O TrOgLoDiTA

Divagações…

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20/10/2009 -  07:01     

The Beautiful Tree

The Beautiful Tree, de James Tooley – educação privada para os mais pobres dentre os pobres

Para este livro, confira a resenha de Joel Pinheiro da Fonseca:

Volta e meia, ao pensar ou defender os méritos da educação privada, me punha a imaginar as possibilidades educacionais num mundo sem regulamentações, onde qualquer um pudesse dar aulas ou mesmo abrir uma escola. Assim, alguém que soubesse um pouco mais do que aqueles à sua volta (digamos, um senhor que leia e escreva razoavelmente bem e que mora numa favela de iletrados) poderia usar a sala de casa como sala de aula; os preços seriam baixíssimos, de forma que mesmo gente muito pobre poderia pagar. Esses devaneios cessaram depois que li “The Beautiful Tree”, de James Tooley, pois agora sei que se trata de uma realidade.

A história do livro começou por coincidência. Tooley, que trabalha com educação desde os anos 80 (tendo inclusive se voluntariado como professor de matemática no regime de Mugabe no Zimbábue, quando ainda acreditava no sonho do socialismo), foi mandado pela universidade de Newcastle para Hyderabad (Índia), onde ele deveria estudar os colégios privados da elite. Num dia de folga, decidiu conhecer a maior favela da cidade, pois sua preocupação sempre foi com os mais pobres. Lá, no meio da favela, descobriu algo fascinante: literalmente centenas de escolas privadas para os pobres. Muitas tinham, com efeito, começado com um professor dando aulas em sua própria casa; com o tempo, e o aumento da demanda, expandiram-se, contrataram mais professores e anexaram construções vizinhas. Verdadeiros empreendedores da educação, pessoas com real vocação ao ensino, dedicam suas vidas para ensinar crianças a um custo baixíssimo, unindo serviço social a lucratividade. Não é para menos que se tornaram figuras respeitadas da comunidade. Os pais não têm dúvidas: as escolas privadas são mais próximas de casa, os professores mais dedicados (não faltam nunca, bem diferente das escolas públicas), o número de alunos por sala é menor e as crianças aprendem mais. Impressionado com o que viu, Tooley viajou o mundo (Zimbábue, Gana, Quênia, Nigéria, China) para verificar se Hyderabad era exceção ou regra. Para sua surpresa, e para nossa, a descoberta repetiu-se sempre: escolas privadas existem em grande número nas favelas e vilas rurais mais miseráveis, e prestam um serviço importantíssimo à população por preços que a maioria pode pagar (e, de quebra, dão aula de graça para quem não tem condições: órfãos e exilados, por exemplo).

Em cada novo país, os estudiosos de educação, os encarregados da educação pública, os representantes da ONU, Banco Mundial ou das grandes ONGs, enfim, os “experts de desenvolvimento”, recebiam-no com desdém e condescendência. Juravam de pés juntos que, naquele país, não havia escolas privadas para os pobres. “A população é muito pobre. Em nosso país, escolas privadas são para os ricos.” Errados sempre. O ensino privado já é uma realidade estabelecida, embora tenha que lidar com todo um sistema desenhado para eliminá-la. Em quase todos os casos, a escola precisa subornar fiscais para ser tolerada, já que é simplesmente impossível uma escola de pequeno porte, e que atende à população carente, se adequar às incontáveis regulamentações impostas pelo governo (tamanho do playground, número de banheiros, certificações dos professores, etc).

Mesmo quando admitem a existência de escolas privadas em grande número, os experts insistem em que elas não são parte da solução para o problema da educação, pois “visam o lucro”. Ora, nos mostra o livro, é exatamente porque visam o lucro que as escolas privadas são mais confiáveis do que as públicas. Tooley mostra muito bem como o desejo de lucrar e o de servir à comunidade não são contraditórios; pelo contrário, reforçam-se mutuamente. Na escola privada, os professores dão aula bem e raramente faltam, mesmo ganhando salários muito inferiores aos da escola pública, cujos funcionários têm todo tipo de regalias e “direitos adquiridos”. A diferença está em que, na escola privada, a remuneração do empreendimento depende da qualidade do serviço prestado, que é avaliada pelos próprios pais; quem falta ou ensina mal pode ser demitido. Na escola pública, o dinheiro vem dos impostos (e de doações bilionárias de países ricos) e ninguém corre risco de demissão. Para quê se esforçar? Um pai, cidadão pobre do Quênia, explica assim a diferença: “Enquanto a maioria dos professores na escola do governo fica descansando, na escola privada nossos professores estão ocupados dando o melhor de si, porque eles sabem que somos nós que pagamos. (…) A gente consegue [dinheiro] com nosso suor, não podemos jogá-lo fora, porque dinheiro não nasce em árvores, você tem que trabalhar pesado para receber, e o professor precisa trabalhar ainda mais pesado com as nossas crianças para ganhar o sustento dele.” (p. 122) – e assim um homem simples, sem nenhuma educação formal, revela um entendimento mais refinado de ciência econômica do que experts da ONU e do Banco Mundial.

Não tendo como negar a realidade do ensino privado e o poder de atração que ele exerce, esses mesmos experts argumentam que ele seria de baixíssima qualidade; uma ferramenta de explorar a pobreza e a ignorância da população (claro, tal argumento parte do pressuposto de que os pais pobres são burros e/ou não ligam a mínima para a educação dos filhos – um mito preconceituoso mas estranhamente popular). Tooley pôs-se, então, a testar essa tese. Preciso dizer o resultado? As escolas privadas vão melhor do que as públicas; testes padronizados confirmam o que os pais solícitos já sabiam conversando com seus filhos, comparando-os e observando as salas de aula. E reparem bem: as escolas privadas têm resultados melhores com custo por aluno muito menor. Orçamentos vultuosos dos governos, doações bilionárias de países ricos e ONGs multinacionais têm resultado pior do que escolinhas que funcionam em casebres da favela, com professores da própria comunidade e que se financiam exclusivamente de 2 dólares por mês de cada aluno.

