O TrOgLoDiTA

Divagações…

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21/07/2009 -  17:27     

Petista chama ministro de Israel de racista.

Valter Pomar é uma voz oficial do PT. Representa, sim, o partido. Ao referir-se a uma autoridade estrangeira em visita ao país como “racista” e “fascista” quem falou foi o Secretário de Relações Internacionais do PT e membro da Executiva Nacional, com direito a voz e voto. Igual ao Pomar na nomenklatura do PT, só tem mais 21. Ideli Salvatti é bagrinho perto do Pomar. Eduardo Suplicy é um lambari. Portanto, aguarda-se uma posição oficial do presidente de honra do partido, Lula, desculpando-se da ofensa feita ao ministro das Relações Exteriores de Israel, em visita oficial ao Brasil, Avigdor Lieberman. E fiquemos atentos para ver se o Valter Pomar terá a mesma posição em relação à Mahmoud Ahmadinejad, que roubou a eleição iraniana, que manda assassinar opositores nas ruas e que em breve estará visitando o país.
Fonte: Coturno Noturno
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05/06/2009 -  10:32     

OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM

É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.

Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).

Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:

“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimenta pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”

Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.

Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?

A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?

Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:

“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi  o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.

Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo:  vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.

“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.

Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.

Questões contemporâneas

E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.

Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:

“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos.  Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.

O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.

Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.

E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.

“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”

E agora o pito em Israel:

“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.

Aí a vaca foi para o brejo

No afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.

Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:

“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”

É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:

“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).

O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:

“Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”

Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.

Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.

Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.

Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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19/05/2009 -  06:53     

“We’re not going to have talks forever”

de Reinaldo Azevedo
“We’re not going to have talks forever.”

Essa foi a frase mais importante dita no encontro entre Barack Obama, presidente dos Estados, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin (Bibi) Netanyahu. A fala é do presidente americano e se referia ao Irã: “Não vamos conversar para sempre”. Isto mesmo: se o Irã decidir levar adiante o seu programa nuclear, os EUA prometem agir. Como? Bem… Isso não é mesmo coisa muito diferente do que dizia aquele outro, como é mesmo?, ah,Jorjibúxi. Quase me esqueço do nome do demônio aposentado.

Li a imprensa liberal americana esses dias e também a brasileira. Parecia que Obama estava prestes a dar um pé no traseiro de Netanyahu. O encontro, antes de acontecer, era classificado de “tenso”, “delicado” e afins. Foi amenos e burocrático. No fim das contas, os EUA disseram o que costumam dizer a governantes israelenses: defendem a existência de dois estados — o tal Jorjibúxi queria algo diferente? — e também se opõem à expansão das colônias da Cisjordânia. Tudo conforme, vamos dizer, a tradição. Ah, sim: eu também estou com Obama: a favor de dois estados e contra a expansão das colônias.

É. Com efeito, o governo israelense mudou um pouco em relação ao anterior. Os israelenses, sob a chuva de foguetes terroristas, escolheram, desta feita, os durões. Mas Bibi também inovou muito pouco: “Nós estamos prontos para fazer a nossa parte e esperamos que os palestinos façam a deles”. Segundo o primeiro-ministro israelense, se eles reconhecerem o direito de Israel existir como um estado judeu, em segurança, é possível apostar na convivência de palestinos e israelenses. O que significa isso? Vamos ver. Mohmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, por exemplo, não aceita o caráter judaico do estado israelense. É só o começo de muitas outras complicações.

E a maior de todas elas se chama Irã, que hoje sustenta os terroristas do Hamas e do Hezbollah. E, de fato, esse foi o tema principal da conversa dos dois, para certa frustração da imprensa engajada. Obama reiterou que prefere conversar, que quer romper o isolamento a que está relegado o Irã etc. Mas deixou claro que a coisa tem de avançar. Afinal, “We’re not going to have talks forever.”

Se, em vez de se encontrar com Obama, Bibi tivesse batido um papo com Jorjibúxi, a coisa seria muito diferente? Não! Não faço essa observação por cinismo ou coisa parecida. Apenas chamo a atenção para o fato de que a política tem alguns limites impostos pela realidade. Somos tentados, às vezes, a considerar que realmente bastam atos de vontade para mudar o status dos conflitos. Não bastam.

Sei que Obama está decepcionando a muitos. E a outros, por sua vez, não chega a surpreender. Nem nesse caso nem no recuo em relação a Guantánamo. Ora feliz, ora infelizmente, não se governa com a retórica com que se ganham eleições. Com alguma freqüência, elas chegam a ser contraditórias. Em alguns casos, são até opostas.

Obama começa a descer ao mundo real. Ao mundos dos vivos. E dos mortos.

Fonte: Reinaldo Azevedo
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05/05/2009 -  04:18     

O amigo da diplomacia lulista vem nos visitar

de Bruno Pontes
Muitos achavam que Hitler não passava de um bufão quando ameaçava “solucionar” o problema representado pela existência dos judeus. Ao fim da guerra, seis milhões deles estavam mortos, após uma campanha intensa de desumanização promovida pelo III Reich. Hitler falava sério enquanto os céticos apostavam no pensamento positivo.

