Beleza americana
Washington, 12 de setembro de 2009. Mais de um milhão de americanos reunidos para mandar um recado alto e claro a Barack Hussein: chega de intervenção estatal. Chega de gastos. Os Estados Unidos nasceram como uma nação de governo limitado e é assim que deve ser. A noção de liberdade individual fez a grandeza americana.
Leiam os cartazes. “Socialismo é uma bosta, sempre foi e sempre será“. “Dependência é uma forma de escravidão“. “Quanto mais o governo leva, menos ganhamos“. “Estamos de saco cheio!”. Aumento de impostos, socialização da economia, interferência – os americanos estão putos e estão agindo. É um negócio bonito de se ver. Ao mesmo tempo bate a consciência desagradável de que nós brasileiros jamais faríamos algo parecido em Brasília.
Neste artigo publicado no jornal O Estado em novembro passado, abordei a devoção da imprensa democrata americana, que é a fonte da cobertura internacional da imprensa brasileira, à tarefa de eleger o primeiro presidente negro e blá-blá-blá. Citei a Lília Teles, correspondente da Globo, e o nosso querido Arnaldo Jabor, homem sábio, arrojado, do tipo que refuta toda e qualquer crítica a Obama com o seguinte argumento: é preconceito.
Pois bem. Sugiro uma coisa aos leitores. Se puderem, atentem para o que será dito pela nossa imprensa sobre essa manifestação gigante de hoje. Ouçam os termos com atenção, observem as ênfases. É um exercício interessante.
Washington, 12 de setembro de 2009. Mais de um milhão de americanos no Tea Party contra Obama:
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“Não importa o que esse cartaz diga, você vai chamar de racismo de qualquer jeito“.
Fonte: Bruno Pontes
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags: Obama

