iG
iBest BrTurbo

Arquivo de janeiro, 2009

26/01/2009 - 21:23

MONOPOLIZANDO OS LIVROS DE PROTOCOLO

Este relato não é genérico, dirigido a uma entidade ou referente a personagens anônimas.

Trata de fatos específicos e pessoas específicas, as quais espero não se sintam prejudicadas pela divulgação da situação.

Pois…

Não é possível ficar inerte ao constatar certas coisas.

Um fato que ocorre faz tempo e prejudica especialmente as varas cíveis de Curitiba, é o referente a certos livros para retirada de processos pelos advogados. Feito de folhas de gramatura 180, desnecessariamente grossas, costuradas em cadernos e encapadas com jeans ou vulcapel. Pois essas folhas parecem ter um único dono que percorre os cartórios e oferece os serviços. Pega a encomenda, manda fazer por um encadernador pagando a ele R$25,00. Depois cobra do cliente R$80,00 (valor em 2006). Como ninguém costura com os devidos reforços, o trabalho não dura até o preenchimento primeiro terço do livro. Já refiz alguns para varas cíveis, em couro, com todos os reforços necessários, cobrando R$50,00.

Cobrei meu usual para trabalho que dura a vida inteira, o encadernador anterior cobrou pouco e fez pouco, enquanto o mundo é do esperto.

Só não acho justo para o cliente.

Atualizando informações:

Valores estratosféricos também são cobrados para os livros de reconhecimento de assinatura, com cobrança de R$200,00 até R$440,00, conforme testemunha de titular. Ora, é impossível que um livro custe tanto. Nem a hipótese de que o papel impresso é caro se sustenta. Além de tudo, émal feito, desfazendo-se sem chegar à metade.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
20/01/2009 - 22:03

ENCADERNAÇÃO DE DOCUMENTOS

UMA PROPOSTA PARA CRIAÇÃO DE NORMAS PARA ENCADERNAÇÃO DE DOCUMENTOS OFICIAIS

Tenho exercido minha técnica com sucesso junto a cartórios de Curitiba. Utilizando procedimentos clássicos, obtenho solidez e durabilidade aos livros, sejam compostos por cadernos ou por folhas soltas. O custo é um pouco maior do que o da encadernação bastarda, mas a durabilidade é indefinida.

Questiono as encadernações efêmeras, que apenas furam as folhas e usam capa simples de vulcapel sem nenhum reforço interno.

Esses trabalhos são frágeis, pouco duráveis e, o que é mais grave, prestam-se facilmente a alterações, substituições de folhas, corrupções de todo tipo. Isso é muito comum em livros contábeis, quando folhas inteiras são substituídas para corrigir erros do contador ou para incluir fatos tardiamente e, muitas vezes, com a finalidade de burlar o fisco e obter vantagens econômicas.

Dentro do cartório essas práticas são mais difíceis, pela vigilância do titular e seu alto grau de responsabilidade, mas a má fé está presente em muitos momentos.

Assim, penso sugerir às corregedorias um padrão para a encadernação de documentos. Incluiria NORMAS essenciais para conservação, por exemplo:

- ACIDEZ do papel: quanto menos ácido, menos sujeito a amarelar e evaporar, evitando aquelas manchas amarelas no papel.

- GRAMATURA do papel: Não adianta papel grosso demais, é mais quebradiço e o livro pode soçobrar pelo próprio peso.

- Folhas de GUARDA: incluir uma ou duas folhas em branco no início e no fim, para proteger os termos oficiais.

- SERROTAGEM menos invasiva: ao invés de furar, serrotar para amarração, usando menos a margem e permitindo uma abertura mais suave e ampla do livro, sendo muito difícil substituir, retirar ou falsificar folhas. Com o tempo, as folhas partem com o esforço de abrir o livro.

- REFORÇO na lombada: usar tiras de tecido apoiadas na amarração  e papel kraft na lombada das folhas e antes de aplicar o vulcapel.

- LIXAR as bordas do papelão: para aliminar o fio das DOZE bordas, evitando ferir o vulcapel no contato com a prateleira.

– Cantos internos eliminados: um pequeno corte nos cantos internos do papelão da capa evita que o vulcapel rasgue.

Essa são apenas algumas sugestões.

Podem ser detalhadas e acrescentadas por muitas outras. Nenhuma implica gasto maior de material ou mesmo material diferente daquele atualmente usado. Apenas implica no apuro da técnica aplicada. Tais medidas contribuiriam para a preservação, idoneidade e durabilidade dos documentos, pois devem ser guardados quase que indefinidamente.

Se, de tantos em tantos anos, o titular tiver que restaurar todo o seu acervo de livros, seu custo será enorme. Esta proposta garante que sua preocupação só será necessária uma vez, quando da primeira encadernação.

