iG
iBest BrTurbo

Arquivo de setembro, 2008

22/09/2008 - 16:51

Oralizando a coisa toda

não, não, não.

Pois, semana caótica: uns trabalhos por fora que deram uma gastada, dar uma justificativa na faculdade, ir no GALEÃO pra ver a gata que partiu pra França, esqueci de dormir, esqueci de comer, ganhei duas partidas de gamão do cara do google e no meio dessa brink’s, enquanto dava um confere no preço das passagens pra SP, fiquei várias horas vendo meu garoto dormir na webcam.

Nove foras com minha vida, eu ia entrar hoje no quesito ‘como chupar pau’, mas daí topei com cousas preconceituosas no caminho e resolvi entrar nos NOTT da coisa.

Por exemplo, sexo e subordinação. Ai que sono que me dá aquela gentezinha fofa que diz que sexo oral subordina, que sexo anal é violento que isso aquilo só trepa se for por cima. Mulheres. Mulheeeeeeeeres. Se vocês estão com um pau dentro da boca, COMO É QUE PODE ser o CARA que está te subordinando? Assim, BASICAMENTE, se você resolver arrancar o pau dele, mastigar, engolir e não deixar nem um toquinho pra ele mijar não vai ter muito o que ele possa fazer. Se resolver parar de chupar o pau dele, também não. E se resolver enfiar o pau dele até a garganta e passar o lábio nas bolas, menos ainda. Sérião. E eu não estou tentando inverter as coisas com um discursinho feminista 1960, só tô dando a real de que no sexo oral um faz e o outro recebe, o que faz é o ativo, e poxa, pensar em subordinar a atividade é uma coisa muito metafísica pra minha cabeça. Combinamos?

Sexo oral é nojento, líquido seminal é nojento, porra é nojento, odeio gosto de buceta, não gosto de chupar pêlo. Olha, de duas uma: ou seu(sua) parceiro(a) é sujo(a) ou sua mente é suja. Se o problema for com ele, banho – e talvez médico – resolvam. Se for com você não tenho nada pra dizer além de que eu lamento profundamente. Um oral é a maior demonstração de CARINHO & AMIZADE que você pode dar pra outra pessoa, e se você não curte isso DEVE TER PASSADO POR ALGUMA COISA ERRADA NA INFÂNCIA. Se os dois não gostam e estão bem com isso, uau, acho admirável. O acordado não sai caro.

E falando no meu preconceito, né. Tenho preconceito com brincadeira e sacanagem. Não tem nada PIOR que eu possa ouvir na cama do que ‘vamos brincar um pouco’ ou ‘adoro essas sacanagens que você faz’. Amiguinho, quer brincar? Tem um tabuleiro de gamão lá na sala, liga pra sua VÓ (ou pro cara do google). Não estou aqui pra brincar ou sacanear ninguém, vim pelo SEXO MESMO, e na minha realidade sexo compreende dois adultos. Não que falte ludismo – sobra – eu só detesto eufemismos na minha cama.

E, é claro: sempre que você não está preparado pra FALAR SOBRE SEXO com alguém é porque você não está preparado pra FAZER SEXO. Conversar não só esclarece como ajuda a realizar as coisas. Vai por mim.

p.s.1: Em dívida, continuo. Essa semana fica tudo certo, entro em dia com as atualizações etc. Ok, Tom? Beijo pra tu, pra Elisa e pro Zé.

p.s.2: RicBit, tô esperando você ler as regras pra me dar uma Pwn4d4 digna na nossa BRINCADEIRA. ((;


Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): sexo Tags: , ,
17/09/2008 - 17:45

Patty dá três rapidinhas

faster, faster!

1 – Uns meses atrás, quando eu tava na pindaíba, rolou um bico com a minha lindíssima amiga Lelê, pra escrever umas coisas de fofoca de celebridade. Tanto a pindaíba quanto o contrato duraram pouco tempo, mas isso aconteceu bem na época da bomba da Leila Lopes. Bomba? É, o filme pornô da LeiLo… Tamanho escândalo em cima de NADA me dava uma vontade enorme de tirar um cochilinho. E daí que ela fez um filme pornô?

