O TrOgLoDiTA

Divagações…

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22/08/2009 -  16:30     

Manifestantes presos no Congresso publicam vídeo

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10/08/2009 -  09:53     

Manifestantes de aluguel

Cristina Camargo Cristina Camargo

O editorial do Estadão de 08/08/09 fala sobre a “indústria do protesto”:

“A representação política, uma das condições básicas de legitimidade do regime democrático, não está em alta em Brasília. Enquanto dentro do Senado suplentes sem voto vão dando as cartas na Comissão de Ética e na CPI da Petrobrás, do lado de fora, na Praça dos Três Poderes, as manifestações para defender ou atacar qualquer causa lideradas por entidades da chamada “sociedade civil” cada vez mais são realizadas por manifestantes de aluguel, sem qualquer vínculo partidário, sindical, corporativo ou religioso.

Com isso, movimentos sociais, organizações não-governamentais, associações trabalhistas e grupos religiosos não precisam arcar com a logística e os custos do deslocamento de manifestantes do resto do País para pressionar o Congresso a acolher seus interesses. Criada por sindicalistas brasilienses, a “terceirização” dos protestos tem até tabela informal. Cada manifestante de aluguel custa R$ 40 por uma jornada de meio expediente, mas, se a negociação for bem conduzida, ele pode esticar um pouco mais o “trabalho” e até caminhar debaixo de chuva. Os ônibus com lotação para 45 manifestantes custam R$ 350 cada um e o “coordenador” por ônibus recebe R$ 80 – o dobro de um manifestante. Todos eles aceitam vestir as camisetas das entidades que os contratam e o pagamento é feito em envelopes fechados.

Uma “manifestação” com cerca de 800 pessoas – o suficiente para render uma tarde de barulho na frente do Congresso e boas fotos nos jornais – custa mais de R$ 40 mil. Entre os clientes que já contrataram os serviços dos manifestantes de aluguel, em Brasília, estão os proprietários de casas de bingo, que há tempo pressionam deputados e senadores a aprovar o projeto que legaliza o jogo no País.

Uma das maiores especialistas em manifestação sob encomenda é a Nova Central Sindical – uma entidade que, segundo seu site, teria nascido da “luta por uma alternativa independente”, representando 7 confederações, 136 federações, 3 mil sindicatos e quase 12 milhões de trabalhadores. Em pelo menos duas oportunidades ela recorreu a manifestantes de aluguel, gastando mais de R$ 80 mil em cada uma delas. Os “manifestantes” são desempregados recrutados em bairros pobres nas cidades-satélites do Distrito Federal, como Planaltina, a 32 km da Praça dos Três Poderes. Outra entidade que também estaria vendendo esse “serviço” é a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh). Em julho, um repórter do site Consultor Jurídico telefonou para a Confederação solicitando o preço de uma manifestação “Fora Sarney”. Na ligação, que foi gravada e está disponível na internet, os funcionários da Contratuh descrevem os expedientes usados para fazer um “bom barulho” e parar o trânsito em frente ao Congresso e afirmam que as manifestações por encomenda constituem um serviço “seguro”, realizado por gente de “confiança”. Questionados sobre a lisura do “negócio”, dizem que estão unindo o “útil ao agradável”, fornecendo “trocados para desempregados” e “vitaminando” o movimento sindical.

Argumentos semelhantes foram apresentados pelo presidente da Nova Central Sindical, José Calixto Ramos, em entrevista a O Estado. Para ele, não há nada demais em realizar manifestações com pessoas sem qualquer ligação com sindicatos filiados e com os temas dos protestos. “Em vez de buscar nos Estados, busco companheiros daqui”, diz ele.

Além de carecerem de representatividade política, as manifestações sob encomenda, por serem acintosamente realizadas por dirigentes sindicais sustentados pela contribuição sindical, configuram ilícito penal, cabendo ao Ministério Público Federal pedir a imediata abertura das investigações.

Na realidade, essa grave distorção do sindicalismo brasileiro poderia ser evitada – ou pelo menos atenuada – se o presidente Lula não tivesse vetado o artigo que previa a fiscalização das centrais, na Lei 11.648. Em vigor desde março de 2008, a lei regula o funcionamento das centrais sindicais e suas fontes de financiamento. Para justificar-se o presidente alegou que a fiscalização comprometeria o princípio da autonomia sindical. Essa “conquista” ajudou os sindicalistas brasilienses a converter manifestações sob encomenda em lucrativo negócio.”

