15/09/2009 - 12:41
Que belo espetáculo oferecido pelo senhor Oliver Stone…
O diretor ricaço produziu uma propaganda para Hugo Chávez, South of the Border, e o levou ao festival de Veneza, onde a esquerda caviar se desmanchou em paparicação. Chávez chegou a jogar flores para a platéia. É patético e é rotina nesse meio. Você pode encontrar o mais ardoroso defensor de Fidel Castro entre os cubanos, e ele não será tão apaixonado pelo barbudo quanto um artista milionário que mora numa mansão de 20 quartos em Los Angeles.
Deve ser uma sensação gostosa pregar uma coisa e viver outra. Você já viu algum entusiasta de Castro ou Chávez, americano ou europeu, que decidiu morar em Cuba ou na Venezuela? Desconheço. Oliver Stone, Sean Penn, Danny Glover? Eles gostam é do conforto na América.
Fiquemos com alguns nomes daqui: Oscar Niemeyer prefere viver no Brasil, onde ganha milhões de reais para desenhar por encomenda de governos. Chico Buarque? Só canta as delícias do regime humanitário cubano de longe. Passa férias em Paris, onde tem apartamento. Frei Betto? Vai lá de vez em quando pedir a bênção do barbudo, mas é outro que não cogita a possibilidade de estabelecer moradia. E os comunistas que fugiram durante o regime militar? Foram viver no Chile, na Itália, na Inglaterra, em Portugal… Que eu saiba, nenhum escolheu Cuba. Não é uma graça?
Nos States, Oliver Stone pode fazer os filmes que quiser, dizer o que quiser, esculhambar quem quiser. Pode criticar à vontade o governo de seu próprio país – é aliás o que lhe garante a badalação nos festivais chiques – e ganhar muito dinheiro com isso. Ele não é besta de viver num regime comunista. Exaltar a revolução no ** dos outros é refresco, e dá ibope e prestígio.
Fonte: Bruno Pontes
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04/08/2009 - 09:10
É difícil ligar uma coisa com a outra, quando temos uma mídia de esquerda dominando a América Latina. É preciso apelar para os comentaristas. Venham comigo e comentem os fatos. Zelaya é deposto e pode-se acreditar que esta decisão tenha sido de política interna, sem que os hondurenhos tivessem noção do tamanho da crise que instalariam no continente. A partir daí, pobre Honduras, passou a ser o bode expiatório tanto para a direita quanto para a esquerda, passando a sofrer um verdadeiro massacre, quando apenas defendeu, com a Constituição na mão e os poderes preservados, a sua jovem democracia. Enquanto isso, o Equador desmancha uma base norte-americana e a Colômbia abre espaço para que, no seu solo, sejam implantadas tantas quantas os Estados Unidos queiram. Para justificar o fato, a Colômbia apresenta as provas de que a Venezuela está fornecendo armamento pesado para as FARC, razão de ser do apoio logístico dos ianques. E ainda reforça a ligação do Equador com a guerrilha, liberando um vídeo onde o atual número um dos narcoterroristas assume que contribuiu para a campanha de Rafael Correa com centenas de milhares de dólares. Aliados como o Brasil, Argentina e Chile, a reboque do socialismo bolivariano e sem nenhum protagonismo, investem contra os Estados Unidos, atendendo os pedidos do seu líder: Hugo Chávez. Este, por sua vez, entra em parafuso, atacando a imprensa não mais com palavras, mas com gestos: fechamento de emissoras de rádio e invasão de emissoras de televisão. Lá no Equador, o clone Correa segue a mesma linha de ameaça à imprensa. No meio de tudo isso, tirando o assunto militar, no qual o presidente via de regra pouco apita, os Estados Unidos começam a conhecer o seu novo presidente, cuja liderança não consegue sair do território da internet, dos blogs e do apoio midiático. Barack Obama, até o presente momento, é um verdadeiro fracasso em política externa, onde notabilizou-se, tão somente, pela sua alegria juvenil e soluções pueris, muito distantes das problemáticas internacionais. Voltemos, pois, à Honduras. Pobres hondurenhos, que justamente por serem os mais pobres, tirando o Haiti ocupado, foram os escolhidos para que seja construído algum consenso nas Américas. São apenas fatos soltos que precisam ser ligados. Impressões. E uma certeza: que falta que o Bush faz.