Conforme avança a leitura, outra revelação: o ensino privado não é novidade. Havia – e isso é bem documentado – na Índia, antes da colonização britânica, educação privada bem extensa. O governo britânico, sob o pretexto de dar aos indianos uma educação nos padrões ingleses, acabou com o sistema nativo e implantou a rede pública. É por isso que, em 1931, Gandhi podia afirmar: “Digo sem medo de que contestem meus dados que a Índia hoje é mais iletrada do que era cinqüenta ou cem anos atrás” (p. 212). A educação pública, por ser gratuita ao consumidor (ou, em outros casos, ter um preço bem inferior ao seu custo), atrai grande parte da população, ávida por pagar menos, destruindo assim as alternativas privadas, que eram sustentáveis. E, no fim das contas, o resultado educacional é negativo, devido ao problema de incentivos de todo serviço gerido pelo governo. O mesmo se aplica ao próprio Ocidente; quem se interessa em olhar os dados descobre que a educação inglesa já era universal antes da provisão estatal. Alternativas privadas de educação, melhores e muito mais eficientes, foram também tiradas do mercado por meio de regulamentações infinitas, cujo único resultado foi eliminar o ensino privado de baixo custo e conformar as poucas opções restantes ao modelo estatal.

Tooley não deixa de observar que há ainda muito a se fazer, por exemplo, nos métodos de ensino (embora, como ele bem mostra, é no mercado que os novos métodos nascem e se desenvolvem) e nos currículos (ainda muito presos às provas oficiais do governo e distantes das necessidades reais da população). Não quer dar respostas prontas, elaborar um “Grande Plano de Educação”, pois é exatamente esse o erro que os governos têm cometido; ele apenas propõe idéias, esboços, de como governo e mercado podem cooperar para dar educação de qualidade a todos. Concorde-se ou não com essas propostas, elas manifestam, sem dúvida, uma mente honesta em busca de soluções práticas para problemas reais.

Que o governo deva prover educação gratuita e compulsória para todos é um dogma das ciências econômica e política contemporâneas. Mas e se a própria educação se beneficiar de um papel maior da iniciativa privada? The Beautiful Tree nos alerta que talvez seja hora de rever alguns dogmas. James Tooley não é um defensor ardoroso do liberalismo econômico; tampouco é particularmente afeito ao intervencionismo estatal (a experiência pessoal direta com o socialismo do Zimbábue ensinou-lhe boas lições). Sua única agenda é a melhora da educação. Para ele, mais importante do que uma escola ser particular ou pública, é melhorar a educação da forma mais eficaz e eficiente possível. Seu livro nos dá os resultados de anos de pesquisa por vários países, mas vai além disso. Ele abre uma janela para mundos completamente desconhecidos da maioria de nós (as favelas de Lagos, vilarejos rurais em Ganzu, China) e alguns dos personagens cativantes (professores, alunos, pais) que os habitam. A imagem tradicional dos pobres como pobres coitados, miseráveis passivos e ignorantes, totalmente dependentes da caridade externa, dá lugar à realidade de povos dinâmicos, empreendedores, com muitas carências sim, mas dispostos a lutar, trabalhar e estudar para melhorar de vida; e é exatamente isso que fazem quando têm a liberdade necessária. É uma verdadeira aula de sociologia e geografia contemporâneas e uma bela amostra da nobreza do espírito humano mesmo sob as condições mais precárias.

Fonte: Millenium

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25/07/2009 -  12:16     

UNE chapa-branca

Givaldo Barbosa/Ag. O Globo
CONTRAPARTIDA
Em Brasília, universitários aplaudiram o presidente Lula e criticaram a criação da CPI da Petrobras

Por Gustavo Ribeiro:
A União Nacional dos Estudantes (UNE) transformou-se em uma repartição financiada pelo governo para apoiar suas causas. Triste. Poucas coisas são mais patéticas e melancólicas do que um jovem sem espírito crítico. Felizmente, são raríssimas as circunstâncias históricas que levam a juventude a sufocar sua qualidade humana mais preciosa, a rebeldia com ou sem causa, para idolatrar o poder central. Quando isso ocorre, é sintoma de alguma moléstia social. Arriscando aqui a violar a Lei de Godwin (a bem-humorada sacada do advogado americano Mike Godwin, segundo quem todo argumentador perde força quando compara um evento atual com os da Alemanha nazista), a UNE de hoje lembra o fervor patriótico da Juventude Hitlerista. Lembra também os squadristi, a tropa de choque infanto-juvenil do regime fascista italiano de Benito Mussolini. A UNE, a Juventude Hitlerista e os squadristi têm em comum a força na ausência da razão e o desejo de servir cegamente a um líder. Aqui

Fonte: Reinaldo Azevedo

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24/07/2009 -  01:05     

O Estatuto da Criança e do Adolescente e os inimputáveis

Rodrigo Constantino Rodrigo Constantino

“Com a nossa capacidade de fazer maluquices em nome de boas intenções, criamos uma legislação de menores que é um tremendo estímulo à perversão e ao crime, ao fazê-los inimputáveis até os 18 anos” – Roberto Campos

Vamos imaginar um pai que não estabeleça critérios objetivos e impessoais de castigo aos seus filhos. Cada ato irresponsável de desobediência às regras será analisado com extrema complacência, buscando sempre colocar a culpa em fatores exógenos, não no indivíduo responsável. Até o fogo que o moleque colocou de forma premeditada na cortina é culpa da maldita cortina, que estava no lugar errado!