Fonte: Millenium

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08/08/2009 -  16:22     

A tropa de choque hoje é outra

Militares cercam o Congresso, em 1968
Os escândalos atuais e seus encobrimentos podem fazer o que nem mesmo a ditadura conseguiu – matar a ideia do Parlamento como o berço das leis e a casa do povo

O país assiste, estupefato e impotente, a mais um espetáculo vexaminoso que se desenrola em Brasília. Para garantir-se na presidência do Senado, José Sarney, afogando-se em revelações de nepotismo e corrupção, recorreu à “tropa de choque” – um lumpesinato parlamentar de biografia encardida, sem nada a perder e que usa como armas da chantagem à intimidação física. A tropa de choque que tenta blindar Sarney é capitaneada por Renan Calheiros, derrubado da mesma cadeira em 2007, depois que vieram à tona a pensão da filha paga por um lobista e outros ilícitos bem mais constrangedores. Seu lugar-tenente é Fernando Collor de Mello, um ex-presidente da República cuja folha corrida dispensa apresentações. Ao alistar gente dessa espécie para formar sua linha de ataque, Sarney aceitou pagar o preço que esses serviços de proteção cobram. No campo simbólico, enterra sua longa carreira política igualando-se em estatura a Collor e Renan. Na prática, condenou-se a presidir um Senado em que a política, como se viu na quinta-feira passada, se tornou apenas a extensão de uma guerra por outros meios. Aos brasileiros, o decano senador, ex-presidente da República e ex-governador dá o direito de perguntar, afinal que recompensa preciosa é essa a justificar tão alto custo da operação de defesa?

Um dos aspectos mais tristes desses episódios degradantes, que se sucedem em frequência muito acima do tolerável, é que eles minam a confiança dos cidadãos na democracia e em suas instituições. Nesse sentido, os escândalos e seus encobrimentos em Brasília podem fazer o que nem mesmo a ditadura militar conseguiu ao fechar o Congresso em 1968 e 1977: matar a ideia do Parlamento como o berço das leis, a casa do povo e o pavor dos tiranos. Abomináveis de qualquer ângulo que se olhe, os regimes autoritários cedo ou tarde causam na sociedade uma reação que se manifesta por meio do fortalecimento do sentimento democrático. Foi isso que enterrou a ditadura militar em 1985. É esse sentimento que os senhores símbolos da falência do atual modo de vida parlamentar arriscam matar.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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08/08/2009 -  09:08     

O mascate da honra

Por Adriana Vandoni

Ultimamente tem sido repugnante assistir às sessões do Senado Federal. Deprimente ver que os debates giram em torno de trapaças, corrupções, amantes, bordéis, enriquecimentos pessoais, chantagens. Temas que nem de longe margeiam os interesses nacionais e da sociedade.

A imagem que se tem hoje do Senado Federal é de que seja um ajuntamento de criaturas taradas, desonradas, uma troça de delinqüentes. O brasileiro chega a imaginar, até com certa nostalgia, a candura do tempo em que nobres senadores defendiam a honra à bala. Tempo em que a chantagem era crime, se não legal, moral.

Ora, em seu pronunciamento, o senador Renan Calheiros, como um mascate de biscates que já foi, detalhou despudoradamente a chantagem que fez a outro senador. Se as biscates ele já não embala à custa do tesouro, mascateia agora a honra alheia.

Mas a honra de quem este mascate negocia? A honra do Brasil que hoje a olhos nus, pode parecer que é Sarney e sua defesa deliqüescente e cafajeste, pode parecer que é Collor e seus surtos psíquicos, ou Simon de cócoras engolindo suas palavras.
Mas não. O Brasil não é isso.

O Brasil hoje é o estarrecimento de Tião Viana que assustado, disse que democracia não é esse jogo de chantagens e intimidações. Que diferenças são debatidas, mas que “a Casa chegou a um nível de desencontro tal que não há mais racionalidade”.

O Brasil hoje é Arthur Virgílio. Uma pátria chantageada, abismada com o cinismo de homens, que no lugar de representarem a nação, agem como corretores de moral. Ímprobos que são, habituais comensais do erário, perderam a noção de virtude e tentam fazer do Senado seu bordel particular freqüentado por ignóbeis.

