Governo central não perdoa nem DJ
O Brasil sempre teve uma classe parasitária grande demais, cara demais, ociosa demais. Quanto maior o Estado, maior a corrupção, o imobilismo e, pior, a intromissão na vida privada. Isso é certo como o dia e a noite. Para garantir a própria sobrevivência, um Estado gigante precisa politizar tudo que estiver ao seu alcance.De acordo com o projeto, para obter o registro profissional de DJ, válido em todo o território nacional – subdividido nas categorias DJ, produtor DJ e profissional de cabine de som DJ -, será preciso apresentar junto à Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho odiploma de curso profissionalizante reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou pelo sindicato da categoria; ou atestado de capacitação profissional fornecido pelo sindicato da categoria. Os DJs estrangeiros ficariam dispensados dessas exigências, desde que permaneçam até o máximo de 60 dias no Brasil.
O sujeito vai precisar de licenças, carimbos e bênçãos ministeriais para apertar botões numa cabine de som. E, claro, estar submetido ao sindicato da categoria. Não pense em tirar o CD da caixa antes de receber a autorização de uma comissão de burocratas e contribuir compulsoriamente com os supostos donos da profissão.
O pior não é isso. Eu tenho certeza de que existe um monte de imbecis que consideram um projeto desse tipo altamente positivo, porque representaria a conquista de um “direito” pelos DJs desamparados. É verdade. Por enquanto, você pode apertar botões numa cabine de som dando satisfações apenas aos contratantes, numa relação adulta, privada e liberal. Se o projeto passar, o governo vai te dar o “direito” de enfrentar uma burocracia antes inexistente e entregar parte do rendimento da noite aos ministérios do Trabalho e da Educação. Sem dúvida, uma conquista fenomenal.