O TrOgLoDiTA

Divagações…

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14/08/2009 -  11:05     

O buraco negro da manipuladura

Caros,

É obrigatória a leitura do artigo de Augusto de Franco na página 3 da Folha de hoje. Segue um trecho:
*
A DEMOCRACIA surgiu na velha Grécia como um movimento de desconstituição de autocracia. O motivo fundante foi evitar a volta de tiranias como a dos psistrátidas.

Para tanto, foram criados procedimentos e mecanismos que, mal ou bem, cumpriram sua função nos cem primeiros anos da experiência. Reinventado pelos modernos, o software democrático manteve ativa tal funcionalidade. De sorte que, nos últimos dois séculos, as democracias floresceram, e as ditaduras feneceram.

Péricles e seu “think tank” ateniense (o núcleo do “partido” democrático ao qual pertenciam Protágoras e Aspásia) já haviam se dado conta em meados do século 5º antes da era comum que a democracia nascia com um defeito genético: ela não tinha proteção eficaz contra o discurso inverídico. E ainda não tem: contra um Címon jactante ou contra um Sarney resiliente (na mentira), pouco podem as regras da democracia.

Não se deram conta, porém, os fundadores, de que a democracia tinha outro gene defeituoso, que só foi ativado recentemente, após a última onda democratizante do século 20, que sepultou as ditaduras latino-americanas (com exceção de Cuba) e os regimes autocráticos da ex-URSS e do Leste Europeu.

Esse gene recessivo revelou-se como um erro de projeto: a democracia também não tem proteção eficaz contra o uso de procedimentos democráticos (como as eleições) contra ela própria.

O primeiro pensador democrático a antever os efeitos devastadores do uso da democracia contra a democracia foi John Dewey, que percebeu as armadilhas da sua instrumentalização a serviço da conquista do poder de Estado. E o último a teorizar sobre isso com consistência foi, sem dúvida, Ralf Dahrendorf, que constatou que apenas a eletividade não é um critério capaz de garantir a legitimidade dos regimes tidos por democráticos.

O fato é que uma nova onda autocratizante começou a se avolumar após o breve sopro democrático dos anos 80 e 90. Agora as ameaças à democracia não vêm mais das ditaduras clássicas, em que grupos autoritários empalmavam o poder por golpes de força. Não, agora elas vêm de governos eleitos por larga maioria que, depois, ocupam e pervertem as instituições da democracia para controlá-las.

São governos que foram, sim, eleitos democraticamente, mas para conseguir um aval para não governar democraticamente. Suas primeiras providências são perseguir os meios de comunicação e abolir a rotatividade democrática.

São as protoditaduras, como as que se instalaram na Federação Russa, na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na Nicarágua. E a inclusão virtual do Paraguai, de Honduras e de El Salvador nessa lista evoca o “efeito dominó”.

Pode-se dizer que, com exceção da Rússia, a grande “autocracia do petróleo e do gás”, são, todos eles, Estados-nações inexpressivos.

É verdade, mas o problema é que essas protoditaduras são apoiadas politicamente por uma retaguarda importante (”mais civilizada”, nem que seja por força da maior complexidade das suas sociedades), composta por democracias formais parasitadas por governos neopopulistas manipuladores, como Brasil e Argentina. Estas representam um fenômeno lateral na nova onda autocratizante, para o qual a análise política ainda não cunhou um termo: na falta dele, caberia designá-las, com perdão do neologismo, de “manipuladuras”. Aqui

Fonte: Reinaldo Azevedo

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29/06/2009 -  11:52     

Eis aqui, leitor, um intelectual de verdade

bernard-lewis

Por Roberto Simon, no Estadão:
A atual tormenta política no Irã não se restringe a indivíduos como a manifestante Neda Agha Soltan, que teve sua morte registrada em vídeo, a líderes opositores como Mir Hossein Mousavi ou a homens do regime como o líder supremo, Ali Khamenei. Trata-se, sobretudo, de uma crise de “legitimidade da própria ideia de república islâmica”. A opinião é do mais influente historiador vivo do Oriente Médio, o britânico catedrático da Universidade Princeton Bernard Lewis. Aos 93 anos, ele disse por telefone ao Estado que o Irã vive “um estágio de autoritarismo experimentado em outros sistemas revolucionários, como França e URSS”. E alerta: “O problema não é só que o Irã quer a bomba, mas que é bem capaz de usá-la.”

