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20/11/2009 - 15:27

Cuba Libre

No fim dos anos sessenta e década de setenta (século passado) tomei muita Cuba Libre, ou como se costuma dizer em Havana, uma mentirita. Naquela época, tinha bem presente, ainda, toda a história da revolução cubana, com seus líderes exóticos Fidel Castro e Che Guevara . Enquanto saboreava essa deliciosa bebida, reverenciava a libertação de Cuba das mãos sujas de Fulgêncio Batista e seu apoio norte americano, com cara de satisfação.

Mal sabia eu, naquela época, que viriam os dias em que tomar Cuba Libre representaria reivindicar a libertação do povo cubano, novamente, agora de Fidel e seu irmão.

De fato, Fulgêncio e sua turma adepta a um bom joguinho, regado a run, mulheres fáceis e charutos foram banidos do pequeno solo da ilha. Avanços como uma medicina e um ensino menos capitalista e de surpreendente eficácia surgiram para espanto global. Os charutos permaneceram.

A Igreja ou a liberdade religiosa, se não foi banida, também nunca foi incentivada pela dinastia Castro (hoje Cuba está sob o jugo do ditador Raul Castro, irmão de Fidel, adoentado), tornou-se uma manifestação tolerada e muito vigiada. Meu amigo, com quem não falo pessoalmente há anos, Zigfried Zils, depois que saiu da Missão Portas Abertas, onde trabalhamos juntos, iniciou um trabalho intenso de apoio à igreja cristã em Cuba, por mais incrível que pareça.

Tenho acompanhado o esforço da companheira Yoany Sanches, uma blogueira cubana que escreve desde Havana e através de amigos na Europa publica seus posts e mantém um blog muito intenso sobre a falta de liberdade do povo cubano, sobretudo, em utilizar a Internet sem restrições. Resolvi, inclusive, acrescentar o símbolo da luta dos irmãos cubanos, aqui na Gruta.

Entretanto, preocupa-me toda essa conversa pró Fidel, na qual o presidente Venezuelano Hugo Chaves largou na frente e foi seguido por Morales da Bolívia e Rafael Correa do Equador. O próximo candidato a entrar nessa fila é o cara do Paraguai, Fernando Lugo, notabilizado por ser um eficiente fazedor de filhos com mulheres pobres e desinformadas. Sorrateiramente, vejo nosso presidente engajado nessa opção (a de Fidel e não a do Lugo, ao que se saiba), mas sem sair do armário. Sua candidata preferida só faltou desnudar-se quando se viu frente a frente com o bolivariano do norte e só não o fez porque poderia por tudo a perder, imagino.

Seguindo o raciocínio castrista e mentor dessa camarilha toda, ao invés de caminharmos para uma Internet livre, a vontade geral é trancafiar nossas línguas, digo penas, ou melhor, teclados, nas mais altas masmorras e impedir que fiquemos por aí incomodando os modernos caudilhos das Américas com nossas manias de liberdade e democracia cibernéticas.

Na verdade, estou me lixando para bobagens como dinheiro que descobre nossas misérias, para cobrir as sofreguidões vizinhas e acenos de pró lenços vermelhos nos pescoços. Se estivesse na Missão Portas Abertas ainda, estaria gastando toda aquela montanha de grana que eles arrecadam anualmente em denunciar o perigo que essa gentalha representa à liberdade religiosa, ao invés de ficar caçando muçulmanos sob critérios dados pelos americanos da outra América. Tão pouco estou me importando com a igreja organizada, essa abominação que nos assola e mais nos afasta de Deus, mas minha profecia mira muito mais abaixo, ou seja, a plena liberdade para a igreja que se reúne na Caverna, ou na Gruta e se move via WEB.

E aí? Vai uma Cuba Libre?

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Extraído de A Gruta do Lou

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
30/06/2009 - 05:58

A carta de Fidel a Chávez.

FORA SOCIALISMO BOLIVARIANO FORA SOCIALISMO                                                                                                                                                                                                                                                            BOLIVARIANO

Para entender um pouco mais o que está acontecendo em Honduras e na América Latina, clique sobre a carta de Fidel Castro a Hugo Chávez e leia. É uma verdadeira aula. Foi publicada ontem, no El Heraldo, um dos principais jornais do país.

Fonte: Coturno Noturno

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
16/04/2009 - 11:43

OBAMA E CUBA: LULA E CHÁVEZ PERDEM A BANDEIRA. E O COMA ANDANTE ESBRAVEJA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu um nó na ditadura decrépita de Cuba e deixou a falar sozinhos os cretinóides latino-americanos que pedem o fim do embargo à ilha — coisa que, é bom lembrar, Obama jamais prometeu, embora a promessa lhe fosse e lhe seja atribuída. Quem é que fica fazendo propaganda das virtudes supostamente saneadoras do fim do embargo? O mais importante dirigente a fazê-lo é mesmo Lula, o nosso Apedeutakoba. Chávez é outro estridente defensor da tese. Fala-se em “questão de justiça”. Para começo de conversa, a importância do embargo, hoje em dia, é nenhuma. Na prática, Cuba faz acordos bilaterais e negocia com quem quiser. O problema do país é a ditadura socialista, não o embargo americano, de efeito puramente simbólico hoje em dia. 

