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26/04/2010 - 05:00

Mudança de endereço

O Parla Calcio está com novo endereço: http://parlacalcio.wordpress.com/

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2010 - 19:16

+ Calcio

Mais algumas sobre a 35ª giornata do Calcio:
O Livorno venceu por 3 a 1 o Catania. Cristiano Lucarelli marcou um golaço – o terceiro tento do time da Toscana. Mas a obra-prima foi sul-americana. Maxi “La Barbie” López marcou o gol de honra com uma meia-bicicleta.

* * *

E essa foi a imagem do final de semana. Ao centro, Mario Balotelli, o atacante-problema da Inter de Milão, assistiu o jogo entre Brescia e Reggina pela Serie B. Ainda sem punição. Ainda sob contrato com o time nerazzurri.

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Serie A 2009/10 Tags: , , , , , ,
25/04/2010 - 18:59

Segue a luta pela Europa

Bela vitória da Juventus sobre o Bari por 3 a 0. Méritos para Alberto Zaccheroni, que sacou Amauri e Camoranesi para as entradas de Iaquinta e Candreva no intervalo, e méritos para o atacante italiano, que marcou dois gols.

O brasileiro Diego voltou a jogar bem e foi muito inteligente na jogada do primeiro tento. Alessandro Del Piero marcou mais um gol de pênalti no Calcio. Na retaguarda, Chiellini anulou Castillo e Cannavaro parou Barreto.

Por outro lado, o Koman perdeu dois gols incríveis na primeira etapa.

O resultado foi ainda melhor porque o Napoli – adversário direto por uma vaga na próxima Europa League – empatou sem gols, em casa, com o Cagliari.

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Bari, Juventus, Serie A 2009/10 Tags: , , ,
25/04/2010 - 05:45

Acabaram as chances?

No estádio Renzo Barbera, o Milan foi derrotado pelo Palermo por 3 a 1. Sétima derrota do terceiro colocado do Calcio.

Ronaldinho e cia. precisam de um milagre para ser campeões italianos. E precisa começar hoje. A Roma não pode vencer a Sampdoria no Olímpico – fato que provavelmente não irá acontecer.

Assim sendo, o Milan jogou fora suas chances de levantar o scudetto desta temporada. Muitas chances foram jogadas foras pelos rossoneri.

E não se deve culpar apenas um jogador (Ronaldinho). Muito menos o técnico.

O Milan precisa de uma renovação dentro de campo. Dida e Abbiati não são goleiros de um time de ponta. Não se pode mais contar com os falidos Zambrotta e Oddo e o Sênior Favalli. Abate e Antonini não dão segurança a defesa e muito menos ao ataque. Huntelaar fazia ótima temporada no Ajax até ser comprado pelo Real Madrid e acabar com sua carreira.

Ao contratar Mario Yepes, zagueiro de 34 anos do Chievo, as dúvidas que tinha foram respondidas: os rossoneri não irão fazer uma renovação tão cedo.

E nem falo de uma renovação profunda. Daquelas de retirar todas as ervas daninhas antigas e contratar novas. O Palermo, por exemplo, venceu essa partida com apenas dois jogadores acima de 30 anos: o meia Fabio Liverani e o atacante Fabrizio Miccoli. Aliás, o camisa 11 do clube rosanero dançou na defesa do Milan e o #10 marcou um golaço.

Delio Rossi não tem um time com jogadores de nomes internacionais, mas soube usar todas as suas qualidades para escalar uma boa equipe (ao menos nesse jogo). Cesare Bovo e o dinamarquês Simon Kjær foram dois monstros na zaga do Palermo. O uruguaio Abel Hernández, de 19 anos, deu muito trabalho ao setor defensivo milanista.

O que eu desejo – o que nós desejamos – é ver o futebol cada vez mais bonito. Um futebol que nos proporcione emoções com um jogo diferenciado. O futebol italiano não é desses, pois é muito pragmático. Os clubes prezam demais que “a defesa é o melhor ataque”, mas pode aparecer um novo Bruno Conti, Baggio, Del Piero, Totti, e, quem sabe, mudar um pouquinho a fórmula de sucesso (?) dos italianos.

Classificação: Inter 73, Roma 71, Milan 64, Palermo 58, Sampdoria 57, Napoli 52, Juventus 51, Genoa 48, Fiorentina 46, Parma 46, Bari 43, Cagliari 41, Chievo 41, Catania 40, Udinese 39, Lazio 37, Bologna 36, Atalanta 34, Siena 30, Livorno 26.