No dia 21 de abril, os judeus ao redor do mundo olharam para trás e prestaram homenagens aos seus irmãos massacrados pelos nazistas. Daqui a alguns dias, um homem que deseja apertar o botão do segundo holocausto será recebido em solo brasileiro pelo presidente Lula. Enquanto Mahmoud Ahmadinejad estiver posando para fotos em Brasília, os homens do programa nuclear iraniano estarão em seus laboratórios desenvolvendo os meios de varrer Israel do mapa, concretizando intenções já anunciadas para quem quiser ouvir.

Em fevereiro, o Irã lançou ao espaço o satélite “Esperança”, mostrando que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Para quem não sabe, um míssil balístico pode ser usado para transportar bombas atômicas por longas distâncias. Para atingir Israel, enfim. A única democracia do Oriente Médio vislumbra o maior risco à sua vida curta e permanentemente ameaçada por vizinhos hostis e grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah, financiados por Ahmadinejad e responsáveis por anos de ataques terroristas em Israel e outras partes do mundo.

Durante a operação Cast Lead, quando Israel reagiu a oito anos de chuva de foguetes lançados pelo Hamas a partir de Gaza, o discurso de Ahmadinejad foi endossado com gosto por esquerdistas de todos os partidos. Pregavam a rendição imediata de Israel aos seus carrascos e igualavam os israelenses aos nazistas. Foi o que fez o PT de Lula em nota publicada no site do partido. Os parlamentares petistas deveriam receber Ahmadinejad no aeroporto de braços abertos, ao lado de parlamentares do PC do B e do PSOL, professores universitários anti-Israel e jornalistas que prestam assessoria ao Hamas – o pessoal da Caros Amigos em especial.

O Hitler dos nossos dias está vindo nos visitar. Quando Ahmadinejad estiver aqui assinando papéis com Lula e talvez até servindo de escada para alguma piada do nosso presidente, não se esqueça de que o amigo iraniano da diplomacia lulista é um dos motores da jihad islâmica contra o mundo livre, e Israel, o símbolo maior, é o alvo prioritário. Depois vem a velha Europa, já com as calças meio baixas, e então os Estados Unidos, agora vivendo a era Obama, baseada em conversa macia com o terror e pedidos de desculpas a tiranos diversos. Essa batalha decisiva, na qual Ahmadinejad é agente de influência global, envolve dois lados: de um, o totalitarismo islâmico, a ambição do califado mundial (incluindo o apedrejamento de mulheres e a execução de hereges de todos os tipos). Do outro, a liberdade, a democracia liberal, que no Oriente Médio só existem em Israel, esse pequeno país cercado de inimigos por todos os lados. E o mais perigoso deles hoje é Ahmadinejad.

Fonte: Bruno Pontes
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20/04/2009 -  21:43     

Lembrar e jamais esquecer!

Amigos,

Hoje à noite aqui em Israel, começou o dia de recordação às vítimas do Holocausto. Por um dia inteiro, todos os canais de televisão e rádio mudam suas programações para relembrar os 6 milhões de judeus que foram assassinados das maneiras mais brutais que o ser humano já foi capaz de fazer.

Lembro-me que no Brasil esse dia passava praticamente desapercebido, enquanto que aqui em Israel todos sentimos o peso deste dia triste. Amanhã as 10 horas da manhã todo o país parará e ficará dois minutos de silêncio.

O que me deixou mais triste foi o fato de que justamente hoje, a ONU realizou uma conferência contra o racismo na Suíça e convidou nada mais nada menos que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, para ser o convidado de honra e fazer um discurso para todo o mundo. É revoltante ver que o mundo não aprendeu com o Holocausto e ainda hoje, em uma conferência para se debater o racismo, o foco foi dado ao mais anti-semita e racista dos tempos atuais. Ahmadinejad em diversas ocasiões incitou o ódio, negou a existência do Holocausto e declarou abertamente que Israel deve ser varrido do mapa, assim como Hitler dizia que o povo judeu deveria ser exterminado!

Sabendo do conteúdo racista e anti-semita que aguardava esta conferência, países como EUA, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda e outros resolveram boicotar o evento. Aqueles que assistiram ao discurso nojento de Ahmadinejad viram que quando ele recomeçou com seu ataque anti-semita e anti-Israel, os delegados dos países civilizados levantaram-se e saíram. Mesmo assim, Ahmadinejad continuou com seu discurso de ódio, do mesmo gênero que Hitler usava antes do Holocausto para colocar os alemães contra os judeus. A diferença é que hoje este discurso foi em uma conferência da ONU, transmitida para todo o mundo e com um novo Hitler que está construindo suas bombas nucleares!