Fonte: Coturno Noturno
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29/07/2009 - 10:23
É realmente impressionante que alguém como Hugo Chávez, presidente da Venezuela, tenha se tornado uma liderança que provoca turbulências na América Latina. Mais do que isso: conseguiu juntar em torno de si alguns países e estava prestes a inaugurar, em Honduras, a fase do golpe à distância. Seu primitivismo é espantoso. Sua propensão à bufonaria deveria servir de alerta àqueles que com ele negociam. Mas quê… Acabam todos irmanados.
A Colômbia, como sabem, encontrou armamento venezuelano, de origem sueca, com os narcoterroristas das Farc. Não se trata de uma questão de gosto, ideologia ou fofoca. As armas estão com o Exército colombiano. Bogotá cobrou explicações de Chávez. A Suécia também. E ele fez o quê?
Denunciou uma espécie de conspiração, rompeu relações comerciais com o país vizinho e chamou de volta o embaixador. E ainda vociferou: “É absolutamente falso que demos armas à guerrilha”. É? E o que elas faziam nos acampamentos das Farc?
Em seu programa de rádio, fez uma comparação estúpida: ele seria tão responsável pelas armas da Venezuela em poder da narcoguerrilha quanto Uribe seria por traficantes colombianos presos na Venezuela. Eis Chávez. Eis o seu sofisticado pensamento. O paralelismo é um despropósito. As drogas em mãos de traficantes presos não pertencem ao estado ou ao Exército colombiano. As armas que estavam em poder dos terroristas pertencem ao Exército venezuelano.
Ademais, Chávez não deveria falar do narcotráfico com tanta ligeireza. Um de seus homens fortes no Exército, Hugo Carvajal, chefe da Direção Geral de Inteligência Militar, é conhecido pela proximidade com as Farc e é acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas — além de tortura e assassinatos.
Fonte: Reinaldo Azevedo
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27/07/2009 - 12:33
Torço para que todos os leitores brasileiros tenham acesso à informação que segue, mas não estou muito certo disso. Afinal, as editorias de “Internacional” dos jornais andam muito ocupadas defendendo o grande democrata, estadista e paladino da liberdade Manuel Zelaya, o hondurenho que tentou dar um golpe na Constituição democrática do país e, por isso, foi deposto, segundo a… Constituição! Falo disso em outro post. Adiante.
A mais recente edição da respeitada revista SEMANA, da Colômbia, que chegou aos leitores neste sábado, informa que, em duas incursões do Exército em um acampamento dos narcoterroristas das Farc, foram encontrados lança-foguetes de fabricação sueca QUE TINHAM SIDO VENDIDOS AO EXÉRCITO VENEZUELANO. Sim, vocês entenderam direito. Hugo Chávez, aquele que, segundo Lula, garante “democracia até demais na Venezuela”, comprou foguetes dos suecos e os repassou para a narcoguerrilha colombiana. Dois generais que fazem parte do círculo mais estreito de relações do tiranete estão diretamente envolvidos na operação. Um deles integra uma lista de narcotraficantes elaborada pelo governo americano. Traduzo grande parte da reportagem da SEMANA. Comento no post seguinte.
*
Os foguetes venezuelanos
No dia 2 de junho, durante a reunião da OEA em San Pedro Sula, em Honduras, altos funcionários do governo colombiano procuraram, em caráter de urgência, os representantes do governo da Venezuela. Tinham uma informação extremamente grave, que devia ser repassada aos venezuelanos com a maior discrição possível. O assunto, sem dúvida, era delicado.
Tratava-se, nada mais, nada menos, de um informe dando conta de que a Colômbia havia encontrado num acampamento das Farc vários lança-foguetes de propriedade do Exército venezuelano. A preocupação não era para menos. Ainda que, no passado, se tenha encontrado material bélico das Forças Armadas da Venezuela em poder da subversão, especialmente munição e fuzis, era a primeira vez que se encontra artilharia daquele tipo, com alto poder de destruição, nas mãos da guerrilha.
