O Brasil conseguiu ficar mais jeca, resumiu o título do post publicado em setembro de 2009 e reproduzido na seção Vale Reprise.
Depois de descrever a inverossímil quermesse patriótica montada para celebrar a fantasia do pré-sal, que chegou ao climax com a Proclamação da Segunda Independência pelo presidente Lula, o texto reitera nas três últimas linhas que os brasileiros ainda providos de lucidez continuavam a enxergar as coisas como as coisas são: “Sem parentesco com o país que o governo inventou, o Brasil real não mudou. Só conseguiu tornar-se ainda mais metido a esperto, mais grosseiro, mais caipira, mais jeca. Toda nação acaba ficando parecida com quem a governa”.
Ficou mais parecida ainda nesta semana, informa o parecer do Conselho Nacional de Educação publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira. Segundo a entidade, o livro “Caçadas de Pedrinho”, do escritor Monteiro Lobato, é perigoso demais para cair nas mãos dos alunos de escolas públicas.
Em que pecado teria incorrido o pai de personagens ─ Emília, Narizinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Tia Nastácia, o próprio Pedrinho ─ eternizados no imaginário de milhões de crianças brasileiras? Que crime teria cometido o admirável contador de histórias que inoculou em incontáveis gerações o amor à leitura?
Monteiro Lobato é racista, acaba de descobrir Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, que redigiu o documento endossado pelos demais conselheiros.
No livro publicado em 1933, ela identificou vários trechos grávidos de preconceito, sobretudo os que envolvem Tia Nastácia, macacos e urubus. “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”, explica a vigilante conselheira. Num deles, “Tia Nastácia é chamada de negra”. Noutro, trepa numa árvore “com a agilidade de um macaco”.
Solidária com os conselheiros, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC já resolveu que “a obra só deve ser usada quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil”.
Quem não compreende coisa nenhuma é o bando de ineptos alojado nas siglas que vão colocando em frangalhos o sistema de ensino. Quem precisa tratar processos históricos com menos ligeireza são os cretinos fundamentais que ousam censurar a obra de um escritor genial. Só burocratas idiotizados pelo politicamente correto tentam aprisionar em gavetas nos porões criaturas que excitaram a imaginação de milhões de pequenos brasileiros.
Ironicamente, um dos filhos literários de Monteiro Lobato é o Jeca Tatu. Nasceu para ensinar que o Brasil só conheceria a civilização se erradicasse o atraso crônico, as doenças da miséria, o primitivismo cultural ─ a jequice, enfim.
No Brasil do presidente que não lê, não sabe escrever e celebra a ignorância, o caipira minado pelo amarelão, que fala errado e se imagina esperto, virou modelo a imitar. Ser jeca está na moda, rende votos, aumenta a popularidade. Pode até garantir o emprego de conselheiro nacional de educação.
Site do PT volta a ameaçar a Igreja e o movimento cristão contra o abordo e anuncia que Dilma no governo irão massacrar o Estado de São Paulo e o governo de Geraldo Alckmin que a vitória do PT representará o retorno ao governo de Zé Dirceu e José Genoíno e que conseguirão implantar o socialismo do século XXI e aprovar o PNDH3 que liberaliza o aborto e prevê a censura à imprensa.
Ameçam colocar todos os MST e demais bate-paus do PT nas ruas em permanente agitação política. Isto não é brincadeira. Isto não é um delírio, porque está escrito com todas as letras AQUIno site v ermelho do PT, conforme vocês poderão ver com seus próprios olhos. Eis um excerto desse texto que atenta contra o Estado de direito democrático.
Eis um trecho das ameaças desse site do PT. Transcreo para que todos possam ficar cientes de que a democracia e a liberdade estão dependendo desta eleição:
"Finalmente poderemos aprovar o Plano Nacional de Direitos Humanos do presidente Lula, e continuar avançando no sentido de democratizar a mídia e fazer a separação definitiva entre Igreja e Estado no Brasil. Com Dilma, quem estará no poder serão os nomes tradicionais da ala mais ideológica do PT. Companheiros valorosos como José Dirceu e José Genoino, ambos agora de volta à política de forma oficial, que estão na luta contra o sistema capitalista há décadas, e conhecem as experiências feitas em outros países rumo ao socialismo do século 21."