Me deixa muito preocupado o fato de mesmo ainda tendo alguns milhares de sobreviventes vivos contando suas histórias, cada vez mais parece que o mundo esquece o Holocausto e dá voz àqueles que querem negá-lo. O que será daqui a alguns anos quando não houverem mais sobreviventes provas vivas dos crimes nazistas?

Lembro, que quando estava no Brasil achava que o Holocausto e o anti-semitismo era algo muito longe e que o mundo já havia se livrado destas idéias racistas de uma maneira geral. Sentia-me imune, principalmente no Brasil, onde sempre acreditei que algo deste gênero nunca poderia acontecer por estar longe de conflitos e pelo Brasil zelar por uma boa convivência entre os povos. Hoje acho que posso estar enganado, já que o nosso presidente Lula, em 15 dias (6 de maio) irá receber de braços abertos em solo brasileiro este Hitler dos novos tempos, que incita o ódio, a não tolerância e a extinção do povo de Israel. O anti-semitismo e o negador do Holocausto está mais perto do que nunca e será convidado de gala de nosso governo!!!

Não vamos deixar que o Holocausto se apague de nossas memórias, para que ninguém ouse tentar fazê-lo novamente.

Lembrar e jamais esquecer!

André

http://namiradohamas.blogspot.com

Divulgação: www.juliosevero.com

Para ler mais sobre o presidente do Irã neste blog, clique aqui.

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09/04/2009 -  06:37     

Notícias do Oriente Médio que não aparecem no jornal

de Bruno Pontes
Artigo no jornal O Estado 

Neste artigo, você fica sabendo de algumas notícias recentes do Oriente Médio que não servem para prejudicar Israel e, portanto, não apareceram nos jornais brasileiros.
Dia 02 de abril: a Autoridade Palestina dá mais um exemplo de democracia e proíbe seus liderados de vender terras e casas para judeus. Sheikh Tayseer Rajab Tamimi, chefe de justiça da organização, lembra que fazer tais negócios com judeus é pecado grave. Quem pecar vai responder conforme os preceitos islâmicos e ser afastado de sua família e de sua comunidade. Liberdade islâmica é isso aí.
Dia 02 de abril: um judeu de 13 anos de idade é morto a machadadas por um palestino. O crime aconteceu na comunidade de Beit Ayin, entre Jerusalem e Hebron. A Brigada de Mártires Al Aqsa, ligada ao Fatah, divulga nota assumindo a responsabilidade pelo ataque, que também deixou uma criança de sete anos ferida na cabeça. Repito: a arma usada foi um machado.
Uma informação adicional: a comunidade de Beit Ayin não é protegida por muros ou cercas de segurança porque os moradores acreditam que tal coisa seria uma demonstração de fraqueza. Agora que uma criança foi morta a machadadas, talvez eles pensem em erguer proteção. Se isto acontecer, a notícia vai sair no jornal, trazendo a opinião categórica de algum especialista de plantão: os muros provam que Israel é um estado nazista que segrega os árabes e impede sua movimentação.
Dia 01 de abril: no encontro para a foto oficial do G-20, Barack Hussein Obama se curva alegremente parareverenciar o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Saud. Ele baixa a cabeça e dobra os joelhos para um homem que financia o terror islâmico e os planos de destruição de Israel.
A posição de Obama nessa questão é clara. Quem passa a vida inteira cercado por militantes anti-Israel, dámilhões de dólares ao Hamas, escolhe Mohammed Abbas como interlocutor do seu primeiríssimo telefonema presidencial, prega a rendição ao programa nuclear iraniano, advoga o “diálogo” com terroristas e presta reverência a um financiador deles não deixa margem para dúvidas. O suposto líder do mundo livre deu as costas para a única democracia do Oriente Médio, cercada por regimes que desejam sua extinção.
Boa sorte, Israel. Agora que a batalha mais importante da sua vida se aproxima, agora que Mahmoud Ahmadinejad está a poucos passos da bomba atômica (se já não a tiver), agora que o segundo holocausto é endossado pela militância internacional, agora que a presidência dos Estados Unidos é francamente hostil à sua existência, você vai lutar sozinho. E vencer, como venceu sempre. Até o ano que vem em Jerusalém.
Fonte: Bruno Pontes
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23/03/2009 -  04:55     

Obama quer ser simpático com o terror

de Bruno Pontes
Barack Hussein Obama, o presidente mais lindo, carismático e inteligente do universo, veio para iniciar uma nova era. Chega de “truculência”. O importante agora é sair bem na foto a qualquer custo, mesmo que seja aos olhos dos inimigos dos Estados Unidos.
A primeira entrevista televisiva de Obama como presidente foi dada à emissora árabe Al Arabiya. Ele foi logo dizendo que, se os aiatolás iranianos forem bonzinhos, os americanos serão bonzinhos. Por favor, Irã, seja bonzinho, não varra Israel do mapa… Os aiatolás responderam afirmando que ninguém se mete nos assuntos nucleares deles.
Obama tentou de novo e enviou uma mensagem em vídeo aos líderes do Irã. Falou de esperanças, sonhos comuns, paz entre os vizinhos (por favor, não varra Israel do mapa…), esperanças compartilhadas e coisa e tal. Como os aiatolás responderam dessa vez?

