iG
iBest BrTurbo

26/10/2009 - 16:48

Complô comunista latente contra a Colômbia

Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 26 Outubro 2009

O crucial do assunto é que os esquerdistas do mundo se unem para depor as democracias e para tirar do caminho todos os que se opõem a seus desígnios totalitários, enquanto que, como analisou insistentemente Jean François Revel, os democratas legítimos, os defensores da liberdade individual e da riqueza a serviço do homem, posam de indiferentes ante o destino de suas sociedades porque crêem que a institucionalidade e as boas maneiras resolvem tudo.

Basta examinar os últimos acontecimentos relacionados com o complexo conflito que assedia a Colômbia, a agitação internacional dos esbirros de Fidel Castro no continente e as palhaçadas dos que pretendem depor a institucionalidade na Colômbia, para concluir que o descoberto nos computadores de Raúl Reyes continua vivinho e ainda não acabou, sem que a população colombiana reaja com a dignidade e a altura que demandam sua sorte e seu destino.

A transfugada e aberta intervenção ameaçadora de Lula e Chávez para que Zelaya regressasse a Honduras, corroboram que o plano geopolítico e geoestratégico brasileiro, orientado a potencializar o Brasil como o contrapeso dos Estados Unidos no continente, terminou sujeito à medíocre idéia escravagista da ditadura cubana.

Entretanto, muitos cegos daqui e de lá, não querem ver porque continuam convencidos de que Lula é um grande líder. Não intuem que as fanfarronadas de Lula pedindo explicações a Uribe pela presença de militares gringos nas bases colombianas, não são mais que os componentes de uma cortina de fumaça para distrair a atenção do desnecessário armamentismo do Brasil e da Venezuela, e uma forma a mais de buscar e promover o reconhecimento político de seus comparsas das FARC.

A punhalada lancinante de Correa nas conversações para reiniciar relações diplomáticas com a Colômbia, materializada na estulta e politizada ordem de captura contra os que dirigiram a operação para dar baixa a um terrorista, tem como objetivo desviar a atenção e evitar que a justiça equatoriana, a colombiana e a internacional julguem a ele, por ser o que é: um filho de narcotraficante com iguais ou piores manhas, um delinqüente de colarinho branco e uma vergonha para o povo equatoriano.

As compras de armamento da Venezuela para levar ao auge o sonho de Fidel Castro de ver a Colômbia nas garras do comunismo e seu peão Hugo Chávez à cabeça de uma revolução comunista na América Latina, são graves, muito graves. Todavia, o tropicalismo colombiano e a incidência dos pacifistas, dos anti-militaristas e dos que nem sequer hasteiam o pavilhão nacional nas festas pátrias, além de burlar o pagamento de impostos, fazem com que o bosque não deixe ver as árvores.

A tragicômica postulação de Piedad Córdoba para receber o Prêmio Nobel da Paz e a “surpresa” da distinção com esse prêmio ao novato presidente norte-americano Barack Obama, corroboram uma vez mais que nos reinados de beleza e nos Prêmios Nobel de Literatura e da Paz, podem mais as intrigas e os oportunistas que o talento dos nominados, ou dos nunca nominados, o que é pior. E é claro que, como disse alguém em Nova York: “Com razão deram o prêmio a Obama. Se os contendores eram como Piedad Córdoba, não havia mais o que escolher…”.

Contudo, desta tragicômica postulação resta algo bem claro que ademais tem sido reiterativo nesta coluna. A diplomacia paralela das FARC é mais forte do que a ação difusora de nossos enfadados embaixadores e cônsules, enquanto que o trabalho de sapa e espionagem dos esquerdistas, dos pacifistas e dos muçulmanos extremistas é muito forte. Aí radica a audaciosa idéia de propor Obama como Prêmio Nobel.

A crítica não é pelo que Obama seja como pessoa, senão pelos escassos feitos de seu muito curto tempo no cargo em honra da paz. O fato de lhe outorgarem um prêmio imerecido, e além disso que ele o aceite quando é sabido por todo mundo que nem o merece nem fez nada para ganhá-lo, só corroboram o cinismo, a desfaçatez de uns e outros e, ao mesmo tempo, refletem a realidade do entorno geopolítico atual onde o mal gosto é o motor da diplomacia, o terrorismo é catalogado de insurgência e a imposição da lei e da ordem em defesa das maiorias é vista como direitismo anacrônico. Incrível, porém certo.

Com razão Chávez, em uma de suas incontáveis fanfarronices de grotesca vulgaridade com investidura presidencial, teve o descaramento de propor o indígena cocalero boliviano como Prêmio Nobel da Paz porque, segundo ele, Evo o merece. E ninguém disse nada.

Enquanto isso, os camaradas do Polo Democrático continuam na luta e no oportunismo eleitoreiro no qual são experts. Quem poderia supor Petro na defesa de Uribe e contra Chávez? Ou o retrógrado esquerdista Lucho Garzón aliado a um burguês como Peñaloza? Típico folhetim dos comunistas chiques crioulos e estrangeiros acostumados a mentir e a fingir até no momento de respirar, com a anuência de um dos camaleões da rançosa oligarquia bogotana.

Ao mesmo tempo, a direção politiqueira tradicional, a das castas intocáveis, segue alheia à realidade nacional, pois só pensam em entrar no poder para desfrutar das delícias do mesmo. E são descarados. Ineptos ex-presidentes como Pastrana, Gaviria e Samper, ou incapazes ex-ministros como Pardo Rueda e Noemí Sanín, têm o descaramento de se postular como a salvação dos males que eles mesmos geraram desde seus improdutivos cargos. É ver para crer!

Assim como Fidel Castro e Chernenko intercederam ante os jurados do Nobel para impor a García Márquez, do mesmo modo os esquerdistas atuais impuseram a Obama. Em ambos os casos, com fins politiqueiros e com a intenção de ter representantes de alta credibilidade nos obscuros propósitos dos inimigos do capitalismo, da economia de mercado, da livre iniciativa. Aquilo que os comunistas chiques chamam de “capitalismo selvagem”…

O crucial do assunto é que os esquerdistas do mundo se unem para depor as democracias e para tirar do caminho todos os que se opõem a seus desígnios totalitários, enquanto que, como analisou insistentemente Jean François Revel, os democratas legítimos, os defensores da liberdade individual e da riqueza a serviço do homem, posam de indiferentes ante o destino de suas sociedades porque crêem que a institucionalidade e as boas maneiras resolvem tudo.

Tal é o caso da Colômbia com o delinqüente de colarinho branco que dirige o país vizinho desde o Palácio Carondelet. Descarado, cínico, mentiroso e astucioso, Rafael Correa, a quem o bobo da corte juiz de Sucumbios deveria processar por ser amigo dos terroristas, agride a Colômbia e ao presidente Uribe cada vez que lhe dá na telha. Não obstante que continuam as provas abundantes de sua aproximação com as FARC, Correa mente e nega sua relação, enquanto que militares equatorianos sem caráter e sem patriotismo se confabulam com este peãozinho de Fidel Castro em sua guerra contra a Colômbia… Porém, a chancelaria colombiana continua mansa e sem a coragem suficiente para reagir o pôr os pontos nos is.

Do mesmo modo acontece com a Venezuela. É claro que o grotesco mandatário venezuelano tem em andamento uma agressão contra a Colômbia. A única coisa que impediria essa incursão aventureira chavista seria a presença de militares dos Estados Unidos nas bases potencialmente agredidas pela Força Aérea venezuelana.

