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31/03/2009 - 19:48

Governo central não perdoa nem DJ

O Brasil sempre teve uma classe parasitária grande demais, cara demais, ociosa demais. Quanto maior o Estado, maior a corrupção, o imobilismo e, pior, a intromissão na vida privada. Isso é certo como o dia e a noite. Para garantir a própria sobrevivência, um Estado gigante precisa politizar tudo que estiver ao seu alcance.
As inúmeras comissões formadas pelos nossos nobres deputados e senadores têm apenas uma utilidade: dar a impressão de que eles realmente têm o que fazer e trabalham sem descanso pelo bem do povo. Eles ficam ali brincando de estadistas e arrumando mil e uma maneiras de não permitir que o Brasil saia do mercantilismo.
O senhor Romeu Tuma (PTB), por exemplo. Ele não tem o que fazer, então decidiu fingir que tinha e elaborou um projeto de lei de suma importância para a sociedade: a regulamentação da profissão de DJ. É uma palhaçada monumental, um exemplo tipicamente brasileiro da ânsia cartorial de um governo central onipresente.
As informações são da Agência Senado. Grifo meu nas partes mais engraçadas:

De acordo com o projeto, para obter o registro profissional de DJ, válido em todo o território nacional – subdividido nas categorias DJprodutor DJ e profissional de cabine de som DJ -, será preciso apresentar junto à Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho odiploma de curso profissionalizante reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou pelo sindicato da categoria; ou atestado de capacitação profissional fornecido pelo sindicato da categoria. Os DJs estrangeiros ficariam dispensados dessas exigências, desde que permaneçam até o máximo de 60 dias no Brasil.

O sujeito vai precisar de licenças, carimbos e bênçãos ministeriais para apertar botões numa cabine de som. E, claro, estar submetido ao sindicato da categoria. Não pense em tirar o CD da caixa antes de receber a autorização de uma comissão de burocratas e contribuir compulsoriamente com os supostos donos da profissão.

O pior não é isso. Eu tenho certeza de que existe um monte de imbecis que consideram um projeto desse tipo altamente positivo, porque representaria a conquista de um “direito” pelos DJs desamparados. É verdade. Por enquanto, você pode apertar botões numa cabine de som dando satisfações apenas aos contratantes, numa relação adulta, privada e liberal. Se o projeto passar, o governo vai te dar o “direito” de enfrentar uma burocracia antes inexistente e entregar parte do rendimento da noite aos ministérios do Trabalho e da Educação. Sem dúvida, uma conquista fenomenal.

Regulamentação de DJ é um exemplo risível de uma praga antiga e lamentável. O Brasil é um país cheio de potencial capitalista e gente empreendedora tendo os pés puxados para o mercantilismo por uma classe parasitária que cresce, atrapalha e rouba cada vez mais.
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
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