Conclusão: JOSÉ SERRA 45 é a última tábua de salvação para a democracia e a liberdade! Neste momento qualquer vacilo poderá ser fatal. Não desperdice seu voto. Não viaje antes de votar! Pelo menos uma vez na vida faça um pequenino sacrifício pelo BEM DO BRASIL! Garanta um Brasil livre e democrático, com respeito à lei e à ordem, sem escândalos e sem roubos do dinheiro público.
Estamos nos aproximando para o fim do pleito eleitoral de 2010. A cada eleição que presencio, verifico quão medíocres e ignorantes se tornam as pessoas por ocasião das campanhas, incluam-se nessa leva todos os candidatos.
O que me instou a escrever esta crônica foi um e-mail recebido de uma amiga, onde consta uma suposta carta de Pedro Bial pregando o voto em Dilma Roussef. Até ai nada demais, o problema foram as respostas, como a mensagem foi enviada abertamente para uma grande lista, alguns começaram a responder para “todos” colocando suas posições.
Não há nada mais estúpido que alguém que se ache melhor que os demais, portando-se como senhor da razão. Oras, tem que ser muito biltre para querer dizer que entre José Serra e sua concorrente há muita diferença, não, não há! Infelizmente estamos diante de dois candidatos desenvolvimentistas, populistas e de centro esquerda. Suas divergências nas propostas são mínimas. Em meu entendimento, a única diferença relevante é no quesito das liberdades individuais, e é ai que está o X da questão, e eu já abordei o tema em artigo recente.
Ambos possuem inúmeras denúncias que os desabonam como entes públicos, ambos têm um passado na luta contra a ditadura militar, ambos mentem quando dizem ter lutado pela democracia. Está certo que Serra era da ala moderada, mas nenhum marxista luta/lutou pela liberdade. Aliás, socialismo e liberdade são coisas excludentes! Querer dizer o contrário é jogar na lama toda a história do século XX, distorcendo o que de fato ocorreu. Dirão alguns que as idéias de Karl Marx nunca foram colocadas em prática, que foram distorcidas, isso é balela. Todo planejamento ou ideia, quando de sua aplicação, necessita de adaptações e correções. A coletivização só funciona se for imposta suprimindo a individualidade e a liberdade, na forma de regimes autoritários e fazendo lavagem cerebral de seus seguidores.
E parece exatamente isto que acontece com militontos nas eleições. Seus candidatos passam a ser onipotentes, onipresentes, imunes a críticas, verdadeiros deuses. Vira briga de torcida, às favas com a razão! Ao invés de debatermos projetos e soluções para os gargalos da nação, ficamos vendo quem é o “menos pior”, qual sua religião, sua sexualidade; sua capacidade gerencial e seu projeto para o Brasil são relegados a segundo plano.
Somente numa nação atrasada e ignorante que temas como a privatização e o aborto são coisas que denigrem alguém ao ponto de comprometer o voto. Oras, aborto já se tornou uma questão de saúde pública há anos, e a grosso modo, já está “legalizado” há tempos. Quanto às privatizações, somente um energúmeno incompetente é que tem medo delas, a propósito, exemplos de que elas foram muito mais benéficas do que ruins pululam por todos os cantos – a própria internet e nossos celulares o são.
O governo Lula, demagogicamente critica as privatizações, mas também as fez, mudou apenas o nome para parceria público privada. O tal do pré-sal já está todo licitado, prontinho para ser explorado pelos “donos do capital”.
Prometem-se universidades, mas se esquecem que nosso calcanhar de Aquiles é justamente o ensino fundamental e médio. Nem professores decentes possuímos, para que mais prédios formando pessoas que nunca leram um livro, que não conseguem nem interpretar um simples texto? Universidade pública e gratuita para ricos? São nossas contradições, permeadas a discursos demagógicos.
