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	<title>Poéticas Palavras</title>
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	<description>Poemas em geral: quadras, trovas, sonetos, rondéis, poetrix, indrisos...</description>
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		<title>Canto do Mar</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 10:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[mar]]></category>
		<category><![CDATA[poema de amor]]></category>
		<category><![CDATA[rondel]]></category>
		<category><![CDATA[segredo]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
O que o mar cantou onda em espuma,
Pela praia em sussurrado marulhar,
Há muito tu escondes calado na bruma,
Num canto do peito em dor a soluçar.
Ah, quanto sal e sol dentro do olhar!
Navegam teus sonhos na branca escuna,
O que o mar cantou onda em espuma,
Pela praia em sussurrado marulhar&#8230;
Teu segredo voou no céu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>O que o mar cantou onda em espuma,<br />
Pela praia em sussurrado marulhar,<br />
Há muito tu escondes calado na bruma,<br />
Num canto do peito em dor a soluçar.</p>
<p>Ah, quanto sal e sol dentro do olhar!<br />
Navegam teus sonhos na branca escuna,<br />
O que o mar cantou onda em espuma,<br />
Pela praia em sussurrado marulhar&#8230;</p>
<p>Teu segredo voou no céu como pluma,<br />
E depois da vaga ao mundo o mostrar,<br />
Água de um amor sem sorte nenhuma,<br />
Veio aos meus lábios com beijo molhar,<br />
O que o mar cantou onda em espuma&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Morte, Amor e Orco</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/08/morte-amor-e-orco/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/08/morte-amor-e-orco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 12:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[orco]]></category>
		<category><![CDATA[poema de amor e saudades]]></category>
		<category><![CDATA[rondel]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
No triste Orco eu pago o preço,
De um amor feito de morte,
Trago no peito como adereço,
A profunda ferida de um corte.
Em mar de sangue e sem sorte,
Perdi do Paraíso o endereço,
No triste Orco eu pago o preço,
De um amor feito de morte&#8230;
Por esse vil e pecador apreço,
Vago em ruína e sem norte,
Penitente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>No triste Orco eu pago o preço,<br />
De um amor feito de morte,<br />
Trago no peito como adereço,<br />
A profunda ferida de um corte.</p>
<p>Em mar de sangue e sem sorte,<br />
Perdi do Paraíso o endereço,<br />
No triste Orco eu pago o preço,<br />
De um amor feito de morte&#8230;</p>
<p>Por esse vil e pecador apreço,<br />
Vago em ruína e sem norte,<br />
Penitente do fim ao começo,<br />
A expurgar erro de tal porte,<br />
No triste Orco eu pago o preço.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Viva o Vento!</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/07/viva-o-vento/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/07/viva-o-vento/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 15:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[pipa]]></category>
		<category><![CDATA[poema de alegria]]></category>
		<category><![CDATA[vento]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Viva o movimento,
Rápido ou lento,
A girar o cata-vento!&#8230;
Sinto o momento,
Ao soprar do vento,
Ar&#8230; Contentamento&#8230;
O vento é sustento,
D’alma o acalento,
À pipa é alimento,
Das piruetas no céu&#8230;
Vem e vai o vento:
Ar em movimento.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Viva o movimento,<br />
Rápido ou lento,<br />
A girar o cata-vento!&#8230;</p>
<p>Sinto o momento,<br />
Ao soprar do vento,<br />
Ar&#8230; Contentamento&#8230;</p>
<p>O vento é sustento,<br />
D’alma o acalento,<br />
À pipa é alimento,<br />
Das piruetas no céu&#8230;</p>
<p>Vem e vai o vento:<br />
Ar em movimento.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Canto do Jardim</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/06/canto-do-jardim/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/06/canto-do-jardim/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:46:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[jardim]]></category>
		<category><![CDATA[poema de solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Digam o que quiserem,
façam o que fizerem:
naquele canto do jardim,
é proibida a entrada!
Ao lado de raízes arrancadas
(junto aos velhos hábitos)
encontro-me só e em mim,
naquele canto do jardim.
