Manifestantes presos no Congresso publicam vídeo
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Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: congresso, corrupçãoDo G1. Comento no post seguinte:
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, defendeu a renúncia dos senadores, nesta sexta-feira (7). Em nota, o presidente considera que o Senado está “em estado de calamidade institucional”.
Na manifestação, o presidente da Ordem lembra a importância do Senado e diz que a democracia corre risco. Para Britto, a quebra de decoro parlamentar por parte das lideranças dos partidos constrange e envergonha a nação.
“O Senado não pode ser confundido com os que mancham o seu nome. Precisa ser preservado, pois é o pilar do equilíbrio federativo. Diante, porém, do que assistimos, a sociedade já impôs à presente representação o recall moral”.
O documento enfatiza que o eleitor é o dono do voto. Para Cezar Britto, discursos oportunistas que sugerem a extinção do Senado prosperam por não existirem leis que tirem os mandatos dos representantes que não são fiéis ao voto.
Na nota, a OAB considera que a crise está em todo o Senado, não só no presidente da Casa ou de senadores envolvidos em algum escândalo. “A crise não se resume ao presidente da casa, embora o ponha em destaque. Mas é de toda a instituição – e envolve acusados e acusadores”, diz a nota.
O documento também critica os senadores suplentes, principalmente o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ). “Se a suplência sem votos já é, em si, indecorosa, torna-se absurda quando a ela se atribui a missão de presidir um órgão da responsabilidade do Conselho de Ética”.
Para Cezar Britto, é um “intolerável paradoxo” que senadores que não não foram eleitos pelo povo integram um conselho responsável por julgar as ações dos senadores.
No final, a nota considera que já que não há como impor a renúncia dos senadores, a saída é pedir um espaço à reforma política. Para Britto, a reforma pode não salvar o Congresso atual da crise, mas garantiria o futuro.
Leia a íntegra da nota:
“O Senado está em estado de calamidade institucional. A quebra de decoro parlamentar, protagonizada pelas lideranças dos principais partidos, com acusações recíprocas de espantosa gravidade e em baixo calão, configura quadro intolerável, que constrange e envergonha a nação. A democracia desmoraliza-se e corre risco.
A crise não se resume ao presidente da casa, embora o ponha em destaque. Mas é de toda a instituição – e envolve acusados e acusadores. Dissemina-se como metástase junto às bancadas, quer na constatação de que os múltiplos delitos, diariamente denunciados pela imprensa, configuram prática habitual de quase todos; quer na presença maciça de senadores sem voto (os suplentes), a exercer representação sem legitimidade; quer na constatação de que não se busca correção ética dos desvios, mas oportunidade política de desforra e de capitalização da indignação pública.
Não pode haver maior paradoxo – intolerável paradoxo – que senadores sem voto integrando o Conselho de Ética, com a missão de julgar colegas. Se a suplência sem votos já é, em si, indecorosa, torna-se absurda quando a ela se atribui a missão de presidir um órgão da responsabilidade do Conselho de Ética.
Em tal contexto, urge fornecer à cidadania instrumentos objetivos e democráticos de intervenção saneadora no processo político. A OAB encaminhou recentemente ao Congresso Nacional, no bojo de proposta de reforma política, sugestão para que o país adote o recall – instrumento de revogação de mandatos, aplicável pela sociedade a quem trair a delegação de que está investido.
Trata-se de instrumento já testado em outras democracias, como a norte-americana, com resultados positivos. O voto pertence ao eleitor, não ao eleito, que é apenas seu delegado. Traindo-o, deve perder a delegação. Não havendo, porém, tal recurso na legislação brasileira, prosperam discursos oportunistas, como o que sugere a extinção do Senado. A OAB é literalmente contra a extinção do Senado.
O Senado não pode ser confundido com os que mancham o seu nome. Precisa ser preservado, pois é o pilar do equilíbrio federativo. Diante, porém, do que assistimos, a sociedade já impôs à presente representação o recall moral. O ideal seria a renúncia dos senadores. Como não temos meios legais de impor esse ideal – único meio de sanear a instituição -, resta pleitear que se conceda algum espaço à reforma política, senão para salvar o atual Congresso, ao menos para garantir o futuro.”
