Arquivo de maio, 2009
31/05/2009 - 13:16
by Betha M. Costa
Meus queridos e bons amigos,
Apaguem os olhos do moço,
Que tem o castanho no olhar,
E que a sua luz apenas brilhe,
Quando os meus negros encontrar.
Bruxuleiem cores do arco-Ãris,
Aos sabores da minha pele,
Aquecida sob seu mormaço,
Até explodir rubra paixão,
Pois dele não há como fugir…
Emudeçam a sua voz rouca,
Para que não possa cantar,
Airosas melodias de amor,
Para outro coração festivo,
Fora o meu em puro desatino…
Façam a força das suas mãos,
Desfazerem pó do deserto,
Se longe das minhas abertas,
E, que seu corpo enfraquecido,
Doa mil ossos fraturados,
Distante a tentação do meu.
Quero perdidos os seus olhos,
No escuro das noites vazias!
Que o dono do castanho olhar,
Como eu, pela a sua ausência,
Perca a luz, paz e sensatez!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Poema
Tags: egoismo, egoista, olhar, olhos, poema de amor
30/05/2009 - 12:18
by Betha M. Costa
O bico do colibri escreve,
Com o néctar tirado da flor,
O que o coração não se atreve,
Dizer sobre um grande amor…
Poemas em cor e esplendor,
Quentes ou frios como neve,
O bico do colibri escreve,
Com o néctar tirado da flor.
Quem não gostar, releve!
São pingos de puro candor,
Um canto ou lamento breve,
Que de um afeto encantador,
O bico do colibri escreve.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: beija-flor, colibri, poema de amor, rondel
29/05/2009 - 11:50
by Betha M. Costa
Cada parte de uma grande amizade,
Coloquei nas mãos do melhor alfaiate:
Amor, paciência e solidariedade,
E faça-me uma colcha em arremate!
Tecida em ponto que nunca desate,
Que seja abrigo contra insanidade,
Amorteça a dor de qualquer embate,
E aqueça-me do frio da soledade.
Cuidadoso fez o artesão sua arte,
Dos fios mais delicados de bondade,
Teceu com a dedicação de um vate.
Por anos eu congelei sem piedade,
Minha tristeza não teve resgate:
A coberta ficou pronta mui tarde…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amigo, calor humano, poema de amizade, retalhos, solidariedade, soneto
28/05/2009 - 11:42
by Betha M. Costa
O som profano e barulhento do vento,
O meu silencio e dor não consome,
Castelos nas nuvens eu invento,
Para o amado Poeta-Rei sem nome.
Ainda que nos braços outro me tome,
E a mim seja ele tão santo e atento,
O som profano e barulhento do vento,
O meu silencio e dor não consome…
Saudade é um sentimento cinzento,
Que ao coração causa grande fome,
Na paleta das cores é um elemento,
Incapaz de alegrar a quem ame,
O som profano e barulhento do vento…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: poema de amor, rondel, saudade, tristeza
27/05/2009 - 12:07
by Betha M. Costa
Guarda um colossal pote sem unção,
Da menor a mais grandiosa agonia,
Se dele cair na Terra uma porção,
Espalha no planeta a desarmonia.
Provoca ao ser humano desunião,
Desequilibra a paz e a harmonia,
A cada canto instala-se desolação,
Travam-se lutas por hegemonia…
Na violência urbana, catatonia,
A ira sem tino causa comoção -
Furor assassino vira atração.
Do negro Apocalipse em sintonia,
Brada o Cavaleiro sua canção:
Numa gota de ira, a destruição!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: Apocalipse, cólera, ira, soneto, violência
26/05/2009 - 15:11
by Betha M. Costa
Viver é transpirar n’alma,
Nuvens de aprender e fazer,
É mostrar de cada mão a palma,
E jamais o ideal aquiescer…
Não vale passar pela vida,
Tal nuvem dum alvo algodão,
Que ela seja mui colorida,
E vivida em toda amplidão.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: algodão, nuvens, poema de alegria
25/05/2009 - 13:52
by Betha M. Costa
Precisa-se de grande amor,
Jovial tal flor do amanhecer,
Belo quanto o sol ao se por,
Que ajude sua amada a crescer.
