Arquivo de fevereiro, 2009
28/02/2009 - 15:02
O filme Séraphine foi o grande campeão da noite na 34º edição do “Oscar francês”
No Oscar francês, o filme Séraphine, do diretor Martin Provost, foi o grande vencedor da 34ª edição do prêmio Cesar de cinema. A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (25/02), no Teatro Châtelet, em Paris. O longa saiu vitorioso em sete premiações, desbancando o favoritismo de Mesrine que havia recebido dez indicações. A grande decepção da noite foi o filme Entre les Murs, Palma de Ouro em Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro que só levou uma estatueta por roteiro adaptado. A animação israelense Valsa para Bashir foi escolhida a melhor produção estrangeira do Festival.
A entrega do prêmio principal foi realizada pelo recém-novamente-oscarizado Sean Penn, presidente do último festival de Cannes. Séraphine narra a trajetória de vida da francesa Séraphine de Senlis, uma mulher nascida em 1864 que foi pastora e dona de casa antes de se transformar em pintora e padecer na loucura. Além de melhor filme, o longa ficou também com os prêmios de melhor atriz, para Yolande Moreau, assim como de melhor roteiro original, fotografia, trilha sonora, figurino e cenário.
Outro destaque do Cesar foi Vincent Cassel laureado no festival com o prêmio de melhor ator por sua atuação em Mesrine. O filme traz a história do criminoso Jacques Mesrine, um dos bandidos mais temidos na França na década de 70. O ator Dustin Hoffman recebeu o César honorífico das mãos de Emma Thomson, sua companheira no recente filme Last Chance Harvey.
Resultados da 34ª edição do César:
Melhor filme francês: “Séraphine”, de Martin Provost
Melhor diretor: Jean-François Richet (”Mesrine”)
Melhor atriz: Yolande Moreau (”Séraphine”)
Melhor ator: Vincent Cassel (”Mesrine”)
Melhor atriz coadjuvante: Elsa Zylberstein (”Il y a longtemps que je t’aime”)
Melhor ator coadjuvante: Jean-Paul Roussillon (”Un conte de Noël”)
Melhor promessa feminina: Déborah François (”Le premier jour du reste de ta vie”)
Melhor promessa masculina: Marc-Antoine Grondin (”Le premier jour du reste de ta vie”)
Melhor filme estrangeiro: “Valse avec Bachir”, de Ari Folman
Melhor cenário original : Marc Abdelnour, Martin Provost (”Séraphine”)
Melhor adaptação: Laurent Cantet, François Begaudeau, Robin Campillo (”Entre les murs”)
Melhor música: Michael Galasso (”Séraphine”)
Melhor curta: “Les miettes” de Pierre Pinaud
Melhor fotografia: Laurent Brunet (”Séraphine”)
Melhor cenário: Thierry François (”Séraphine”)
Melhor som: Jean Minondo, Gérard Hardy, Alexandre Widmer, Loc Prian, François Groult e Hervé Buirette (”Mesrine”)
Melhor guarda-roupa: Madeline Fontaine (”Séraphine”)
Melhor montagem: Sophie Reine (”Le premier jour du reste de ta vie”)
Melhor documentário: “Les plages d’Agnès” d’Agnès Varda
Fonte: G1
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Notícias
27/02/2009 - 23:41
Mistério abala comunidade religiosa em filme que encabeçou quatro indicações de elenco no Oscar

Na superfície ornamentada da sacristia da igreja St. Nicholas, no Bronx, o padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman) declama seu sermão com palavras macias e serenas: “O que vocês fazem quando não têm certeza de algo?”. Estamos em 1964, ano seguinte à morte do presidente John Kennedy, a quem o pároco utiliza como metáfora para exemplificar o estado de desorientação que por vezes sentimos. Seu rosto revela feições harmoniosas na medida em que desfaz os nós de sua parábola sobre o sentimento de dúvida, tópico principal do seu discurso.