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: congresso, corrupçãpSomente assim hábitos velhos evoluem reforçando práticas medidas e apoiadas em conceitos enriquecidos por novas experiências e descobertas significativas. Tudo para reduzir o sofrimento moral e material. Sem liberdade o viver sabe ao fel das escolhas impositivas. Se importa viver a vida atento a valores morais e materiais, comprovadamente úteis, cada grupo produtivo deveria estar livre para contribuir, no marco das regras universais voltadas para o bem comum.
Seria mais conveniente um Estado silente e facilitador da educação e informação, do saber e comodidade para a construção, que um Estado barulhento, propagandista, interventor e ditador de regras contrárias à Constituição, contrárias à moral e costumes diferenciados. Um Estado que anula o trabalho e esforço dos cidadãos nos municípios mais distanciados dos palácios do poder centralizado, desserve a liberdade.
Hoje estamos envolvidos numa colcha de retalhos alinhavada com as feias cores da corrupção, do cinismo, do roubo continuado e desprezo aos nacionais. Tudo quanto tradicionalmente se considerava crime, tudo quanto vai na contramão dos anseios de independência e soberania é praticado oficialmente, por governantes e membros dos três poderes, impunemente. “As pessoas minimamente honestas são rejeitadas no meio político”.
Impera a confusão diante das práticas marxistas que vomita toneladas de contra informação repetida pelos “veículos” da mídia, pagos para publicar promessas, desmentidos e patéticas justificativas dos criminosos que tomaram o poder e – que merda! – submetendo e cooptando os mais miseráveis e desinformados.
Existem os que ainda pensam em reação de militares. Uma guerra civil? Não será o que os radicais marxistas querem de fato? Não será o que provocam com tanto descaramento e violência, abençoada e praticada pelos representantes dos três poderes? Não será o que discretamente provocam as ongs e inteligência dos controladores colonialistas?
Estamos carentes de lideranças com visão objetiva. Estamos carentes de inteligência criativa e ocupados em garimpar os caraminguás, em terreno minado, para sobreviver e criar os filhos com um mínimo de dignidade… passar o exemplo do que seria possível se o mundo fosse outro. Dever mais difícil!!!
Os grupos organizados – escolas, sindicatos, igrejas, associações – salvo raras exceções, foram infiltrados e tomados de assalto. Os que protestam e esperneiam, muitas vezes praticam o mesmo elitismo, pavonice e personalismo que atribuem aos comunistas. Com a diferença que ainda preservam e respeitam a liberdade e o livre arbítrio. Ou ao menos parecem fazer isto.
Neste momento, os interesses de poder e comando econômico de comunistas e capitalistas ocupa o mesmo espaço, os interesses dos que controlam o mundo se identificam e parecem convergir na direção de estados totalitários. Todos parecem falar a mesma linguagem de “salvação”! As virtudes, sentimentos e práticas que filósofos e religiões indicavam, a família como unidade moral basilar da sociedade… São idéias e ideais atirados ao lixo.
No ano que vem, políticos profissionais, escolhidos pelos partidos e aprovados pelas instituições podres e falhas de confiança, vão entrar na rinha de briga de pitibul com onça pintada, prometendo defender interesses da pátria e da nação. Por enquanto declaram a intenção de prosseguir, faturando vantagens, mordomias, gorjetas para votar decretos do executivo e a merreca de uns 50 salários mínimos às nossas custas.
Os militares são acusados de criminosos por fechar o Congresso Nacional. E muitos dos que hoje dão as cartas neste arremedo de instituição foram cassados, presos, julgados, condenados e finalmente anistiados pelos mesmos militares. Voltaram com fúria a cometer crimes redobrados e a nação, vencida e indefesa, aceita em silêncio, sem alternativas, sem escolhas, sem uma ferramenta que permita emitir a opinião verdadeira.
