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19/11/2009 - 11:44

“O totalitarismo nasce de causas nobres”

Excelente a entrevista do publicitário Stalimir Vieira na edição desta semana da revista Época, sobre o risco que corre a liberdade de expressão no país:

Para o publicitário, a tentativa do governo de restringir os anúncios de alguns produtos e controlar a mídia põe em risco a liberdade de expressão no país

José Fucs

O publicitário Stalimir Vieira, sócio da Agência Base e, há dez anos, membro da Comissão de Ética do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), critica duramente as iniciativas do governo para restringir os anúncios de produtos como remédios e alimentos. Ele também se opõe às tentativas do governo de controlar a mídia, como a criação do Conselho Federal de Jornalismo – ideia de 2004 sepultada pelo Congresso – ou a atual Conferência Nacional de Comunicação, cuja primeira reunião está prevista para meados de dezembro, em Brasília. Segundo Vieira, isso põe em risco a liberdade de expressão no país. “As pessoas não se dão conta de que, por trás dessas iniciativas, está uma intenção maior, de controlar a opinião pública, que tem sido a raiz dos grandes movimentos totalitários”, diz. “O totalitarismo sempre nasce de causas nobres.”

ÉPOCA – Após as restrições à publicidade de cigarros e de bebidas, o governo e o Congresso agora querem limitar os anúncios de alimentos, de remédios e aqueles dirigidos às crianças. Como o senhor vê isso?
Stalimir Vieira
– É um intervencionismo excessivo e inconveniente. São bandeiras relativamente fáceis, que iludem a opinião pública. As pessoas tendem a aderir a elas por acreditar que isso é ser do bem, é politicamente correto. Não se dão conta de que, por trás dessas iniciativas aparentemente focadas na proteção e no respeito à comunidade, está uma intenção maior, de controlar a opinião pública, que tem sido a raiz dos grandes movimentos totalitários do mundo. O totalitarismo sempre nasce de causas nobres, porque ninguém vai levantar bandeiras que não tenham possibilidade de adesão.

ÉPOCA – Que efeito essas restrições podem ter no país?
Vieira –
Isso terá grandes consequências econômicas para os meios de comunicação. Vai enfraquecê-los, vai deixar a mídia à mercê da boa vontade do governo. A publicidade permite que tenhamos uma imprensa livre e independente. Há alguns anos, houve outras tentativas de tutelar a mídia e exercer uma pressão sobre todas as manifestações culturais por meio daqueles conselhos que o governo queria criar (como o Conselho Federal de Jornalismo). No fundo, essas restrições são uma grande desculpa do governo para tentar controlar a opinião pública.

ÉPOCA – Hoje, está em discussão no Congresso a limitação da publicidade para crianças. Existe um projeto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que proíbe o marketing e a publicidade para crianças. Isso não faz sentido?
Vieira –
A publicidade para as crianças, assim como a de todos os produtos que possam causar danos se forem consumidos de maneira inadequada, deve ser regulamentada. Não há dúvida sobre isso. Acho até que deve haver um processo de aperfeiçoamento permanente dessas normas. Agora, isso passa muito longe da proibição. A proibição tem um cunho ideológico, enquanto a regulamentação envolve responsabilidade associada à preservação da liberdade, para orientar o consumo responsável. Há 30 anos, em plena ditadura, o setor publicitário fundou de forma espontânea o Conar justamente para isso, para enquadrar todos os produtos que possam causar danos se consumidos de forma inadequada. Então, há muito tempo existem princípios e compromissos da publicidade no Brasil. Vamos salvaguardar a formação das crianças, a saúde das crianças, a saúde da população, mas não vamos fazer isso à custa da liberdade tão duramente conquistada depois de 21 anos de ditadura.

ÉPOCA – Será que a autorregulamentação é suficiente? Muitos dizem que não…
Vieira –
O princípio da autorregulamentação é o mais adequado. Se ele está sendo suficiente ou não é outra questão. O Conar é um órgão permanentemente aberto a contribuições da sociedade. Não inclui só publicitários. Tem representantes da sociedade, de outras atividades. Qualquer um pode recorrer ao Conar, colocar uma questão na pauta de julgamento, tirar um comercial do ar. Isso já aconteceu várias vezes. É claro que o Conar não pode tirar um comercial do ar por causa de qualquer denúncia, porque não sabe os interesses por trás dela. A questão é encaminhada para uma câmara, que se reúne, avalia a contestação e pode tomar três providências: arquivar o pedido quando ele não tiver substância, tirar do ar ou pedir mudanças. Agora, o Conar é uma força viva. Pode ser, como vem sendo, sempre atualizado. Hoje, o capítulo do Conar dedicado às crianças é de uma severidade bárbara. Muitas coisas que estão pedindo já estão previstas.