Entretanto, pululam os estúpidos funcionais que continuam convencidos de que Chávez é um revolucionário autêntico, que os Estados Unidos são culpados de todas as nossas desgraças e que a solução aos problemas são os comunistas chiques ou os chavistas ou, o que é pior, os terroristas como Cano e Jojoy, ou seus conhecidos propagandistas de oficio. É ver para crer tanta idiotice junta!

Para rematar, muitos compatriotas continuam convencidos de que o problema da guerra na Colômbia é assunto entre o Exército e os bandidos, que a sociedade é alheia ao conflito, e que a paz é um tema que os terroristas devem tratar com o presidente de turno. Tanta indiferença é a causa da sangria e da persistente presença terrorista com atos tão aberrantes como o assassinato dos edis perto de Bogotá, dos ataques terroristas no Cauca, etc., etc.

Supõe-se que os membros do alto governo conhecem a dedo o Plano Estratégico das FARC, porém duvidamos. A reiterativa loquacidade do novato ministro da Defesa, Silva Lujan, assim o demonstra. Será que assim como os juízes e magistrados ficam pequenos frente a alguns exames profundos de conhecimentos de sua área, sucederá o mesmo com o ministro Silva frente ao conhecimento do inimigo, seu plano estratégico, seus objetivos táticos e seus projetos contra a Colômbia com os governos comunistas do hemisfério?

O certo é que os sócios das FARC nos agridem diariamente sem que haja uma resposta contundente da Colômbia. Muitos colombianos se perguntam: qual será a razão para que a Procuradoria colombiana não tenha aberto processos penais por terrorismo contra Hugo Chávez, Rafael Correa, Lula da Silva e Daniel Ortega? Do mesmo modo que em todas as intricadas rotas do direito há mil razões para explicar porque sim ou porque não. O certo é que ante essa estupidez coletiva os delinqüentes e seus sócios de colarinho branco se anteciparam aos fatos e até já produziram ordens de captura.

A morte de Raúl Reyes passou de ser a baixa em combate de um terrorista para converter-se, segundo Correa e seu sinistro amigo juiz de Sucumbios, no assassinato de vários cidadãos estrangeiros e um equatoriano em território de seu país. Com esse argumento pretendem desvirtuar a realidade da aproximação de Correa com as FARC, do mesmo modo que o conto das fumigações na fronteira que afetam os camponeses; porém, a verdade é que a Correa dói na alma que seus amigos das FARC fiquem sem finanças.

O certo de todo este imbróglio é que com a Unasul, com a pressão do acordo humanitário, com as palhaçadas de Zelaya em Honduras, com as “cantinflescas” ordens de captura contra os generais colombianos, com a absurda denominação de uma colombiana de duvidosa credibilidade ao Prêmio Nobel da Paz, com o armamentismo chavista, com a dupla moral de Lula e com a latente possibilidade do acordo humanitário manipulado pelas FARC e os sócios do Foro de São Paulo, o complô contra a Colômbia está vivo e as instituições colombianas estão em risco.

Fonte: Mídia sem Máscara

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/09/2009 - 11:31

A Reforma Agrária pra Boi Dormir

Por Arlindo Montenegro

Famílias inteiras, dedicadas à terra, aplicam seu trabalho há gerações. Com o passar do tempo, o agronegócio detém mais de 40% dos postos de trabalho no País. As exportações superavitárias são devidas ao agronegócio.

Mas, para os comunistas no poder, o direito natural à propriedade privada é um “crime hediondo”. Deste modo, para levar adiante a “revolução socialista” nas Américas, os governantes inventaram leis sufocantes, constrangedoras até, para que o agronegócio venha a ser um negócio do estado e não mais privado.

Uma reforma agrária no ideário comunista é igual a fazendas coletivas controladas pelo Partido, no caso os ativistas que atuam no Ibama, Incra, Funai, Antropólogos, Conselho Indigenista Missionário, Ongs estrangeiras e nacionais, todos trabalhando para o projeto de socialização das Américas.

Um livro de Karl Mannheim, “Diagnóstico do nosso Tempo”, lançado no Brasil em 1973, descreve com precisão a estratégia dos grupos nazistas e comunistas para anular a individualidade e envolver as pessoas em células orgânicas, grupos onde as pessoas controlam umas às outras para reproduzir as palavras de ordem do partido.

É o que encontramos nas cartilhas e documentos das escolas do MST: “O parecer descritivo da performance do educando L.S.M, que estudou entre Março e Junho de 2007 na Escola Técnica do MST em Pontão, ressalta que ele “participou das lutas sociais” e sugere que o movimento incentive esse jovem a contribuir na organicidade, “pois o que mais forma é a luta”.

Para as crianças, ensinam como agir e o que observar durante as invasões. Num dos livros, assinados pelo Setor de Educação do MST, estão indicadas algumas preocupações naquele ambiente “educativo”: “Tem policiais? Onde estão os fazendeiros? Qual será a repercussão da ocupação na imprensa? Seremos despejados?

A organicidade nazi-comunista está presente na organização de ongs fanáticas do ambientalismo, nos diversos movimentos dos sem terra, sem teto, movimento indigenista, quilombolas e de todos os partidos de esquerda, envolvendo pessoas de baixa escolaridade, que recebem informação torcida, adulterada pela ideologia, por isso incapazes de censura.

Do outro lado, os entraves ambientalistas bolados pelo ministro que rebola ao som do regaee e defende a liberação da maconha, impostos altíssimos; falta de seguro agrícola; carência de infra-estrutura; fixação de índices de produtividade inatingíveis; exigências do Ibama, impedimentos à mobilidade e defesa, agricultores retidos em suas propriedades, acusações de trabalho escravo; limitação do tamanho das propriedades decretada pelo governo a pedido do MST.

Pior ainda: Ibama, Funai, Incra e outras agencias governamentais, baixam atos administrativos anticonstitucionais, publicam no Diário Oficial e pronto! Têm força de Lei com aplicação imediata. Tudo é feito na moita, na surdina, sem divulgação. São portarias, resoluções, instruções normativas elaboradas por funcionários orgânicos do PT, PC do B que estão legislando com mais poder que os parlamentares.

50 milhões de hectares, ociosos nas mãos de assentados dependentes de cesta básica, sem possibilidade de acesso às tecnologias que permitam atuar como produtores associados ao agro negócio. Milhares de ocupantes de fazendas, verdadeiros profissionais da favelas rurais de um ambulante e rico organismo sem personalidade jurídica, o MST.

O direito à propriedade está na Constituição. Os ideólogos do comunismo estão agredindo este e outros direitos, preparando o terreno para o assalto final, sob a diretiva do Foro de São Paulo. Primeiro ridicularizam a cultura grupo social e deixam o indivíduo órfão, ou vitimizado. Em seguida apresentam a cartilha da revolução.

Com nova identidade, são providenciados os escoadouros para o sentimentos de hostilidade do que mobilizar energias construtivas. É o que ensina Karl Mannheim. É assim que estão agindo os nazi-comunistas do Foro de São Paulo. Que antídoto é possível?

Só pra lembrar, o volume de recursos direcionados para a ação revolucionária do MST e tantos grupos afins, se utilizados sem a marca ideológica, teriam significado nos últimos 12 anos a modernização agrícola e a dignidade das famílias assentadas em 50 milhões de hectares improdutivos.

Modernizar a agricultura, associando-a ao agro negócio, sim. Reforma agrária é conversa pra boi dormir.