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Milan, Palermo, Serie A 2009/10 Tags: , ,
22/04/2010 - 23:53

A vitória da Itália e o Super vexame

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Milito comemora com Maicon o gol da vitória memorável da Inter contra o Barça

Passaram-se dois dias da vitória da Inter sobre o Barcelona no Giuseppe Meazza. Uma vitória maiúscula.

Pedro colocou o time espanhol na frente do marcador, mas Sneijder, Maicon e Milito decretaram a derrota do Barcelona.

A queda prematura do Barcelona levou-me a questionar o time de Mourinho. O técnico, que foi a melhor contratação da Era Moratti, pode ter vacilado no Calcio, mas aprendeu a jogar na Champions League.

Na fase de grupos, os nerazzurri foram uma equipe mediana. Após a vitória de 1 a 0 no jogo de volta sobre o Chelsea, no Stamford Bridge, foi visto outra Inter. Uma totalmente modificada. Dentro e fora de campo.

Wesley Sneijder tomou conta do meio-campo interista e parou Xavi. Thiago Motta (e Cambiasso) pôs fim ao baile de Lionel Messi na UCL. Pandev e Eto’o aprenderam novas funções – defensivas.

A Inter, de hoje, sabe atacar muito bem e defender melhor ainda.

Ao entrevistar algumas pessoas, descobri que muitas acreditam que a Inter teve sorte no Giuseppe Meazza. Eu não concordo. Um time que perdeu apenas uma partida das 18 na Itália para times espanhóis tem muita moral. Outras acreditam no favorecimento da arbitragem.

O jornal espanhol-catalão “Sport” tinha na manchete: “Roubo à Italiana: Inter e arbitragem derrotam o Barça”. O “Mundo Desportivo” escreveu em letras garrafais: “Atraco!” (assalto em espanhol).

Os catalães têm do que reclamar. Diego Milito estava impedido no terceiro gol. Olegário Benquerença não marcou um pênalti de Sneijder em Daniel Alves. Um pênalti bem discutível.

O que eles não podem reclamar é que a Inter jogou melhor que o Barcelona. E a vantagem conquistada na Itália foi incrível. Uma vitória, enfim, para toda a Bota.

Mas…

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O “suicídio público” de Super Mario. Ele pode estar com os dias contados na Inter

Tinham que estragar a festa da Inter. Seu nome: Mario Balotelli. Aquele mesmo que já tinha sido afastado do time por discutir com José Mourinho. Aquele mesmo que apareceu em um programa de TV com a camisa do Milan.

O atacante substituiu Milito, que deu a vida argentina pelo time e saiu com cãimbras, e não correspondeu. Não segurou a bola na frente e fez corpo mole. Os tifosi começaram a vaiar e Balotelli perdeu a paciência. No término da partida, ele atirou sua camisa no gramado e fez gestos obscenos para a torcida.

Zlatan Ibrahimovic, ex-atacante da Inter agora defendendo as cores do Barcelona, revelou que Marco Materazzi agrediu Balotelli no túnel dos vestiários.

- No fim do jogo, em vez de celebrar a vitória com o resto dos companheiros, ele correu atrás de Balotelli pelo túnel e o agrediu como eu nunca vi em minha carreira.

O sueco, que sofreu nas mãos, pés, joelhos e tudo o que viesse na encomenda de Materazzi quando jogava pela Juventus, provocou o italiano.

- Se Materazzi me tivesse atacado daquela forma, eu teria respondido num segundo! Materazzi causou todo o tipo de problemas e nós, do Barcelona, estamos estupefatos. Um jogador deve ter orgulho em vencer e não perseguir um jovem de 19 anos para o repreender.

Fala Leonardo Bertozzi, editor do site Trivela: “Balotelli é talentoso acima da média dos jogadores italianos, mas é um completo idiota.”

A vida segue para ambos os jogadores. Balotelli deve receber uma alta multa, mas permanece no time até o fim da temporada pois Moratti quer. A premissa do Robinho italiano já foi dada.

Fala Nelson Oliveira, do blog Quatrotratti: “Parece mais do que claro que não há mais clima para o jogador no clube, embora Moratti insista em blindá-lo.”