O grito preso na garganta é: vamos varrer esse lixo da vida nacional! E trocar por quem? Por novos intolerantes internacionalistas apátridas, que só pensam em manter o poder in aeternum? Que pensam em aumentar a cota de crueldades submetendo a vexames os que trabalham? Falta inteligência, vontade, esforço de equipe e… coragem para construir esta nação.
Muitos de nós víamos com certa incredulidade a decisão da Mesa da Câmara de, VEJAM QUE COISA, fazer o certo:NÃO EXISTE O SERVIÇO PARLAMENTAR OBRIGATÓRIO, EXCELÊNCIAS! Vocês podem optar pela vida privada a qualquer momento. Estão na arena pública por escolha. Ninguém a tanto os obrigou. Se alegarem que é uma vocação, saibam que esta demanda algum sacrifício. Bem pequenininho: deputados e senadores têm muitas prerrogativas. Só seguindo as regras do jogo, podem viver sem quase enfiar a mão no bolso.
Receio
Tenho um receio: o de que boa parte do Parlamento não tenha realmente entendido o profundidade do buraco. Há alguns tolos que estão apostando que essa onda logo passa. E eu, no entanto, lhes digo: “Não passa!” E não passa em razão de um conjunto de fatores, diferentes entre si, mas combinadas contra o Parlamento, a saber:
1 – Mamata – uma das razões é que a farra das passagens era mesmo uma mamata inacreditável. Se passagem era cota, que o deputado poderia acumular e usar para viajar ao exterior, então se tratava de salário. Só que os eleitores não estavam avisados disso, entenderam? Como não sabiam o que era e para que servia a verba indenizatória;
2 – Sem palanque – Parlamento não tem verba publicitária e, portanto, não tem como, a exemplo do Executivo, exaltar os próprios feitos na televisão. Assim, dispõe de poucas armas — e uma dessas poucas é fazer a coisa certa — para combater o clima de pega-pra-capar que tomou conta da política;
3 – Executivo – Há um Executivo com uma força devastadora, que tem o apoio incondicional de amplos setores da imprensa. Não há, com o governo, um décimo do rigor que existe com o Congresso. MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE HÁ RIGOR DEMAIS COM O CONGRESSO; QUER DIZER QUE HÁ RIGOR DE MENOS COM O EXECUTIVO, entenderam?
4 – Saco de pancada – Com boa parte da dita imprensa investigativa mais ou menos entorpecida diante do Executivo (só sairá do sono eterno se Serra for eleito), o Legislativo vira mesmo saco de pancada. Nem nos seus melhores sonhos, Lula pensou num cenário tão favorável. Se, amanhã, ele propusesse fechar o Congresso, teria o apoio da maioria do povo brasileiro. E HÁ PARVOS QUE NÃO ESTÃO PERCEBENDO O CLIMA.
5 – Sem função - Obrigado a ficar lambendo as próprias feridas, uma das funções do Legislativo vai para o vinagre: justamente investigar o governo. As irregularidades e/ou ações suspeitas que se noticiam sobre o Executivo não encontram eco no próprio Parlamento. Querem ver:
a – ANP e royalties pagos pelo Petrobras: o que se fez a respeito?;
b – ONG petista na Bahia recebe verba da Petrobras para fazer festas juninas;
c – ONG do PC do B recebe verba milionária de Ministério dos Transportes, que é do do PC do B;
d – Lula requenta uma licitação do governo Figueiredo para retomar a construção de Angra 3. Beneficiado é o principal financiador de sua campanha.
E o que fizeram os nobres parlamentares? NADA! Assim, não podem nem mesmo reclamar de perseguição. SÃO ELES PRÓPRIOS QUE NÃO DEIXAM O FOCO JAMAIS SAIR DO CONGRESSO.
Espero que os deputados e senadores lúcidos, que se deram conta do tamanho da crise, logrem sucesso em pôr um pouco de juízo na cabeça dos recalcitrantes. Ou as coisas realmente vão se complicar.
