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Arquivo da Categoria poesia

23/11/2009 - 03:39

MEMÓRIAS…

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Em 16 de maio de 1974, em plena aula de sociologia, uma amiga escreveu:

 

“NESSE NADA

NESSE TUDO

EU VIVO…

POR TUDO ISSO

EU ESPERO DO TUDO NADA

E DO NADA UM POUCO DE VOCÊ…”

 

Que saudade!

Já não se ama mais como antigamente…

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
16/10/2009 - 23:45

PAZ

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Eu quero um pouco de paz…

dormir e agasalhar meus sonhos como

naquela noite em que te adormeci

tentando acalmar tuas dores e receios.

Eu quero sentir novamente o teu corpo

envolto em meus sabores e em meu meio…

Quero te fazer minha

como desejava, eu tua,

e te amar noutra dimensão, durante a noite

e sempre ao dia…

Eu quero te ter minha, para sempre,

amante e companhia…

 

Escrita em 22.05.79 – 12:51hs. Salto/sindicato

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): Sem categoria, poesia Tags:
14/08/2009 - 20:43

O QUE TODO MUNDO VÊ?

  

 

Acho que está no ar… No sorriso lavado de prazer e emoção.

Todo mundo vê e sente a alegria, a sensação do amor

que me arrebata a alma e transborda do coração.

Talvez, por isso mesmo, sinto tanta ternura tocada mão a mão;

após poucos dias de ausência sentida, mas contida na solidão.

 

O que todo mundo vê… É o resultado do seu jeito,

essa ternura tão nova e tão antiga;

marcada ao som de músicas e gozo de delícias.

Nada mais do que amor puro e repleto, como mina d´agua que

pude beber e vivo a sorver,inda longe,como cascata de vida…

Ah! Menina Linda que faz meu  corpo tremer e agita

no turbilhão do prazer e na hora da mão amiga…

O que todo mundo vê…  É o que principia

a nossa promessa de vida para sempre unidas!  

 

Você quer e pode ser minha

como me dei e faço haver a cada instante, imaginativa.

Nós somos duas almas nascidas assim, mas no amor unidas

por obra do destino, esse grande arquiteto de coisas lindas. 

 

Você é o que todo mundo vê… No meu sorriso, na alegria.

E o que é isso que todo mundo vê quando percorro ruas e      avenidas,

senão o retrato fiel de quem encontrou finalmente a guarida…

Um porto seguro para viver o amor verdadeiro e único

a tradução simples e definitiva da vida?   

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): Pessoal, poesia Tags:
18/07/2009 - 11:36

DOMINGO

Passa a hora

vaza o dia…

E eu passei

sem sair

ficando parada,

observando,

absorvendo a arte

e deleitando a vida…

 

Gosto de historinhas

água com açúcar.

Afinal, amor

e romance

são tudo o que quero

na vida…

Depois, é claro,

da vida e poesia.

 

E você, afinal,

vai esperar

aí na janelinha?

Daqui a pouco

depois do “ show da vida” ?

 

É só o que ficou

para esse domingo

de preguiça…

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
01/07/2009 - 18:02

O VENTO

O VENTO … ÀS VEZES

VIRA TORNADO.

 

O ESPELHO…QUANDO FALA

MOSTRA A VERDADE DO OUTRO LADO.

 

QUANDO A MÁSCARA CAI…

A SOLUÇÃO É O SILÊNCIO.

 

O GESTO MATA O ENGANO DA FALA.

NÃO DEIXA ESPAÇO NEM AO LESADO.

 

A VERDADE EXPLODE E GRITA.

SÓ RESTA A PARTIDA.

 

NEM O JOGO DO CONTRÁRIO SOBREVIVE

A TANTA CANALHICE E MENTIRA.

 

MAS COMO DIZIA UMA ESPECIALISTA:

NÃO DÁ UMA SÓ VEZ A TAL DOR DE BARRIGA.

 

O IMPORTANTE, NO MEU CASO,

É ESTAR COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA.

 

NADA COMO UMA NOITE APÓS O DIA.

O TEMPO E O VENTO TRAZEM DE VOLTA

O FRUTO DA COVARDIA, JUNTO COM A ANTIGA

DOR DE BARRIGA.

 

SAIO DE CENA PRÁ SER FELIZ E VIVER A MINHA VIDA.

AGORA, COM GENTE DE VERDADE, MINHA AMIGA.

 

CANSEI DE UTOPIA…

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
20/06/2009 - 22:31

TRATO

  

É um pouco estranho…

Difuso e complexo

o trato que expande

a idéia, o dia , o estudo.

O pilar ressalta dureza

que sustenta a norma,

que incide a vida.

 

Trato ou Tractatus

imagino o certo e a dúvida

ao explorar o compêndio.

Volto à escola e relembro a musa.

É bom aprender com quem sabe e ensina.

É bom privar de sua simplicidade e mística.

 

Há um trato implícito nessa vida

e ele passa claro e nítido

pela auto estima.

Há um Tractatus que ilumina

a perseverança que aflora e dá guarida.

 

Por mais estranho,

difuso e complexo esse pilar,

ele fortalece e enobrece

o meu trato com a vida.

Tudo porque,

na minha auto estima, amiga,

eu insisto em ser feliz!

 

 

 

 

 

 

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
06/06/2009 - 19:34

MARIO QUINTANA E O PENSAMENTO

FELICIDADE REALISTA

Mário Quintana

 A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num SPA cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.

Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!!!

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
03/06/2009 - 13:18

contra-senso

 

Teu nome gravei a ferro e fogo.

Tentaram mudar, jamais conseguirão.

Rasgarão, borrarão, mas afirmo e comprovo:

Jogarei toda minha vida em teu nome

e jamais o mancharão.

 

 

Quem me disse, já me olhara;

quem confundiu, já me amara.

Não entendo nem censuro

Quem vê no mundo um contra-senso.

 

 

O que é o amor senão a alma,

apaziguado com carinhos e deleites:

Tudo aquilo que nos corroe,

maltrata e delicia…

 

 

O que é a amizade senão a dádiva

de se ouvir calada sem dar resposta;

sem ter vergonha e contra-senso

de se sentir uma só alma irmanada…

 

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
01/06/2009 - 22:50

NUA E TUA…

  

Com jorro de lágrimas nasci para a vida.

Em mastros e panos disseram bem-vinda.

Aqueles que hoje reprovam minha conduta,

não vêem minha verdade em minha luta.

 

Apagam-se… Apagam-se

momentos de sonho que fiz ternura,

a fins de romance que não foi aventura…

 

 

Mulher, como sou, bela ou não.

Mortal – imortal, conforme o senão.

Sou assim sincera-nua, como nua sou tua… 

 

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
29/05/2009 - 23:31

VOLTA

Passa o trem… Passa o trem…

Ele vem na curva feito cobra

que corta a mata e sobe o morro.

Ele vem e serpenteia, entre

pontes, cachoeiras e rios.

Ele vem ao pico e quando estaca

soa forte o apito!

 

Ele chegou… Ele chegou…

O trilho chia feito chaleira

soltando vapor, feito chuva seca…

O povo acorre e aumenta o burburinho…

A colina verde ganha cores e risos.

Ele chegou… Ele chegou…

Chegou o trem… Chegou o trem…

 

Novamente o apito!

E a moldura ganha vida

na estação da cidade pequenina.

 

É o platô da colina…

 

Estou em casa!

Chegou a volta!

Que seja em boa hora…

Autor: PATRICIA KEN - Categoria(s): poesia Tags:
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