Ao receber a informação, os funcionários venezuelanos se comprometeram a realizar uma investigação para tratar de explicar ao governo colombiano como material de guerra reservado ao Exército venezuelano havia ido parar nas mãos da subversão. Os dias se converteram em semanas. Até sexta-feira passada, quase dois meses depois de transmitido o informe, a explicação venezuelana não havia chegado. O alto comando militar e funcionários do governo, consultados por SEMANA sobre o assunto, optaram por não se pronunciar a respeito, seguindo instruções do presidente Alvaro Uribe. O silêncio do governo de Chávez está na raiz da nova deterioração das relações da Colômbia com a Venezuela. SEMANA investigou e reconstruiu este grave episódio, de profunda gravidade internacional.
Os foguetes suecos
A história começou em meados do ano passado nas selvas de La Macarena, durante uma das muitas operações que o Exército colombiano realizou contra um dos mais temidos, sanguinários e procurados chefes guerrilheiros: Gener García — ou “Jhon 40″, chefe da Frente 43 das Farc. À frente de 300 subversivos, é um dos principais alvos das forças militares, dado que é um dos homens de confiança de Jorge Briceõ, o “Mono Jojoy”, há muitos anos o principal responsável pelo controle do narcotráfico na região oriental do país, razão por que há um pedido dos EUA para a sua extradição.
No fim de julho de 2008, durante uma das incursões contra “Jhon 40″ e seus homens, o Exército chegou até um dos acampamentos do chefe guerrilheiro. Apesar de o subversivo ter escapado, os militares encontraram no local algo que os surpreendeu: vários lança-foguetes AT-4. A estranheza era explicável, já que se trata de uma arma que sem sequer as próprias Forças Armadas da Colômbia têm. É considerada uma das armas de infantaria mais eficientes e letais do mundo. Trata-se de uma espécie de bazuca de manejo e transporte simples. Um único homem pode usá-la facilmente; seu poder a torna muito eficaz para destruir veículos blindados, bunkers ou fortalezas militares. Em outubro, em outro acampamento das Farc, na mesma região, o Exército encontrou partes de outros lança-foguetes desse mesmo tipo.
Os militares colombianos sabiam que, dado o modelo (AT-4), esses artefatos eram fabricados pela empresa Saab-Bofors Dynamics, da Suécia. Os projéteis traziam inscritos os números de série. Essa informação foi passada à embaixada sueca em Bogotá e a autoridades em Estocolmo, com o objetivo de buscar ajuda para estabelecer a origem do armamento e, sobretudo, saber como chegaram à Colômbia. Há pouco mais de três meses, veio a resposta oficial, que confirmou que os números de série dos foguetes encontrados nos acampamentos correspondiam a um lote que havia sido vendido, há alguns anos, pela firma sueca ao Exército da Venezuela.
SEMANA falou com diplomatas da embaixada sueca em Bogotá, que confirmaram que haviam sido, de fato, informados de que o material bélico fabricado por uma empresa de seu país havia sido encontrado na Colômbia: “Estamos muito preocupados com essa situação, e o governo da Suécia está colaborando efetivamente na investigação”.
(…)
SEMANA entrou em contato com representantes da empresa Saab Bofors Dynamics em Estocolmo, que afirmou que é extremamente desagradável que isso tenha ocorrido, porém é algo que sai do seu controle: “Nosso cliente era o Exército da Venezuela. A Saab sempre atua cumprindo a legislação sueca e as leis internacionais para a venda de material de defesa”.
A pergunta óbvia é como essas armas saíram dos quartéis da Venezuela para os acampamentos das Farc. E é aí que o assunto se torna muito mais complicado para o governo venezuelano.
Os generais e as Farc
No acampamento de Raúl Reyes no Equador, foram encontrados vários computadores do chefe guerrilheiro. Nesses computadores, cuja autenticidade foi certificada pela Interpol, encontrou-se a informação que descreve em detalhe as polêmicas relações das Farc com o Equador e com a Venezuela. Poucas semanas depois do bombardeio de 1º de março, conheceu-se publicamente o conteúdo de parte da informação que Reyes guardava. E se evidenciavam, entre outras coisas, vínculos estreitos e colaboração econômica, política e militar de funcionários e militares do governo de Hugo Chávez com a guerrilha colombiana.
