] foram vítimas de investidas absolutamente desrespeitosas, carregadas de insinuações capciosas contra as suas atividades e carreiras. Mas como ninguém deu pelota para os arreganhos do rapaz – nem os jornalistas, que simplesmente não o levam a sério, nem os leitores da Veja, que já se cansaram de ver um anão de jardim querendo passar-se por um gigante da crônica política -, o Sr. Mainardi decidiu aumentar o calibre de seus ataques. E partiu para a difamação pura e simples”.

“Vivemos numa democracia, felizmente. Todos têm direito a defender suas idéias, mesmo os doidivanas, e a tornar públicas as suas posições, mesmo as equivocadas. Em compensação, todos estão obrigados a aceitar que elas sejam criticadas livremente. O Sr. Mainardi, por exemplo, tem a prerrogativa de dizer as bobagens que lhe dão na telha, mas não pode ficar chateado se aparecer alguém em seguida dizendo que ele não passa de um bobo. Pode pedir a deposição do presidente Lula, mas não pode ficar amuado se alguém, por isso, chamá-lo de golpista. Pode dizer que o povo brasileiro é moralmente frouxo, mas não pode se magoar depois se alguém classificá-lo apenas como um tolo enfatuado. Ou seja, o Sr. Mainardi pode falar o que quiser, mas não pode querer impedir que os outros falem”.

“Cota social de tolices e o bobo da corte”

“Mais ainda: o Sr. Mainardi é responsável pelo que fala e escreve. Enquanto permaneceu no terreno das bobagens e das opiniões disparatadas, tudo bem. Faz parte da democracia conviver com uma cota social de tolices e, além disso, presta atenção no bobo da corte quem quer. Mas quando o bufão passa a atacar a honra alheia, substituindo as bobagens pela calúnia e as opiniões disparatadas pela difamação, seria um erro deixá-lo prosseguir na sua torpe empreitada. No Estado de Direito, existe um caminho para os que consideram que tiveram a honra atacada por um detrator: recorrer à Justiça. É o que farei nos próximos dias”.

“Desde já, adianto que, se a Justiça fixar indenizações por dano moral, o dinheiro será doado à Federação Nacional dos Jornalistas e à Associação Brasileira de Imprensa. Não quero um centavo dessa causa. Não dou tanta importância a dinheiro como o Sr. Mainardi, que já definiu seu próprio perfil: “Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha”. Prefiro ficar com Cláudio Abramo: “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”. Mas, para tanto, o Sr. Mainardi está incapacitado. Não porque lhe seja escassa a inteligência; simplesmente falta-lhe caráter. A história da moedinha diz tudo”.

“Mainardi envergonha os jornalistas”

O “macartismo mainardiano” já causou certa revolta no meio jornalístico – infelizmente, muito aquém do necessário. Um abaixo-assinado foi encaminhado à Central Globo de Jornalismo manifestando “o nosso protesto e preocupação com a demissão do jornalista e comentarista político Franklin Martins, um dos mais qualificados e respeitados profissionais do país. Acusado levianamente por um articulista, cuja missão “do momento” parece ser unicamente agredir profissionais e intelectuais com relevantes serviços prestados ao aperfeiçoamento democrático do país, Martins não teve direito de resposta. Esperamos que a Justiça obrigue esse veículo a atender este preceito básico do jornalismo: ouvir o contraditório”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal também teve a honradez de acioná-lo na Justiça por sua defesa escancarada do assassinato de Hugo Chávez, feita durante o programa Manhattan Connection de setembro de 2005. “Se o pastor protestante dos EUA, Pat Robinson, quiser realmente matar o presidente Chávez, eu ajudo”, bravateou. “Este deplorável episódio exige reflexões severas sobre o papel dos meios de comunicação e dos comunicadores sociais. Diogo Mainardi envergonha os jornalistas brasileiros com essa campanha homicida e revela a natureza intelectual, a estatura moral e o caráter de certa oposição aos dirigentes que empreendem transformações sociais no continente”, explicou a nota do sindicato.

A postura leviana de Diogo Mainardi gerou críticas até de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, que costuma fazer o papel de advogado de defesa da mídia venal. Em texto recente, ele foi duro na crítica: “Diogo Mainardi é, na feliz expressão de Luís Nassif, um parajornalista. Um dos muitos revelados nestes meses de crise. Ouviram falar de Carlos Lacerda e imaginaram que basta indignação e nenhum senso de responsabilidade para ganhar o respeito dos leitores. Seus colegas na direção da Veja ofereceram-lhe um isca e ele, faminto de reconhecimento, a abocanhou com voracidade. Quanto mais se entrega ao delírio mais se enreda na armadilha. Há poucos meses puxava o cordão dos que mais recebia mensagens; agora nem aparece no esfarrapado Oscar semanal. O leitor da Veja já não agüenta tanta fanfarronada”.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/01/2008 - 08:41

Acabou 2007 e a CPMF

Complementando o texto anterior, sobre a CPMF, li um artigo no site do Paulo Henrique Amorim, que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello quer acabar com a possibilidade do Governo Federal de exigir dos bancos os dados de movimentações financeiras.