Fonte: Alerta Total

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
28/06/2009 - 07:58

Em algum lugar do passado

Por Arlindo Montenegro

Lá bem longe, no passado, há uma caixa de verdades escondida nas brumas. Um continente de realidades que exigem tratamento científico. Uma coleção de verdades distorcidas de modo brutal. Buscando respostas para as dúvidas, cometo o atrevimento de pensar que o propósito do poder é perpetuar o medo e a incerteza. E as verdades escondidas.

As ferramentas do poder são as mentes e os veículos de mídia controladores, que repetem a mesma publicidade, a mesma propaganda, de modo simplificado, para uma população de simples – ou simplórios. Reproduzem “slogans” ou palavras de ordem, sem confirmar documentos e testemunhos próximos do ambiente original, próximos da verdade.

Ninguém tem como voltar ao passado, verificar cada detalhe. Mas o que está acontecendo agora tem raízes profundas. A ciência persegue “verdades” parciais sabendo que nunca vai conhecer a verdade total.

Já os poderosos posam como conhecedores de verdades absolutas, como ditadores do caminho a seguir. Impedem o debate e camuflam as hipóteses contraditórias. Ocultam os bastidores da cena. Criam como distração o espetáculo diário da crueldade e do desastre. Medo, incerteza e perplexidade.

A história recente da luta brasileira contra os comunistas treinados em Cuba, assim como a história da mesma guerrilha cubana, deificando personalidades cruéis e sanguinárias como heróis, tem muitos cantos escuros, sombreados, apagados. Verdades, mentiras e muita ficção são entrelaçados para sustentar interesses políticos e econômicos ocultos por trás da cena.

Há um livro na praça, que não aparece entre os “10 mais vendidos”, nem mesmo é indicado por qualquer dos jornalistas críticos: ‘O VERDADEIRO CHE GUEVARA’, de Humberto Fontova, Editora “É Realizações”, 2009. Acompanha este livro, um dvd com imagens e testemunho de pessoas que atuaram na revolução cubana e no primeiro governo, antes do regime declarar-se comunista.

São ex combatentes, ex comandantes da guerrilha, profissionais liberais que atuavam na área da justiça, economia, arquitetura, todos descrevendo seus encontros com Guevara na condição de comandante militar da guerrilha, ministro da indústria, ministro da economia… e todos concordam que tratavam com um boçal, niilista, racista, preconceituoso e assassino a sangue frio.

Até o ano de 1957, Castro e seus rebeldes se declaravam anti comunistas, democratas. E muitos o eram, de fato. Firmou-se e se repete até hoje, que a virada para o comunismo se deu em razão da “ameaça ianque”. Castro, que mantinha em seu acampamento a “barraca da imprensa”, freqüentada por jornalistas americanos, sem a ajuda dos quais seria difícil tomar o poder. A National Review o mostrou dizendo: “Sou o que sou devido ao New York Times

“Pretender que a guerrilha castrista tenha vencido… com apoio de camponeses e trabalhadores é uma das fábulas acadêmicas mais difundidas e persistentes do século XX.” Na mesma linha de raciocínio, pretender que os assaltantes de bancos e homicidas alinhados a Lamarca, Marighella, Dilma e pc do b no Araguaia defendiam o país contra uma ditadura e a favor da democracia é a nossa fábula doméstica, a falsidade histórica mais difundida e entranhada no imaginário da maioria menos informada.

Outros ângulos que merecem crivo científico entre nós situam-se na “rambice” dos inocentes heróis armados em defesa de “ideais”. Atrevo-me a situar a “rambice” como traço de caráter de sociopatas, escolhidos pelos poderosos do planeta, para integrar as tais guerrilhas, mesmo aquela que vitimou o “comandante che” na Bolívia. Os exércitos regulares são tropas enviadas compulsoriamente para a matança, com desvantagens e sem “rambice”.

A ideologia e crenças, sim, essas têm sido manipuladas como excelentes ferramentas do poder, para explorar sentimentos juvenis heróicos e aventureiros. As crenças e ideologias mobilizam velhos poderosos, que não ultrapassaram a primeira infância e continuam arrotando “rambices” para deturpar verdades históricas.

O diálogo livre pode abrir caminhos para terceiras conclusões. Hipóteses, as mais variadas, podem conduzir a terrenos mais humanos e amadurecidos. Terrenos onde as mentiras sejam substituídas por fatos mais próximos das verdades que estão retidas em algum lugar do passado. Verdades que estão no fundo de um poço que não tem fundo.

Enquanto a mídia oficial impedir o diálogo, vamos anotando as decisões dos notáveis sobre “crise financeira”, “pac”, “CPIs”, “maconha e cocaína”, “ciência alarmista”, “fobias”, “roubalheira”, “fraudes”, “retrocesso educacional”, “preconceitos e intolerância”, “racismo”… lembrando sempre as bundas, cachaça e futebol. E o humor essencial, melhor que o rancor oficial.

Fonte: Alerta Total

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
17/06/2009 - 10:27

Os heróis do Frei

Rodrigo Constantino16/06/2009

Rodrigo Constantino

“É sumamente melancólico – porém não irrealista – admitir-se que no albor dos anos 60 este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: ‘anos de chumbo’ ou ‘rios de sangue’…” (Roberto Campos)

Em artigo publicado hoje (16/06/09) em O GLOBO, Frei Betto tenta reescrever a História da esquerda atualmente no poder. Usando o recurso da “vitimização”, ele fala dos horrores da ditadura militar, como se aqueles grupos terroristas de esquerda realmente lutassem pela democracia. Frei Betto enaltece figuras como Carlos Marighella, Franklin Martins e Dilma Rousseff, guerrilheiros com fichas criminais bastante extensas.

Não obstante o fato de que os fins não justificam os meios (seqüestros, assaltos e ataques terroristas devem ser sempre condenados, independente da causa usada para justificá-los), devemos questionar quais fins esses comunistas almejavam. Afinal, Frei Betto, que também foi guerrilheiro, acha que os brasileiros devem a redemocratização a estas pessoas, enquanto elas, na verdade, lutavam para implantar no país um regime como o cubano, que até hoje é admirado por muitos deles.

E se tem uma coisa que não existe nem de perto em Cuba, essa coisa é justamente a democracia. Como disse Roberto Campos, “comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio”. Os admiradores do ditador Fidel Castro não defendiam democracia alguma; muito pelo contrário. Fernando Gabeira, um desses guerrilheiros na época, chegou a confessar: “Estávamos lutando para substituir um sistema totalitário por outro sistema totalitário”.

Vamos abrir todos os documentos da época da ditadura sim. Inclusive aqueles que mostram a verdadeira face desses que agora posam de paladinos da democracia, mas que sempre reverenciaram os regimes mais ditatoriais e nefastos que o mundo já viu.

Fonte: Millenium

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
10/06/2009 - 12:38

A esquerda imbecil.

