Bem, se o Brasil não jogou bem mas ganhou, a Espanha jogou bem mas não ganhou. Realmente, não foi uma daquelas apresentações que alçaram os espanhóis à conquista da Eurocopa e a favoritos da Copa do Mundo. Mas eles foram sim, relativamente bem, principalmente no segundo tempo, quando a Suíça saiu na frente e eles deixaram um pouco de sua preciosidade (exagerada) de lado e foram mais objetivos.
E, falando em Suíça, não vamos fazer comparações desmedidas com a Coreia do Norte, por favor. Já escutei muito sobre ambas terem se defendido, e o Brasil ter conseguido fazer gols e a Espanha não.
Por favor, veja bem. De um lado a Suíça, já conhecida por sua ótima defesa, o “ferrolho suíço”, foi eliminada da Copa de 2006, nas oitavas-de-final, sem tomar nenhum gol. Do outro lado, a Coreia do Norte, ponto final.
Viu? Se pelo menos houvesse um aposto após o nome. Mas não há, vamos colocar cada adversário em seu devido lugar.
E já vi também muitos mudarem o discurso sobre o jogo de ontem depois dessa zebra. Repensem. Essa derrota da Espanha não faz a vitória pequena do Brasil melhor. E nem faz a campeã europeia um fiasco.
Foi um jogo de ataque contra defesa. Os espanhóis, por um tempo inteiro, tocaram muito a bola de lado, abusaram das inversões, mas não forçaram, não agrediram. Após tomarem um gol em um contra-ataque, aí sim, justificaram o meu primeiro parágrafo.
A Espanha pagou o preço:
De um técnico que não arriscou: dois volantes, e Fábregas no banco. Deixou David Villa isolado no ataque, com Fernando Torres no banco;
De uma Suiça muito bem montada, deu uma aula de futebol defensivo;
De uma displicência em toda a primeira etapa, jogou como se fosse conseguir a vitória a qualquer momento, em qualquer lance da partida.
A Espanha cometeu os mesmos erros que cometeu na semi-final da Copa das Confederações, em que perdeu para os Estados Unidos. Mas, sorte da Espanha, essa ainda é uma frase de grupos, e eles têm a possibilidade de recuperação.
Assim como o Brasil tem potencial para jogar melhor e continuar ganhando, a Espanha também pode continuar jogando bem e passar a ganhar.
Se com o Brasil as peças funcionam, só não estão dispostas corretamente, na Espanha elas estão no seu devido lugar, mas ainda não engrenaram.
Pelo bem da Copa do Mundo, por favor, que 1+1 volte a ser 2, e não qualquer coisa diferente disso.
Já critico a seleção titular do Brasil há algum tempo. A falta de criatividade e potencial ofensivo no meio-campo já era evidente, mas ontem, na estreia contra a Coreia do Norte, se tornou ainda mais clara.
É fato que, frente a 10 jogadores marcando, qualquer time vai encontrar dificuldades. A Coreia do Norte ontem foi a campo com o objetivo de se defender e esperar uma brecha no contra-ataque. E marcaram bem, admitamos.
Mas bem, e SÓ isso. Nada de extraordinário, mega marcação, aula de defesa, superação, não, nada disso! Sejamos francos, é a Coreia do Norte, e apesar de eu não dar muito valor ao ranking da FIFA, há de se falar que ela ocupa a posição número 150.
149 posições de diferença, e apenas 1 gol de diferença no placar? Que me perdoem os defensores ferrenhos do “ganhou tá bom”, mas tem algo de muito errado aí.
Primeiramente, essa seleção é vitoriosa. Ganhou a Copa América, Copa das Confederações e se classificou com folga nas Eliminatórias. Ganhou bem de adversários difíceis como Chile, Argentina, Itália, Estados Unidos. Mas jogou muito mal contra Venezuela, Equador… por quê?
Esses resultados não entram na conta do “futebol é uma caixinha de surpresas”. Há sim uma explicação lógica (e bem simples!) para isso, e está nos fundamentos do futebol. “Ataque” e “defesa”, além de uma ajudinha do “contra-ataque”.