“O líder supremo do Irã agradeceu aos Estados Unidos pelas sanções impostas ao país, porque, segundo ele, permitiram o fortalecimento de Teerã. Ele citou como exemplo a entrada em órbita de um satélite e os progressos no campo nuclear (…) Khmanei criticou ainda o trecho do discurso de Obama no qual afirmou que o Irã não pode ocupar o lugar que corresponde ao país no mundo recorrendo ao ‘terror e às armas’, antes de pedir a Teerã uma opção pelos meios pacíficos”.

O Irã já financia o Hamas e o Hezbollah. Em pouco tempo, os aiatolás iranianos terão a bomba atômica, e Israel é o alvo prioritário. A jihad islâmica contra o mundo livre pode ter o maior triunfo de sua história de terror. Primeiro Israel, depois a Europa, e então os Estados Unidos. Mas para que se preocupar? Estamos em uma nova era. Obama já está tomando todas as providências necessárias para ser simpático aos olhos dos terroristas. Mais um pouco e ele manda uma caixa de chocolate para Mahmoud Ahmadinejad. Change…
Fonte: Bruno Pontes
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23/03/2009 -  04:41     

É CHEGADA A HORA DE O MUNDO ÁRABE AJUDAR OS PALESTINOS, EM VEZ DE APENAS USÁ-LOS CONTRA ISRAEL

de Reinaldo Azevedo
No dia 18, Nonie Darwish escreveu um artigo no The Wall Street Journal (aqui, em inglês) que merece ser lido com toda a atenção. Nonie é egípcia e fundou a organização “Arabs for Israel”, destinada, segundo diz, a promover a paz entre os dois lados. É escritora, jornalista e polemista. Seu livro mais famoso é “Now they call me infidel” (Agora eles me chamam infiel) e tem um subtítulo tão longo quanto revelador: “por que renunciei à jihad e preferi a América, Israel e a guerra contra o terror”. É também autora de “Cruel and Usual Punishment”. Em seu texto no WSJ, toca em algumas questões que, parece-me, são centrais nos embates do Oriente Médio, embora ignoradas pela imprensa ocidental, que costuma ser generosa com o lobby do Hamas. Faço uma tradução comentada de seu artigo nas linhas que seguem.
Nonie lembra que a imprensa costuma atribuir apenas a Israel a responsabilidade pelas deploráveis condições de vida dos palestinos de Gaza. E escreve: elas decorrem de 60 anos de uma política dos países árabes que exige que os palestinos sejam considerados “refugiados” — porque, assim, podem ser usados — manipulados mesmo — para combater Israel. Ela conhece bem a situação. Morou em Gaza nos anos 1950. Seu pai comandava as operações contra Israel naquela área e contava com o sacrifício dos “martires” palestinos. Gaza ainda era a fronteira da luta contra Israel — depois ela se expandiu muito. Em 1956, ele foi morto pelas forças israelenses. 

Foi naqueles anos, diz, que a Liga Árabe deu início à sua política para os “refugiados palestinos”. ATENÇÃO, LEITORES. NESTE PONTO, A ARGUMENTAÇÃO DE NONIE É REALMENTE PODEROSA.
1 – Os países árabes começaram a aprovar leis que tornavam impossível a integração dos refugiados palestinos da guerra de 1948 contra Israel;
2 – os filhos dos palestinos nascidos em países árabes e que neles viveram a vida inteira não têm direito à nacionalidade;
3 – cônjuges palestinos de cidadãos de outros países árabes continuam a ser, pasmem!, “refugiados” — estão proibidos de se naturalizar;
4 – esses “refugiados” têm de se lembrar que são “palestinos”, ainda que jamais tenham posto os pés em Gaza ou na Cisjordânia. Sessenta anos! Há “palestinos” em países árabes, sem direito à cidadania, que já são avós. Seus netos, duas gerações à frente, continuam “palestinos” — e isso quer dizer que estão privados dos direitos dos demais nativos.

Diga aí, leitor: você se lembra de algum país ocidental — até mesmo a Itália do demonizado Berlusconi — em que as leis de imigração sejam tão duras? Mas que se note: ELAS SÃO ESPECIALMENTE DURAS PARA OS PALESTINOS!!!

É evidente que essa política que força a identidade condena essa gente toda à miséria, eternizando nos campos. Nonie lembra que o Comissariado da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), financiado pelos países árabes, estimula uma alta taxa de natalidade entre os “refugiados”. E rememora uma frase de Yasser Arafat: o útero das mulheres palestinas é (era) a sua melhor arma.