Sempre que tinha uma chance eu defendia a escolha da Leila de fazer um pornô e dava um esculacho no Walcyr Carrasco por ter julgado a moça; por mais incongruente que me parecesse uma mulher afirmar que levou 23 centímetros de rolada grossa & dura e não “sentiu nada”. Agora, falando em nada, nada mesmo senti eu ao assistir aquela chupada que ela deu no Bazuca. Eis pois que dona Leila é uma ótima atriz mas não dá pro pornô. Faltou aquela desenvoltura típica dos escorpianos, e eu digo isso porque meu Júpiter parou bem em Escorpião e aí já viu (mas eu não sou astróloga, peçam maiores explicações ao Raul Seixas). De qualquer forma, eu gostaria de qualquer pessoa que tivesse dado essa entrevista, e espero ansiosa por mais notícias do programa de TV.

2 – Sexy losers (em inglês). Numa tarde de inverno do longínquo ano de 2005, Lanika e eu estávamos em casa quando ela me mostrou esses quadrinhos. Cinco horas depois ela voltou ao quarto e me perguntou “Patty, você não vai levantar daí pra comer, ir ao banheiro ou qualquer outra coisa que os seres vivos fazem?” “Não”, foi a resposta, e só saí do computador quando terminei de ler todos. São quadrinhos adultos que divagam sobre necrofilia, onanismo, incesto, squirt e todas essas coisas que são divertidas… De ler, pelo menos. Afinal de contas, não se pode ganhar todas.

3 – Gente!, vocês já ouviram falar da brilhante Escala Kinsey? Quem me mostrou foi meu queridinho Andy. É que eu estou (de uma certa forma) envolvida com o tema da diversidade sexual e ele chegou aqui em casa bem na hora em que eu discutia com duas amigas lésbicas e com meu gato se o homossexualismo é ou não genético. Então o Kinsey surgiu com essa de seis graus de sexualidade, colocando o hetero numa ponta e o homo na outra. Achei sensacional, porque sempre ouço que pegar mulher me torna um bissexual. Lorotinha. Apesar de adorar seios, o conjunto da obra me chateia demais. É bem difícil que eu me envolva emocionalmente com uma mulher, primeiro por ela ser mulher, segundo porque… Elas não têm aquela COISA que os homens têm, sabe? Pinto. E este foi o depoimento de Patty Diphusa, Estrela Internacional do Pornô, 26 anos, 1 grau de homossexualidade na escala Kinsey. – A propósito, esse tipo de questionamento (ai, sou gay ou não?) não soa muito século XX pra vocês? Sempre me dá uma sensação de estranhamento… Oi, somos todos pessoas, beijos!

p.s. 1: Adoro post-scriptum no texto. Acho sensual.

p.s. 2: Pra ninguém achar que eu sou metida ou desatenciosa na minha ausência de resposta aos comentários, eu só tenho duas mãos e estou um pouco atrasada com uma das minhas deadlines. Possivelmente termino hoje à noite e respondo tudo, juro!

Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): sexo Tags:
16/09/2008 - 10:37

Fuckbrodagem: como lidar?

we're strangers...

Desculpem se estou sendo tendenciosa, mas essas são regras de fuckbrodagem para meninas lidarem com meninos, já que a eterna luta dos sexos é meu assunto favorito. Acontece que é muito difícil que eu exiba uma admiração genuína por mulheres que escrevem, e não é porque eu me ache a muito gostosa no bagulho ou porque eu posso ler em pelo menos umas cinco línguas – um monte de outros idiotas é capaz de fazer isso – mas porque eu acho que as mulheres escrevem MAL, mal de dar vergonha alheia. Nesse momento, sem a menor pretensão de porra nenhuma além de mandar a real, digo que eu poderia fazer uma lista das minhas tops mais chatas, encabeçada NATURALMENTE por Clarice Lispector e seguida por duas menores da linha DOU MENOS DO QUE GOSTARIA E POR ISSO QUERO ENCHER SEU SACO. Felizmente o objetivo não é competir ou criar discórdia, logo, cito as três mulheres que norteiam a coisa boa toda:

HILST, Hilda. naturalmente;

LIMA, Kelly. ontem, agora, amanhã e sempre que eu abrir meus olhos;

OEN, Vix. Porque ela é a muito mais do que a Rainha do Sexo Oral, e é assim que eu também me sinto.

Está certo que as duas primeiras não são as melhores da putaria-em-si, mas a Vix é. E a Vix realmente esclareceu as coisas quando eu precisava resolver problemas com meus fuck-buddies há uns meses – pois eles somavam quatro e eram inadministráveis. Eu faria minha própria lista de regras, mas acho que reescrever a perfeição seria idiotice de minha parte. Traduzo livremente, então, e dou a vocês o prazer de ler a Over Educated Nympho nas palavras de Patty Diphusa. Seguem as regras detalhadas do que nós chamamos de Amizade Colorida:

1 – Mãos dadas: NÃO. Mantenha suas mãos perto da sua pimpinha.