Em meio ao sermão, um vulto negro se levanta e anda na direção do padre. As botas lustrosas espocam no chão em passadas pesadas e onipotentes. Quase ao pé do altar, a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep) ouve a oratória de queixo erguido e olhar de reprovação contida. O rosto impetuoso não esconde a frustração.
Com esse prelúdio de seres opostos podemos pressentir a atmosfera de conflito que virá em Dúvida, segundo trabalho do há muito tempo oscarizado diretor e roteirista John Patrick Shanley. O filme destacou-se na cerimônia do Oscar por arrebatar cinco indicações, quatro delas nas categorias de atuação. Meryl foi indicada a melhor atriz e Hoffman a ator coadjuvante, enquanto Viola Davis e Amy Adams se enfrentaram no prêmio de atriz coadjuvante. A outra indicação foi pelo roteiro adaptado de uma peça de teatro escrita pelo próprio cineasta.
O epicentro da polêmica abordada no filme se dá na escola da paróquia, onde a irmã Beauvier imprime aos alunos e professores um regime mão de ferro .“Lamento terem permitido canetas-tinteiro aqui na escola. Hoje em dia é tudo do jeito mais fácil”, pragueja ela para uma professora. Padre Flynn tem idéias moderadas e tenta aos poucos fazer a diretora adaptar-se aos novos tempos. As idéias progressistas do pároco e seus sermões nada convencionais perturbam a religiosa devota. E quando irmã James (Amy Adams) levanta suspeita dele num suposto caso de abuso sexual a um aluno, irmã Beauvier encontra o bote certeiro para expulsá-lo da paróquia. Aí é que as interrogações se salientam sobre nossa cabeça. Será que o padre, tão bonzinho e dedicado, é realmente o culpado? Ou a diretora, mais simpática do que uma bacia de roupa suja, é paranóica e se apega em convicções cegas?
Embora o conflito travado entre os religiosos na trama se passe nos anos 60, a questão reflete um problema atual do sacerdócio católico: a pedofilia. Shanley, que no currículo de diretor tem apenas Joe contra o Vulcão, conseguiu em feito notável em 1987. Com o roteiro que escreveu para Feitiço da Lua , ajudou a cantora Cheer a ganhar o Oscar de Melhor Atriz. Em Dúvida, o grande mérito do texto é impor uma dinâmica de mistérios e incertezas nos personagens. O menino que sofre o abuso, por exemplo, demonstra o oposto do rancor quando vê o padre. A mãe do garoto (Viola Davis) talvez saiba a verdade, mas prefere ser obtusa em relação ao assunto. A irmã James, por sua vez, ora acredita ora duvida do que aconteceu.
O desfecho distribuiu pistas para os dois lados para onde a verdade potencialmente se enverga. E aí está um grande mérito do filme. O dualismo dúvida versus certeza, tolerância versus ceticismo travado pelos protagonistas é uma pedrada que escurece o lago de soluções idealizadas pelo espectador. E como o padre Flynn antecipa no seu primeiro sermão: “A dúvida pode ser um elo tão poderoso e sustentável como a certeza”.
Em Dúvida, a intenção de Shanley como cineasta é das melhores, mas sua inexperiência atrás das câmeras ofusca um pouco o resultado. Já as atuações de Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman são tão grandiosas quanto inverossímeis. Embora dêem um show de interpretação vemos de mais os atores e de menos seus personagens. É o que se pode chamar de incongruências do talento…

Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Resenha
27/02/2009 - 17:48
Winslet e Di Caprio atuam em drama sobre as armadilhas de uma relação

É difícil imaginar uma relação entre casais sem discussão e atritos. Mais difícil ainda é acreditar que uma vida de sonhos aprisionados possa ir adiante. O que é um casamento onde a felicidade dá lugar ao marasmo? Como é possível ser feliz vivendo uma rotina que sempre detestou? Essas questões complexas permeiam a atmosfera de Foi Apenas um Sonho, último trabalho do diretor Sam Mendes (Beleza Americana).O filme é uma adaptação do livro homônimo publicado em 1961 pelo escritor Richard Yates.