Quando um time tem como foco principal se defender, os espaços ficam menores, e é preciso movimentação e criatividade do outro lado para penetrar e procurar o gol. Mas quando o outro time também tem vocação ofensiva e parte mais para o jogo, a defesa fica desguarnecida.
Lembre agora do jogo contra a Coreia. Aquela mancha vermelha de jogadores enfiados dentro da área. E o nosso glorioso meio-campo, com Gilberto Silva e Felipe Melo, simplesmente andando de um lado para o outro, recebendo a bola e se livrando dela sem uma pitada de mudança. É aí que está o problema!
Não se pode atacar um time retranqueiro apenas com Kaká, Elano, Robinho e Luís Fabiano! É preciso o apoio constante dos laterais, Maicon e Michel Bastos, além da aproximação do volantes e muita, muita movimentação e paciência.
Esse meio-campo, porém, é muito eficiente nos contra-ataques. Mas nele, Gilberto Silva e Felipe Melo só tem que passar a bola para Elano, que passa para Kaká, que tem uma arrancada formidável, ganha bastante espaço no campo, e tem Robinho e Luis Fabiano prontos para golear.
Agora que as virtudes e defeitos desse time ficaram mais claros (espero), imaginem a dificuldade da seleção se o adversário sair na frente no placar e se fechar em sua defesa? Pois é.
E agora vocês dizem, “mas o time é esse, não dá pra convocar mais ninguém, tá reclamando de quê?”. É, convocar mais gente realmente não dá, mas também não é preciso. A resposta está no banco. E se chama Ramires e Daniel Alves.
Ramires, no lugar de Felipe Melo, não comprometeria a defesa e daria muita mobilidade ao meio-campo, chegando mais perto dos homens de frente e dando mais opções ofensivas.
Daniel Alves é uma questão um pouco mais complicada, pois, junto com Maicon, são os dois melhores laterais direitos do mundo. Mas lembremos de como ele joga em seu time, o Barcelona. Daniel Alves não é de todo um lateral. Joga, na verdade, do meio para frente, fazendo uma dupla infernal com Messi.
Seu lugar seria, então, no lugar de Elano. E a saída de Elano após um gol e uma assistência no primeiro jogo da Copa, é realmente improvável, e até para mim, um tanto injusta. Mas acredito que, ao longo da competição, Daniel Alves tem tudo para conquistar a vaga, e tornar o lado direito a arma forte da seleção, com a ajuda de Maicon e a aproximação de Robinho.
O Brasil ganhou. Sim, ganhou. Mas não jogou bem.
“Ganhar” e “jogar bem” são diferentes, mas já está provado que não são excludentes. É unir o útil ao agradável, e essa seleção é capaz de nos proporcionar isso, desde que com as peças certas em campo.
Agora vamos à Parte 2, falar um pouco de Espanha e Suíça, uma vitória da defesa contra o ataque.
Argentina e Nigéria fizeram hoje o melhor jogo da Copa, dentre as poucas e decepcionantes partidas até agora.
O grande destaque foi a dualidade do time Argentino. O imenso talento dos jogadores de meio-campo e ataque, e a limitadíssima defesa, principalmente no setor direito, com Demichelis e Jonás Gutiérrez.
Messi fez uma ótima partida, mas esbarrou na atuação melhor ainda do goleiro Enyeama, com 3 ou 4 defesas espetaculares no duelo particular com o camisa 10. E digo que, se continuarem deixando o baixinho livre assim, pode ser facilmente o melhor da Copa e carregar a Argentina ao título, como Maradona fez em 1986.
Falando em Maradona…
…ele mostrou que realmente não passa de um motivador de luxo para os jogadores, fazendo substituições sem sentido e se esquivando de questões táticas na entrevista coletiva após o jogo. Ele foi, há de se dizer isso, um show a parte, sendo mostrado exaustivamente nas imagens da partida a cada lance. Todos querem ver a reação de Dieguito.