Um dos comentários mais freqüentes no blog da Petrobras sugere que a estatal deixe de anunciar na grande imprensa, impondo uma retaliação econômica contra os veículos de comunicação que estão denunciando as falcatruas e maracutaias em que ela está envolvida, segundo provas apresentadas pelo TCU e pelo Ministério Público Federal. Nada mais estúpido e imbecil, um raciocínio típico de uma esquerda raivosa e irracional que, se pudesse, invadiria as redações com os seus megafones e cabos de bandeira para determinar o fim da liberdade de imprensa. Se a imprensa fosse tão idiota quanto a esquerda brasileira, declararia em seus editoriais que a recíproca é verdadeira e que não mais publicarão uma só linha sobre a Petrobras. O que ocorreria? A Petrobras, como empresa que tem o dever de prestar esclarecimentos à opinião pública, por ser estatal e de capital aberto, teria que expandir os seus gastos em publicidade, justamente junto aos grandes veículos, para dar as informações que normalmente recebe gratuitamente, na forma de cobertura jornalística. Aliás, uma excelente cobertura que é fruto de um trabalho profissional, que era muito bem feito pelas centenas de jornalistas e pela meia dúzia de grandes assessorias de imprensa que a estatal mantêm na sua folha de pagamento e que, hoje, graças ao aparelhamento político que tomou conta da empresa, estão mergulhados na produção de um bloguezinho hospedado na Wordpress, para o deleite dos 20.000 militantes pagos pelo petismo para aplaudir este tipo de atitude besta. O que estamos lendo e assistindo, neste momento, é a maior empresa do Brasil, orgulho da nação e da pátria, inteiramente dominada pela corrupção de um grupelho que teme responder pelos seus atos insanos a uma investigação pública, democrática e republicana, para mergulhar nas piores práticas dos regimes totalitários. Até poucos dias atrás, seria impossível ver a Petrobras agindo como a PDVSA. Hoje, graças a uma esquerda imbecil e corrupta, é exatamente o que está acontecendo.

Fonte: Coturno Noturno

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
20/05/2009 - 10:49

Catolicismo de aparências. . .

