21/10/2009 - 22:11
O mundo produz sacolas plásticas desde a década de 1950. Como não se degradam facilmente na natureza, grande parte delas ainda vai continuar por mais de 300 anos em algum lugar do planeta.
Porque não optar pelas duráveis, como faziam nossos avós.
Paulo de Carvalho

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20/10/2009 - 06:06
Há 16 anos conheci em uma feira um rapaz, por sinal muito simpático e esperto, com um ramo de atividade um pouco diferente no meio dos antiquários. Sua principal atividade era venda de brinquedos. Frequentador de feiras internacionais, era astuto e um visionário para a época. Quando estava no apogeu dos móveis da vovó, art nouveau e império, seu olho clínico já era diferente e buscava um estilo art deco. Acostumado com a linhas retas do deco, começou a procurar móveis com desenhos diferentes, feitos de compensado naval, jacarandá e caviúna, materiais até então desconhecidos pelos demais colega de classe. Ao passar dos tempos, começamos a decobrir que os móveis que ele comprava representavam os maiores clássicos dos anos 50, 60 e 70. Ele revolucionou o mercado, pois desde então, começaram a copiar seu estilo de compra, surgindo assim a concorrência, a corrida pelos móveis aumentaram e estes se tornaram ícones no mercado mobiliário. Sua palavra muitas vezes é lei, pois falar em Zanine, Lina Bo, Ségio Rodrigues, Jean Gilon, Jonh Graz, Giuseppe Scapinelli, Geraldo de Barros, Carlo Hauner, Rino Levi, Jorge Zalszupin, Bernado de Figueiredo, Liceu, Percival Lafer e Oscar Niemeyer é com ele.
Seu nome é Sérgio Campos, conhecido como Serginho, colecionador, fotógrafo e ícone no mobíliário brasileiro. Tem uma visão de arquiteto mas não o é de formação. Sua casa, construída na Granja Viana, foi desenhada de sua cabeça e é o fino da arquitetura, digna de ser capa de revista Casa e Jardim dos anos 50.
Possui a maior coleção de brinquedos da Estrela do Brasil, ramo no qual também é referência, juntamento com o de carros.
Dono da loja Arte Mobilia, ele vem elaborando seu projeto pessoal, que são mostras de designers brasileiros. Sua primeira exposição aconteceu no mês passado. O sucesso foi tão grande que já prometeu outra para o mês de novembro.
Você ficará sabendo em primeirão a data desta exposição no meu Blog.
Paulo de Carvalho.

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19/10/2009 - 08:01
Roque de Mingo (1890-1972) nasceu em São Paulo, estudou com Armadeo Zani e Pasquale de Chirico e participou da 1° exposição de Belas-Artes, em 1912. Assinava R.DE MINGO, R. De Mingo, R.D. Mingo. Dentre seus trabalhos, destacam-se: “Águia” (1914), granito e bronze, 5,00m na Praça Fernando Prestes. “Lagostas”, em bronze (1923), na Fonte Monumental, Praça Júlio Mesquita. Busto em bronze do Marechal José Arouche de Toledo Rondon (1940) na Faculdade de Direito da USP.
Uma das belas obras fez em homenagem à personagem de Iracema de José de Alencar. Essa peça você encontra no Antiquário Casa do Povo
Paulo de Carvalho.