Um amor que quando por perto,
O passado não exista mais,
Que disponha de tanto afeto,
Que cubra carências gerais.
Precisa-se um amor tenaz,
Nada duvidoso ou incerto,
Que como Atlas seja capaz,
De calçar um mundo liberto,
No caminho de amar em paz.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: Atlas, classificado, poema de amor
24/05/2009 - 15:43
by Betha M. Costa
Convivi na infância distante,
Com um amigo imaginário azul,
Que contava comigo exultante,
As estrelas do Cruzeiro do Sul.
Dávamos a elas tantos nomes,
Quantos conseguÃamos inventar,
Até mesmo os mais infames,
Que coro agora ao lembrar!
Nos dias nublados jogados na relva,
RÃamos das nuvens pra banda das ilhas,
A dormirem inquietas sobre a selva,
Desenhos animados sobre trilhas.
Meu amigo ensinava-me paciente,
Coisas que pela vida aprendia,
Sempre muito condescendente,
Seus conhecimentos comigo dividia.
Ele foi para mim, criança, um abrigo,
Até quando parecia um desconhecido!…
Penso nele, quase consigo tocá-lo e decido:
Ele parece muito contigo, querido amigo!
Não conheço teu rosto, qual tua alegria,
Se há um desgosto em teu coração,
Só sei que somos amantes da poesia,
Que faz-nos cúmplices da mesma paixão.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amigo imaginário, amizade, infância
23/05/2009 - 16:24
by Betha M. Costa
Tu és vento a soprar solidão na noite,
Um barco perdido no mar de estrelas,
O triste viajante sem ter pernoite,
Que as cobiça na esperança de tê-las…
Vejo-te ser elementar e irreal,
Podes ser fauno, duende, silfo ou gnomo,
A brincar e encantar no bem ou mal,
Sejas fruto inteiro ou somente o gomo.
Olhos orvalhados sem euforia,
Tu choras escravo sem alforria:
Prisioneiro das mais frias madrugadas.
Ah… Tu és luz, a grande sabedoria,
E na tua aparente pouca alegria,
Esbaldaste em loucas gargalhadas!…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: duende, fauno, gnomo, poema de amor, soneto, tu
22/05/2009 - 11:58
by Betha M. Costa
Hoje à noite acenderei lampiões,
Pelos pontos entre as nossas casas,
Para dar aos teus passos clarões,
De vagalumes em vôos sem asas…
Com luzes coloridas em brasas,
Lindos Natais fora de estações,
Hoje à noite acenderei lampiões,
Pelos pontos entre as nossas casas.
Para agitar nossas emoções,
Desfazer minhas dúvidas rasas,
E aquecer os frios das solidões,
Que de saudades tuas me arrasas,
Hoje à noite acenderei lampiões…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: lampiões, rondel, saudades, vagalumes
21/05/2009 - 12:43
by Betha M. Costa
Na malemolência dos ventos,
Teus cabelos têm a cor,
A forma do condor em vôo,
E perfume delicioso,
Do malicioso sândalo:
Escândalo brotado dos poros!
Volumosos, cheios de certezas,
São lisas e macias sedas,
Veredas por onde meus dedos,
Deslizam carÃcias de toques,
Choques de muitas sensações:
Verões, varões e outras estações…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: cabelos, carÃcias, perfume
20/05/2009 - 12:53
(Para Lucas Candelária)
by Betha M. Costa
Fulguras a causa-nos reverência,
Olhos meigos aos céus imersos,
Emocionado, em diáfana aparência,
Tu voas soberano sobre os versos.
Agrega-nos pela doçura e paciência,
Com a qual nos tratas, bom amigo!
Admiradores da tua experiência,
Em teu bondoso coração temos abrigo.
Ah, Pégaso de brilho incandescente!
Tuas amplas asas acima dos anos,
Elevam-te menino a grandes planos.
Criatura alada de sorriso inocente,
Voas acima dos reveses cotidianos,
Sincero e destemido ao ar fremente!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amigo, amizade, cavalo alado, Pégaso, sonhador
19/05/2009 - 11:28
by Betha M. Costa
I
Sonhar com o ser amado,
É viver entre as estrelas,
E depois de acordado,
Ainda ser capaz de vê-las.
