Andiamo a casa tua. Poi ti spiego.

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20/12/2008 -  14:28     

Vai ser gauche na vida

Um dia liguei pra minha mãe e falei mãe vou virar puta. Queísso menina, ela respondeu, e eu falei agora só escrevo por dinheiro. Comecei muito bem, aliás, cada linha do meu freestyle vale 1,25 e a cada três linhas eu posso fumar um maço de cigarro. Dá pra fazer umas brink’s, mas eu só estou contando isso pra vocês saberem que eu escrevo por dinheiro, e quando eu não escrevo é porque não estou recebendo. That simple.

Minha querida gatíssima amiga Charlote me cobrou ao vivo na pizzaria. Porra, Patty, atualiza o bagulho. A-ham, assim que assinar contrato. O Gilaume fica no mens me pedindo. O namorado fica na cama me pedindo. E eu que nem sabia que as pessoas ainda liam blogs (mentira, meu counter bomba). Sei que hoje aconteceu essa cousa, acordei numa ressaca fudida de vodquinha, meu urso polar tá no quarto hibernando e me deu… vontade de escrever. Então hoje é o dia particular em que eu escrevo de graça. Espero que fique ao gosto.

Alôooo galera de cowboy

Alôoo galere de cowboy

Vou falar de como eu tenho orgasmos em dois minutos. Meus orgasmos são mostly clitorianos (bom, teve aquela vez em que eu ejaculei na cara do barman, mas isso é outro post), então se puser um pouco de pressão pra cima e pra baixo eu gozo litros. Em en-us nego chama isso de Cowgirl, em pt-br eu não sei o nome e não,  não vou pesquisar pra vocês. Não tem mágica, mistério nem magias & encantamentos, é só você subir em cima do cara, inserir o pênis ereto no canal vaginal (bocejo kinky) e se esfregar. Eu aperto bem os joelhos no tronco dele pra ter certeza que entrou tudo e fico balançando. Tenha em mente que se teus orgasmos também são clitorianos não vai adiantar nada ficar quicando em cima do pau, mas se você faz parte do galerão que só goza com chupada isso pode te ajudar. PODE, eu disse, não falei que vai.  O grande problema enormíssimo dessa posição é que dura realmente uns dois minutos, então, se você não é uma das três mulheres multiorgásmicas que existem nesse mundo, reticências. Se te consola eu também não sou. In the other hand, per un’altro angolo, primeira vez que a gente gozou junto foi assim. Muito romântico, elas dizem, mas não espere o cometa halley ou fogos de artifício, é só uma gozada junto, mesmo.

Ah, lembrei de outra coisa. It happens to me de ter orgasmos de vários tipos. Tem um particular que dá a sensação de que as coisas estão mudando de tamanho, elas meio que encolhem e aumentam e pulsam e são maneiras. A coisa já foi melhor descrita no Universo em Desencanto (enquanto isso um assistente levanta a plaquinha de RIAM ao fundo e o auditório ri) mas é bem assim,  acho que chama PERDA DE NOÇÃO ESPACIAL. Mais alguém aí tem disso ou eu fui tocada por deus? DOUTOR MEU CASO É NORMAL? Leave a comment.

E falando em comments, vamos responder a rapeizo que andou PRESTIGIANDO o meu LABOR. Eleonora, quero convites pro casamento. Dois. Nessa, Derf, Nando e todos os outros que falaram sobre pau buceta secreções sexo é bom nham blablabla, é. É, né. Sóphia, já, inclusive ele lê o blog e adora. Grande cara, adepto do sexo livre, costumava figurar em segundo lugar no meu top ten (quando o melhor amigo dele era o primeiro lugar). Felipe, Renan, Virginia e Karol, obrigada pelo carinho. Secco, cadê minha entrevista? Gilaume, tu ouviu isso no dia que quebrei tua cama japonesa (e depois sou eu que esqueço das coisas quando bebo). Fada Rainha, eu tô pra encontrar alguém que não goste do Quaqua. Meu namorado conheceu ele uns meses atrás e achou o cara fantástico. Leila e milla, continuamos com a Preserv )= Senta e espera, né, não tem jeito mesmo. Kelly, eu te amo. Beta, tu também. Marcel, valeu a força, mas será que tu não tá confundindo gostar de pé com ser podólatra? Eu tô ligada do livro do Strauss, baixei pra um amigo, só falta… ler. E desculpe, querido, mas não é procedimento padrão da casa dar rolê com os leitores, mas se você mandar seu mens eu juro que bato papo.

Por fim, um pedido. Lívia. LÍÍÍÍVIA. Minha aspirante a jornalista preferida, espero que você esteja me lendo. Nunca falei diretamente com você, essa é a primeira vez e eu espero também que você considere meu esforço. Ficamos todos muito chateados porque você apagou o ”Me chama de Cretina” e gostaríamos de pedir que você volte a escrever. Abre um blog, por favor. Não falo pelo meu prazer bizarro de ler o que você escreve, mas a minha voz é a voz de muitas pessoas que te conheceram por mim. Entre seus fãs cito meu ursinho, Kelly, Gilaume, Guilherme, Reginaldo, Mário, Fabrício, Maria Isabel, Carol, Raphael e muitos, muitos outros que tiveram contato com seus 30 blogs por meio da minha divulgação. Sentimos saudades suas.