Não sou um “obamaníaco”, como todos aqui sabem. Freqüentemente, há um exagero estúpido ao se cantar as suas glórias e o que ele realmente representa de novidade. Mas acho que, desta vez, o governo americano fez a coisa certa:
- não há mais restrições para viajar ao país;
- cubanos residentes nos EUA poderão enviar dinheiro livremente à ilha; continuam proibidas as remessas para dirigentes do Partido Comunista;
- empresas americanas poderão oferecer serviços de telefonia celular, TV e rádio para o país, e a conta pode ser paga nos EUA;
- o governo encomendou estudos para abrir vôos comerciais entre EUA e Cuba;
- ampliou-se a lista de produtos que podem ser enviados ao país.

E o embargo, de importância, reitero, puramente simbólica está mantido. Pôr fim ao embargo, como tantas vezes se escreveu neste blog (ver em arquivo) significa coonestar a ditadura. Como o próprio governo americano deixou claro, a medida tem de permanecer como um instrumento de pressão em favor da democracia.

Em maio do ano passado, o agora demônio aposentado George W. Bush já tinha liberado o envio de celulares a Cuba, mas as dificuldades técnicas tornaram a medida praticamente irrelevante. O ditadura dos Castro terá de autorizar a atuação das empresas americanas na área de comunicação. Num país em que a Internet é severamente censurada, não será certamente uma decisão tranqüila.

Antecipando-se
De quinta a domingo, acontece Trinidad e Tobago a 5ª Cúpula das Américas. Chávez já havia preparado a sua pantomima filocubana, cobrando dos EUA o fim do embargo. Lula, “o cara”, “o político mais popular da terra”, já se oferecia — e não desistirá do papel — para atuar como mediador entre as duas potências: de um lado, a Cuba de Raúl e Fidel Castro; de outro, os EUA de Obama… Reivindicação: o fim do embargo. Pois bem: esse discurso foi esvaziado, perdeu-se, não tem mais nenhuma importância.

E a burocracia socialista começará a ter um problema novo em breve. Ditaduras não convivem com livre circulação de informações. De fato, elas ainda não serão livres na ilha, mas certamente aumentará a pressão em favor das liberdades públicas e individuais. E podem anotar: se os EUA eliminam as restrições para as viagens, é certo, então, que Cuba vai tentar ampliá-las. Os cubanos que estão dentro da ilha, como sabem, estão proibidos de deixá-la. Raúl e o Coma Andante tentarão agora impedir que entrem os que estão fora. Pronto! Lula e Chávez não têm muito o que reivindicar a Obama no que diz respeito a este assunto. Seus esforços, agora, têm de se voltar para Raúl e Fidel Castro. Como reagirão?

Aproveite para…
Para que a política, interna ou externa, não seja só essa soma de aborrecimentos e picaretagens, aproveite para ver um filme que serve de ilustração para o que pode estar prestes a acontecer em Cuba. 

O título original é One, TWo, Three, dirigido pelo excelente Billy Wilder, com James Cagney como protagonista. A obra é de 1961, em plena Guerra Fria. Existe nas locadoras — no Brasil, mereceu o título infame de Cupido não Tem Bandeira. MacNamara (Cagney), executivo da Coca-Cola, sonha dirigir a empresa em Londres. Mas é enviado antes a Berlim Ocidental, onde tem a tarefa adicional, por tramas do roteiro, de zelar pela segurança e boa conduta de Scarlett Hazeltine (Pamela Tiffin), filha do seu chefe. Bem… A mocinha é um tanto espevitada e acaba se casando, às escondidas, com Otto Ludwig Piffl (Horst Buchholz), um militante comunista bem bronco de Berlim Oriental.

O filme se chama One, Two, Three porque esse é um bordão de MacNamara: não importa o problema, ele sempre tem a solução, que vem em três medidas. Estala, então, os dedos e diz: “One: faça isso; two, fala aquilo; three: faça aquilo outro”. Vocês sabem como é (ERA?) o capitalismo, né? Acaba dando tudo certo.Cupido Não Tem Bandeira deve ter sido o título escolhido por algum comuna no Brasil para indicar que o amor não tem ideologia… Quando o camarada Otto Ludwig descobre as delícias do capitalismo, o que vocês acham que acontece? Wilder, diga-se, é um tanto irônico também com o “grande executivo” — às vezes, há tintas de caricatura. Mas não resta muita dúvida de que chanchada mesmo é a ditadura comunista. A exemplo daquele dos irmãos Castro.

Agora…

A partir desta terça, Lula e Chávez devem dirigir os seus esforços de entendimento aos ditadores cubanos. As decisões de Obama tanto perturbaram o regime, que a reação foi imediata. A imprensa estatal logo divulgou um artigo de Fidel Castro — ou o que quer que hoje seja chamado por esse nome — afirmando que Cuba “resistiu e continuará resistindo”, que não vai “pedir esmolas” etc. Vocês conhecem a retórica inflamada dos anões morais. “Agora só falta Obama persuadir todos os presidentes latino-americanos de que o bloqueio é inofensivo”. Bem, o bloqueio é inofensivo. O mal de Cuba é a ditadura. 

De resto, anotem aí: é o pensamento politicamente correto que torna Cuba um assunto relevante. Trata-se ainda de um efeito retardado da tara cultural pela revolução dos homicidas. Não tem a menor importância. Escrevo a respeito para dar conta do atraso em que estamos mergulhados. Relevantes são as questões relativas a Irã, Paquistão, Afeganistão, Coréia do Norte e Oriente Médio.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
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