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18/10/2009 - 15:19
Zanine nasceu em Belmonte, Bahia, em 1919. Arquiteto autodidata, escultor e designer, foi percussor de um estilo arquitetônico integrado à natureza do Brasil. Em 1941 criou na cidade do Rio de Janeiro oficina de maquetes, desenvolvendo até 1948 projetos para importantes escritórios de arquitetura do país. Em 1949, transferiu sua oficina para São Paulo, onde funcionou até 1955, ocasião em que criou o laboratório de maquetes da FAU/USP. De 1958 à 1964 trabalhou em Brasília atuando como paisagista e professor do Instituto Central de Arte da Universidade Federal. De 1964 à 1968 construiu mais de uma centena de casas no bairro de Joatinga – RJ, tornando-se renomado arquiteto. Em 1971, tranferiu seu atelier para Nova Viçosa – BA, ocasião em que projetou o atelier de Kracjberg. A partir de 1975 realizou diversas exposições, dentre elas “Zanine – L’Architecture et la Forêt”, em 1989/90, organizada pelo Louvre, Paris. Em 1990, recebeu diploma de L’Academie d’Architecture de Paris. Em 1991 finalmente foi homenageado e reconhecido como arquiteto no XIII Congresso Brasileiro de Arquitetos. Entre 1991 e 1993, com bolsa da UNESCO, seguiu para a Europa estabelecendo-se em Paris, onde desenvolveu vários projetos e atividades acadêmicas. Em 1993, retornou ao Brasil fixando residência na cidade do Rio de Janeiro. A partir de 1998, passou a residir em Vitória – ES, onde mantem atelier em Vila Velha e organiza o projeto do Instituto Internacional Zanine Caldas.
Zanine, nos anos 50 e 60, introduziu no mercado mobiliário a sua linha popular, usando na construção de seus móveis madeira de compensado naval. Ele queria produzir móveis de design para classes de poderes aquisitivos mais baixos e já foi um precursor em matéria de sustentabilidade. Usou raízes de árvores mortas pelo desmatamento para cadeiras, mesas, bancos e poltronas. No Guarujá, foi arquiteto do edifício “Sobre as Ondas”.
O antiquário Casa do Povo sempre conta com alguma obra deste artista.
Paulo de Carvalho.


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17/10/2009 - 10:35
Na continuação da série de pintores santistas, vamos falar de Omar Pellegatta (1925 – 2002).
Nascido aos 4 de junho de 1925, na cidade de Busto Arsizio, na Itália, o artista veio para o Brasil com sua família em 1927 e se estabeleceu na cidade de Santos.
Estudou desenho na Associação Paulista de Belas Artes em 1953 e em 1957 estudou com Durval Pereira e Ettore Federighi. Realizou sua primeira exposição individual na Galeria Carraro na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Viajou para a Europa em 1974 e visitou o interior da Itália e outros países. Após seu retorno, expôs na Galeria Tableau em São Paulo, onde conheceu artistas como Ana Maria Lisbôa Mortari, Carmélio Cruz, Paolo Maranca, Marisia Portinari, Helio Beccherini, com os quais trabalhou retratando praias e Porto de Santos, Guarujá e Vicente de Carvalho.
Expôs no 1º Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1971 e foi premiado nesse evento com medalha de bronze. Participou, entre 1958 e 1977, de Salões Paulistas de Belas Artes. Realizou mostras no MASP, em São Paulo, no ano de 1978; no Salão Benedito Calixto, em Itanhaém, litoral paulistano, em 1984; na Galeria de Arte Paranapuã, em São Vicente, São Paulo, em 1987, e diversas outras.
As cidades mineiras de Ouro Preto, Parati, Mariana, Tiradentes, Congonhas do Campo e a cidade paulista de Santos, adotada pelo artista, foram lugares que mais inspiraram suas obras.
Em Santos realizou diversos consórcios de seus quadros.
Omar Pellegatta, faleceu em 2002 na cidade de Santos.
Depois da sua morte seu quadros se valorizaram e completa diversas coleções.
Paulo de Carvalho.