O artigo de Nonie é demolidor. No momento em que os palestinos recebem US$ 4,5 bilhões de ajuda para reconstruir Gaza, ela lembra que um terço dos palestinos ainda vive em campos de refugiados. Por 60 anos, diz, os regimes árabes têm usado terroristas palestinos em sua luta contra Israel. Agora é a vez do Hamas, financiado pelo Irã. Enquanto seus líderes planejam ataques em seus bunkers, os civis ficam no fogo cruzado entre os terroristas e os soldados israelenses.

O resultado desses 60 anos de política árabe é a transformação de Gaza num grande campo de prisioneiros, de 1,5 milhão de pessoas. Tanto Israel como Egito temem a infiltração terrorista a partir da área, especialmente depois da chegada do Hamas ao poder, e mantêm fechadas suas fronteiras. Os palestinos de Gaza continuam a sofrer as conseqüências porque a região continua a abrigar os terroristas. Dois anos depois da saída dos israelenses, os atentados não cessaram. Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.

Nonie observa que o Hamas, fantoche do Irã, não é um perigo apenas para Israel, mas também para os palestinos e para os vizinhos árabes, que temem que o radicalismo islâmico crie instabilidade.

Os países árabes declaram seu amor pelo povo palestino, escreve Nonie, mas parecem mais interessados em sacrificá-los. Se eles realmente amam seus irmãos, deveriam pressionar o Hamas a parar com seus foguetes. Num prazo mais longo, o mundo árabe precisa pôr fim à política dos “refugiados palestinos” (com o objetivo de atingir Israel). Mais: é hora, segundo diz, de os 22 países árabes abrirem as suas fronteiras, aceitando os palestinos de Gaza que quiserem começar uma nova vida.

É, tempo, escreve a autora, de o mundo árabe realmente ajudar os palestinos, em vez de usá-los.

Fonte: Reinaldo Azevedo
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19/03/2009 -  13:05     

Israel: alvo principal da jihad contra o mundo livre

de Bruno Pontes
Artigo no jornal O Estado 

A ameaça cada dia mais ostensiva que ronda a única democracia do Oriente Médio deveria lembrar ao mundo o que ocorreu durante o III Reich. Calúnia, difamação, segregação e incitação ao extermínio de judeus: foi assim na Alemanha de Hitler. Nós sabemos o que essa campanha de ódio precedeu. A mesma campanha acontece hoje. O que está vindo? 

Repetindo uma vez mais, quantas vezes forem necessárias: os ataques à existência de Israel tiveram início precisamente no dia seguinte à sua fundação e nunca cessaram durante os 60 anos de sua vida.

Há quase uma década o sul de Israel é atingido por foguetes lançados da faixa de Gaza pelo Hamas. A cidade de Sderot tem parques infantis cercados por muretas de concreto reforçado, para que as crianças não sejam mortas enquanto brincam. Em nenhum outro país do mundo a população civil tem 15 segundos para correr e encontrar abrigo contra os mísseis lançados por uma organização terrorista que costuma ser tratada com delicadeza pela grande seita do jornalismo politicamente correto, que iguala a reação do exército de um país democrático ao ataque de bárbaros que atiram e se escondem atrás de mulheres e crianças e montam suas bases em subsolos de hospitais.

Hamas e Hezbollah são financiados pelo governo do Irã. O país lançou ao espaço no último dia 2 de fevereiro o satélite “Esperança”, mostrando ao mundo que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Seria um passo importante na missão declarada do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad de varrer Israel do mapa. Este homem pode ter a bomba atômica em pouco tempo. Se nada for feito contra Ahmadinejad, e Hussein Obama sinaliza que não fará, Israel vai ter que enfrentar a batalha de sua vida contra um inimigo nuclear.

A sobrevivência de Israel tem relação direta com a sobrevivência da civilização ocidental. A única democracia do Oriente Médio sofre novamente uma campanha de ódio, agora orquestrada por intelectuais de esquerda, fascistas islâmicos e os idiotas úteis de sempre: é a aliança macabra que trabalha na preparação do segundo holocausto. Israel é o alvo prioritário da jihad contra o mundo livre. Esta é a grande batalha: democracia e liberdade versus totalitarismo islâmico. Escolha um lado.

Fonte: Bruno Pontes
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06/01/2009 -  11:22     

SIM OU NÃO À EXISTÊNCIA DE ISRAEL? ESSA É A PRIMEIRA QUESTÃO. EU DIGO “SIM”

Reinaldo Azevedo

O Hamas rompeu a trégua com Israel — a rigor, nunca integralmente respeitada —, e aqueles que ora clamam pelo fim da reação da vítima — e a vítima é Israel — fizeram um silêncio literalmente mortal. Hipócritas, censuram agora o que consideram a reação desproporcional dos israelenses, mas não apontam nenhuma saída que não seja o conformismo da vítima. É desnecessário indagar como reagiria a França, por exemplo, se seu território fosse alvo de centenas de foguetes. É desnecessário indagar como responderia o próprio Brasil. O Apedeuta e seus escudeiros no Itamaraty — que vive o ponto extremo da delinqüência política sob o comando de Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães — aceitam, de bom grado, que Evo Morales nos tungue a Petrobras, mas creio que defenderiam uma resposta militar se o Brasil passasse a ser alvo diário de inimigos. Há dias, Lula afirmou que o Brasil precisa ser uma potência militar se quiser ser respeitado no mundo. Confesso que, dada a moral ora vigente no Planalto e na diplomacia nativa, prefiro que o país tenha, no máximo, aqueles fogos Caramuru, os únicos que, no nosso caso, não podem dar xabu… Lula merece, no máximo, ter um rojão ou aqueles fósforos coloridos de São João para brincar.

