12/08/2009 - 11:31
Encontrava-me em Brasília quando acompanhei o caso de Honduras, particularmente, quando a imprensa brasileira declarava o tal “golpe de Estado” do exército contra o presidente Zelaya. Curiosa notícia: o Congresso e Judiciário daquele país tinham dado um “golpe militar” contra o presidente, por conta do mesmo ter proposto eleições ilimitadas. O fato em si pareceu esquisito, já que é estranho que um “golpe militar” tenha sido apoiado pelo Judiciário e Ministério Público e o poder tenha passado para as mãos do Congresso. Se não bastasse o contorcionismo verbal da imprensa, a OEA, que é uma entidade internacional representativa dos países das Américas, quase que como unanimidade, e países como os Eua, condenaram o tal “golpe”. Quando a imprensa, no limiar de sua “novilíngua”, não conseguiu evitar o nome de Hugo Chavez do meio, aí sim deu para entender, nas entrelinhas, o sentido fraudulento da mensagem posta.
Algumas pessoas que vi na capital brasileira ficaram apreensivas, como que tomando partido de Zelaya, e crendo perfeitamente que em Honduras havia um golpe de Estado. O problema mesmo é que tudo não passou de uma das mais extraordinárias mentiras da grande imprensa brasileira e da política latino-americana. Algo que faria inveja ao romance de George Orwell, 1984. Raramente a vida imitou tão perfeitamente a arte como neste episódio.
Desconfiado das contradições aparentes da imprensa, tal como o personagem do livro, Winston Smith, fui buscar as fontes na internet. A contradição não parecia mais clara: na verdade, quem estava dando um golpe de Estado em Honduras era o próprio presidente Zelaya e o Judiciário, Congresso Nacional e Ministério Público, junto com o exército, derrubaram o presidente, porque ele estava transgredindo os valores constitucionais daquele país. Tudo com o apoio vergonhoso de Hugo Chavez, que estava patrocinando a crise institucional. Neste ponto, o grosso da imprensa brasileira fez um milagre digno das épocas mais terríveis da União Soviética: invertendo o sentido da história, fez com que os democratas mais sinceros defendessem um lacaio de um ditador estrangeiro contra uma democracia. A linguagem não poderia ser mais viciada: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força e, agora, democracia é ditadura. É mais assustador: a OEA, controlada por grupos de esquerda disseminados em governos de vários países, não mediu esforços para isolar um pequeno país que defendia sua democracia, pelo simples fato de não admitir a imitação do modelo totalitário que hoje vigora na Venezuela. O Brasil, como não poderia deixar de ser, também participa da farsa, com o governo Lula. O Presidente do Brasil retirou os embaixadores brasileiros de Honduras e dizia, com uma hipocrisia cínica e doentia, que aquela situação era “intolerável”.meses antes, o Brasil aceitava a ditadura mais antiga do continente, Cuba, como membro da OEA. Por que o escândalo contra Honduras? Porque defender o modelo democrático se tornou “intolerável”!
Surpreendente declaração:
Honduras entra no rol das nações democráticas “isoladas” do continente, junto com a Colômbia, ameaçada pela expansão totalitária da “revolução bolivariana” encabeçada por Fidel Castro, Hugo Chavez e o governo do PT. Revolução que hoje domina países como Paraguai, Bolívia, Equador, Nicarágua, e que também afeta a Argentina, Uruguai, Peru e Chile, tornando-se um grande perigo para as democracias no continente.
Dado revelador da crise hondurenha: a OEA perdeu todo o seu sentido político como entidade legítima para ser o palco de problemas continentais. Lenta e gradualmente ela está sendo substituída pelo poder supranacional do Foro de São Paulo, organização das esquerdas latino-americanas lideradas por Hugo Chavez, Fidel Castro e o próprio Lula, que é presidente de honra da entidade. É impressionante, senão chocante notar, que quase todos os presidentes latino-americanos atuais são membros do Foro de São Paulo. Tal como uma elite política secreta e maçônica, essa organização controla toda a política de um continente, fora da vista de uma boa parte do público. E seus membros nutrem um propósito comum: a criação de uma burocracia socialista controlando todo o continente, uma nova espécie de União de Repúblicas Socialistas Soviéticas Latino-americanas, destruindo as soberanias nacionais e seus sistemas parlamentares e representativos democráticos. Ou como diria Fidel Castro, em um de seus discursos: restaurar as “democracias populares” que foram perdidas no Leste Europeu dentro da América Latina (grifo meu). Em linguagem mais clara, ditaduras comunistas! Lula, no Brasil, Hugo Chavez, da Venezuela, Fidel Castro, em Cuba, Rafael Correa, no Equador, Cristina Kischner, da Argentina, Daniel Ortega, da Nicarágua, Evo Morales, da Bolivia, Michele Bachelet, do Chile, Fernando Lugo, do Paraguai, e demais líderes de esquerda, como Zelaya, em Honduras, Lopes Obrador, do México e Huanta Humalla, do Peru, junto com agremiações criminosas como as Farc e o MIR chileno, sonham com um projeto mirabolante: criar um gigantesco bloco de poder comunista no continente latino-americano.
Não menos espantosa, contudo, é a posição dos Estados Unidos nesta situação insólita, jamais sonhada pelas esquerdas na guerra fria. O Presidente Barack Obama fez coro à toda esquerda latino-americana, pressionando para que Honduras aceitasse o usurpador e fantoche de Hugo Chavez, Zelaya. Aquilo foi demais. Uma parte da opinião pública norte-americana, revoltada com o episódio de total covardia e cumplicidade dos democratas com os chavistas, fez o governo Obama recuar sutilmente na proposta. Até os Estados Unidos, que foram um sinônimo de estabilidade para as democracias latino-americanas contra os comunistas, agora aderem à tramóia de seus inimigos. Colocaram um “liberal”, um comunista no poder.
A questão adquire proporções surrealistas, incríveis. A grande maioria do povo brasileiro está alheia aos acontecimentos que podem ser definitivos para o futuro da democracia, da segurança do continente latino-americano e mesmo de sua soberania. Aquela idéia antiga de um grande poder mundial, invisível aos olhos da opinião pública, mas que tem um poder de controle ilimitado e imperceptível sobre toda a sociedade, é algo que desafia nossas inteligências e nos leva ao mais completo ceticismo. A idéia mesma de que um poder burocrático internacional comunista domine a América Latina soa tão louca, tão paranóica, tão espantosa, que a sua completa omissão nos jornais e periódicos de nosso país faz com que as pessoas mais ajuizadas, e que estão por dentro do processo, sejam tratadas como dementes, nostálgicas da guerra fria. Como tais notícias não saem na TV Globo, na Folha ou no Estadão e sim em blogs independentes ou fontes estrangeiras omitidas por nossa imprensa, a dimensão da realidade adquire conotações distorcidas, falseadas, esquizofrênicas. O discurso político brasileiro, da família que vê o Jornal Nacional ao botequim universitário é algo fora do real, fictício, forjado, fora da realidade. E há gente ainda que acredite que a direita conservadora domina a mídia brasileira! A pergunta que fica é: por que a quase totalidade da mídia mentiu? O episódio hondurenho revela que raramente uma imprensa num país democrático se sujeitou a um controle tão próximo de um regime totalitário. Porém, não só a imprensa. . .
A sólida explicação está no controle total marxista na educação e na formação de jornalistas e professores universitários, que fizera da cultura intelectual e da opinião pública um instrumento de dominação dos grupos e partidos de esquerda. A universidade brasileira não aprova outra coisa senão o agigantamento do Estado; a mídia brasileira não tem outra coisa do que o palpite de “agentes de transformação social”“bolivariana” na América Latina, qualquer notícia desfavorável ou que denuncie o gigantesco esquema de destruição revolucionária das democracias no continente é boicotada, filtrada, para que o povo não veja os sintomas de sua tragédia. Lenta e gradualmente, a população perde a noção da realidade ao seu redor, em doses homeopáticas. A opinião pública usa a viseira do burro! A perda da noção da realidade é um dos aspectos da preparação espiritual para o totalitarismo. O país está no caminho. . .
