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25/11/2009 - 11:01

AGORA É PARA VALER


Maria Lucia Victor Barbosa

Lula da Silva é saudado internacionalmente como um homem da “esquerda herbívora”, um moderado, um conciliador. Sempre fazendo piadas, usando metáforas futebolísticas, falando bobagem, bem-humorado é como se o presidente fosse o estereótipo do brasileiro, o “homem cordial” de que falou Sérgio Buarque de Holanda.
Para ser mais amado lá fora só faltava Lula ser carioca e não pernambucano aclimatado em São Paulo, porque estrangeiros são loucos pelo Rio de Janeiro de praias paradisíacas cheias de mulheres quase nuas, de povo feito de sol e mar. Para os visitantes bala perdida é pura adrenalina no país do carnaval e do futebol.
Entretanto, se Lula da Silva é o “cara” da “esquerda herbívora”, inofensiva, festiva é estranho que ele viva em idílios políticos com Hugo Chávez, Fidel Castro, Evo Morales e demais ditadores que representam a fina flor da esquerda primata do Terceiro Mundo. Parece que os caras lá de fora têm certa dificuldade em entender o Brasil e seu governante, percebendo apenas superfícies folclóricas e deixando de lado visões mais profundas sobre atitudes, comportamentos e ações que se desenrolam no país real em contraste com o país imaginário.
Sintomática a complacência internacional com o presidente da República e sua diplomacia tangida pelo chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, quando aqui é recebida a figura abjeta de Mahmoud Ahmadinejad, o perigoso fanático que persegue, prende, mata seus opositores; não tolera liberdade de pensamento, religiosa ou das minorias; viola direitos humanos; frauda eleições, apóia grupos terroristas, diz que o Holocausto não existiu e prega de forma obsessiva a destruição de Israel.
Essa figura daninha e monstruosa, rejeitada pelas potências ocidentais que temem que Ahmadinejad desenvolva a bomba atômica, foi agraciado com um convite do “filho do Brasil”, que afirmou que o receberia de braços abertos. No rastro dos salamaleques o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afrontou o presidente israelense, Shimon Peres, quando da visita deste ao Brasil no último dia 11, ao dizer de forma arrogante que o Brasil fala com quem quiser. Quem sabe o ministro da Defesa acredita no persa, quando esse hipocritamente afirma em sua carta dirigida “à grande nação brasileira” que é “defensor da justiça, da ternura e da paz no mundo. Por certo Jobim ignora que Ahmadinejad está estendendo cada vez mais sua influência sobre a América Latina, sobretudo, através da Venezuela e da Tríplice Fronteira onde estão bases operacionais do Hezbollah e de outros terroristas.
Muito “terna” a besta-fera do Irã quando nega uma das piores manchas da humanidade, o Holocausto. Será que nosso “herbívoro”, que é a cara do país como ele mesmo disse certa vez, tem noção do que foi esse genocídio? Será que também nega as torturas, indignidades, horrores, mortes, tudo que foi infligido de mais pérfido aos homens, mulheres e crianças que cometeram o único “crime” de serem judeus? Pode ser simplesmente que tudo isso seja indiferente ao cara porque apenas lhe interessa negócios com o Irã, o que faz lembrar o título de um filme passado há muitos anos: “De como aprendi a amar a bomba atômica”. Afinal, nós também enriquecemos urânio.
Possivelmente a visita de Ahmadinejad, a intromissão do Brasil em Honduras, o antiamericanismo e o antissemitismo do governo petista e seu achego a ditadores, não impedirão que os olhos do mundo Lula da Silva continue como um esquerdista “herbívoro” e cordial. Talvez, apenas a Itália não esteja gostando no momento de ser taxada de fascista pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, mas se resignará a não receber de volta o terrorista Cesare Battisti.
Entretanto, para quem consegue observar certos sinais fica evidente que um processo cuidadosa e lentamente desenvolvido vai transformando a “esquerda herbívora” em “carnívora”. É que para alcançar ao poder mais alto da República o PT, em sua quarta tentativa, deixou de lado a linguagem virulenta, prometeu o paraíso aos ricos e aos pobres, vestiu seu “Lulinha paz e amor” de Armani e domesticou-lhe um pouco as maneiras. Uma vez no poder, uniu-se a gregos e troianos, esbanjou populismo, cooptou partidos e instituições, mandou às favas a ética, dominou o Congresso através de mensalões e outros “benefícios” e agora, chegando à reta final do segundo mandato, recrudesceu o ataque à imprensa e coroou seu domínio com a anulação do STF, conforme ficou demonstrado no caso do terrorista italiano. Com isso, definitivamente, o PT se tornou um partido acima da lei e, assim, sem nenhum pejo, trouxe de volta ao seu alto comando notórios mensaleiros, devidamente abençoados pela candidata Rousseff. Afinal, corruptos são os outros. Ao mesmo tempo, o PT retornou à idéia de Estado ampliado, do discurso requentado da esquerda revolucionária, da crítica ao neoliberalismo que tão bem praticou em sua fase “herbívora”. Não há dúvida de que se a dama de aço ganhar começará a fase “carnívora”. E Lula corre o risco de ouvir de sua escolhida: “Cale-se, você já ficou tempo demais, as rédeas estão conosco, agora é para valer”.


Extraído do Blog do David Bor

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/11/2009 - 17:38

MÁXIMAS de um país mínimo

ENTREVISTA COM REINALDO AZEVEDO NO PROGRAMA DO JÔ

Extraído do blog PENSAR E ORAR

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
24/11/2009 - 02:00

O socialismo, o islamismo e o inferno

Julio Severo

Atualmente, a ideologia politicamente correta (que é mais uma das muitas máscaras do socialismo) condena não os criminosos, mas os crimes. Quando um maometano entra num lugar, grita “Alá é grande” e mata com bomba ou arma de fogo muitas pessoas, os jornalistas PCs (politicamente corretos) se limitam a dizer que “uma bomba” matou várias pessoas… Ou que a violência matou várias pessoas… Ou então, de forma igualmente genérica, que o terrorismo matou várias pessoas…

Protegendo os islâmicos e tirando a proteção de cristãos

Aliás, o mesmo socialismo que condena os cristãos conservadores como “fundamentalistas” e “fanáticos”, protege o islamismo chamando-o de “religião de paz” — enquanto seus adeptos persistentemente tiram a paz e a vida de centenas de milhares de pessoas inocentes todos os anos.

Essa proteção, em boa parte, é um efeito da luta de alguns judeus socialistas ocidentais, que conseguiram estabelecer leis de proteção às minorias. Essas leis são hoje usadas por ativistas homossexuais e islâmicos para proteger seus próprios interesses e impor sobre as sociedades ocidentais a ideologia homossexual e islâmica. Quem paga a conta de tudo isso são os cristãos, que acabam sofrendo pressões e opressões de grupos diametralmente opostos.

Em contraste, os cristãos são rotineiramente perseguidos em países islâmicos. Mas, por incrível que pareça, agora os maometanos exigem uma lei internacional contra a “islamofobia”, pois eles dizem que o islamismo precisa ser protegido das pessoas que não gostam do terrorismo e de terroristas criados pela “religião da paz”. Os maometanos, com o apoio dos socialistas, aprenderam a tirar proveito da paranóia ocidental contra a intolerância, preconceito e discriminação e estão conseguindo perseguir e oprimir cristãos e judeus em seu próprio território.

Em matéria de paranóia, a mente islâmica radical em nada deixa a desejar à mentalidade socialista.

Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã que nega o Holocausto e diz querer destruir Israel, tem um governo que não vê problema algum em torturar e matar homossexuais. Mas Ahmadinejad nunca foi incomodado pelos mesmos grupos socialistas de direitos humanos que rotineiramente acusam os cristãos de “crimes” contra os homossexuais. Esses “crimes” cristãos não se referem a atos de violência real, mas exclusivamente opiniões que refletem a condenação da Bíblia às práticas homossexuais. Essa é a realidade socialista: silêncio para com o que o Irã islâmico faz, e muitas mentiras covardes contra os cristãos.

A visita do presidente do Irã ao amigo Lula no Brasil

Por falar em Ahmadinejad, ele estará visitando o Brasil no final de novembro. Ele será recebido de braços abertos pelo amigo socialista Lula.

Ahmadinejad financia grupos terroristas contra Israel, porque desconhece e rejeita a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó. Lula mantém amizade com Ahmadinejad porque… Por que? Escolha você a razão:

Lula não se importa com a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó.

Lula não se importa com as violações de direitos humanos dos cristãos no Irã.

Lula não se importa com as violações de direitos humanos dos judeus no Irã.

Lula não se importa com a tortura e assassinatos de homossexuais no Irã.

Lula não se importa com o patrocínio iraniano aos grupos terroristas muçulmanos contra Israel.

Você poderia apresentar uma lista longa de problemas na Ditadura Islâmica do Irã, mas Lula não se importa. Os socialistas são assim: eles não se importam com Deus, com valores morais, com inferno e até com seus próprios amigos socialistas — a não ser que tenham grandes interesses pessoais envolvidos. Não há nada mais importante para um socialista ambicioso do que promover a glória de seu próprio umbigo.

Socialista Shimon Peres visita socialista Lula

Tentando talvez amenizar a visita de Ahmadinejad ao Brasil, o presidente de Israel, Shimon Peres, tomou a iniciativa de visitar o Brasil antes de Ahmadinejad, no dia 10 de novembro. Contudo, Lula também não se importa com o fato de que Peres tenha os mesmos sentimentos “democráticos” socialistas com relação ao aborto e o homossexualismo.

Apesar da afinidade ideológica, moral, política e ética com Peres, Lula prefere a amizade de Ahmadinejad, que tem posições opostas a Lula e a Peres nas questões do aborto e homossexualismo. Lula deixaria de abraçar Ahmadinejad só porque o camarada socialista Peres não se sente bem com o desejo de Ahmadinejad de destruir Israel? Por algum motivo, Lula vê em Ahmadinejad mais um meio de promover sua própria glória.

Por sua vez, Shimon Peres pouco se importa com o fato de que, em quase oito anos de governo e tendo visitado vários países islâmicos vizinhos de Israel, Lula nunca tenha tido a menor disposição de visitar Israel. Em resposta ao descaso óbvio de Lula para com Israel, Peres disse: “Ele tem sua agenda e suas prioridades. Não tenho que lhe dar lições. Nós o consideramos um amigo. Nós nos conhecemos há muito tempo. Começamos na mesma trilha socialista. Então posso dizer que lembro dele ‘desde a infância’. Ele tem seu próprio jeito de priorizar as coisas”.

A mente socialista anda de mãos dadas com a paranóia — seja no Brasil, nos EUA e até mesmo em Israel. A mente socialista não se importa com o mal quando o vê. Quando um homossexual estupra um menino de 6 anos, o jornalismo socialista vê apenas um genérico “estupro contra uma criança”, sem trazer identificações específicas comprometedoras para o movimento homossexual. Quando um terrorista islâmico mata inocentes, o jornalismo socialista aplica a mesma medida, noticiando apenas “a bomba que matou várias pessoas”, ou o “terrorismo que matou várias pessoas”, deixando o islamismo radical totalmente isento e protegido.

De forma oposta, qualquer crime contra um homossexual vira oportunidade para lançar sobre os cristãos uma culpa específica e detalhada pelo crime, mesmo que nenhum cristão esteja envolvido e mesmo que as circunstâncias do crime indiquem possibilidade de violência entre os próprios homossexuais. Isso faz parte da paranóia socialista.