O Brasil hoje é o desencanto de Demóstenes Torres, que após o deplorável espetáculo de baixaria, se perguntou: é esta a Casa que desejei entrar? É aqui o local dos grandes homens?
De certo que é. Mas está sucumbindo à politicalha desta camarilha, representada por farrapos podres de homens, desprezíveis coronéis de merda, cortesões de idéias que para se manterem poderosos salalés do Tesouro, se aliam a qualquer um e a qualquer preço.

No episódio em que discute com Tasso, Renan, sem perceber, repete várias vezes o mesmo gesto. Tenta abotoar o já abotoado paletó, como se seu inconsciente tentasse esconder a própria imagem. Mas não consegue. E revela cada vez mais o seu perfil iníquo, biltre.

Sarney em sua defesa tentou desviar a atenção dos crimes que é acusado de ter cometido. Vangloriou-se da bravura de um passado que existiu, mas não foi bravo. Reescreveu a história em sua fala, mas mau escritor que é, forjou uma glória que não existiu e ao fazer isso, reafirmou o que tenta esconder. Que é agora o que foi no passado. Um presidente vacilante, situacionista e oportunista.

Hoje a nação pode até estar de cócoras, abismada com a degradação do Senado, mas há de reagir. Há de expurgar da vida pública esses mascates da moral. Há de jamais se acanhar à chantagem desses marreteiros da honra. O povo há de não lhes errar a identidade. Há de apurar a visão e enxergar em cada ato, por mais secreto que seja, as digitais enlameadas destes borrões de homens.

É isso que o cidadão espera. Que se vista novamente o Senado Federal. Não com o manto da hipocrisia, mas com a bravura, o respeito e a dignidade que merece.

Fonte: Alerta Total

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31/07/2009 -  02:59     

Onde está aquele povo barulhento?

Todos os dias temos uma nova notícia: um novo escândalo…

Sarney, Collor; atos secretos, fraudes no sistema, desvios nos três poderes. Dentre as muitas perguntas, a principal: até quando?
Muitas são as “estrelas” no teatro da impunidade, mas quando é que o povo reagirá? Quando sairemos da posição de espectadores e nos tornaremos “personagem principal” naquilo que mais nos interessa: nossa dignidade enquanto povo, sociedade e gente?

Não faz muito tempo, menos de 20 anos e via-se o povo com a cara pintada nas ruas ecoando o grito das “diretas já!”; não faz muito tempo e se ouvia o povo exigindo o impeachment de um presidente que pouco significou para nós, que só manchou a reputação da nossa nação – e ele está ai de volta!

Dizem que a mídia cegou o povo; alguns sugerem que a falta de prazer no conhecimento e a satisfação com o “status quo” é o mais conveniente para um povo que só quer saber de festa e feriado; mas a desgraça é muito clara, nosso país definha nas mãos de velhos coronéis enquanto assistimos acompanhados de pipoca e guaraná.

Ora, cadê a força retumbante de um povo que não cansa? Onde estamos desperdiçando nossa imponência? Nossa esperança está fadada a um desespero peremptório. Nossas crianças são marionetes do sistema; nossos jovens alucinados por bebidas, sexo e drogas; nossos adultos hipnotizados pela sanha do dinheiro e nossos velhos temerosos com a morte.

Sinto que estamos num caminho sem volta. Nada mais nos interessa. Gostamos mesmo é de pão e circo. Enquanto o mundo nos vê como um país que muito em breve chegará ao status de desenvolvido, estamos cheios de motivos para crer que ao passo que nossa economia evolui nossa gente se torna acomodada, convencida e insignificante.

Que Deus tenha misericórdia de nós,

Will

Fonte: Celebrai!
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23/07/2009 -  16:17     

Documento vazado da Maçonaria incita mobilização efetiva contra corrupção e desvios institucionais no País

Por Jorge Serrão

Ganha força, na Maçonaria, um movimento de mobilização nacional em defesa da cidadania, e acima de tudo da democracia, atacando o governo do crime organizado que promove a corrupção nos três poderes. Circula na Internet, vazada do fechado meio maçônico, datado de 12 de julho, um manifesto assinado por Wilson Filomeno, Ex-Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica de Santa Catarina e atual Secretário Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, cobrando uma ação efetiva daqueles “poucos que ainda não se corromperam no poder, e possam contribuir para a normalização da ordem nacional”.