É com enorme surpresa que recebo várias cartas de alguns católicos furiosos, a respeito de meu artigo, “Os focolarinos e sua economia de ‘comunhão’ comunista”, no site Mídia Sem Máscara. De fato, tento encontrar explicações para tamanho furor, já que até o dado momento, ninguém me deu um argumento convincente para que eu mudasse de idéias, a respeito das incoerências intelectuais do movimento focolarino. A grande maioria, curiosamente, usou do argumento da autoridade, para querer rebater meus argumentos. Ou, na pior das hipóteses, duvidaram da minha honestidade sobre o assunto.
Catalogarei alguns comentários e serei o mais sintético possível. Um certo Sr. Serafim me responde da seguinte forma, direcionando o seu recado ao editor do MSM: “Prezado Editor Edson Camargo, Escrevo para lamentar o artigo “Os focolarinos e sua economia de comunhão comunista”, de Leonardo Bruno. Estudo a Economia de Comunhão há 10 anos e fiquei surpreso com a virulência, desrespeito e preconceito discorridos pelo autor”. Curiosa argumentação, já que o sr. Serafim não especifica esses preconceitos, usando seus argumentos de maneira genérica e evasiva. Da minha parte, não houve desrespeito algum, mas tão somente uma descrição dos fatos que eu li, da parte do próprio movimento focolarino. Se o Focolares não consegue responder pelo que escreve, aí é outra questão. Por outro lado, o Sr. Serafim não justifica a idéia focolarina; busca o pressuposto de uma autoridade para justificar o seu pensamento. Ele diz: “Por fim, se a proposta econômica fosse tão tola, como afirma o autor, um dos mais respeitados economistas italianos – Stefano Zamagni – não se interessaria por ela, e nem o Parlamento Europeu pediria para que Chiara Lubich se pronunciasse a respeito da Economia de Comunhão, como aconteceu em 1999”. Ora, se buscarmos a autoridade de uma idéia apenas no reconhecimento de uma entidade ou de um economista, o movimento socialista, que tem o controle de uma boa parte das universidades e escolas de nosso país, elegeria Cuba, Ex-União Soviética e China como o cúmulo do modelo sacrossanto de “economia de comunhão”, sem que ninguém se escandalize com isso (salvo eu, claro, os articulistas do MSM e alguns outros conservadores sensatos). E a União Européia, que é um antro de sociais-democratas, não é a entidade apropriada para se falar de economia. Chiara Lubich e União Européia estão juntas nos ideais. A burocracia mundial é o sonho delas.
Por outro lado, um Sr. chamado Galeno veio me ensinar história, ainda que de forma inapropriada. Ele diz: “No seu infeliz exemplo (os países anglo-saxões), o sr. não falou o essencial: Os países anglo-saxões ficaram ”ricos” devido também aos roubos a países católicos que dominavam os mares na época, e que eram as potências (Espanha, Portugal, Itália,…) do mundo. Será que o sr. se esqueceu que foram os calvinistas que invadiam territórios portugueses e espanhóis?”. Sua argumentação é de uma particular vitimização histórica dos países católicos e, portanto, incorreta. Países como Eua, por exemplo, não ficaram ricos por conta dos saques dos países católicos. E por mais que a Inglaterra usasse do expediente nem um pouco honesto da pirataria, nem isso foi o fator determinante que fez desta nação uma potência rica. Foi o investimento de capitais no comércio e na indústria é que fizeram da nação inglesa a mais rica da Terra. Isso porque não sei de onde o nosso amigo tirou a idéia de que a Itália fosse potência de alguma coisa! A Itália dos séculos XIV, XV e XVI nem existia como país e era um aglomerado de feudos, cidades, repúblicas e principados que guerreavam entre si e que estavam em franca decadência econômica no século XVII. Os calvinistas, com todos os pecados teológicos visíveis na sua doutrina, em países como Eua e Inglaterra, escolheram o caminho certo dos valores democráticos e parlamentaristas. As sociedades católicas acabaram sufocadas pelo absolutismo monárquico e pela burocracia patrimonalista e parasitária, sustando o seu desenvolvimento comercial e mesmo político, já que as cortes e parlamentos perderam força nestes países. Isso responde, com muito mais propriedade, a pobreza de alguns países católicos e a riqueza de alguns países protestantes. Espanha e Portugal não entraram e decadência por conta da pirataria inglesa. Os fatores de sua miséria foram intrínsecos.
Por outro lado, o Sr. Galeno comete outros erros históricos graves: “Será que o sr. se esquece que o tirano Henrique VIII na inglaterra tomou na marra mosteiros e Igrejas (a mesma coisa aconteceu na Alemanha com o imbecil do Lutero) só porque o Santo Papa, na época, se negou a dar-lhe o divórcio? Será que o sr. não sabe que os huguenotes roubavam e invadia terras da Espanha e Portugal?”. Primeiramente, a Inglaterra era assustadoramente pobre até a segunda metade do século XVIII. Com certeza não foi o roubo de Henrique VIII que tornou a Inglaterra mais rica. Pelo contrário, a sociedade inglesa empobreceu absurdamente, uma vez que os serviços da Igreja, que atendiam os pobres e mendigos, foram extintos. Quem ficou rico foi o Estado inglês, que confiscou os bens eclesiásticos. Por outro lado, ainda não entendi qual a relação entre a riqueza protestante e a rebelião luterana na Alemanha? O luteranismo não fortaleceu o capitalismo, tal como se diz por aí e, e sim o feudalismo alemão, já que os príncipes protestantes se outorgaram na autoridade de nomear sua própria Igreja, acabando de vez com a unidade do Sacro Império Romano-Germânico. Por outro lado, a Reforma causou uma guerra civil feroz entre os príncipes alemães e cem anos depois, no século XVII, a Alemanha foi palco da guerra dos trinta anos, dizimando várias cidades e povoados, pilhadas tanto por tropas católicas e protestantes. Enfim, eu não me esqueci de nada, ao contrário do Sr. Galeno!
Se não bastasse esse jogo de aparências, de argumentos falaciosos, eis que recebo, também, a indicação de um Sr. chamado Munir Cury, homem que, pelas credenciais, dá o aval de sua importância pomposa e inútil. Identifica-se como Procurador de Justiça e fala de todas as premiações de sua vida (como se isso fosse importante para o debate!). Ninguém queria contratá-lo, porém, mesmo assim ele expôs seu Curriculum Vitae no MSM. E ele me critica no chamado conceito do “bem comum”, ao qual descrevi em meu artigo. Assim ele afirma: “Refiro-me inicialmente à sua abordagem superficial e lacunosa em relação ao bem comum, instituto jurídico que vem sendo analisado desde São Tomás de Aquino, passando por renomados juristas, desde Marrés, Desrosiers e Vermeersch, feliz e sabiamente sintetizado pelo inesquecível Papa João XXIII na sua conhecida encíclica “Mater et Magistra”, nos seguintes termos, “in verbis”: o bem comum “abarca todo um conjunto de condições sociais que permitem aos cidadãos atingir a sua perfeição com maior plenitude e facilidade. (…) Mencionei as referidas autoridades na matéria, exatamente em razão da vazia erudição da sua abordagem a qual não só desinforma o leitor, mas e sobretudo, desloca o foco e provoca equivoco na sua mente”. Aí eu pergunto ao genérico e pedante jurisconsulto: que condições sociais são essas? É curioso que um sujeito que se diz católico reduza a discussão do bem comum a um termo de “condição social” e não a uma seara de princípios éticos, morais e naturalísticos que definem a hierarquia de valores da sociedade política. Por outro lado, vejo uma profunda falta de humildade e ressentimento no discurso presunçoso. Todavia, o Sr. Munir acha que damos a mesma importância aos diplomas dele, tal como ele próprio. Um caso curioso de bacharelismo rasteiro. Entretanto, como dizia a frase que eu ouvia na academia: quanto maior o anel, mais burro é o bacharel. A razão da autoridade é algo que não me assusta.
Mas o Sr. Procurador não se deixa de rogado. Ele diz: “E o dever do jornalista parece-me ser outro, aliás, muito diverso! De outra parte, é no mínimo preocupante o seu sectarismo radical quanto à trilogia proclamada pela Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade, e se as duas primeiras você as reverbera com argumentos frágeis, quanto à fraternidade demonstra total desconhecimento histórico, político, jurídico e humanista”.
Trilogia proclamada por quem, cara pálida? Argumentos frágeis é o do Sr. Procurador, que parece desconhecer o histórico da “fraternidade” da revolução francesa: a fraternidade dos maçons fanáticos que cortam cabeças de nobres, clérigos e católicos, em nome “igualdade” totalitária e socialista. E a “liberdade”do bonapartismo implantando militarismo em tudo e destruindo literalmente a liberdade. E, convenhamos, Sr. Procurador, papinho de humanista o que? O seu “humanismo”, com certeza, não é católico. É o humanismo laicista que domina uma boa parte do linguajar curiosamente socialista dos Focolarinos. O humanismo, que na prática, é ateu e colabora muito bem com os inimigos da Igreja.
Todavia, o Procurador tem o vício típico daqueles fazedores de regras característicos dos nossos positivistas de plantão. Basta um decreto embelezado para resolver todos os nossos problemas. Ele diz: “Digo isto porque, na condição de advogado que é, deveria ter ao menos conhecimento da forte corrente doutrinária mundial que vem se afirmando em inúmeros países, desde o primeiro mundo aos emergentes (como é o caso do Brasil), aplicando a fraternidade como princípio jurídico fundamental”. Sr. Procurador, quem adora modismos bonitinhos é V.sa. Sinceramente, uma fraternidade garantida por decreto não é verdadeira fraternidade. Com todo o respeito, isso é coisa de jurista imbecil! Ninguém é irmão de alguém por decreto governamental, salvo nas cabecinhas infestadas de ideologia de engenharia social.
Por outro lado, o Sr. Procurador se acha o mais avançado porque se entrosa com discurso da moda: “Em suma, a sua abordagem, falha, peca e ignora o que existe de mais moderno no Brasil e no mundo”. Em suma, é o mesmo argumento de vender um peixe ideológico ao passá-lo por “progressista”. A justificativa do Sr. Procurador é, no mínimo, ridícula. E ele ainda reitera: “O mesmo se diga – desinformação e desatualização – quanto à comunhão e mesmo dos grandes progressos alusivos ao ecumenismo”.Lamento, caro colega: não compartilho do “ecumenismo” que destrói a Igreja como Verdade e a transforma num gosto como outro qualquer, tal como macumba de encruzilhada, Santo Daime ou horóscopo de I Ching. Isso é catolicismo de focolarino, que vai ao FSM, assina uma carta globalista da ONU e ainda prega economia de “comunhão”, que é mera reprodução messiânica de socialismo. E acrescento mais, sr. procurador: seu “progressismo” não passa de uma notória besteira iluminista, que desprezo com profundo prazer!
Antes que historiadores toscos e juristas pedantes e tolos apareçam para destilar autoridade que não possuem aqui, faço os seguintes desafios ao Srs. Serafim, Galeno e Munir: por que uma associação católica participaria em um movimento proto-comunista do Fórum Social Mundial? Por que o movimento focolarino, em seu site, defende o domínio mundial da ONU e a destruição da soberania dos povos, inclusive, adulterando o sentido do princípio da subsidiaridade da Igreja, afirmando, categoricamente, que os Estados nacionais serão subsidiários da própria ONU?! Inclusive, neste mesmo congresso globalista, os focolarinos usam os slogans da Revolução Francesa, liberdade, igualdade e fraternidade, a despeito das perseguições religiosas que a Santa Madre Igreja sofreu com os revolucionários franceses. Por que o movimento Focolares assinou um documento que “urge reforçar a ONU” e, ainda, no sentido de “tornar-se uma autoridade mundial”? Gostaria de ver essa força contra os inimigos da Igreja Católica. Com o devido acatamento aos senhores aborrecidos, esse catolicismo focolarino é só mera aparência. . .
http://www.focolare.org/page.php?codcat2=1216&codcat1=278&lingua=PT&titolo=os%20caminhos%20do%20di%C3%A1logo&tipo=declara%C3%A7%C3%A3o%20pela%20paz

Está na página dos focolares. Gostaria, desde já, que os focolarinos se retratassem e explicassem o que significam essas idéias. . .

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/05/2009 - 17:15

William Waack e a Intentona Comunista portuguesa

É uma pena que William Waack não saiba disso. Ou não deixam que saiba, pois os meios de comunicação do Brasil, dependentes de verba publicitária oficial, não conseguem sobreviver sem fazer afagos aos atuais donos do poder, especialmente a Franklin Martins, antigo terrorista do MR-8, mentor do seqüestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, e atual ministro da propaganda do governo Lula.

No dia 25 de abril, sábado, o repórter da TV Globo William Waack abordou, no Jornal Nacional, os 35 anos da Revolução dos Cravos, que, segundo ele, teria dado início à redemocratização de Portugal. Nada mais incorreto. O que é de se lamentar, tratando-se de William Waack, um jornalista sério, autor de Os Kamaradas (Cia das Letras, SP, 1993), a obra mais completa já escrita sobre a Intentona Comunista, ocorrida no Brasil em 1935.