Despeço-me por hoje. Um carinho para todos vocês.

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: orgasmo, sexo
Tags relacionadas:  cowgirl, orgasmo, posição, posições
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22/09/2008 -  16:51     

Oralizando a coisa toda

não, não, não.

 

Pois, semana caótica: uns trabalhos por fora que deram uma gastada, dar uma justificativa na faculdade, ir no GALEÃO pra ver a gata que partiu pra França, esqueci de dormir, esqueci de comer, ganhei duas partidas de gamão do cara do google e no meio dessa brink’s, enquanto dava um confere no preço das passagens pra SP, fiquei várias horas vendo meu garoto dormir na webcam.

 

Nove foras com minha vida, eu ia entrar hoje no quesito ‘como chupar pau’, mas daí topei com cousas preconceituosas no caminho e resolvi entrar nos NOTT da coisa.

 

Por exemplo, sexo e subordinação. Ai que sono que me dá aquela gentezinha fofa que diz que sexo oral subordina, que sexo anal é violento que isso aquilo só trepa se for por cima. Mulheres. Mulheeeeeeeeres. Se vocês estão com um pau dentro da boca, COMO É QUE PODE ser o CARA que está te subordinando? Assim, BASICAMENTE, se você resolver arrancar o pau dele, mastigar, engolir e não deixar nem um toquinho pra ele mijar não vai ter muito o que ele possa fazer. Se resolver parar de chupar o pau dele, também não. E se resolver enfiar o pau dele até a garganta e passar o lábio nas bolas, menos ainda. Sérião. E eu não estou tentando inverter as coisas com um discursinho feminista 1960, só tô dando a real de que no sexo oral um faz e o outro recebe, o que faz é o ativo, e poxa, pensar em subordinar a atividade é uma coisa muito metafísica pra minha cabeça. Combinamos?

 

Sexo oral é nojento, líquido seminal é nojento, porra é nojento, odeio gosto de buceta, não gosto de chupar pêlo. Olha, de duas uma: ou seu(sua) parceiro(a) é sujo(a) ou sua mente é suja. Se o problema for com ele, banho – e talvez médico – resolvam. Se for com você não tenho nada pra dizer além de que eu lamento profundamente. Um oral é a maior demonstração de CARINHO & AMIZADE que você pode dar pra outra pessoa, e se você não curte isso DEVE TER PASSADO POR ALGUMA COISA ERRADA NA INFÂNCIA. Se os dois não gostam e estão bem com isso, uau, acho admirável. O acordado não sai caro.

 

 

E falando no meu preconceito, né. Tenho preconceito com brincadeira e sacanagem. Não tem nada PIOR que eu possa ouvir na cama do que ‘vamos brincar um pouco’ ou ‘adoro essas sacanagens que você faz’. Amiguinho, quer brincar? Tem um tabuleiro de gamão lá na sala, liga pra sua VÓ (ou pro cara do google). Não estou aqui pra brincar ou sacanear ninguém, vim pelo SEXO MESMO, e na minha realidade sexo compreende dois adultos. Não que falte ludismo – sobra – eu só detesto eufemismos na minha cama.

 

E, é claro: sempre que você não está preparado pra FALAR SOBRE SEXO com alguém é porque você não está preparado pra FAZER SEXO. Conversar não só esclarece como ajuda a realizar as coisas. Vai por mim.

 

p.s.1: Em dívida, continuo. Essa semana fica tudo certo, entro em dia com as atualizações etc. Ok, Tom? Beijo pra tu, pra Elisa e pro Zé.

p.s.2: RicBit, tô esperando você ler as regras pra me dar uma Pwn4d4 digna na nossa BRINCADEIRA. ((;

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: sexo
Tags relacionadas:  boquete, preconceito, sexo oral
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17/09/2008 -  17:45     

Patty dá três rapidinhas

faster, faster!

1 – Uns meses atrás, quando eu tava na pindaíba, rolou um bico com a minha lindíssima amiga Lelê, pra escrever umas coisas de fofoca de celebridade. Tanto a pindaíba quanto o contrato duraram pouco tempo, mas isso aconteceu bem na época da bomba da Leila Lopes. Bomba? É, o filme pornô da LeiLo… Tamanho escândalo em cima de NADA me dava uma vontade enorme de tirar um cochilinho. E daí que ela fez um filme pornô?

Sempre que tinha uma chance eu defendia a escolha da Leila de fazer um pornô e dava um esculacho no Walcyr Carrasco por ter julgado a moça; por mais incongruente que me parecesse uma mulher afirmar que levou 23 centímetros de rolada grossa & dura e não “sentiu nada”. Agora, falando em nada, nada mesmo senti eu ao assistir aquela chupada que ela deu no Bazuca. Eis pois que dona Leila é uma ótima atriz mas não dá pro pornô. Faltou aquela desenvoltura típica dos escorpianos, e eu digo isso porque meu Júpiter parou bem em Escorpião e aí já viu (mas eu não sou astróloga, peçam maiores explicações ao Raul Seixas). De qualquer forma, eu gostaria de qualquer pessoa que tivesse dado essa entrevista, e espero ansiosa por mais notícias do programa de TV.