O autor do manifesto foi direto: “Tenho certeza, é o momento histórico para propormos o saneamento da vida pública, através de ampla reforma que afaste do poder aqueles que não sabem honrar a confiança que lhes fora outorgada”. Em outro trecho, o manifesto constata: “O que estamos testemunhando, no presente momento, em todas as esferas da administração pública da Nação brasileira, chega a ser repudiante, e até inacreditável, em face da imobilidade do seu povo, os homens públicos, com raras exceções, comentem as mais descabidos e vergonhosos atos na condução dos interesses nacionais”.

O documento faz um ataque direto ao atual desgoverno: “Os ´Sarneys, os Renans Calheiros´, como peças chaves do Presidente Lula, que deveriam guardar um comportamento ilibado, tendo por fundo a honestidade, são acobertados e protegidos por aquele mesmo Presidente, que não tem demonstrado nenhum interesse que a decência, na esfera pública, seja restabelecida, desde que seja resguardada a candidatura da Senhora Dilma à Presidência da República. E esta, candidata declarada, tem se prestado a levar, às escondidas, e veladamente ao Presidente Lula, para que tudo seja mantido como está, até sua chegada ao poder, notícia vinculada nos jornais nacionais”.

O manifesto da Maçonaria faz uma constatação lamentável: “A falta de uma liderança, que possa empunhar uma bandeira capaz de resgatar a dignidade desse povo, aumenta seu sofrimento e desencoraja-os a tomada de atitudes que manifestem publicamente seu repúdio, sua indignação, frente aos mesquinhos atos que continuam acontecendo, em razão da inércia e da conivência da parte daqueles que poderiam, como nossos porta-vozes, fazer chegar aos mais elevados escalões, dos poucos que ainda guardam o comportamento de verdadeiros patriotas, um pedido de justiça, um grito de socorro”.

O texto lembra que os maçons juram “combater os inimigos da humanidade e da Pátria – como sejam: os hipócritas que a enganam; os pérfidos que a defraudam; os ambiciosos que usurpam e os corruptos, e sem princípios, que abusam da confiança dos povos”. E faz uma autocrítica do atual papel da Maçonaria: “Somos na verdade falsos heróis, o povo brasileiro triste, desencantado e sem esperanças, acomoda-se e assiste, passivamente o violentar da nossa Constituição por homens que receberam nosso voto e juraram defendê-la em prol da felicidade desse povo. E hoje, travestidos em verdadeiros delinqüentes corruptos, despidos de qualquer comportamento ético, aproveitam-se dos cargos para locupletar-se às custas do erário público”.

Apesar da autocrítica, o texto de Wilson Filomeno faz uma convocação otimista aos membros de mais de 5000 Lojas Maçônicas ligadas à Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil: “É preciso que o povo sinta que nem tudo está perdido, pois a Maçonaria, mais uma vez, se dispõe a colocar-se ao lado dos verdadeiros brasileiros que clamam pelo expurgo definitivo da podridão que medra o seio político, extirpando os desonestos, os falsos líderes que tudo tem feito para perpetuar-se no poder, à base da hipocrisia”.

Fonte: Alerta Total

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21/07/2009 -  11:24     

Quem tem padrinho não morre pagão: Investigada no processo do mensalão, agência de Duda recebeu R$ 16 milhões da Saúde

No Globo:
O Ministério da Saúde pagou, só este ano, R$ 16,1 milhões à agência de publicidade Duda Mendonça, segundo levantamento feito pelo site Contas Abertas. Envolvida no escândalo do mensalão, a agência é acusada pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal de ter recebido indevidamente R$ 757,8 mil do governo federal a título de honorários pela contratação de serviços de outras empresas que não estavam previstos no contrato inicial. Duda foi o responsável pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto em 2002. Sua agência serve ao governo desde 2003.

A agência foi contratada pelo Ministério da Saúde em abril de 2005, por licitação, mas o contrato foi prorrogado até abril de 2009. Segundo o Contas Abertas, do total pago este ano, R$ 12 milhões se referem a dívidas de anos anteriores e R$ 4 milhões a campanhas deste ano. A agência deve receber mais R$ 1,3 milhão referente a campanhas de 2008. Neste ano, a agência fez campanhas da Saúde sobre hepatite, hanseníase e tuberculose.