A Argentina mostrou que, de ataque, está muitíssimo bem servida. Mas se não ajeitar a defesa nesses próximos jogos, tem grandes chances de sair da Copa ao enfrentar um time que tenha a competência de marcar Lionel Messi, o que fatalmente ocorrerá nas oitavas em diante. Talvez nem tão longe assim. Certamente não contra a fraca Grécia, mas quem sabe contra a Coreia do Sul, que fez boa partida hoje.
Enfim, na fase de grupos ou no mata-mata, a Argentina tem muito o que melhorar para não voltar mais cedo para casa. Na próxima semana falarei mais dos hermanos, fiquem ligados!
Perdoem-me pela falta de atualizações nessas últimas semanas, prometo que voltaremos a postar regularmente! E nada como voltar em grande estilo, aproveitando o ritmo de Copa do Mundo.
Abaixo a propaganda da Copa nos canais ESPN, com texto e narração de Bono Vox. Sensacional.
“Não se trata de política, ou religião, ou economia.
Não se trata de fronteiras, história, comércio, óleo, água, gás, direitos minerais, direitos humanos ou direitos dos animais.
Não se trata de aquecimento global, pandemias globais, globalização, PIB, OTAN ou Kyoto.
Não se trata de eleições ou sanções, proliferações, “ele disse”, “ela disse”, “minha terra”, “sua terra”, “terra de ninguém”.
Não se trata de mercado de ações, mercado negro, alerta laranja, casas verdes, esperança, mudança, medo ou aversão.
Não se trata de comunismo, socialismo, ou capitalismo, guerra ou paz, amor ou ódio.
Isso se trata de um mês a cada quatro anos, quando todos concordam em uma coisa: 32 países, um mundo assistindo.”
GOLEIROS: Julio César (Inter de Milão), Gomes (Tottenham), Doni (Roma)
LATERAIS: Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Michel Bastos (Lyon), Gilberto (Cruzeiro)
ZAGUEIROS: Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica), Thiago Silva (Milan)
MEIO-CAMPISTAS: Felipe Melo (Juventus), Gilberto Silva (Panathinaikos), Ramires (Benfica), Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Roma), Kleberson (Flamengo)
ATACANTES: Robinho (Santos), Luis Fabiano (Sevilla), Nilmar (Villarreal), Grafite (Wolfsburg)
É assim que o Brasil vai para a Copa do Mundo 2010, na África do Sul. Com a defesa mais sólida do mundo e um ataque nada menos que eficiente. Mas o que realmente me tira as esperanças (e justifica o título deste post) é o meio-campo.
E não falo de esperanças sobre o título. O Brasil ainda é um dos favoritos a ganhar a Copa do Mundo, assim como ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e se classificou muito bem nas Eliminatórias da Copa.
Não. As esperanças de que falo são sobre o futebol bem jogado, ofensivo por natureza, criativo e talentoso. Não que qualquer futebol diferente desde não seja passível de aplausos. Mas o futebol diferente deste não infla o peito do brasileiro e os faz ter orgulho do melhor futebol do mundo.
Por exemplo, até hoje vemos o brasileiro maldizer o título de 1994.
Fomos tetra. Ganhamos após 24 anos sem título. Agora pergunte aos mais velhos ou a pessoas que gostam de futebol histórico, se elas têm mais apreço pelos campeões de 1994 ou pelos perdedores de 1982.
Pois é. É uma coisa que nós fazemos. Mas não fazemos por mal! Não que não nos orgulhemos das defesas de Taffarel ou da dupla infernal que era Romário e Bebeto. E ainda da raça de Dunga, por que não? Muito pelo contrário, está nas páginas da história, são uns dos maiores.
Mas é que temos um fascínio pelo vigor de Cerezo, a técnica de Júnior e a classe de Falcão. Temos uma paixão que atrai nossos olhos para os passes de Sócrates e a genialidade de Zico.
Façamos então um pequeno exercício. Pegue este último parágrafo e, no lugar os nossos saudosos jogadores de 1982, coloque os de 1950, 1958, 1970, 1978… ou melhor! Coloque o nome de todos aqueles jogadores que seu avô ou seu pai ficam repetindo sempre ao dizer que futebol não é mais como antigamente.