2 – Sexy losers (em inglês). Numa tarde de inverno do longínquo ano de 2005, Lanika e eu estávamos em casa quando ela me mostrou esses quadrinhos. Cinco horas depois ela voltou ao quarto e me perguntou “Patty, você não vai levantar daí pra comer, ir ao banheiro ou qualquer outra coisa que os seres vivos fazem?” “Não”, foi a resposta, e só saí do computador quando terminei de ler todos. São quadrinhos adultos que divagam sobre necrofilia, onanismo, incesto, squirt e todas essas coisas que são divertidas… De ler, pelo menos. Afinal de contas, não se pode ganhar todas.

3 – Gente!, vocês já ouviram falar da brilhante Escala Kinsey? Quem me mostrou foi meu queridinho Andy. É que eu estou (de uma certa forma) envolvida com o tema da diversidade sexual e ele chegou aqui em casa bem na hora em que eu discutia com duas amigas lésbicas e com meu gato se o homossexualismo é ou não genético. Então o Kinsey surgiu com essa de seis graus de sexualidade, colocando o hetero numa ponta e o homo na outra. Achei sensacional, porque sempre ouço que pegar mulher me torna um bissexual. Lorotinha. Apesar de adorar seios, o conjunto da obra me chateia demais. É bem difícil que eu me envolva emocionalmente com uma mulher, primeiro por ela ser mulher, segundo porque… Elas não têm aquela COISA que os homens têm, sabe? Pinto. E este foi o depoimento de Patty Diphusa, Estrela Internacional do Pornô, 26 anos, 1 grau de homossexualidade na escala Kinsey. - A propósito, esse tipo de questionamento (ai, sou gay ou não?) não soa muito século XX pra vocês? Sempre me dá uma sensação de estranhamento… Oi, somos todos pessoas, beijos!

p.s. 1: Adoro post-scriptum no texto. Acho sensual.

p.s. 2: Pra ninguém achar que eu sou metida ou desatenciosa na minha ausência de resposta aos comentários, eu só tenho duas mãos e estou um pouco atrasada com uma das minhas deadlines. Possivelmente termino hoje à noite e respondo tudo, juro!

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: sexo
Tags relacionadas:  rapidinha
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16/09/2008 -  10:37     

Fuckbrodagem: como lidar?

 

we're strangers...

 

Desculpem se estou sendo tendenciosa, mas essas são regras de fuckbrodagem para meninas lidarem com meninos, já que a eterna luta dos sexos é meu assunto favorito. Acontece que é muito difícil que eu exiba uma admiração genuína por mulheres que escrevem, e não é porque eu me ache a muito gostosa no bagulho ou porque eu posso ler em pelo menos umas cinco línguas – um monte de outros idiotas é capaz de fazer isso – mas porque eu acho que as mulheres escrevem MAL, mal de dar vergonha alheia. Nesse momento, sem a menor pretensão de porra nenhuma além de mandar a real, digo que eu poderia fazer uma lista das minhas tops mais chatas, encabeçada NATURALMENTE por Clarice Lispector e seguida por duas menores da linha DOU MENOS DO QUE GOSTARIA E POR ISSO QUERO ENCHER SEU SACO. Felizmente o objetivo não é competir ou criar discórdia, logo, cito as três mulheres que norteiam a coisa boa toda:

 

HILST, Hilda. naturalmente;

 

LIMA, Kelly. ontem, agora, amanhã e sempre que eu abrir meus olhos;

 

OEN, Vix. Porque ela é a muito mais do que a Rainha do Sexo Oral, e é assim que eu também me sinto.

 

Está certo que as duas primeiras não são as melhores da putaria-em-si, mas a Vix é. E a Vix realmente esclareceu as coisas quando eu precisava resolver problemas com meus fuck-buddies há uns meses – pois eles somavam quatro e eram inadministráveis. Eu faria minha própria lista de regras, mas acho que reescrever a perfeição seria idiotice de minha parte. Traduzo livremente, então, e dou a vocês o prazer de ler a Over Educated Nympho nas palavras de Patty Diphusa. Seguem as regras detalhadas do que nós chamamos de Amizade Colorida:

 

1 – Mãos dadas: NÃO. Mantenha suas mãos perto da sua pimpinha.

 

2 – Dormir juntinho: NÃO, NÃO, NÃO.

 

3 – 15 minutos de carinhos, no máximo: para desencorajar a meiguice tente dizer “nossa, você é uma foda ma-ra-vi-lho-sa”.

 

4 – Não dê início à trepada quando estiver bêbada. Existe diferença entre amizade colorida e foda de uma noite, e é isso que faz com que trepar bêbada com seu amiguinho seja uma coisa idiota. È mais ou menos como se você fosse pra cama com o Márcio Garcia e acordasse com… Ai… Com o André Marques. E sem meter a moral do juízo de valor, se você tem um fuck-buddy ‘fixo’, no outro dia você vai querer se lembrar da chupada maravilhosa que ele te deu, não? Então faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço e beba menos antes de começar.

 

5 – Largue toda a coisa de marcação de território. Nada de deixar a escova de dentes na casa dele, de esquecer uma calcinha, ou ainda pior: permitir que ele tenha QUALQUER COISA na sua casa. É imperativo que não existam laços no relacionamento, mesmo que eles custem três reais (um copo, por exemplo) e que você permita que os outros fuck-buddies façam uso deles.