Em uma conversa virtual com venezuelanos, fui perguntado qual a impressão que os brasileiros têm da situação venezuelana e do apoio descarado do governo brasileiro ao regime de Chavez. A resposta que dou para aqueles heróicos homens e mulheres que lutam pela liberdade contra o totalitarismo é a de que estão isolados, desamparados, porque a opinião pública brasileira é completamente indiferente ao sofrimento deles. Na verdade, o Brasil está anestesiado em suas próprias crises políticas, já que a oposição sumiu do país. O domínio cultural e da imprensa pelo esquerdismo é hegemônico, quase absoluto. A mídia, em geral, é de uma completa subserviência ao governo. E a popularidade de Lula, explicada pelos seus dotes pseudo-intelectuais ou pela capacidade retórica pífia, não se sustentaria por longo tempo se não houvesse essa gigantesca estrutura de colaboração pusilânime da imprensa e dos intelectuais com o governo. A colaboração do Presidente Lula com os regimes esquerdistas alimentados por Chavez é um sintoma claro de que o nosso governo é criminoso e traidor. O PT coloca os interesses partidários e ideológicos acima dos interesses nacionais, ainda que tais alianças espúrias afetem a soberania do país e a integridade dos cidadãos. O caso da expulsão dos brasileiros na Bolívia ou mesmo o escandaloso acordo de Itaipu, obrigando o contribuinte a pagar mais caro por energia elétrica, são reflexos claros desse conluio político. Todavia, nenhuma notícia, nenhum protesto é visível na imprensa. Nem mesmo a oposição fala a respeito. E o povo, bestializado por um turbilhão de mentiras, ignora que está sendo violado em seus direitos. A imprensa brasileira, atualmente, não difere muito do que ocorre em Cuba ou na Coréia do Norte.
Burocracia onipotente e imprensa mitomaníaca, dois pesadelos que podem moldar a vida política para a mais completa destruição da verdade, da liberdade e da consciência de um país e mesmo do mundo. Os problemas mais graves de nosso país e da América Latina permanecem ocultos para a maioria da população. Até porque os fatos retratados pela crise de Honduras revelam que tal fenômeno possui alcance mundial. O alcance de uma elite que quer ter o domínio internacional, bem aos moldes daquilo que os mais monstruosos tiranos do século XX sonharam para si. E uma tirania continental está cada vez mais próxima de nós! travestidos de jornalistas; as universidades brasileiras, no geral, não formam outra coisa senão uma mão-de-obra ociosa de funcionários públicos e militantes de ONGs e grupelhos revolucionários. Como a moda do momento é agradar aos anseios da expansão
Fonte: Conde Loppeux
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Tags: imprensa, totalitarismo
09/07/2009 - 13:08
Graça Salgueiro
Para completar a porcalhada desinformativa, havia na matéria os links de vários podcasts que tive o cuidado de ouvir um por um, e depois checar quem eram os “ilustres” autores de tão abalizadas opiniões. Destaco três deles por serem os mais expressivos da manipulação pró-comunistas que o Estadão escolheu para “informar” seus leitores sobre a situação daquele país centro-americano.
Meu amigo Nivaldo Cordeiro vem fazendo um excelente trabalho de media watch em relação ao jornal O Estado de São Paulo – Estadão -, e tem apontado com bastante precisão as mentiras e manipulações daquele periódico no caso de Honduras. Hoje, peço licença ao amigo para fazer o seu trabalho, considerando a matéria veiculada no último domingo, 5 de julho, intitulada “Impedido de voltar a Honduras, Zelaya chega a El Salvador“.
Na referida matéria o autor pinta um quadro de horror e desrespeito aos direitos dos cidadãos se expressarem, afirmando que “milhares de manifestantes pró-Zelaya” foram agredidos pela Polícia e Forças Militares. Mas não cita que os detidos, até o momento, são desordeiros que teimam em desrespeitar o toque de recolher imposto pelo novo governo, uma medida preventiva justamente para evitar confrontos.Até agora, pelo que se sabe de fontes fidedignas, a democracia tem sido respeitada – a partir mesmo do momento da deposição do golpista Zelaya -, a rotina do país segue seu curso normal e os distúrbios que ocorreram ficaram por conta de forasteiros nicaragüenses e cubanos contratados para este fim, que foram detidos e deportados aos seus países. Mas isto o público brasileiro não precisa conhecer.
Para completar a porcalhada desinformativa, havia na matéria os links de vários podcasts que tive o cuidado de ouvir um por um, e depois checar quem eram os “ilustres” autores de tão abalizadas opiniões. Destaco três deles por serem os mais expressivos da manipulação pró-comunistas que o Estadão escolheu para “informar” seus leitores sobre a situação daquele país centro-americano. Todos doutores com cursos fora do Brasil e, além de professores universitários, orientadores de mestrado e doutorado, quer dizer, são as máquinas que moldam as cabeças ocas dos novos mestres e doutores que serão multiplicadores do ideário comunista conforme determinou Gramsci.
No podcast “Professor da Unesp analisa Golpe de Estado em Honduras” o professor Luis Fernando Ayerbe reafirma a farsa do “golpe de Estado”, defende a volta de Zelaya e acoberta o papel de José Miguel Insulza, Secretário Geral da OEA. Como seu sotaque hispânico é muito carregado, resolvi pesquisar sua biografia. Trata-se de um argentino radicado no Brasil há algumas décadas, autor de um livro que exalta os 50 anos da revolução cubana e que recebeu, não só por este livro mas por outros de teor marxista, um prêmio em 2003, outorgado pela “Casa de las Américas” de Cuba.
O outro professor, também da UNESP, Hector Luis Saint-Pierre – “coincidentemente” argentino radicado no Brasil -, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos daquela instituição, no podcast intitulado “Especialista teme que países sigam o exemplo” repete a história do “golpe militar” e a mesma baboseira do seu coleguinha de nacionalidade, universidade e ideologia.
E finalmente o empolado Ricardo Seitenfus, no podcast “Representante da OEA analisa atual situação em Honduras“, além de reafirmar a mentira do “golpe”, apóia Insulza em seu papel “democratizador” – como se a democracia tivesse sido interrompida por aqueles que fizeram nada menos do que defendê-la e respeitá-la – , afirmando que é inaceitável que hoje em dia se retorne ao fantasma dos “golpes militares”. Querendo saber mais deste representante da OEA no Haiti, encontrei uma nota muito curiosa escrita por Diego Casagrande, e publicado pelo site Defes@Net em 2 de janeiro de 2008. Casagrande o entrevistava sobre questões das FARC e o doutor Seitenfus desconversou quando o jornalista lhe perguntou sobre as visitas de terroristas deste bando ao palácio do Governo quando Olívio Dutra era governador do estado do Rio Grande do Sul. Leiam a entrevista e vejam que primor!
É vergonhoso que a imprensa brasileira prime pela desinformação premeditada e que dê guarida e ouvidos a apenas um lado da opinião, amparada nos vários títulos universitários que os entrevistados possuem, em detrimento da informação correta e precisa como deve ser o papel da imprensa. Não foi ouvido ninguém “do outro lado”, alguém que veja as coisas como elas de fato ocorreram e que faça uma análise isenta e sem ranços esquerdistas. E é este tipo de democracia caolha que esta gente se orgulha de defender e que tem a petulância de dizer que está “informando”!
Fonte: Mídia sem Máscara
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Tags: esquerdismo, imprensa
08/07/2009 - 17:37
Por Jorge Serrão
Os maiores inimigos do Jornalismo são a mentira, a manipulação política, os preconceitos ideológicos, a autocensura, a ignorância, a falta de humildade e o descompromisso com a Verdade – que é a realidade universal permanente. A mídia amestrada e abestada tupiniquim vem abusando, sistematicamente, de todos estes defeitos e vícios. O azar dos “gênios” do jornalismo é que os consumidores de notícias começam a perceber como, quando, onde, por que e por quem são enganados.
Os ditadores da nossa mídia ignorante produziram pelo menos três “pérolas” dignas de serem saboreadas apenas pelos mais abjetos, estultos e imundos porcos da pocilga política brasileira. Inventaram um “golpe militar” em Honduras. Aceitaram e apenas descreveram, sem uma crítica mais contundente e objetiva, o pacto corleônico do chefão Lula com o poderoso José Sarney – o imortal que já morreu politicamente, mas que não larga o osso dos podres poderes. Foram coniventes com mais um golpe da “doutora” Dilma Rousseff, atenuando o papel da máquina do Bolcheviquepropagandaminister em fabricar mentiras históricas para serem repetidas até se tornaram “verdades”.
A notícia do “golpe militar” em Honduras foi mais uma prova de ignorância política ou de tosca manipulação ideológica – sempre com o intuito subliminar de desmoralizar os militares (que têm o dever constitucional de garantir a soberania nacional). A imprensa tupiniquim preferiu brigar com a notícia e explicar a queda de Manuel Zelaya da presidência de Honduras. Seria mais honesto explicar que o “mane” caiu porque tentou dar um golpe institucional, e não porque sofreu um golpe – que não pode ser definido como “militar”.
Mané Zelaya – um conservador picado pela mosquinha do poder que aderiu ao socialismo chavista – armou um referendo 171 para tentar impor a possibilidade de reeleição presidencial permanente ao povo hondurenho. Mané Zelaya desrespeitou o Supremo Tribunal Federal Hondurenho que já decretara a inconstitucionalidade do tal plebiscito. Guardiães da Constituição de Honduras, com base no artigo 272, os militares cumpriram a função legalista e apenas foram garantidores do processo de mudança de poder – entregue ao presidente do Congresso Nacional. Logo, ao contrário do que a mídia burra e preconceituosa desinformou, não houve “golpe militar” em Honduras.
Aqui no Brasil, temos assistido a repetidos “golpes militantes” – aplicados por verdadeiros meliantes da política tupiniquim. Diferentemente de Honduras, embora a Constituição daqui tenha um artigo 142 de cristalina interpretação, os servidores públicos fardados preferem passar fome em seus quartéis, enquanto aguardam um “clamor popular” solicitando que eles apliquem o poder constitucional contra as ações do governo do crime.
Aqui também, diferentemente de Honduras, o STF se limita a referendar as manobras do desgoverno, com interpretações constitucionais de conveniência. Graças a tanta omissão, os militantes golpistas deitam, rolam e se locupletam, até se eternizarem no projeto “socialista tupiniquim” de poder. O chefão aqui pode passar a mão na bunda do guarda. O oficial fardado – fadado à desmoralização histórica – ainda lhe pedirá desculpas por estar com o rabicó virado para receber quatro dedadas regulamentares.
Outro golpe meliante é a crise sem fim do Senado. Pior que isso só a (im)postura do chefão Lula em defender o indefensável José Sarney. Em O Globo de sábado, o chargista Chico foi mais que perfeito ao retratar Lula com o bigodão do Sarney (ou seria de um Adolf Hitler?). A ilustração atestou que ambos, – unidos como se fossem unha e carne podres – representam o corneolismo político tupiniquim. Eis a vitória da vanguarda do atraso que nos desgoverna desde a Nova República. Lula e Sarney – filhotes da Ditadura, como diria o falecido Leonel Brizola…
Outro golpe militante de mestre (ou seria de doutorado 171) foi dado pela guerrilheira aposentada Dilma Vana Rousseff. Curiosamente e por ironia, a armação da “doutora” Dilma foi revelada pela Revista Piauí (editada por simpatizantes petistas). A Casa Civil veiculou a mentirinha de que Dilma era “mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira na Unicamp”. Pior ainda, publicaram o mesmo currículo maquiado na plataforma Lattes, do CNPq – que é a referência oficial em currículos acadêmicos.
O golpe acadêmico foi derrubado porque a Unicamp informou que não há registro de que Dilma tenha cursado o mestrado na instituição. Para complicar ainda mais, a mesma Unicamp revelou que Dilma começou o doutorado, mas não concluiu. O curioso é como ela começou um doutorado, sem ter sequer um mestrado? Enquanto o mistério do golpismo acadêmico não se desvenda, a Casa Civil prontamente altera os dados errados. Explica que Dilma (graduada em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas ela Universidade de Campinas.
Duro é suportar esse modelo stalinista de escrever e alterar a história conforme as conveniências político-ideológicas. Eis o método que permite golpes militantes – ou ações meliantes, 171 – contra a verdade histórica. Eis por que é fácil usar o “golpe militar” (tão decantado pelos ideólogos e ignorantes afins) como argumento para justificar o corleônico golpe dos militantes contra o Brasil. Honduras condenou o golpismo. Quando o Brasil fará o mesmo combatendo a República Sindicalista do Crime Organizado?
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 05 de Julho de 2009.