É dever de todo governo defender o seu território e a sua gente. Mas, curiosamente (ou nem tanto), pretende-se cassar de Israel o direito à reação. Por quê? O que grita na censura aos israelenses é a voz tenebrosa de um silêncio: essa gente é contra a existência do estado de Israel e acredita que só se obteria a paz no Oriente Médio com a sua extinção. Mas falta a essa canalha coragem para dizer claramente o que pretende. Nesse estrito sentido, um expoente do fascismo islâmico como Mahamoud Ahmadinejad, presidente do Irã, é mais honesto do que boa parte dos hipócritas europeus ou brasileiros. Ele não esconde o que pretende. Aliás, o Hamas também não: o fim da Israel é o segundo item do seu programa, sem o qual o grupo terrorista julga não cumprir adequadamente o primeiro: a defesa do que entende por fé islâmica.

Será que exagero? Que outra consideração estaria na origem da suposição de que um país deve se quedar inerme diante de uma chuva de foguetes em seu território? “Não, Reinaldo, o que se censura é o exagero, a reação desproporcional”. Tratarei desse argumento, essencialmente mentiroso e de ocasião, em outro post. Neste artigo, penso questões mais profundas, que estão na raiz do ódio a Israel. Como se considera que aquele estado é essencialmente ilegítimo, cobra-se dele, então, uma tolerância especial. Aliás, exigem-se dos judeus duas reações particulares, de que estariam dispensados outros povos.

Como os hipócritas do silêncio consideram que a criação de Israel foi uma violência, cobram que esse estado viva a pedir desculpas por existir e jamais reaja. Seria uma espécie de suicídio. Israel faria por conta própria o que várias nações islâmicas — em grupo, em par ou isoladamente — tentaram sem sucesso em 1956, em 1967 e em 1973: eliminar o país do mapa. Dói na consciência e no orgulho dos inimigos do país a constatação de que ele adquiriu o direito de existir na lei e na marra, na diplomacia e no campo de batalha.

A segunda reação particular guarda relação com o nazismo. Porque os judeus conheceram o horror, estariam moralmente proibidos de se comportar como senhores: teriam de ser eternamente vítimas. Ao povo judeu seria facultado despertar ódio ou piedade, mas jamais temor. Franceses, alemães, espanhóis, chineses, japoneses e até brasileiros cometeram ou cometem suas injustiças e violências — e todos esses povos souberam ou sabem ser impressionantemente cruéis em determinadas ocasiões e circunstâncias. Mas os judeus?! Eles não!!! Esperam-se passividade e mansidão pouco importa se são tomados como usurpadores ou vítimas. A anti-semitismo ainda pulsa, eis a verdade insofismável.

Tudo seria mais fácil se as posições fossem aclaradas. Acatar ou não a legitimidade do estado de Israel ajudaria muitas nações e muitas correntes político-ideológicas a se posicionar e a se pronunciar com clareza: “Sim, admito a existência de Israel e penso que aquele estado, quando atacado, tem o direito de se defender”. É o que pensa este escriba. Ou: “Não! Fez-se uma grande bobagem em 1948, e os valentes do Hamas formam, na verdade, uma frente de resistência ao invasor; assim, quando eles explodem uma pizzaria ou um ônibus escolar ou quando jogam foguetes, estão apenas defendendo um direito”. Mas os hipócritas não seriam o que são se não cobrissem o vício com o manto da virtude. Como não conseguem imaginar uma solução para alguns milhões de israelenses que não o mar — e, desta feita, sem Moisés para abri-lo —, então disfarçam o ódio a Israel com um conjunto pastoso de retóricas vagabundas: “pacifismo”, “antimilitarismo”, “reação proporcional”, “direito à resistência” etc.

Na imprensa brasileira, um jornalista como Janio de Freitas chegou a chamar o ataque aéreo a Gaza de “genocídio”, dando alguma altitude teórica à militância política anti-Israel — embora o próprio Hamas admita que a maioria das vítimas seja mesmo composta de militantes do grupo. Trata-se, claro, de uma provocação: sempre que Israel é acusado de “genocida”, pretende-se evocar a memória do Holocausto. Em uma única linha, sustenta-se, então, uma farsa gigantesca:

a) maximiza-se a tragédia presente dos palestinos;

b) minimiza-se a tragédia passada dos judeus:

c) apaga-se da história o fato de que o Hamas é a força agressora, e Israel, o país agredido;

d) equiparam-se os judeus aos nazistas que tentaram exterminá-los, o que, por razões que dispensam a exposição, diminui a culpa dos algozes;

e) cria-se uma equivalência que aponta para uma indagação monstruosa: não seria o povo vítima do Holocausto um tanto merecedor daquele destino já que incapaz de aprender com a história?