Muitos desses documentos foram entregues pelo governo da Colômbia à Venezuela poucas semanas depois do bombardeio. Chávez sempre negou publicamente qualquer colaboração de seu governo com a guerrilha. Algumas das mensagens mais polêmicas eram aquelas nas quais Reyes e outros chefes guerrilheiros trocavam informações sobre a entrega de armas da Venezuela para as Farc. Caracas sempre negou.
Chamou atenção a coincidência de informação de alguns e-mails e os lança-foguetes que a Suécia vendeu ao Exército venezuelano e que acabaram em poder da guerrilha.
Em 4 de janeiro de 2007, “Ivan Márquez” envia um e-mail a Reyes e a outros membros do Secretariado [das Farc] no qual dá um informe sobre vários pontos.
“Como estava previsto, em 3 de janeiro, eu me reuni com os generais (Cliver) Alcalá e (Hugo) Carvajal, com quem Já havia me reunido em três ocasiões na companhia de Ricardo (Rodrigo Granda). Falamos do Plano Patriota, troca de prisioneiros, a “parapolítica” e de três aspectos do plano estratégico: finanças, armas e política de fronteiras. Eles vão nos fazer chegar (na próxima semana) 20 bazucas (não me lembro o calibre) de grande potência segundo eles, das quais 10 seriam para Timo (Timochenko) e 10 para cá. Alcalá sugeriu que fosse uma quantidade maior”.
É o que diz o quarto dos oito pontos do e-mail de Márquez. Poucos dias depois dessa comunicação, Márquez enviou uma nova mensagem a Tirofijo e ao Secretariado. Ele confirmou, entre outras coisas, que “o aparato que recebemos com Timo são foguetes antitanques de 85 mm, dois tubos e 21 cargas. O amigo disse que eles têm mais 1.000 cargas e que, em breve, nos fará chegar outras mais, assim como alguns tubos.”
Quando os e-mails foram encontrados e divulgados, em maio de 2008, a Venezuela tratou de dizer que eles não tinham credibilidade. As autoridades colombianas, por sua vez, sabiam havia tempos da velha intenção das Farc de conseguir armamento pesado em qualquer lugar do mundo. Ainda que os e-mails de Márquez fossem muito claros sobre o tipo de arma que a guerrilha havia recebido dos generais Cliver Alcalá e Hugo Carvajal, a verdade é que nem as forças militares nem os organismos de segurança nacionais tinham a certeza ou evidências de que esse tipo de armamento estivesse em poder da guerrilha.
(…)
Os dois militares venezuelanos que são mencionados por Márquez em seu correio fazem parte do círculo de maior confiança do presidente venezuelano e podem ser apontados como colaboradores das Farc. O general Alcalá é o comandante da 41ª Brigada Blindada e Guarnição Militar de Valencia. Mas o mais polêmico, sem dúvida alguma, e o general Hugo Carvajal, chefe da Direção Geral de Inteligência Militar da Venezuela (Dgim). Em fevereiro de 2008, SEMANA publicou uma extensa investigação que evidenciou a estreita colaboração de Carvajal com as Farc, assim como a proteção efetiva que esse oficial dava a grupos de narcotraficantes. Carvajal estaria também envolvido na tortura e assassinato de membros do Exército colombiano em território venezuelano.
(…)
No ano passado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu na lista especial de traficantes de drogas, popularmente chamada de “Lista Clinton”, Carvajal, três altos funcionários do governo venezuelano, o ex-ministro do Interior e Justiça Ramón Rodríguez Chacín e Heny de Jesús Rangel Silva, diretor dos Serviços de Prevenção e Inteligência (Disip).
O assunto dos lança-foguetes do Exército venezuelano em mãos das Farc, sem dúvida, vem a público num momento crítico das relações entre os dois países. Ainda que o governo de Uribe tenha tentado cuidar do caso discretamente para “não jogar mais lenha na fogueira”, é claro que a Venezuela deve explicações não só à Colômbia, mas também à Suécia.