2 – Dormir juntinho: NÃO, NÃO, NÃO.

3 – 15 minutos de carinhos, no máximo: para desencorajar a meiguice tente dizer “nossa, você é uma foda ma-ra-vi-lho-sa”.

4 – Não dê início à trepada quando estiver bêbada. Existe diferença entre amizade colorida e foda de uma noite, e é isso que faz com que trepar bêbada com seu amiguinho seja uma coisa idiota. È mais ou menos como se você fosse pra cama com o Márcio Garcia e acordasse com… Ai… Com o André Marques. E sem meter a moral do juízo de valor, se você tem um fuck-buddy ‘fixo’, no outro dia você vai querer se lembrar da chupada maravilhosa que ele te deu, não? Então faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço e beba menos antes de começar.

5 – Largue toda a coisa de marcação de território. Nada de deixar a escova de dentes na casa dele, de esquecer uma calcinha, ou ainda pior: permitir que ele tenha QUALQUER COISA na sua casa. É imperativo que não existam laços no relacionamento, mesmo que eles custem três reais (um copo, por exemplo) e que você permita que os outros fuck-buddies façam uso deles.

6 – Sem papinho de vida real. Nada de contar a história da sua família, falar das cores favoritas, objetivos, méritos pessoais ou tragédias. Se você quer manter a parada no nível certo, tenha em mente que todas as coisas para serem conversadas são adolescentes: filmes, bandas e marcas preferidas de bebidas (destiladas ou fermentadas).

7 – O seu sex-buddy (ou os seus) não tem a obrigação de te comer quando você está menstruada. Os namorados têm, mas os fuck-buddies podem passar a tarefa. Então, se o cara curtir onda de vampiro tá ótimo, se não, ligue pro 2º ou espere por uma semana.

8 - Sem essa de docinho, amorzinho, coração: as únicas conversas permitidas na cama são “me fode com mais força”, “mete mais fundo” ou “me bate que nem homem”.

9 - Jantarzinho, cineminha, saidinha com os amigos: nãaaaaaaaaao. Se você precisa MESMO encontrar com esse cara no mundo real das pessoas pessoando, (vai que ele É o Márcio Garcia) marque num barzinho qualquer depois das dez da noite. Às dez? Sim. Até às dez pode ser um encontro e vocês podem terminar jantando e todas essas coisas, depois das dez só existe uma opção para adultos: puuuuuuuuu-ta-ria.

10 – Trepar com dois caras em menos de 24 é super-tranqüilo, a regra básica é só uma: seja discreta (lavou, tá novo).

11 – Por favor, não atenda à porta de moleton só porque você sabe que, aconteça o que acontecer, ele vai te comer. Esteja limpa, perfumada, depilada, arrumada, maquilada e vestida com aquela calcinha suburbana da Renner que você jamais teria coragem de usar num encontro de verdade.

12 – Aqui a Vix pega leve e eu vou entrar com meu conhecimento de causa. Ela sugere que você ATERRORIZE com seu fuck-buddy, simplesmente porque não existe o fator RESPEITO na relação. Verdade pura. Só que enquanto a Vix pergunta “você acha os grampinhos de mamilo são feitos apenas para usar nas mulheres?” eu sugiro que você coma o cu dele. Porque é ÓBVIO que seu fuck-buddy vai querer negociar seu cu em alguma hora, e mesmo que você ADORE dar o cu, não é todo dia que se tem a chance de comer um cu de homem… É? Então deixe qualquer baunilhismo ou vergonhazinha pra trás e comece logo absurdando, como diria meu garoto. Se o cara ficar chocado demais você TROCA. De fuck-buddy.

13 – OUÇA ISSO Ó MULHER DE DEUS, e guarde as evidências para o seu coração. Não faça como a Patty aqui que largou sem querer uma camisinha usada do fuck-buddy nº1 no criado-mudo pra ser encontrada mais tarde pelo fuck-buddy nº2. Guarde o lubrificante novamente no armário do banheiro e NÃO EXIBA CICATRIZES DE GUERRA (mordidas, arranhões, chupões) SE VOCÊ DESEJA COMER O FUCK-BUDDY #3 NA PRÓXIMA SEMANA.

