Carta aberta ao presidente do Irã
Divagações…
Valter Pomar é uma voz oficial do PT. Representa, sim, o partido. Ao referir-se a uma autoridade estrangeira em visita ao país como “racista” e “fascista” quem falou foi o Secretário de Relações Internacionais do PT e membro da Executiva Nacional, com direito a voz e voto. Igual ao Pomar na nomenklatura do PT, só tem mais 21. Ideli Salvatti é bagrinho perto do Pomar. Eduardo Suplicy é um lambari. Portanto, aguarda-se uma posição oficial do presidente de honra do partido, Lula, desculpando-se da ofensa feita ao ministro das Relações Exteriores de Israel, em visita oficial ao Brasil, Avigdor Lieberman. E fiquemos atentos para ver se o Valter Pomar terá a mesma posição em relação à Mahmoud Ahmadinejad, que roubou a eleição iraniana, que manda assassinar opositores nas ruas e que em breve estará visitando o país.É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.
Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).
Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:
“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimenta pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”
Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.
Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?
A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?
Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:
“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.
Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo: vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.
“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.
Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.
Questões contemporâneas
E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.
Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:
“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos. Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.
O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.
Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.
E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.
“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”
E agora o pito em Israel:
“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.
Aí a vaca foi para o brejo
No afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.
Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:
“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”
É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:
“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).
O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:
“Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”
Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.
Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.
Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.
Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.
Fonte: Reinaldo Azevedo
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: Hamas, Israel, Obama, palestinosEssa foi a frase mais importante dita no encontro entre Barack Obama, presidente dos Estados, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin (Bibi) Netanyahu. A fala é do presidente americano e se referia ao Irã: “Não vamos conversar para sempre”. Isto mesmo: se o Irã decidir levar adiante o seu programa nuclear, os EUA prometem agir. Como? Bem… Isso não é mesmo coisa muito diferente do que dizia aquele outro, como é mesmo?, ah,Jorjibúxi. Quase me esqueço do nome do demônio aposentado.
Li a imprensa liberal americana esses dias e também a brasileira. Parecia que Obama estava prestes a dar um pé no traseiro de Netanyahu. O encontro, antes de acontecer, era classificado de “tenso”, “delicado” e afins. Foi amenos e burocrático. No fim das contas, os EUA disseram o que costumam dizer a governantes israelenses: defendem a existência de dois estados — o tal Jorjibúxi queria algo diferente? — e também se opõem à expansão das colônias da Cisjordânia. Tudo conforme, vamos dizer, a tradição. Ah, sim: eu também estou com Obama: a favor de dois estados e contra a expansão das colônias.
É. Com efeito, o governo israelense mudou um pouco em relação ao anterior. Os israelenses, sob a chuva de foguetes terroristas, escolheram, desta feita, os durões. Mas Bibi também inovou muito pouco: “Nós estamos prontos para fazer a nossa parte e esperamos que os palestinos façam a deles”. Segundo o primeiro-ministro israelense, se eles reconhecerem o direito de Israel existir como um estado judeu, em segurança, é possível apostar na convivência de palestinos e israelenses. O que significa isso? Vamos ver. Mohmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, por exemplo, não aceita o caráter judaico do estado israelense. É só o começo de muitas outras complicações.
E a maior de todas elas se chama Irã, que hoje sustenta os terroristas do Hamas e do Hezbollah. E, de fato, esse foi o tema principal da conversa dos dois, para certa frustração da imprensa engajada. Obama reiterou que prefere conversar, que quer romper o isolamento a que está relegado o Irã etc. Mas deixou claro que a coisa tem de avançar. Afinal, “We’re not going to have talks forever.”
Se, em vez de se encontrar com Obama, Bibi tivesse batido um papo com Jorjibúxi, a coisa seria muito diferente? Não! Não faço essa observação por cinismo ou coisa parecida. Apenas chamo a atenção para o fato de que a política tem alguns limites impostos pela realidade. Somos tentados, às vezes, a considerar que realmente bastam atos de vontade para mudar o status dos conflitos. Não bastam.
Sei que Obama está decepcionando a muitos. E a outros, por sua vez, não chega a surpreender. Nem nesse caso nem no recuo em relação a Guantánamo. Ora feliz, ora infelizmente, não se governa com a retórica com que se ganham eleições. Com alguma freqüência, elas chegam a ser contraditórias. Em alguns casos, são até opostas.
Obama começa a descer ao mundo real. Ao mundos dos vivos. E dos mortos.
Muitos achavam que Hitler não passava de um bufão quando ameaçava “solucionar” o problema representado pela existência dos judeus. Ao fim da guerra, seis milhões deles estavam mortos, após uma campanha intensa de desumanização promovida pelo III Reich. Hitler falava sério enquanto os céticos apostavam no pensamento positivo.
No dia 21 de abril, os judeus ao redor do mundo olharam para trás e prestaram homenagens aos seus irmãos massacrados pelos nazistas. Daqui a alguns dias, um homem que deseja apertar o botão do segundo holocausto será recebido em solo brasileiro pelo presidente Lula. Enquanto Mahmoud Ahmadinejad estiver posando para fotos em Brasília, os homens do programa nuclear iraniano estarão em seus laboratórios desenvolvendo os meios de varrer Israel do mapa, concretizando intenções já anunciadas para quem quiser ouvir.
Em fevereiro, o Irã lançou ao espaço o satélite “Esperança”, mostrando que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Para quem não sabe, um míssil balístico pode ser usado para transportar bombas atômicas por longas distâncias. Para atingir Israel, enfim. A única democracia do Oriente Médio vislumbra o maior risco à sua vida curta e permanentemente ameaçada por vizinhos hostis e grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah, financiados por Ahmadinejad e responsáveis por anos de ataques terroristas em Israel e outras partes do mundo.
Durante a operação Cast Lead, quando Israel reagiu a oito anos de chuva de foguetes lançados pelo Hamas a partir de Gaza, o discurso de Ahmadinejad foi endossado com gosto por esquerdistas de todos os partidos. Pregavam a rendição imediata de Israel aos seus carrascos e igualavam os israelenses aos nazistas. Foi o que fez o PT de Lula em nota publicada no site do partido. Os parlamentares petistas deveriam receber Ahmadinejad no aeroporto de braços abertos, ao lado de parlamentares do PC do B e do PSOL, professores universitários anti-Israel e jornalistas que prestam assessoria ao Hamas – o pessoal da Caros Amigos em especial.
O Hitler dos nossos dias está vindo nos visitar. Quando Ahmadinejad estiver aqui assinando papéis com Lula e talvez até servindo de escada para alguma piada do nosso presidente, não se esqueça de que o amigo iraniano da diplomacia lulista é um dos motores da jihad islâmica contra o mundo livre, e Israel, o símbolo maior, é o alvo prioritário. Depois vem a velha Europa, já com as calças meio baixas, e então os Estados Unidos, agora vivendo a era Obama, baseada em conversa macia com o terror e pedidos de desculpas a tiranos diversos. Essa batalha decisiva, na qual Ahmadinejad é agente de influência global, envolve dois lados: de um, o totalitarismo islâmico, a ambição do califado mundial (incluindo o apedrejamento de mulheres e a execução de hereges de todos os tipos). Do outro, a liberdade, a democracia liberal, que no Oriente Médio só existem em Israel, esse pequeno país cercado de inimigos por todos os lados. E o mais perigoso deles hoje é Ahmadinejad.
Amigos,
Hoje à noite aqui em Israel, começou o dia de recordação às vítimas do Holocausto. Por um dia inteiro, todos os canais de televisão e rádio mudam suas programações para relembrar os 6 milhões de judeus que foram assassinados das maneiras mais brutais que o ser humano já foi capaz de fazer.
Lembro-me que no Brasil esse dia passava praticamente desapercebido, enquanto que aqui em Israel todos sentimos o peso deste dia triste. Amanhã as 10 horas da manhã todo o país parará e ficará dois minutos de silêncio.
O que me deixou mais triste foi o fato de que justamente hoje, a ONU realizou uma conferência contra o racismo na Suíça e convidou nada mais nada menos que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, para ser o convidado de honra e fazer um discurso para todo o mundo. É revoltante ver que o mundo não aprendeu com o Holocausto e ainda hoje, em uma conferência para se debater o racismo, o foco foi dado ao mais anti-semita e racista dos tempos atuais. Ahmadinejad em diversas ocasiões incitou o ódio, negou a existência do Holocausto e declarou abertamente que Israel deve ser varrido do mapa, assim como Hitler dizia que o povo judeu deveria ser exterminado!