Nos últimos seis anos, a agência recebeu R$ 151,4 milhões, segundo o Contas Abertas. O valor se refere a campanhas publicitárias, de utilidade pública e pagamento de serviços prestados pela agência ao governo. Os valores pagos à agência foram caindo de 2004 para cá, quando era responsável por 52% das campanhas federais de utilidade pública. Em 2008, essa proporção caíra para 5%. Neste ano, os pagamentos cresceram e chegam a 29% dos gastos com utilidade pública.

Apesar de ações na Justiça contra a agência e seus sócios(Duda Mendonça e Zilmar Fernandes da Silveira), a empresa pode participar de licitações, desde que comprove estar regularmente constituída, ter capacidade técnica e financeira para assumir o serviço e estar em dia com suas obrigações ficais. Para garantir o ressarcimento em caso de condenação, o MP pediu a indisponibilidade dos bens da agência e de seus sócios. A empresa alega que a ação se baseia em decisão do Tribunal de Contas da União, que poderá ser modificada.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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16/07/2009 -  06:46     

Foro privilegiado para os imbecis.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi um dos primeiros a se manifestar(contra o termo pizzaiolo) e apresentou requerimento à Mesa Diretora do Senado para que sejam pedidas explicações ao presidente da República. “Não é possível que a gente tenha o presidente da República chamando os senadores de pizzaiolos. Os militares nos chamavam de comunistas. Era uma chamada respeitável. Eles nos respeitavam ao nos chamarem de comunistas, de esquerdistas, de subversivos. Este era um apelido respeitoso de discórdia. Agora, o presidente da República nos chamar de pizzaiolos…”, contestou Cristovam. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que o presidente contribui para a crise que atinge a imagem da Casa. “Foi uma declaração infeliz. Ele é pior dos generais. Ele quer desmoralizar o Senado e nos levar ainda mais para o fundo do poço e tirar proveito disso”, disse.
……………………………………………………………………………………..
Algum dia os militares estiveram como os senadores de hoje, com lama entrando pelas narinas, afundados em denúncias generalizadas, onde quem não é culpado é cúmplice e quem não é cúmplice é conivente? Vão se enxergar, escória da história. Vocês se borram em dizer exatamente o que o Lula é para não perder prestígio e usam uma classe muito muito mais nobre que os políticos para se escorarem? Quem deveria emitir uma nota é o Exército Brasileiro. Os meus coturnos são mais limpos que as suas caras, senadores.
Fonte: Coturno Noturno
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15/07/2009 -  15:12     

A Revolução Será Tuítada: #forasarney

sarney

Por Leo Cardoso *

Nada permanece eterno: tudo se estraga com o tempo e deixa de ser eficiente. É a natureza que faz questão de trocar o antigo pelo novo. É a ordem da folha seca. Uma hora, tudo que era lógico e eficaz mostra defeitos. É a substituição da peça. É a razão do tempo.

A única forma de não perecer é não permanecer o mesmo.  A lendária foto de Che Guevara (com os cabelos ao vento, barba e boina) – clicada por Alberto Korda, um ano após a revolução cubana de 59 – só é símbolo da liberdade, da luta e do heroísmo porque Che fatalmente morreu aos 39 anos. Enquanto Guevara permanece na História como mártir da libertação popular, Fidel Castro hoje é tido como vilão, e ditador.  Che Guevara não chegou a envelhecer e, por isso, não se tornou obsoleto.  Já Fidel, infelizmente, foi engolido pelo tempo.

Tudo ficará velho. Envelhecer é natural. O problema está em ficar ultrapassado, não admitir ser substituído e perpetuar, arrogantemente, seus erros e vícios, que prejudicam a lógica da substituição.

