17/03/2009 - 18:48

Chantinelle e Gabriel, Fear and Loathing (Hellblazer), nº 66, pgs. 9/10
Dos mesmos caras que fizeram a trepada anterior, mas agora com um pouco mais de ousadia. Gabriel (o cara que está por baixo) é um arcanjo (aquele mesmo da bíblia) radicado em Londres para cuidar de assuntos divinos. Ele é seduzido por Chantinelle, uma súcubo que já tinha trepado com um anjo anteriormente, e, sem saber que ela era um demônio, vai parar dentro do apartamento dela e os dois fazem sexo. A cena é épica porque ao fazer sexo, Chantinelle vinga a morte de seu amante, causada por Gabriel & sua turma de arcanjos, e arrancando seu coração faz com que deus o puna, destituindo-o do posto de mão direita. Ele cai do paraíso para se tornar humano, e começa a entender um pouco como é “estar vivo”.
Mas só um pouco.
Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): fetiche, orgasmo, quadrinhos, sexo
Tags: arcanjo, chantinelle, gabriel, garth ennis, hellblazer, john constantine, pecado, quadrinhos, sexo, steve dillon
10/03/2009 - 00:44

O 5 LITRES EXPERIMENT, como lá está escrito, é uma experiência feita com dois alunos de Oxford para tentar descobrir se um homem é capaz de encher um galão de 5 litros com (vou poupá-los do trocadilho com a palavra gala) seu próprio ESPERMA. Segundo o site, o vencedor vai ganhar 50 litros de leite por mês durante um ano. Quem quiser se inscrever pode clicar aqui e preencher o formulário, pedindo seu próprio galãozinho. O site também tem uma galeria de fotos dos competidores, mas nenhuma explicação do objetivo da experiência.
Achei divertidíssimo. É exatamente o tipo de besteira que eu faria se fosse homem, o porém é um só: parece hoax. Não mostra nenhum apoio acadêmico, não fala nada sobre a experiência, não sugere um método decente de armazenamento (ok, aqui fala a moça que encontrou uma camisinha usada perdida atrás da cama depois de alguns MESES) e além do mais… Pelas fotos dos participantes dá pra dizer com certeza que o Héctor Ramirez e o Enrique Ramos moram na mesma casa. Plus, como pessoa curiosa & ANTENADA nesse intertubes, já vi gente que injetava uma solução salobra nas bolas, que ficavam maiores que um ventilador de teto, culminando num resultado que encheria esses galões em mais ou menos uns 10 rounds. Peninha pra quem queria abrir o site e encontrar foto dos amigos por lá…
Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): fetiche, orgasmo, sexo
Tags: 5 litres, esperma, fake, hoax, porra
08/09/2008 - 23:05