Qualquer gestor capaz sabe que o país necessita de reformas estruturais urgentes, como a política e da previdência, mas ninguém as fez até o presente, e provavelmente ainda não farão tão cedo.
Lula está saindo, com aprovação recorde e jogando no ralo todas as instituições democráticas a cada palavra que profere. O país está melhor do que há dez anos? Sim está, mas poderia estar muito mais. Economia não é uma ciência exata, mas existem medidas que parecem, ou deveriam ser, óbvias.
Eu não torço contra o país, seja quem for o vencedor, rogo votos que seja melhor do que o atual governante – o que não é difícil de conseguir, diga-se -, mas não dá para relevar o histórico de cada um.
O próximo Presidente terá muitos desafios, terá que consertar todo o estrago até agora feito, terá que enxugar a máquina pública, chutando os comissionados – incompetentes por natureza -, acabar com o paternalismo, resgatar a ética do cargo, o respeito ao erário e estimular a liberdade, a transparência e respeitar a independência dos poderes.
Muitos dizem que a democracia só é plena com a alternância do poder. Infelizmente, mesmo que Serra seja eleito – o que é pouco provável -, não vislumbro tanta “alternância” assim. Mas, como já declarei anteriormente, será um voto de nariz tapado, engolindo sapos e torcendo para estar enganado
O pronunciamento, voltado diretamente aos bispos do Nordeste, reconhecida base eleitoral de Dilma Rousseff, deixa claro quais são os verdadeiros bispos, cumpridores de suas obrigações, e quais são os falsificadores, os traidores, os vendidos.
O PT teve o cinismo de mandar prender os distribuidores de um panfleto anti-abortista da Regional Sul I da CNBB, sob a alegação de que era "falso". Pois bem, não só a Regional Sul I provou a autenticidade do documento, como agora o Papa Bento XVI confirma que seu conteúdo reflete estritamente a doutrina da Igreja, a obrigação dos bispos, o dever dos fiéis.
Os signatários da abjeta "Nota Pró-Dilma" que vem circulando pela internet (v. http://papeleletronico.wordpress.com/2010/10/15/bispos-e- religiosos-divulgam-nota-pro-dilma-e-contra-difamacoes/) não falam em nome da Igreja. nem têm a mais mínima autoridade para fazê-lo. Não merecem obediência, nem respeito, nem tolerância. Se querem promover abortismo e comunismo, que se dispam de suas vestes eclesiais e passem a falar como cidadãos comuns, sem fingir uma autoridade que não têm. Ter opiniões, por estúpidas e desprezíveis que sejam, é direito do cidadão. Vendê-las em nome de quem não as aprova é fraude, e a fraude se torna blasfema e herética quando praticada contra a Igreja por aqueles que se dizem seus porta-vozes e representantes. Que se calem imediatamente e, se têm um pingo de vergonha na cara, que confessem em público o pecado que em público foi cometido. Que parem de usurpar a autoridade de Nosso Senhor para fazer o que Ele condena e abomina. Que parem de ludibriar o povo brasileiro, vendendo-lhe como católica, seguindo o exemplo dos heresiarcas de todos os tempos, uma política que é anticatólica no mais alto grau.
Desgraçados, patifes, farsantes, os autores e signatários da "Nota" não se contentam com encenar, diante dos olhos de toda a Igreja, uma farsa blasfema. Partem para a mentira factual, substantiva, negando como invencionice difamatória o abortismo militante de Dilma Rousseff, cuja veracidade sólida qualquer um pode comprovar com seus próprios olhos e ouvidos, da boca mesma da candidata: http://www.youtube.com/watch?v=PWquWQwyAtI.
Com igual ou maior descaramento, protestam contra o "uso político" de motivos religiosos, ao mesmo tempo que se confessam adeptos da Teologia da Libertação, a qual não é outra coisa senão a transformação total, radical e sistemática da Igreja em órgão de militância política – e de militância, aliás, em favor dos regimes mais anticristãos do universo.