Após o longo governo do ditador Antônio Salazar, iniciado em 1926, ocorreu, em 25 de abril de 1974, o golpe contra Marcelo Caetano, elaborado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais jovens, principalmente capitães que tinham participado das guerras coloniais, com princípio anarcossocialista, de tendência esquerdista radical. A multidão foi à rua para aplaudir o golpe, colocando cravos nos canos dos fuzis dos soldados – daí o nome “Revolução dos Cravos”.

Após o golpe na Terrinha, esquerdistas do mundo inteiro acorreram a Portugal, especialmente vindos da América Latina, em busca de mais uma utopia socialista. Assim como José Serra “refugiou-se” no Chile do socialista Salvador Allende, após a Contra-Revolução brasileira de 1964, Márcio Moreira Alves, o “Marcito” do famoso discurso de 1968 na Câmara, foi um dos muitos brasileiros que se aliaram às hostes dos comunas portugueses.

Foi em Lisboa que Moreira Alves, falecido recentemente, escreveu o livro O Despertar da Revolução Brasileira (Seara Nova, Lisboa, 1974). No livro, diz Moreira Alves: “O protesto [discurso na Câmara] que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar” (pg. 50). Para “Marcito”, foi um alívio ver a saída de Jango, pois “achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto… Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos… e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras” (pg. 51 e 52). Moreira Alves foi também o criador da expressão “ditabranda”, por não considerar como sendo uma verdadeira “ditadura” o período do governo dos militares que antecedeu o AI-5. Recentemente, a Folha de S. Paulo utilizou essa expressão em um editorial, o que rendeu protestos veementes dos esquerdistas herbívoros e carnívoros de plantão, a exemplo da libélula (*) uspiana Maria Victoria Benevides.

Nos 18 meses que se seguiram ao golpe português, cujos líderes se dividiam em facções concorrentes – conservadora, moderada e marxista -, Portugal viveu um grande tumulto. Seis governos provisórios se sucederam, foram tentados golpes e contragolpes, houve greves, tomada de fábricas, fazendas e meios de comunicações.

Havia a ameaça de uma guerra civil entre o Norte conservador e o Sul radical. Parecia a repetição da Rússia de 1917, com Caetano como Nicolau II e o ministro Mário Soares como Kerenski.

Porém, o Lênin da verdadeira revolução democrática portuguesa foi o pacato coronel Antônio Ramalho Eanes, que, ao invés de lançar Portugal numa ditadura marxista, no dia 25 de novembro de 1975 subjugou os radicais de esquerda nas Forças Armadas e garantiu a democracia em Portugal.

É uma pena que William Waack não saiba disso. Ou não deixam que saiba, pois os meios de comunicação do Brasil, dependentes de verba publicitária oficial, não conseguem sobreviver sem fazer afagos aos atuais donos do poder, especialmente a Franklin Martins, antigo terrorista do MR-8, mentor do seqüestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, e atual ministro da propaganda do governo Lula. “Isto é uma vergonha” – como diria aquele apresentador expulso da TV Record, por fazer sistemática crítica aos petistas.

_________________________

(*) Libélula – Neologismo que criei, deriva-se de Libelu – Tendência Liberdade e Luta, grupo estudantil-lambertista, que atuava na USP (Pierre Lambert foi um dos ideólogos da IV Internacional – Trotskista). O ministro da Fazenda do Governo Lula da Silva, Antônio Palocci, foi um de seus integrantes. A USP foi fundada em 1934, no Governo Armando Sales de Oliveira, e nesta, a Faculdade de Filosofia e Letras, que se tornaria, com Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni numa das matrizes de difusão do Marxismo.

Félix Maier é militar da reserva e ensaísta, autor do livro Egito – Uma viagem ao berço de nossa civilização, Thesaurus, Brasília, 1995.

Fonte: Mídia sem Máscara

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/05/2009 - 06:43

Fala outro estudante da USP

Reinaldo,
Sou estudante da USP, e logo da FFLCH, um dos maiores antros do esquerdismo, onde é possível encontrar mais vermelhinhos barbudos e fedidos do que em Cuba… Ultimamente anda acontecendo na USP algo bizarro até para os padrões de lá. Um tal de Brandão, ex-presidente do SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP) foi demitido após ser condenado em um dos inúmeros processos aos quais respondia. Isto foi motivo para despertar a ira dos “engajados” de plantão, que se reuniram, e numa daquelas assembléias que reúnem 50 pessoas, decidiram fazer greve – até que o tal Brandão fosse readmitido.

É lógico que ninguém deu bola para eles, todos continuaram trabalhando. Marcaram mais duas assembléias, sempre com indicativo de greve. Numa delas o tal Brandão estava ao microfone, mesmo não sendo mais funcionário. Acredita que decidiram por greve sem ter uma pauta e sem avisar? Então os funcionários continuaram trabalhando e a USP não deixou de existir sem o tal Brandão (nem sei qual era seu cargo, só o conheço pela gritaria nos caminhões). Então resolveram colocar algumas reivindicações, como salário, fim da repressão (?) no campus etc, etc, etc para ver se o pessoal aderia… e tiraram dos cartazes o pedido de readmissão do barbudo… Mesmo assim, ainda é possível ver em alguns locais da USP cartazes com uma ameaça dos sindicatos, com uma foto do tal Brandão e os seguintes dizeres: “Mexeu com um, mexeu com todos! Pela readmissão imediata do companheiro Brandão!”.

Parece que “remarcaram” o início da greve para 05 de maio, talvez agora consigam algo, pois para muitos seria um jeito de prolongar as férias… Estou na USP desde 2000, fiz a graduação, licenciatura, estou terminando minha segunda pós e não me lembro de passar mais de um ano sem greve. Agora imagina só como vai ficar a situação em 2010, caso o Serra continue em primeiro lugar nas pesquisas…
Anônimo por motivos evidentes…

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
14/04/2009 - 10:55

Uma família exemplar

Por Arlindo Montenegro

Um advogado, viúvo, membro do Partido Comunista da Bulgária, chegou ao Brasil em 1930. Para um comunista de nível superior abandonar a Europa, em plena efervescência revolucionária, pode-se inferir que cumpria uma “tarefa” do Partido da Internacional Comunista.

O Partido Comunista no Brasil era jovem, recém filiado ao organismo Internacional, que enviou para os trópicos inúmeros “agentes”, com a missão de informar Moscou sobre o cumprimento das rígidas, pétreas condições de atuação dos novos militantes comunistas crioulos.

Dentre as diretrizes impostas para ser um comunista internacionalista, estava escrito: defender sem reservas “todas as repúblicas soviéticas” e posicionar-se claramente contra “reformas políticas burguesas” pois a legalidade burguesa não merecia confiança. Outras normas indicavam o trabalho “sistemático e perseverante” entre as tropas (militares), a necessária agitação “racional” entre os camponeses, nos sindicatos, cooperativas e outras organizações das massas operárias.

Uma das 21 recomendações exigidas se destaca: “criar, em toda parte, um organismo clandestino paralelo à organização legal”. E outra: renunciar e denunciar o patriotismo e o pacifismo, considerados hipocrisia e falsidade. Hoje é fácil entender o PT legal e o Foro de São Paulo (clandestino) escondido da opinião publicada. A parte obscura comanda, a parte que aparenta legalidade executa as “palavras de ordem”.

Os sindicatos, cooperativas, organizações de massa, grupos confusos como o MST e outras “ongs” atuam como “vanguardas” políticas e militares mantendo a “agitação racional”. Tudo para cumprir os objetivos táticos da estratégia do comunismo internacional. Por ser internacional, sem pátria, desprezando os anseios pacifistas, justificam-se os passos de destruição sistemática das instituições (Constituição, Poder Legislativo, Poder Executivo, Forças Armadas) adotados pelo Partido que comanda o Poder Executivo.