Como o senhor avalia os protestos no Irã? A combinação de uma república, de fisionomia ocidental, com uma teocracia islâmica está em crise?
Já faz muito tempo que a população iraniana está cada vez mais descontente com seu governo. Agora, isso está vindo à tona. Mas não é algo novo. Acho que há uma perda de legitimidade do regime. Tem-se a impressão de que não se trata de uma objeção restrita a indivíduos. Há um sério questionamento de toda a ideia da república teocrática que foi estabelecida pelos assim chamados “revolucionários” de 1979.

Há ameaça à existência do regime?
Sim, está começando a parecer um desafio à preservação do governo. Até agora, o regime tem demonstrado uma extraordinária durabilidade e convicção, seguindo seu rumo por 30 anos, apesar do que foi feito contra ele.

Analistas dizem que o regime de Ali Khamenei está se tornando uma típica ditadura do Oriente Médio, sem espaços de liberdade, como eleições.
Já é uma típica ditadura. As eleições são encenação. Elas não são o que esperamos que sejam.

O que a história persa pode nos dizer sobre a atual situação? O sr. escreveu, por exemplo, sobre a influência da religião maniqueísta na cultura iraniana. Como essas heranças se manifestam?
É preciso ter em mente que a maioria dos países da região que hoje chamamos de Oriente Médio é uma criação moderna. São invenções recentes, com suas fronteiras desenhadas por estadistas ocidentais. O Irã não é isso. Ele é uma nação antiga, um país e uma nação no sentido ocidental dessas duas palavras. O Irã existe há milênios. Há um sentimento real de nacionalidade e patriotismo entre os iranianos. É algo diferente da maior parte dos países da região, nos quais não há patriotismo. Eles só têm um nacionalismo simples ou uma identidade religiosa. O Irã é um país real, com forte senso de identidade nacional e histórica. É isso que vemos em exercício agora.

Como o sr. avalia ascensão iraniana no Oriente Médio?
Isso certamente é visto por muitos como uma ameaça, algo que se manifesta de várias maneiras. Alguns enxergam o problema de uma perspectiva nacional: o Irã não é árabe. Vizinhos árabes veem tentáculos iranianos se estendendo por uma rota ao norte, do Iraque à Síria, e por uma rota ao sul, em Gaza. Isso é tido como uma ameaça mortal. Esse é o aspecto nacional, pode-se chamá-lo ainda de imperialismo iraniano. Outros sentem-se ameaçados pelo que pode ser definido como o aspecto radical-revolucionário. É preciso lembrar que a maior parte dos regimes no Oriente Médio é de autocracias que governam povos mais ou menos descontentes. Os iranianos tiveram uma verdadeira revolução. O termo “revolução” é pouco usado por governos no Oriente Médio. Mas o que ocorreu no Irã foi uma verdadeira revolução – no mesmo sentido que usamos a palavra para nos referirmos à Revolução Francesa ou à Revolução Russa. Os revolucionários iranianos passaram pelos mesmos “cenários” dessas duas outras revoluções e estamos agora numa fase que pode ser chamada de stalinista ou napoleônica.
(…)
O sr. escreveu sobre a rivalidade de mais de 14 séculos entre as civilizações cristã e islâmica. O fato de um negro descendente de muçulmanos, chamado Barack Hussein Obama, comandar os Estados Unidos muda alguma coisa? Pode Obama influenciar o que o sr. definiu como “choque de civilizações”?
Acho que não. É preciso ter em mente que o mundo muçulmano está iniciando agora o século 15 da era islâmica. Acredito que estamos lidando com fenômenos que remontam ao início de nosso século 15. Quero dizer, por exemplo, que para o Ocidente o termo “cruzada” tornou-se inaceitável. A ideia de uma guerra religiosa não é mais admissível para nós. Mas para a maioria das pessoas no mundo islâmico isso é aceitável. Eles tendem a ver as “batalhas” de hoje como uma fase da guerra iniciada pelo próprio Profeta Maomé. Há várias religiões no mundo, mas até onde sei existem apenas duas que acreditam ser as verdadeiras detentoras da mensagem de Deus ao homem. Elas teriam a verdadeira fé e seria um dever não mantê-la para si mesmas – como fazem o judaísmo e o hinduísmo – e espalhar essa mensagem pelo mundo, removendo qualquer obstáculo que tiverem pelo caminho. Isso desapareceu na maior parte do mundo cristão. Mas ainda se manifesta no mundo islâmico. Eles veem um conflito ocorrendo entre fiéis e infiéis. Nos últimos séculos, muçulmanos tiveram dificuldades, foram conquistados pelos infiéis, subjugados. Então, gradualmente se libertaram.

