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05/06/2009 - 10:32

OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM

É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.

Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).

Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:

“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimenta pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”

Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.

Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?

A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?

Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:

“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi  o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.

Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo:  vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.

“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.

Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.

Questões contemporâneas

E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.

Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:

“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos.  Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.

O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.

Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.

E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.

“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”

E agora o pito em Israel:

“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.

Aí a vaca foi para o brejo

No afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.

Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:

“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”

É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:

“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).

O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:

Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”

Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.

Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.

Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.

Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.

Fonte: Reinaldo Azevedo

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
23/03/2009 - 04:41

É CHEGADA A HORA DE O MUNDO ÁRABE AJUDAR OS PALESTINOS, EM VEZ DE APENAS USÁ-LOS CONTRA ISRAEL

No dia 18, Nonie Darwish escreveu um artigo no The Wall Street Journal (aqui, em inglês) que merece ser lido com toda a atenção. Nonie é egípcia e fundou a organização “Arabs for Israel”, destinada, segundo diz, a promover a paz entre os dois lados. É escritora, jornalista e polemista. Seu livro mais famoso é “Now they call me infidel” (Agora eles me chamam infiel) e tem um subtítulo tão longo quanto revelador: “por que renunciei à jihad e preferi a América, Israel e a guerra contra o terror”. É também autora de “Cruel and Usual Punishment”. Em seu texto no WSJ, toca em algumas questões que, parece-me, são centrais nos embates do Oriente Médio, embora ignoradas pela imprensa ocidental, que costuma ser generosa com o lobby do Hamas. Faço uma tradução comentada de seu artigo nas linhas que seguem.
Nonie lembra que a imprensa costuma atribuir apenas a Israel a responsabilidade pelas deploráveis condições de vida dos palestinos de Gaza. E escreve: elas decorrem de 60 anos de uma política dos países árabes que exige que os palestinos sejam considerados “refugiados” — porque, assim, podem ser usados — manipulados mesmo — para combater Israel. Ela conhece bem a situação. Morou em Gaza nos anos 1950. Seu pai comandava as operações contra Israel naquela área e contava com o sacrifício dos “martires” palestinos. Gaza ainda era a fronteira da luta contra Israel — depois ela se expandiu muito. Em 1956, ele foi morto pelas forças israelenses. 

Foi naqueles anos, diz, que a Liga Árabe deu início à sua política para os “refugiados palestinos”. ATENÇÃO, LEITORES. NESTE PONTO, A ARGUMENTAÇÃO DE NONIE É REALMENTE PODEROSA.
1 – Os países árabes começaram a aprovar leis que tornavam impossível a integração dos refugiados palestinos da guerra de 1948 contra Israel;
2 – os filhos dos palestinos nascidos em países árabes e que neles viveram a vida inteira não têm direito à nacionalidade;
3 – cônjuges palestinos de cidadãos de outros países árabes continuam a ser, pasmem!, “refugiados” — estão proibidos de se naturalizar;
4 – esses “refugiados” têm de se lembrar que são “palestinos”, ainda que jamais tenham posto os pés em Gaza ou na Cisjordânia. Sessenta anos! Há “palestinos” em países árabes, sem direito à cidadania, que já são avós. Seus netos, duas gerações à frente, continuam “palestinos” — e isso quer dizer que estão privados dos direitos dos demais nativos.

Diga aí, leitor: você se lembra de algum país ocidental — até mesmo a Itália do demonizado Berlusconi — em que as leis de imigração sejam tão duras? Mas que se note: ELAS SÃO ESPECIALMENTE DURAS PARA OS PALESTINOS!!!

É evidente que essa política que força a identidade condena essa gente toda à miséria, eternizando nos campos. Nonie lembra que o Comissariado da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), financiado pelos países árabes, estimula uma alta taxa de natalidade entre os “refugiados”. E rememora uma frase de Yasser Arafat: o útero das mulheres palestinas é (era) a sua melhor arma.

O artigo de Nonie é demolidor. No momento em que os palestinos recebem US$ 4,5 bilhões de ajuda para reconstruir Gaza, ela lembra que um terço dos palestinos ainda vive em campos de refugiados. Por 60 anos, diz, os regimes árabes têm usado terroristas palestinos em sua luta contra Israel. Agora é a vez do Hamas, financiado pelo Irã. Enquanto seus líderes planejam ataques em seus bunkers, os civis ficam no fogo cruzado entre os terroristas e os soldados israelenses.

O resultado desses 60 anos de política árabe é a transformação de Gaza num grande campo de prisioneiros, de 1,5 milhão de pessoas. Tanto Israel como Egito temem a infiltração terrorista a partir da área, especialmente depois da chegada do Hamas ao poder, e mantêm fechadas suas fronteiras. Os palestinos de Gaza continuam a sofrer as conseqüências porque a região continua a abrigar os terroristas. Dois anos depois da saída dos israelenses, os atentados não cessaram. Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.

Nonie observa que o Hamas, fantoche do Irã, não é um perigo apenas para Israel, mas também para os palestinos e para os vizinhos árabes, que temem que o radicalismo islâmico crie instabilidade.

Os países árabes declaram seu amor pelo povo palestino, escreve Nonie, mas parecem mais interessados em sacrificá-los. Se eles realmente amam seus irmãos, deveriam pressionar o Hamas a parar com seus foguetes. Num prazo mais longo, o mundo árabe precisa pôr fim à política dos “refugiados palestinos” (com o objetivo de atingir Israel). Mais: é hora, segundo diz, de os 22 países árabes abrirem as suas fronteiras, aceitando os palestinos de Gaza que quiserem começar uma nova vida.

É, tempo, escreve a autora, de o mundo árabe realmente ajudar os palestinos, em vez de usá-los.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
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