O Brasil está sob o comando do mais cruel, do mais guerreiro e assassino movimento político internacional, globalizado, sem bandeira, que sempre contou com recursos financeiros ilimitados, espalhando guerras civis, esmagando culturas nacionais e concentrando cada dia mais o produto do trabalho e riqueza das nações nas mãos de uns poucos potentados globais.

Voltando à vaca fria, aquele Advogado que veio da Bulgária, casou com uma mineira. Trabalhou para a Mannesman, construiu casas, gostava de jogar, fumava muito e apreciava as mesas fartas. Sua filha foi bem educada para ser uma boa comunista, no lar ateu. Como secundarista já estudava marxismo. Casou somente no civil com um companheiro também comunista.

Aderiu à luta armada. Teve aulas sobre “armamentos, tiro ao alvo, explosivos e enfrentamentos com a polícia” e dedicou a vida à organização dos “focos de guerrilha” para implantar a guerra civil e facilitar a tomada do poder pelos comunistas no Brasil. Guardava embaixo da cama um monte de armas e bombas. Militou nos mais agressivos e sanguinários grupos terroristas combatidos durante cinco anos pelos governos militares. A moça formou-se como notável dirigente comunista. Esteve presa, sofreu torturas e entregou alguns “companheiros”. Foi solta pelos “ditadores”, entrou para o PDT de Leonel Brizola e depois para o PT.

Dona Dilma apareceu lendo uma epístola numa missa católica oficiada por um padre estelar. Para uma militante comunista com sua formação é mangação com a fé cristã! É genuína hipocrisia! É passar diploma de jegue, besta de carga, pra todos os que prezam a fé cristã.

Agora estão dizendo que a ministra Dilma vai aproximar-se dos “movimentos sociais” camponeses, liderados pelo MST (legalmente inexistente) que recebe dinheiro dos cofres públicos através de ongs legalizadas mas que não prestam contas. É querer tapar o sol com a peneira dizer que existe conflito entre a ministra e os que espalham o terrorismo no campo. Afinal é centenária a orientação do comunismo internacional: a agitação “racional”, isto é controlada, entre os camponeses.

A história mascarada do Brasil, omite as origens da desordem fabricada para facilitar a “socialização” (termo light para implantação do comunismo totalitário de um só partido) que se alastra pela América Latina. Os “caras” dos ministérios e a companheira Dilma, estão cumprindo direitinho as ordens dos financiadores e estrategistas construtores da globalização capimunista.

Os recursos produzidos pelo trabalho humano em todos os quadrantes da terra estão agora mais centralizados do que nunca. Implantam-se as bases do governo total mundial, onde a segurança e bem estar será privilégio dos que forem acolhidos como legisladores, juízes e executivos do poder central global. O resto que fique à mercê dos narcotraficantes, sem tempo de protestar, agir ou organizar-se contra a bandidagem governante.

Assim se prenuncia a negação da pátria, dos costumes, das tradições, das culturas nacionais, da soberania sobre o território. Se prenuncia a eliminação da família, das religiões, da propriedade privada. Bem no roteiro da escravidão desejada pelo programa do Comunismo Internacional há mais de um século.

Dona Dilma está no comando. Acompanham-na os mesmos estudantes, operários, militares que foram enrolados nas guerrilhas. Acompanham-na os mesmos desinformados, desesperados, inocentes úteis que recebem diariamente a ração da droga do marxismo a que servem como nova religião. Uma religião de fanáticos que desprezam o saber, que desprezam a nação, que desprezam a si mesmos.

E nós, os idealistas, românticos, democratas, cristãos tradicionais, conservadores, piedosos, caridosos, perdoadores, amantes da verdade e da liberdade…”tamos ferrados” e designados para o eito mais duro, ou a morte numa prisão política!

(Quem desejar mais detalhes sobre a trajetória de dona Dilma, é recomendada a leitura da Revista Piauí, edição 31, de 9 de Abril/09)

Fonte: Alerta Total

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
08/04/2009 - 16:45

A “comunhão com o demônio”