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Internazionale, UEFA Champions League Tags: , , , , ,
09/04/2010 - 04:45

Final da Champions na casa do rival: sorte ou azar?

No dia 31 de janeiro de 2008, a UEFA informou que o estádio da final da Champions League de 2010 seria o Santiago Bernabéu.

O Real Madrid, dono do estádio, foi eliminado nas oitavas de final para o Lyon. O Barcelona avançou e avançou; e está na disputa da semifinal no campeonato diante dos franceses. Com um elenco muito bem montado pelo técnico Josep Guardiola, a equipe catalã é uma das favoritas ao título da competição – ainda mais sendo a atual campeã da Liga.

Para disputar o troféu, primeiramente, é necessário chegar à final. E a final será no estádio do grande rival espanhol.

A pergunta: seria um “desfavorecimento” decidir a Champions League na casa do vizinho? Não.

Em 54 edições do torneio, já aconteceram 4 confrontos em estádios rivais. Vamos relembrar:

Temporada 1955/56 – Real Madrid 4 x 3 Stade de Reims – em 13 de junho de 1956 no Parc des Princes, em Paris

Hector Rial (de olhos cobertos com a mão) foi o homem do jogo na final contra o Reims

E logo foi ocorrido na primeira final da Champions League. O Stade de Reims, clube que hoje atua na 3ª divisão francesa, foi o campeão nacional de 1955. Batalhava com o Lille, Sochaux, Bordeaux e Toulouse pela supremacia na França.

O time viajou cerca de 140 km para enfrentar o Real Madrid no estádio do Paris Saint-Germain, que só elevaria seu nome nacionalmente em 1959 com o nome de FC Paris e, depois de um hiatus, nos anos 80 já com a alcunha de PSG.

No Parc des Princes, o Reims equiparou seu futebol ao do bicampeão espanhol. O meia Glowacki começou a jogada que resultou em gol de Leblond, aos 6 minutos do primeiro tempo. Hidalgo e Glowacki davam trabalho a retaguarda do Real Madrid e, quatro minutos mais tarde, René Bliard achou Templin na área. A estrela do time dividiu com o goleiro Alonso e conseguiu marcar o gol.

O Real Madrid não se abateu e foi ao ataque, com Gento. A bola, porém, passou longe da meta de Jacquet. Mas quando foi a vez do capitão Muñoz carregar a bola pelo meio e passar para di Stéfano, que entrou como um foguete dentro da área francesa, os avôs galácticos diminuíram. E igualou, após cobrança de escanteio, com o atacante  Héctor Rial.

No segundo tempo, o Reims empatou com Hidalgo, que escorou o cruzamento da direita, jogando a bola no canto direito de Juan Alonso.

O zagueiro Marquitos empatou novamente o jogo com uma ajudinha da defesa francesa. Rial, faltando 11 minutos para o término da partida, fez o quarto gol do Real Madrid, o gol do primeiro título europeu do clube merengue.

Temporada 1971/72 Ajax 2 x 0 Internazionale – em 31 de maio de 1972 no Stadion Feijenoord, em Roterdã.


Johan Cruyff, o gênio holandês, botou os italianos para dançar em Roterdã

O técnico Rinus Michels deixou um legado para o romeno Stefan Kovács, seu sucessor. O holandês assumiu o comando do Ajax em 1965, permancendo no cargo até 1971 (quando se mudou para Barcelona), e foi tetracampeão nacional e bicampeão da Copa da Holanda. Kovács tinha uma máquina poderosíssima em suas mãos e venceu a Champions League de 1971 sobre o Panathinaikos.

Um ano depois, o romeno levaria o todo-poderoso Ajax à outra final do campeonato europeu. Mas dessa vez seria diferente. Eram praticamente dois adversários: a Internazionale e o “De Kuip”, estádio do Feyenoord, time que sempre estava disputando títulos nacionais e foi campeão europeu em 1970.

Com um quase “Futebol Total”, o Ajax encurralou a Internazionale no casa do rival holandês. Mas o primeiro gol só saiu no segundo tempo de partida, aos 2 minutos. Haan avançou com a bola dominada e tentou virar o jogo para a direita. Frustalupi domina a bola com a perna esquerda, mas dá dois passos e perde para Swart, que estava na marcação. O holandês abriu com o lateral-ponta Suurbier, que cruzou. O zagueiro Bellugi se confunde com o goleiro Bordon, os dois batem cabeça e Cruyff aproveita para tocar para o gol vazio.