 

6 – Sem papinho de vida real. Nada de contar a história da sua família, falar das cores favoritas, objetivos, méritos pessoais ou tragédias. Se você quer manter a parada no nível certo, tenha em mente que todas as coisas para serem conversadas são adolescentes: filmes, bandas e marcas preferidas de bebidas (destiladas ou fermentadas).

 

7 – O seu sex-buddy (ou os seus) não tem a obrigação de te comer quando você está menstruada. Os namorados têm, mas os fuck-buddies podem passar a tarefa. Então, se o cara curtir onda de vampiro tá ótimo, se não, ligue pro 2º ou espere por uma semana.

 

8 -  Sem essa de docinho, amorzinho, coração: as únicas conversas permitidas na cama são “me fode com mais força”, “mete mais fundo” ou “me bate que nem homem”.

 

9 -  Jantarzinho, cineminha, saidinha com os amigos: nãaaaaaaaaao. Se você precisa MESMO encontrar com esse cara no mundo real das pessoas pessoando, (vai que ele É o Márcio Garcia) marque num barzinho qualquer depois das dez da noite. Às dez? Sim. Até às dez pode ser um encontro e vocês podem terminar jantando e todas essas coisas, depois das dez só existe uma opção para adultos: puuuuuuuuu-ta-ria.

 

10 – Trepar com dois caras em menos de 24 é super-tranqüilo, a regra básica é só uma: seja discreta (lavou, tá novo).

 

11 – Por favor, não atenda à porta de moleton só porque você sabe que, aconteça o que acontecer, ele vai te comer. Esteja limpa, perfumada, depilada, arrumada, maquilada e vestida com aquela calcinha suburbana da Renner que você jamais teria coragem de usar num encontro de verdade.

 

12 – Aqui a Vix pega leve e eu vou entrar com meu conhecimento de causa. Ela sugere que você ATERRORIZE com seu fuck-buddy, simplesmente porque não existe o fator RESPEITO na relação. Verdade pura. Só que enquanto a Vix pergunta “você acha os grampinhos de mamilo são feitos apenas para usar nas mulheres?” eu sugiro que você coma o cu dele. Porque é ÓBVIO que seu fuck-buddy vai querer negociar seu cu em alguma hora, e mesmo que você ADORE dar o cu, não é todo dia que se tem a chance de comer um cu de homem… É? Então deixe qualquer baunilhismo ou vergonhazinha pra trás e comece logo absurdando, como diria meu garoto. Se o cara ficar chocado demais você TROCA. De fuck-buddy.

 

13 – OUÇA ISSO Ó MULHER DE DEUS, e guarde as evidências para o seu coração. Não faça como a Patty aqui que largou sem querer uma camisinha usada do fuck-buddy nº1 no criado-mudo pra ser encontrada mais tarde pelo fuck-buddy nº2. Guarde o lubrificante novamente no armário do banheiro e NÃO EXIBA CICATRIZES DE GUERRA (mordidas, arranhões, chupões) SE VOCÊ DESEJA COMER O FUCK-BUDDY #3 NA PRÓXIMA SEMANA.

 

14 – Ah, eu (Patty) já falei isso. SEM ESSA DE TROCA DE SECREÇÕES. Esqueça a cena de gargarejar porra ou passar sangue menstrual na boca dele. Não existe desculpa – afora magias e encantamentos – para pôr a mão / boca / boceta na porra de um cara. E se ele é APENAS seu fuck-buddy, aceite: nada de mágico sairá dali. Se as DST’s não são o bastante para te convencer, imagine só FICAR GRÁVIDA DE UM FUCK-BUDDY. Imagine. Imagiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiine… Que nojo.

 

15 -  Por fim, se você vai mijar, FECHE A PORTA. Não é só porque vocês têm um acordo sexual que você vai expor sua intimidade, certo?

Não que eu concorde com tudo o que a Vix diz, mas mesmo assim ela continua sendo igualmente divertida.

 

p.s.: Agradeço hoje ao pessoal da Maracujá,  amigos tão amados e unidos que eu considero uma família.

 

 

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: sexo
Tags relacionadas:  amizade colorida, fuck buddy
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13/09/2008 -  18:20     

Ménage a trois, a participação especial

 
Acho que todas as mulheres do mundo pós-moderno já devem ter ouvido esse tipo de proposta alguma vez. É geralmente o mesmo vetor de “o que você acha de chamar uma amiga sua pra gente brincar um pouco?”. Isso, boa idéia. Chamo mesmo, vamos apimentar nosso relacionamento trazendo mais uma pessoa pra cama. Vai dar super certo, podemos chamar seu melhor amigo também, né?

Né não. Longe dos meus domínios fazer apologia barata a respeito de atividades sexuais em grupo, só vejo que a maioria dos casais esquece de PESAR a situação antes, e cai sempre nas mesmas histórias, em que a mulher está despreparada para interagir com a outra ou pra ficar olhando enquanto o namorado piroca a amiga ou ainda quando as duas começam a se pegar ferozmente e deixam o cara pra trás, beeeeeeeeeem lá atrás.

Acontece que nem todo mundo está preparado pra ver o parceiro interagindo sexualmente com outra pessoa, por mais que estejam interessados em explorar essa área. Pode saber que qualquer coisa mal resolvida no seu relacionamento vai explodir com um ménage, que possivelmente vai deixar quelóides. O melhor a se fazer antes de começar é estipular as regras. Como eu vivo dizendo, quem não está preparado para conversar sobre sexo não deveria nem cogitar trepar. O que abordar, então?

