Ah, o amor…
Essa eu vou ter que passar. O amor eu deixo pra outra pessoa, aqui vamos tratar de sexo mesmo. Porque a gente não veio pra esse mundo pra aprender línguas, admirar a arquitetura ou comer chocolate, viemos pra beber vodca tônica e dar o cu pro taxista. Isso mesmo que você leu, sem mimimi, sem frescurinha, sem preservar a intimidade, porque, nossa!, acabo de olhar pro relógio e passou da hora de começar a falar disso.
O misticismo e a hipervalorização do rabo que rolam nessa terra de bananas me enfada muito. Aliás, nem sei o que chateia mais, se são as mulheres achando que bunda é ui, superespecial ou os homens tornando a arte de dar o cu uma tara bizarra. É muito simples, minha gente, relaxa o esfíncter: vou bater palma duas vezes e vocês param com essa retentividade anal. CLAP. CLAP. Muito grata.
“Eis pois que” outro dia eu estava dissertando alegremente sobre meu cu e me chamaram de escatológica. Logo eu, que evito tanto o contato com secreções alheias (a promiscuidade profissional está justamente em não pegar doenças e NUNCA engravidar). Quando perguntei o que tinha de escatológico em dar o cu meu ousado interlocutor respondeu com outra pergunta “você usa outro cu pra cagar?’. Lógica estranha. Respondi que não, infelizmente tenho apenas um cu, se eu tivesse dois ambos serviriam como device input-output. E olha que nem próstata eu tenho.
Minha desmistificação aconteceu de forma muito tranquila. Eu estava comentando com uma amiga que tinha uma certa dificuldade com sexo anal, e apesar de curtir eu não conseguia tirar o proveito máximo da coisa. Ela deu a dica: a melhor posição para iniciantes é de lado. Então esqueçam essa história de travesseirinho embaixo da barriga ou de ficar por cima com a coluna bem reta e simplesmente deitem-se de lado. Depois disso só precisa de lubrificante, porque eu espero que você, leitor ou leitora, esteja com aquela coisa chamada VONTADE SINCERA DE DAR O CU. Se não estiver, esquece, não vai entrar a menos que seja um estupro. Esquece. Mesmo.
Daí teve essa ocasião. Eu estava mergulhada com um lindo rapaz (simply the best) em minha cama a caminho do que acredito tenha sido a terceira vez da noite. A gente tava já há horas nesse esquema de ficar um dentro do outro pingando suor, baba e outros líquidos (algumas concessões podem ser feitas quando o assunto é paixão). E essa é uma das cenas de sexo mais marcantes que eu protagonizei (tanto quanto a primeira vez que dei o cu), simplesmente porque foi a melhor. Sabe quando você tá trepando e a parada escapa? Foi isso. Quando voltou o buraco tava mais em cima. E eu pensei comigo ‘nossa, você por aqui? entra e vem correndo para mim’. Confesso a todos: não precisei de lubrificante. Só teria sido melhor se durasse umas três horas.
Então, amiguinhos, pra concluir meu primeiro post eu recomendo aos meninos e às meninas que parem de achar o cu sagrado. NEM É, sabe o motivo? CU: TODO MUNDO TEM. E pensa bem na sacanagem que deus fez com a gente, são apenas TRÊS buracos no corpo pra usar com fins sexuais. Por qual motivo devemos restringir nossa diversão a apenas dois? Ridículo, ou melhor dito, INDECENTE. Se for pra estacionar na fase anal, é bom que seja de ré.
(Agradecimentos especiais a Cyntia, que nesses dois anos de convivência virtual agregou muitos valores à minha alegria)
![]() |
![]() |
![]() |
![]() ![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |










