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18/11/2009 - 14:52

Carta aberta ao presidente do Irã

Tenho a certeza de que será uma das piores viagens oficiais de sua vida.
Vai encontrar aqui um país cristão, coisa que abomina. Vai ter que se encontrar com políticos e empresários que usam gravatas, acessório proibido pelo código de vestimentas (lei no Irã), porque na visão xiita a gravata simboliza uma cruz em torno do pescoço dos homens. E verá mais de cinco cores de ternos, outra coisa também proibida no Irã.
Espero que passe por nossas praias e não fique olhando para o chão do carro, pois precisa se confrontar com a liberdade ocidental de expor o corpo humano vivo e não os cadáveres. Precisará se controlar para não dar uma olhadinha em nossas beldades desnudas não só nas praias, mas com vestidinhos de Geisy por todos os cantos. Imagine o que é isso para alguém que defende a burka? É o próprio Faya, o Inferno muçulmano.
Mas seja bem vindo aqui, Ahmadinejad. Espero que se encontre com o presidente Lula em seu gabinete, veja a Bíblia sobre a mesa, veja a mezuzá na porta ao lado, na sala da Clara Ant. E pense muito bem no que fazer: apertar a mão de uma judia comunista de rosto descoberto e tornozelos de fora? Que dilema teológico…
Mas seja bem vindo, Ahmadinejad. Depois de se esquivar da Clara Ant, que como assessora pode até ser posta de lado, mas aí resta o Marco Aurélio Garcia, que deixa a Clara no ponto mais à direita da esquerda com sua mente sovietizada e cubanizada. Ih, Ahamdinejad: você acabou com os comunistas no Irã. O que vai dizer aos nossos aqui (alguns deles o defendem hein…), a maioria, muito mais neoliberal que de esquerda, mas não tem saída: neoliberalismo também não é sua praia. E depois de se esquivar de um, sempre virá outro: uma grande lista de judeus e esquerdistas de fato no poder. Não são brinquedinhos buchechudos como na Venezuela. Aqui a esquerda é de raiz!
Mas seja bem vindo, Ahmadinejad. Venha ver um país de 190 milhões de pessoas de todas as origens e religiões que não se matam e não disputam o poder para matar as outras, se é que isso faz algum sentido para você. Pergunte como se faz uma eleição sem fraude.
Tem umas coisas aqui que você precisava conhecer para ampliar seus horizontes, mas não vai rolar. Não vai ao Corcovado. Não vai ao Pão de Açúcar, não vai dar uma volta na Saara no Rio ou na 25 de Março em São Paulo. Não vai ter um almoço fechado na Porcão, até porque você, como muçulmano, come kosher também. Aliás, se quiser levar um salame kosher antes de voltar, passe aqui na Bolívar, 45. Dá até pra parar o carro na baia de descarga e tomar um café: eu pago! Aproveite para ver o que nossos vizinhos cristãos iraquianos pensam de você. Posso até marcar com uns amigos baha’is. É! Tem baha’is no Brasil também, religião que os xiitas escorraçaram da Pérsia e depois do Irã, tendo que se refugiar em Haifa, ainda sob o domínio Otomano. Ih, esqueci: tem turco para caramba aqui no Brasil. Tem libanês cristão para todos os lados. Mais libaneses e descendentes de libaneses aqui do que no próprio Líbano.
O Brasil é um lugar interessante para você conhecer. Pena que vai ficar acossado entre a mídia e a política e não verá nosso povo.
Pessoalmente não tenho nada contra você. Não fico nem um pouco impressionado com mais um líder muçulmano dizendo que vai varrer Israel do mapa. Pode tentar! Em 1948, quando vocês eram fortes e os judeus fracos, não conseguiram. Depois Nasser tinha o seu discurso. Depois Sadat tinha o seu discurso. Depois Shuqueiri e Arafat tinham o seu discurso. Depois Assad (pai) tinha seu discurso. Depois Saddam, seu inimigo mortal tinha o seu discurso. Você é professor. A História lhe interessa. Olhe para trás e veja onde estão e o que conseguiram. Pelo menos podia ser original em seu discurso…
Nem seus arroubos de negação do Holcausto a cada vez que o petróleo está baixo me incomodam. Você é o presidente, mas não é o poder. Você não me preocupa e nem sei o quanto das coisas que faz ou diz são realmente suas ou você é apenas o porta voz da junta teológica que domina os persas.
Não é aqui no Brasil que alguém vai te lembrar que você é o dirigente do único país xiita entre outros 53 países sunitas e que mais ou menos um bilhão de muçulmanos não vão com a sua cara, enquanto só uns 13 milhões de judeus têm algo contra você. Isto não vão te dizer aqui. Não vão dizer que o Irã tem relações diplomáticas com menos países islâmicos que Israel. E ninguém vai chegar até você numa entrevista e perguntar: “Presidente, para que essa bobagem de dizer que Israel tem que ser varrido do mapa? Seu objetivo não é triunfar onde seus antepassados xiitas fracassaram e retomar Meca? Abrir Meca para os persas e varrer o domínio árabe sobre o Islã no Golfo?” Não é essa a verdadeira agenda iraniana? Vocês também seguem Sun Tzu, não seguem? Faça o inimigo achar que você está longe quando está perto…
Sei que você pode jogar a Bomba sobre Israel, pois são apenas judeus, cristãos, baha’is e sunitas por lá. Todos infiéis na sua visão. Mas você acredita que Israel tem 300 Bombas. Um monte de gente acredita. É blefe? É real? Mas a família real saudita não tem nenhuma, né? Será que alguém ataca você se a Bomba cair em Ryad e não em Jerusalém?
Pessoalmente, acho que não. Mas se eu fosse você ficaria com o pé atrás e mandava investigar a fundo todo mundo que está em seu programa nuclear. Você acreditaria se eu dissesse que algum dos cientistas paquistaneses pode ser um agente da Al Qaeda, sua inimiga mortal, pronto para fazer um ataque suicida nuclear em suas instalações? Vocês são persas. São inteligentes. Sabem quem são seus reais inimigos. Sabem que sempre foram os árabes, os sunitas e agora os talibãs. Depois de 10 anos de guerra com os sunitas iraquianos, seus aiatolás quase atacaram o Afeganistão sob domínio taliban por três vezes. Só não o fizeram porque foram um pouco mais espertos e deixaram os ocidentais se ferrarem por lá, como os soviéticos, sem conseguir resolver nada.
Mas seja bem vindo. Venha e ouça o que precisa ouvir! Venha e ouça o que precisa ser dito. Vai ser insuportável para você. Assine um contrato para uma área do pré-sal, pois seu petróleo está acabando e você sabe disso melhor que ninguém.
E tenha uma certeza caro presidente: Israel não vai construir um segundo Yad Vashem, o Museu do Holocausto. Mas se o Irã realmente enveredar pelo caminho da chantagem atômica, vocês poderão acabar tendo que construir o seu primeiro museu…
José Roitberg é jornalista e empresário
Imagem: Internet
Extraído de Antena Cristã
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
21/07/2009 - 17:27

Petista chama ministro de Israel de racista.

Valter Pomar é uma voz oficial do PT. Representa, sim, o partido. Ao referir-se a uma autoridade estrangeira em visita ao país como “racista” e “fascista” quem falou foi o Secretário de Relações Internacionais do PT e membro da Executiva Nacional, com direito a voz e voto. Igual ao Pomar na nomenklatura do PT, só tem mais 21. Ideli Salvatti é bagrinho perto do Pomar. Eduardo Suplicy é um lambari. Portanto, aguarda-se uma posição oficial do presidente de honra do partido, Lula, desculpando-se da ofensa feita ao ministro das Relações Exteriores de Israel, em visita oficial ao Brasil, Avigdor Lieberman. E fiquemos atentos para ver se o Valter Pomar terá a mesma posição em relação à Mahmoud Ahmadinejad, que roubou a eleição iraniana, que manda assassinar opositores nas ruas e que em breve estará visitando o país.
Fonte: Coturno Noturno
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
05/06/2009 - 10:32

OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM

É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.

Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).

Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:

“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimenta pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”

Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.

Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?

A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?

Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:

“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi  o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.

Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo:  vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.

“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.

Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.

Questões contemporâneas

E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.

Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:

“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos.  Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.

O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.

Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.

E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.

“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”

E agora o pito em Israel:

“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.

Aí a vaca foi para o brejo

No afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.

Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:

“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”

É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:

“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).

O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:

Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”

Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.

Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.

Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.

Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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19/05/2009 - 06:53

“We’re not going to have talks forever”

“We’re not going to have talks forever.”

Essa foi a frase mais importante dita no encontro entre Barack Obama, presidente dos Estados, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin (Bibi) Netanyahu. A fala é do presidente americano e se referia ao Irã: “Não vamos conversar para sempre”. Isto mesmo: se o Irã decidir levar adiante o seu programa nuclear, os EUA prometem agir. Como? Bem… Isso não é mesmo coisa muito diferente do que dizia aquele outro, como é mesmo?, ah,Jorjibúxi. Quase me esqueço do nome do demônio aposentado.

Li a imprensa liberal americana esses dias e também a brasileira. Parecia que Obama estava prestes a dar um pé no traseiro de Netanyahu. O encontro, antes de acontecer, era classificado de “tenso”, “delicado” e afins. Foi amenos e burocrático. No fim das contas, os EUA disseram o que costumam dizer a governantes israelenses: defendem a existência de dois estados — o tal Jorjibúxi queria algo diferente? — e também se opõem à expansão das colônias da Cisjordânia. Tudo conforme, vamos dizer, a tradição. Ah, sim: eu também estou com Obama: a favor de dois estados e contra a expansão das colônias.

É. Com efeito, o governo israelense mudou um pouco em relação ao anterior. Os israelenses, sob a chuva de foguetes terroristas, escolheram, desta feita, os durões. Mas Bibi também inovou muito pouco: “Nós estamos prontos para fazer a nossa parte e esperamos que os palestinos façam a deles”. Segundo o primeiro-ministro israelense, se eles reconhecerem o direito de Israel existir como um estado judeu, em segurança, é possível apostar na convivência de palestinos e israelenses. O que significa isso? Vamos ver. Mohmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, por exemplo, não aceita o caráter judaico do estado israelense. É só o começo de muitas outras complicações.

E a maior de todas elas se chama Irã, que hoje sustenta os terroristas do Hamas e do Hezbollah. E, de fato, esse foi o tema principal da conversa dos dois, para certa frustração da imprensa engajada. Obama reiterou que prefere conversar, que quer romper o isolamento a que está relegado o Irã etc. Mas deixou claro que a coisa tem de avançar. Afinal, “We’re not going to have talks forever.”

Se, em vez de se encontrar com Obama, Bibi tivesse batido um papo com Jorjibúxi, a coisa seria muito diferente? Não! Não faço essa observação por cinismo ou coisa parecida. Apenas chamo a atenção para o fato de que a política tem alguns limites impostos pela realidade. Somos tentados, às vezes, a considerar que realmente bastam atos de vontade para mudar o status dos conflitos. Não bastam.

Sei que Obama está decepcionando a muitos. E a outros, por sua vez, não chega a surpreender. Nem nesse caso nem no recuo em relação a Guantánamo. Ora feliz, ora infelizmente, não se governa com a retórica com que se ganham eleições. Com alguma freqüência, elas chegam a ser contraditórias. Em alguns casos, são até opostas.

Obama começa a descer ao mundo real. Ao mundos dos vivos. E dos mortos.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
05/05/2009 - 04:18

O amigo da diplomacia lulista vem nos visitar

Muitos achavam que Hitler não passava de um bufão quando ameaçava “solucionar” o problema representado pela existência dos judeus. Ao fim da guerra, seis milhões deles estavam mortos, após uma campanha intensa de desumanização promovida pelo III Reich. Hitler falava sério enquanto os céticos apostavam no pensamento positivo.

No dia 21 de abril, os judeus ao redor do mundo olharam para trás e prestaram homenagens aos seus irmãos massacrados pelos nazistas. Daqui a alguns dias, um homem que deseja apertar o botão do segundo holocausto será recebido em solo brasileiro pelo presidente Lula. Enquanto Mahmoud Ahmadinejad estiver posando para fotos em Brasília, os homens do programa nuclear iraniano estarão em seus laboratórios desenvolvendo os meios de varrer Israel do mapa, concretizando intenções já anunciadas para quem quiser ouvir.

Em fevereiro, o Irã lançou ao espaço o satélite “Esperança”, mostrando que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Para quem não sabe, um míssil balístico pode ser usado para transportar bombas atômicas por longas distâncias. Para atingir Israel, enfim. A única democracia do Oriente Médio vislumbra o maior risco à sua vida curta e permanentemente ameaçada por vizinhos hostis e grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah, financiados por Ahmadinejad e responsáveis por anos de ataques terroristas em Israel e outras partes do mundo.

Durante a operação Cast Lead, quando Israel reagiu a oito anos de chuva de foguetes lançados pelo Hamas a partir de Gaza, o discurso de Ahmadinejad foi endossado com gosto por esquerdistas de todos os partidos. Pregavam a rendição imediata de Israel aos seus carrascos e igualavam os israelenses aos nazistas. Foi o que fez o PT de Lula em nota publicada no site do partido. Os parlamentares petistas deveriam receber Ahmadinejad no aeroporto de braços abertos, ao lado de parlamentares do PC do B e do PSOL, professores universitários anti-Israel e jornalistas que prestam assessoria ao Hamas – o pessoal da Caros Amigos em especial.

O Hitler dos nossos dias está vindo nos visitar. Quando Ahmadinejad estiver aqui assinando papéis com Lula e talvez até servindo de escada para alguma piada do nosso presidente, não se esqueça de que o amigo iraniano da diplomacia lulista é um dos motores da jihad islâmica contra o mundo livre, e Israel, o símbolo maior, é o alvo prioritário. Depois vem a velha Europa, já com as calças meio baixas, e então os Estados Unidos, agora vivendo a era Obama, baseada em conversa macia com o terror e pedidos de desculpas a tiranos diversos. Essa batalha decisiva, na qual Ahmadinejad é agente de influência global, envolve dois lados: de um, o totalitarismo islâmico, a ambição do califado mundial (incluindo o apedrejamento de mulheres e a execução de hereges de todos os tipos). Do outro, a liberdade, a democracia liberal, que no Oriente Médio só existem em Israel, esse pequeno país cercado de inimigos por todos os lados. E o mais perigoso deles hoje é Ahmadinejad.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
20/04/2009 - 21:43

Lembrar e jamais esquecer!

Amigos,

Hoje à noite aqui em Israel, começou o dia de recordação às vítimas do Holocausto. Por um dia inteiro, todos os canais de televisão e rádio mudam suas programações para relembrar os 6 milhões de judeus que foram assassinados das maneiras mais brutais que o ser humano já foi capaz de fazer.

Lembro-me que no Brasil esse dia passava praticamente desapercebido, enquanto que aqui em Israel todos sentimos o peso deste dia triste. Amanhã as 10 horas da manhã todo o país parará e ficará dois minutos de silêncio.

O que me deixou mais triste foi o fato de que justamente hoje, a ONU realizou uma conferência contra o racismo na Suíça e convidou nada mais nada menos que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, para ser o convidado de honra e fazer um discurso para todo o mundo. É revoltante ver que o mundo não aprendeu com o Holocausto e ainda hoje, em uma conferência para se debater o racismo, o foco foi dado ao mais anti-semita e racista dos tempos atuais. Ahmadinejad em diversas ocasiões incitou o ódio, negou a existência do Holocausto e declarou abertamente que Israel deve ser varrido do mapa, assim como Hitler dizia que o povo judeu deveria ser exterminado!

Sabendo do conteúdo racista e anti-semita que aguardava esta conferência, países como EUA, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda e outros resolveram boicotar o evento. Aqueles que assistiram ao discurso nojento de Ahmadinejad viram que quando ele recomeçou com seu ataque anti-semita e anti-Israel, os delegados dos países civilizados levantaram-se e saíram. Mesmo assim, Ahmadinejad continuou com seu discurso de ódio, do mesmo gênero que Hitler usava antes do Holocausto para colocar os alemães contra os judeus. A diferença é que hoje este discurso foi em uma conferência da ONU, transmitida para todo o mundo e com um novo Hitler que está construindo suas bombas nucleares!

Me deixa muito preocupado o fato de mesmo ainda tendo alguns milhares de sobreviventes vivos contando suas histórias, cada vez mais parece que o mundo esquece o Holocausto e dá voz àqueles que querem negá-lo. O que será daqui a alguns anos quando não houverem mais sobreviventes provas vivas dos crimes nazistas?

Lembro, que quando estava no Brasil achava que o Holocausto e o anti-semitismo era algo muito longe e que o mundo já havia se livrado destas idéias racistas de uma maneira geral. Sentia-me imune, principalmente no Brasil, onde sempre acreditei que algo deste gênero nunca poderia acontecer por estar longe de conflitos e pelo Brasil zelar por uma boa convivência entre os povos. Hoje acho que posso estar enganado, já que o nosso presidente Lula, em 15 dias (6 de maio) irá receber de braços abertos em solo brasileiro este Hitler dos novos tempos, que incita o ódio, a não tolerância e a extinção do povo de Israel. O anti-semitismo e o negador do Holocausto está mais perto do que nunca e será convidado de gala de nosso governo!!!

Não vamos deixar que o Holocausto se apague de nossas memórias, para que ninguém ouse tentar fazê-lo novamente.

Lembrar e jamais esquecer!

André

http://namiradohamas.blogspot.com

Divulgação: www.juliosevero.com

Para ler mais sobre o presidente do Irã neste blog, clique aqui.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
09/04/2009 - 06:37

Notícias do Oriente Médio que não aparecem no jornal

Artigo no jornal O Estado 

Neste artigo, você fica sabendo de algumas notícias recentes do Oriente Médio que não servem para prejudicar Israel e, portanto, não apareceram nos jornais brasileiros.
Dia 02 de abril: a Autoridade Palestina dá mais um exemplo de democracia e proíbe seus liderados de vender terras e casas para judeus. Sheikh Tayseer Rajab Tamimi, chefe de justiça da organização, lembra que fazer tais negócios com judeus é pecado grave. Quem pecar vai responder conforme os preceitos islâmicos e ser afastado de sua família e de sua comunidade. Liberdade islâmica é isso aí.
Dia 02 de abril: um judeu de 13 anos de idade é morto a machadadas por um palestino. O crime aconteceu na comunidade de Beit Ayin, entre Jerusalem e Hebron. A Brigada de Mártires Al Aqsa, ligada ao Fatah, divulga nota assumindo a responsabilidade pelo ataque, que também deixou uma criança de sete anos ferida na cabeça. Repito: a arma usada foi um machado.
Uma informação adicional: a comunidade de Beit Ayin não é protegida por muros ou cercas de segurança porque os moradores acreditam que tal coisa seria uma demonstração de fraqueza. Agora que uma criança foi morta a machadadas, talvez eles pensem em erguer proteção. Se isto acontecer, a notícia vai sair no jornal, trazendo a opinião categórica de algum especialista de plantão: os muros provam que Israel é um estado nazista que segrega os árabes e impede sua movimentação.
Dia 01 de abril: no encontro para a foto oficial do G-20, Barack Hussein Obama se curva alegremente parareverenciar o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Saud. Ele baixa a cabeça e dobra os joelhos para um homem que financia o terror islâmico e os planos de destruição de Israel.
A posição de Obama nessa questão é clara. Quem passa a vida inteira cercado por militantes anti-Israel, dámilhões de dólares ao Hamas, escolhe Mohammed Abbas como interlocutor do seu primeiríssimo telefonema presidencial, prega a rendição ao programa nuclear iraniano, advoga o “diálogo” com terroristas e presta reverência a um financiador deles não deixa margem para dúvidas. O suposto líder do mundo livre deu as costas para a única democracia do Oriente Médio, cercada por regimes que desejam sua extinção.
Boa sorte, Israel. Agora que a batalha mais importante da sua vida se aproxima, agora que Mahmoud Ahmadinejad está a poucos passos da bomba atômica (se já não a tiver), agora que o segundo holocausto é endossado pela militância internacional, agora que a presidência dos Estados Unidos é francamente hostil à sua existência, você vai lutar sozinho. E vencer, como venceu sempre. Até o ano que vem em Jerusalém.
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23/03/2009 - 04:55

Obama quer ser simpático com o terror

Barack Hussein Obama, o presidente mais lindo, carismático e inteligente do universo, veio para iniciar uma nova era. Chega de “truculência”. O importante agora é sair bem na foto a qualquer custo, mesmo que seja aos olhos dos inimigos dos Estados Unidos.
A primeira entrevista televisiva de Obama como presidente foi dada à emissora árabe Al Arabiya. Ele foi logo dizendo que, se os aiatolás iranianos forem bonzinhos, os americanos serão bonzinhos. Por favor, Irã, seja bonzinho, não varra Israel do mapa… Os aiatolás responderam afirmando que ninguém se mete nos assuntos nucleares deles.
Obama tentou de novo e enviou uma mensagem em vídeo aos líderes do Irã. Falou de esperanças, sonhos comuns, paz entre os vizinhos (por favor, não varra Israel do mapa…), esperanças compartilhadas e coisa e tal. Como os aiatolás responderam dessa vez?

“O líder supremo do Irã agradeceu aos Estados Unidos pelas sanções impostas ao país, porque, segundo ele, permitiram o fortalecimento de Teerã. Ele citou como exemplo a entrada em órbita de um satélite e os progressos no campo nuclear (…) Khmanei criticou ainda o trecho do discurso de Obama no qual afirmou que o Irã não pode ocupar o lugar que corresponde ao país no mundo recorrendo ao ‘terror e às armas’, antes de pedir a Teerã uma opção pelos meios pacíficos”.

O Irã já financia o Hamas e o Hezbollah. Em pouco tempo, os aiatolás iranianos terão a bomba atômica, e Israel é o alvo prioritário. A jihad islâmica contra o mundo livre pode ter o maior triunfo de sua história de terror. Primeiro Israel, depois a Europa, e então os Estados Unidos. Mas para que se preocupar? Estamos em uma nova era. Obama já está tomando todas as providências necessárias para ser simpático aos olhos dos terroristas. Mais um pouco e ele manda uma caixa de chocolate para Mahmoud Ahmadinejad. Change
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23/03/2009 - 04:41

É CHEGADA A HORA DE O MUNDO ÁRABE AJUDAR OS PALESTINOS, EM VEZ DE APENAS USÁ-LOS CONTRA ISRAEL

No dia 18, Nonie Darwish escreveu um artigo no The Wall Street Journal (aqui, em inglês) que merece ser lido com toda a atenção. Nonie é egípcia e fundou a organização “Arabs for Israel”, destinada, segundo diz, a promover a paz entre os dois lados. É escritora, jornalista e polemista. Seu livro mais famoso é “Now they call me infidel” (Agora eles me chamam infiel) e tem um subtítulo tão longo quanto revelador: “por que renunciei à jihad e preferi a América, Israel e a guerra contra o terror”. É também autora de “Cruel and Usual Punishment”. Em seu texto no WSJ, toca em algumas questões que, parece-me, são centrais nos embates do Oriente Médio, embora ignoradas pela imprensa ocidental, que costuma ser generosa com o lobby do Hamas. Faço uma tradução comentada de seu artigo nas linhas que seguem.
Nonie lembra que a imprensa costuma atribuir apenas a Israel a responsabilidade pelas deploráveis condições de vida dos palestinos de Gaza. E escreve: elas decorrem de 60 anos de uma política dos países árabes que exige que os palestinos sejam considerados “refugiados” — porque, assim, podem ser usados — manipulados mesmo — para combater Israel. Ela conhece bem a situação. Morou em Gaza nos anos 1950. Seu pai comandava as operações contra Israel naquela área e contava com o sacrifício dos “martires” palestinos. Gaza ainda era a fronteira da luta contra Israel — depois ela se expandiu muito. Em 1956, ele foi morto pelas forças israelenses. 

Foi naqueles anos, diz, que a Liga Árabe deu início à sua política para os “refugiados palestinos”. ATENÇÃO, LEITORES. NESTE PONTO, A ARGUMENTAÇÃO DE NONIE É REALMENTE PODEROSA.
1 – Os países árabes começaram a aprovar leis que tornavam impossível a integração dos refugiados palestinos da guerra de 1948 contra Israel;
2 – os filhos dos palestinos nascidos em países árabes e que neles viveram a vida inteira não têm direito à nacionalidade;
3 – cônjuges palestinos de cidadãos de outros países árabes continuam a ser, pasmem!, “refugiados” — estão proibidos de se naturalizar;
4 – esses “refugiados” têm de se lembrar que são “palestinos”, ainda que jamais tenham posto os pés em Gaza ou na Cisjordânia. Sessenta anos! Há “palestinos” em países árabes, sem direito à cidadania, que já são avós. Seus netos, duas gerações à frente, continuam “palestinos” — e isso quer dizer que estão privados dos direitos dos demais nativos.

Diga aí, leitor: você se lembra de algum país ocidental — até mesmo a Itália do demonizado Berlusconi — em que as leis de imigração sejam tão duras? Mas que se note: ELAS SÃO ESPECIALMENTE DURAS PARA OS PALESTINOS!!!