Imaginemos que o grau dos delitos vá aumentando, até o insuportável e intolerável, colocando em risco toda a família. Será que esse pai deveria ficar indiferente frente aos fatos, acreditando que o pequeno monstro não tem culpa de verdade, é apenas uma pobre vítima e, portanto, não merece uma punição mais severa? Será que ele deveria somente aplicar castigos suaves, na esperança de que o tempo se encarregue de consertar o assombroso ser?

Creio que seria absurda e indesejável uma postura complacente dessas. E isso no caso de pai e filho, com todo o amor paterno envolvido. Agora vamos supor que se trata do Estado e dos menores infratores. Parece inadmissível uma conduta tão leniente com os jovens criminosos.

Pois é justamente o que faz o nosso Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Ao estar tomado de romantismo e utopia, recheado com boas intenções desprovidas de lógica, o ECA mais parece um convite ao crime, estimulando os jovens à perversão. A proteção das supostas crianças ultrapassa qualquer limite de benevolência, estimulando novos atos de infração cada vez mais graves.

Ao tornar verdadeiros marmanjos inumputáveis até os seus 18 anos, limitando a pena a três anos de reclusão, o ECA criou verdadeiro incentivo ao uso desses jovens pelos criminosos. Um galalau capaz de matar sem nenhum remorso um inocente por um simples tênis estará livre aos 21 anos, pronto para cometer novos assassinatos. Para superproteger os “coitados” que já são capazes dos atos mais bárbaros existentes, esquece-se totalmente das vítimas inocentes. É impressionante como os defensores dos “direitos humanos” focam apenas em um lado, que não é nunca o das vítimas inocentes.

As regras, numa sociedade civilizada, devem ser claras, de conhecimento geral, impessoais e objetivas. O império da lei não permite privilégios, distinção de classe, cor, raça ou religião. Não deve fazer concessões por idade também. Como disse Roberto Campos, “temos de ter normas objetivas e claras, e cumpri-las para valer, feito as regras do trânsito; não se indaga qual a idade ou o grau de culpa de quem furou o sinal vermelho, mas apenas o fato”. A impunidade é provavelmente a maior causa da violência e criminalidade, e o ECA apenas legalizou a impunidade dos jovens. Tratar como uma pobre criança indefesa, vítima da “sociedade”, um rapaz que cometeu latrocínio, estupro, seqüestro ou assassinato, é pedir para que o caos domine a Nação.

Quando o Estado não garante uma punição impessoal condizente com o crime e o sofrimento da vítima, a sociedade é tomada por sentimento de vingança particular. A institucionalização da punição severa ao criminoso visa justamente a evitar os justiceiros privados. É uma afronta, portanto, que nossas leis sejam tão obsequiosas com os criminosos, tratando-os como cordeiros, e não como os lobos que são. Tal desrespeito aos cidadãos corretos apenas alimenta a descrença nas autoridades, e ajuda na proliferação da criminalidade.

Ficamos limitados aos argumentos teóricos, mas a conseqüência prática de tais absurdos está visível em cada esquina desse país. A criminalidade tomou conta da Nação, e ao invés do Estado partir para uma luta mais dura contra a impunidade, vai à contramão, desarmando inocentes e pregando a redução da pena para crimes hediondos. Muitos já pedem o fim do “caveirão”, o blindado da polícia que sobe as favelas sob chuva de balas. Muitos são contra a redução da maioridade penal. Curioso é que para votar, um “homem” de 16 anos é considerado maduro, mas se este mata um inocente, não passa de uma pobre criança que necessita de proteção especial do Estado. É mais fácil vender sonhos românticos para jovens.

Tamanho despautério deveria revoltar a sociedade. Ninguém deveria ser inimputável perante as leis. Crimes devem ter responsáveis individuais, mesmo que sejam jovens. O ECA perde suas qualidades quando protege assassinos.

(O Globo, 14/07/2009)

Fonte: Millenium

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22/07/2009 -  15:07     

O RASTRO DE NOJEIRA DEIXADO PELA UNE

Por Erika Klingl:
Garrafas de bebidas alcoólicas, preservativos, drogas e muito lixo. Nada disso combina com escola. Mas, a uma semana do retorno das aulas, foi esse o cenário encontrado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal nos 10 centros de ensino usados pelos mais de 6 mil universitários que ficaram hospedados na cidade em virtude do Congresso da União Nacional dos Estudantes (1)(UNE), entre quarta-feira da semana passada e domingo. “A gente viu uns jovens tomando banho na horta das crianças e eles ainda fizeram as necessidades em cima das plantações”, lamentou a diretora do Centro de Ensino Fundamental 01, do Lago Norte, Claudia Regina Justino Fernandes.

A horta tinha sido preparada em seis meses de trabalho com os alunos de 1ª a 6ª série do ensino fundamental. E agora, de acordo com Cláudia, com a volta às aulas, o monitor responsável pela horta, Leandro Nunes, vai ter que replantar tudo. “Não podemos permitir que as crianças comam as verduras nem mexam na terra contaminada”, completa. Cláudia conta ainda que esse foi apenas um dos problemas da presença dos estudantes na escola. “Esperávamos 400 alunos e vieram mais de 600. Muitos tomaram banhos nus no pátio da escola e constrangeram os funcionários e vizinhos. Além disso, nunca vi tanta sujeira. E a escola estava pronta para a volta às aulas”, lamenta.