E pouco importa se os que falam em genocídio têm ou não consciência dessas implicações: o mal que sai da boca dos cínicos não vira virtude porque na boca dos tolos.

Em junho de 2007, esse mesmo Hamas foi à guerra contra o Fatah na Faixa de Gaza. E venceu. O grupo preferiu não fazer prisioneiros. Os que eram rendidos ou se rendiam eram executados com tiros na cabeça — muitas vezes, as mulheres e filhos das vítimas eram chamados para presenciar a cena. “O que ocorreu no centro de segurança [as execuções] foi a segunda liberação da Faixa de Gaza; a primeira delas foi a retirada das tropas e dos colonos de Israel da região, em setembro de 2005″, disse então Sami Abu Zuhri, um membro do Hamas. “Estamos dizendo ao nosso povo que a era do passado acabou e não irá volta. A era da Justiça e da lei islâmica chegou”, afirmou Islam Shahawan, porta-voz do grupo. Nezar Rayyan, também falando em nome dos terroristas, não teve dúvida: “Não haverá diálogo com o Fatah, apenas a espada e as armas. Desde 2006, quase 700 palestinos foram assassinados por rivais… palestinos.

Ódio a Israel

O ódio a Israel espalhado em várias correntes de opinião no Ocidente é caudatário da chamada “luta contra o Império”. O apoio ao país nunca foi tão modesto — em muitos casos, envergonhado. Não é coincidência que assim seja no exato momento em que se vislumbra o que se convencionou chamar de “declínio americano”. Israel é visto como uma espécie de enclave dos EUA no Oriente Médio. As esquerdas do mundo caíram de amores pelos vários sectarismos islâmicos, tomados como forças antiimperialistas, de resistência. Eu era ainda um quase adolescente (18 anos)— e de esquerda! — quando se deu a revolução no Irã, em 1979, e me perguntava por que os meus supostos parceiros de ideologia se encantavam tanto com o tal aiatolá Khomeini, que me parecia, e era, a negação, vejam só!, de alguns dos pressupostos que deveriam nos orientar — e o estado laico era um deles. Mas quê… A “luta antiimperialista” justificava tudo. O que era ruim para os EUA só poderia ser bom para o mundo e para as esquerdas. No poder, a primeira medida de Khomeini foi fuzilar os esquerdistas que haviam ajudado a fazer a revolução…

É ainda o ódio ao “Império” que leva os ditos “progressistas” do mundo a recorrer à vigarice intelectual a mais escancarada para censurar Israel e se alinhar com as “vítimas” palestinas. Abaixo, aponto alguns dos pilares da estupidez.

Mas o que é terrorismo?

Pergunte a qualquer “progressista” da imprensa ou de seu círculo de amizades se ele considera o Hamas um grupo “terrorista”. A resposta do meliante moral virá na forma de uma outra indagação: “Mas o que é terrorismo?” A luta “antiimperialista” torna esses humanistas uns relativistas. Eles dirão que a definição do que é ou não terrorismo decorre de uma visão ideológica, ditada por Washington, pela Otan, pelo Ocidente, pelo capitalismo, sei lá eu…

Esses canalhas são capazes de defender o “direito” que os ditadores islâmicos têm de definir os seus homens viciosos e virtuosos — “democracia não se impõe”, gritam —, mas, por qualquer razão que não saberiam explicar, acreditam, então, que Washington, a Otan, o Ocidente e o capitalismo não podem fazer as suas escolhas. E essas escolhas, vejam que coisa!, costumam ser justamente aquelas que garantem as liberdades democráticas. Se você disser que explodir bombas num ônibus escolar ou num supermercado, por exemplo, é terrorismo, logo responderão que isso não é diferente da ação de Israel na Faixa de Gaza, confundido a guerra declarada (e reativa!!!) com a ação insidiosa contra civis. Para esses humanistas, a ação contra Dresden certamente igualou os Aliados aos nazistas… Falei em nazistas? Ah, sim: os antiisraelenses gostam de comparar as ações do Hamas, do Hezbollah ou das Farc aos atos heróicos dos que lutaram contra o nazismo. Ao fazê-lo, não só igualam, então, os vários “terrorismos” como também os várias “estados da ordem”. No caso, o nazismo não se distinguiria dos governo de Israel, da Colômbia ou de qualquer outro estado que sofra com a ação terrorista.