O primeiro ponto é bem óbvio: os ciúmes. Perguntem-se se vocês sentirão ciúmes vendo um ao outro interagir com uma terceira pessoa. Na maioria dos casos, a resposta é sim, e mesmo que um dos dois não sinta ciúmes, a outra parte vai ser lesada, o que faz do ménage uma opção ruim. Sugiro a todos não se vandalizem, e evitem fazer sexo para agradar a outra pessoa. Se ambos dizem que não vão sentir, passemos ao segundo tópico.

A terceira pessoa também tem sentimentos. E se vocês não estiverem à vontade para ouvi-la, antes e depois do ménage, podem não se machucar, mas machucar seu convidado. Ter a certeza de que ele entra no threesomee porque está atraído pelo casal e não apenas por um de vocês é uma boa medida ou isso pode vir à tona durante o intercurso, causando bastante mal estar. Garantir que os três se desejam vai ajudar a evitar as sensações ruins post-coitum.

Outra parte importante a ser pensada é o até-onde-ir, pois um dos elementos do casal hetero normalmente vai cair no bissexualismo, e, hey, esse é JUSTAMENTE o objetivo. Reflitam então sobre o que vocês farão no futuro caso um dos dois goste da segunda via, e aproveitem para examinar como lidarão se despertarem no parceiro um homossexualismo latente.

Pra terminar minha análise superficial (sempre!), é bom lembrar todo mundo das precauções no caso de duas mulheres e um homem: são seis buracos e um taco só, o que gera a necessidade de trocar de camisinha em quase todas as trocas de buraco. E pra parar de soar pessimista, vou dizer que os casais que têm tudo bem resolvido e claro no relacionamento estão aptos a tirar do ménage só a parte boa. Ter duas pessoas te chupando ao mesmo tempo, por exemplo, é um prazer que não costuma ser esquecido.

(Fica aquele VALEU todo especial pro Lucio e pra Elaine, que fortaleceram a construção do post divagando comigo no msn a respeito do assunto)

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: mènage
Tags relacionadas:  mènage, pombinha, threesomee
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10/09/2008 -  21:44     

Métodos contraceptivos para meninas: uma pequena listagem dos contras

Andei reorganizando minha vida e colando uns post-its no monitor. Num deles está escrito “URGENTE! escolher um novo método contraceptivo”. Há dois dias penso nisso sem achar uma solução. Pedi ajuda aos meus amigos numa lista de e-mails e as respostas variaram de implantes até histerectomia, e apesar dessa última me parecer bastante sensual eu ainda não pus uma intervenção cirúrgica como opção anticoncepcional. Ainda.

As vantagens da contracepção todo mundo conhece, claro. Acho até que essa fúria reprodutiva serve muito bem pra diferenciar os humanos dos outros bichinhos, que norteiam a realização animal com o espalhar da semente. Agora acho válido expor alguns pontos negativos, não porque eu tenha uma natureza pessimista, mas porque este é meu drama pessoal dos últimos dois dias. Antes de entrar na coisa em si só quero dar uma explicação pro meu pavor de gravidez:

Eu fui virgem um dia. Nasci virgem e passei mais de dez anos assim. Lá pelos quinze anos, no colégio, eu estava assistindo a uma aula de educação sexual quando meu professor (saudoso Pedro Leite) apresentou um vídeo de parto normal. E lá estava uma buceta gorda em primeiro plano, dilatando com uma cabeça de recém-nascido pra fora quando de repente a parada fez blip-blip-BLOOOOOP!, e de dentro saiu um troço maior do que esse monitor de 19” na minha frente. Dei um grito, e passados os olhares da turma que continuava rindo das genitais da grávida, agradeci Pedro Leite por demonstrar tão didaticamente que nem todas as mulheres tão nessa báia pra reproduzir.

Como se isso não bastasse, moro ao lado de um colégio e tenho pavor de crianças. Semana passada, num momento de afterglow, enquanto eu e meu garoto pensávamos se saíamos da cama ou se recomeçávamos o exercício, ouvimos um esporro lá fora de criançada na hora do recreio. Dei uma das minhas reclamadas padrão e ele disse “Ah, Patty, que saudades da minha infância. Pensar que eu poderia estar lá fora no sol (parece verão nesse Rio), correndo e gritando, e ao invés disso estou com você, desperdiçando meu tempo com sexo”. Rimos e voltamos a celebrar nossa maturidade sexual.

Por fim, veja bem: se a Corinne Maier precisou ter dois filhos pra achar 40 razões pra não proliferar, eu aqui, sem filhos, começava a dar o tom da brincadeira logo com umas 200. Mas estou tentando não fugir do assunto. Segue a lista:

Métodos de barreira:

Camisinha: a prova de que dois mil anos de evolução serviram pra alguma coisa. Se você, mulher, tem uma vida sexual ativa com mais de um parceiro, ela satisfaz sua necessidade na medida exata. Não vou entrar em méritos de paixão e confiança porque essa é minha escolha particular, subentendo no amor um diálogo transparente. Quero voltar a transar sem camisinha, quero entrar no banheiro post-coitum e ficar ouvindo o barulho das gotinhas de porra pingando na água, quero a pele ralando sem borracharia. O problema da camisinha não é simplesmente interromper a cadência da valsa pra colocar, a GRANDE MERDA é o plástico em si. Se você já trepou sem camisinha você SABE do que eu to falando. Se nunca trepou, talvez seja uma boa continuar assim, porque depois de sentir a textura real da FRICÇÃO você não vai querer saber de outra coisa.

