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31/07/2009 - 10:54

Os Duplamente Estelionatários

Eu disse ontem que comentaria a ótima matéria feita e publicada por Julio Severo, a respeito do comportamento de alguns políticos da chamada “bancada evangélica” na câmara. Pois bem: aí está.

ISAIAS MEDEIROS

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir” (João 10:10); os políticos “evangélicos”, neste caso, estão defendendo mudanças legais que poderão roubar das crianças o supremo direito de serem criadas numa família normal, matando assim na raiz a possibilidade de elas crescerem com valores cristãos e destruindo a perspectiva de que venham a se tornam pessoas espiritualmente saudáveis quando crescerem.
Não se engane, meu prezado irmão: assim como para Jesus nem todos os hebreus eram “filhos de Abraão”, também nem todos os que estão hoje no meio do povo de Deus são realmente filhos de Deus
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Anteontem, tivemos notícia, através de Julio Severo, de mais uma demonstração do descompromisso da chamada “bancada evangélica”, na Câmara dos Deputados, com os valores cristãos e com as instituições consagradas pela Palavra de Deus, tais como a família natural e o casamento.

Acho conveniente dizer o que eu penso sobre o comportamento dos nossos atuais “nobres” parlamentares “evangélicos”. E a minha opinião é que ESTAMOS ROUBADOS! Duplamente roubados, para dizer toda a verdade.

Mesmo me esforçando para não cair no lugar-comum de que “os políticos são todos iguais” e outras coisas do gênero, devo admitir que, via de regra, não podemos esperar muita coisa deles, mesmo. Apesar de não poder se tornar algo normal para nós os desmandos, o tráfico de influência, os desvios de dinheiro público e etc., a promíscua classe política brasileira nos fez criar uma imagem extremamente negativa daqueles que, não vivêssemos num lugar chamado Brasil, teriam por obrigação legislar a favor da imensa maioria das pessoas que, não podendo elas todas o fazerem, elegeram-nos para esta finalidade primeira.

Quando os homens públicos deixam de honrar o voto popular que os credenciou a ocupar seus respectivos cargos, passando a legislar em causa própria, há o rompimento da relação de confiança outrora depositada neles, havendo, por conseguinte, um sentimento de descontentamento por parte do cidadão que se sente enganado pela farsa então descoberta da parte do estelionatário eleitoral, que lhe vendeu “gato por lebre”.

Entretanto, muito pior é quando este mesmo bandido das urnas vale-se da religiosidade de um determinado segmento popular para alcançar seus objetivos pessoais. É um duplo estelionato: o eleitoral, propriamente dito, porque o político renega os interesses da coletividade e passa a legislar em causa própria, e o estelionato religioso, que é quando o sujeito, depois de eleito, rejeita a religião, os valores e as crenças daqueles que o haviam elegido sob a falsa impressão de que estes fossem os mesmos dos daqueles e que, por conseqüência, iriam ser defendidos com unhas e dentes, quando no pleno exercício de suas funções.

Um evangélico dá o seu voto de confiança a um candidato que também se apresente como sendo evangélico porque pensa estar vendo nele um irmão, alguém que crê nas mesmas verdades bíblicas que ele e que, portanto, não irá jamais propor ou aprovar leis que firam seus princípios éticos, morais e religiosos. Quando vê que aquele não era uma ovelha, mas um lobo travestido, sua decepção é maior: ele passa não só a descrer nos políticos, mas também nos líderes cristãos, mesmo os sérios.

Além disso, o peso da lei sobre quem comete o duplo estelionato em questão é igualmente duplo: a justiça dos homens e também a de Deus.

Mas, o cerne de todo o pensamento a este respeito para mim é: o que leva um político, a princípio cristão, a defender ideais contrários a sua fé? Por que um evangélico se declara a favor de coisas consideradas abominações para Deus, tais como o homossexualismo, o aborto e a destruição da família natural, com incalculáveis implicações para o ambiente social das futuras gerações?

Jesus já advertia que não é possível servir a dois senhores: ou se amará a um e se desprezará o outro, ou vice-versa (Mateus 6:24). Então não se pode servir a Deus e a satanás ao mesmo tempo. Não é possível ser um cristão e defender leis que servem aos propósitos da implantação do governo do anticristo.

Ao propor profundas mudanças constitucionais que põem em xeque a proteção à família, ao casamento e por extensão às crianças e aos adolescentes, os políticos “evangélicos” mostram quais são os seus verdadeiros interesses, a quem atendem quando legislam dessa forma e onde desejam passar a eternidade, depois que se forem.

Cristo certa vez disse aos judeus que o ouviam, que nem todos eles eram “filhos de Abraão”, porque se o fossem fariam as obras daquele (João 8:39). E foi além: “O vosso pai é o diabo e quereis satisfazer-lhe os desejos” (João 8:44).

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir” (João 10:10); os políticos “evangélicos”, neste caso, estão defendendo mudanças legais que poderão roubar das crianças o supremo direito de serem criadas numa família normal, matando assim, na raiz, a possibilidade de elas crescerem com valores cristãos, e destruindo a perspectiva de que venham a se tornam pessoas espiritualmente saudáveis quando crescerem.

Não se engane, meu prezado irmão: assim como para Jesus nem todos os hebreus eram “filhos de Abraão”, também nem todos os que estão hoje no meio do povo de Deus são realmente filhos de Deus.

A impressão que eu tenho, quando tomo conhecimento de notícias como estas, é de que há muito “joio” dentro das igrejas, passando-se por cristãos, conseguindo altos cargos dentro destas e também no poder público, e cujo único objetivo é “satisfazer a vontade do pai deles”.

Os cristãos, sobretudo os evangélicos e, principalmente, os pentecostais, deveriam se ocupar menos em falar línguas estranhas e buscar mais maturidade espiritual, para saber distinguir entre o bem e o mal (Hebreus 5:14). Assim, os lobos seriam rapidamente descobertos e não poderiam fazer os estragos que têm feito, em todas as áreas, no meio da Igreja de Deus.

Fonte: O Cristão Revoltado

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:


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