O Sequestro do Metrô 123 (Taking of Pelham 123, EUA, 2009)
Filme de Tony Scott é estrelado por John Travolta e Denzel Washington. O que não ajuda muito…
Não foi dessa vez que John Travolta voltou a brilhar na pele de um vilão. Quinze anos se passaram desde que Quentin Tarantino ressuscitou sua carreira ao dar a ele o papel do gângster Vincent Vega, em Pulp Fiction. O mesmo Tarantino que foi o responsável pelo roteiro de Amor a Queima Roupa, diga-se de passagem, o último grande filme do cineasta Tony Scott.
De lá pra cá, muitos anos se passaram até chegar em O Sequestro do Metrô 123, adaptação do livro homônimo de John Godey, que já havia ganho uma versão para o cinema em 1974 com o título de Sequestro do Metrô. O que se nota dessa nova empreitada do diretor de Top Gun- Ases Indomáveis é que tanto ele quanto Travolta carecem da polpa tarantinesca que ambos fizeram uso na década passada.
Travolta, aliás, até se esforça e, relativamente, consegue superar as limitações do personagem esquemático que arrumaram pra ele. Ele é Ryder, o líder misterioso de uma quadrilha que sequestra o metrô da estação Pelham, no Brooklyn. Com auxílio dos comparsas, ele rende o maquinista de trem, isola um vagão com reféns e exige da polícia nova-iorquina 10 milhões de dólares em uma hora. Para cada minuto de atraso no pagamento do resgate, um refém é morto em represália.
O encarregado de repassar as informações à polícia é Walter Garber (Denzel Washington), funcionário do alto escalão da companhia que acidentalmente operava a central de comunicação do metrô no momento do sequestro. Ryder, de cara, simpatiza com ele e exige sua presença na negociação, principalmente quando descobre que ele está sob investigação do Governo. As conversas entre os dois revelam um pouco de cada um. Ryder encontra intimidades suas no negociador e passa a usá-las a seu favor.
Até esse ponto da trama, Tony Scott coleciona méritos na sua produção. No entanto, na medida em que o filme avança, mais precisamente do meio para o final, seu castelo de cartas passa a desmoronar. A começar pelas histerias do personagem de Travolta, que ora se mostra cerebral e ora afetado. Suas motivações confusas aliadas ao desfecho histriônico encontrado pelo diretor engessam todo o potencial que o longa detinha. Ao exemplo de Travolta, Denzel Washington ainda se empenha de livrar o barco do naufrágio. Só não impede as deficiências do filme que não estavam a seu alcance.
Além do vilão e do mocinho, o filme teve ainda a colaboração de alguns personagens secundários, entre eles um negociador da polícia (John Torturro, caricato), o prefeito de Nova York (James Gandolfini, caricato – parte 2) e o comparsa de Ryder (Luis Guzmán, apagado até para um coadjuvante). Nenhum deles roubou a cena. Sequer mostraram disposição pra isso.
O Sequestro do Metrô 123 talvez alcançasse resultado melhor nas mãos de outro realizador. Que não tivesse o receio de fugir do previsível. Que fosse mais ousado na resolução dos conflitos da trama. Que desse melhor equilíbrio ao elenco. Enfim, que tivesse mais colhões! Não dá pra dizer que Tony Scott não tentou, mas bem que ele podia ter tido umas aulas básicas sobre o gênero com o Sidney Lumet,ou até mesmo com o Spike Lee
Ficha Técnica
Título Original: Taking of Pelham 123
Direção:Tony Scott
Gênero: Aventura / Ação
Duração:121 min
Elenco:Denzel Washington, John Travolta, John Turturro, Luis Guzman, Michael Rispoli, James Gandolfini, Ramon Rodriguez
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Cinema, Resenha Tags: Cinema, Resenha


Achei regular, é akele tipo de filme q vale a pena enquanto dura, mais pelos atores, no caso, Denzel e Travolta q garantem um bom programa, apesar de ambos ñ estarem nos seus melhores dias! nota 6.0!
Abs! Diego!
Admiro o elenco, é de um gênero que eu considero interessante, mas não tenho vontade de ver… Vai entender.
Diego, é bem por aí mesmo. Até acho que eles foram bem em seus papéis. Se fossem atores de segundo escalão, poderia ser pior.
Brenno, talvez seja porque se trata de um verdadeiro mais do mesmo, só que sem tempero…
abs.
O elenco é de primeira, mas o trabalho de Scott é discutível. Mas ainda prefiro assistir primeiro pra opinar.
Eu tenho medo de Washington estar se submetendo à papéis muito transparentes e cansados, repetindo demais o gênero que o consagrou. Ele precisa de um desafio. O mesmo pode ser dito para Travolta, que ta precisando de um papel marcante. Dito isso, ainda não vi este filme, então não posso julgar o que houve com os atros. Tony Scott é um diretor que erra e acerta, vamos ver no que dá esta tentativa.
Amigão, só pra variar…rs..tem + selo pra vc no meu blog!
Agora já são 2 pra vc repassar..rsrs..
Abs! Diego!
Eu achei o Travolta totalmente caricato e canastrão como o vilão desse filme. No geral, “O Sequestro do Metrô 123 não acrescenta em nada que não tenhamos visto em outros filmes do gênero…
Nenhuma expectativa em relação a esse filme. O Tony Scott é um diretor cujos trabalhos nunca me agradam, com raríssimas exceções.
Bruno – O elenco até ajuda o filme a não ser tão ruim. Mas não consegue,rs…
Wally -De todo o elenco principal, o Denzel Washington é o menos caricato deles. Tb não tinha muito o que ele fazer.
Diego – pô, cara, obrigado de novo. Tu tb é o campeão de selos, né!
Kamila – É, o Travolta não dá show, mas acho que seu personagem é caricato mais é por causa do roteiro mesmo. E o filme é caricato ao quadrado…
Vinícius – Realmente, o Tony Scott já esteve em dias melhores…