Tais normas deveriam ser estabelecidas pelas autoridades ou exigidas pelos titulares de cartórios, elevando o padrão das encadernações.

É possível apontar muitas outras vantagens para a adoção destas normas, mas a econômica é aquela mais considerada pelos diversos setores onde a encadernação durável é necessária. Aliás, estas normas não são invencionices ou novidades. Todos os detalhes técnicos são originários da boa e velha ENCADERNAÇÃO CLÁSSICA, cujos procedimentos preciosos foram gradualmente e simplesmente abandonados para prejuízo dos livros.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): técnica Tags:
07/01/2009 - 21:07

S O U E N C A D E R N A D O R

Sou encadernador.

Já fiz outras coisas. Fiz psicologia e saí decepcionado com a inexatidão da matéria, aprendendo teorias que se opunham e terminando por ver meus colegas usando métodos alternativos como florais ou simplesmente ingressando no serviço público. Depois, fiz contabilidade enquanto meio de manter minha família, até ficar enojado das más intenções dos clientes e da corrupção das repartições.

Enquanto tudo isso ia acontecendo, levado pela maré da vida. lia muito. Por diversão, para instrução e como cachaça. Até que comecei a restaurar meus livros. Não tinha uma biblioteca, só muitos livros reunidos a gosto e, portanto, uma livraiada. Comecei por eles, errando demais, aprendendo demais e me corrigindo com Zelina Castello Branco. Fui assim por uns bons anos, até reunir coragem de recusar os caminhos por onde a vida me levava e escolher o meu próprio.

Ler serve para muita coisa, mas leva a um estágio final: LIBERTA DO DISCURSO DA OPRESSÃO. Você fica exigente e alerta, recusando as ciências frívolas e as profissões com ética própria e sem decência nenhuma. Permanece uma premência de criar e não apenas repetir fórmulas ou ser apenas agente passivo de um processo.

Assim, já fiz isso e aquilo, mas nunca era o que fazia.

Sou encadernador e restaurador.

Bom saber disso e dizer com segurança. O que Sou.

Todos somos mais, é claro. Pais. Cidadãos. Amantes. Pessoas. Se só a profissão nos define, então resume e limita. Mas é bom me encontrar no que faço. Vira um sacerdócio.

Numa época em que encontramos a cada dez minutos uma bandeira necessitando quem a empunhe, escolhi a minha e nela está escrito:

I. Acredito que produzir e usar objetos permanentes faz mais bem ao Planeta do que objetos perecíveis e efêmeros.

II. Acredito que o livro é um belo objeto em si, que fica muito melhor quando tem uma coisa bem escrita lá dentro.

III. Acredito que a informação é o artigo mais barato e mais abundante numa sociedade tecnológica. Vejam aquelas vendidas por camelôs, entre empresas, os sigilos quebrados e os artigos piratas. É também a mais efêmera , pois é facilmente manipulada, distorcida e corrompida, ou simplesmente sai de moda e não atrai mais atenção e é substituída por outra.

IV. Acredito que os livros contém mais que informação, contém documentos históricos que não necessitam suporte para serem apreciados.

V. Acredito que teremos um Mundo de longo prazo, de duração indefinida, nele há lugar para longevidade e preservação.

VI. Acredito nas pessoas de bom gosto e de bom senso, que só precisam de uma pequena informação para mudar de opinião a respeito de livros.

VII. Acredito que é necessário apontar os erros como primeiro passo para corrigi-los.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Pessoal Tags:
06/01/2009 - 21:04

O Mundo Reciclado

Houve uma época na história econômica da humanidade denominada de “Revolução Industrial”, quando inovações técnológicas surgiram como resposta à crescente demanda por bens e serviços.

O pequeno tecelão fiava algumas peças de roupa por mês, mas as pessoas queriam comprar mais. Então vieram as máquinas de fiar, movidas a força humana e depois a vapor e depois pela eletricidade.

Na indústria livreira, os livros eram produzidos para poucos. No início desse processo de industrialização, eram feitos com tecido de algodão ou seda. O resultado era folhas resistentes, que não amarelavam ou rasgavam. Sobrevivem livros dessa época até hoje, apresentando-se completamente brancos e íntegros, invulneráveis a pragas.

Livros populares começaram a surgir. Eram baratos, feitos de massa de celulose. Apesar de feitos de massa de madeiras nobres ainda abundantes e baratas obtidas nas florestas da África e das Américas, não conseguiam cativar a atenção da classe burguesa emergente.

Mundo antigo e mais vulnerável às doenças, foi seduzido por uma mentira. Surgiu o boato de que os bons e resistentes livros eram feitos a partir de… BANDAGENS USADAS DOS HOSPITAIS!

O resultado foi imediato, acabando com os livros de tecido e abrindo espaço para os livros de celulose.