Diafragma: mamãe me disse que nunca falhou com ela. Bom, mamãe também já fez um aborto. Qualquer coisa com chances de engravidar maior do que 1% já me parece muito perigosa, e o diafragma com espermicida te dá 2%. Daí penso, se eu quisesse ser tester de alguma coisa provavelmente ia preferir uma sex-machine.

Camisinha feminina: nunca usei, e teoricamente parece meio tenso. Um dia eu disse a um amigo que essa camisinha me dava a idéia de um enorme saco de supermercado sacudindo dentro da pessoa. Ele disse que tinha usado, e que a sensação é exatamente essa; mas vou testar só pela diversão e então conto aqui.

Métodos comportamentais:

Tabelinha, billing, coito interrompido e temperatura: sempre tive a impressão de que a melhor forma de engravidar era usando a tabelinha. Não conheço nenhum caso bem sucedido, e por algum motivo aposto que era o método usado pelas minhas avós, que trouxeram ao mundo 5 e 7 filhos. Os outros eu nem vou comentar, porque mesmo que eles fossem eficazes o mundo ainda teria uns 3 habitantes: eu, você e nosso filho.

Métodos hormonais:

Pílulas, anéis vaginais, implantes, injeções: não. Apenas isso, não. Quando meu casamento terminou, cinco anos atrás, jurei pra mim mesma com trejeitos de Scarlett O’Hara que jamais usaria hormônios novamente. Tenho vivido bem desde então, e não falo a respeito de engordar ou dos cabelos ficarem nojentos ou da merda que meu ciclo menstrual virou por dois anos depois que parei de usar a pílula, falo dos meus níveis hormonais estarem bem estáveis como estão, e mesmo que eu tenha que me depilar com cera três vezes por semana isso ainda é melhor que perder um único segundo do meu desejo sexual. E foi que aconteceu quando usei hormônios.

Métodos Cirúrgicos:

Laqueadura, histerectomia: o vislumbre de um futuro utópico. Impossível não citar João Ubaldo: “Rio de Janeiro, trompas ligadas, problemas nenhuns, liberdade, liberdade”. A solução definitiva fala por si mesma apresentando a promessa de um presente intenso e eu não quero mudar de opinião. Não quero ouvir o chamado da maternidade ou a baboseira da plenitude da gravidez, quero minha vida toda só pra mim, sem attachments ou preocupações do tipo “o bebê já comeu, podemos dormir agora”, “seu filho vai mal em geografia” ou “ele se meteu com tóxicos”. Contudo-entretanto… também não me sinto confortável com uma cirurgia. E não estou justificando um, “ohhhh meu deus, medinho da esterilidade”, só acho o ritual punk-rock demais. Também penso que não vou encontrar muita gente disposta a operar uma moça de 26 anos, mas posso esperar salivando pelos 30.

Métodos alternativos:

DIU, DIU Mirena: o Mirena solta Levonorgestrel, e eu prefiro meus hormônios só no chester de fim de natal, obrigada. O DIU, ah, linda história. Com eficácia de 99% seria uma bela solução se eu não fosse filha dele. Não que o fato de ter driblado o DIU tenha gerado algum trauma, eu sou bastante espertinha hoje e acredito que eu tenha sido um espermatozóide mallandro. O que me deixou boladona mesmo foram os dois outros casos depois de mim dentro da minha família. Uma de minhas primas – minha preferida – diz que todo o 1% falhou nas nossas cabeças. É como se deus tivesse jogado um raio de gravidez em cima da família Diphusa. Meu prazer não vale o risco da multiplicação. Nada vale.

Então é isso, amiguinhos. Depois dessa análise tendenciosa tenho uma pergunta e um pedido: 1 – alguém tem alguma outra opção ou devo continuar na borracharia? 2 – se algum biólogo deus cientista médico químico ou gênio estiver lendo meus lamentos, é demais suplicar por uma pílula masculina? Algo que deixe os espermatozóides hibernando ou que os faça pesar tanto que se concentrem apenas no fundo do saco escrotal, não podendo nadar para fora? É pedir demais que os homens carreguem um pouquinho o peso da contracepção, só pra variar, ou a ciência anda tão capenga que não consegue resolver um problema assim-simples?

Fico no aguardo. Eu, meu amorzinho e nosso estoque de Preserv-Extra.

P.S.: não sei se ficou óbvio o bastante mas esse post trata APENAS de não-embuchar. Para outros usos procurem informações sobre prevenção de dsts. Nesse site aqui tem um monte delas.

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: contracepção, gravidez
Tags relacionadas:  camisinha, diafragma, diu, gravidez, ligadura, métodos contraceptivos, mirena, pílula, prevenção, tabelinha
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09/09/2008 -  00:30     

Um dia sim, outro também.