É desnecessário provar, a esta altura, que Hugo Chávez se comporta como um delinqüente internacional. Os lança-foguetes comprados pela Venezuela e que estão em poder da Colômbia são uma evidência a mais disso — só que se trata de uma grave evidência. Mesmo na delinqüência, há graus e degraus. O achado indica que o tiranete não reconhece limites na ação para interferir na política interna do país vizinho. Já volto aqui. Antes, algumas considerações.
A canalha vai tentar fazer, aqui e lá fora, o que nem mesmo Chávez ousou até agora: negar o fato, dizer que é uma invenção do governo colombiano. Impossível. Como poderia a Colômbia saber o número de série dos foguetes comprados pela Venezuela? E, no entanto, sabe. Mais do que isso: o armamento encontrado está em poder do Exército colombiano. E a empresa que o vendeu confirma: a Venezuela fez a compra.
Fim de papo. Eis aí a prova provada de que Chávez não dá apenas apóio moral e ideológico aos narcoterroristas. Ele também os arma. ATENÇÃO: ESTÁ EM CURSO NA AMÉRICA LATINA A FORMAÇÃO DE NARCOESTADOS, SOB A CHEFIA INEQUÍVOCA DA VENEZUELA DE HUGO CHÁVEZ. O que mais é preciso para evidenciar seus vínculos com as Farc? As mesmas Farc que, confessadamente, deram dinheiro para a campanha de Rafael Correa no Equador, que, agradecido, lhes deu acolhida. Quando a Colômbia atacou o acampamento de Raúl Reyes, houve gritaria: “Violação do território alheio”.
Vocês se lembram disso. Celso Amorim, o homem cuja dimensão interna fornece uma perspectiva generosa sobre a interna, tentou liderar a reação de condenação à Colômbia. A imprensa brasileira, pra variar, na média, ficou contra Alvaro Uribe. Vocês sabem o que se escreveu aqui: o país agredido é a Colômbia, que tem o direito de reagir. Eis aí. Chávez arma as Farc, que financia Correa, que abriga as Farc, que ataca a democracia colombiana… Sim, podem incluir a Bolívia na lista dos narcoestados. Evo Morales está criado uma nova região, na divisa com o Brasil, para a produção de folha de coca. Bem pertinho da selva, onde dá para esconder laboratórios de refino de cocaína. Consta que a vida dos traficantes estava bastante fácil na Honduras de Manuel Zelaya.
Um dos generalecos nos quais Chávez se apóia é Hugo Carvajal, um dos dois que aparecem nos e-mails de Raul Reyes negociado as “bazucas” com os narcoguerrilheiros. Está numa lista americana de pessoas que colaboram com o narcotráfico. Eis algumas das lideranças do Continente que pedem, por exemplo, a volta de Zelaya ao poder em Honduras. E, o que é formidável, falam em nome da democracia!!!
O que OEA, ONU ou sei lá quem farão a respeito? Ora, nada! José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, é só um pateta socialista, com inclinações bolivarianas. Há dias, em plena negociação sobre a crise Hondurenha, previu guerra civil no país. O presidente da Assembléia Geral da ONU é o sandinista Miguel D’Escoto, este nome tão perigosamente perto de um trocadilho, também em espanhol. A última deste senhor é defender, atenção!, não só a reinstalação de Zelaya no poder como o espichamento do seu mandato.
Lida-se com delinqüentes dessa natureza em organismos que deveriam, é óbvio, censurar severamente a Venezuela. Como não o farão, restariam os EUA. Bem, Barack Hussein está bastante ocupado em tentar atrair a simpatia de quem odeia os americanos. Ele tem uma nova visão do imperialismo, sabem? É o “Imperialismo Blanche DuBois, que depende da boa-vontade de estranhos”.
Ainda seremos todos súditos do narcotráfico. É para onde os “progressistas” e as esquerdas estão levando a política. Alguns por ambição; outros por estupidez.