De fato, a população parece exigir moral ilibada só do Parlamento, nunca do Executivo. Nos dois casos, a culpa é do próprio Congresso:
A – num caso, dá motivos para que a população desconfie;
B – no outro, dá motivos para que a população nunca desconfie.
Deputados e senadores, assim, viram a Geni da política: “feita pra apanhar e boa de cuspir”. E Lula é o comandante do Zepelin: vivendo seus dias de monarca, lambuza-se até ficar saciado.
Não estou sendo irônico, não. Falo sério. O Congresso brasileiro parou. Nada mais que Câmara e Senado digam ou façam é levado a sério pelo eleitor. A cada dia, surgem nomes novos na lista das passagens. A desmoralização parece não ter fim. Estamos sem o Legislativo. É como se ele tivesse acabado. O Executivo governa o país como déspota. Os escândalos vão pipocando, e deputados e senadores nada têm a dizer porque ocupados em se justificar. O expediente iguala oposição e situação.
Pois que façam o documento e assumam o erro. Mais ainda: admitam que as cotas eram usadas como salário indireto. Por isso os deputados e senadores não viam mal nenhum em usá-las para pagar viagens de familiares e amigos. Cada um faz o que quer com o seu dinheiro. É verdade. Ocorre que o dinheiro não era deles. Era do Congresso — de fato, dos brasileiros.
Mas parece que os valentes não perceberam o tamanho do buraco. Ao criarem “novas” regras para as passagens, apenas oficializaram a mamata, o que é o fim da picada. Eles realmente acham que temos a obrigação de pagar as viagens de seus familiares. E, é claro, nós não temos. A lambança não pára aí: as duas Casas legislativas são dois pantagruélicos cabides de empregos.
Neste momento, o Legislativo está acabado. Ou os líderes partidários se dão conta disso, ou, reitero, continuarão a reboque do Executivo, sendo vistos pela população como pesos mortos, que custam caro ao país, locupletam-se e ainda não nos trazem nenhum benefício. Que essa gente se emende. Ou, na prática, chegaremos à venezuelização sem que o Executivo nem precise avançar sobre o Legislativo, como fez o Beiçola de Caracas. Aqui seria tudo mais fácil: os senhores parlamentares prefeririam o suicídio coletivo.
Ou o Parlamento brasileiro reage ou morre. E a reação pede duas iniciativas: o pedido de desculpas e a moralização de procedimentos.
Impressiona a catarata de más notícias que fustiga o Congresso Nacional. Irregularidades, abusos e desmandos ocupam manchetes dos principais diários e são chamadas dos telejornais. Uma instituição essencial para o Brasil, fundamento da democracia, faz água por todos os lados. As denúncias, recorrentes, não focalizam determinados partidos. Atingem, infelizmente, quase todos os setores do Parlamento. No curto espaço de duas semanas pipocaram inúmeros escândalos.
A investigação de denúncias de doações irregulares de empreiteiras em campanhas eleitorais foi descartada de saída. Seria como “destampar uma panela de pressão”, comenta o líder de um partido da base aliada do governo. “Haveria o risco de um efeito dominó”, concorda um deputado da oposição. Resumo da ópera: todos, governo e oposição, estão unidos na mais espantosa cumplicidade e dispostos a prosseguir num jogo de faz de conta.
Multiplicam-se diretorias. Servidores – alguns fantasmas, outros de discutível competência – crescem como cogumelos e promovem sangria no dinheiro público. Farra com passagens aéreas. Gastos mirabolantes com combustível. O nepotismo rola solto. Despesas milionárias com alimentação. Contas exorbitantes de telefone celular. A gráfica do Senado foi transformada num instrumento de autopromoção. Houve quem reunisse em livro os elogios recebidos por e-mail à sua própria atuação parlamentar. O quadro é constrangedor.