0wn3d

Sumi, né. Publiquei o primeiro post, recebi os elogios e vazei de cócoras. Então primeiro vou agradecer ao Zander, que me deu a chance de escrever por aqui, depois ao sec2o pela divulgação, e por fim ao Travys, a Charlote e ao Rodrigo Pessoa pelo carinho. Lisonjas retribuídas, dou agora a satisfação do sumiço: passei a última semana muito ocupada, comendo no prato do amor em que eu havia cuspido.

Pois eu nunca tinha feito tanto sexo, qualitativo e quantitativo na minha vida. Foi uma coisa linda de gozar com papai e mamãe, treinar squirt, comprar camisinha extra-large e só sair do quarto quando o cigarro acabava. Agora meu amorzinho voltou pra casa dele, a vida em si reencontrou o prumo e o presente tornou-se contar as histórias do passado. Heart-owned, mind-fucked, e com mais frequência. Menino, eu te amo exatamente como você me veio, e amo também a vida como ela é.

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: amor
Tags relacionadas:  0wn3d, amor, owned
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08/09/2008 -  23:05     

Fetiche da Semana: Podolatria

Já que o modelo do blog comporta, vou falar de um “fetiche novo” por semana pra tipo assim expandir os horizontes sexuais dos leitores. Com essa introdução bobinha já feita, vou contar que como moça curiosa me aventurei dos dois lados do BDSM¹, e procurei instintivamente descobrir como todos os envolvidos se sentiam. Meu namorado na época, (grande figura) um policial militar swinger vinte anos mais velho, dotado de um cartesianismo tão forte que só conseguia ligar o ponto A ao B, definiu TODAS as atividades do BDSM com a frase “isso é muito idiota: um bate, o outro apanha e vocês não fazem sexo”.

Que pouca gente no BDSM fazia sexo é bem verdade, agora… A incapacidade do meu ex de perceber que todos ali tinham prazer sexual com o que faziam é ainda mais gritante. E eu conheci uma multidão de pessoas que era feliz porque levava tapa na cara e bica na costela.

Tratemos hoje da podolatria. Pensei em começar dando a definição do Houaiss, mas infelizmente tanto ele quanto o Priberam não conhecem o termo. Cientificamente, a podolatria é uma parafilia que leva o pervertido a ter uma obsessão por pés. Etimologicamente, porém, a perversão significa apenas um desvio comportamental, não carregando a pejoratividade atribuída atualmente à palavra, ou como eu costumava dizer, “podólatra que é podólatra chupa pezinho”. E sola de sandália, e dedão inflamado e saltinho de bota, sem preconceito.

Essa definição pode parecer (e é) bastante simplista aos olhos do observador menos atento, mas existem outros desdobramentos na podolatria. No primeiro dia em que fui a uma festa desse tipo conheci um cara que acabou se tornando um amigão meu. Sem a menor piada, ele parece um Bruno Gagliasso mais marombadinho, com um sorrisão e uma lábia socrática. Isso foi em 2003, e cinco anos depois ainda não consegui encontrar ninguém que não achasse o Quaternado sensacional. Então lá estava eu, segurando no colo minha ninfomania ainda não (tão) assumida, quando ele começou com um papinho de música e eu caí. Normal cair em papo de música aos vinte e um, acho. Fiquei toda animadinha quando ele me chamou pra ir pro segundo andar, que não só estava escuro como também desabitado. Ele tirou minhas botas, ajoelhou, fez massagem no meu pé enquanto cantava Rolling Stones e depois lambeu a sola um pouquinho. Pronto, né, eu tava ganha já. Do topo da inocência fiquei crente que a gente ia partir prum full-contact quando o Qua abriu a calça, tirou o pau e me pediu pra PISAR. Fiquei lá amassando o pau dele e pensando que aquilo devia doer como o inferno, mas era o meu primeiro dia e eu ainda tava longe, mas muuuuuito longe da realidade. E a realidade era o trample, ou trampling.

Não conheci nenhum podólatra que não adorasse trample, nem os magrelos-esqueléticos. Funciona assim: o cara deita no chão e a mulher pisa em cima dele. Com os DOIS pés, a dominadora sobe no escravo e anda, dança, pula ou o que mais ele puder suportar. A primeira impressão da pessoa que pisa é que o pisado vai partir no meio, mas, ah… Eles agüentam a pisada com a tranqüilidade de quem toma um copo de Stella Artois bem geladinha. E falando em agüentar, tinha esse outro cara, também policial, igualmente escravo que era conhecido como “Homem de Titânio”. Eis pois que num outro dia eu estava sentada vendo a porrada comer quando ele me chamou perguntando se eu não queria fazer uma maldade. Claro, né. Então ele chamou outra moça, colocou as duas em cima de um banquinho e disse “Patty, eu quero que você pule do banquinho na minha barriga. A Jane vai pular na minha cabeça”.

Pausa pra repetição: N-A M-I-N-H-A C-A-B-E-Ç-A, ele disse.

Relutei de leve pensando na merda, mas minha curiosidade matou o gato e por fim nós duas subimos no banquinho e pulamos várias vezes na barriga e na cabeça do Homem de Titânio. Ele agradeceu quando acabamos, beijando nossos pés e dizendo que nós “Éramos Rainhas de verdade”. Suspiro. Só idiotas fazem julgamento de valor frente às diversões.