A paranóia da ideologia da diversidade e tolerância

Em países em que o socialismo domina em plenitude, os inimigos do sistema são eliminados por qualquer e todo motivo. Veja Cuba, Coréia do Norte, etc. Em países em que a população está gradativamente sendo condicionada a abraçar o socialismo, a sociedade é primeiramente levada à paranóia. É pura paranóia aprovar leis que condenam cristãos pelo crime fictício de “homofobia”, pois os cristãos não têm uma tradição de matar homossexuais. Mas assim agem Obama e Lula.

Nos EUA, o Ministério de Segurança Nacional de Obama diz que um terrorista verdadeiro se destaca por algumas características especiais: ele pode ser alguém que se opõe ao aborto e ao homossexualismo. A adesão ao islamismo não pode ser classificada como característica de terrorismo, pois os maometanos são minoria e merecem proteção. Portanto, embora todos os terroristas que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 fossem islâmicos, e embora todos os terroristas que atacam Israel sejam islâmicos, a ética socialista manda ignorar esse fato, assim como manda esconder no noticiário a palavra “homossexual” ou “homossexualismo” em todos os crimes violentos em que meninos foram vítimas de um homossexual.

Proteger a diversidade e a tolerância à perversão no Brasil, EUA e Europa enquanto apoiando o Irã e outros países islâmicos que detestam a diversidade e a tolerância é marca registrada da paranóia socialista. Os socialistas podem criticar, condenar e xingar Deus e seus seguidores, mas para eles a diversidade e a tolerância são sagradas — apenas no Brasil, EUA e Europa, e jamais no Irã, Cuba, Arábia Saudita, etc. Sei disso por experiência, pois meu blog já esteve na mira do Ministério Público Federal (MPF) por críticas ao homossexualismo e ao islamismo. Em março de 2008, quatro jornalistas islâmicos de São Paulo entraram com queixa no MPF pedindo o fechamento do meu blog por preconceito ao islamismo, porque denunciei terroristas islâmicos.

Direito de livre expressão de criticar o homossexualismo e o islamismo? Isso é conversa de capitalista!

Em julho de 2007, na mesma época em que meu blog foi fechado por alguns dias por causa de acusações e calúnias dos ativistas homossexuais, denunciei que o site homossexual ParouTudo havia publicado um artigo defendendo abertamente a pedofilia. (Veja o texto pedófilo aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2007/07/pedofilia-e-homossexualismo.html) Eu pedi que as autoridades investigassem e se mobilizassem, mas hoje, mais de dois anos depois, absolutamente nada foi feito. Esse é o vale-tudo da diversidade e tolerância onde até a pedofilia defendida por homossexuais é beneficiada?

O site ParouTudo continua no ar, sem nenhum problema, mas paira sobre meu blog o risco de ser fechado pelo MPF. Não é vergonhoso o Blog Julio Severo ser alvo de ações do MPF enquanto ativistas homossexuais defendem a pedofilia bem debaixo do nariz da “justiça” literalmente cega? É ou não é paranóico tirar o direito de livre expressão do Blog Julio Severo e manter o direito de livre expressão de sites homossexuais que defendem abertamente a pedofilia?

Por isso, se você acha paranóico Lula abraçar Ahmadinejad (cujo governo odeia cristãos, Israel e homossexuais), isso é socialismo. Se você acha paranóico Obama mirar com exclusividade cristãos conservadores que se opõem ao aborto e ao homossexualismo e isentar terroristas cuja identificação comum é a “religião da paz”, isso é socialismo. Se você acha paranóico Shimon Peres se humilhar diante de um Lula que se alia a Ahmadinejad, isso é socialismo.

O Israel moderno, dominado pelo socialismo, tem paradas gays e aborto legalizado. Mas com toda essa incrível afinidade ideológica, Lula prefere Ahmadinejad, que não permite nem aborto nem homossexualismo na ditadura islâmica do Irã. Por amor à sua própria glória, um socialista — seja ateu, católico, islâmico ou evangélico — poderia entregar a própria mãe e a própria pátria ao diabo.

Os judeus rebeldes de Israel no passado, cujo testemunho de apostasia se encontra no Antigo Testamento, faziam pouco caso do inferno, para onde acabaram indo. Hoje, mesmo conhecendo em menor ou maior grau esse testemunho, Lula, Obama e Shimon Peres igualmente fazem pouco caso do inferno e se prostram diante do mesmo socialismo que está vendendo suas nações aos enganos mortais da ideologia homossexual, abortista e islâmica.

Fonte: www.juliosevero.com

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
22/11/2009 - 17:24

O FACINOROSO ESTÁ CHEGANDO

Falta ainda pouco mais de um ano para o fim do governo Lula, mas Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, por alcunha “O Megalonanico”, chega amanhã ao ápice dos desastres morais a que conduziu a diplomacia brasileira. Assim que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, botar os pés em solo pátrio, o Brasil celebra o seu encontro com a impostura megalômana do governo Lula, que nada mais faz do que trair a pequenez de propósitos de seus líderes, em desacordo com a crescente importância do Brasil no mundo — importância adquirida a despeito dessas lideranças, não por causa delas.

O Brasil não estará recebendo nesta segunda apenas o negador do Holocausto, como se isso já não fosse delinqüência suficiente. Recebe também o financiador do terrorismo no Líbano, nos territórios palestinos e no Iraque. Não bastasse, Ahmadinejad é o chefe de um governo que conduz um programa nuclear secreto e que promete varrer Israel do mapa. Se credenciais que fazem deste senhor um pária moral ainda faltassem, lembremo-nos de que reprimiu com impressionante brutalidade manifestações contra as fraudes no pleito que o reelegeu — fraudes reconhecidas pelos aiatolás do Conselho da Revolução Islâmica.