Sabendo do conteúdo racista e anti-semita que aguardava esta conferência, países como EUA, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda e outros resolveram boicotar o evento. Aqueles que assistiram ao discurso nojento de Ahmadinejad viram que quando ele recomeçou com seu ataque anti-semita e anti-Israel, os delegados dos países civilizados levantaram-se e saíram. Mesmo assim, Ahmadinejad continuou com seu discurso de ódio, do mesmo gênero que Hitler usava antes do Holocausto para colocar os alemães contra os judeus. A diferença é que hoje este discurso foi em uma conferência da ONU, transmitida para todo o mundo e com um novo Hitler que está construindo suas bombas nucleares!
Me deixa muito preocupado o fato de mesmo ainda tendo alguns milhares de sobreviventes vivos contando suas histórias, cada vez mais parece que o mundo esquece o Holocausto e dá voz àqueles que querem negá-lo. O que será daqui a alguns anos quando não houverem mais sobreviventes provas vivas dos crimes nazistas?
Lembro, que quando estava no Brasil achava que o Holocausto e o anti-semitismo era algo muito longe e que o mundo já havia se livrado destas idéias racistas de uma maneira geral. Sentia-me imune, principalmente no Brasil, onde sempre acreditei que algo deste gênero nunca poderia acontecer por estar longe de conflitos e pelo Brasil zelar por uma boa convivência entre os povos. Hoje acho que posso estar enganado, já que o nosso presidente Lula, em 15 dias (6 de maio) irá receber de braços abertos em solo brasileiro este Hitler dos novos tempos, que incita o ódio, a não tolerância e a extinção do povo de Israel. O anti-semitismo e o negador do Holocausto está mais perto do que nunca e será convidado de gala de nosso governo!!!
Não vamos deixar que o Holocausto se apague de nossas memórias, para que ninguém ouse tentar fazê-lo novamente.
Lembrar e jamais esquecer!
André
http://namiradohamas.blogspot.com
Divulgação: www.juliosevero.com
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Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: Israel, racismo
Artigo no jornal O Estado
Barack Hussein Obama, o presidente mais lindo, carismático e inteligente do universo, veio para iniciar uma nova era. Chega de “truculência”. O importante agora é sair bem na foto a qualquer custo, mesmo que seja aos olhos dos inimigos dos Estados Unidos.“O líder supremo do Irã agradeceu aos Estados Unidos pelas sanções impostas ao país, porque, segundo ele, permitiram o fortalecimento de Teerã. Ele citou como exemplo a entrada em órbita de um satélite e os progressos no campo nuclear (…) Khmanei criticou ainda o trecho do discurso de Obama no qual afirmou que o Irã não pode ocupar o lugar que corresponde ao país no mundo recorrendo ao ‘terror e às armas’, antes de pedir a Teerã uma opção pelos meios pacíficos”.
Foi naqueles anos, diz, que a Liga Árabe deu início à sua política para os “refugiados palestinos”. ATENÇÃO, LEITORES. NESTE PONTO, A ARGUMENTAÇÃO DE NONIE É REALMENTE PODEROSA.
1 – Os países árabes começaram a aprovar leis que tornavam impossível a integração dos refugiados palestinos da guerra de 1948 contra Israel;
2 – os filhos dos palestinos nascidos em países árabes e que neles viveram a vida inteira não têm direito à nacionalidade;
3 – cônjuges palestinos de cidadãos de outros países árabes continuam a ser, pasmem!, “refugiados” — estão proibidos de se naturalizar;
4 – esses “refugiados” têm de se lembrar que são “palestinos”, ainda que jamais tenham posto os pés em Gaza ou na Cisjordânia. Sessenta anos! Há “palestinos” em países árabes, sem direito à cidadania, que já são avós. Seus netos, duas gerações à frente, continuam “palestinos” — e isso quer dizer que estão privados dos direitos dos demais nativos.