Ministro (?) VAMPIRO

Lembre-se que a CPMF era cobrada pelos bancos e repassada ao governo federal, juntamente com os dados do contribuinte (CPF/CNPJ) e o valor movimentado.

Afora a CPMF, os bancos sempre foram obrigados a fornecer ao Banco Central as informações de movimentações além do limite de 5 mil reais.

O Ministrou alegou ser “violação de privacidade” informar esses dados ao governo e somente o contribuinte poderia dar essa permissão, sem ser obrigado a fazê-lo.

Essa foi apenas uma das ações tomadas pelo Ministro (?) DITADOR (como o PHA o chama), enquanto todos os outros Ministros (?) do STF estagam GOZANDO as férias das festas de Natal e Ano Novo.

Uma outra ação importante e que deverá ter consequências graves é a de que o Bolsa-Família não poderá receber verbas em 2008, porque era alimentado pela CPMF.

Leia mais no próprio site do Paulo Henrique Amorim.

A justificativa para esse “bloqueio” é que 2008 é ano eleitoral e o bolsa-família pode ser considerado assistencialismo, como todos esses falsos CAPITALISTAS, que, na verdade, somente estão preocupados em ganhar dinheiro com a SONEGAÇÃO e EXPLORAÇÃO.

A única coisa certa que existe é que o STF está trabalhando POLITICAMENTE para os OPOSICIONISTAS (DEM e PSDB). Principalmente esse Ministro (?) Marco Aurélio de Mello, que é o MAIS CORRUPTO de todos eles.

É uma VERGONHA ter um Supremo deste tipo.

O BRASIL e os BRASILEIROS não merecem esse STF.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/01/2008 - 16:33

Mangabeira Unger

Estava eu assistindo TV, mudando de canal, exercendo meu direito de escolha da programação, quando me deparei com um programa, em que estava sendo entrevistado o Ministro da Secretaria de Planejamento a Longo Prazo, Mangabeira Unger.

Era no canal da TV Paraná Educativa, mídia estatal do Governador do Paraná, Roberto Requião. Deixei o controle remoto de lado e comecei a assistir a entrevista, que já rolava a algum tempo.

O jeito de falar do Mangabeira Unger é muito engraçado.

Na entrevista, ele falava da necessidade da formação de uma estratégia de defesa da nação. Segundo suas palavras, o Brasil é a mais pacífica entre as nações em desenvolvimento, sendo que o país conquistou essa posição sem precisar atacar ou roubar os bens de outros países. Ele chamou de “engrandecer-se sem imperar”.

De qualquer forma, segundo a entrevista, o governo pensa em melhorar as forças armadas, através de melhores equipamentos e treinamento de seu pessoal. Parece que a febre armamentista inciada pelo Hugo Chávez também atacou nosso presidente Lula.

Esse tema é um prato cheio para a mídia golpista atacar o governo e disparar seus discursos americanistas, onde somente os EUA podem estar armados até os dentes.

Quero deixar claro que também sou a favor do melhor aparelhamento de nossas Forças Armadas. Meu pai foi militar e sei a importância que as Forças Armadas têm na manutenção da soberania nacional, estando preparadas para proteger o território nacional e seus cidadãos.

Procurando na Internet, com a ajuda do precioso Doctor Google, achei um discurso feito pelo Ministro Unger no Ministério da Defesa, que contém o mesmo tema da entrevista.
Copiei e colei, aqui abaixo, o texto original do discurso:

Discurso do ministro da Secretaria de Planejamento a Longo Prazo, Mangabeira Unger

Sr. Presidente, senhores políticos, senhores oficiais, meus concidadãos.

Nosso país está predestinado a engrandecer-se, sem imperar. Na História recente e longínqua da humanidade não há país menos marcado pela beligerância do que o Brasil. Nossa é a mais pacífica das nações. Mas importante, ainda, que se defenda não com o espírito de Aquiles, mas com espírito de Heitor. O Brasil busca hoje um novo modelo de desenvolvimento, baseado na ampliação de oportunidades econômicas e educativas e em participação cívica, e começa a ascender ao primeiro plano do mundo.