ÉPOCA – Parece haver desconfiança sobre a capacidade de autorregulação do mercado…
Vieira –
A grande dificuldade das pessoas que buscam a proibição, a intervenção e a tutela da sociedade é compreender que, se as coisas são diferentes do que elas gostariam que fossem, é porque a sociedade quer que seja assim. Não estamos vivendo numa ditadura. Estamos numa democracia. Essa pressão toda sobre a propaganda só existe porque existe democracia. Meu receio é que isso tudo esteja sendo conduzido por uma ala fundamentalista da sociedade, com o apoio de uma ala intervencionista do governo. Não somos contra uma regulamentação severa, séria, produto do diálogo, da publicidade de certos produtos que, se consumidos de forma inadequada, podem fazer mal, engordar. Principalmente no caso dos anúncios para as crianças. Mas, numa democracia, há diversos mecanismos para a população reagir, punir e fazer seu protesto. Não precisamos do paternalismo do governo. Eu não aceito a tutela de ninguém.

ÉPOCA – Segundo um estudo do Ministério da Saúde, mais de 50% dos anúncios de alimentos exibem produtos não saudáveis e, por isso, eles devem ser controlados. Essa não é uma medida de bom senso?
Vieira –
A publicidade não inventa nada. Todos nós, independentemente da idade, nos criamos num mercado livre. Alguns engordaram, outros não, continuaram saudáveis, a partir de seus próprios hábitos, dos hábitos de nossa família. A publicidade não faz anúncios de produtos ilegais. Todos os produtos anunciados têm (ou deveriam ter) um controle rigoroso de qualidade. São marcas que têm responsabilidade, história. Alguém pode argumentar: então, vamos ficar estimulando aquilo que não é bom? Não. A autorregulamentação está aí para isso. Restringir o consumo, de maneira radical, por meio de decretos, de proibições é algo irresponsável. É falta de compromisso com o futuro do país. A discussão do assunto traz a luz. Liberdade com discussão democrática é a luz. A proibição é a treva, a escuridão.

Extraído de Millenium

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/09/2009 - 04:42

Notas para um índice

Olavo de Carvalho | 22 Setembro 2009

Enquanto Obama anuncia uma política econômica que inevitavelmente traz de volta a inflação, os chineses, que têm enormes reservas de dólares, clamam pela instauração de uma moeda única em todo o planeta e são secundados nisso pelas mentes iluminadas da ONU. Só pessoas com QI inferior a 12 verão nisso um lindo encontro de coincidências.

youlieA semana foi tão rica em acontecimentos políticos dignos de atenção, que não resta ao comentarista senão anotar brevemente uns poucos, como num índice temático, para analisá-los com mais detalhe na primeira oportunidade, se alguma houver.

Na escala nacional, veio, em primeiro lugar, a expressão de entusiasmo do sr. Presidente da República diante do fato de que “pela primeira vez na hiftória defte paíf”, uma eleição presidencial se realizará exclusivamente entre candidatos de esquerda. A memória do ilustre mandatário não é das melhores. Em 2002 os candidatos eram ele próprio, José Serra, Leonel Brizola e Ciro Gomes, cada qual esforçando-se para mostrar, nos debates, que era mais esquerdista que os outros. Em 2006 o concorrente Geraldo Alckmin, além de parasitar o estilo politicamente correto com um servilismo exemplar, evitou cuidadosamente qualquer confronto ideológico por mais mínimo que fosse e ajudou o adversário a ocultar a existência do Foro de São Paulo. Se algum direitismo havia nele, permaneceu invisível, inodoro, imperceptível. O monopólio esquerdista do discurso ideológico não foi rompido em momento algum. A única novidade, agora, é que o governo celebra esse estado de coisas em vez de lamentá-lo como prova inequívoca de que a concorrência democrática normal foi extinta, de que, eliminada toda possibilidade de divergência ideológica, só o que sobrou foi a disputa de cargos entre grupos ideologicamente afins, isto é: o regime de partido único, com suas várias subcorrentes internas nomeadas como “partidos” só como concessão verbal provisória a eventuais nostalgias democráticas remanescentes, cada vez mais débeis e conformadas. A obscena alegria presidencial diante dessa monstruosidade prova que a substituição da democracia genuína pelo “centralismo democrático” leninista tem sido o objetivo de toda a esquerda brasileira há várias décadas, finalmente realizado acima de qualquer possibilidade de reversão do estado de coisas.