Como seria o futuro dessa luta?
Como eles afirmam, há várias fases consecutivas. A primeira é remover os infiéis da atual terra do Islã. A segunda fase é a de recuperar o que foi perdido – não só Israel, mas na Espanha, Portugal, Sicília, Bálcãs e Índia. A fase final é levar a guerra para a terra dos infiéis e estabelecer uma dominação universal. Não afirmo que todos os muçulmanos veem a situação assim. Mas há grupos significativos que enxergam os acontecimentos nesses termos. Assistindo à mídia muçulmana, não é difícil encontrar esse tipo de discurso. Aqui e Aqui

Fonte: Reinaldo Azevedo

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10/06/2009 -  12:38     

A esquerda imbecil.

Um dos comentários mais freqüentes no blog da Petrobras sugere que a estatal deixe de anunciar na grande imprensa, impondo uma retaliação econômica contra os veículos de comunicação que estão denunciando as falcatruas e maracutaias em que ela está envolvida, segundo provas apresentadas pelo TCU e pelo Ministério Público Federal. Nada mais estúpido e imbecil, um raciocínio típico de uma esquerda raivosa e irracional que, se pudesse, invadiria as redações com os seus megafones e cabos de bandeira para determinar o fim da liberdade de imprensa. Se a imprensa fosse tão idiota quanto a esquerda brasileira, declararia em seus editoriais que a recíproca é verdadeira e que não mais publicarão uma só linha sobre a Petrobras. O que ocorreria? A Petrobras, como empresa que tem o dever de prestar esclarecimentos à opinião pública, por ser estatal e de capital aberto, teria que expandir os seus gastos em publicidade, justamente junto aos grandes veículos, para dar as informações que normalmente recebe gratuitamente, na forma de cobertura jornalística. Aliás, uma excelente cobertura que é fruto de um trabalho profissional, que era muito bem feito pelas centenas de jornalistas e pela meia dúzia de grandes assessorias de imprensa que a estatal mantêm na sua folha de pagamento e que, hoje, graças ao aparelhamento político que tomou conta da empresa, estão mergulhados na produção de um bloguezinho hospedado na Wordpress, para o deleite dos 20.000 militantes pagos pelo petismo para aplaudir este tipo de atitude besta. O que estamos lendo e assistindo, neste momento, é a maior empresa do Brasil, orgulho da nação e da pátria, inteiramente dominada pela corrupção de um grupelho que teme responder pelos seus atos insanos a uma investigação pública, democrática e republicana, para mergulhar nas piores práticas dos regimes totalitários. Até poucos dias atrás, seria impossível ver a Petrobras agindo como a PDVSA. Hoje, graças a uma esquerda imbecil e corrupta, é exatamente o que está acontecendo.

Fonte: Coturno Noturno

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18/05/2009 -  16:19     

O preço de não gostar de Chávez

do Instituto Millenium de Cristina Camargo

O pessoal marxista e bolivarista insiste em considerar a Venezuela uma “democracia”. Confira abaixo trechos da matéria “O preço de não gostar de Chávez” publicado nesta semana na revista Época e compare o verdadeiro tipo de regime do país que o Itamaraty considera apto a integrar o Mercosul – cuja CLÁUSULA DEMOCRÁTICA DO TRATADO DE ASSUNÇÃO em Julho de 1998 condiciona os Estados-partes a possuírem regimes DEMOCRÁTICOS.

“Em outubro de 2003, pouco antes do terceiro abaixo-assinado organizado por cidadãos venezuelanos para realizar um referendo contra ele, Chávez afirmou em discurso televisionado: “Quem assinar contra Chávez estará lá, registrado para a história, pois tem de colocar nome, sobrenome, assinatura, RG e impressão digital…”. A ameaça pouco velada era: assine e sofra a consequência.

Um fascinante estudo dos economistas Chang-Tai Hsieh, Edward Miguel, Daniel Ortega e Francisco Rodriguez mostra que Chávez cumpriu a promessa. Durante um período de 18 meses a partir do fim de 2002, mais de 4,7 milhões de venezuelanos assinaram até três petições exigindo um referendo para retirar Hugo Chávez da Presidência do país. Em dezembro de 2003, uma delas forçou um referendo em agosto de 2004. Chávez venceu com 59% dos votos. A lista com todos os 3,5 milhões de signatários – 27,5% do eleitorado – dessa última petição tornou-se pública e foi organizada pelo governo num programa de computador conhecido como Maisanta. O programa indica nome, aniversário, endereço e se a pessoa está inscrita em algum dos programas sociais de Chávez. (Os autores compraram um CD com o Maisanta nas ruas de Caracas por US$ 1,50.)

O banco de dados foi cruzado pelos economistas com informações de censos venezuelanos de 1997 a 2004. Assim, foi possível medir como manifestar-se contra Chávez afeta a renda e o emprego. O impacto foi significativo: um terço dos eleitores que assinaram qualquer uma das petições sofreu uma queda medida de 5% no salário e queda de 1,5% na probabilidade de conseguir emprego. Antes de 2002, a renda média dos que assinaram era 9,5% maior que a dos apoiadores de Chávez. O nível de emprego era igual. Isso mudou após o abaixo-assinado de 2003.

“Essa perseguição política é mais explícita em ditaduras, apesar de diversas democracias tentarem fazer algo parecido. É péssimo que, devido aos desejos de um governante, um trabalhador menos habilitado para fazer certo serviço seja contratado”, afirma Chang-Tai Hsieh, professor da Universidade de Chicago. “Estudar isso não é simples: temos medo de retaliação política também. É por isso que estou falando com você. Daniel Ortega, outro dos autores, trabalha na Venezuela e não quis arriscar a exposição.”

(…)

O cartaz nas ruas venezuelanas (à dir.) diz que o voto é secreto, mas a assinatura não. Acima, uma tela do banco de dados montado por chavistas com o nome daqueles que assinaram pelo referendo contra Chávez.O cartaz nas ruas venezuelanas (à dir.) diz que o voto é secreto, mas a assinatura não. Acima, uma tela do banco de dados montado por chavistas com o nome daqueles que assinaram pelo referendo contra Chávez.

“A prática de excluir inimigos políticos foi comum em várias ditaduras. A Getúlio Vargas se atribuía a frase: “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. Era algo que acontecia também com governos autoritários alemães, russos e latinos. Outro estudo recente de dois economistas, publicado no prestigiado Quarterly Journal of Economics, mostra que as empresas que apoiaram o regime nazista desde seu início na Alemanha conseguiram lucros até 8% maiores que as que não se manifestaram politicamente.

Essa dinâmica é péssima para os perseguidos, é óbvio. Menos óbvio é que ela também tem consequências nefastas para a economia das ditaduras: ao perseguir oposicionistas, perde-se parte dos talentos, e o resultado é perda de eficiência. A realocação de vagas no mercado de trabalho da Venezuela devido à perseguição política provocou uma queda de 3,4% do PIB anual desde 2004. Se a manutenção de direitos individuais básicos não é motivo suficiente para que Chávez deixe de prejudicar a oposição legítima, pelo menos o custo econômico para o país – e para seu projeto político – deveria ser.”

A matéria na íntegra pode ser lida por assinantes de Época neste link.

Fonte: Millenium

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14/05/2009 -  10:36     

Chávez, o “democrata”

Cristina Camargo14/05/2009

Cristina Camargo

Do blog de Marcos Guterman no site do Estadão:

“No vídeo abaixo, Chávez dá sua opinião sobre os ricos: ‘O rico não é humano. É um animal com forma humana’.
Faz lembrar a lição nazi-fascista e imperialista segundo a qual a desumanização do inimigo é o primeiro passo da marginalização de grupos sociais inteiros – no limite, justifica a violência extrema e até o extermínio. “

(Chávez, por qué no te callas?)

Fonte: Millenium

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12/05/2009 -  17:45     

Tens Idéia de Quanto Controlam a tua Vida?

KLAUBER CRISTOFEN PIRES | 11 MAIO 2009
ARTIGOS - CONSERVADORISMO

Vês como quase tudo o que era antes facultativo (eras tu quem decidia) agora é “proibido” ou “obrigatório”?

Pode ser que esta seja a primeira vez em que lês um artigo meu ou de outro amigo escritor liberal-conservador, desde o meu blog ou do gentil sítio que o hospeda neste momento. Pode ser também que já nos tenhas lido com certa freqüência, contudo, sem ir além da reflexão. Pois foi especialmente pensando em ti que escrevo as palavras adiante.

Vivemos em um país cujas belezas naturais nos convida diariamente a gozar os prazeres da vida com certa intensidade. Um país tão grande, decerto, nos inspira uma sensação de liberdade que tende a nos colocar em uma certa “zona de conforto”, cuja conseqüência primeira é largarmos para depois certas preocupações tais como a nossa espiritualidade ou, digamos aqui, certos problemas cuja intervenção de nossa parte parece situar-se, no plano da eficácia, em algo muito distante.

Porém, esta “distração”, chamemo-la assim, com coisas que dizem respeito ao nosso futuro e, portanto, ao projeto do que queremos fazer de nossas vidas, a cada dia cede lugar necessariamente a preocupações de curto prazo, até mesmo diárias. Estas preocupações de curto e curtíssimo prazo, porém, quase sempre não fazem parte de nossas escolhas, propriamente, mas das que as fizeram uma horda de burocratas de carteirinha em nosso lugar. Em suma: eles estão conduzindo as nossas vidas; estão vivendo as nossas vidas; estão seqüestrando-as para os seus próprios projetos pessoais.

A cada lei, medida provisória, decreto ou portaria publicada, gradativamente vamos entregando parte de nossas vidas e abdicando dos nossos sonhos para uma meia dúzia que as viva e sonhe em abundância.

Esta sensação de liberdade ainda remanescente em nosso país está com os seus dias contados, pois já falta pouca coisa com que o estado possa pensar em intervir, e fazendo assim, trocar o que tu pensavas em fazer pelo que ELE pensa em fazer.

Distraído e inerte, pensas ainda gozar de liberdade no tanto que te interesse beber um chope no fim de semana. Se este for o teu único projeto de vida, não tenho nada a te dizer. Porém, se queres algo mais dela, começa a raciocinar nos fatos que seguem adiante, e que o estado já toma conta da tua vida e nem te dás conta, por acostumado.