A convergência dessas duas circunstâncias torna imperativa a formulação de uma estratégia nacional de defesa. Essa estratégia há de responder a cinco ordens de preocupação. Em primeiro lugar, a orientação estratégica em circunstância de paz e em circunstância de guerra. Em circunstância de paz, para monitorar o nosso território, no nosso litoral e nossas fronteiras, inclusive pela nossa reafirmação inequívoca de nossa soberania sobre a Amazônia. Em circunstância de guerra, para poder mobilizar rapidamente os nossos recursos físicos e humanos, para impedir o sobrevôo tranqüilo do território, e para inibir a concentração de forças inimigas por via marítima ou terrestre. Essa orientação há de partir de uma constatação elementar: as Forças Armadas Brasileiras não existem para ajudar outra potência a policiar o mundo, elas existem para defender o Brasil. Em segundo lugar, organizar e equipar as Forças Armadas, em torno de uma vanguarda tecnológica e operacional, pautada por mobilidade, flexibilidade e audácia, por capacidade de surpreender, de desbordar e de resistir. Não seremos os mais poderosos, sejamos os mais inteligentes e ousados. Em terceiro lugar, soerguer a indústria nacional de defesa. Não poderemos tolerar um hiato de desproteção militar, mas o investimento em equipamento será sempre subordinado à preocupação maior de investir no desenvolvimento de nosso potencial tecnológico autônomo. Em quarto lugar, assegurar a identificação das Forças Armadas com a nação. Daí a importância central do serviço militar obrigatório e dos serviços sociais que se possam juntar a ele. As Forças Armadas do Brasil hão de ser sempre o próprio Brasil em armas. Em quinto lugar, esclarecer de forma cristalina as bases para a participação das Forças Armadas em questões de lei e ordem internas. O princípio é o da subordinação das Forças Armadas ao poder civil. Mas também, de que o ordenamento constitucional preveja sempre os instrumentos e as ocasiões de sua própria salvaguarda.

Ao responder a essas cinco ordens de indagação, formularemos uma estratégia nacional de defesa que o país possa compreender e apoiar como parte integrante da sua estratégia nacional de desenvolvimento. Ai, sim, teremos critério para hierarquizar prioridades do reequipamento das Forças Armadas. Essa iniciativa encontra precursora na nossa maior das nossas reformas militares, a que se iniciou em 1919, no governo de Epitácio Pessoa, sob a chefia de Pandiá Calógeras, o único ministro civil da guerra na história republicana antes da criação do Ministério da Defesa. Lá se vão 87 anos. Já é hora de fazer outra vez. De novo sob liderança civil, mas agora em dimensão maior.

Sr. Presidente, do soldado a República exige disposição para morrer. Para morrer, como é melhor morrer por amor. Ás vezes, porém, é mais difícil mudar do que morrer. Disposição para mudar é o que a nação agora exige dos seus soldados. E dos civis o que se espera é que saldem a maior dívida da nação para com as Forças Armadas. A dívida da desatenção. E dos indivíduos envolvidos indiretamente nesse esforço o país deve reivindicar que exibam no mais alto grau os três predicados indispensáveis a um homem de Estado: coragem, tenacidade e esperança. Reconciliar a pujança com a ternura é o compromisso fundamental de nossa civilização. Nenhum país tem mais direito do que o Brasil de falar em nome da ternura, porque nenhum se identifica mais incondicionalmente com a paz. Nesse mundo, porém, intimidação ameaça tripudiar sobre a cultura. Os leigos precisam andar armados. Que se armem! E que o ódio à guerra e o compromisso para com o país nos inspirem a todos nessa tarefa sacrossanta de salvaguardar o Brasil.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/01/2008 - 10:02

Acabou 2007 e a CPMF

Deu na “Veja On Line” do dia 02 de Janeiro: Governo eleva impostos para compensar CPMF.

Isso me lembrou que, alguns dias atrás, dia 28 de Dezembro, eu atendi na porta de minha casa um menino (uns 18 anos), que pretendia vender-me um livro.

A história do livro ou do menino não tem a ver com impostos, mas lá pelas tantas, quando eu disse que não compraria o livro porque não tinha dinheiro em casa, ele disse que eu poderia pagar com cheques em parcelas.
Todas as facilidades para que eu aproveitasse aquela “promoção”.
Só que eu também estava sem folhas de cheques em casa.

Daí, o menino lembrou-se que havia a CPMF e comentou que talvez eu desejasse dar cheque pré-datado para depois do Ano Novo, quando não teria mais essa cobrança e eu economizaria alguma coisa.

Eu achei interessante o comentário e perguntei a ele: Você sabe quanto seria cobrado de CPMF para um cheque de 100 reais? Não? 38 centavos. Você acha que eu me preocuparia com esse valor a mais se eu realmente desejasse comprar o livro, que, ao invés de me custar 100 reais, custaria $100,38 ?