Até quando teremos paciência com gente tão desprovida de credibilidade que, para se fazer acreditar por instantes, tem de roubar a identidade e a voz da instituição que odeiam, e, junto com ela, a do próprio Deus ao qual voltaram as costas?
Até quando, por um excesso mórbido de respeito humano, aceitaremos fazer de conta que esses sujeitos são homens da Igreja?
Não sei, e confesso que hesito, quanto a opção a ser assinalada acima.
Em todo caso, são momentos de puro enlevo gramatical, exemplo de oratória, sintaxe bizarra, whatever…
Professores cheios de boa vontade ideológica precisam ser desmascarados. Há podridão cujo potencial de contágio é ilimitado e uma delas é a apropriação da disposição de alunos para despejar delírios privados. E chega ser constrangedor o quão medonha é a falta de compromisso com a realidade histórica.
É preciso resgatar a realidade, esse é a única função da filosofia e de uma consciência saudável. Há professores cuja função é tão somente arrastar alunos para o interior mais profundo da caverna e prendê-los nesse submundo com os grilhões da estupidez.
Um desses professores, que tratam seus alunos como depósito privado de lixo ideológico, escreve o seguinte texto no seu blog. A coisa é tão insana que não sei nem por onde começar, talvez seja caso de polícia ou hospício.
Vamos lá:
Não me lembro de ter conhecido bons professores de história que fossem cristãos, sobretudo católicos. Lógico que tem um bando de camaradas mal formados, que enganam na sala de aula e depois é enganado na missa. Mas quase todos os meus amigos que tem formação em ciências humanas são ateus juramentados. Creio que isso é inevitável porque quem conhece um pouco do rio de sangue que a Igreja promoveu para impor o seu poder no ocidente não tem condições de respeitá-la. Como perguntava José Saramago quando alguém afirmava ser católico: ‘mesmo depois da Inquisição’?
Para um professor de história que se autojulga “bom” é muito estranho começar uma frase com um “não me lembro”, não pega muito bem, não é mesmo? Como a coisa não passa de um delírio privado, não há nada de científico aqui, nada de “verdadeiramente histórico”, só um amontoado de tolices e saliva de um cão raivoso. Do ponto de vista científico, o que interessa realmente saber se o cara tem ou não uma lembrança dos seus amiguinhos da época do “jardim da infância”?
Esse papo de “nunca conheci professores de história que fossem cristãos, sobretudo católicos [logo] quase todos os meus amigos que tem formação em ciências humanas são ateus juramentados” é a mais descarada falta de critério científico, e só engana os incautos em lógica.
A frase é tão retoricamente mal formulada, que faz um Górgias pular no caixão. A tentativa é mostrar algum traço de que ele fala como um cientista ou em nome das “ciências humanas”, de passar a ideia de autoridade no assunto, quando na verdade não transmite nada além de uma conversa de amigos no boteco. É só anticlericalismo do começo ao fim. Sabe o que é pior, quando era adolescente fui educado por gente assim, demorei doze anos para restaurar minha saúde mental.
A matemática do parquinho: quem é católico e historiador é “um bando de camaradas mal formados, que enganam na sala”, quem é amiguinho de diploma dele é “ateu juramentado”, como se de uma coisa seguisse necessariamente a outra. Como se ele e seus amiguinhos falassem em nome da Ciência.
Para falar em nome da Ciência é preciso de método, seja das Ciências da Natureza, seja das Ciências do Homem. E o critério fundamental desse método não tem nada ver com o fato de “lembrar ou não lembrar ter ou não conhecido professores de história que fossem ou não cristãos”. O critério é simples: a relação direta entre um juízo e a realidade.
Ou seja, pra ser cientista não basta “ser e ter amiguinhos ateus”, mas é preciso de fatos, analisados e fundamentados com lógica – a única coisa que nos faz comum – caso contrário, o resto é delírio e “crenças”! Aliás, não é à toa que o único fundamento de suas famigeradas propagandas anticlericais só pode ter como base a mais baixa “crença”, uma verdadeira caricatura do terror Iluminista.