Igualmente impressionante foi uma outra festa, em que protagonizei o recorde da pisação. Eu pulava na barriga do cara usando uma bota sem saltos e fui vendo subir mulher, amontoar gente, no fim da história éramos sete. Vazei, claro. Machucar um pouco um cara é uma coisa, mas sete balofinhas quicando em cima dele é o tipo de parada propensa a acabar em merda, como partes do corpo quebradas, e desse tipo de diversão eu nunca quis participar.

Claro que a podolatria não é uma atividade exclusiva de mulheres subjugando homens, mas pelos motivos de resistência física acima apresentados fica fácil entender o porquê dessa direção ser a mais comum.

E só para ilustrar que a podolatria é um fetiche bastante comum, convém citar alguns podólatras famosos: Henfil (ídolo entre vários podólatras brasileiros), Scott Fitzgerald, David Boreanaz e, é claro, Quentin Tarantino, que nunca deixou dúvidas a respeito de seu apreço pelos pés de Uma Thurman.

Alguém aí ficou surpreso? Lição de moral do post de podolatria: antes de apontar um dedo quebrado pras preferências sexuais do seu interlocutor, recomendo abrir a cabeça e tomar um Kuat, porque essa é uma atitude tão feia quanto a homofobia.

¹ Bondage, Dominação e Sado-Masoquismo

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: fetiche
Tags relacionadas:  fetiche, pé, podolatria
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27/08/2008 -  17:05     

Ah, o amor…

Essa eu vou ter que passar. O amor eu deixo pra outra pessoa, aqui vamos tratar de sexo mesmo. Porque a gente não veio pra esse mundo pra aprender línguas, admirar a arquitetura ou comer chocolate, viemos pra beber vodca tônica e dar o cu pro taxista. Isso mesmo que você leu, sem mimimi, sem frescurinha, sem preservar a intimidade, porque, nossa!, acabo de olhar pro relógio e passou da hora de começar a falar disso.

O misticismo e a hipervalorização do rabo que rolam nessa terra de bananas me enfada muito. Aliás, nem sei o que chateia mais, se são as mulheres achando que bunda é ui, superespecial ou os homens tornando a arte de dar o cu uma tara bizarra. É muito simples, minha gente, relaxa o esfíncter: vou bater palma duas vezes e vocês param com essa retentividade anal. CLAP. CLAP. Muito grata.

“Eis pois que” outro dia eu estava dissertando alegremente sobre meu cu e me chamaram de escatológica. Logo eu, que evito tanto o contato com secreções alheias (a promiscuidade profissional está justamente em não pegar doenças e NUNCA engravidar). Quando perguntei o que tinha de escatológico em dar o cu meu ousado interlocutor respondeu com outra pergunta “você usa outro cu pra cagar?’. Lógica estranha. Respondi que não, infelizmente tenho apenas um cu, se eu tivesse dois ambos serviriam como device input-output. E olha que nem próstata eu tenho.

Minha desmistificação aconteceu de forma muito tranquila. Eu estava comentando com uma amiga que tinha uma certa dificuldade com sexo anal, e apesar de curtir eu não conseguia tirar o proveito máximo da coisa. Ela deu a dica: a melhor posição para iniciantes é de lado. Então esqueçam essa história de travesseirinho embaixo da barriga ou de ficar por cima com a coluna bem reta e simplesmente deitem-se de lado. Depois disso só precisa de lubrificante, porque eu espero que você, leitor ou leitora, esteja com aquela coisa chamada VONTADE SINCERA DE DAR O CU. Se não estiver, esquece, não vai entrar a menos que seja um estupro. Esquece. Mesmo.

Daí teve essa ocasião. Eu estava mergulhada com um lindo rapaz (simply the best) em minha cama a caminho do que acredito tenha sido a terceira vez da noite. A gente tava já há horas nesse esquema de ficar um dentro do outro pingando suor, baba e outros líquidos (algumas concessões podem ser feitas quando o assunto é paixão). E essa é uma das cenas de sexo mais marcantes que eu protagonizei (tanto quanto a primeira vez que dei o cu), simplesmente porque foi a melhor. Sabe quando você tá trepando e a parada escapa? Foi isso. Quando voltou o buraco tava mais em cima. E eu pensei comigo ‘nossa, você por aqui? entra e vem correndo para mim’. Confesso a todos: não precisei de lubrificante. Só teria sido melhor se durasse umas três horas.

Então, amiguinhos, pra concluir meu primeiro post eu recomendo aos meninos e às meninas que parem de achar o cu sagrado. NEM É, sabe o motivo? CU: TODO MUNDO TEM. E pensa bem na sacanagem que deus fez com a gente, são apenas TRÊS buracos no corpo pra usar com fins sexuais. Por qual motivo devemos restringir nossa diversão a apenas dois? Ridículo, ou melhor dito, INDECENTE. Se for pra estacionar na fase anal, é bom que seja de ré.

(Agradecimentos especiais a Cyntia, que nesses dois anos de convivência virtual agregou muitos valores à minha alegria)

Enviado por:  Patty Diphusa - Categoria: cu, sexo
Tags relacionadas:  cu, sexo anal
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  • Patty Diphusa, personagem de Pedro Almodóvar, é uma Estrela Internacional do Pornô e protagonista da época em que vive. Patty não está na Madrid dos anos 80, mas no Rio do século 21, espalhando o mesmo poliamor e sorrindo pros cobradores dos ônibus.

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