Algemas e laços desatados,
os meus cabelos brincam,
com os beijos dos ventos,
naquele canto do jardim&#8230;
Lançada flor sem perfume,
nas pedras do esquecimento,
plano no ar com os pássaros,
no meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Digam o que quiserem,<br />
façam o que fizerem:<br />
naquele canto do jardim,<br />
é proibida a entrada!</p>
<p>Ao lado de raízes arrancadas<br />
(junto aos velhos hábitos)<br />
encontro-me só e em mim,<br />
naquele canto do jardim.</p>
<p>Algemas e laços desatados,<br />
os meus cabelos brincam,<br />
com os beijos dos ventos,<br />
naquele canto do jardim&#8230;</p>
<p>Lançada flor sem perfume,<br />
nas pedras do esquecimento,<br />
plano no ar com os pássaros,<br />
no meu canto de jardim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resposta de Telegrama</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/04/resposta-de-telegrama/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/04/resposta-de-telegrama/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 09:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[poema de tristeza]]></category>
		<category><![CDATA[quimeras]]></category>
		<category><![CDATA[telegrama]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Eu que sou bote colorido
perdido entre as quimeras
canto-te:
Os pássaros dormem no silêncio
dos amores que bateram asas&#8230;
Eu que choro com a chuva
na melancolia das manhãs
canto-te:
A mesma maga que lê as linhas
nas palmas da tua mão te ensina&#8230;
Eu, tal Atlas, mundo nas costas
espatifado em mil pedaços
canto-te:
Nada há para tocar no firmamento
além do que um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Eu que sou bote colorido<br />
perdido entre as quimeras<br />
canto-te:</p>
<p>Os pássaros dormem no silêncio<br />
dos amores que bateram asas&#8230;</p>
<p>Eu que choro com a chuva<br />
na melancolia das manhãs<br />
canto-te:</p>
<p>A mesma maga que lê as linhas<br />
nas palmas da tua mão te ensina&#8230;</p>
<p>Eu, tal Atlas, mundo nas costas<br />
espatifado em mil pedaços<br />
canto-te:</p>
<p>Nada há para tocar no firmamento<br />
além do que um poema tem a dizer&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pirlimpimpim!&#8230;</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/02/pirlimpimpim/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/02/pirlimpimpim/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 15:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Pirlimpimpim]]></category>
		<category><![CDATA[poema de alegria]]></category>
		<category><![CDATA[poema de amor]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Pirlimpimpim,
machuca o esporim
na suave cabrim!
Pirlimpimpim,
espadim corta enfim
o peito da canorim!
Pirlimpimpim,
molda no espelhim
imagem do poetim!
Pirlimpimpim,
acende o estopim
explode em mim!
Pirlimpimpim,
destrói o fortim
que me prende a mim!
Pirlimpimpim,
pó mágico assim
acaba o quê não tem fim!&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
machuca o esporim<br />
na suave cabrim!</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
espadim corta enfim<br />
o peito da canorim!</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
molda no espelhim<br />
imagem do poetim!</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
acende o estopim<br />
explode em mim!</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
destrói o fortim<br />
que me prende a mim!</p>
<p>Pirlimpimpim,<br />
pó mágico assim<br />
acaba o quê não tem fim!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Viajante</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/01/viajante/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/11/01/viajante/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 13:36:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poema]]></category>
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		<category><![CDATA[viajante]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Cista
Viajante dessa longa estrada,
Semeie flores pelo caminho,
Ao ser um bom camarada,
Você colherá muito carinho.
Plante sementes de pinho.
Torne a vida mais perfumada.
Viajante dessa longa estrada,
Semeie flores pelo caminho!
Tome de São Jorge a espada,
Ceife das dores os espinhos!
Sua vida ficará encantada,
E você nunca será sozinho,
Viajante dessa longa estrada&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Cista</p>
<p>Viajante dessa longa estrada,<br />
Semeie flores pelo caminho,<br />
Ao ser um bom camarada,<br />
Você colherá muito carinho.</p>
<p>Plante sementes de pinho.<br />
Torne a vida mais perfumada.<br />
Viajante dessa longa estrada,<br />
Semeie flores pelo caminho!</p>
<p>Tome de São Jorge a espada,<br />
Ceife das dores os espinhos!<br />
Sua vida ficará encantada,<br />
E você nunca será sozinho,<br />
Viajante dessa longa estrada&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Poema da Inquietação</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/31/poema-da-inquietacao/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/31/poema-da-inquietacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 12:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>
		<category><![CDATA[poema da tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Aflição e aperto no peito,
gelo no corpo imperfeito&#8230;
Ah, inquietude n&#8217;alma!&#8230;
Ó, santa calma, onde estás?