Onze anos após o sucesso de Titanic, a dupla Leonardo de Caprio e Kate Winslet repete a parceria interpretando os protagonistas do filme, Frank e April Weeler. Na vizinhança da rua Revolutionary Road, subúrbio de Connecticut, o casal Weeler chama atenção pela beleza e são vistos como pessoas distintas e especiais. Na intimidade, porém, vivem uma relação distante e apagada, bem diferente da intensidade sentida por eles no início da relação. Enquanto Frank procura em outra mulher a emoção que não sente mais em casa, April remoe em pensamentos nostálgicos a vida que sempre sonhou mas que jamais teve a oportunidade de desfrutar. Ele tem um emprego burocrático que detesta. Já ela trocou a fracassada carreira de atriz pela desconfortável vida de dona-de-casa.
Quando a crise da relação chega ao ápice, a separação iminente é substituída por um plano futuro. Para salvar o casamento e terem a vida que sempre sonharam, April sugere uma mudança para Paris. A cidade iluminada se encarregará de elevar as ambições perdidas e a prosperidade revitalizará a relação. A idéia de dar um passo maior que a perna é vista como absurda pelos amigos e colegas de trabalho do casal. O futuro triunfante que almejam faz com que se esqueçam do presente. A sucessão de erros de Frank e April começa a inviabilizar a vida perfeita pretendida.
Nesse emaranhado de dificuldades e decisões precipitadas, a única pessoa que parece entendê-los é o vizinho John Givins (Michael Shannon). Recém chegado de um hospital psiquiátrico, ele tem uma sinceridade desconcertante e os faz enxergar o âmago da vida de mentiras que os repele a admitir um casamento falido. A pessoa errada dizendo a coisa certa sobre o que parece certo mas está errado. Ou o errado é o certo? É complicado…
Indicado a três Oscars, incluindo a pulsante e meteórica performance de Shannon, Foi Apenas um Sonho é um drama pesado sobre as armadilhas de uma relação. Assim como em Titanic, a química da dupla Di Caprio- Winslet funciona bem na tela. Só mesmo dois astros em grande fase para compor com excelência e naturalidade as longas discussões que travam no filme. Sam Mendes faz um trabalho discreto numa narrativa direta e elucidativa, sem curvas intrincadas onde as respostas embora óbvias não são fáceis de admitir. Um bom filme, mas não inesquecível. Com alguns cortes, poderá fazer sucesso na Sessão da tarde daqui uns cinco anos.

Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Resenha
27/02/2009 - 17:45
O novo filme do diretor Gus Van Sant nem estreou por aqui e já vem causando polêmica. Marco Ribeiro, dublador de Sean Penn no Brasil ,se recusa a fazer a voz do ator em Milk- A Voz da Igualdade, onde ele interpreta o ativista gay Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ser eleito nos Estados Unidos. Alegando não se sentir a vontade para fazer a dublagem, Ribeiro, que é também pastor evangélico, declarou que muitas pessoas confundem sua profissão com seu lado religioso e por isso resolveu não fazê-lo. Vê se pode? Para seu lugar, a empresa responsável pela dublagem do filme convocou o dublador Alexandre Moreno.
Fonte: Folha S. Paulo
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Notícias
26/02/2009 - 18:24
Belas cores e sons de um casamento excêntrico e com tom dramático

A atriz Anne Hathaway nem de longe é o mais belo rosto do cinema. Longe disso, até. Em compensação possui um lindo par de lábios. E foram eles que mais me chamaram a atenção durante a exibição de O Casamento de Rachel. A expressividade do seu rosto e as caras e bocas da sua atuação improvisada deram um tom especial ao filme dirigido por Jonhathan Demme, um cineasta raro, que às vezes brinca de documentarista e agora resolveu dar uma de minimalista com uma câmera na mão, num longa maluco e de perfil independente, onde até escola de samba resolveu aparecer.