Concomitantemente, apareceu, no Estado de S. Paulo do dia 13, a confissão de vários guerrilheiros dos anos 70, de que haviam sido treinados e financiados, uns pela Coréia do Norte, outros pela China comunista. Mais uma prova, se alguma faltasse, de que a “luta armada” da esquerda não foi um empreendimento heróico de resistência democrática à ditadura (como poderia sê-lo, se começou antes de 1964?), mas sim um ato de traição, uma intervenção estrangeira, a manifestação local de um movimento subversivo mundial, bilionário, orientado e subsidiado pelas ditaduras mais sangrentas e genocidas que a humanidade já conheceu (v. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/coreia-do-norte-treinou-guerrilha-brasileira/). Hoje em dia esse movimento está mais forte do que nunca (v. Robert Chandler, Shadow World. Ressurgent Russia, The Global New Left and Radical Islam, Washington D.C., Regnery, 2008) e, no Brasil, tem o poder total, excluída toda veleidade de oposição séria e reduzida a política às disputas internas da facção dominante.

Nos EUA, a maior manifestação de protesto da história americana, reunindo mais de um milhão de pessoas (v. as fotos em http://www.midiasemmascara.com.br/index.php? option=com_content&view=article&id=8626:contra-o-humanitarismo-de-estado&catid=104:outros&Itemid=122), foi solenemente ignorada pelos jornais e TVs, com exceção da FoxNews, exatamente como tinha acontecido com as manifestações preparatórias realizadas em duas mil cidades – um movimento mais vasto e poderoso do que todos os protestos dos anos 70 contra a guerra do Vietnã. Cada vez está mais claro que a “grande mídia” se tornou mero instrumento de ocultação e desinformação a serviço do aparato partidário-estatal esquerdista, reduzindo sua própria confiabilidade a zero. O espantoso na mobilização (voltada contra a política econômica do governo e especialmente contra o plano de saúde, o Obamacare, que muitos chamam de Obamascare) é que não tem nenhum financiamento bilionário por trás e nenhum apoio partidário (os republicanos chegaram tarde, rebocados pela massa). Se alguma vez houve no mundo um “movimento popular”, é esse.

Quase ao mesmo tempo, documentos divulgados pela Canadian Free Press mostram que a cúpula nacional do Partido Democrata, incluindo a sra. Nancy Pelosi, esteve consciente, desde o começo da campanha presidencial, de que Barack Obama, por falta de documentos que atestassem cabalmente sua nacionalidade americana, não tinha as qualificações legais para ocupar a presidência. Tão logo Obama foi escolhido, o Comitê Nacional Democrata redigiu uma declaração apresentando o candidato e afirmando que ele tinha essas qualificações. Em seguida esse documento foi escondido, e em seu lugar foi distribuído um outro, sem a menção às qualificações (leia a história inteira em http://canadafreepress.com/index.php/article/14583).

Logo que a questão dos documentos apareceu na internet, meses atrás, escrevi que a escolha de Obama não fora nenhum lapso, que ele tinha sido selecionado de propósito, precisamente por ser um pequeno farsante com uma história de vida totalmente inventada, portanto um sujeito fácil de chantagear e controlar e, mais ainda, um candidato ilegítimo cuja presença no mais alto cargo da nação era, por si só, um desafio aberto à Constituição – uma Constituição que há décadas os Clintons, os Gores, as Pelosis e tutti quanti sonham em destruir. Dito e feito. Hoje, oitenta por cento da equipe de governo são gente dos Clinton. Os vinte por cento restantes – a única parcela fiel a Obama – são os bandidinhos de Chicago, que, no fim das contas, não apitam nada. Obama é o instrumento perfeito para criar uma crise constitucional e, uma vez cumprido seu papel, pode ser jogado fora, restando no poder o velho esquema clintoniano. O modo de atuação dos bandidinhos também tornou-se claro no decorrer da semana, quando agentes da Acorn (a ONG que distribuiu títulos de eleitor falsos para favorecer a eleição de Obama, o qual no segundo dia de governo retribuiu o favor com uma verba federal de cinco bilhões de dólares – sim, cinco bilhões) foram flagrados ensinando cafetinas a cavar subsídios estatais para seus bordéis. São essas coisinhas que a gangue de Obama sabe fazer. A parte adulta do serviço é com os Clintons.

