20/09/2007 - 00:41
MEU PEQUENO TALISMÃ
Tenho uma sensação de paz
que irrompe do meu peito e
aflora nos meus olhos…
tenho o toque terno das pedras
que faz carícia entre os meus dedos.
Sinto a noite pulsar no brilho de seu veio
e o amor fazer promessa
naquele simples símbolo dourado
colocado entre meios.
É o meu talismã…
É assim que sinto quando o foco, quando o vejo…
Meu pequeno pedaço de você,
minha promessa concreta
pronta para satisfazer
o mais sublime encanto do prazer…
Não o exibo… Tenho ciúme.
Não gosto que o toquem, é só meu.
Tenho cuidados para não perdê-lo.
É o meu fortificante na ausência,
o toque sereno na saudade.
Meu pequeno talismã…
Esse é o meu segredo
para superar e sufocar a sua falta…
É o mais suave veneno da paixão
que nos envolve,nos faz cativas
só de olhar e não viver…
Quero um beijo de amor
molhado e dilacerado…
quero o seu corpo envolto em meus braços.
Um dia vou sentir inteiras as suas mãos
rebuscadas e aflitas
aninhadas em meu regaço…
Você…Meu talismã,
repleto de sonho dourado!
Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): Sem categoria
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20/09/2007 - 00:40
RISCA DE GIZ
Agora… mudou muito!
Quando ainda era, de fato, menina
Procurava na imaginação
o texto e a mensagem imaginativa.
Aí, escrevia e fitava ao longe,
bem além da minha vista,
o motivo e o sonho da minha escrita.
Não havia regra nem se falava em monografia.
A imaginação corria à solta.
Minha professora, sempre confiante e altiva,
corria a lousa, e em risca de giz
nos punha, a todas, a ser artistas.
Ela ensinava…
A menina dentro de mim viajava
e buscava em cada margem
escrever a frase mais bonita.
Eu gostava de poesia…
Gostava de ritmo, música e acabava sempre em rima.
A cada palavra eu dançava,
bailava feito ave deslizante e fluída.
Acabava me desfazendo e multiplicando
a cada poema, a cada história vivida.
Hoje, senhora do meu tempo e menina dividida,
estabeleço liame entre a força física e a mente evoluída.
Escrevo música, faço poesia e contato a vida.
Já não existe mais a risca de giz.
A lousa, hoje, é branca e colorida.
A professora ensina regra e é rígida.
Não admite licença e é normativa.
Mas…
O meu lado menina sobrevive na imaginação e na poesia.
O giz só uso para definir figuras de sonho
enlevadas, brincando na calçada fria,
como a lembrar da velha amarelinha.
Enquanto isso olho a minha professora,
Aí do lado, adormecida,
feito risca de giz, para toda a vida…
Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): Sem categoria
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