Como levar a sério um cara que se diz cientista, mas precisa crer que o ateísmo dos seus coleguinhas seja inevitável? “Creio que isso é inevitável porque quem conhece um pouco do rio de sangue que a Igreja promoveu para impor o seu poder no ocidente não tem condições de respeitá-la.”
“Rio de sangue que a Igreja promoveu” é só retórica. Aliás, essa história é tão batida que nem vou perder meu tempo comentando. Só lamento pelo estrago que esteja fazendo na cabeça dos incautos e entusiasmados alunos em busca de um saber coerente e verdadeiro. Nenhum historiador sério, hoje, acredita nessa porcaria preconceituoso e monstruosa fruto de uma distorcida propaganda terrorista digna das piores carnificinas Iluministas e comunista.
Engraçado ele citar o Saramago que continuou sendo Comunista da mais baixa qualidade mesmo depois de Stalin, Mao, Fidel, Pol Pot e tantos outros amigos do “super-homem”. Mas vou citar um ateu bem menos estúpido e que certamente sabe muito mais história do que os dois juntos. Diz Habermas: “Somente o Cristianismo é o fundamento máximo da liberdade, da consciência, dos direitos humanos e da democracia, os referenciais da civilização ocidental. Continuemos a nos nutrir desta fonte”.
Hoje um verdadeiro historiador, não esses do “clubinho dos ateus juramentados”, comprova que toda imagem de uma terrível Inquisição, lamentavelmente ainda vendida em sala de aula, é na verdade um mito inventado pelos inimigos políticos da Espanha – principalmente escritores ingleses – e depois pelos inimigos políticos da religião em geral.
Mas vamos aos fatos, afinal, é só e somente só a partir disso que se faz História.
Primeiro: quantas pessoas realmente foram executadas pela Inquisição? Henry Kamen, historiador inglês e um dos maiores especialistas em Inquisição Espanhola, estima que tenha sido algo em torno de duas mil pessoas dentro de um período de trezentos e cinquenta anos! Numa conta rápida, são aproximadamente seis pessoas por ano. Um número relativamente alto, evidente e não podemos dizer que essas mortes não foram trágicas, mas até aí deduzir um rio de sangue?
Mortes são injustificadas, claro, mas é preciso levar umas coisas em consideração, uma leitura detalhada do contexto histórico não pode deixar de pensar o sistema penal a partir do qual a Inquisição emergiu. Ver a Inquisição a partir da nossa ótica jurídica e penal é um dos mais tolos erros de interpretação histórica, recomendo estas leituras: Inquisição e Santa Ignorância I, II e III. Mas voltamos nisso depois, continuemos nos números:
Infelizmente essa comparação é necessária:
Vamos pegar o comunismo, sei lá, vamos escolher apenas um único país que tenha adotado o regime, a China. A biógrafa Jung Chang e o historiador britânico Jon Holliday, no irrefutável livro sobre Mao Tsé-Tung, Mao: a história desconhecida, estima-se que o regime comunista por lá, tenha feito setenta milhões de vítimas, em menos de cinquenta anos. Ou seja, quase um milhão e meio de mortes por ano. Não é um rio de sangue, mas um verdadeiro oceano!
Se somarmos as Cruzadas, a Inquisição (todas elas) e a queima de Bruxas (que não é exatamente a mesma coisa que a Inquisição, afinal, a fogueira protestante não foi uma instituição Católica), ou seja, somadas todas as iniciativas cristãs, o número total de vítimas chega ao número de duzentas mil pessoas, ao longo de um período de aproximadamente quinhentos anos. São quatrocentas mortes por ano! Um pequeno córrego perto imenso Oceano de Sangue das cem milhões de mortes causadas pelo Comunismo ao longo do século XX.
O interessante é o professor, no alto do seu capricho delirante, cita Karl Marx! Não é à toa que um grande intelectual do século XX, Raymond Aron, dizia que o “Marxismo era o ópio dos intelectuais”
***
Para quem tem dúvida desses números, eis as fontes:
Henry Kamen. The Spanish Inquisition: a historical revision.