Agora você vê como, desde a Copa de 1950 até hoje, levamos sempre uma leva de craques e encantamos o mundo com nosso futebol. E os que sempre nos diferenciou foi o nosso meio-campo.
‘O meio campo é lugar dos craques / Que vão levando o time todo pro ataque’
Incrível como sempre conseguimos reunir 2, 3, ou até 4 dos maiores meio-campistas do mundo na nossa seleção, tornando-a símbolo de um futebol vistoso e plástico. Exceção feita a 1994 (apesar de termos ganho) e, infelizmente, a 2010.
MEIO-CAMPISTAS: Felipe Melo (Juventus), Gilberto Silva (Panathinaikos), Ramires (Benfica), Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Roma), Kleberson (Flamengo)
Podemos ganhar sim a Copa do Mundo com esse meio-campo. Mas não me diga que você não vai assistir a um jogo da Espanha com uma pitada de inveja de Xavi, Iniesta, Fabregas e companhia. Ou da Argentina, com Verón, Di Maria e Máxi Rodrigues. Ou da Inglaterra, que tem Gerrard, Lampard e outros.
Pelo menos temos Kaká. Vejamos se só um consegue dar conta do recado. Ele vai ter ajuda de vários outros grandes jogadores, como Maicon, Daniel Alves, Luis Fabiano e Robinho. Mas bem que também poderia contar com o talento de Hernanes, Ganso, Neymar…
Enfim, estou de luto por essa convocação. Está na cara que Dunga vai ao céu ou ao inferno com este grupo, e é triste ver tantos talentos desperdiçados em uma competição que só acontece de 4 em 4 anos.
Bola pra frente, 2014 a Copa será no Brasil, e será a vez de mostrar, dentro de casa, do que o futebol brasileiro é feito em sua essência. Não basta ganhar. Aliás, não é estritamente necessário que se ganhe. Parafraseando nosso comandante Dunga, em sua (ridícula) entrevista coletiva (que dá outro post daqueles), a seleção precisa de comprometimento. Certo, concordo. Mas também da fantasia, da técnica e do talento genuíno.
Seleção brasileira sem toque de genialidade não é brasileira. É só mais uma seleção.
Campeonato Brasileiro vem aí, e com ele o Cartola FC!
Cartola FC é o Fantasy Game de maior sucesso no país. Mas, afinal, o que é um Fantasy Game?
Fantasy Games são jogos em que os jogadores montam times e compram jogadores reais para integrá-lo. Os jogadores recebem pontuação de acordo com sua performance no jogo real, em campo mesmo! Logo, é preciso que se conheça os times e os jogadores, além de saber contra quem irá jogar, se o time vem embalado ou não, se o jogo é dentro ou fora de casa, enfim, tem que estar ligado no mundo da bola!
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Para entrar na Liga Pelas Tabelas, primeiro faça seu cadastro no site do Cartola FC. Com o cadastro já feito, no menu principal, clique em Ligas.
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Estarei atualizando o blog rodada a rodada com os resultados e colocações! Quem sabe role até um pequeno prêmio para quem ficar em primeiro lugar ao final do Campeonato, o que acham? Tenho certeza que será bem disputado.
Obrigado e nos vemos lá!
Autor: Pedro Guilherme Bastos Menezes - Categoria(s):AvulsosTags:
Adriano (também conhecido como “Imperador”), nesta quarta-feira (05/05/2010), passará pela grande prova de fogo desde que retornou ao Flamengo em 2009.
O Flamengo enfrentará o Corinthians pela Taça Libertadores, O Rubro Negro tem a vantagem de jogar pelo empate contra o Timão e pode perder o jogo por até um gol de diferença (exceto 1×0 que leva o jogo para os pênaltis), pois ganhou o jogo de ida por 1×0. Este jogo é visto como fundamental para que Adriano volte a participar de uma Copa do Mundo. Se conseguir ser decisivo (ou até mesmo ter uma apresentação de destaque) o Imperador praticamente carimba seu passaporte para a África do Sul, mas, se suas atuações continuarem abaixo do esperado, o jogador da Gávea pode se ver fora da lista que o técnico da seleção brasileira, Dunga, fará no próximo dia 11.