Só o “Aiatolula”, o “filho do Brasil”, o “cristo pagão saído do ventre de mãe nascida analfabeta”, não viu problema nenhum nas eleições e se apressou em reconhecer o resultado, afirmando que os justos protestos da oposição se equiparavam à chiadeira de uma torcida quando seu time perde o jogo. Lula não vê problema em gol de mão quando isso beneficia seu time. Na entrevista que concedeu a William Waack (aqui), Ahmadinejad se mostrou muito grato: “Eu realmente gostei da postura dele. Nos encontramos alguns anos atrás. Somos muito bons amigos”. Não duvido…

Na entrevista, o presidente do Irã tenta matizar a negação do Holocausto e, entendo, só consegue tornar seu juízo ainda mais detestável — e vocês já entenderão por quê: “A questão que apresentamos é muito clara. Eu fiz dois questionamentos, fiz duas perguntas claras. A primeira questão era: ’se o holocausto aconteceu, onde aconteceu?’ Claramente, aconteceu na Europa. Todo mundo sabe disso. A segunda pergunta: ‘o que isso tem a ver com o povo palestino?’ ‘Por que o povo deveria pagar por isso?’ Por que deveriam dar a terra dos palestinos por causa de crimes cometidos na Europa?”

Notem que a existência do Holocausto, em seu discurso, é apenas uma hipótese improvável. Não será neste texto que vou tratar sobre o que foi acordado em 1948 na região que compreende Israel e os  territórios palestinos, qual era o status do povo palestino e por quais países ele se espalhava etc. Teremos tempo de tratar desses assuntos em outros posts. Importa destacar que o desdobramento óbvio de suas indagações implica o fim do estado de Israel — o que, hoje em dia, não é reivindicado nem pela Autoridade Nacional Palestina. Não por acaso, o Irã financia o Hamas e o Hezbollah, que têm, entre os seus princípios, justamente a destruição do estado de Israel. Não por acaso, o próprio Ahmadinejad promete “varrer Israel do mapa”.

Então vejam que curioso: o presidente do Irã ora nega que o Holocausto tenha existido, ora apenas o coloca em dúvida. Uma coisa ou outra, não importa, ambas ilustram um raciocínio que conduz à destruição de Israel. Assim, por desdobramento lógico, se o Holocausto do século passado, na cabeça delirante deste delinqüente, não existiu, ele promete promover um neste século. ESTE VIGARISTA NEGA A MORTE DE SEIS MILHÕES DE PESSOAS NO PASSADO PORQUE REIVINDICA MATAR ELE PRÓPRIO MAIS SEIS MILHÕES NO PRESENTE.

Na sexta-feira, ao receber Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, Lula, o “amigo de Ahmadinejad”, afirmou que a ONU deveria conduzir as negociações entre Israel e os palestinos e sugeriu que os EUA não deveriam participar das negociações porque seriam os “culpados” pelo problema.  A isto está reduzida a política externa brasileira: estende o tapete vermelho para um financiador do terrorismo internacional, que prega a destruição de Israel, e ataca uma nação democrática, historicamente comprometida com uma solução pacífica no Oriente Médio. E isso no momento em que o Brasil volta a ocupar uma cadeira rotativa no Conselho de Segurança. Mas Lula, sabemos, quer a permanente.

Recebendo Ahmadinejad? Defendendo o direito do Irã de “manter um programa nuclear pacífico” quando o próprio líder iraniano não esconde as pretensões de destruir um país que considera inimigo? Ora, há uma questão de lógica elementar: quem é amigo de todo mundo é necessariamente condescendente com os maus e injusto com os bons.

A presença de Ahmadinejad no Brasil ofende a consciência democrática e pisoteia as noções mais comezinhas, mais básicas, mais elementares do humanismo. Sua única virtude é contribuir para revelar uma nesga ao menos da face real do lulo-petismo, maquiada pela máquina de propaganda.

Extraído de Reinaldo Azevedo

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/11/2009 - 15:27

Cuba Libre

No fim dos anos sessenta e década de setenta (século passado) tomei muita Cuba Libre, ou como se costuma dizer em Havana, uma mentirita. Naquela época, tinha bem presente, ainda, toda a história da revolução cubana, com seus líderes exóticos Fidel Castro e Che Guevara . Enquanto saboreava essa deliciosa bebida, reverenciava a libertação de Cuba das mãos sujas de Fulgêncio Batista e seu apoio norte americano, com cara de satisfação.

Mal sabia eu, naquela época, que viriam os dias em que tomar Cuba Libre representaria reivindicar a libertação do povo cubano, novamente, agora de Fidel e seu irmão.

De fato, Fulgêncio e sua turma adepta a um bom joguinho, regado a run, mulheres fáceis e charutos foram banidos do pequeno solo da ilha. Avanços como uma medicina e um ensino menos capitalista e de surpreendente eficácia surgiram para espanto global. Os charutos permaneceram.

A Igreja ou a liberdade religiosa, se não foi banida, também nunca foi incentivada pela dinastia Castro (hoje Cuba está sob o jugo do ditador Raul Castro, irmão de Fidel, adoentado), tornou-se uma manifestação tolerada e muito vigiada. Meu amigo, com quem não falo pessoalmente há anos, Zigfried Zils, depois que saiu da Missão Portas Abertas, onde trabalhamos juntos, iniciou um trabalho intenso de apoio à igreja cristã em Cuba, por mais incrível que pareça.

Tenho acompanhado o esforço da companheira Yoany Sanches, uma blogueira cubana que escreve desde Havana e através de amigos na Europa publica seus posts e mantém um blog muito intenso sobre a falta de liberdade do povo cubano, sobretudo, em utilizar a Internet sem restrições. Resolvi, inclusive, acrescentar o símbolo da luta dos irmãos cubanos, aqui na Gruta.

Entretanto, preocupa-me toda essa conversa pró Fidel, na qual o presidente Venezuelano Hugo Chaves largou na frente e foi seguido por Morales da Bolívia e Rafael Correa do Equador. O próximo candidato a entrar nessa fila é o cara do Paraguai, Fernando Lugo, notabilizado por ser um eficiente fazedor de filhos com mulheres pobres e desinformadas. Sorrateiramente, vejo nosso presidente engajado nessa opção (a de Fidel e não a do Lugo, ao que se saiba), mas sem sair do armário. Sua candidata preferida só faltou desnudar-se quando se viu frente a frente com o bolivariano do norte e só não o fez porque poderia por tudo a perder, imagino.