Para começar as esquisitices, o casamento do filme é de Rachel (Rosemarie DeWitt) mas a protagonista da história se chama Kim (Hathaway), a irmã caçula. Dependente química, ela acaba de sair de uma clínica de reabilitação onde esteve internada por nove meses para participar do casamento da irmã. Além da recuperação, ela convive também com uma tragédia familiar diretamente ligada a ela.
De volta pra casa, a garota se vê rodeada pela insegurança do pai. Para piorar, a residência está povoada de convidados. Rachel e seu noivo Sidney (Tunde Adebimpe), um músico havaiano, planejaram um casamento diferente com música ao vivo e apresentações artísticas. Ainda meio confusa, Kim começa a desabafar publicamente às pessoas seus problemas tentando ser o centro das atenções. Sua atitude provoca a irá da irmã. E daí para a lavagem de roupa suja do passado é um passo.
A tensão familiar cresce ainda mais com a chegada da mãe. E quando tudo se conspira para descambar num drama pesado, acontece a festa de casamento. Rock, jazz, hip hop, música eletrônica e até uma passistas de carnaval aparecem na festividade bizarra e multiétnica. Em meio a celebração problemas familiares são varridos para debaixo do tapete enquanto outros dão as caras revelando erros e incongruências de uma tragédia mal curada.
A brincadeira nada convencional de Jonhatam Demme rende um filme interessante que encontra no casamento e nas diferenças culturais curativos que ajudam a cicatrizar as feridas que todos nós acumulamos em nossa jornada. Indicada ao Oscar, Anne Hathaway dá um show de sensibilidade e expressividade. Num filme democrático, onde os personagens aparecem e desaparecem da trama, ela impressiona pela capacidade de estampar suas emoções no rosto. No festival de cores que é O Casamento de Rachel, é a força a inspiração – do diretor, do roteiro e da atriz – o seu brilho mais forte.

Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Resenha
26/02/2009 - 18:09
Imigração ilegal é pano de fundo neste drama familiar

Primeiro trabalho da estreante Courtney Hunt, Rio Congelado é a típica produção independente que dá certo por optar pelo enredo simples e a naturalidade das interpretações aliada ao improviso. Indicado a dois Oscars e vencedor do prêmio do júri de melhor filme em Sundance, o filme retrata a questão da imigração ilegal e, talvez indiretamente, também mostra os reflexos da crise imobiliária nas famílias americanas. Dois problemas, um velho e outro novo, enfrentado pelos Estados Unidos.
O cenário da história se dá na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, no gelado Estado de Nova Iorque. Eddy (Melissa Leo) é mãe de família dedicada aos seus dois filhos. Quando consegue juntar dinheiro suficiente para quitar a casa é roubada pelo marido viciado em jogo. Na tentativa de encontrá-lo conhece T.J (Charlie Dermontt) uma indígena que transporta imigrantes ilegais do Canadá aos Estados Unidos através da reserva Mohalk, sob a qual a polícia local não tem jurisdição.
O primeiro encontro entre as duas mulheres é marcado por animosidades. Enquanto Eddy quer dar a seus filhos um novo lar como presente de Natal, T.J. pretende recuperar a filha que vive com a cunhada por não ter condições de criá-la. Como precisam do dinheiro por motivos parecidos, acabam trabalhando juntas. Para isso terão que enfrentar a travessia diária do rio congelado St. Lawrence. Um palco de dificuldades e tragédias se colocará diante delas.
