Impressões.
É difícil ligar uma coisa com a outra, quando temos uma mídia de esquerda dominando a América Latina. É preciso apelar para os comentaristas. Venham comigo e comentem os fatos. Zelaya é deposto e pode-se acreditar que esta decisão tenha sido de política interna, sem que os hondurenhos tivessem noção do tamanho da crise que instalariam no continente. A partir daí, pobre Honduras, passou a ser o bode expiatório tanto para a direita quanto para a esquerda, passando a sofrer um verdadeiro massacre, quando apenas defendeu, com a Constituição na mão e os poderes preservados, a sua jovem democracia. Enquanto isso, o Equador desmancha uma base norte-americana e a Colômbia abre espaço para que, no seu solo, sejam implantadas tantas quantas os Estados Unidos queiram. Para justificar o fato, a Colômbia apresenta as provas de que a Venezuela está fornecendo armamento pesado para as FARC, razão de ser do apoio logístico dos ianques. E ainda reforça a ligação do Equador com a guerrilha, liberando um vídeo onde o atual número um dos narcoterroristas assume que contribuiu para a campanha de Rafael Correa com centenas de milhares de dólares. Aliados como o Brasil, Argentina e Chile, a reboque do socialismo bolivariano e sem nenhum protagonismo, investem contra os Estados Unidos, atendendo os pedidos do seu líder: Hugo Chávez. Este, por sua vez, entra em parafuso, atacando a imprensa não mais com palavras, mas com gestos: fechamento de emissoras de rádio e invasão de emissoras de televisão. Lá no Equador, o clone Correa segue a mesma linha de ameaça à imprensa. No meio de tudo isso, tirando o assunto militar, no qual o presidente via de regra pouco apita, os Estados Unidos começam a conhecer o seu novo presidente, cuja liderança não consegue sair do território da internet, dos blogs e do apoio midiático. Barack Obama, até o presente momento, é um verdadeiro fracasso em política externa, onde notabilizou-se, tão somente, pela sua alegria juvenil e soluções pueris, muito distantes das problemáticas internacionais. Voltemos, pois, à Honduras. Pobres hondurenhos, que justamente por serem os mais pobres, tirando o Haiti ocupado, foram os escolhidos para que seja construído algum consenso nas Américas. São apenas fatos soltos que precisam ser ligados. Impressões. E uma certeza: que falta que o Bush faz.
Fonte: Coturno Noturno
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: chavez