Seguindo o raciocínio castrista e mentor dessa camarilha toda, ao invés de caminharmos para uma Internet livre, a vontade geral é trancafiar nossas línguas, digo penas, ou melhor, teclados, nas mais altas masmorras e impedir que fiquemos por aí incomodando os modernos caudilhos das Américas com nossas manias de liberdade e democracia cibernéticas.

Na verdade, estou me lixando para bobagens como dinheiro que descobre nossas misérias, para cobrir as sofreguidões vizinhas e acenos de pró lenços vermelhos nos pescoços. Se estivesse na Missão Portas Abertas ainda, estaria gastando toda aquela montanha de grana que eles arrecadam anualmente em denunciar o perigo que essa gentalha representa à liberdade religiosa, ao invés de ficar caçando muçulmanos sob critérios dados pelos americanos da outra América. Tão pouco estou me importando com a igreja organizada, essa abominação que nos assola e mais nos afasta de Deus, mas minha profecia mira muito mais abaixo, ou seja, a plena liberdade para a igreja que se reúne na Caverna, ou na Gruta e se move via WEB.

E aí? Vai uma Cuba Libre?

Popout

lousign

Extraído de A Gruta do Lou

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
19/11/2009 - 11:44

“O totalitarismo nasce de causas nobres”

Excelente a entrevista do publicitário Stalimir Vieira na edição desta semana da revista Época, sobre o risco que corre a liberdade de expressão no país:

Para o publicitário, a tentativa do governo de restringir os anúncios de alguns produtos e controlar a mídia põe em risco a liberdade de expressão no país

José Fucs

O publicitário Stalimir Vieira, sócio da Agência Base e, há dez anos, membro da Comissão de Ética do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), critica duramente as iniciativas do governo para restringir os anúncios de produtos como remédios e alimentos. Ele também se opõe às tentativas do governo de controlar a mídia, como a criação do Conselho Federal de Jornalismo – ideia de 2004 sepultada pelo Congresso – ou a atual Conferência Nacional de Comunicação, cuja primeira reunião está prevista para meados de dezembro, em Brasília. Segundo Vieira, isso põe em risco a liberdade de expressão no país. “As pessoas não se dão conta de que, por trás dessas iniciativas, está uma intenção maior, de controlar a opinião pública, que tem sido a raiz dos grandes movimentos totalitários”, diz. “O totalitarismo sempre nasce de causas nobres.”

ÉPOCA – Após as restrições à publicidade de cigarros e de bebidas, o governo e o Congresso agora querem limitar os anúncios de alimentos, de remédios e aqueles dirigidos às crianças. Como o senhor vê isso?
Stalimir Vieira
– É um intervencionismo excessivo e inconveniente. São bandeiras relativamente fáceis, que iludem a opinião pública. As pessoas tendem a aderir a elas por acreditar que isso é ser do bem, é politicamente correto. Não se dão conta de que, por trás dessas iniciativas aparentemente focadas na proteção e no respeito à comunidade, está uma intenção maior, de controlar a opinião pública, que tem sido a raiz dos grandes movimentos totalitários do mundo. O totalitarismo sempre nasce de causas nobres, porque ninguém vai levantar bandeiras que não tenham possibilidade de adesão.

ÉPOCA – Que efeito essas restrições podem ter no país?
Vieira –
Isso terá grandes consequências econômicas para os meios de comunicação. Vai enfraquecê-los, vai deixar a mídia à mercê da boa vontade do governo. A publicidade permite que tenhamos uma imprensa livre e independente. Há alguns anos, houve outras tentativas de tutelar a mídia e exercer uma pressão sobre todas as manifestações culturais por meio daqueles conselhos que o governo queria criar (como o Conselho Federal de Jornalismo). No fundo, essas restrições são uma grande desculpa do governo para tentar controlar a opinião pública.

ÉPOCA – Hoje, está em discussão no Congresso a limitação da publicidade para crianças. Existe um projeto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que proíbe o marketing e a publicidade para crianças. Isso não faz sentido?
Vieira –
A publicidade para as crianças, assim como a de todos os produtos que possam causar danos se forem consumidos de maneira inadequada, deve ser regulamentada. Não há dúvida sobre isso. Acho até que deve haver um processo de aperfeiçoamento permanente dessas normas. Agora, isso passa muito longe da proibição. A proibição tem um cunho ideológico, enquanto a regulamentação envolve responsabilidade associada à preservação da liberdade, para orientar o consumo responsável. Há 30 anos, em plena ditadura, o setor publicitário fundou de forma espontânea o Conar justamente para isso, para enquadrar todos os produtos que possam causar danos se consumidos de forma inadequada. Então, há muito tempo existem princípios e compromissos da publicidade no Brasil. Vamos salvaguardar a formação das crianças, a saúde das crianças, a saúde da população, mas não vamos fazer isso à custa da liberdade tão duramente conquistada depois de 21 anos de ditadura.

ÉPOCA – Será que a autorregulamentação é suficiente? Muitos dizem que não…
Vieira –
O princípio da autorregulamentação é o mais adequado. Se ele está sendo suficiente ou não é outra questão. O Conar é um órgão permanentemente aberto a contribuições da sociedade. Não inclui só publicitários. Tem representantes da sociedade, de outras atividades. Qualquer um pode recorrer ao Conar, colocar uma questão na pauta de julgamento, tirar um comercial do ar. Isso já aconteceu várias vezes. É claro que o Conar não pode tirar um comercial do ar por causa de qualquer denúncia, porque não sabe os interesses por trás dela. A questão é encaminhada para uma câmara, que se reúne, avalia a contestação e pode tomar três providências: arquivar o pedido quando ele não tiver substância, tirar do ar ou pedir mudanças. Agora, o Conar é uma força viva. Pode ser, como vem sendo, sempre atualizado. Hoje, o capítulo do Conar dedicado às crianças é de uma severidade bárbara. Muitas coisas que estão pedindo já estão previstas.