Problema semelhante ocorreu na Escola Classe do Varjão. Lá, estudam crianças de cinco a 12 anos. “Foi uma pena ver tudo sujo e alguns projetos danificados. As plantas do Ciência em Foco, por exemplo, foram todas destruídas”, conta o servidor administrativo Éder da Silva. Ele chegou a chamar os coordenadores da escola quando notou que havia consumo de drogas no ambiente. “Escola não é para isso”, completa.

“Isso ocorreu em todas as escolas que eles usaram. Foi lamentável e preocupante porque deu para ver que eles não valorizam o patrimônio público”, observa a funcionária da Regional de Ensino de Brasília responsável pela acomodação dos alunos da UNE, Isabelmille Costa Militão Carneiro. De acordo com ela, a secretaria esperava receber 4 mil alunos e, no decorrer do congresso, mais de 6 mil foram alojados. “Além disso, no termo de compromisso assinado pela entidade, havia a determinação de que eles providenciariam toda a estrutura, inclusive banheiros químicos e chuveiros, e que devolveriam as escolas do mesmo jeito que encontraram”, afirma.

Não foi o que ocorreu, por exemplo, no Setor Leste, na Asa Sul. Lá, os alunos também tomaram banho de mangueira nus no pátio para surpresa da diretora, Ana Lúcia Marques. Ela chegou a chamar a polícia por causa da baderna.

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

É evidente que, de volta às suas respectivas casas, os Remelentos e as Mafaldinhas recobram as noções básicas de higiene. Ao menos a maioria. Ou levam umas chineladas no traseiro dos pais. Dizer o quê? Todos sabem que esses “congressos” servem ao, como direi?, desregramento dos sentidos… Os nojentos poderiam, no entanto, cuidar um tanto do espaço público.

O rastro de nojeiras deixado pela UNE faz jus ao processo eleitoral que escolheu o presidente ancião e ao comportamento da entidade, hoje mero apêndice do governo federal — ou isso não é bastante nojento numa organização que tem um caráter essencialmente sindical e que deveria ter, na independência, sua mais evidente e inegociável característica? Se o Brasil escolhesse o seu presidente como a UNE escolhe o dela, ainda estaríamos vivendo a era das eleições indiretas, do colégio eleitoral — com a diferença de que o colégio da ditadura era mais representativo.

A UNE, convenham, na redemocratização, sempre foi irrelevante. Mas agora ela foi da irrelevância para o escárnio. A Petrobras (claro!!!) foi uma das patrocinadoras do congresso. E os valentes fizeram uma marcha em defesa da… Petrobras, contra a CPI e contra as oposições! Puro lixo moral patrocinado.

Esses caras não fizeram cocô só na horta de estudantes carentes, não! Eles também largaram a sua obra mais sobre a história do movimento estudantil.

Mas vá lá… Ao menos não o fazem de graça. Desde 2004, Lula já lhes deu R$ 10 milhões. Podem defecar à vontade.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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10/06/2009 -  18:31     

CADEIA PARA OS FASCISTAS DA USP!!!

Popout

Vejam este vídeo. Foi assim que começou a confusão de ontem na USP. Um bando de celerados cercou quatro policiais indefesos e partiu para cima. Reparem como a burguesada de extrema esquerda ainda faz questão de documentar o seu belo ato revolucionário. Espalhem este vídeo. Demonstrem quem é essa gente. Ele foi acessado, até agora, apenas 320 vezes. Precisa se espalhar. É um documento que prova o país e a universidade que eles querem. Acreditem: há baderneiros aí no meio na pele de professores. O governo do estado deveria recorrer à rede de TV e pôr este vídeo no ar com a mensagem clara: serão reprimidos, não passarão.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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09/06/2009 -  21:03     

DEMOCRACIA DE FARDA CONTÉM COMUNO-FASCISTÓIDES DA USP

Aqueles três ou quatro Remelentos & Mafaldinhas que comandam a greve de meia-dúzia de Remelentos & Mafaldinhas na USP — incluindo alguns Remelentões & Malfadões que são do corpo docente — entraram em confronto com a Polícia Militar. A PM está no campus com ordem judicial, a pedido da Universidade. Isso quer dizer que a Polícia Militar, nesse caso, é a DEMOCRACIA DE FARDA. Está lá segundo as regras do estado de direito. Ou que algum vagabundo prove o contrário.

E quem transgride as leis e desrespeita a ordem democrática? Justamente aqueles que se dizem grevistas e que querem impedir o direito de ir e vir. Já dei uma olhada no noticiário online. São tratados como “manifestantes”. Sobre a polícia, diz-se que ela está “reprimindo” o movimento.

A POLÍCIA NÃO REPRIME O MOVIMENTO. SE REPRIMISSE, QUANDO ELES ESTÃO LÁ APENAS FAZENDO ASSEMBLÉIA OU BATENDO PAPO, SERIAM MOLESTADOS. É MENTIRA! A POLÍCIA SÓ ENTRA EM AÇÃO QUANDO ELES TENTAM IMPEDIR A LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS. E O FAZ COM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.

Saibam: esses democratas estão fazendo “barricadas” em prédios da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), a famosaFefeléchi. É só ali que existe alguma greve. O resto da USP não dá bola para os baderneiros. É gente que trabalha e estuda, que estuda e trabalha. A pregação ultra-esquerdista só prospera um pouco — embora haja resistência, depois falo disso — ali nos arrabaldes das Letras, da História e da Geografia. E também um tanto na faculdade de Educação e na Eca.