14 – Ah, eu (Patty) já falei isso. SEM ESSA DE TROCA DE SECREÇÕES. Esqueça a cena de gargarejar porra ou passar sangue menstrual na boca dele. Não existe desculpa – afora magias e encantamentos – para pôr a mão / boca / boceta na porra de um cara. E se ele é APENAS seu fuck-buddy, aceite: nada de mágico sairá dali. Se as DST’s não são o bastante para te convencer, imagine só FICAR GRÁVIDA DE UM FUCK-BUDDY. Imagine. Imagiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiine… Que nojo.

15 - Por fim, se você vai mijar, FECHE A PORTA. Não é só porque vocês têm um acordo sexual que você vai expor sua intimidade, certo?

Não que eu concorde com tudo o que a Vix diz, mas mesmo assim ela continua sendo igualmente divertida.

p.s.: Agradeço hoje ao pessoal da Maracujá,  amigos tão amados e unidos que eu considero uma família.


Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): sexo Tags: ,
13/09/2008 - 18:20

Ménage a trois, a participação especial

Acho que todas as mulheres do mundo pós-moderno já devem ter ouvido esse tipo de proposta alguma vez. É geralmente o mesmo vetor de “o que você acha de chamar uma amiga sua pra gente brincar um pouco?”. Isso, boa idéia. Chamo mesmo, vamos apimentar nosso relacionamento trazendo mais uma pessoa pra cama. Vai dar super certo, podemos chamar seu melhor amigo também, né?

Né não. Longe dos meus domínios fazer apologia barata a respeito de atividades sexuais em grupo, só vejo que a maioria dos casais esquece de PESAR a situação antes, e cai sempre nas mesmas histórias, em que a mulher está despreparada para interagir com a outra ou pra ficar olhando enquanto o namorado piroca a amiga ou ainda quando as duas começam a se pegar ferozmente e deixam o cara pra trás, beeeeeeeeeem lá atrás.

Acontece que nem todo mundo está preparado pra ver o parceiro interagindo sexualmente com outra pessoa, por mais que estejam interessados em explorar essa área. Pode saber que qualquer coisa mal resolvida no seu relacionamento vai explodir com um ménage, que possivelmente vai deixar quelóides. O melhor a se fazer antes de começar é estipular as regras. Como eu vivo dizendo, quem não está preparado para conversar sobre sexo não deveria nem cogitar trepar. O que abordar, então?

O primeiro ponto é bem óbvio: os ciúmes. Perguntem-se se vocês sentirão ciúmes vendo um ao outro interagir com uma terceira pessoa. Na maioria dos casos, a resposta é sim, e mesmo que um dos dois não sinta ciúmes, a outra parte vai ser lesada, o que faz do ménage uma opção ruim. Sugiro a todos não se vandalizem, e evitem fazer sexo para agradar a outra pessoa. Se ambos dizem que não vão sentir, passemos ao segundo tópico.

A terceira pessoa também tem sentimentos. E se vocês não estiverem à vontade para ouvi-la, antes e depois do ménage, podem não se machucar, mas machucar seu convidado. Ter a certeza de que ele entra no threesomee porque está atraído pelo casal e não apenas por um de vocês é uma boa medida ou isso pode vir à tona durante o intercurso, causando bastante mal estar. Garantir que os três se desejam vai ajudar a evitar as sensações ruins post-coitum.

Outra parte importante a ser pensada é o até-onde-ir, pois um dos elementos do casal hetero normalmente vai cair no bissexualismo, e, hey, esse é JUSTAMENTE o objetivo. Reflitam então sobre o que vocês farão no futuro caso um dos dois goste da segunda via, e aproveitem para examinar como lidarão se despertarem no parceiro um homossexualismo latente.

Pra terminar minha análise superficial (sempre!), é bom lembrar todo mundo das precauções no caso de duas mulheres e um homem: são seis buracos e um taco só, o que gera a necessidade de trocar de camisinha em quase todas as trocas de buraco. E pra parar de soar pessimista, vou dizer que os casais que têm tudo bem resolvido e claro no relacionamento estão aptos a tirar do ménage só a parte boa. Ter duas pessoas te chupando ao mesmo tempo, por exemplo, é um prazer que não costuma ser esquecido.

(Fica aquele VALEU todo especial pro Lucio e pra Elaine, que fortaleceram a construção do post divagando comigo no msn a respeito do assunto)


Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): mènage Tags: , ,
10/09/2008 - 21:44

Métodos contraceptivos para meninas: uma pequena listagem dos contras

Andei reorganizando minha vida e colando uns post-its no monitor. Num deles está escrito “URGENTE! escolher um novo método contraceptivo”. Há dois dias penso nisso sem achar uma solução. Pedi ajuda aos meus amigos numa lista de e-mails e as respostas variaram de implantes até histerectomia, e apesar dessa última me parecer bastante sensual eu ainda não pus uma intervenção cirúrgica como opção anticoncepcional. Ainda.