Hoje em dia, há uma glamurização do papel reciclado. Pessoas de bom gosto escolhem e pagam mais caro por papéis com cara de artesanal, feitos sabe-se lá do que.

Meus livros só foram árvore. Meus couros só foram cabra e boi. Não reciclo, reaproveito.

Nessa sociedade consumista, fabrica-se com duração programada. Celulares e câmeras são fabricadas com pré-determinado número de ligações e fotos. Se acabou, não tem conserto. Todo ano troca de agenda, de livros didáticos, de vade-mecuns, de livros jurídicos de obsolescência programada e se abandonam cadernos pelo meio.

Não recicle, reaproveite para sempre.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): técnica Tags:
05/01/2009 - 23:39

“E QUANDO ACABAR, O QUE VOCÊ VAI FAZER?”

Estava numa encadernadora onde antes dourava os livros que faço (tradicionalmente, o encadernador encaderna e o dourador doura, e sou tradicional por obcessão) quando passei a defender minha técnica tradicional e como o trabalho fica durável.

Dei o passo a passo da técnica. Descrevi técnicas tradicionais e materiais nobres. Mais para tentar abduzir aqueles encadernadores de livros fiscais ao mundo nobre e decente da encadernação clássica.

Exaurida minha preleção, olharam para mim como se recém chegado de Marte, decerto imaginaram os livros fortes e eternos que descrevi resistindo quase com indiferença ao manuseio diário descuidado e ao armazenamento impróprio.

E me pergutaram a pérola que coloquei lá no título.

Decerto imaginando que nunca poderiam refazer os mesmos livros mal feitos de tempos em tempos, condenados a sempre fazer livros novos.

Assim como não me entenderam, também não entendi a cabeça deles.

Mas uma coisa ficou:

COMO FAZEM DE BOBO QUEM ACEITA AS ENCADERNAÇÕES FAJUTAS.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Humor Tags:
05/01/2009 - 22:57

CEFET – Como assassinar uma biblioteca inteira.

Montes de livros técnicos, poesia, romance, história, geografia e todos os encontráveis numa boa escola. Uma excelente escola.

Ali, a Biblioteca Professor Rosário Farani Mansur Guérios, um homem de honra e decência, justamente homenageado. Livros surrados, bem manuseados. Com horrendas e enormes etiquetas de catalogação por código de barras sobre as capas e lombadas originais. Obras importantes e até abstratas em seu tecnicismo. Todas as obras básicas da literatura universal. Uma beleza de acervo.

Pois estavam sendo encadernadas. Entenda-se, estavam jogando fora as capas originais. Estavam amarrando ou simplesmente passando cola nas páginas. Estavam encapando com o indefectível e abominável vulcapel sem nenhum reforço ou qualquer outro material que desse solidez e resistência ao livro. Na verdade, ainda estão fazendo isso.

Resultado pior possível. Ao jogar fora as capas, que na encadernação clássica devem ser conservadas internamente, eliminam a datação da obra, ou seja, perdem material que localiza  a obra em sua época. A estética, os tipos, as cores, as informações, tudo se perde. Um livro que não poderá mais ser julgado pela capa pelos alunos. Um estudante esperto sabe se um livro é recente ou antigo só de olhar a capa. Outro, pode avaliar o quanto um livro é consultado pelo desgaste que apresenta. Outro, pode até avaliar o confiabilidade de uma obra técnica pela apresentação, diagramação, nome da editora que estavam nas capas.

E mais!!!!! as capas originais foram simplesmente eliminadas das encadernações (JOGADAS FORA!) ao invés de conservadas por dentro da nova encadernação COMO MANDAM AS BOAS TÉCNICAS DE ENCADERNAÇÃO CLÁSSICA.

Resultado catatrófico. Ainda, as folhas não foram restauradas e recosturadas. FORAM REFILADAS NA GUILHOTINA. Reduzindo sua maleabilidade com amarrações e cola demais. Tiraram as margens dos livros, que ficam cada vez menores, ao invés de lixar de leve para retirar a sujeira e prolongar a vida do livro.

O que é isso? O menor preço possível com a conseqüente pior qualidade possível.

Vocês do CEFET – CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TÉCNOLÓGICA deviam se envergonhar.

Deviam procurar o trabalho que trouxesse maior durabilidade aos livros.

Estão jogando fora a MERRECA que devem estar pagando pelo trabalho, ao invés de investir um pouco mais numa encadernação honesta. Devem ter pensado que com o menor preço obteriam alguma qualidade e estavam enganados.

Espero que exista um inferno para bibliocidas como vocês. Que seja cheio de brocas, cupins, ratos e traças. Que sejam sufocados por vulcapel eternamente.

Pois há a forma certa e a forma fácil de fazer um livro. Vocês fizeram da forma fácil.