Ainda na mesma semana, os fatos mostraram a perfeita convergência de propósitos entre o governo Obama, a ONU e os generais da China na luta pela destruição da soberania americana e pela instauração de um governo mundial. Enquanto Obama anuncia uma política econômica que inevitavelmente traz de volta a inflação, os chineses, que têm enormes reservas de dólares, clamam pela instauração de uma moeda única em todo o planeta e são secundados nisso pelas mentes iluminadas da ONU. Só pessoas com QI inferior a 12 verão nisso um lindo encontro de coincidências. Criar dificuldades para vender facilidades é o truque mais velho do mundo, e não é a primeira vez que os globalistas o aplicam.

Por falar em articulações, vocês já repararam que as fontes do antitabagismo militante são as mesmas da campanha pela liberação das drogas pesadas? Estudem, pesquisem, raciocinem, e obterão aí uma lição inesquecível sobre como funciona o poder no mundo de hoje.

Fonte: Mídia sem Máscara

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
12/08/2009 - 11:31

A burocracia internacional e a imprensa totalitária.

Encontrava-me em Brasília quando acompanhei o caso de Honduras, particularmente, quando a imprensa brasileira declarava o tal “golpe de Estado” do exército contra o presidente Zelaya. Curiosa notícia: o Congresso e Judiciário daquele país tinham dado um “golpe militar” contra o presidente, por conta do mesmo ter proposto eleições ilimitadas. O fato em si pareceu esquisito, já que é estranho que um “golpe militar” tenha sido apoiado pelo Judiciário e Ministério Público e o poder tenha passado para as mãos do Congresso. Se não bastasse o contorcionismo verbal da imprensa, a OEA, que é uma entidade internacional representativa dos países das Américas, quase que como unanimidade, e países como os Eua, condenaram o tal “golpe”. Quando a imprensa, no limiar de sua “novilíngua”, não conseguiu evitar o nome de Hugo Chavez do meio, aí sim deu para entender, nas entrelinhas, o sentido fraudulento da mensagem posta.

Algumas pessoas que vi na capital brasileira ficaram apreensivas, como que tomando partido de Zelaya, e crendo perfeitamente que em Honduras havia um golpe de Estado. O problema mesmo é que tudo não passou de uma das mais extraordinárias mentiras da grande imprensa brasileira e da política latino-americana. Algo que faria inveja ao romance de George Orwell, 1984. Raramente a vida imitou tão perfeitamente a arte como neste episódio.

Desconfiado das contradições aparentes da imprensa, tal como o personagem do livro, Winston Smith, fui buscar as fontes na internet. A contradição não parecia mais clara: na verdade, quem estava dando um golpe de Estado em Honduras era o próprio presidente Zelaya e o Judiciário, Congresso Nacional e Ministério Público, junto com o exército, derrubaram o presidente, porque ele estava transgredindo os valores constitucionais daquele país. Tudo com o apoio vergonhoso de Hugo Chavez, que estava patrocinando a crise institucional. Neste ponto, o grosso da imprensa brasileira fez um milagre digno das épocas mais terríveis da União Soviética: invertendo o sentido da história, fez com que os democratas mais sinceros defendessem um lacaio de um ditador estrangeiro contra uma democracia. A linguagem não poderia ser mais viciada: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força e, agora, democracia é ditadura. É mais assustador: a OEA, controlada por grupos de esquerda disseminados em governos de vários países, não mediu esforços para isolar um pequeno país que defendia sua democracia, pelo simples fato de não admitir a imitação do modelo totalitário que hoje vigora na Venezuela. O Brasil, como não poderia deixar de ser, também participa da farsa, com o governo Lula. O Presidente do Brasil retirou os embaixadores brasileiros de Honduras e dizia, com uma hipocrisia cínica e doentia, que aquela situação era “intolerável”.meses antes, o Brasil aceitava a ditadura mais antiga do continente, Cuba, como membro da OEA. Por que o escândalo contra Honduras? Porque defender o modelo democrático se tornou “intolerável”!