Na entrevista coletiva que o jogador concedeu no dia 04/05, ele deixou claro o desejo de participar do maior evento futebolístico do mundo com as seguintes palavras:
- Estou muito feliz e sei que tenho a oportunidade de ir para a seleção e disputar mais uma Copa do Mundo. Estou confiante que vou. Quero ir. Não sou maluco. Não quero deixar de disputar uma Copa. Isso se conquista com trabalho. Vou fazer uma bela partida e, aí sim, ter esse carimbo para a seleção.
Ainda está bem fresco na memória quando, em junho do ano passado, o todo poderoso Real Madrid oficializou a contratação de Kaká pela bagatela de 65 milhões de euros. Espantoso foi ver, 3 dias depois, o mesmo Real Madrid também contratar Cristiano Ronaldo, o então melhor do mundo, pela quantia recorde de 94 milhões de euros.
Dois dos três melhores jogadores do mundo na época, em menos de uma semana, totalizando quase 160 milhões de euros, algo próximo a 435 milhões de reais. Os valores no mundo do futebol cresceram tanto em tão pouco tempo que ainda é difícil acreditar que um clube gaste essas quantias somente para trazer uma dupla de jogadores.
E, como se não bastasse, ainda fechou contrato com o atacante Benzema (até então no Lyon) e com o volante Xabi Alonso (do Liverpool), por 35 e 30 milhões de euros, respectivamente.
Mais de 600 milhões de reais.
Em apenas uma janela de contratação. É tanto dinheiro que chega a ser engraçado.
Enfim, quem pode pode. O Real bancou e os trouxe. Havia, entretanto, outro motivo para essas compras (além do consumismo desenfreado que já é parte integrante do Real Madrid). Não vou dizê-lo com todas as palavras. Me perdoe o pequeno jogo de adivinhação, mas leia o parágrafo abaixo e veja a imagem com (pouca, convenhamos) atenção.
A final da Liga dos Campeões da Europa, a mais importante competição interclubes da Europa, acontece em uma única partida, em campo neutro. O estádio em que ocorrerá a final deste ano, no dia 22 de maio, chama-se Santiago Bernabéu.
Santiago Bernabéu
Não, aquele ‘REAL MADRID C.F’ não está ali a toa.
A final desde ano vai ocorrer na Espanha. Mais precisamente em Madrid, no lendário estádio do Real Madrid Club de Fútbol, o maior clube do século XX. E a associação foi imediata. Era preciso que o Real ganhasse a Liga dos Campeões em sua casa. Mas como? Fácil, compre os melhores jogadores do mundo e ganharemos. Certo?
Errado.
Oitavas-de-final. Lyon 1×0 Real Madrid no primeiro jogo, na França. No jogo de volta, 1×1, e o Real Madrid, cheio de estrelas, eliminado diante da própria torcida.
E não acaba por aqui.
Tenha paciência, teremos que voltar mais um pouquinho na linha do tempo. Mais precisamente, ao tempo das contratações, ok?
Lembra de quando o Real trouxe vários jogadores caríssimos e os integrou ao elenco? Pois é, eles não chegaram para ficar no banco, e não dá pra colocar todos (os velhos e os novos) em campo, e alguns tiveram de ser negociados ou dispensados. Perdoe-me por introduzir novos personagens a essa altura do campeonato, mas é necessário, e tenho certeza que você vai gostar da ironia em que tudo isso resulta. Todos gostamos de uma pequena tragédia, e o futebol é cheia delas.
Este é Sneijder, 25 anos, meio-campista holandês. Não fazia parte dos planos do Real Madrid, e foi vendido a Inter de Milão. Recebeu a camisa 10.
Este é Robben, 25 anos, meia-atacante holandês. Não fazia parte dos planos do Real Madrid, e foi vendido ao Bayern de Munique. Recebeu a camisa 10.