De início, já pensaste sobre qual seria a idade ideal para alguém se aposentar? 65 anos? 70 anos? Pois uma pessoa cônscia de sua liberdade dirá: “- pretendo me aposentar quando eu quiser!” Vês? Ela disse que pretende planejar a sua vida e por meio da poupança e dos investimentos em um plano de previdência privada, ela mesma definirá o dia de parar as atividades para gozar plenamente a vida. Porém, no cenário atual, é o estado quem dita, unilateralmente, quando as pessoas podem se aposentar, praticamente ignorante da expectativa de vida que cada ser humano mais ou menos aproxima para si, de acordo com a sua saúde e a penosidade da profissão que exerce.

Mais: que crime pode cometer alguém que decidiu não ter de escolher quem o vá roubar? Estou falando, claro, das eleições. Porque um cidadão tem de necessariamente ficar proibido de tirar passaporte, prestar concurso público, e até mesmo obter um empréstimo? Lembro-me de uma vez em que um amigo meu, servidor público federal, encontrava-se enfermo e não votou, acarretando-lhe a suspensão do seu salário por ordem do T.R.E., que não computou a sua justificativa. Não é um absurdo?

Olha também pro teu cinto de segurança: o estado te obriga a usá-lo com base numa estatística. É pensando em uma maioria que se salva por tê-lo usado na ocasião do acidente que ele te obriga a usar o cinto, assim como também é desprezando uma minoria que se salva JUSTAMENTE por não tê-lo usado. Não te compete mais julgar por ti próprio sobre a conveniência de usá-lo, de modo que, caso te envolvas em um sinistro, podes muito bem encaixar-te no infeliz grupo dos que TERIAM se salvado, caso não o utilizassem. Porém, isto não é um problema do estado. Ele não está interessado nem na tua vida, nem na tua liberdade, mas nos custos com a rede pública hospitalar. Tu és propriedade dele!

A todo instante assistes a programas televisivos que te doutrinam a economizar água e eletricidade e a selecionar o lixo. Estes programas tratam a água como se ela fosse petróleo, um recurso não renovável, o que é falso, pois, depois de usada, retorna à natureza. Esta doutrinação de hoje serão as leis e decretos de amanhã. Amanhã bem cedo, diga-se. Porém, nem passa pela tua cabeça que estás a COMPRAR a água que passa pela tua torneira, assim como a eletricidade que passa pelo teu contador e também os serviços de recolhimento de lixo.

Em um ambiente de liberdade plena, isto é, em uma sociedade em que as pessoas adquirissem tais confortos de empresas privadas operando em regime de liberdade de mercado (sem monopólios) as pessoas teriam a consciência de que esta água é sua PROPRIEDADE, assim como CONTRATAM o fornecimento de eletricidade e o recolhimento de lixo. Para estas pessoas, não importa de onde vem a água, a luz ou para onde vai o lixo. Importa-se-lhes, sim, o QUANTO vão PAGAR por estes bens! Pois, tanto quanto mais raros, mais caros tornar-se-ão, e quanto mais caros, maiores serão os cuidados quanto aos desperdícios, assim como também maiores os incentivos para que os produtores invistam na produção e na oferta destes bens.

Se, por sua vez, o lixo for valioso, que os interessados em busca de lucro os garimpem onde estiver, e isto pode incluir até mesmo pagar aos moradores para que selecionem o lixo e assim facilitem o seu trabalho. Simples assim. Vês como trabalhas de graça para o estado, mesmo pagando caro por serviços de péssima qualidade? Quando eu era criança, muitas vezes ganhei bons trocados vendendo os jornais e garrafas da nossa casa. Agora querem me obrigar a dá-los de graça…bonito…

Pensa então que agora já não podes nem beber nem fumar, porque há restrições, multas e prisões de toda sorte. Pensa também no caso mais grave de entregares o teu filho querido à escola para que ela o eduque não segundo as tuas convicções morais, econômicas e religiosas, mas segundo as do estado.