Apesar de se esgueirar no sestro do dramalhão apelativo, Courtney Hunt consegue encontrar o equilíbrio na narrativa, aliando os habituais maneirismos dramáticos (como os close-ups em olhos lacrimosos, por exemplo) com o improviso da câmera em movimento. A improvisação dos atores é outro ponto forte na trama que dá credibilidade ao inferno astral dos personagens. A indicação de Melissa Leo a Melhor Atriz pela Academia não foi nenhuma novidade para quem assistiu o filme. Ela é o filme! Sua interpretação provavelmente toca mais fundo nas mulheres provedoras, que cuidam sozinhas do sustento da família.
De tudo que se vê em Rio Congelado, o desfecho é certamente o que há de mais esquemático no filme. Nada que atrapalhe o impacto que esta produção de baixo custo e alta tem sobre o espectador.

Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Resenha
26/02/2009 - 13:13
O cineasta Clint Eastwood recebeu das mãos dos organizadores do tradicional Festival de Cannes a Palma de Ouro especial, uma homenagem feita a cineastas pelo conjunto da obra. A entrega ocorreu na última quarta-feira (25/2), numa cerimônia fechada realizada em Paris. A congratulação de Eastwood foi oferecida por Gilles Jacob e Thierry Frémaux, presidente e diretor geral, respectivamente, do festival francês.
Esta é a segunda vez que um artista recebe esta homenagem especial. Antes dele somente o lendário cineasta sueco Ingmar Bergman (O Sétimo Selo) havia recebido esta Palma de Ouro pelo conjunto da obra. “Estou orgulhoso por ter pela homenagem”, afirmou o diretor. “Quando dirigi meu primeiro filme, cineastas e críticos franceses me encorajaram, enquanto no meu próprio país, poucos acreditavam na minha carreira”, lembra Eastwood, que estreou na direção em 1971, com Perversa Paixão. “ A França é um dos poucos países a abordar e apreciar o cinema como arte”, concluiu durante a entrega da homenagem.
A primeira vez que Eastwood apresentou um longa seu em Cannes foi em 1985, com O Cavaleiro Solitário. O cineasta voltou novamente à Riviera Francesa para apresentar Bird (1988), Coração de Caçador (1990), Sobre Meninos e Lobos (2003) e A Troca (2008). De acordo com a organização do festival, seu trabalho ao longo dos anos representa “a síntese do classicismo e modernidade no cinema americano”.
Fonte: Variety
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Notícias
25/02/2009 - 20:46
O último filme realizado pelo ator Heath Ledger poderá não ir ao cinema. The Imaginarium of Doctor Parnassus, realizado pelo Monty Python Terry Gilliam está sem distribuidor nos Estados Unidos. Como conseqüência poderá vir direto para o DVD. Mesmo com toda a badalação da morte de Ledger seguida pela sua brilhante interpretação do Coringa em Cavaleiro das Trevas, a produção não ganhou sinal verde para as telas de cinema por duas razões. Primeiro porque a interpretação de Ledger ficou inacabada. E segundo porque se trata de um filme de Terry Gilliam, o que significa um produto não muito palatável que, em termos práticos, não é rentável para nenhuma distribuidora. Lembrando que Tideland, o último trabalho de Gilliam só pintou por aqui em DVD.
Em The Imaginarium of Doctor Parnassus, Ledger é Tony, um sujeito que entra na trupe de teatro ambulante do Dr. Parnassus (Christopher Plummer) e ajuda a salvar a filha do doutor (Lily Cole) das garras do demônio- interpretado pelo eterno colaborador de Gilliam, Tom Waits. Pelo fato de Ledger não ter conseguido terminar as filmagens, seu personagem é “revezado” por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell.
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Notícias
25/02/2009 - 16:21
Em certa altura do filme O Lutador, o personagem título Randy “Ram” Robinson, manda essa:
” Os anos 80 eram o máximo!”.
Ao proferir essa frase, Mickey Rourke fundiu a ficção com sua própria realidade. Não são poucas as semelhanças entre o protagonista do filme de Darren Aronofsky e o ator que interpreta o personagem. Na década de 80, lutadores de wrestle - a popular luta-livre – com sua montanha de músculos, levavam ao delírio adultos e crianças com suas peripécias e golpes de mentirinha.