Diga aí, leitor: você se lembra de algum país ocidental — até mesmo a Itália do demonizado Berlusconi — em que as leis de imigração sejam tão duras? Mas que se note: ELAS SÃO ESPECIALMENTE DURAS PARA OS PALESTINOS!!!
É evidente que essa política que força a identidade condena essa gente toda à miséria, eternizando nos campos. Nonie lembra que o Comissariado da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), financiado pelos países árabes, estimula uma alta taxa de natalidade entre os “refugiados”. E rememora uma frase de Yasser Arafat: o útero das mulheres palestinas é (era) a sua melhor arma.
O artigo de Nonie é demolidor. No momento em que os palestinos recebem US$ 4,5 bilhões de ajuda para reconstruir Gaza, ela lembra que um terço dos palestinos ainda vive em campos de refugiados. Por 60 anos, diz, os regimes árabes têm usado terroristas palestinos em sua luta contra Israel. Agora é a vez do Hamas, financiado pelo Irã. Enquanto seus líderes planejam ataques em seus bunkers, os civis ficam no fogo cruzado entre os terroristas e os soldados israelenses.
O resultado desses 60 anos de política árabe é a transformação de Gaza num grande campo de prisioneiros, de 1,5 milhão de pessoas. Tanto Israel como Egito temem a infiltração terrorista a partir da área, especialmente depois da chegada do Hamas ao poder, e mantêm fechadas suas fronteiras. Os palestinos de Gaza continuam a sofrer as conseqüências porque a região continua a abrigar os terroristas. Dois anos depois da saída dos israelenses, os atentados não cessaram. Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.
Nonie observa que o Hamas, fantoche do Irã, não é um perigo apenas para Israel, mas também para os palestinos e para os vizinhos árabes, que temem que o radicalismo islâmico crie instabilidade.
Os países árabes declaram seu amor pelo povo palestino, escreve Nonie, mas parecem mais interessados em sacrificá-los. Se eles realmente amam seus irmãos, deveriam pressionar o Hamas a parar com seus foguetes. Num prazo mais longo, o mundo árabe precisa pôr fim à política dos “refugiados palestinos” (com o objetivo de atingir Israel). Mais: é hora, segundo diz, de os 22 países árabes abrirem as suas fronteiras, aceitando os palestinos de Gaza que quiserem começar uma nova vida.
É, tempo, escreve a autora, de o mundo árabe realmente ajudar os palestinos, em vez de usá-los.
Artigo no jornal O Estado
Repetindo uma vez mais, quantas vezes forem necessárias: os ataques à existência de Israel tiveram início precisamente no dia seguinte à sua fundação e nunca cessaram durante os 60 anos de sua vida.
Há quase uma década o sul de Israel é atingido por foguetes lançados da faixa de Gaza pelo Hamas. A cidade de Sderot tem parques infantis cercados por muretas de concreto reforçado, para que as crianças não sejam mortas enquanto brincam. Em nenhum outro país do mundo a população civil tem 15 segundos para correr e encontrar abrigo contra os mísseis lançados por uma organização terrorista que costuma ser tratada com delicadeza pela grande seita do jornalismo politicamente correto, que iguala a reação do exército de um país democrático ao ataque de bárbaros que atiram e se escondem atrás de mulheres e crianças e montam suas bases em subsolos de hospitais.
Hamas e Hezbollah são financiados pelo governo do Irã. O país lançou ao espaço no último dia 2 de fevereiro o satélite “Esperança”, mostrando ao mundo que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Seria um passo importante na missão declarada do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad de varrer Israel do mapa. Este homem pode ter a bomba atômica em pouco tempo. Se nada for feito contra Ahmadinejad, e Hussein Obama sinaliza que não fará, Israel vai ter que enfrentar a batalha de sua vida contra um inimigo nuclear.
A sobrevivência de Israel tem relação direta com a sobrevivência da civilização ocidental. A única democracia do Oriente Médio sofre novamente uma campanha de ódio, agora orquestrada por intelectuais de esquerda, fascistas islâmicos e os idiotas úteis de sempre: é a aliança macabra que trabalha na preparação do segundo holocausto. Israel é o alvo prioritário da jihad contra o mundo livre. Esta é a grande batalha: democracia e liberdade versus totalitarismo islâmico. Escolha um lado.