Nesta terça-feira, dia 27, o Bayern de Munique passou pelo Lyon e se classificou para a grande final da competição europeia.
Nesta quarta-feira, dia 28, a Inter de Milão passou pelo Barcelona e se classificou para a grande final da competição europeia.
Sneijder e Robben são, hoje, grandes destaques em seus respectivos clubes, e tiveram atuações destacadas e imprescindíveis em toda a campanha, desde a fase de grupos até agora. O Real trouxe Kaká e Cristiano Ronaldo. Gastou 600 milhões de reais. Vendeu (para não dar) Sneijder e Robben. Ambos estão na final que o time merengue desejava, um de cada lado, sendo protagonistas e atuantes.
Pelo que me parece, o Real já sabe que dinheiro na mão é vendaval.
Só resta saber que, no mundo do futebol, ele não é solução.
O Brasil é um grande exportador de jogadores de alto nível. Aproveitando-se disso várias seleções ao redor do mundo vêm naturalizando jogadores brasileiros e os convocando para defender seus países.
Vários jogadores que gostariam de jogar pelo Brasil não têm a sorte de ser convocados e acabam aceitando o convite para jogar por outro país, para assim realizar o grande sonho que é disputar uma Copa do Mundo.
Deco (Chelsea – ING), Pepe (Real Madrid – ESP) e Liedson (Sporting – POR) que hoje jogam pela seleção de Portugal; Marcos Senna (Villareal – ESP) que joga pela seleção da Espanha; Cacau (Stuttgart – ALE) e Kuranyi (Schalke 04 – ALE) que jogam pela Alemanha são alguns brasileiros que defendem os países que os acolheram e poderão disputar o mundial sem vestir a amarelinha.
Liedson, Deco e Pepe
Kuranyi e Marcos Senna
Recentemente surgiu uma polêmica envolvendo o nome de outro brasileiro, Amauri, que nunca chegou a jogar em um time de ponta no Brasil e foi muito jovem para a Itália, onde brilhou atuando principalmente pelo Palermo, de 2006 até 2008, o que abriu suas portas para a Juventus, clube que defende desde 2008. As boas atuações de Amauri fizeram com que Dunga fosse pressionado a convocá-lo para a Seleção Brasileira, antes da seleção da Itália, que vinha demonstrando certo interesse no jogador. E quando o fez, a Juventus não liberou o jogador, pois já havia passado o prazo em que o clube é obrigado a liberar os atletas. E isso fez com que as portas da Azzurra continuassem abertas para o jogador.
Amauri
Amauri recebeu cidadania italiana no dia 12 de abril de 2010, e desde então está apto a defender a seleção italiana, que agora poderá contar com o jogador para a Copa do Mundo.
Embora ser campeões do mundo seja o sonho de 190 milhões de brasileiros, pode se tornar realidade apenas para um ou um punhado de nossos compatriotas.
Sou fã confesso deste time do Barcelona. Na minha opinião, é o melhor time do mundo. Joga com base na posse de bola e marca sob pressão, além de envolver o adversário com uma troca de passes rápida, objetiva e eficiente. Tem jogadores muito habilidosos e técnicos em quase todos os setores do campo. Tem, também, o melhor jogador do mundo, o argentino Lionel Messi, além de coadjuvantes que mais parecem protagonistas, e às vezes o são, como Xavi, Iniesta e Daniel Alves, para citar somente alguns.
Este time, porém, não é imbatível. Tem pela frente, nesta quarta-feira, a Internazionale, que vai a Barcelona com a vantagem de 3×1 do primeiro jogo. E digo, o Barcelona vai ter que jogar MUITA bola para ir a Madrid, onde ocorrerá a grande final.
Os gols do primeiro confronto, Inter 3×1 Barcelona
Do outro lado está ninguém menos que José Mourinho, o técnico do time italiano. Mourinho é um estrategista de primeira. Montou o time de forma a não deixar o Barcelona jogar, e foi exatamente o que aconteceu na Itália. Isso sem falar no time em si, composto de jogadores em grande fase, como Maicon, Sneijder e Diego Milito.