II
Recordações em camafeus,
De dourados cetins bordados,
Não me deixam dizer adeus,
Aos amigos e amores passados.
III
Ó, meu doce namorado,
Eu lhe tenho muito amor,
Quero viver ao seu lado,
E dar a sua vida mais cor!
IV
Cheiro do desconhecido,
Flor de maracujá que caiu,
À tarde o sol envelhecido,
E seu amor não me viu…
V
Janelas abertas ao infinito,
Do ser que procura por si,
Vislumbro o rosto bonito,
De um homem que conheci.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amado, namorado, quadras, quadras de amor
18/05/2009 - 13:09
by Betha M. Costa
És homem mais divino que conheço,
Tens nobre porte, encanto e polidez,
Dizes de mim muito mais que mereço,
Por bondade, carinho… Insensatez!
Cada verso que traças é começo,
De sensações e afetos em nudez,
A atingirem flechas em arremesso,
Do meu coração até a morena tez.
Caso exista, outro poeta não conheço,
Que use a palavra com tal placidez,
A fazer do soneto o maior apreço,
E seus leitores levar a embriaguez…
Divino poeta que o sudeste fez,
Tu és um imenso baobá: solidez!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amigo, amizade, baobá, poeta, soneto inglês
16/05/2009 - 14:42
by Betha M. Costa
Cada um pedaço
faz parte de mim:
um certo mormaço
uma flor carmim
o vôo do sanhaço
entalhado no marfim.
No fundo um laço
invisÃvel e de cetim
ata o nó que faço
preso a ti e a mim
desvincular do pedaço
que falta sempre no fim.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: mormaço, partes, pedaços
15/05/2009 - 11:34
by Betha M. Costa
I
Eu cansei de crer em ave,
Que chega doce primavera,
No inverno voa como nave,
E no meu peito deixa cratera.
II
O silêncio do mosteiro,
Não é para qualquer um,
Eu gosto de fogueteiro,
Chocolate e muito rum.
III
Buquê com lindas rosas,
Ornam vasos nas janelas,
Tão brancas e cheirosas,
Tais amizades mais belas!
IV
Sou um pássaro teimoso,
Vou embora daqui não,
Teço meu ninho formoso,
Numa linha da sua mão!
V
A palavra é livre na mente,
Pela fala ou escrita,
Bendita ou maldita,
Não é usada impunemente.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: quadras avulsas
14/05/2009 - 12:34
by Betha M. Costa
Querido, bom e terno Anisos,
Escorrido enigma na parede…
Quisera balança-te na rede,
E arrepiar teus cabelos lisos!
Desfazer teus sorrisos reprimidos,
Amiudados pelos lábios presos,
E lançar em chamas teus gemidos,
A crepitar fogos de vida acesos.
Mas sempre tens a cabeça baixa,
Bem abaixo onde teu ser encaixa,
Que criaste em ser raiz o costume…
Ergue-te e vive sem azedume!
Tranca teus temores à caixa,
E aproveita a vida e seu lume!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amigo, amizade, cabelos, rede, soneto
13/05/2009 - 11:39
by Betha M. Costa
Pura e simplesmente partiu.
Calçou nos cansados pés,
Sandálias de plúmbeo viés,
Foi embora e ninguém viu,
Simplesmente partiu…
Simples, sem nem um adeus,
Algibeira cheia “de réis”,
Poemas, fotos e papéis…
Dois anéis aos dedos seus,
Simplesmente, sem adeus…
Passos de quem flutua no ar,
Coisa pequenina que é,
Mulher de mui amor e fé,
Sem definido lugar:
Simplesmente deixou estar…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: adeus, mulher, partida, pés
12/05/2009 - 12:41
by Betha M. Costa
Madrugada…Muito tarde na vida!
Os gélidos ventos da solidão,
Arrastam os passos da dura lida,
E espalham as saudades pelo chão.
Nas mãos morenas e nuas de esperanças,
Luvas de lãs vermelhas aquecem,
O que alma e coração não esquecem:
Dores d’amores ou velhas lembranças.