As vantagens da contracepção todo mundo conhece, claro. Acho até que essa fúria reprodutiva serve muito bem pra diferenciar os humanos dos outros bichinhos, que norteiam a realização animal com o espalhar da semente. Agora acho válido expor alguns pontos negativos, não porque eu tenha uma natureza pessimista, mas porque este é meu drama pessoal dos últimos dois dias. Antes de entrar na coisa em si só quero dar uma explicação pro meu pavor de gravidez:

Eu fui virgem um dia. Nasci virgem e passei mais de dez anos assim. Lá pelos quinze anos, no colégio, eu estava assistindo a uma aula de educação sexual quando meu professor (saudoso Pedro Leite) apresentou um vídeo de parto normal. E lá estava uma buceta gorda em primeiro plano, dilatando com uma cabeça de recém-nascido pra fora quando de repente a parada fez blip-blip-BLOOOOOP!, e de dentro saiu um troço maior do que esse monitor de 19” na minha frente. Dei um grito, e passados os olhares da turma que continuava rindo das genitais da grávida, agradeci Pedro Leite por demonstrar tão didaticamente que nem todas as mulheres tão nessa báia pra reproduzir.

Como se isso não bastasse, moro ao lado de um colégio e tenho pavor de crianças. Semana passada, num momento de afterglow, enquanto eu e meu garoto pensávamos se saíamos da cama ou se recomeçávamos o exercício, ouvimos um esporro lá fora de criançada na hora do recreio. Dei uma das minhas reclamadas padrão e ele disse “Ah, Patty, que saudades da minha infância. Pensar que eu poderia estar lá fora no sol (parece verão nesse Rio), correndo e gritando, e ao invés disso estou com você, desperdiçando meu tempo com sexo”. Rimos e voltamos a celebrar nossa maturidade sexual.

Por fim, veja bem: se a Corinne Maier precisou ter dois filhos pra achar 40 razões pra não proliferar, eu aqui, sem filhos, começava a dar o tom da brincadeira logo com umas 200. Mas estou tentando não fugir do assunto. Segue a lista:

Métodos de barreira:

Camisinha: a prova de que dois mil anos de evolução serviram pra alguma coisa. Se você, mulher, tem uma vida sexual ativa com mais de um parceiro, ela satisfaz sua necessidade na medida exata. Não vou entrar em méritos de paixão e confiança porque essa é minha escolha particular, subentendo no amor um diálogo transparente. Quero voltar a transar sem camisinha, quero entrar no banheiro post-coitum e ficar ouvindo o barulho das gotinhas de porra pingando na água, quero a pele ralando sem borracharia. O problema da camisinha não é simplesmente interromper a cadência da valsa pra colocar, a GRANDE MERDA é o plástico em si. Se você já trepou sem camisinha você SABE do que eu to falando. Se nunca trepou, talvez seja uma boa continuar assim, porque depois de sentir a textura real da FRICÇÃO você não vai querer saber de outra coisa.

Diafragma: mamãe me disse que nunca falhou com ela. Bom, mamãe também já fez um aborto. Qualquer coisa com chances de engravidar maior do que 1% já me parece muito perigosa, e o diafragma com espermicida te dá 2%. Daí penso, se eu quisesse ser tester de alguma coisa provavelmente ia preferir uma sex-machine.

Camisinha feminina: nunca usei, e teoricamente parece meio tenso. Um dia eu disse a um amigo que essa camisinha me dava a idéia de um enorme saco de supermercado sacudindo dentro da pessoa. Ele disse que tinha usado, e que a sensação é exatamente essa; mas vou testar só pela diversão e então conto aqui.

Métodos comportamentais:

Tabelinha, billing, coito interrompido e temperatura: sempre tive a impressão de que a melhor forma de engravidar era usando a tabelinha. Não conheço nenhum caso bem sucedido, e por algum motivo aposto que era o método usado pelas minhas avós, que trouxeram ao mundo 5 e 7 filhos. Os outros eu nem vou comentar, porque mesmo que eles fossem eficazes o mundo ainda teria uns 3 habitantes: eu, você e nosso filho.