O tal “movimento” teve início no começo de maio, liderado pelo Sintusp, o Sindicato dos Servidores da USP, que está sob o comando de um grupelho de extrema esquerda. Eles querem a readmissão de Claudionor Brandâo, que foi demitido da USP em razão dos métodos que emprega em sua “luta”. Se vocês querem saber quem é Claudionor e como ele age, é aquele senhor redondo, barrigudo, de camisa branca, que aparece dando sopapos em estudantes no vídeo acima (a partir de 7 minutos e 4 segundos). É um patriota como aquele que eles querem “lutando” pela universidade. Esse vídeo é de 2005 e foi feito por alunos da Politécnica. A Politécnica e a Economia são faculdades em que esse tipo de esquerdismo primitivo não penetra. Por isso eles são odiados pelos Remelentos & Mafaldinhas. A propósito: mesmo fora da USP, Cladionor foi preso hoje pela PM. Estava lá comandando a bagunça.

Estou vendo agora as imagens no SPTV. O protesto, pré-confronto com a polícia, reuniu umas 700 pessoas. Na hora do pega-pra-capar, havia bem menos gente.A USP conta com 80 mil estudantes, 5.500 professores e 15 mil funcionários. Acho que não preciso desenhar. Os baderneiros compõem a expressiva maioria de 0,7% da comunidade da USP. Se o protesto buscava representar as três universidades estaduais, estamos falando de 154 mil alunos… Essa gente é ridícula!

Comuno-fascistóides como esses têm mesmo de ser contidos pela DEMOCRACIA FARDADA. Falo mais no post seguinte.

PS: Ah, sim. Depois de vocês assistirem aos métodos democráticos de Claudionor Brandão, tomem um Engov e assistam aqui a um inflamado discurso em sua defesa feito pelo professor Francisco de Oliveira, o intelectual do PSOL.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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09/06/2009 -  09:17     

Escola Sem Partido: prossegue a campanha do cartaz antidoutrinação

Cristina Camargo

Cristina Camargo


Reproduzo abaixo um comunicado do Escola Sem Partido:

Iniciou-se dia 02/06, terça-feira, o julgamento pelo Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo da representação elaborada pelo Escola Sem Partido para a afixação do cartaz antidoutrinação nas salas de aula das últimas séries do ensino fundamental, do ensino médio e dos cursinhos pré-vestibulares (a representação foi oferecida pelo pai de um aluno de São Paulo).

O Conselho Superior é composto de 11 membros. Infelizmente, a relatora do caso, primeira a votar, não demonstrou praticamente nenhum interesse pelo problema da doutrinação política e ideológica nas escolas, chegando a afirmar que a afixação do cartaz nas salas de aula — o que ela chamou de “panfletagem” — implicaria “censura prévia” (sic) aos professores…

Embora tenha votado pela abertura de um inquérito civil, a relatora deixou claro que esse inquérito não teria a finalidade de apurar o quadro fático descrito na representação (confesso que não entendi quais seriam exatamente o objeto e o objetivo da investigação por ela proposta).

O voto da relatora passa ao largo dos temas versados na representação, reduzindo o problema (ao que parece) a uma simples questão de “falta de qualidade” do material didático distribuído aos estudantes.

Em suma: se depender da Conselheira, o MP de São Paulo não vai investigar nem adotar qualquer providência concreta contra a prática da doutrinação política e ideológica nas salas de aula e nos livros didáticos.

Após o voto da relatora, o julgamento foi suspenso. Por que esse julgamento é importante?

De um lado, porque é a primeira vez que um órgão superior do Ministério Público tem a oportunidade de se pronunciar sobre o problema da doutrinação ideológica nas escolas e sobre o pedido de afixação do cartaz com os deveres do professor. Se o MP de São Paulo (um dos mais influentes do país) abafar o caso, não será o fim do mundo, mas será um precedente muito ruim.

E, de outro, porque, se as escolas não forem obrigadas a afixar o cartaz nas salas de aula — e só o MP ou a Justiça pode obrigá-las a fazer isso –, nenhuma delas vai tomar espontaneamente essa iniciativa, sob pena de atrair contra si a fúria dos sindicatos de professores. E sem o cartaz os alunos continuarão à mercê dos seus professores militantes.

Não sabemos quando o julgamento será retomado e nem, evidentemente, como votarão os demais conselheiros. Seja como for, precisamos mostrar ao MP, neste momento, que existe uma demanda social pela investigação do problema da doutrinação política e ideológica nas escolas; e pela afixação do cartaz com os deveres do professor nas salas de aula.

Peço-lhe, portanto, que, se estiver de acordo com a nossa representação, escreva o quanto antes uma mensagem aos membros do Conselho Superior, manifestando, com as suas palavras, essa concordância (se puder, acrescente o seu próprio testemunho). Não se esqueça de colocar, além do nome, profissão, número do documento de identidade e endereço. Por favor, não reenvie esta mensagem ou trechos dela a nenhum Conselheiro.

As mensagens devem ser dirigidas aos Conselheiros e enviadas ao seguinte endereço: conselho@mp.sp.gov.br. Envie também uma cópia para o ESP (escolasempartido@gmail.com).

O Conselho fica na Rua Riachuelo, 115 – 9º andar, Centro – São Paulo – Brasil – CEP: 01007-904.

