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28/04/2009 - 07:42

No mato sem cachorro

Por Arlindo Montenegro
Alinhar pensamentos e constatações parece um exercício vão. Como juntar peças no lixão de idéias já escritas, provadas e descartadas. Compensa para alimentar a consciência individual da liberdade que se restringe a cada dia, tanto para viver quanto para trabalhar. E a liberdade é conditio sine qua non para a incorporação de princípios e valores, passo a passo, durante toda a vida.

Somente assim hábitos velhos evoluem reforçando práticas medidas e apoiadas em conceitos enriquecidos por novas experiências e descobertas significativas. Tudo para reduzir o sofrimento moral e material. Sem liberdade o viver sabe ao fel das escolhas impositivas. Se importa viver a vida atento a valores morais e materiais, comprovadamente úteis, cada grupo produtivo deveria estar livre para contribuir, no marco das regras universais voltadas para o bem comum.

Seria mais conveniente um Estado silente e facilitador da educação e informação, do saber e comodidade para a construção, que um Estado barulhento, propagandista, interventor e ditador de regras contrárias à Constituição, contrárias à moral e costumes diferenciados. Um Estado que anula o trabalho e esforço dos cidadãos nos municípios mais distanciados dos palácios do poder centralizado, desserve a liberdade.

Hoje estamos envolvidos numa colcha de retalhos alinhavada com as feias cores da corrupção, do cinismo, do roubo continuado e desprezo aos nacionais. Tudo quanto tradicionalmente se considerava crime, tudo quanto vai na contramão dos anseios de independência e soberania é praticado oficialmente, por governantes e membros dos três poderes, impunemente. “As pessoas minimamente honestas são rejeitadas no meio político”.

Houve um tempo em que os estudantes saíram às ruas com as caras pintadas para depor um Presidente. Os estudantes de hoje são financiados através de suas associações para agir como bichinhos amestrados e agressivos. Matar, ferir, aterrorizar colegas em trotes.
São “profissionais” da destruição de costumes civilizados na esteira dos ensinamentos de Gramsci. São pagos para repetir o discurso oficial, divertindo-se com os bailes funk e festinhas onde rola desde a “inocente” maconha até a heroína, cocaína, crack, lsd e outras drogas. Fogem da realidade para o sonho. Fogem da lucidez para a irresponsabilidade. Os que ontem eram combativos hoje são conformistas alinhados e cumpridores de “palavras de ordem”.
Pessoas de bem estão reduzidas à impotência e ao silêncio. Quem vai acreditar que a consciência, a lucidez, a informação e a atividade na direção do bem comum pode impor escolhas políticas transparentes? Os “melhores” não têm organização, nem lideram grupos, nem ao menos têm um projeto objetivo de poder.

Impera a confusão diante das práticas marxistas que vomita toneladas de contra informação repetida pelos “veículos” da mídia, pagos para publicar promessas, desmentidos e patéticas justificativas dos criminosos que tomaram o poder e – que merda! – submetendo e cooptando os mais miseráveis e desinformados.

Existem os que ainda pensam em reação de militares. Uma guerra civil? Não será o que os radicais marxistas querem de fato? Não será o que provocam com tanto descaramento e violência, abençoada e praticada pelos representantes dos três poderes? Não será o que discretamente provocam as ongs e inteligência dos controladores colonialistas?

Estamos carentes de lideranças com visão objetiva. Estamos carentes de inteligência criativa e ocupados em garimpar os caraminguás, em terreno minado, para sobreviver e criar os filhos com um mínimo de dignidade… passar o exemplo do que seria possível se o mundo fosse outro. Dever mais difícil!!!

Os grupos organizados – escolas, sindicatos, igrejas, associações – salvo raras exceções, foram infiltrados e tomados de assalto. Os que protestam e esperneiam, muitas vezes praticam o mesmo elitismo, pavonice e personalismo que atribuem aos comunistas. Com a diferença que ainda preservam e respeitam a liberdade e o livre arbítrio. Ou ao menos parecem fazer isto.

Neste momento, os interesses de poder e comando econômico de comunistas e capitalistas ocupa o mesmo espaço, os interesses dos que controlam o mundo se identificam e parecem convergir na direção de estados totalitários. Todos parecem falar a mesma linguagem de “salvação”! As virtudes, sentimentos e práticas que filósofos e religiões indicavam, a família como unidade moral basilar da sociedade… São idéias e ideais atirados ao lixo.

No ano que vem, políticos profissionais, escolhidos pelos partidos e aprovados pelas instituições podres e falhas de confiança, vão entrar na rinha de briga de pitibul com onça pintada, prometendo defender interesses da pátria e da nação. Por enquanto declaram a intenção de prosseguir, faturando vantagens, mordomias, gorjetas para votar decretos do executivo e a merreca de uns 50 salários mínimos às nossas custas.

Os militares são acusados de criminosos por fechar o Congresso Nacional. E muitos dos que hoje dão as cartas neste arremedo de instituição foram cassados, presos, julgados, condenados e finalmente anistiados pelos mesmos militares. Voltaram com fúria a cometer crimes redobrados e a nação, vencida e indefesa, aceita em silêncio, sem alternativas, sem escolhas, sem uma ferramenta que permita emitir a opinião verdadeira.

O grito preso na garganta é: vamos varrer esse lixo da vida nacional! E trocar por quem? Por novos intolerantes internacionalistas apátridas, que só pensam em manter o poder in aeternum? Que pensam em aumentar a cota de crueldades submetendo a vexames os que trabalham? Falta inteligência, vontade, esforço de equipe e… coragem para construir esta nação.

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,


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