Nas oitavas-de-final, a Inter também jogou o primeiro jogo em seu estádio, e fez 2×1 no Chelsea. O time inglês precisava de uma vitória simples por 1×0 no jogo da volta para ir às quartas. Contrariando o favoritismo dado ao Chelsea, a Inter foi a Londres e ganhou, na casa do adversário, por 1×0.
A situação do Barcelona é ainda mais delicada, pois 1×0 não basta, é preciso de no mínimo 2×0.
E é com este foco que, em sintonia com seus torcedores, o BarçaTV lançou uma série de vídeos sobre o grande jogo de amanhã e os 2 golzinhos salvadores.
FC Barcelona – A virada: Dois gols para chegar a Madrid
FC Barcelona – A virada é possível!
FC Barcelona – Os jogadores também acreditam na virada
Não me alongando sobre o jogo de quarta-feira – que vença o que jogar melhor, seja este o Barcelona ou a Inter – gostaria de tocar em um ponto interessante.
Teremos, na mesma quarta-feira, um jogo que mexerá com mais de 40 milhões de brasileiros. Sim, estou falando da partida da Libertadores da América, entre Flamengo e Corinthians.
Você viu alguma movimentação diferente das diretorias sobre esse evento esportivo que põe frente a frente as duas maiores torcidas do Brasil? Pois é… nenhum vídeo, nenhuma campanha, nenhuma promoção, nada.
É um jogo de muitos interesses, movimentação de grandes montantes de dinheiro, além da paixão de muitos, muitos torcedores. E nada é feito. No máximo algumas entrevistas coletivas meia-bocas, com declarações batidas e óbvias. É assim que o nosso futebol é gerido, com descaso e preguiça.
O Barcelona não precisa fazer um vídeo para lotar o Camp Nou. Mas o faz para aproximar seu torcedor atual, além de ganhar novos, dentro e fora da Espanha. Ele o faz para gerar renda, criar identidade e expandir seus negócios. Ele o faz para fortalecer a marca Barcelona ao redor do mundo.
Nesta quarta-feira, são 2 gols para o Barcelona fazer mais história do que já vem fazendo, tanto dentro de campo, com a possível segunda final consecutiva da Liga dos Campeões da Europa, quanto fora dele, com uma gestão de futebol admirável e que deveríamos tomar como exemplo.
A bola está rolando. Serão 90 minutos de muita emoção’
Por Pedro Guilherme Bastos Menezes,
Quantas vezes nós, amantes de futebol, escutamos essas frases já batidas, e sentimos lá no fundo que algo inédito vai ocorrer durante esse curto espaço de tempo?
É isso que o futebol nos suscita, o imprevisível diante de nossos olhos. Um turbilhão de emoções, esperanças que depositamos em sujeitos que, provavelmente, nunca veremos na vida, mas que vestem a mesma camisa que nós e as honram em um jogo misto de raça e técnica.
Este é o futebol, paixão nacional e entretenimento. Mas, muito além disso, um modificador social, que ainda está engatinhando devido a nossa má gestão e falta de olhar crítico.
Tentaremos, neste espaço, não somente expor, mas fazer com que haja uma interação constante entre quem escreve e quem lê. Comente, elogie, cornete (faz parte!), faça deste blog algo mais do que simples opiniões sobre fatos que ocorrem no mundo da bola.
Espero que consigamos unir emoção e razão, discutir futebol como ele deve ser discutido, com bom senso, mas não sem uma pitada de irreverência.
Obrigado e até mais!
Autor: Pedro Guilherme Bastos Menezes - Categoria(s):AvulsosTags:
Vivemos um dilema. É véspera de Copa do Mundo, menos de 50 dias para o Mundial e ainda há muita discussão acerca de nossa seleção.
Há algumas semanas falava-se de Ronaldinho Gaúcho, que, jogando boas partidas e sendo decisivo no Milan, buscava uma chance de integrar o seleto grupo de 23 jogadores que irão a Copa. Dunga disse não. Além do mais, essa fase já passou. Com o Milan eliminado da principal competição européia e sem mais chances de título no campeonato italiano, Ronaldinho não vem correspondendo às expectativas, e é quase impossível que vá à África do Sul com a camiseta verde e amarela.