Participe da Campanha do Cartaz Antidoutrinação

Fonte: Millenium

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06/06/2009 -  08:12     

A Crestomatia e a crise

Por Arlindo Montenegro

A Crestomatia chegou quando eu tinha 9 anos. Um livrão grosso, cheio de textos da melhor literatura. Contos, fábulas, sonetos. O nome do autor parecia com aqueles nomes que a gente só encontrava nos contos da carochinha: Radagasio Taborda! No terceiro e no quarto ano da iniciação escolar, aprendemos sobre sintaxe, fonética, análise gramatical, tempos verbais, interpretação de textos, decorar e declamar poemas, tudo com ajuda da Crestomatia.

Era mesmo um mundinho interiorano, mágico, telúrico, bem diferente dos dias em que este velho fica corado e indignado ao saber que, o Ministério da Educação despende carradas do dinheiro que este suado povo recolhe como imposto, para comprar milhares de livros, com desenhos coloridos que exemplificam e ensinam a linguagem e os comportamentos mais anárquicos e censuráveis.

A má educação e a violência, em contraposição à gentileza e o respeito que os mestres têm como dever de ofício incutir na mente da criançada, ferramentas para desenvolver o caráter. Os professores de hoje vivem tempos bicudos!

Parecem dispor de ferramentas auxiliares da pedagogia contaminada por uma ideologia perversa. Estão amarrados a um projeto político que, a partir do Ministério da Educação, escolhe os textos e dita como devem ser trabalhados. Um modelo de fazer inveja à cada dia mais viva União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Os planos de curso distribuídos pelo Ministério da Educação, subordinam os conteúdos específicos de cada disciplina, bem como os projetos pedagógicos de cada Instituição de Ensino Superior a uma concepção de sociedade, cultura e crença socialista fabiana.

Uma espécie de marxismo light! Cada curso superior segue um conjunto de normas baixadas pelo Ministério de Educação e Cultura, cujas Diretrizes Curriculares Nacionais servem de parâmetro para a elaboração e organização dos cursos, desde a escola básica até a escola superior.

O professor não pode mais planejar e trabalhar os conteúdos a partir do seu espaço vital, do seu bioma, de suas realidades. Nem mesmo pode mais ensinar a sonhar!

Já vem tudo pronto e acabado com a orientação dos “chefes” do Ministério e das secretarias: nos primeiros anos é só brincar! Não precisa alfabetizar. E depois tem que ensinar a usar camisinha, como fumar maconha e outras drogas, ter cuidado com as seringas, crack, colas, êxtase, bebidas…

Os livros indicados para os professores, na coleção PENSAMENTO E AÇÃO NO MAGISTÉRIO (Convite à leitura de Paulo Freire – Moacir Gadotti – EDITORA SCIPIONE – 1991), orientam: “A escola que desejamos para nossos filhos e netos, e que desejamos para todos, não é apenas uma escola alegre, mas uma escola pública popular, autônoma, socialista. Esta é a escola dos nossos sonhos.

Pode não se realizar totalmente, mas ela já está em construção, no interior da escola capitalista e elitista”. Alguém duvida? É preciso lembrar os textos escolares distribuídos pelo MEC em todo o território nacional?

A rasteira que estes intelectuais marxistas fabianos passam na sociedade, inserindo a ideologia nas práticas educacionais em todos os níveis, materializa-se no desprezo à cultura científica universal em bases sólidas, limitam o pensamento a uma visão unilateral, impedindo o progresso evolutivo em liberdade.

A Fabian Society, foi fundada em Londres, em 1884. Diferente dos marxistas da “Democratic Federation”, os “fabianos” pregavam a tomada do poder sem violência. Antecederam Gramsci na forma de conduzir a propaganda e agitação. O Estado deveria realizar o interesse público. Sem a interferência da vontade pública, o poder do Estado devolveria ao povo a esmola conveniente para manter a gente na “santa paz”.

Na visão Fabiana, as Leis e a Justiça do Estado seriam a garantia suficiente para a manutenção desta variedade de paternalismo do poder. Hoje temos as Ongs fabianas, como o Greenpeace, atuando mundialmente na doutrinação ideológica da juventude através da Young Fabian, com financiamento dos controladores do mundo.

A autoridade do lar e da escola foi substituída paulatinamente. Os influxos da “lavagem cerebral” são percebidos em cada lar, em cada escola. A “novilíngua” inclui palavras que este velho só veio a conhecer na vida adulta e outras que, se ousasse falar na presença dos adultos, tipo “merda!”, era logo reprimido duramente.

A mídia fala de livros encontrados nas escolas. Omite que todos estes livros são escritos por intelectuais marxistas ou fabianos. São selecionados e adquiridos por acadêmicos e técnicos do Ministério da Educação e distribuídos para as escolas do país inteiro. Bobagem não é?

O palavrão, as drogas, a violência, as cenas de sexo, o noticiário com detalhes sobre a prostituição infantil, pedofilia envolvendo políticos, tudo está na televisão, na internet, nas revistas, sem possibilidade de controle dos pais.

As letras de certos compositores de forró, punk, funk, rock, sucesso das baladas são explicitas na apologia escancarada do sexo e das drogas. Por tudo isto, por ter visto e ouvido tudo isto, expressões como “porra”, “me fodendo a troco de bosta” e “caralho”, “bocetinha”, “nunca ame ninguém: estupre!” podem figurar como texto exemplar na formação básica da criançada. Este é o entendimento e escolha perversa dos técnicos do Ministério da Cultura.

Nestes últimos anos, o governo socializante do PT impôs a desestruturação da cultura nacional, prestigiou a putaria e o roubo desde Brasília até o mais remoto povoado. Unificou os comportamentos mais descarados e corrosivos. Implantou os elementos da cultura globalizada e isolou cada minoria em currais específicos, dependente e obediente ao poder centralizado pelo partido do governo.