Nós, brasileiros, estamos passando por um processo de mudança necessário para um país que pretende alcançar sua plenitude democrática, condizente com o século XXI. Aos poucos tentamos nos separar de resquícios da República Velha. É a ordem natural da substituição: o arcaico pelo moderno.  Mas quem há séculos se farta da cômoda situação que nos prende ao passado não admite tal mudança e tenta, unicamente em busca de interesses próprios, permanecer no poder, através de esquemas fraudulentos, com trocas de favores e jogatinas criminosas. Cargos políticos, diferente do que se apresenta, não são – nem podem ser – patrimônio hereditário, mas um espaço público no qual homens capazes devem exercer o principal dever cívico: a representação popular.

collorNo meu Estado, o jornal de maior circulação é a Gazeta de Alagoas, um dos diversos veículos de comunicação das Organizações Arnon de Mello, que têm como dono o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. A família proprietária do jornal representa uma oligarquia que ocupa cargos públicos desde, antes mesmo, a revolução de 1930. O avô materno de Collor foi deputado federal em 1923. No Maranhão acontece o mesmo: a famiglia Sarney controla o Estado política e economicamente, o que nos faz lembrar um feudo da  idade média. Mas, aos poucos, percebemos pequenas e importantes mudanças.

O jornal Gazeta de Alagoas de hoje, quando chega à minha casa pela manhã, traz notícias, filtradas, de ontem. E o jornal de amanhã contará, filtrando, apenas o que aconteceu hoje. Já na internet, a notícia fica velha em dez minutos. Entre o acontecimento e a veiculação da informação são segundos, que quebram qualquer sistema – criado por qualquer natureza de interesse – que tente filtrar a notícia. É uma mídia descentralizada, o que a torna impossível de ser controlada.  Aconteceu recentemente no Irã: com os protestos por causa do resultado da eleição, o governo fez uma tentativa frustrada de censurar a imprensa nacional e internacional. Como pegar água com a mão, as notícias escorreram pelo mundo através da internet.

A juventude da classe média tem um grande poder nas mãos, que permite o livre exercício da liberdade de expressão e o pleno acesso à informação de qualidade. A nossa mobilização virtual – mesmo que atrapalhada por pseudo-artistas que tentaram, como sempre, apenas se auto-promover (Marcos Mion, 30 anos, recebeu um sermão do ator americano Ashton Kutcher, ao pedir inúmeras vezes que ele repetisse a hashtag #forasarney http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U )  – chamou a atenção das mídias convencionais, que, ironicamente, são em grande maioria propriedade dos grupos políticos que criticamos. Pode não parecer, mas essa repercussão é um grande passo para nossa geração, taxada de apolítica. Esta é a hora de lutarmos pela mudança que desejamos.

Eu acredito nesta mudança e acredito na força do novo. Eu acredito na mobilização de uma população consciente e na democracia plena. Meu pai me ensinou que nós jovens não podemos ter menos esperanças que os mais velhos: #forasarney.

* Leo Cardoso é criador do perfil do Twitter @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino, e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira, no site Sedentário & Hiperativo.

Fonte: M Online

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13/07/2009 -  19:36     

Superfaturamento na casa do “rei”.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) voltou a criticar o governo, em discurso nesta segunda-feira (13), por causa da reforma no Palácio do Planalto, que considera inoportuna em razão do momento de crise. Orçada inicialmente em R$ 78 milhões, a obra recebeu verba suplementar de R$ 118 milhões por meio de medida provisória (MP). A obra está marcada já teve aumento de custos de 150% e corre o risco de ser embargada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Entre outras razões, uma auditoria do órgão encontrou falhas em documentos técnicos, como a ausência de assinatura no laudo da estrutura do palácio. Já o risco de que a reforma descaracterize o conjunto urbanístico da capital, tombado pelo patrimônio histórico, levou o Ministério Público a instaurar um inquérito. E parte da construção – o estacionamento – foi embargada há uma semana pelo governo do Distrito Federal (GDF), sob a justificativa de que o terreno é de propriedade pública.- Vejam bem: é a Presidência da República passando por cima de tudo o que é princípio elementar da administração pública – protestou o senador. Mozarildo lamentou mais uma vez que o dinheiro gasto na reforma do palácio onde despacha o presidente não seja usado para construir “muito mais de 20 mil casas populares”. Ele ponderou que a “explosão dos gastos públicos” que vem sendo apontada pela imprensa pode deixar uma “herança preocupante” para o próximo presidente.Em aparte, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) disse não se surpreender com as “confusões em torno da obra”, tendo em vista o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento, marcado, conforme afirmou, por desorganização; gerência desconectada; processos de licitação mal conduzidos e mal realizados; atropelos e até desvio de recursos. Também em outro aparte, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) disse que todas as obras do PAC em seu estado estão atrasadas.(Agência Senado)

Fonte: Coturno Noturno

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Texto bíblico

  • "Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa. O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo". Hab 2:1,2

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