Fonte; Reinaldo Azevedo
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Tags: chavez, Farcs
13/07/2009 - 09:11
Há pelo menos três livrarias no aeroporto de Caracas, mas se estiver em busca de um escritor consagrado da literatura latino-americana para passar o tempo antes do embarque, o visitante sairá frustrado de qualquer uma delas. O colombiano Gabriel García Márquez? “Não.” O mexicano Carlos Fuentes ou o argentino Julio Cortázar? “Também não.” O peruano Mário Vargas Llosa? “Nem pensar, só tenho esses aqui”, diz a vendedora, desconcertada, apontando para uma estante quase vazia que começa com “Culinária para Crianças” e termina numa série de análises sobre o socialismo do presidente Hugo Chávez
No centro da capital venezuelana ou em bairros de classe média a situação é a mesma. “As autoridades não estão liberando dólares para importar livros, papel ou tinta. E não adianta dizer que o problema é a crise, pois sabemos que há uma questão ideológica por trás disso: para esse governo, literatura desengajada não é prioridade”, diz Andrés Boersner, dono da tradicional livraria Noctua.
Também estão em falta muitos clássicos, livros universitários e técnicos. “Hoje, de 50 títulos que me pedem, não tenho 45″, conta Boersner. “Fiquei deprimido ao entrar numa livraria em Barcelona e ver todas as novidades literárias que não chegam mais na Venezuela.”
O curioso é que a situação chegou a esse ponto apenas três meses depois de Chávez ter anunciado seu “Plano Revolucionário da Leitura“, cujo objetivo é “estimular a leitura para ampliar a consciência”. Mas é claro que não é qualquer leitura. Apenas a que “desenvolva uma ética socialista” e “desmonte o imaginário capitalista para dar novo contexto à história”.
As bibliotecas públicas receberam caixas e caixas de obras “revolucionárias”: coletâneas de discursos de Chávez, livros escritos por ministros, Cartas de Marx para Engels, o diário de Che Guevara na Bolívia e biografias de Simón Bolívar. Estão sendo organizados em bairros pobres os “Esquadrões Revolucionários de Leitura”, cujo objetivo é “refletir e contribuir para a construção do socialismo do século 21″.
E apesar de as editoras privadas não conseguirem importar papel, tinta e peças para seu maquinário, editoras ligadas ao governo distribuem milhares de livros a preços que não passam de US$ 2. Mais uma vez, não são quaisquer livros. Há sim, alguns clássicos como Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, mas a maior parte é o que as autoridades definem como “livros de esquerda”.
IDEAIS SOCIALISTAS
“Recuperamos obras que estavam esquecidas, pois antes só havia espaço para a literatura de direita”, disse ao Estado Miguel Márquez, presidente da editora Los Perros y las Ranas, ligada ao governo. Ela foi criada em 2006, ao receber uma doação de Cuba, e já distribuiu 50 milhões de livros. “São livros que contribuem para humanizar nossa sociedade, ou seja, para acabar com a valorização do dinheiro, típica do capitalismo, e impulsionar o socialismo.”
Enquanto isso, as obras “não revolucionárias” são cada vez mais raras. “Tradicionalmente, mais de 80% dos livros lidos na Venezuela são importados de países como México e Espanha, mas agora eles chegam a conta-gotas”, diz Yolanda de Fernández, da Câmara Venezuelana do Livro. Ela explica que, desde 2008, o governo passou a exigir um “certificado de não produção ou produção insuficiente” para a importação de livros. Ou seja, hoje a rede que quiser comprar qualquer título precisa esperar a emissão de um documento que diga que ele não é publicado na Venezuela.
Se o processo já era complicado nos últimos meses, com a queda do petróleo pressionando as reservas de Chávez, tornou-se ainda mais lento. “Mesmo com o certificado, os dólares para importar livros simplesmente não são liberados”, diz Yolanda. Como o limite para as compras externas é cada vez menor, as distribuidoras preferem, quando podem, comprar best sellers (como o brasileiro Paulo Coelho) , o que reduz ainda mais a variedade de títulos em circulação no país.
O resultado desse processo é o que a oposição vem chamando de “a revolução cultural do presidente Chávez”.
“As autoridades deste governo não conseguem entender, afinal, para que serve um livro de poesia ou um Dostoievski”, diz Boersner. “Eles só sabem que não devem acrescentar muito à sua revolução.”
Fonte: O Estado de S. Paulo
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