O atacante nerazzurri Sandro Mazzola, que já tinha marcado dois gols no torneio, foi sucinto: “Cruyff era extraordinário”.

O jogo, segundo Johan Cryuff:

- Estávamos confiantes. A Inter era muito forte e era um grande time composto por grandes jogadores, como o Mazzola. Mas tínhamos que confiar que nós éramos os melhores.

O zagueiro Facchetti suou para marcar o atacante-meio-campista. Ele e seu companheiro Bellugi, que erraria no segundo gol dos Godenzonen. Boninsegna fez falta boba na lateral direita. O capitão Kaizer cobrou e Cryuff, aproveitando o vacilo de Bellugi, que errou o tempo da bola, decretou o placar final da partida em Roterdã.

Temporada 1995/96Juventus 1 (4) x (2) 1 Ajax  – em 22 de maio de 1996, no Olímpico de Roma.


Angelo Peruzzi pegou dois pênaltis e coloriu o Olímpico, da Roma, de preto e branco

A atual campeã italiana com Marcello Lippi teria a fênix Ajax na final em território “inimigo”. Sob comando de Louis Van Gaal, o Ajax tinha sido campeão europeu na temporada anterior e voltava a figurar entre os grandes do continente desde os tempos de Cruyff.

Dessa vez não existia a magia de Neeskens, Cryuff, Haan e Kóvacs, mas a juventude de Van der Sar, Kanu e Davids misturada a experiência de Danny Blind e Litmanen. Do outro lado do gramado, a Juventus não tão italiana com seu eficiente trio ofensivo: Del Piero, Ravanelli e o capitão Gianluca Vialli.

Com a bola nos pés, a Velha Senhora abria o velocista Del Piero pela esquerda e deixava Vialli dentro da área, com Ravanelli pela direita. A intensa movimentação ofensiva quase gerou o primeiro tento. Mariano Torricelli saiu da lateral-direita, carregando a bola pelo meio-campo. Ele arriscou do meio da rua e Van der Sar defendeu. Silooy tentou tirar a pelota da área, mas Ravanelli chegou antes e chutou para outra sensacional defesa do goleiro holandês.

Aos 12 minutos do primeiro tempo, Frank de Boer vacilou e lá estava Ravanelli com seus cabelos brancos. Ele aproveitou para tocar, quase sem ângulo e sem Van der Sar debaixo das traves, para o gol.

Aí a campeã resolveu acordar. Após escanteio cobrado, Peruzzi sai do gol para socar a bola. Ela sobra nos pés de Davids, que arrisca de fora da área. A pelota desvia em Nwankwo Kanu e o goleiro da Juventus cai no canto direito, praticando uma defesa à la Gordon Banks.

Enfim, o gol. Frank de Boer cobra falta pela direita, Peruzzi não segura e o finlandês Jari Litmanen, de dentro da pequena área, chuta forte para empatar o jogo.

E os pênaltis. Van der Sar acertou todos os cantos que as cobranças italianas foram executadas: Ferrara, Pessotto e Jugovic em sua direita, e Padovano em sua esquerda. Angelo Peruzzi pulou do lado certo em duas oportunidades e fez duas defesas. As defesas do título da Juventus.

Faltou sorte para o jovem goleiro holandês, à época. Mas, primeiramente, o Ajax pecou na vontade de converter os pênaltis.

Temporada 1996/97Borussia Dortmund 3 x 1 Juventus – em 28 de maio de 1997 no Olympiastadion, em Munique.


À direita, Paulo Sousa comemora seu segundo título da Champions League. Agora, com a vestimenta do Dortumund

Um ano se passara após o título no Olímpico de Roma sobre o surpreendente Ajax. E tudo mudou para a Juventus. Ou quase tudo.

O time de Turim foi campeão do Calcio, mas já sem o time que o consagrou na temporada passada. Gianluca Vialli trocou Turim por Londres e assinou com o Chelsea, Ravanelli foi para o Middlesbrough, Vierchowod se mudou para Milão e Paulo Sousa foi contratado pelo Borussia Dortmund. Um português de sorte. Bicampeão consecutivo da Europa.