Surpreendente declaração:


Honduras entra no rol das nações democráticas “isoladas” do continente, junto com a Colômbia, ameaçada pela expansão totalitária da “revolução bolivariana” encabeçada por Fidel Castro, Hugo Chavez e o governo do PT. Revolução que hoje domina países como Paraguai, Bolívia, Equador, Nicarágua, e que também afeta a Argentina, Uruguai, Peru e Chile, tornando-se um grande perigo para as democracias no continente.

Dado revelador da crise hondurenha: a OEA perdeu todo o seu sentido político como entidade legítima para ser o palco de problemas continentais. Lenta e gradualmente ela está sendo substituída pelo poder supranacional do Foro de São Paulo, organização das esquerdas latino-americanas lideradas por Hugo Chavez, Fidel Castro e o próprio Lula, que é presidente de honra da entidade. É impressionante, senão chocante notar, que quase todos os presidentes latino-americanos atuais são membros do Foro de São Paulo. Tal como uma elite política secreta e maçônica, essa organização controla toda a política de um continente, fora da vista de uma boa parte do público. E seus membros nutrem um propósito comum: a criação de uma burocracia socialista controlando todo o continente, uma nova espécie de União de Repúblicas Socialistas Soviéticas Latino-americanas, destruindo as soberanias nacionais e seus sistemas parlamentares e representativos democráticos. Ou como diria Fidel Castro, em um de seus discursos: restaurar as “democracias populares” que foram perdidas no Leste Europeu dentro da América Latina (grifo meu). Em linguagem mais clara, ditaduras comunistas! Lula, no Brasil, Hugo Chavez, da Venezuela, Fidel Castro, em Cuba, Rafael Correa, no Equador, Cristina Kischner, da Argentina, Daniel Ortega, da Nicarágua, Evo Morales, da Bolivia, Michele Bachelet, do Chile, Fernando Lugo, do Paraguai, e demais líderes de esquerda, como Zelaya, em Honduras, Lopes Obrador, do México e Huanta Humalla, do Peru, junto com agremiações criminosas como as Farc e o MIR chileno, sonham com um projeto mirabolante: criar um gigantesco bloco de poder comunista no continente latino-americano.

Não menos espantosa, contudo, é a posição dos Estados Unidos nesta situação insólita, jamais sonhada pelas esquerdas na guerra fria. O Presidente Barack Obama fez coro à toda esquerda latino-americana, pressionando para que Honduras aceitasse o usurpador e fantoche de Hugo Chavez, Zelaya. Aquilo foi demais. Uma parte da opinião pública norte-americana, revoltada com o episódio de total covardia e cumplicidade dos democratas com os chavistas, fez o governo Obama recuar sutilmente na proposta. Até os Estados Unidos, que foram um sinônimo de estabilidade para as democracias latino-americanas contra os comunistas, agora aderem à tramóia de seus inimigos. Colocaram um “liberal”, um comunista no poder.

A questão adquire proporções surrealistas, incríveis. A grande maioria do povo brasileiro está alheia aos acontecimentos que podem ser definitivos para o futuro da democracia, da segurança do continente latino-americano e mesmo de sua soberania. Aquela idéia antiga de um grande poder mundial, invisível aos olhos da opinião pública, mas que tem um poder de controle ilimitado e imperceptível sobre toda a sociedade, é algo que desafia nossas inteligências e nos leva ao mais completo ceticismo. A idéia mesma de que um poder burocrático internacional comunista domine a América Latina soa tão louca, tão paranóica, tão espantosa, que a sua completa omissão nos jornais e periódicos de nosso país faz com que as pessoas mais ajuizadas, e que estão por dentro do processo, sejam tratadas como dementes, nostálgicas da guerra fria. Como tais notícias não saem na TV Globo, na Folha ou no Estadão e sim em blogs independentes ou fontes estrangeiras omitidas por nossa imprensa, a dimensão da realidade adquire conotações distorcidas, falseadas, esquizofrênicas. O discurso político brasileiro, da família que vê o Jornal Nacional ao botequim universitário é algo fora do real, fictício, forjado, fora da realidade. E há gente ainda que acredite que a direita conservadora domina a mídia brasileira! A pergunta que fica é: por que a quase totalidade da mídia mentiu? O episódio hondurenho revela que raramente uma imprensa num país democrático se sujeitou a um controle tão próximo de um regime totalitário. Porém, não só a imprensa. . .