Quando eu estava no Fórum Social Mundial, aqui em Belém, um cidadão me repassou um folhetim de um movimento católico conhecido como Focolares. Não ficaria surpreso, já que uma parte da Igreja Católica é aliada de seus inimigos e prima pela sua ruína doutrinária e institucional, com a Teologia da Libertação. No entanto, o que me chamou a atenção no folhetim foi o projeto “econômico” deles. Eu coloco entre aspas, porque o projeto parece ter saído de algum compêndio de economia soviética. Como é típico da linguagem atual de alguns movimentos da Igreja, as expressões são adocicadas, floreadas, ocas, para camuflar toda sorte de engodos. A pérola do movimento focolarino, como de sua criadora, Chiara Lubich, é a “economia de comunhão”. Mas que diabos seria isso? “Economia de comunhão” tem o mesmo sentido prático de“economia solidária” ou qualquer coisa do mesmo nível, ou seja, absolutamente nada. Ou melhor, é vulgata socialista, só que por outros métodos de retórica e prática.
Leio no panfleto: “a lição parece ser a de que a competição não pode ser a única relação mediadora entre os homens. . .”. Aí me pergunto, desde quando a competição é a única relação existente entre os homens? O resto preconiza a divisão igualitária dos lucros, dos ganhos, dos salários, como se a administração de uma empresa fosse algum milagre de abundância coletivista e não uma realocação individualizada de recursos em vários de seus setores, regulados por uma perspectiva de preços de mercado. O texto ainda diz: “a economia de comunhão está focada na força da cultura de partilha” (grifo meu). Tudo seria simples e belo se as pessoas não poupassem e dividissem tudo aquilo que acumulam. Se a tradição da Igreja Católica não seguisse o raciocínio dos monges beneditinos ou dos escolásticos espanhóis e sim o de Dona Chiara Lubich, literalmente não teríamos desenvolvimento capitalista. Seriamos uma miséria socialista sem acumulação de capital.
Chamou-me mais atenção sobre a visão negativa do lucro. Os focolarinos, tal como os marxistas, acreditam que o lucro é uma forma indireta de apropriação. Daí a dizer que os lucros devem ser “compartilhados”. Dona Lubich solta essa pérola da ignorância econômica: “Aqui deveriam nascer indústrias, empresas cujos lucros seriam colocados livremente em comum com o mesmo objetivo da comunidade cristã: antes de tudo para ajudar aqueles que estão necessitados, oferecer a eles trabalho, fazer com que não exista nenhum indigente. Além disso, os lucros servirão também para desenvolver a empresa e as estruturas da cidadezinha, para que se possa formar homens novos: sem homens novos não se faz uma sociedade nova”. Em outras palavras, o movimento Focolarino é comunista, só que com outro rótulo: comunhão!
Analisemos melhor a frase da fundadora deste movimento católico: ela crê que o lucro não tem utilidade para os pobres. Demonstra ignorar que novos empregos só são criados justamente porque as empresas lucram. Mas Dona Lubich não parece se importar muito com a eficiência de recursos: ela quer formar“homens novos”, dentro de uma gnose revolucionária herética para qualquer católico. É pior, usa expressões que são típicas dos movimentos revolucionários de esquerda, para fazer valer seus projetos. Lubich fala de uma nova teoria econômica e uma nova práxis! Porém, Chiara Lubich nos dá uma dica dessa práxis: o utópico projeto da cidadezinha de Loppiano, na Itália, cidade fundada por ela em que os focolarinos teriam bens comuns entre si, com a abolição da propriedade e mesmo da posse dos próprios salários.Na verdade, a própria Chiara tinha raízes na esquerda, já que sua família estava ligada ao movimento socialista. Uma frase revela a dubiedade de seu pensamento: “os valores que tornaram atraente o marxismo (como a solidariedade, a justiça social e a igualdade) não devem morrer, mas devem ser refundados nas suas origens evangélicas”. Há, por trás de toda uma linguagem pseudo-cristã, uma readaptação de toda a engenharia social marxista, ainda que sob a pecha de “comunhão”. Desde que os Atos dos Apóstolos foram descritos nos Evangelhos, há segmentos que caem na tentação revolucionária de moldar a sociedade dentro de ditatoriais padrões coletivistas. Não é por acaso que a Teologia da Libertação admire todos os regimes totalitários marxistas vigentes. A história não nega: todos os padrões utópicos de coletivismo são, por sua natureza, tirânicos. Em nome de propor uma alternativa ao socialismo e ao capitalismo, o movimento Focolares nos oferece simplesmente um comunismo religioso, bem ao gosto dos gnósticos valdenses da Idade Média ou dos rebeldes protestantes milenaristas da época da Reforma. Chiara Lubich é o novo Pedro Valdo da Itália. A Teologia da Libertação é a virulência fanática e apocalíptica de Thomas Müntzer. Todos eles se acham portadores do reino de Deus na Terra.
A doutrina católica é clara em reconhecer a esfera plural da sociedade, que compreende tanto os indivíduos como as instituições. O individuo é um ser autônomo, ainda que ligado por vínculos de necessidade e voluntariedade a outros indivíduos, no sentido do bem comum. Porém, essa busca do “bem comum” não nega a natureza particular do homem, que por sua essência, não é comum. Seus direitos naturais elementares estão acima de qualquer estrutura ou organização social. O bem comum não compreende a comunhão de bens e sim a comunhão de valores orientadores do convívio social. A propriedade privada é direito natural e nenhuma sociedade pode modificá-la. A destinação universal dos bens apregoada pela Igreja diz respeito ao direito dos homens de se apropriarem dos recursos da natureza, para seu uso particular, justamente porque eles não pertencem a ninguém. Se entendermos de forma definitiva o “bem comum”, dentro da perspectiva católica, é basicamente o Direito Divino e o Direito Natural. O primeiro, como princípio ordenador do universo e o segundo, como elemento ordenador das coisas, tais como elas são. O comunismo como modelo político não somente dilui o individuo na tirania da coletividade, como destrói as instituições e hierarquias valorativas necessárias que coordenam a sociedade.
O socialismo rasteiro de Chiara Lubich não se limita apenas uma visão coletivista de sociedade. Ela mesma prega uma nova ordem mundial, calcada numa “unidade” entre nações e povos. Só que o Focolares delega esse poder de unidade à ONU, acima das autonomias nacionais. Um documento focolarino, extraído de um congresso chamado “Dialogando pela paz – experiências de liberdade, igualdade, fraternidade”, de 2004, assim o relata:
“Urge reforçar a ONU e relançar o espírito da sua Carta, fundamentada na cooperação e não na competição entre os Estados. Essa alimenta a vontade construtiva, a confiança no outro, a fidelidade aos compromissos assumidos, colaboração entre partes iguais e reciprocamente responsáveis. Tal reforço deverá ser produzido através da concessão à ONU, por parte dos Estados-membros, de porções de sua soberania, com o devido e necessário suporte financeiro.
O ONU poderá, assim, tornar-se uma autoridade mundial, com poderes em relação aos países que dela fazem parte, reforçada pelo fato de ser a única entidade que pode falar em nome de todos e representar toda a humanidade. Só uma ONU assim poderá, por exemplo, curar a eterna ferida do conflito entre Israel e Palestina, garantindo a integridade do Estado de Israel e conferindo ao povo palestino a dignidade de Estado, protegendo ao mesmo tempo sua independência em nível internacional.
A existência de atribuições centralizadas na ONU em nível mundial, com efetiva autoridade sobre os vários âmbitos relacionados à vida dos povos e dos Estados, será equilibrada pelo princípio de subsidiariedade e pelo primado do direito. A subsidiariedade valorizará, por sua vez, o papel de todas as comunidades políticas, de todas as autonomias regionais ou étnicas e organismos da sociedade civil. O direito será a garantia da convivência entre todos”.
Em outras palavras, o movimento Focolares prega, nada mais, nada menos, do que a diluição das soberanias nacionais para a sujeição a uma burocracia mundial. Ou seja, a corrupta, desmoralizada e totalitária ONU. O impressionante, contudo, é o nome do congresso: destacam-se os três slogans da famigerada revolução francesa, que tanto perseguiu a Igreja Católica. O problema é que nas tais “experiências” de liberdade, igualdade e fraternidade, ninguém se lembrou de católicos guilhotinados. Tampouco dos padres e bispos, obrigados a renunciar à fé católica pela autoridade da república francesa, sob pena de perderem suas cabeças.
Um dos sintomas da crise atual da Igreja Católica é refletido em sua linguagem. Quando o clero faz concessões ao mundo em questões que são caras a autoridade da Igreja, isso mostra sinais de decadência. O catolicismo, pela sua própria história, não pode renunciar a verdade eterna de que é depositária, em favor dos desvarios e clamores do momento. No entanto, o clero atual nos oferece a fé católica como se fosse um gosto como outro qualquer, um livro de auto-ajuda, um horóscopo de jornal, uma página de bobagens do I Ching.
Até porque o “ecumenismo” pregado dentro da Igreja rebaixou sua autoridade moral, gerou dúvidas quanto às verdades que prega e diluiu a fé católica num amálgama com outras religiões. É a típica posição focolarina, que é capaz de se associar a maconheiros socialistas do Fórum Social Mundial, para pregar sua “economia de comunhão” e seu “diálogo” com outras religiões, como se a fé católica estivesse no mesmo nível do que a Igreja Universal ou a seita do Santo Daime. Como se a fé católica pudesse conciliar seus valores com os partidos de esquerda.
A expressividade do clero é tosca, a fala é dúbia, insegura, medrosa e a autoridade é pusilânime. Quem tiver a oportunidade de comparar os textos anteriores ao Concílio Vaticano II, perceberá a falta de rigor lógico e intelectual das declarações atuais da Igreja. Perceberá uma Igreja adjetivosa nas palavras, politicamente correta, cheia de clichês e lugares comuns. Não é nem de perto o rigor lógico, a fala límpida e direta de um Catecismo do Trento ou de um papa tridentino. Até porque estes não temiam desagradar às pessoas ao seu redor. A verdade, para eles, não admitia concessões. Por mais seca, por mais arbitrária que nos possa parecer algumas posições da Igreja do Concílio do Trento, uma coisa não se pode negar: ela tinha personalidade.
Quando acabei de ler o folhetim dos Focolares do Fórum Social Mundial, percebi que, além de católicos de fama duvidosa, eles não entendem nem mesmo de economia: os escolásticos de Salamanca se remexeriam do túmulo lendo as idéias econômicas tolas de Chiara Lubich. Estão muito longe da comunhão católica e muito próximas da economia do Kampuchea. A comunhão mesma deles é com o demônio!
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
Voltar ao topo