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16/10/2009 - 20:02
Patchwork
A tradução literal de patchwork é “trabalho com retalho”. Trata-se de uma técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos variados. O patchwork é a parte superior ou topo do trabalho, já o trabalho completo é o acolchoado, formado pelo topo mais a manta acrílica e o tecido fundo, tudo preso por uma técnica conhecida como quilting ou acolchoamento.
Histórico
Existem registros históricos de que o homem faz acolchoados desde que aprendeu a tecer. No século IX a.C., os faraós já usavam roupas com técnicas similares. Existe uma versão de que esta técnica foi levada por comerciantes para o antigo Oriente, depois viajou para a atual Alemanha, até que chegou à Inglaterra no século XI, sendo utilizada para fazer tapetes e túnicas clericais. Mas os primeiros tapetes e acolchoados surgiram somente no século XVI, época de Henrique VIII, e costumavam ser presentes de casamento muito admirados. Os cavaleiros da Idade Média também usavam acolchoados como proteção, embaixo da armadura de metal.
Em meados do século XVII, a arte de quiltar chegou às Américas, mais especificamente aos Estados Unidos e Canadá. Trazida pelos colonizadores, era comum ver colchas feitas de linho ou lã, em panos inteiros ou a partir de medalhões centrais e bordas, que permitiam o aproveitamento total de retalhos, já que tecidos eram considerados preciosidade, assim como linhas e agulhas (que eram passadas de mãe para filha). As técnicas eram transmitidas pelas mães e avós para suas descendentes, e assim surgiram muitas tradições relacionadas a tecidos, cores e desenhos. Uma tradição de meados de 1800 pedia que a moça fizesse doze colchas antes de poder casar, sendo que a última deveria utilizar os blocos Double Wedding Ring (dois anéis de casamento entrelaçados).
Durante a Guerra da Independência dos EUA, apareceram muitas colchas com motivos patrióticos e símbolos relacionados à revolução. A partir de 1795, apareceram os blocos de patchwork e as bordas “despedaçadas”, mas ainda em torno de um medalhão central. Em 1800, no início da época dos pioneiros, surgiram os blocos Nine Patch (nove retalhos) e Grandmother’s Basket (cesta da vovó). Em 1806, começaram a trabalhar as colchas totalmente em blocos, no que passou a ser conhecido como padrão de cadeia irlandesa.
Em 1851, a invenção da máquina de costura caseira foi patenteada, o que trouxe muitas novidades. Com isso, apareceram mais blocos, como Dresden Plate (prato de Dresden ou margarida), Texas Star (estrela do Texas), Grandmother’s Flowers Garden (jardim das flores da vovó), Bear’s Paw (pata de urso), Schoolhouse (escola) e muitos mais. A agilidade na execução aumentou e começaram a surgir revistas especializadas em moldes e padrões.
O estouro da Bolsa de Valores dos Estados Unidos causou a Grande Depressão, que durou de 1929 a 1939, fazendo com que as quilteiras precisassem aproveitar todo e qualquer tecido disponível, usando formatos como o Apple Core (miolo de maçã) e os triângulos, que permitiam aproveitamento total dos tecidos. Nessa época surgiram os equipamentos para aplicação e a bonequinha Sunbonnet Sue (Sue com chapéu de sol).
A revolução trazida pela Segunda Guerra Mundial e pela liberação feminina, na década de 1960, desvalorizou um pouco a tradição do patchwork. Porém, em 1979, a empresa Olfa lançou um sistema inventado pelo Sr. Y. Okada, que utilizava um cortador rotatório, uma placa de base (para não deixar a lâmina perder o fio) e réguas com marcações, permitindo corte mais rápido e com precisão. Era para facilitar o corte da seda, mas adaptava-se tanto ao patchwork, que revolucionou e agilizou o mundo desse artesanato.
Desde então, houve o crescimento no interesse por essa arte. Nos Estados Unidos, é um mercado que movimenta mais de dois bilhões de dólares estadunidenses. Encontram-se quilteiras no mundo inteiro, incluindo o Brasil, Japão, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Dinamarca e muitos outros países.
Grandes indústrias têxteis desenvolvem anualmente tecidos especiais para o patchwork, assim como existem revistas, materiais e ferramentas que visam facilitar o trabalho. Os festivais promovem cada vez mais esta arte, que também pode ser considerada uma excelente diversão.
A cor é o elemento que mais chama a atenção numa peça de patchwork. O conhecimento da cor é uma boa base para obter ótimos resultados. Saber combinar as cores e os tons e conseguir uma harmonia entre eles, é um grande passo para quem deseja fazer um bom trabalho em patchwork.
Seguem algumas fotos de trabalhos de “Patch da Van”, uma verdadeira artesã que se encontrou com essa atividade tão delicada. Reunir e combinar tecidos e cores é a sua especialidade. Essas peças e muitas outras, além de encomendas, estão disponíveis através do Antiquário Casa do Povo.
Paulo de Carvalho.









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