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Hoduras, Hond, imprensa
22/06/2009 - 20:13
O mercado contratante é que deveria estar interessado em profissionais com formação específica nisso ou naquilo, não é mesmo? Alguém precisa fazer faculdade para ser um publicitário criativo? Ora… Mas uma faculdade de publicidade que realmente produzisse saber de ponta certamente atrairia os melhores candidatos e despertaria a atenção da agências: “Quem passa por tal curso sai realmente com formação de primeira linha”.
Entenderam? Em vez de se ter um cartório de faculdades de jornalismo, todas elas abraçadas a sua preguiça, teríamos um esforço pela busca da excelência. Isso deve valer para qualquer profissão cujo desempenho dependa principalmente do talento. “Você é a favor da desregulação também para advogados?” É claro que sim. Tenho sérias dúvidas se alguém sem formação específica conseguirá lidar com o cipoal da Justiça — tenho a impressão de que não. Mas a defesa puramente corporativa da reserva de mercado é uma tolice.
As coisas caminham para a pura e simples maluquice na área da regulamentação. Há proposta para regulamentar, calculem!, a profissão de “escritor”, de “poeta”, de “repentista”… Exceção feita às atividades que oferecem risco para terceiros ou para a coletividade, dêem-me um bom motivo para se exigir um diploma…
E, é certo, ele não é garantia absoluta de competência em nenhum caso. É só um indicador de que o candidato a piloto de um jato, por exemplo, passou por um treinamento específico.
No caso do jornalismo, não tenho dúvida de que se abre a possibilidade de cursos de especialização, na modalidade de uma pós-graduação, que podem conciliar saber e tecnologia de ponta. E as empresas vão buscar esses profissionais.
Liberdade!
E, espero, caminha para a obsolescência o que já era obsoleto: cursos de jornalismo pautados apenas pela discurseira ideológica, pela “desconstrução” (termo pomposo para “picaretagem intelectual”) dos meios de comunicação e pela pregação da “resistência” (???) à “mídia”. Sei do que falo porque conheço estudantes, filhos de amigos ou do círculo familiar ampliado, submetidos a essa estupidez. “Professores” se empenham não em formar jornalistas, mas em formar militantes. É como se um piloto fizesse um curso não para ser o melhor condutor de um jato, mas para se tornar sindicalista ou sabotador de aviões, entenderam?
Por que alguém precisa pagar por isso — numa faculdade pública (que sempre é paga) ou privada? Não precisa mais!
Assim, saibam os estudantes de jornalismo — e as faculdades não foram extintas, é bom lembrar: tão logo o professor comece com discurseira ideológica em vez de ensinar o que é um bom lead ou técnicas de apuração, denunciem a malandragem ou caiam fora. Vocês não são mais obrigados a passar por isso. Estão livres! As portas da senzala ideológica foram abertas.
Fonte: Reinaldo Azevedo
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Tags: diploma, imprensa, jornalismo
16/06/2009 - 17:07

Em entrevista à revista Época, José Dirceu se ressente pelo abalo em sua imagem e honra por ter sido “investigado, processado e julgado pela imprensa”. Repetindo a atitude de seu colega de partido Luiz Gushiken em 2007, ele quer ter o poder de investigar, processar e julgar a imprensa. “A mídia brasileira precisa ser regulamentada, democratizada”, reclamou o ex-ministro. “Como você pode ficar sem lei de imprensa?”
Pois um país não apenas pode, mas deve ficar sem lei de imprensa. Não é por acaso que o jornal mais influente do mundo está localizado no país onde não existe uma “lei de imprensa”: veículos não são obrigados a conceder “direitos de resposta” a seus oponentes; não é punida a sátira a candidatos políticos; e jornalistas não são processados por difamação pelo que escrevem sobre membros do governo. Isso tudo garante uma mídia imparcial? Não. Mas o partidarismo honesto é a melhor alternativa à arbitrariedade fingida.
É essa liberdade de expressão vibrante que se encontra na internet. Hoje é possível dizer que a imprensa está mais democratizada do que em qualquer outro período da história exatamente no ambiente onde existe menos regulamentação e interferência política. Cada vez mais a internet distribui influência a sites, redes sociais e blogs independentes. Como se viu com o duelo do Twitter, em que Ashton Kutcher derrotou a CNN na disputa para ver quem atingiria primeiro 1 milhão de seguidores, hoje um indivíduo é capaz de falar mais alto do que uma rede de notícias internacional.