Mas o pior de tudo é a reação dos parlamentares. Após sucessivas denúncias, oposição e situação pedem medidas contra a imprensa. Não apuram nada. Ao contrário, fecham-se num corporativismo assustador. Insurgem-se contra a mídia. Vivem de costas para a sociedade.
“Essa tônica de se querer eleger o político como a figura mais desprezível da sociedade deve ser rechaçada. É inaceitável! Não é possível essa campanha difamatória que aumenta a cada dia”, disse o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO). “Os editores estabelecem um tema e os jornalistas são obrigados a enquadrar a realidade naquele tema. Não importa o que o deputado fale. Isso pega todos. Não contribui para a democracia”, afirmou o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP). Já o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), identificou na imprensa uma ação para indispor a instituição com a sociedade.
Renasce, mais uma vez, a teoria conspiratória. Armação da imprensa. Distorção da mídia. Patrulhamento de jornalista. Quantas vezes, amigo leitor, você registrou essas reações nas páginas dos jornais? Inúmeras, estou certo. Elas estão contidas, frequentemente, em declarações de políticos apanhados com a boca na botija, no constrangimento de homens públicos obsessivamente preocupados com os próprios interesses. Todos, independentemente da contundência das suas impressões digitais, negam tudo. Procuram, invariavelmente, um bode expiatório para justificar seus delitos. A culpa é da imprensa! A acusação, carregada de cinismo, é uma manifestação explícita de desprezo pela verdade.
Que fazer? Mentir? Sonegar informação? Cumprimos, todos, o nosso dever: informar. E nada mais. Os meios de comunicação existem para incomodar. Um jornalismo de aplauso é socialmente irrelevante. A imprensa, gostem ou não os políticos, tem importante papel na recuperação da ética na vida pública.
Centro de Detenção de Araraquara (SP), 2006. Transcrevo o diálogo do bandido Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, com o presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE). O depoimento foi reproduzido pelo jornalista Josias de Souza. É de grande atualidade.
A sessão de inquirição de Marcola transcorria em tom cordial. Súbito, o presidente da CPI levantou o timbre de voz. Tentava arrancar do interrogado o reconhecimento de que comanda o PCC. Acusou a facção criminosa de se aproveitar dos presos, obrigando-os a reincidir no crime depois de libertados da cadeia, para financiar o PCC. Marcola não gostou nem do tom de voz do deputado nem das observações. E pediu respeito.
Moroni: “O que existe é uma organização criminosa.”
Marcola: “Vamos parar o grito (…).”
Moroni: “Uma organização criminosa.”
Marcola: “Vamos gritar. É isso que o senhor quer?”
Moroni: “Eu falo do jeito que eu quiser (…).”
Marcola: “Não grita, pô!”
Moroni: “Agora eu quero dizer, com todo o respeito que eu tenho pela humanidade: o PCC existe para explorar os coitados dos presos que têm que sair para rua e trabalhar para eles. Tem que trabalhar, tem que ser criminoso. Se tu saíres, pagar tua pena, tu tens que ir para rua para ser criminoso.”
Marcola: “E o que é que os deputados fazem? Não roubam também? Roubam para car…, meu!”
Moroni: “É, isso vai ser outra coisa que tu vai ser indiciado também.”
Marcola: “Só porque deputado rouba eu vou ser indiciado?”
Moroni: “Por desacato. Disso tu vais ser indiciado.”
Marcola: “Que moral tem algum deputado para vir gritar na minha cara? Nenhuma.”
Impressionante! A lógica de Marcola é tremenda: não há diferença entre um traficante e um deputado. Ambos roubam, argumenta o criminoso. Segundo a filosofia do ideólogo do PCC, a democracia é o regime do vale-tudo. A dedução, absurda, tem sido confirmada pelo comportamento de muitas de nossas autoridades. Todos os sinais foram trocados. Por isso, quando a imprensa denuncia os desvios dos parlamentares, está fortalecendo o Congresso e defendendo a democracia. Os homens de bem, os deputados corretos, certamente ficarão do lado da luz. Do lado dos que defendem o vitória da ética e da verdade.
Fonte: Millenium