O Borussia conseguiu sua classificação para a Champions após vencer a Bundesliga de 1995/96 sobre o poderoso Bayern de Munique de Lothar Matthäus, Sforza, Papin e Klinsmann.

O técnico Ottmar Hitzfeld, que anos depois entraria no Olympiastadion todo final de semana para comandar o Bayern de Munique, nem precisou do artilheiro do time no campeonato alemão, o meia Michael Zorc, entre os titulares na finalíssima.

Escalado com um líbero e dois alas, o Borussia, primeiramente, tentava frear aquele ataque juventino formado pelo italiano Vieri e pelo croata Alen Boksic. Lambert e Paulo Sousa revezariam na marcação do talentosíssimo francês Zidane, que acertara sua transferência para a Juventus naquela temporada.

O atacante Karl-Heinz Riedle marcou dois logo em sequência: um após o cruzamento do escocês Lambert e o outro em uma forte cabeçada após cobrança de escanteio. Ainda no primeiro tempo, a história do jogo poderia ter mudado caso a bola de Zidane tivesse entrado ao invés de bater na trave direita do gol defendido por Stefan Klos. Ou se o árbitro húngaro Sándor Puhl não tivesse marcado falta de Vieri – a bola bateu no braço do atacante – no lance que resultaria em gol da Juventus.

Alessandro Del Piero entrou no início do segundo tempo para colocar fogo na partida. Ele viu Vieri bater da entrada da área para a bola explodir no travessão, após desvio do goleiro Klos. Pouco tempo depois, Boksic faz tabela e invade a área. Stefan Reuter não consegue pará-lo e o croata faz o cruzamento para Del Piero diminuir o marcador, de letra.

Aí Hitzfeld contou com a sorte de um campeão. Ele sacou o apagado atacante suíço Chapuisat para a entrada de Lars Ricken, meio-campista. Um minuto depois de pisar no gramado, Paulo Sousa recuperou a bola e deu um lindo passe para a corrida do alemão. Ele viu Peruzzi adiantado e o encobriu.

Foi neste dia que o Olympiastadion vermelho-e-branco teve uma festa amarela e preta.

Após a retrospectiva temos, em suma, três campeões nos estádios de seus rivais e apenas a derrota do Reims. O Barcelona, se contar apenas esse aspecto, coloca uma mão na taça que os clubes mais desejam na Europa.

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): UEFA Champions League Tags: , , , , , , , , , ,
07/04/2010 - 00:25

Agora é contra o melhor do mundo

Breve hiatus para, dessa vez, não falar de Milito. Wesley Sneijder foi o marcador do único gol da partida no gramado sintético do estádio Luzhniki, em Moscou.

Faziam sete anos que a Inter não avançava à fase de semifinais da Champions League – fato, hoje, quebrado após a partida contra o CSKA.

José Mourinho descobriu o ponto forte dos nerazzurri em partidas fora de casa no campeonato europeu. O jeito é atuar com três atacantes: Eto’o, Milito e o cada vez mais irregular Pandev.

E o técnico também permanece 100% na fase de quartas-de-final. Ele nunca foi eliminado (Porto, em 2004, e Chelsea, em 2005 e 2007).

Messi

O futuro adversário italiano é nada mais, nada menos, que o Barcelona: atual campeão europeu e que tem o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, que marcou singelos quatro gols contra o Arsenal, eliminando os Gunners no Camp Nou.

O português botará a cuca para funcionar nas próximas semanas e não pode deixar de pensar nos jogos contra a Fiorentina e Juventus, próximos adversários no Calcio (entre essas duas, também há a disputa da semifinal da Coppa Italia contra a Viola). Ele deseja se vingar do time que o eliminou na temporada passada (o Barça passou pelo Chelsea e e disputou a decisão contra o Manchester).

O primeiro jogo está marcado para o Giuseppe Meazza. Parece ser uma vantagem para a equipe de Milão, uma vez que a Inter não perdeu um jogo sequer em casa nesta temporada. Mas o Barcelona só perdeu uma longe de Barcelona: foi contra o Atlético de Madrid, por 2 a 1.

Na fase de grupos, a Inter segurou o empate na Itália em 0 a 0 e perdeu em Barcelona por 2 a 1. Uma nova história terá de ser escrita para os italianos voltaram a disputar uma final de Champions League, fato que não ocorre desde 1972.