Mas quando se fala em democratização da mídia, Dirceu não está se referindo a esses avanços tecnológicos que, operando em liberdade, colocam o mundo em nossos dedos. Ele está falando de um maior controle da imprensa pelo governo – pelo governo do seu partido, diga-se. É exatamente o mesmo discurso que Hugo Chávez utilizou para eliminar das ondas abertas a rede de televisão mais popular da Venezuela. Democratização da imprensa significa que a decisão sobre o que um veículo publica ou deixa de publicar cabe cada vez menos à imprensa e mais aos políticos. Democratização é um eufemismo para censura.
No Brasil tenta-se agir de formas mais sutis. Em vez de proibir uma publicação, o governo tenta influenciar a imprensa por meio de suas propagandas. Com mais de 2 bilhões gastos em publicidade num só ano, o governo brasileiro está na disputa para ser o maior anunciante do país. Revistas, jornais, sites e programas de TV e rádio alinhados com o governo são agraciados com a generosidade estatal. Quem fala mal, recebe menos ou deixa de receber.
Junto a essas políticas, restrições a anúncios, como os de bebidas, diminuem a possibilidade de financiamento independente. No final, isso aumenta ainda mais o valor do anúncio público. Se o governo não consegue controlar a imprensa diretamente por meio de licenças e censuras, controla-a regulando seus anúncios.
Uma reforma que beneficiaria a liberdade de imprensa seria a promulgação de uma lei que impedisse o governo – qualquer governo – e suas estatais de anunciarem na imprensa, colocando assim um ponto final na manipulação dos veículos da mídia com o dinheiro público. Com quem concorrem os Correios para que haja necessidade de fazer publicidade de seus serviços? Ou, pior, quais são os concorrentes do Estado brasileiro em território nacional?
O Brasil não precisa de leis que limitem a liberdade de imprensa. Precisa de leis que a ampliem. Tudo o que é necessário para o bom funcionamento da imprensa e a proteção ao indivíduo já está no código penal. Não há ato lícito a qualquer outra indústria que deva ser ilícito à imprensa. A mídia não tem os poderes judiciais atribuídos por José Dirceu. Tudo que a imprensa pode fazer é investigar, comunicar, informar, como foi feito durante o caso do mensalão. Imagem e honra são privilégios a serem conquistados, não direitos a serem garantidos. Desde que não haja indução à execução de crime, todo o resto são palavras, e palavras devem ser combatidas com palavras, não com coerção política.
Fonte: Ordem Livre
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Tags: imprensa
04/06/2009 - 16:23
Vi o horário político gratuito do PT, certamente uma espécie de antecipação da campanha eleitoral do ano que vem, inclusive com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) falando de um país com “mais coração”. Pesquisas de opinião devem ter detectado que falta certo calor humano à companheira. Haja marketing. Por enquanto, soa falso.
As peças de resistência foram as maravilhas do PAC (aquele que já executou fantásticos 3% das promessas) e o programa de um milhão de casas (aquele que ainda não saiu do papel e que não tem prazo para ser concluído).
No mais, tome demonização do passado, no estilo de sempre. Um dos “crimes” apontados da gestão FHC foi, calculem, a privatização da Vale do Rio Doce — privatizada, cresceu algumas vezes e gerou milhares de novos empregos. Mas e daí?
Alguns leitores, às vezes até de boa vontade, indagam: “Por que tanta severidade com o PT?” Entre outras razões, por causa desse discurso vigarista. Demonizar as privatizações, a esta altura do campeonato, não é questão de divergência ideológica, mas de pilantragem intelectual.
E o mesmo se diga sobre o, digamos, espírito do programa. Antes, no governo FHC, dizem os petistas, o Brasil sucumbia às crises; agora, sai por cima das dificuldades. Até parece que, quando enfrentou aquelas dificuldades, o país não fez a coisa certa. Fez.
Reitero: um partido e um governo têm todo o direito de exaltar as suas qualidades — ou as que supõe ter — num horário político. Mas não pode fazer da mentira o seu norte moral. E os petistas e o governo fazem. E estou pouco me lixando se a sua popularidade é de 70%, 80% ou 120%… A maioria pode muita coisa. Mas ainda não consegue transformar uma mentira numa verdade.
Fonte: Reinaldo Azevedo
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Tags: imprensa, PT
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