Toda a roubalheira, o cinismo e a libertinagem presentes, têm fundamento nesta nova cultura educacional e política. Esta quadrilha de poderosos falsários utiliza os mais sutis artifícios através da propaganda sistemática, para manipular os pensamentos, escolhas e comportamentos, invertendo todos os princípios e valores que aniquilam esta nação, colocando-nos a serviço das nações colonizadoras do hemisfério norte.

Falta-nos o líder com autoridade moral suficiente. O poder lulista, resultante da pobreza e ignorância imposta pela oligarquia tradicional, tem o reforço da perversidade de intelectuais fabianos que dominam, escolas, igrejas, jornais, revistas, televisão, associações, sindicatos e clubes, a falsidade arquitetada pela oligarquia dos criminosos obedientes aos controladores.

A “crise” é mero detalhe assimétrica desta guerra sem fronteiras.

Fonte: Alerta Total

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04/06/2009 -  18:28     

O problema das escolas públicas

NIVALDO CORDEIRO

E aqui está a questão central do burocrata tornado professor: não existe janela de saída, nenhum turnover. A pessoa que está professora, sem vocação e desmotivada, não sai e o patrão, o Estado, se recusa a demitir, mesmo diante das graves deficiências de desempenho. A vítima, além do contribuinte que paga, é o jovem estudante, prejudicado no seu direito elementar de obter a formação adequada.

O grande problema da rede pública de ensino, o maior de todos, é a impossibilidade de ser administrada, em face do gigantismo, do viés militante do professorado e do aparelhamento, pelas lideranças sindicais, das greves para fins políticos.

A imprensa noticiou que o sindicato dos professores do Estado de São Paulo marcou greve para próxima quarta feira, reivindicando elevado percentual de  aumento de salários e uma pauta política, pedindo a retirada de dois projetos de lei de iniciativa do Executivo, que modificam a forma de contratação de professores temporários. O pano de fundo do movimento grevista, todavia, são as eleições do ano que vem. O sindicato não está alinhado com o governo paulista e faz o jogo da oposição.Veja, caro leitor, são 215 mil professores. Como administrar uma massa desse tamanho? Inviável. Todos os anos vemos as pautas de reivindicações e as “conquistas” da classe, sempre em prejuízo dos contribuintes e das necessidades pedagógicas dos alunos, em processo cumulativo, que alarga ganhos e reduz a jornada de trabalho, permitindo o absenteísmo remunerado. O Estado de São Paulo tem graves deficiências de preparação dos alunos e digo sem medo de errar que tais deficiências são provocadas por duas causas.

Em primeiro lugar, pelo descompromisso acadêmico do professorado, que fez da profissão de professor público um enorme cabide, à espera de completar o tempo de aposentadoria. O segundo ponto é o despreparo evidente de boa parte dos integrantes do quadro. Desconfio que, se os professores das cadeiras específicas se submetessem às provas das respectivas disciplinas nos vestibulares, teríamos uma surpresa vexaminosa. Ao lado de uma minoria excelente teríamos uma larga maioria despreparada para o exercício do seu mister, que não deveria ser professora.

E aqui está a questão central do burocrata tornado professor: não existe janela de saída, nenhum turnover. A pessoa que está professora, sem vocação e desmotivada, não sai e o patrão, o Estado, se recusa a demitir, mesmo diante das graves deficiências de desempenho. A vítima, além do contribuinte que paga, é o jovem estudante, prejudicado na sua necessidade elementar de obter a formação adequada.

Além do mais, o processo de ensino está objetivando a formação de militantes políticos e não de líderes empreendedores. A cada geração se multiplica o espírito de funcionário público. Os métodos de ensino e a perspectiva adotada pelo grosso dos burocratas professores visam a perpetuação da formação de novos burocratas, numa espiral sem fim.

A receita para esses problemas todos é uma só: a privatização das escolas, a celetização do professorado. O enorme patrimônio de edificações e apetrechos escolares poderia perfeitamente ser leiloado e os bons professores aproveitados. Os maus deveriam ou ser demitidos ou aposentados ex officio. Teríamos uma grande inovação pedagógica se algo assim fosse tentado.

Aos alunos carentes, supostamente toda massa hoje matriculada na rede pública, o Estado asseguraria matricula pagando a mensalidade. Depois do período de transição seria possível até mesmo se pensar em um processo em que o benefício da escola paga pelo poder público estaria vinculado ao desempenho escolar, o que daria uma injeção de ânimo instantânea no desejo de aprender do aluno. Ganhos na relação ensino/aprendizado aconteceriam de forma imediata, restabelecendo-se a autoridade do professor.

Eu sei que tocar nesse tema é polêmico e contraria o senso comum. Mas sei também que a situação, como está, não pode ser mantida. Algo precisa ser feito. Enquanto isso não vem, os sindicalistas, populistas e politicamente teleguiados, fazem da questão essencial da educação elemento de barganha espúria, em prejuízo de toda a sociedade.

Fonte: Mídia sem Máscara

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31/05/2009 -  08:07     

Falando sobre gente excluída. . .