ÉPOCA – Parece haver desconfiança sobre a capacidade de autorregulação do mercado…
Vieira –
A grande dificuldade das pessoas que buscam a proibição, a intervenção e a tutela da sociedade é compreender que, se as coisas são diferentes do que elas gostariam que fossem, é porque a sociedade quer que seja assim. Não estamos vivendo numa ditadura. Estamos numa democracia. Essa pressão toda sobre a propaganda só existe porque existe democracia. Meu receio é que isso tudo esteja sendo conduzido por uma ala fundamentalista da sociedade, com o apoio de uma ala intervencionista do governo. Não somos contra uma regulamentação severa, séria, produto do diálogo, da publicidade de certos produtos que, se consumidos de forma inadequada, podem fazer mal, engordar. Principalmente no caso dos anúncios para as crianças. Mas, numa democracia, há diversos mecanismos para a população reagir, punir e fazer seu protesto. Não precisamos do paternalismo do governo. Eu não aceito a tutela de ninguém.

ÉPOCA – Segundo um estudo do Ministério da Saúde, mais de 50% dos anúncios de alimentos exibem produtos não saudáveis e, por isso, eles devem ser controlados. Essa não é uma medida de bom senso?
Vieira –
A publicidade não inventa nada. Todos nós, independentemente da idade, nos criamos num mercado livre. Alguns engordaram, outros não, continuaram saudáveis, a partir de seus próprios hábitos, dos hábitos de nossa família. A publicidade não faz anúncios de produtos ilegais. Todos os produtos anunciados têm (ou deveriam ter) um controle rigoroso de qualidade. São marcas que têm responsabilidade, história. Alguém pode argumentar: então, vamos ficar estimulando aquilo que não é bom? Não. A autorregulamentação está aí para isso. Restringir o consumo, de maneira radical, por meio de decretos, de proibições é algo irresponsável. É falta de compromisso com o futuro do país. A discussão do assunto traz a luz. Liberdade com discussão democrática é a luz. A proibição é a treva, a escuridão.

Extraído de Millenium

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2009 - 18:36

O Filme

Eu quero rodar um filme também.

Será a história de um torneiro mecânico incompetente, que preferiu logo viver de bravatas, como um parasita sindical. Ele descobriu que bastava gritar chavões vazios para subir na vida, em vez de trabalhar de verdade. Depois ajudou a fundar uma quadrilha, digo, um partido, cujas idéias seriam influenciadas pelo que há de mais nefasto no mundo das idéias (ex: socialismo). Ditadores sanguinários seriam reverenciados por essa corja. Depois de várias tentativas frustradas, o analfabeto por opção seria finalmente eleito. Ele iria aparelhar totalmente a máquina pública com seus comparsas, mostraria todo seu viés autoritário, tentaria controlar o Cogresso todo com uma mesada, a imprensa, a Abin, o Itamaraty, TUDO! Tentaria até mesmo expulsar um jornalista estrangeiro apenas por este expor um fato: suhttp://kntz.com.br/a queda por cachaça. O cachaceiro sofria de uma megalomania patológica, digna dos mais vaidosos e inescrupulosos seres humanos. “Nunca antes na história desse país” um presidente teria tanta sorte com o cenário externo, e poderia surfar um bom momento a despeito de suas trapalhadas. Como sucessora, ele apresentaria uma ex-assaltante e terrorista. Fim.

Pergunta: será que tal filme teria verbas de estatais e subsídios do governo?


Extraído de Rodrigo Constantino
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2009 - 14:52