O menino me perguntou: Como? Só 38 centavos? Então por que falam tanto neste imposto?

Pois é.
O menino comentou da CPMF, mas não tinha noção do valor que é cobrado.
Lógico.
Míseros 0,38%, que dava 38 centavos a cada 100 reais.
Ele nem sabe o que é ter conta em banco, quanto mais quais são os valores pagos.

Por curiosidade, fiz um levantamento de quanto que paguei em CPMF em 2007.
O resultado foi, aproximadamente, R$324,55.

Para comparação, calculei as taxas pagas ao banco neste mesmo período (taxas de administração, de manutenção da conta, anuidades de cartões de crédito, etc) e resultou em R$503,74.

Você pode pensar que eu sou um perdulário, que não me preocupo com o meu dinheiro e nem com as taxas cobradas, mesmo que não representem grandes valores.

Veja que o banco cobrou esse valor para ficar com o meu dinheiro sob sua guarda.
Usaram o meu dinheiro e ainda cobraram.

Os valores que os bancos cobram são muito altos e somente servem para engordar as contas dos donos dos bancos e que não tem um fim social.

Sim, concordo que de “grão em grão…” faz-se um milhão, como dizia o Tio Patinhas.

Mas, também acho que esses 38 centavos a cada 100 reais, que, quando calculado sobre toda a movimentação financeira no país, totalizaram os 40 bilhões de reais arrecadados, fazem uma grande diferença em favor da população, se retornar em benefícios sociais (melhoria dos hospitais, saneamento, alimentação).

Voltando ao tema “elevação dos impostos”, um dos argumentos que a grande mídia dava como vantajoso ao povo, com a eliminação da CPMF, é de que as pessoas comuns teriam mais dinheiro para gastar, ao invés de pagar em CPMF.

Vi no jornal da TV um cálculo que achei muito engraçado.

Fizeram as contas de que uma pessoa que tem 500 reais mensais de renda, deixa de pagar quase 23 reais em CPMF POR ANO.
Ou seja, é uma “economia” de quase 2 reais por mês.
E o jornal ainda diz que a pessoa poderá investir esse valor em algo mais útil que o pagamento do imposto.

Outra vantagem seria a redução dos preços ao consumir, já que a CPMF é cobrada em cascata durante o processo produtivo e de consumo.

Quanto será que representaria essa redução de preços? Um porcento?

Outro exemplo muito engraçado que o jornal deu foi a compra de bens mais caros, como automóveis ou imóveis.
O jornal disse que os compradores cancelaram as compras para esperar a virada de ano, para pagar o bem sem CPMF.
Imagine se um vendedor não faria um desconto de, por exemplo, 0,38% para garantir a venda.
O vendedor, com um boa conversa, com certeza daria desconto maior.

Ou seja, toda a mídia valorizou em demasia a CPMF para que o povo ficasse contra a cobrança.

Com qual intenção a grande mídia fez isso? Somente para prejudicar o povo? Ou tem alguma intenção maior escondida nessa manifestação?

Dizem, não sei até onde é verdade, que a importância da CPMF para o governo não seria o valor arrecadado, mas o combate à sonegação.

Dizem, até, que o governo fazia o controle de movimentação financeira a partir dos dados recebidos da CPMF, porque os bancos eram obrigados a fornecer valores movimentados para cada CPF/CNPJ.
Essa ação, dizem, deixaria a mostra a movimentação de fantasmas, caixas 2, movimentações ilícitas, movimentações de pessoas que se dizem sem rendas, ou com rendas não declaradas, como os profissionais liberais, médicos, dentistas, advogados, engenheiros, arquitetos, corretores de imóveis, picaretas de automóveis ou picaretas de imóveis, contrabandistas, traficantes, etc).

Deixaria tudo às claras.

O que você sabe sobre isso?

Teoria da conspiração ou finalmente seria o governo fazendo uma parte do seu papel?

Eu ainda penso que o governo deveria ser mais firme no controle da sonegação.

Tudo, na verdade, está interligado.

Caixa 2, negociações de imóveis, doações, propinas.
Tudo que a grande mídia argumenta contra o governo é utilizada por ela própria.

Como você acha que eles conseguem concessões de rádios, TVs, se não for com propina e caixa 2?
Como seria possível alimentar as eleições se fossem as falcatruas envolvendo políticos e os meios de comunicação?

São os bandidos acusando e se fazendo de inocentes.

Em quem podemos confiar?

Somente podemos confiar em nós mesmos.

Por isso, neste novo ano, sem CPMF, vamos manter o SIVUCA cada vez mais forte.

FELIZ ANO NOVO.

Autor: Luiz - AlphaPlus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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