Na mesma época, Rourke era apontado como um dos atores mais promissores de Hollywood. Tido como talentoso, atuou em filmes elogiados como Corpos Ardentes, Coração Satânico e O Selvagem da Motocicleta e emplacou o sucesso comercial Nove Semanas e Meia de Amor, numa produção marcada por atritos entre ele e a atriz Kim Besinger. Polêmico, disputou a socos com Sean Penn o papel do escritor Charles Bukowski em Barfly-Condenados pelo Vício, ironicamente o cara que lhe surrupiou o Oscar de melhor ator esse ano.
Nos anos 90, Mickey Rourke caiu no ostracismo e definhou, assim como a luta-livre. Nocauteado como ator, subiu aos ringues para lutar boxe, uma antiga paixão. O golpe foi ainda mais forte. As poucas lutas que travou na curta carreira foram suficientes para deformar a face, obrigando a fazer cirurgia plástica para recuperar o rosto.
Seu personagem em O Lutador é muito parecido com ele. Ex-campeão de luta livre Ram vive das glórias do passado enquanto trabalha num supermercado e ganha um dinheiro extra em pequenas exibições de wrestle com outros veteranos do esporte. Mesmo lutando em pequenos ginásios improvisados, o lutador mantém os velhos hábitos como tingir o cabelo e ir a sessões de bronzeamento artificial. Como se sonhasse com um retorno triunfal.
Nas folgas, vai a uma boate encontrar-se com Cassidy (Marisa Tomei), prostituta quarentona tão decadente quanto ele. Solitário tem uma única filha com quem tem uma relação nada amistosa. Um problema de saúde faz com que tenha que abandonar os ringues. Mas como poderá abandoná-lo se é ele sua única razão de viver?
Em seu trabalho mais acessível, Aronofsky nos coloca diante de um filme memoralista e ao mesmo tempo reflexivo. Quem também não fica por menos é o seu colaborador Clint Mansell que compõe uma trilha sonora comportada, bem longe do clima perturbador e experimental que desempenhou em Pi e Réquiem para um Sonho. Legal também é a trilha musical embalada por Quiot Riot, Scorpions e Bruce Springsteen , num clima bem oitentista. Outra grata surpresa em O Lutador é a atuação relâmpago da atriz Evan Rachel Wood. Interpretando a filha de Ram, ela manda muito bem apesar dos poucos minutos em que aparece na tela.
Mesmo nas mãos de um realizador competente, o grande destaque do filme sem dúvida é Mickey Rourke. Na pele do seu wrestler, ele compõe um tipo contraditório, um gigante indefeso no século 21, que pode voar no ringue e se cobrir de sangue, mas é incapaz de ler sem usar óculos ou lembrar de um jantar. Com esse papel, Rourke pode agora finalmente levantar-se de um nocaute de mais de 15 anos. Nós, os espectadores, estamos ansiosos por sua próxima luta!

Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Oscar, Resenha
25/02/2009 - 10:38
As indianas feias que perdoem Hollywood, mas para ser estrela no mundo ocidental beleza é fundamental . Mal deu tempo para curtir o estrelato e a atriz e modelo Freida Pinto, do multipremiado Quem Quer Ser Um Milionário? já ganhou uma boquinha nos Estados Unidos. Com apenas 24 anos, a bela morena de olhos amendoados levará seus encantos ao novo filme de Woody Allen. Segundo a Variety, a participação no novo filme do cineasta foi confirmada pela própria atriz num programa de rádio norte-americano. Além dela, Josh Brolin e Anthony Hopkins devém ser confirmados no longa. Woody Allen ainda não divulgou o título e nem a história do filme que será produzido pela Mediapro responsável por Vicky Cristina Barcelona.
Fonte: Variety
Autor: Charles M. Helmich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cinema, Notícias
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