Carta aberta ao presidente do Irã

Tenho a certeza de que será uma das piores viagens oficiais de sua vida.
Vai encontrar aqui um país cristão, coisa que abomina. Vai ter que se encontrar com políticos e empresários que usam gravatas, acessório proibido pelo código de vestimentas (lei no Irã), porque na visão xiita a gravata simboliza uma cruz em torno do pescoço dos homens. E verá mais de cinco cores de ternos, outra coisa também proibida no Irã.
Espero que passe por nossas praias e não fique olhando para o chão do carro, pois precisa se confrontar com a liberdade ocidental de expor o corpo humano vivo e não os cadáveres. Precisará se controlar para não dar uma olhadinha em nossas beldades desnudas não só nas praias, mas com vestidinhos de Geisy por todos os cantos. Imagine o que é isso para alguém que defende a burka? É o próprio Faya, o Inferno muçulmano.
Mas seja bem vindo aqui, Ahmadinejad. Espero que se encontre com o presidente Lula em seu gabinete, veja a Bíblia sobre a mesa, veja a mezuzá na porta ao lado, na sala da Clara Ant. E pense muito bem no que fazer: apertar a mão de uma judia comunista de rosto descoberto e tornozelos de fora? Que dilema teológico…
Mas seja bem vindo, Ahmadinejad. Depois de se esquivar da Clara Ant, que como assessora pode até ser posta de lado, mas aí resta o Marco Aurélio Garcia, que deixa a Clara no ponto mais à direita da esquerda com sua mente sovietizada e cubanizada. Ih, Ahamdinejad: você acabou com os comunistas no Irã. O que vai dizer aos nossos aqui (alguns deles o defendem hein…), a maioria, muito mais neoliberal que de esquerda, mas não tem saída: neoliberalismo também não é sua praia. E depois de se esquivar de um, sempre virá outro: uma grande lista de judeus e esquerdistas de fato no poder. Não são brinquedinhos buchechudos como na Venezuela. Aqui a esquerda é de raiz!
Mas seja bem vindo, Ahmadinejad. Venha ver um país de 190 milhões de pessoas de todas as origens e religiões que não se matam e não disputam o poder para matar as outras, se é que isso faz algum sentido para você. Pergunte como se faz uma eleição sem fraude.
Tem umas coisas aqui que você precisava conhecer para ampliar seus horizontes, mas não vai rolar. Não vai ao Corcovado. Não vai ao Pão de Açúcar, não vai dar uma volta na Saara no Rio ou na 25 de Março em São Paulo. Não vai ter um almoço fechado na Porcão, até porque você, como muçulmano, come kosher também. Aliás, se quiser levar um salame kosher antes de voltar, passe aqui na Bolívar, 45. Dá até pra parar o carro na baia de descarga e tomar um café: eu pago! Aproveite para ver o que nossos vizinhos cristãos iraquianos pensam de você. Posso até marcar com uns amigos baha’is. É! Tem baha’is no Brasil também, religião que os xiitas escorraçaram da Pérsia e depois do Irã, tendo que se refugiar em Haifa, ainda sob o domínio Otomano. Ih, esqueci: tem turco para caramba aqui no Brasil. Tem libanês cristão para todos os lados. Mais libaneses e descendentes de libaneses aqui do que no próprio Líbano.
O Brasil é um lugar interessante para você conhecer. Pena que vai ficar acossado entre a mídia e a política e não verá nosso povo.
Pessoalmente não tenho nada contra você. Não fico nem um pouco impressionado com mais um líder muçulmano dizendo que vai varrer Israel do mapa. Pode tentar! Em 1948, quando vocês eram fortes e os judeus fracos, não conseguiram. Depois Nasser tinha o seu discurso. Depois Sadat tinha o seu discurso. Depois Shuqueiri e Arafat tinham o seu discurso. Depois Assad (pai) tinha seu discurso. Depois Saddam, seu inimigo mortal tinha o seu discurso. Você é professor. A História lhe interessa. Olhe para trás e veja onde estão e o que conseguiram. Pelo menos podia ser original em seu discurso…
Nem seus arroubos de negação do Holcausto a cada vez que o petróleo está baixo me incomodam. Você é o presidente, mas não é o poder. Você não me preocupa e nem sei o quanto das coisas que faz ou diz são realmente suas ou você é apenas o porta voz da junta teológica que domina os persas.
Não é aqui no Brasil que alguém vai te lembrar que você é o dirigente do único país xiita entre outros 53 países sunitas e que mais ou menos um bilhão de muçulmanos não vão com a sua cara, enquanto só uns 13 milhões de judeus têm algo contra você. Isto não vão te dizer aqui. Não vão dizer que o Irã tem relações diplomáticas com menos países islâmicos que Israel. E ninguém vai chegar até você numa entrevista e perguntar: “Presidente, para que essa bobagem de dizer que Israel tem que ser varrido do mapa? Seu objetivo não é triunfar onde seus antepassados xiitas fracassaram e retomar Meca? Abrir Meca para os persas e varrer o domínio árabe sobre o Islã no Golfo?” Não é essa a verdadeira agenda iraniana? Vocês também seguem Sun Tzu, não seguem? Faça o inimigo achar que você está longe quando está perto…
Sei que você pode jogar a Bomba sobre Israel, pois são apenas judeus, cristãos, baha’is e sunitas por lá. Todos infiéis na sua visão. Mas você acredita que Israel tem 300 Bombas. Um monte de gente acredita. É blefe? É real? Mas a família real saudita não tem nenhuma, né? Será que alguém ataca você se a Bomba cair em Ryad e não em Jerusalém?
Pessoalmente, acho que não. Mas se eu fosse você ficaria com o pé atrás e mandava investigar a fundo todo mundo que está em seu programa nuclear. Você acreditaria se eu dissesse que algum dos cientistas paquistaneses pode ser um agente da Al Qaeda, sua inimiga mortal, pronto para fazer um ataque suicida nuclear em suas instalações? Vocês são persas. São inteligentes. Sabem quem são seus reais inimigos. Sabem que sempre foram os árabes, os sunitas e agora os talibãs. Depois de 10 anos de guerra com os sunitas iraquianos, seus aiatolás quase atacaram o Afeganistão sob domínio taliban por três vezes. Só não o fizeram porque foram um pouco mais espertos e deixaram os ocidentais se ferrarem por lá, como os soviéticos, sem conseguir resolver nada.
Mas seja bem vindo. Venha e ouça o que precisa ouvir! Venha e ouça o que precisa ser dito. Vai ser insuportável para você. Assine um contrato para uma área do pré-sal, pois seu petróleo está acabando e você sabe disso melhor que ninguém.
E tenha uma certeza caro presidente: Israel não vai construir um segundo Yad Vashem, o Museu do Holocausto. Mas se o Irã realmente enveredar pelo caminho da chantagem atômica, vocês poderão acabar tendo que construir o seu primeiro museu…
José Roitberg é jornalista e empresário
Imagem: Internet
Extraído de Antena Cristã
Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
18/11/2009 - 11:10

Olavo de Carvalho explica militância esquerdista gay

Olavo de Carvalho explica militância esquerdista gay

Olavo explica no seu programa do dia 06 08 2007, os objetivos dos esquerdistas em criar a militancia gay e o que eles pretendem com a proposta da Lei Anti-Homofóbica.

Extraìdo do Blog da Maya

Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
16/11/2009 - 09:11

Construtores de muros

Percival Puggina

Gosto de ler o que Frei Betto escreve. Nem tanto porque ele sabe fazer isso, mas, principalmente, porque é o autor popular que melhor representa o pensamento utópico da esquerda no Brasil. Aliás, quem quiser conhecer a papinha servida aos bebês da utopia comunista deve procurar na cozinha do dominicano. Há jovens esquerdistas que nada têm de idealistas. Esses estão no PT, no PCdoB e na UNE e se servem direto das tetas públicas. Mas há jovens esquerdistas idealistas. E o que frei Betto escreve cai no gosto desses bem intencionados, seduzindo-os para o lado errado da pauta filosófica e política.