Vês como quase tudo o que era antes facultativo (eras tu quem decidia) agora é “proibido” ou “obrigatório”?

Até aqui só prestei contas de coisas amenas. Pensa, contudo, que o MST está mais forte do que nunca, invadindo terras, dizimando-as como nuvens de gafanhotos, seqüestrando e matando pessoas, e tudo isto com milhões e milhões pagos por ti. Lembra que os arrozeiros de Roraima – não os despreze pelo só fato de morarem tão longe – não foram desapropriados de suas terras, mas sim EXPROPRIADOS (pois só lhes foi concedida indenização pelas benfeitorias, avaliadas de forma subestimada unilateralmente pelo estado), ou seja, expulsos e banidos como se fossem cães de rua. Imagina que também agora inventaram que qualquer lugar pode ser objeto de EXPROPRIAÇÃO, de CONFISCO, caso meramente se alegue que algum dia descendentes de africanos moraram ali. Toma tenência também de que, daqui a pouco, estará para ser votada uma lei que, se aprovada, vai te botar na cadeia por simplesmente crer que homossexualismo não é bom.

Assustado? Pois, paremos por aqui, por hora. A lista é interminável.

Pois, por favor, toma um comportamento sério. O rumo para o qual estamos seguindo não sofrerá alteração enquanto te mantiveres silente e isolado. Convida teus amigos e familiares para discutir sobre este estado de coisas. Pega este artigo e o lê para eles. Pega todos os artigos que tens encontrado no site em que viste este artigo e o lê e discute semanalmente. A primeiríssima coisa que todos temos a fazer é nos darmos conta de que estamos todos juntos no mesmo barco, e que precisamos nos apoiar para uma mudança de senso comum. Com o tempo, cada grupo irá encontrar coragem, apoio e criatividade para executar ações que ponham um basta a tantos desmandos.

Por ocasião do contra-golpe militar de 1964, a população já exercia um florido protagonismo anticomunista. Principalmente as mulheres, unidas em torno das igrejas e templos, (e naquele tempo, por serem na maioria donas de casa, possuíam mais tempo para se reunirem e agirem), cumpriram um importante papel para o salvamento da nação, de modo que a intervenção militar pôde ser possível, graças à aprovação popular maciça.

Pois, necessitamos retomar este espírito de congraçamento. Perde a vergonha, a timidez e arranja já um encontro de amigos para este fim de semana. Aproveita para entrar em contato comigo, contando dos sucessos. Conto contigo!

Fonte: Mídia sem Máscara

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07/05/2009 -  09:41     

Declan Ganley e o Libertas: resistência à proto-ditadura européia

EDSON CAMARGO | 02 MAIO 2009

A tartaruga dos socialistas fabianos de Bruxelas e da ONU pode até ser lenta, mas é pesada, teimosa, e pouco disfarça seu modus operandi autoritário.

Que a União Européia é o modelo maior de estado supra-nacional que, aos poucos vai corroendo toda a autonomia política, jurídica, econômica, militar e mesmo cultural dos países que a ela se inserem, só ainda não vê quem não quer. Mas a resistência a essa proto-ditadura também já adquire contornos pan-europeus. E um dos fatos mais visíveis nesse sentido é a atuação do empresário irlandês Declan Ganley, fundador e líder do movimento Libertas, um dos principais responsáveis pela vitória na “campanha do não” na Irlanda em junho passado, no único país europeu em que a opinião do povo foi levada em conta, por meio de referendo, no que tange à adesão ao Tratado de Lisboa, que confere ainda mais poder à Comunidade Européia sobre os países membros.

Quase nada se falou, nem mesmo nos meios conservadores, sobre Declan Ganley até agora. Como jornalista, considero muito alta a possibilidade de que seu nome fique conhecido em âmbito mundial por meio da caricatura e do factóide, já que ele é, sim, uma pedra no sapato das hordas “globalitárias”. Por isso, é bom passar algumas informações sobre Ganley, o Libertas e o porquê de sua relevância na esfera política mundial, antes que adesinformatsia da New World Order o faça.