Métodos hormonais:

Pílulas, anéis vaginais, implantes, injeções: não. Apenas isso, não. Quando meu casamento terminou, cinco anos atrás, jurei pra mim mesma com trejeitos de Scarlett O’Hara que jamais usaria hormônios novamente. Tenho vivido bem desde então, e não falo a respeito de engordar ou dos cabelos ficarem nojentos ou da merda que meu ciclo menstrual virou por dois anos depois que parei de usar a pílula, falo dos meus níveis hormonais estarem bem estáveis como estão, e mesmo que eu tenha que me depilar com cera três vezes por semana isso ainda é melhor que perder um único segundo do meu desejo sexual. E foi que aconteceu quando usei hormônios.

Métodos Cirúrgicos:

Laqueadura, histerectomia: o vislumbre de um futuro utópico. Impossível não citar João Ubaldo: “Rio de Janeiro, trompas ligadas, problemas nenhuns, liberdade, liberdade”. A solução definitiva fala por si mesma apresentando a promessa de um presente intenso e eu não quero mudar de opinião. Não quero ouvir o chamado da maternidade ou a baboseira da plenitude da gravidez, quero minha vida toda só pra mim, sem attachments ou preocupações do tipo “o bebê já comeu, podemos dormir agora”, “seu filho vai mal em geografia” ou “ele se meteu com tóxicos”. Contudo-entretanto… também não me sinto confortável com uma cirurgia. E não estou justificando um, “ohhhh meu deus, medinho da esterilidade”, só acho o ritual punk-rock demais. Também penso que não vou encontrar muita gente disposta a operar uma moça de 26 anos, mas posso esperar salivando pelos 30.

Métodos alternativos:

DIU, DIU Mirena: o Mirena solta Levonorgestrel, e eu prefiro meus hormônios só no chester de fim de natal, obrigada. O DIU, ah, linda história. Com eficácia de 99% seria uma bela solução se eu não fosse filha dele. Não que o fato de ter driblado o DIU tenha gerado algum trauma, eu sou bastante espertinha hoje e acredito que eu tenha sido um espermatozóide mallandro. O que me deixou boladona mesmo foram os dois outros casos depois de mim dentro da minha família. Uma de minhas primas – minha preferida – diz que todo o 1% falhou nas nossas cabeças. É como se deus tivesse jogado um raio de gravidez em cima da família Diphusa. Meu prazer não vale o risco da multiplicação. Nada vale.

Então é isso, amiguinhos. Depois dessa análise tendenciosa tenho uma pergunta e um pedido: 1 – alguém tem alguma outra opção ou devo continuar na borracharia? 2 – se algum biólogo deus cientista médico químico ou gênio estiver lendo meus lamentos, é demais suplicar por uma pílula masculina? Algo que deixe os espermatozóides hibernando ou que os faça pesar tanto que se concentrem apenas no fundo do saco escrotal, não podendo nadar para fora? É pedir demais que os homens carreguem um pouquinho o peso da contracepção, só pra variar, ou a ciência anda tão capenga que não consegue resolver um problema assim-simples?

Fico no aguardo. Eu, meu amorzinho e nosso estoque de Preserv-Extra.

P.S.: não sei se ficou óbvio o bastante mas esse post trata APENAS de não-embuchar. Para outros usos procurem informações sobre prevenção de dsts. Nesse site aqui tem um monte delas.

Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): contracepção, gravidez Tags: , , , , , , , , ,
09/09/2008 - 00:30

Um dia sim, outro também.

0wn3d

Sumi, né. Publiquei o primeiro post, recebi os elogios e vazei de cócoras. Então primeiro vou agradecer ao Zander, que me deu a chance de escrever por aqui, depois ao sec2o pela divulgação, e por fim ao Travys, a Charlote e ao Rodrigo Pessoa pelo carinho. Lisonjas retribuídas, dou agora a satisfação do sumiço: passei a última semana muito ocupada, comendo no prato do amor em que eu havia cuspido.

Pois eu nunca tinha feito tanto sexo, qualitativo e quantitativo na minha vida. Foi uma coisa linda de gozar com papai e mamãe, treinar squirt, comprar camisinha extra-large e só sair do quarto quando o cigarro acabava. Agora meu amorzinho voltou pra casa dele, a vida em si reencontrou o prumo e o presente tornou-se contar as histórias do passado. Heart-owned, mind-fucked, e com mais frequência. Menino, eu te amo exatamente como você me veio, e amo também a vida como ela é.


Autor: Patty Diphusa - Categoria(s): amor Tags: , ,
Voltar ao topo