A sólida explicação está no controle total marxista na educação e na formação de jornalistas e professores universitários, que fizera da cultura intelectual e da opinião pública um instrumento de dominação dos grupos e partidos de esquerda. A universidade brasileira não aprova outra coisa senão o agigantamento do Estado; a mídia brasileira não tem outra coisa do que o palpite de “agentes de transformação social”“bolivariana” na América Latina, qualquer notícia desfavorável ou que denuncie o gigantesco esquema de destruição revolucionária das democracias no continente é boicotada, filtrada, para que o povo não veja os sintomas de sua tragédia. Lenta e gradualmente, a população perde a noção da realidade ao seu redor, em doses homeopáticas. A opinião pública usa a viseira do burro! A perda da noção da realidade é um dos aspectos da preparação espiritual para o totalitarismo. O país está no caminho. . .

Em uma conversa virtual com venezuelanos, fui perguntado qual a impressão que os brasileiros têm da situação venezuelana e do apoio descarado do governo brasileiro ao regime de Chavez. A resposta que dou para aqueles heróicos homens e mulheres que lutam pela liberdade contra o totalitarismo é a de que estão isolados, desamparados, porque a opinião pública brasileira é completamente indiferente ao sofrimento deles. Na verdade, o Brasil está anestesiado em suas próprias crises políticas, já que a oposição sumiu do país. O domínio cultural e da imprensa pelo esquerdismo é hegemônico, quase absoluto. A mídia, em geral, é de uma completa subserviência ao governo. E a popularidade de Lula, explicada pelos seus dotes pseudo-intelectuais ou pela capacidade retórica pífia, não se sustentaria por longo tempo se não houvesse essa gigantesca estrutura de colaboração pusilânime da imprensa e dos intelectuais com o governo. A colaboração do Presidente Lula com os regimes esquerdistas alimentados por Chavez é um sintoma claro de que o nosso governo é criminoso e traidor. O PT coloca os interesses partidários e ideológicos acima dos interesses nacionais, ainda que tais alianças espúrias afetem a soberania do país e a integridade dos cidadãos. O caso da expulsão dos brasileiros na Bolívia ou mesmo o escandaloso acordo de Itaipu, obrigando o contribuinte a pagar mais caro por energia elétrica, são reflexos claros desse conluio político. Todavia, nenhuma notícia, nenhum protesto é visível na imprensa. Nem mesmo a oposição fala a respeito. E o povo, bestializado por um turbilhão de mentiras, ignora que está sendo violado em seus direitos. A imprensa brasileira, atualmente, não difere muito do que ocorre em Cuba ou na Coréia do Norte.

Burocracia onipotente e imprensa mitomaníaca, dois pesadelos que podem moldar a vida política para a mais completa destruição da verdade, da liberdade e da consciência de um país e mesmo do mundo. Os problemas mais graves de nosso país e da América Latina permanecem ocultos para a maioria da população. Até porque os fatos retratados pela crise de Honduras revelam que tal fenômeno possui alcance mundial. O alcance de uma elite que quer ter o domínio internacional, bem aos moldes daquilo que os mais monstruosos tiranos do século XX sonharam para si. E uma tirania continental está cada vez mais próxima de nós! travestidos de jornalistas; as universidades brasileiras, no geral, não formam outra coisa senão uma mão-de-obra ociosa de funcionários públicos e militantes de ONGs e grupelhos revolucionários. Como a moda do momento é agradar aos anseios da expansão

Fonte: Conde Loppeux

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
10/08/2009 - 11:47

Os fins justificam os meios?

Por Arlindo Montenegro

Para os marxistas a resposta é sim. Têm como meta o poder total no planeta, com a eliminação de todos os contrários, sai de baixo, que vale tudo! Lênin ensinou e seus seguidores praticam sistematicamente: vale mentir, desdizer o que foi dito, corromper a juventude, falar de democracia e estado de direito, infiltrar-se mascarado em todas as instituições, dividir a população, mobilizar greves, promover o pânico e a violência, satirizar crenças e valores morais, ser desonesto, confiscar as armas de fogo, distribuir drogas, colocar jovens contra pais e professores… tudo para tomar o poder.