Fotos: AP e Reuters

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): UEFA Champions League Tags:
29/03/2010 - 03:38

Ranieri, o protagonista do Calcio

FBL-ITA-INTER-ROMA

O jogo da rodada foi Roma x Internazionale. Não só pelo nome. Não só pelas novas posições que as equipes estão na tabela. Não só pelo resultado. Mas também pelo campeonato que Claudio Ranieri faz.

É de praxe endeusar certo jogador pela temporada que seu time fez e os técnicos, quase sempre, ficam de lado.

Desde novembro os giallorossi não perdem no Italiano. São 21 jogos de invencibilidade, sendo 15 vitórias. A Roma só perdeu no mês passado para o Panathinaikos, pela Europa League. Mas isso não vem ao caso.

Claudio Ranieri escreveu seu nome como o protagonista do Calcio 09/10. A Internazionale atingiu o seu limite – ou está próximo disso. A líder tem apenas um ponto de vantagem para seus rivais da capital.

É para aplaudir de pé a campanha que a Roma faz. É para aplaudir de pé o futebol que Vucinic está jogando. É para aplaudir de pé o futuro dono do scudetto… No papel. Aqui estão as razões.

Enquanto isso, De Rossi marca. Julio César franga. Taddei chuta errado. A zaga falha. Toni balança a rede. E sai para o abraço.

PS: por que Doni na seleção? O reserva da Seleção agora é reserva da Roma. Ponto. Júlio Sérgio faz uma ótima temporada. Ponto. No Calcio, perdeu apenas um jogo debaixo das balizas giallorossi. Alô, Dunga…

PS2: o player abaixo mostra a comemoração dos tifosi romanos após o término da partida. Assistam. Vale muito a pena.

Classificação: Inter 63, Roma 62, Milan 60, Palermo 51, Napoli 48, Juventus 48, Sampdoria 48, Fiorentina 44, Genoa 44, Bari 43, Parma 42, Cagliari 40, Chievo 38, Catania 35, Bologna 35, Lazio 33, Udinese 32, Atalanta 28, Siena 26, Livorno 25.

Fotos: Reprodução e Ansa

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Internazionale, Roma, Serie A 2009/10 Tags: , , , ,
26/03/2010 - 04:06

Derrota virou rotina

Juventus abre o marcador. Time para de jogar. Amauri pega na bola uma vez durante 90 minutos. Zaccheroni fecha o time no segundo tempo. Hamsik perde pênalti, mas Napoli vira para 3 a 1.

O time napolitano perdeu apenas uma vez em casa durante essa temporada. E não seria a Juventus que iria derrotá-la pela segunda vez no San Paolo.

A Vecchia Signora chegou a 11 derrotas na Serie A, pior marca desde 1961/62.

A situação em Turim está complicada e daqui a pouco… cabeças irão rolar.

Classificação: Inter 63, Roma 59, Milan 59, Palermo 48, Sampdoria 47, Napoli 45, Juventus 45, Genoa 43, Bari 42, Fiorentina 41, Parma 41, Cagliari 39, Chievo 37, Catania 35, Bologna 35, Lazio 32, Udinese 32, Atalanta 28, Siena 25, Livorno 24.

Foto: AP

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Juventus, Napoli, Serie A 2009/10 Tags: , ,
26/03/2010 - 03:48

Maturidade

A Internazionale apresentou um bom futebol diante do Livorno, venceu por 3 a 0 e fica na liderança do Calcio por mais uma rodada.

Vi muitos lugares enaltecendo Samuel Eto’o e seu gol de bicicleta. Pandev também jogou bem. Mas é válido lembrar que Balotelli, novamente, ficou fora da lista dos convocados para o jogo.

Ele, que se envolveu em polêmicas durante a semana, precisa crescer. Precisa ter maturidade para vestir a camisa nerazzurri.

Balotelli tem um futuro brilhante e precisa aproveitar a chance que tem em um dos maiores times da Itália – apenas da Itália. Quantos atletas não gostariam de atuar no San Siro?

Mas são tantos os jogadores que também tinham uma carreira brilhante.  Tantos jogadores que já foram comparados com grandes atletas de outras gerações. Foi assim com José Antonio Reyes, Ryan Babel, Nicolae Mitea…

Foto: Reprodução

Autor: Murillo Moret - Categoria(s): Internazionale, Livorno, Serie A 2009/10 Tags: ,
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