Mais um ponto para a ignorância. Essa mesma ignorância que esses livros deveriam extirpar.

Eu vi. è verídico e deixo aqui postado.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
05/01/2009 - 22:36

MAC – MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA, uma besteira injustificável

Numa encadernadora de Curitiba, encontrei montes de documentos do

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PARANÁ.

Era material do tipo relatório de exposições, dos salões paranaenses, livros de presença, levantamentos de acervo e coisas do gênero.

Estavam ali para ser reencadernados. Eram capas feitas a anos atrás por algum competente encadernador. A técnica que utilizou ainda seguia alguns ditames da encadernação clássica, como reforços internos em papel kraft e tule, papel marmorizado, bom e resistente material externo, papelão denso e muitos outros detalhes que compunham encadernações resistentes e muito superiores às feitas atualmente.

Não havia rasgões ou problemas visíveis nos volumes. Apenas estavam sujos e tortos, por terem sido guardados por muito tempo em lugar impróprio. Alguns um pouco gastos na borda inferior da capa, outros soçobrados pelo peso excessivo.

Pois estavam substituindo por mero vulcapel sem qualquer reforço interno. Bom e velho trabalho de encadernação sendo substituído pela vulgar e frágil encadernação do menor preço.

Péssima troca.

Troca desnecessária e lamentável essa besteira injustificável.

Será que entendem de ARTE? Ou da arte da ENCADERNAÇÃO?

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
05/01/2009 - 22:19

O CRITÉRIO DE MENOR PREÇO

Em qualquer repartição o critério de menor preço é lamentável.

Ando pelos tribunais, nas bibliotecas, nos cartórios em todas as instâncias dos três poderes e em todos impera o critério nefando.

Prejudicial principalmente às encadernações dos documentos. Por esse critério que nivela por baixo a técnica e o material de encadernação, os documentos estão condenados a uma existência efêmera, quando representam a HISTÓRIA DINÂMICA DE NOSSA SOCIEDADE e devem ser preservados para consulta, pesquisa e apreciação de gerações futuras.

O preço é ridículo e as encadernações proporcionalmente patéticas. Documentos que devem ser preservados por séculos, são encadernados com a mesma técnica e material utilizada para livros fiscais feitos para ser manuseados raramente e destruídos depois de cinco anos.

A noção de eternidade, de valor histórico, destes documentos sequer é mensurada pelos responsáveis.

E, o que é mais cômico, as autoridades do legislativo, do executivo e do judiciário, investidas de toda autoridade e arvorando-se de soberba, circulam por entre livros de plástico vagabundo, amarrados precariamente, tão transitórios quanto seus responsáveis.

O critério de menor preço, deveria ser substituído pelo de MAIOR QUALIDADE. Então se provaria que uma obra feita com qualidade e com materiais nobres dura indefinidamente, jamais precisando ser refeita ou reparada, valendo seu custo um pouco maior.

Mas, sou pessimista quanto a essa situação, pois sou realista quanto à ignorância das autoridades. Veremos tarde de mais, o prejuízo que pode causar um trabalho mal feito e mal pago.

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/01/2009 - 16:00

ENCADERNAÇÃO DE PIADAS

Outro dia, observava o trabalho de encadernação de folhas soltas em um atelier.

Pegam as folhas, batem e passam cola. Cola seca, furam com furadeira, amarram tudo, colam uma folha dupla em cada lado e refilam na guilhotina. Cortam os papelões e uma lombada da mesma espessura. Cortam o vulcapel, passam cola nele. Grudam as capas de papelão e a lombada diretamente no vulcapel, douram a capa e está pronto.

Entrei numa conversa até sugerir com muito cuidado e diplomacia, descrevendo a técnica que utilizo no trabalho com o mesmo material.

Pego as folhas, acrescento mais uma folha em branco de cada lado, para proteger as folhas iniciais, bato e prenso para serrotar as folhas em cortes verticais e inclinados. Amarro trespassando no serrotado, dando firmeza ao conjunto. Colo uma folha dupla em cada lado e reforço a lombada com papel kraft.

Corto os papelões, lixando todos os cantos e lados para tirar o fio deixado pelo corte, evitando que mordam o vulcapel.

Empastelo, colando uma folha no lado de empenamento do papelão, evitando que o livro “abra asas” quando secar.

Tiro a medida, corto uma lombada fina e uno as partes com papel kraft bem resistente.

Corto o vulcapel e colo na capa pronta. Agora é só dourar e juntar com o miolo.

Aliás, isso nem é encadernação. É mera blocagem.

Aí perguntei: Por que não usam essa técnica pois os livros ficam mais resistentes.

Pensaram, me olharam como se eu fosse burro e disseram:

“Mas, dá muito trabalho…”

Autor: pedromalanski@superig.com.br - Categoria(s): Humor Tags:
Voltar ao topo