O Brasil está sendo governado pelos “excluídos”. Um tipo declassès “vítima” da sociedade, mórbida criancinha imatura e mimada, que culpa a humanidade pelas suas frustrações pessoais. O representante-mor de dessa turma da exclusão, sem dúvida, é o presidente Luis Ignácio Lula da Silva. Ele personifica a mentalidade de uma época e a sua decadência espiritual. É o operário permanente, o sindicalista em tempo integral, o “filhinho”nordestino do Brasil pobre, ainda que hoje esteja no mais poderoso cargo da república e seja um homem muito rico. Curiosa definição da elite petista: uma elite que nunca é elite, sempre coitadinha, sempre injustiçada e cheia de autopiedade neurótica de si mesma, ainda que tenha o Estado e as verbas públicas nas mãos. A vulgaridade do presidente em sempre querer ser o perpétuo excluído chega a ser patética: Lula continua fazendo o papel demagógico da criatura inculta e ignorante de sempre, usando de um português vulgar ao público, achando que isso reproduz a linguagem tosca dos pobres.O encargo da “elite” ou da classe malvada é sempre da oposição. Isso quando há oposição: apenas 16%!
Recentemente, o presidente deu mais uma de suas inumeráveis declarações infelizes, que refletem o nível de mentalidade ao qual estamos sendo governados. No dia 28 de maio de 2009, no lançamento do Plano Nacional de Formação de Professores de Educação, Lula falou que: “Uma das razões pelas quais a escola pública foi se deteriorando é porque grande parte da classe média se afastou dela. Para não brigar [por qualidade], decidiu colocar os filhos na escola particular. E pagar na mensalidade de 3º ano primário o mesmo preço de uma universidade particular (…)”Nós precisamos caminhar para uma escola com tamanha qualidade, em que a disputa das mães e dos pais seja para colocar os filhos nas escolas públicas, e não correr ou fugir para escola privada, como aconteceu em 1970, 80 e 90″. Se o operário das idéias não tem domínio correto no português, o mesmo pode se deparar com a lógica. Ele inverte todo o sentido da responsabilidade, em culpar as vítimas pelo crime. Nas suas palavras, a culpa não é do governo, que usa mal o dinheiro público e mantém escolas ruins e fajutas. A culpa é da classe média, que não mendiga ao governo. A inversão de responsabilidades é notória. Se o Sr. Lula e os demais governantes financiam uma escola ruim, a culpa é do cidadão comum, que supostamente não exige o que ele e os políticos deveriam fazer.
A frase é mentirosa, para dizer o mínimo. A classe média se afastou da escola pública justamente para buscar qualidade de ensino. Se a escola privada educa melhor, por que valorizar os serviços de pocilga da educação estatal? Porém, na mentalidade patrimonialista e autoritária do presidente, todo mundo tem que bajular o governo. A culpa, por assim dizer, da classe média, é de agir independentemente, mostrar que não precisa beijar a mão de Lula para ter o que precisa. Ele acha que a classe média deveria ser um protótipo do retirante nordestino, e o Estado, uma espécie de coronel do sertão, na figura de um distribuidor de cestas básicas ou de bolsa-esmola qualquer. Se este país ainda tem algum tipo de desenvolvimento econômico é por conta da existência de uma classe média de empreendedores, ainda que massacrada pelo governo, através de impostos e políticas econômicas malucas. Ela é uma das maiores vítimas do peso de um governo caro, dispendioso, inútil e corrupto. Isso porque também paga pelas escolas públicas. Só que a classe média não as usa, por razões óbvias. E a maioria dos pobres só não foge do ensino público, porque não tem opção.
Curiosamente, o presidente que condena a classe média por não exigir escola pública de qualidade é o mesmo que educou sua filha em Paris, financiado por algum amigo da elite da vida. É a mesmíssima filhinha de papai que explora a classe média empobrecida quando faz sua farra dos cartões corporativos às nossas custas. Se a frase é mentirosa, ela também é hipócrita. Como um bom demagogo, o presidente Lula tem discurso pra todas as platéias. Todavia, o ele tem o luxo de mentir à vontade, já que tem o apoio da imprensa e de uma boa parte da classe política vendida deste país. Nunca neste país alguém mentiu com tanta aceitação, popularidade e condescendência. . .
Por outro lado, há uma perversão política de raciocínio na idéia do presidente. Ele induz a crer que a educação privada seja uma espécie de usurpação das funções do Estado. Na lógica dele, o Estado deve controlar tudo. Há até uma sutil chantagem psicológica contra a classe média. Lula dá a entender que a busca de ensino melhor nas escolas privadas é algum paradigma malvado das elites, uma conspiração contra a educação pública. Entretanto, o que se pode esperar de um governo cujas credenciais ideológicas são totalitárias? A educação pública é um dos maiores engodos do Estado moderno, uma das maiores usurpações das funções privadas dos cidadãos comuns de educarem seus filhos. Se não bastasse a incompetência do governo em instruir filhos alheios, ele não se contenta com seus fracassos: quer criminalizar quem educa melhor. O bem privado e a livre iniciativa são malvistos. E numa época onde a ideologia socialista domina como nunca as escolas e universidades, essa crença fantasmagórica do Estado supremo, onipotente, pai de todos os pobres e justiçador de todos os ricos, cada vez mais oficializa o governo na tomada de espaços outrora gerenciados pela sociedade civil. E o lento e gradual braço estatal se expande sobre tudo e a todos, bestializando a sociedade, tornando o indivíduo eternamente infantil, eternamente dependente das amarras governamentais. A vitimização do “excluído” é um sintoma ideológico dessa doença. Uma histeria que premia certos vigaristas e mantém muitos idiotas úteis!
O desprezo de Lula pela classe média tem sentido. Uma boa parte dela não se coloca como a “excluída” que dependa dos caprichos e favores do Estado. Entretanto, essa classe de pessoas está cada vez mais excluída das benesses do governo. Ela é criminalizada, insultada e literalmente roubada. E ela paga a conta pelos autonomeados “excluídos” de plantão!
Fonte: Conde Loppeux
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