É evidente que essa política que força a identidade condena essa gente toda à miséria, eternizando nos campos. Nonie lembra que o Comissariado da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), financiado pelos países árabes, estimula uma alta taxa de natalidade entre os “refugiados”. E rememora uma frase de Yasser Arafat: o útero das mulheres palestinas é (era) a sua melhor arma.

O artigo de Nonie é demolidor. No momento em que os palestinos recebem US$ 4,5 bilhões de ajuda para reconstruir Gaza, ela lembra que um terço dos palestinos ainda vive em campos de refugiados. Por 60 anos, diz, os regimes árabes têm usado terroristas palestinos em sua luta contra Israel. Agora é a vez do Hamas, financiado pelo Irã. Enquanto seus líderes planejam ataques em seus bunkers, os civis ficam no fogo cruzado entre os terroristas e os soldados israelenses.

O resultado desses 60 anos de política árabe é a transformação de Gaza num grande campo de prisioneiros, de 1,5 milhão de pessoas. Tanto Israel como Egito temem a infiltração terrorista a partir da área, especialmente depois da chegada do Hamas ao poder, e mantêm fechadas suas fronteiras. Os palestinos de Gaza continuam a sofrer as conseqüências porque a região continua a abrigar os terroristas. Dois anos depois da saída dos israelenses, os atentados não cessaram. Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.

Nonie observa que o Hamas, fantoche do Irã, não é um perigo apenas para Israel, mas também para os palestinos e para os vizinhos árabes, que temem que o radicalismo islâmico crie instabilidade.

Os países árabes declaram seu amor pelo povo palestino, escreve Nonie, mas parecem mais interessados em sacrificá-los. Se eles realmente amam seus irmãos, deveriam pressionar o Hamas a parar com seus foguetes. Num prazo mais longo, o mundo árabe precisa pôr fim à política dos “refugiados palestinos” (com o objetivo de atingir Israel). Mais: é hora, segundo diz, de os 22 países árabes abrirem as suas fronteiras, aceitando os palestinos de Gaza que quiserem começar uma nova vida.

É, tempo, escreve a autora, de o mundo árabe realmente ajudar os palestinos, em vez de usá-los.

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19/03/2009 - 13:05

Israel: alvo principal da jihad contra o mundo livre

Artigo no jornal O Estado 

A ameaça cada dia mais ostensiva que ronda a única democracia do Oriente Médio deveria lembrar ao mundo o que ocorreu durante o III Reich. Calúnia, difamação, segregação e incitação ao extermínio de judeus: foi assim na Alemanha de Hitler. Nós sabemos o que essa campanha de ódio precedeu. A mesma campanha acontece hoje. O que está vindo? 

Repetindo uma vez mais, quantas vezes forem necessárias: os ataques à existência de Israel tiveram início precisamente no dia seguinte à sua fundação e nunca cessaram durante os 60 anos de sua vida.

Há quase uma década o sul de Israel é atingido por foguetes lançados da faixa de Gaza pelo Hamas. A cidade de Sderot tem parques infantis cercados por muretas de concreto reforçado, para que as crianças não sejam mortas enquanto brincam. Em nenhum outro país do mundo a população civil tem 15 segundos para correr e encontrar abrigo contra os mísseis lançados por uma organização terrorista que costuma ser tratada com delicadeza pela grande seita do jornalismo politicamente correto, que iguala a reação do exército de um país democrático ao ataque de bárbaros que atiram e se escondem atrás de mulheres e crianças e montam suas bases em subsolos de hospitais.

Hamas e Hezbollah são financiados pelo governo do Irã. O país lançou ao espaço no último dia 2 de fevereiro o satélite “Esperança”, mostrando ao mundo que pode dominar a tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos. Seria um passo importante na missão declarada do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad de varrer Israel do mapa. Este homem pode ter a bomba atômica em pouco tempo. Se nada for feito contra Ahmadinejad, e Hussein Obama sinaliza que não fará, Israel vai ter que enfrentar a batalha de sua vida contra um inimigo nuclear.

A sobrevivência de Israel tem relação direta com a sobrevivência da civilização ocidental. A única democracia do Oriente Médio sofre novamente uma campanha de ódio, agora orquestrada por intelectuais de esquerda, fascistas islâmicos e os idiotas úteis de sempre: é a aliança macabra que trabalha na preparação do segundo holocausto. Israel é o alvo prioritário da jihad contra o mundo livre. Esta é a grande batalha: democracia e liberdade versus totalitarismo islâmico. Escolha um lado.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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