O Chamado Profético Hoje
“Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram guerra, mal e peste contra muitas terras e grandes reinos. O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra será conhecido como profeta, de fato, enviado do SENHOR”.
(Jeremias 28:8-9)
ISAIAS MEDEIROS
Ao profeta sempre coube ser um porta-voz da vontade de Deus a um determinado povo e alertá-lo quando este estivesse se desviando da Sua Palavra.
O Ministério (ou Chamado) profético vai muito além do papel que o senso comum atribui aos seus ministros, que seria o de “adivinhar” o futuro. É claro que os profetas jamais “adivinharam” (muito menos “determinaram”) de si mesmos o futuro, mas eram usados por Deus para dizer o que aconteceria caso o povo de Israel se desviasse dos Seus preceitos estabelecidos.
Os profetas de Deus – os verdadeiros – nunca foram pessoas benquistas no meio em que viviam. Eram “sisudos”, graves, sinceros até doer, não tinham compromisso com os homens e, apesar de profundamente sensíveis, normalmente não escolhiam palavras doces para transmitir o recado de Deus ao povo. A passagem em que Jeremias debate com Hananias é emblemática [1]. Ali estava um profeta verdadeiro, profetizando a verdade da parte de Deus (e esta é indiscutível) e sendo preterido por um enganador que só falava coisas agradáveis aos ouvidos, porém, falsas.
“Onde” o profeta de Deus deve estar?
O profeta deve estar onde a verdade de Deus está. Esta sim é apartidária, apolítica, não busca interesses imediatos e/ou egoístas, e sim o bem das almas.
Se determinado partido ou corrente política professa uma ideologia contrária à Palavra de Deus, logo o profeta deve opor-se a eles. Não basta apenas não apoiar (omissão); é necessário combatê-los usando os meios lícitos. Por outro lado, seria extremamente incoerente, por exemplo, alguém que se diga profeta da parte de Deus participar de cerimônias de autoridades que defendem coisas que Deus abomina, tais como o aborto e o homossexualismo.
O bem-estar improvável e passageiro proporcionado por uma justiça social aos moldes humanos também não pode servir como desculpa para se apoiar quem ou o que Deus condena, ou para se promover pactos com as trevas. Entretanto, é evidente que quem não possui fé em Deus para crer na existência das moradas que Jesus disse haver muitas na casa de Seu Pai [2], precisa “apostar todas as fichas” num paraíso aqui mesmo. É em relação a estes que Paulo, apóstolo diz: “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” [3].
“Um abismo chama outro abismo” [4]
Sabe o que isso significa? Que um mal anuncia e atrai outro mal; um pavimenta o caminho para o outro. Foi assim que primeiro houve o movimento feminista, onde as mulheres abandonaram os lares, deixaram de ser mães e entregaram-se à libertinagem sexual. Em seguida, com lares desestruturados e sem a presença do pai, foi mais fácil sustentar um movimento homossexual. Hoje, aliás, muitos meninos são tidos como “homossexuais” desde a tenra infância, devido à falta de um padrão masculino que possam seguir. O que já existe no momento, e só piorará é o movimento pedófilo, que prega a “liberdade sexual das crianças e adolescentes”, um embuste diabólico para se convencer os jovens e a sociedade em geral de que aqueles também têm “carências sexuais que precisam ser supridas”. E adivinhe quem suprirá estas “necessidades”, dado o fato incontestável de que somente os homossexuais defendem abertamente esta aberração…
Partidos ou correntes políticas de esquerda (comunistas, socialistas, ambientalistas, “verdes”, “populares”) não fazem exceção à regra, muito pelo contrário. Tomando como exemplo o ícone do comunismo no Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), podemos observar que ele:
- apóia o aborto;
- defende o homossexualismo e o movimento gay;
- puniu recentemente dois parlamentares seus por eles serem contra o assassinato de bebês (aborto);
- apóia os movimentos racialistas (que querem dividir o Brasil em raças; os mesmos que instituíram as “cotas”);
- distribui camisinhas para crianças nas escolas e as doutrina no homossexualismo.
Um texto que expõe várias bandeiras daquele partido pode ser lido AQUI.
Além de todas essas evidências, há o comprometimento essencial, na origem, com uma ideologia que depõe contra Deus e a religião. Marx, o fomentador do comunismo/socialismo cria que “a religião é o ópio do povo”, e existem fortes evidências de que ele tenha sido um satanista. Em todos os países onde há ou houve a implantação de regimes comunistas/socialistas os cristãos foram ou estão sendo massacrados.
Concluindo
Por tudo isso, podemos dizer que, no mínimo, é completamente inaceitável que um homem de Deus tenha afinidade com tais ideologias ou admiração por quem as defende ou pratica. Isto está irremediavelmente fora do terreno que denominamos “vontade própria”. É necessário fazer oposição a elas, não por uma simples escolha pessoal, muito menos por interesses de ordem política ou econômica, mas porque elas são contrárias à Palavra de Deus.
Finalizando, fique claro que não faz sentido algum o que alguns “cristãos” liberais/progressistas dizem, que se quer um “Estado evangélico”, uma “Santa inquisição Evangélica” ou coisa que o valha. O que precisamos é nos opor claramente a partidos e ideologias que vejam a Deus e a religião cristã como “a origem de todos os males”. Apenas isso. Simples.
Artigo extraído do blog O Cristão Revoltado