Mas, apesar disso, o coro de insatisfação para Dunga ainda não cessou. Os holofotes agora apontam para os meninos da Vila, que vêm mostrando um belíssimo futebol, como há muito não se via no Brasil. Há sim espaço para futebol arte. Antes tínhamos que olhar para Barcelona, mas hoje podemos dar uma espiadinha aqui perto, em Santos.
Não é mais preciso falar sobre como Dunga era em sua época de jogador, prático e sem mais delongas. Sempre houve necessidade de um jogador como ele, de força em detrimento da técnica, para sustentar o time. Mas, por favor, não tenhamos necessidade de um time inteiro levantando essa bandeira.
Basta olharmos para o estardalhaço que Neymar e Paulo Henrique Ganso estão fazendo. O brasileiro já estava com saudade do futebol bem jogado, do drible e da brincadeira. Está encravado em nós, faz parte da nossa história, do nosso orgulho. Não me venha falar bem da catimba argentina, se com a mesma energia chamas a malandragem brasileira de falta de respeito!
‘Eis o malandro na praça outra vez / Caminhando na ponta dos pés’
O argumento para levar Neymar é simples. Robinho é titular da seleção brasileira. Mas no Santos está sendo coadjuvante do brilhantismo de Neymar. O garoto está jogando muita bola. Não é sensacionalismo, é merecimento.
E um pouquinho de capricho, é claro. Afinal, sou brasileiro, e a seleção também é minha.
Existem técnicos intocáveis no futebol brasileiro? A resposta é simples: não.
Exemplos recentes mostram que técnicos como Andrade e Cuca não resistiram a alguns resultados não satisfatórios no início da temporada.
Depois de conseguir arrancadas sensacionais no último Campeonato Brasileiro que levaram Flamengo e Fluminense ao título e a fuga do rebaixamento, respectivamente, Andrade e Cuca não resistiram ao Campeonato Carioca.
O Flamengo, atual campeão brasileiro, maior campeão carioca da história (31 títulos) e que havia conquistado os últimos três títulos estaduais, não conseguiu o inédito tetra no estadual, o que custou a cabeça do técnico Andrade. O mesmo Andrade, ídolo da torcida rubro-negra, e que, há menos de um ano atrás, conseguiu uma arrancada incrível levando o Flamengo ao seu sexto título nacional depois de 17 anos.
Já Cuca desafiou os matemáticos e levou o Fluminense a uma arrancada que tirou o tricolor da lanterna do brasileirão e o livrou do fantasma do rebaixamento. O mesmo Cuca se vê desempregado quatro meses depois da inacreditável arrancada. Depois de não conseguir levar o Fluminense à final do Campeonato Carioca, Cuca viu o patrocinador do time das Laranjeiras (que mais parece o dono do time) pedir seu afastamento.
E isso nos leva a uma reflexão, campeonatos estaduais valem alguma coisa? Patrocinadores podem ‘mandar’ em um time? Dirigentes estão cumprindo bem seus papeis? Os clubes precisam começar a ser geridos como empresas?
E ficou mesmo. Joel Santana não vai para o Flamengo, como se havia especulado durante toda a semana após a conquista do tão suado e esperado Campeonato Carioca pelo Botafogo.
Bom para os campeões! Joel hoje em dia é uma grife dentre os técnicos do Brasil, e faz a diferença. Montou o time de acordo com as características (e limitações, principalmente) de seus jogadores, ganhando os dois turnos de forma merecida e incontestável.
Não é exagero chamá-lo de ‘Rei do Rio’, afinal, são 7 títulos cariocas na bagagem, além do inconfundível carisma e jeito único de ser.
Joel é daquelas figuras históricas que, daqui a muitos anos, será o pivô do nosso saudosismo inevitável: ‘Se vi Joel? Mas é claro que vi! Ali na beira do campo, com sua inseparável pranchetinha, que figura! É, filho… não se fazem mais técnicos como antigamente’