Só querem a paz

Aqui e ali, leio textos indignados em nome da “paz”. E penso que o pacifismo pode ser uma coisa muito perigosa. Chamberlain e Daladier, que assinaram com Hitler o Acordo de Munique, que o digam. Como observou Churchill, entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e tiveram a guerra. Argumentos que remetem ao nazismo, sei disto, costumam desmoralizar um tanto o debate porque apelam sempre a uma situação extrema, que se considera única, irreproduzível. A questão, então, é como Israel pode fazer a paz com quem escolheu o caminho da guerra e só aceita a linguagem das armas e da morte. O Hamas é o inimigo que mora ao lado — e, com freqüência, dentro de Israel. Mas há os que estão um pouco mais distantes, como o Irã por exemplo. O que vocês acham que acontecerá quando (e se) os aiatolás estiverem prestes a ter uma bomba nuclear? Em nome da paz, senhores pacifistas, espero que Israel escolha a guerra. E ele escolherá, fiquem certos, concordem os EUA ou não.

A ação de Israel só fortalece o Hamas

Israel deixou o Sul do Líbano, e o Líbano foi entregue — sejamos claros — aos xiitas do Hezbollah. Israel deixou a Faixa de Gaza, e o Hamas expulsou de lá os corruptos moderados da Fatah, não sem antes fuzilar todos os que foram feitos prisioneiros na guerra civil palestina. Isso indica um padrão, pouco importa a vertente religiosa dos sectários. A guerra desastrada contra a facção xiita no Líbano, muito mais poderosa do que o inimigo de agora, significou, de fato, uma lição amarga aos israelenses: se a ação militar não cumpre o propósito a que se destina, ela, com efeito, só fortalece o inimigo. Na prática, é o que pedem os que clamam pela suspensão dos ataques à Faixa de Gaza: querem que Israel dispare contra a sua própria segurança.

O argumento de que os ataques só fortalecem o Hamas porque fazem do grupo heróis de uma luta de resistência saem, não por acaso, da boca de intelectuais palestinos ou de esquerda. Cumpre perguntar se, no status anterior, havia algum sinal de que os palestinos de Gaza estavam descontentes com os terroristas que os governam. Mais uma vez, está-se diante de uma leitura curiosa: a única maneiras de Israel não fortalecer o Hamas seria suportar os foguetes disparados pelo… Hamas! Como se vê, os argumentos passam pelos mais estranhos caminhos e todos eles cobram que os israelenses se conformem com os ataques.

A volta a 1948

Aqui e ali, leio que o estado de Israel só é defensável se devolvido à demarcação definida pela ONU em 1948. Digamos, só para raciocinar, que se possa anular a história da região dos últimos 60 anos… Os inimigos do país considerariam essa condição suficiente para admitir a existência do estado judeu? A resposta, mesmo diante de uma hipótese improvável, é “NÃO”. Mesmo as facções ditas moderadas reivindicam a volta do que chamam “os refugiados”, que teriam sido “expulsos” de suas terras — terras que, na maioria das vezes, foram compradas, é bom que se lembre. Tal reivindicação é só uma maneira oblíqua de se defender que Israel deixe de ser um estado judeu — e, pois, que deixe de ser Israel. E isso nos devolve ao começo deste texto.

Aceita-se ou não a existência de um estado judeu? Israel está muito longe, no curtíssimo prazo, dos perigos que, com efeito, viveu em 1967 e em 1973. Não obstante, sustento que nunca correu tanto risco como agora. Desde a sua criação, jamais se viu tamanha conspiração de fatores que concorrem contra a sua existência:

— a chamada “causa palestina” foi adotada pela imprensa ocidental — mesmo a americana, tradicionalmente pró-Israel, mostra-se um tanto tímida;

— o antiamericanismo, exacerbado pela reação contra a guerra no Iraque, conseguiu transformar o terrorismo em ação de resistência;

— os desastres da era Bush transferem para os aliados dos EUA, como Israel, parte da reação negativa ao governo americano;

— os palestinos dominam todo o ciclo do marketing da morte e se tornaram os “excluídos” de estimação do pensamento politicamente correto: o que são 300 mil mortos no Sudão e 3 milhões de refugiados perto de 500 mortos na Faixa da Gaza, a maioria deles terroristas do Hamas? A morte de qualquer homem nos diminui, claro, claro, mas a de alguns homens excita mais a fúria justiceira: a dos sudaneses não excita ninguém…;

— um estado delinqüente, como é o Irã — que tem em sua pauta a destruição de Israel —, busca romper o isolamento internacional aliando-se a inimigos estratégicos dos EUA;

— a Europa ensaia dividir a cena da hegemonia ocidental com os EUA sem ter a mesma clareza sobre o que é e o que não é aceitável no que concerne à segurança de Israel;

— atribui-se ao próprio estado de Israel o fortalecimento dos seus inimigos, num paradoxo curioso: considera-se que o combate a seus agressores só os fortalece, ignorando-se o motivo por que, afinal, ele decidiu combatê-los…

Sim ou não à existência de Israel? Sem essa primeira resposta, não se pode começar um diálogo. Ou romper de vez o diálogo. Sem essa resposta, o resto é conversa mole.

Fonte: Reinaldo Azevedo

Divulgação: www.juliosevero.com

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