O próprio dominicano o confessa lisamente. Em artigo de setembro de 2007, ele afirma: “Muito cedo gravou-se em mim o sentimento do mundo. Meus olhos, dilatados pela fé, polidos pelo pós-hegelianismo de Marx, enxergaram a pirâmide social invertida. Consumiu-se minha juventude na embriaguez da utopia. (…) Lutávamos atentos aos clamores da Revolução de Outubro, à Longa Marcha de Mao ao cruzar as pontes de nossos corações, aos barbudos de Sierra Maestra que arrancavam baforadas de nosso alento juvenil, à vitória vietnamita selando-nos a certeza de que arrebataríamos o futuro. A lua seria o nosso troféu. Haveríamos de escalar suas montanhas e, lá em cima, desfraldar as bandeiras da socialização compulsória”. A essas e outras catástrofes sociais e políticas, a respeito de cada um desses genocídios monstruosos, ele reservou odes e hosanas.

O Leste Europeu, para ele, era imagem viva das virtudes em que foi concebido. Obra dos mais elevados ideais humanos. Com Muro e tudo. São palavras suas: “Os condenados da Terra arranchavam-se sob o caravansará de nossos ideais e, em breve, saberíamos conduzi-los aos mananciais onde correm leite e mel…”. Em nome desse “em breve”, a famigerada Stasi da República Democrática da Alemanha chegou a ter 80 mil agentes. Somando-lhes os delatores não-oficiais havia um dedo-duro para cada seis alemães orientais. Em nome desse “em breve”, os cubanos já carregam no lombo meio século de totalitarismo. Em nome desse “em breve”, o frei, agorinha mesmo, no dia 25 do mês passado, se tocou para Havana, a visitar Fidel, seu “amigo íntimo”, com quem trocou impressões sobre o progresso dos movimentos sociais no Brasil.

E o Brasil, frei? E o Brasil? Prossegue ele, então, descrevendo o aviãozinho que levou colheradas de sua papinha aos bebês do comunismo verde-amarelo: “Na oficina dos sonhos, forjamos ferramentas apropriadas ao parto do novo Brasil. A luta sindical consubstanciou-se em projeto partidário, a crença pastoral multiplicou-se em células comunitárias, os movimentos sociais emergiram como atores no palco dominado pelas sinistras máscaras dos que jamais conjugaram o verbo partilhar. Cuba, Nicarágua, El Salvador… o olhar impávido do Che… a irredutível teimosia de Gandhi… a sede de justiça dessedentada nas fontes límpidas da ética. Jamais seríamos como eles”.

Não é uma figura, esse Frei Betto? Reúne Ghandi e Fidel Castro numa única frase e tudo parece caber na mesma confraria. E ele, sempre do lado errado, levando outros para o lado errado, mas flanando nas asas da maldita utopia que nem por acaso consegue cravar um prego no lugar certo. É o que ele torna a reconhecer em relação ao encontro de seu desvario com a cena política nacional: “Por que não se aventurar pelas mesmas sendas trilhadas pelo inimigo, já que ele se perpetua com tanta força? Qual o segredo dos cabelos de Sansão? Os pobres caíram no olvido, a sedução do poder fez a lua arder em chamas. Ícaros impenitentes, não se deram conta de que as asas eram de barro”.

Digam-me os leitores se ele não é um sedutor! Lutou a vida inteira com caneta, pistola e água benta em favor das instituições políticas mais sórdidas, desalmadas e perversas que a humanidade conheceu. Assumiu como seus e reservou palavras de louvação para regimes que escolhiam como principais inimigos os portadores da cruz que ele leva pendurada no pescoço. E depois, ao contemplar os estragos, reserva-se fugazes encontros com o mundo dos fatos. Como se lê aqui: “A sofreguidão esvaziou projetos, a gula cobiçosa devorou quimeras. O pragmatismo acelerou a epifania dos avatares do poder. O conluio enlaçou históricos oponentes, adversários coligaram-se, e aliados foram defenestrados nessa massa informe que, destemperada de ética, alicerça o Leviatã”. São palavras de quem, depois de se internar nos porões, tratou de se erguer, como fumaça, sobre os telhados desse mesmo poder, travestido de juiz do estrago que fez.

E agora? Agora, depois de ter vendido como coisa boa, ou envasilhado com a rolha do silêncio obsequioso, o Muro de Berlim, o paredón de La Cabaña, a Revolução de Outubro, os massacres que acabaram com o Levante da Hungria e a Primavera de Praga, a Grande Marcha de Mao, a “vitória” do Vietnã e por aí vai, ele conclui seu ato de contrição com uma nova pirueta em direção ao mundo da lua: “Dói em mim tanto desacerto. Os sonhos de uma geração trocados por um prato de lentilha. Aguardo, agora, a lua nova”.

O dominicano é, portanto, um tipo simbólico. Uma espécie de Muro de Berlim, vivo. Um irredutível habitante da utopia. E um semeador de desastres que, graças ao muro que o separa da realidade, não perde nunca. Qualquer adolescente com ideais nobres e pés no chão dos fatos é capaz de prever o lamentável destino para onde levam suas pegadas. Mas ele sobrevoa o precipício onde os seus seguidores fazem tombar multidões e volta a se revestir com a túnica da razão. Tipos assim são os mais perigosos e merecem ser lidos exatamente por isso. Constroem muros e se instalam, sempre, do lado errado.

Há quem creia estar informado sobre política lendo, nos jornais, o que os políticos dizem uns sobre os outros. Coisa vã, sem serventia. A mais instrutiva leitura política é a que se ocupa em conhecer o que escrevem os intelectuais, os condutores dos construtores. E entre estes, em particular, os condutores dos construtores de muros. Eles continuam ativos.

Nota do autor: Este artigo foi escrito em 08/11/2009, tomando como eixo o artigo “As fases da lua”, da autoria de frei Betto, publicado no site www.adital.com.br, em 12/09/2007.


Autor: escolabiblicapeniel@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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