Com face rubra de vergonha e frio,
Envolta no gorro de abas viradas,
Reflito na água gelada do rio…
Senhor Deus, escute meu triste apelo:
No inverno, lágrimas enclausuradas,
Não tarde me mandar o degelo!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: frio, inverno, lembranças, saudades, solidão, soneto
11/05/2009 - 12:43
by Betha M. Costa
Não sei dizer de fadas, duendes,
Seres elementares ou imaginários,
A povoar minha mente demente…
Alço voo nas asas longas e curvas,
De um Pégaso branco apaixonado,
Até cair em suas águas prateadas,
E banhar-me de loucas magias…
Um punhado de verde loucura,
Um abraço bem apertado,
E do alto de um cavalo alado,
Espalham-se pozinhos de ternura!…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: amor, magia, paixão, Pégaso
10/05/2009 - 02:42
by Betha M . Costa
Entregue a Morfeu e seu beijo,
Entre assustada e confusa,
Manchei-o de batom carmim.
Querubins e Serafins com harpas,
Cânticos de mil passaradas,
Despertam-me madrugadas…
Ó, que horas são meu Deus?
Morfeu libertou-me os lábios!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: beijo, indriso, Morfeu, sonho, sono
09/05/2009 - 03:11
by Betha M. Costa
A eternidade azul celeste,
Esconde-se dentro do ser,
Fortalece-o tal belo cipreste,
Sob a luz do amanhecer.
Onde não há nada a perder,
Na cor que d’alma reveste,
A eternidade azul celeste,
Esconde-se no interior do ser.
Tudo que na vida foi teste,
Chave de aflição ou prazer,
Tal perfumada flor do agreste,
Deita-se ao peito da mulher,
A eternidade azul celeste…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: chave, eternidade, mãe, mulher, rondel
07/05/2009 - 11:16
by Betha M. Costa
O homem dos olhos castanhos,
Faz-me perder o sono,
Caminhar perdida nas sombras,
Vagar na insônia das noites sem luar,
E dos dias nublados,
Onde nuvens teimosas,
Negam-me a luz e calor do sol.
O homem dança contorcionista,
Em suores afrodisÃacos,
Olhos tão brilhantes de volúpia,
Que o sinto na retina da imaginação:
Mui belos e coloridos balões,
Cheios de cobiça, luxúria, desejo,
Afeto, paixão ou perdição…
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: afeto, cobiça, desejo, paixão
06/05/2009 - 12:26
by Betha M. Costa
Sob rendado véu do silêncio escuto,
Colho palavras ditas pelos ventos,
Apontamentos que na mão perscruto,
Para unir momentos e sentimentos.
Luto por fazer um verso impoluto,
Livre, solto, de melhores caimentos:
Aos olhares, poemas sacros e bentos,
Aos tristes corações – luz e tributo.
Entrelinhas, eu preencho com alentos,
De letras, sons e outros elementos,
Para de o escrito germinar bom fruto…
As letras dos versos são condimentos,
D’alma e corpo puros contentamentos:
Alimentos que sob renda desfruto!
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: letras, sentimentos, soneto, véu, versos
05/05/2009 - 11:43
by Betha M. Costa
I
Ser mãe é estado de espÃrito,
Dádiva, amor e abnegação,
Seja o filho querido e bendito,
SaÃdo do seu ventre ou não.
II
Mãe é bondade em chama,
É bela flor do amanhecer,
É aquela mulher que lhe ama,
Muito antes de você nascer.
III
Flor mui bela e perfumada,
Mãe brota em toda estação,
Basta que seja bem adubada,
Com beijos e muita afeição.
IV
Mamãe tem covinhas no rosto,
Ao sorrir elas aparecem mais,
Mesmo diante de um desgosto,
Os furinhos não somem jamais…
V
Senhora vaidosa e formosa,
Mamãe está sempre bem,
Além de carinhosa e boa prosa,
Ela tricota e borda como ninguém.
VI
Ser mãe é sorrir para azul céu,
Descortinado a cada dia,
É desnudar do coração o véu,
E aproveitar da vida a poesia.
VII
Mamãe supera dificuldade,
Tem brilho diferente no olhar,
Expandi-se em afetividade,
Para a prole diversa abraçar.
Autor: bethamendonca@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal, Poema
Tags: dia das mães, maternidade, quadras, quadras para mamãe
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