Perdida entre os vendavais?
Enterrada num vaso de planta,
ou escondida sob uma manta?
Cresce em ais o desespero,
perdida, sem nem um luzeiro,
nem consigo ser um ser inteiro,
sou não-sei-o-quê: destempero!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Aflição e aperto no peito,<br />
gelo no corpo imperfeito&#8230;<br />
Ah, inquietude n&#8217;alma!&#8230;</p>
<p>Ó, santa calma, onde estás?<br />
Perdida entre os vendavais?<br />
Enterrada num vaso de planta,<br />
ou escondida sob uma manta?</p>
<p>Cresce em ais o desespero,<br />
perdida, sem nem um luzeiro,<br />
nem consigo ser um ser inteiro,<br />
sou não-sei-o-quê: destempero!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tarde em Belém</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/30/tarde-em-belem/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/30/tarde-em-belem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 12:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Belém do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[poema amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[poema de saudades]]></category>
		<category><![CDATA[samaumeira]]></category>
		<category><![CDATA[tucupi]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
No chão molhado da chuva das duas,
Brincam em alvoroço as andorinhas,
E o tucupi do tacacá na esquina,
Perfuma de Amazônia no ar&#8230;
Copas das mangueiras abraçadas,
Lançam em sombras nas calçadas,
Belos desenhos marajoaras.
E, caem flores da sumaumeira&#8230;
Saudosa paisagem branca,
Da infância e da vida inteira&#8230;
*Tucupi &#8211; líquido amarelo retirado da mandioca brava, que depois de muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>No chão molhado da chuva das duas,<br />
Brincam em alvoroço as andorinhas,<br />
E o tucupi do tacacá na esquina,<br />
Perfuma de Amazônia no ar&#8230;</p>
<p>Copas das mangueiras abraçadas,<br />
Lançam em sombras nas calçadas,<br />
Belos desenhos marajoaras.</p>
<p>E, caem flores da sumaumeira&#8230;<br />
Saudosa paisagem branca,<br />
Da infância e da vida inteira&#8230;</p>
<p><em>*Tucupi &#8211; líquido amarelo retirado da mandioca brava, que depois de muita fervura ( processo que elimina o venenoso ácido cianídrico)  é usado em muitos pratos típicos no Pará.</em></p>
<p><em>*Samaumeira ou sumaumeira &#8211; árvore amazônica de grande porte.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Novelo</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/28/o-novelo/</link>
		<comments>http://blig.ig.com.br/poeticaspalavras/2009/10/28/o-novelo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bethamendonca@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[novelo]]></category>
		<category><![CDATA[poema de introspecção]]></category>
		<category><![CDATA[soneto]]></category>

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		<description><![CDATA[by Betha M. Costa
Quisera desenrolar o novelo!&#8230;
Com ele tricotar nova história,
E vestir com todo o calor e zelo,
Minha desnuda recente memória.
Usar ponto do mais forte apelo,
Para espantar essa dor inglória,
Aquecer ao coração frio tal gelo,
E dar vazão do amor à trajetória.
Pobres agulhas! Sem ter um modelo,
Da lã tecem o manto da vitória,
Para a louca rainha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>by Betha M. Costa</p>
<p>Quisera desenrolar o novelo!&#8230;<br />
Com ele tricotar nova história,<br />
E vestir com todo o calor e zelo,<br />
Minha desnuda recente memória.</p>
<p>Usar ponto do mais forte apelo,<br />
Para espantar essa dor inglória,<br />
Aquecer ao coração frio tal gelo,<br />
E dar vazão do amor à trajetória.</p>
<p>Pobres agulhas! Sem ter um modelo,<br />
Da lã tecem o manto da vitória,<br />
Para a louca rainha do pesadelo&#8230;</p>
<p>Lindo novelo da cor ilusória,<br />
Nesse peito rubro em desmantelo,<br />
Não cabe nem alegria provisória!</p>
]]></content:encoded>
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