Numa palestra proferida no Rio de Janeiro, sob o título “As ameaças à nossa liberdade”, o Professor Ubiratan Iorio analisou os rumos políticos e econômicos do nosso País, concluindo que estamos vulneráveis interna e externamente como nação. E indicando “o resgate da tradição e dos valores morais transmitidos por sucessivas gerações é tarefa obrigatória de toda e qualquer pessoa de bem no mundo de hoje”.

Discorreu sobre o processo de acelerada contaminação cultural implantada pelos marxistas, desde 1990, quando foi criado por iniciativa do sr. Lula, o Foro de São Paulo, como instância maior da implantação do comunismo nas Américas, injetando o veneno revolucionário imoral na sociedade, com a omissão de uns e a covardia de outros nos meios midiáticos.

Pesquisa da UNESP informa que, nos primeiros cinco anos do atual governo, foram invadidas 4.008 propriedades. Nas cidades as pessoas são ameaçadas por traficantes que se escondem nas ditas “comunidades”, que por sua vez são aterrorizadas por “milícias”. Nas universidades, quem não é marxista é perseguido e patrulhado de várias formas. Quem não se droga é careta.

Esta sub cultura da luta de classes, conceito marxista que ilude as gentes “sou pobre porque você é rico”, coloca negros contra brancos, homens e mulheres que antes eram partes complementares na família, em franca competição. A defesa de falsas posições ditas progressistas, contribui para a confusão, a sub educação, a ausência de solidariedade verdadeira e o civismo. Negação da responsabilidade e conseqüente selvageria.

Nos bastidores desta realidade, contra o caos estabelecido, os estamentos sociais que estão sufocados, ainda conservam muito do que se pode denominar “extremos que se tocam”. Grupos que, no desespero do obscurantismo, conservam uma fixação psiquiátrica no passado. Uns com sede de vingança. Outros saudosistas que refletem um revanchismo contrário. Ambos servindo a interesses nada patrióticos. A dialética da ignorância dá medo.

Conforta lembrar as lições filosóficas de Mario Ferreira dos Santos. Examinando os registros da história, ele identifica ciclos de predominância do poder, ora nas mãos do clero, da nobreza ou dos homens de negócios. Quem dispõe do poder “marca a direção da própria sociedade, segundo, sobretudo, os seus interesses”.

Passamos pela nobreza, conhecemos a revolução que no ocidente denominamos burguesa, até que o homem de negócios dispondo do poder econômico passou a controlar o poder político, apoiando-se nas agitações populares, prometendo o poder ao povo e o exercício do poder em nome do povo. Seguem-se as agitações e então chegam os marxistas falando de “massas” – uma coisa moldável que se pode alimentar com fermento e manipular para a rebelião.

O fato é que os marxistas sabem que a vez da “massa” não chega nunca, por uma razão muito simples: “as massas nunca estão devidamente preparadas, (…) nem elas tem nem dispõem do conhecimento e dos meios suficientes, sobretudo intelectuais para assumir o poder social”. São engabeladas pelos “cesares” personalistas, exatamente por ser um momento “de decadência social, instante que surgem os ditadores, provindos da própria massa, muitos deles, como trânsfugas” da própria “massa”.

Como superar estas deficiências humanas e chegar ao estado democrático de direito, num instante em que um grupo de poder controlador financeiro se impõe acima de todos os descritos por Mario Ferreira? Como superar a fraqueza moral e a ignorância marxista a serviço desde “novo” grupo de poder global?

Mario Ferreira aponta o trabalho de superação da malícia, da fraqueza moral, da ignorância. “A educação da vontade, a educação dos ímpetos, passa a ser um tema fundamental, (…) a capacidade de escolher o bem e tender para este bem (…) a vontade assistida pelo intelecto se torna capaz não só de reconhecer como também de orientar.

Falta-nos marcar “o rumo que o intelecto permite descortinar” e seguí-lo. Faltam-nos os meios para alcançar os fins. Mas precisamos ter amor, fé e esperança de que vamos conseguir.

Referências:
- Ubiratan Iório, “As ameaças à nossa liberdade”, palestra, Junho 2009;
- Mario Ferreira dos Santos, “Os ciclos culturais da humanidade”, Palestra no Centro Convívium, 1967.

Fonte: Alerta Total

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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