Declan James Ganley tem 40 anos e é presidente da Rivada Networks, empresa de telecomunicações que fez amplos investimentos no leste europeu. Tem experiência em gestão de grandes projetos públicos nas áreas de economia, segurança, tecnologia e assuntos estratégicos, tendo atuado em países como Letônia, Rússia e nos Estados Unidos, onde foi premiado por seu auxílio à restauração das redes de segurança pública no estado de Louisiana. Mas, ao contrário dos típicos empresários brasileiros, que, estupidificados, se inflam de “culpa burguesa” e logo passam a papagaiar os slogans de vigaristas da “responsabilidade social” como Oded Grajew, Ganley tem uma visão muito clara dos rumos políticos que o mundo tomará se as pessoas que amam a liberdade e ainda dela desfrutam não se posicionarem. Fundou o primeiro movimento político pan-europeu, o Libertas, que denuncia a falta de transparência, a natureza antidemocrática e desrespeito pelos interesses dos países que integram a União Européia.

À frente do Libertas, Ganley ficou conhecido como “Mr. No”, “Senhor Não”, durante a campanha sobre o Tratado de Lisboa, mobilizando ativistas em toda a Irlanda que se valeram de cartazes, panfletos e helicópteros para denunciar o autoritarismo e os equívocos nas medidas econômicas presentes no documento que vale como uma nova Constituição Européia. Como o próprio premier irlandês Brian Cowe admitiu não ter lido na ocasião o Tratado na íntegra, Ganley se posicionou perante a população como “o homem que leu o tratado”. Mesmo admitindo não ser contrário à integração do bloco, no site do Libertas a mensagem é clara:

O outrora honesto e inclusivo governo da União tornou-se irresponsável, sombrio e antidemocrático. Os Tratados propostos recentemente iriam alargar o fosso entre as elites governantes de Bruxelas e o povo Europeu. E lamentavelmente quando esses tratados foram rejeitados pelo povo Francês, Holandês e Irlandês, a vontade democrática do povo foi ignorada.

Como pode se ver, lá, como cá, quando se trata dos interesses dos globalistas e da burocracia assentada em Bruxelas – como legalização do aborto, eutanásia, desarmamento, intrusões nas liberdades individuais, etc. – todo sim é definitivo e torna-se cláusula pétrea na legislação, e todo não é provisório. Deve ser driblado ou contestado por meio de novo referendo, dois ou três anos depois. Vale lembrar que o Tratado de Lisboa foi submetido a referendo na Irlanda três anos após o colapso da Constituição da UE. A tartaruga dos socialistas fabianos de Bruxelas e da ONU pode até ser lenta, mas é pesada, teimosa, e pouco disfarça seu modus operandi autoritário.

À época do referendo irlandês, Mario Vargas Llosa alertou que a cada derrota dos eurófilos, novas medidas de centralização de poder são tomadas, sem levar em conta a preocupação dos cidadãos com o aumento da burocracia européia e que uma Carta de Direitos significativa não poderia surgir e ter legitimidade num contexto desses. É nessa tecla que o Libertas toca, e com isso obtém cada vez mais atenção, passando a ser visto como uma alternativa viável para as eleições para o Parlamento Europeu, que serão em junho, com o movimento lançando candidatos por todo o Velho Continente.

Neste dia 1o de maio, acontece a primeira convenção do Libertas, Roma, com a presença e apoio de Lech Walesa, que já declarou que o Libertas tem potencial para fazer a Europa mudar para melhor. A repercussão vai aumentar, e as notícias chegarão. Provavelmente tortas. Mas vale a pena aguardar.

Fonte: Mídia sem Máscara

Enviado por:  escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria: Sem categoria
Tags relacionadas:  ditadura, europa, socialismo
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