Já que o modelo do blog comporta, vou falar de um “fetiche novo” por semana pra tipo assim expandir os horizontes sexuais dos leitores. Com essa introdução bobinha já feita, vou contar que como moça curiosa me aventurei dos dois lados do BDSM¹, e procurei instintivamente descobrir como todos os envolvidos se sentiam. Meu namorado na época, (grande figura) um policial militar swinger vinte anos mais velho, dotado de um cartesianismo tão forte que só conseguia ligar o ponto A ao B, definiu TODAS as atividades do BDSM com a frase “isso é muito idiota: um bate, o outro apanha e vocês não fazem sexo”.
Que pouca gente no BDSM fazia sexo é bem verdade, agora… A incapacidade do meu ex de perceber que todos ali tinham prazer sexual com o que faziam é ainda mais gritante. E eu conheci uma multidão de pessoas que era feliz porque levava tapa na cara e bica na costela.
Tratemos hoje da podolatria. Pensei em começar dando a definição do Houaiss, mas infelizmente tanto ele quanto o Priberam não conhecem o termo. Cientificamente, a podolatria é uma parafilia que leva o pervertido a ter uma obsessão por pés. Etimologicamente, porém, a perversão significa apenas um desvio comportamental, não carregando a pejoratividade atribuída atualmente à palavra, ou como eu costumava dizer, “podólatra que é podólatra chupa pezinho”. E sola de sandália, e dedão inflamado e saltinho de bota, sem preconceito.
Essa definição pode parecer (e é) bastante simplista aos olhos do observador menos atento, mas existem outros desdobramentos na podolatria. No primeiro dia em que fui a uma festa desse tipo conheci um cara que acabou se tornando um amigão meu. Sem a menor piada, ele parece um Bruno Gagliasso mais marombadinho, com um sorrisão e uma lábia socrática. Isso foi em 2003, e cinco anos depois ainda não consegui encontrar ninguém que não achasse o Quaternado sensacional. Então lá estava eu, segurando no colo minha ninfomania ainda não (tão) assumida, quando ele começou com um papinho de música e eu caí. Normal cair em papo de música aos vinte e um, acho. Fiquei toda animadinha quando ele me chamou pra ir pro segundo andar, que não só estava escuro como também desabitado. Ele tirou minhas botas, ajoelhou, fez massagem no meu pé enquanto cantava Rolling Stones e depois lambeu a sola um pouquinho. Pronto, né, eu tava ganha já. Do topo da inocência fiquei crente que a gente ia partir prum full-contact quando o Qua abriu a calça, tirou o pau e me pediu pra PISAR. Fiquei lá amassando o pau dele e pensando que aquilo devia doer como o inferno, mas era o meu primeiro dia e eu ainda tava longe, mas muuuuuito longe da realidade. E a realidade era o trample, ou trampling.
Não conheci nenhum podólatra que não adorasse trample, nem os magrelos-esqueléticos. Funciona assim: o cara deita no chão e a mulher pisa em cima dele. Com os DOIS pés, a dominadora sobe no escravo e anda, dança, pula ou o que mais ele puder suportar. A primeira impressão da pessoa que pisa é que o pisado vai partir no meio, mas, ah… Eles agüentam a pisada com a tranqüilidade de quem toma um copo de Stella Artois bem geladinha. E falando em agüentar, tinha esse outro cara, também policial, igualmente escravo que era conhecido como “Homem de Titânio”. Eis pois que num outro dia eu estava sentada vendo a porrada comer quando ele me chamou perguntando se eu não queria fazer uma maldade. Claro, né. Então ele chamou outra moça, colocou as duas em cima de um banquinho e disse “Patty, eu quero que você pule do banquinho na minha barriga. A Jane vai pular na minha cabeça”.
Pausa pra repetição: N-A M-I-N-H-A C-A-B-E-Ç-A, ele disse.
Relutei de leve pensando na merda, mas minha curiosidade matou o gato e por fim nós duas subimos no banquinho e pulamos várias vezes na barriga e na cabeça do Homem de Titânio. Ele agradeceu quando acabamos, beijando nossos pés e dizendo que nós “Éramos Rainhas de verdade”. Suspiro. Só idiotas fazem julgamento de valor frente às diversões.
Igualmente impressionante foi uma outra festa, em que protagonizei o recorde da pisação. Eu pulava na barriga do cara usando uma bota sem saltos e fui vendo subir mulher, amontoar gente, no fim da história éramos sete. Vazei, claro. Machucar um pouco um cara é uma coisa, mas sete balofinhas quicando em cima dele é o tipo de parada propensa a acabar em merda, como partes do corpo quebradas, e desse tipo de diversão eu nunca quis participar.
Claro que a podolatria não é uma atividade exclusiva de mulheres subjugando homens, mas pelos motivos de resistência física acima apresentados fica fácil entender o porquê dessa direção ser a mais comum.
E só para ilustrar que a podolatria é um fetiche bastante comum, convém citar alguns podólatras famosos: Henfil (ídolo entre vários podólatras brasileiros), Scott Fitzgerald, David Boreanaz e, é claro, Quentin Tarantino, que nunca deixou dúvidas a respeito de seu apreço pelos pés de Uma Thurman.
Alguém aí ficou surpreso? Lição de moral do post de podolatria: antes de apontar um dedo quebrado pras preferências sexuais do seu interlocutor, recomendo abrir a cabeça e tomar um Kuat, porque essa é uma atitude tão feia quanto a homofobia.
¹ Bondage, Dominação e Sado-Masoquismo
Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): fetiche
Tags: fetiche, pé, podolatria