Um dos traços mais marcantes do movimento revolucionário, do séc. XV aos nossos dias, é a supressão sistemática da verdade e da moralidade.
A " revolução" não é tanto o golpe de Estado ou a tomada do poder: é a liquefacção da realidade. O império da mentira.
Neste sentido, com uma criatividade espantosa, a mente revolucionária criou um aparato gigantesco de CONTROLE das consciências, dominando sociedades inteiras. É a célebre "engenharia social" , no rescaldo da ideia utópica de reconstrução cósmica. A dezinformatsya tornou-se, então, um método de combate e, mais do que isso, uma forma de vida.
De Stalin a Pol Pot, passando pelas réplicas caseiras do socialismo pidgin, foi sempre este o método utilizado. Hoje em dia, com o concurso de novos conhecimentos da área da Psicologia, a coisa ganhou foros de cientificidade.
Engenheiros comportamentais, mediante uma sutil manipulação de sentimentos e expectativas, podem, sem grandes dificuldades, vergar o homem comum e impor um determinado padrão de " normalidade" a uma comunidade inteira, senão à humanidade.
Mário Matos tentou, há dias, aplicar esta velha tática, com um artigo intitulado " Ainda a guerra de usura e de desgaste" (A Semana, n.º 955, p. 9). O exercício é rasteiro, mas assaz interessante…
Saltitando entre o grotesco e o risível, o dr. Matos passa a seguinte mensagem: os apagões que atormentam a capital do país, com prejuízos imensos para toda a gente, não são da responsabilidade da Electra e, em última instância, do Governo, que não conseguiu cumprir, em 10 anos, as suas promessas para o sector energético: são, antes, " actos de sabotagem" , perpetrados, bem se vê, por traidores e arquiinimigos da Pátria!
Ou seja, lamentavelmente, " há" pessoas (leia-se: a malta do MpD, esses marotos!) cuja única actividade é " sabotar" o formidável trabalho do PAICV!
Recupera-se, deste modo, a psicótica " teoria do cerco" .
O Governo da República (atenção!) está " cercado" , pela mão invisível de terríveis conspiradores e reacionários sem piedade. Estes, vestígios de uma infra-humanidade a necessitar de cura, merecem, pois, a excomunhão, a perseguição metódica, o ostracismo políticoe, quem sabe, o estatuto definitivo de incapacidade cívica! Merecem a reclusão e o silêncio.
Factos? Presunção de inocência? Não há. Somente factóides, enquanto criação mirabolante da democracia de fachada e dos agitadores de serviço, laborando, pacientemente, no " bas-fond" do cinismo.
A manipulação dos sentimentos e da razão, na ausência completa de PROVAS e razoabilidade, serve, assim, para alimentar a " vontade de poder" e os eternos apetites do partido-Estado.
Não se riam, por favor, do Mário Matos. Ele não está a contar nenhuma piada, ou anedota. Não.O que ele faz é, numa certa perspectiva, bastante sério; é um trabalho político de subtilezas e profundidade. Ele acredita nisso.
MM é um agente consciente, militante de uma " ideologia com pretensão teológica" (G. Lipovetsky), que é ainda, no vácuo de um pensamento de sentido único, o grande inimigo da liberdade, das instituições políticas democráticas e do governo constitucional.
É isso que temos de compreender, antes que seja tarde demais.
Ora, trata-se de um caso de fingimento histriónico ou, no mínimo, de ignorância grosseira!
Quem " embargou" e bloqueou Cuba durante as últimas décadas não foi, infelizmente, os Estados Unidos da América: foi o claudicante e miserável regime de Fidel Castro, condenando, com as famigeradas receitas do socialismo (estatização da economia, controlo do pensamento,supressão das liberdades), um povo inteligente e afável à miséria e ao desespero. É por isso que milhares fogem, sempre que podem, para Florida e Miami, à procura de melhores condiçõesde vida. E, de lá, enviam milhares e milhares de dólares aos seus familiares, que ajudam a equilibrar as precárias finanças públicas da ilha-prisão.
Deixem-se de hipocrisia. Vocês não são, nem nunca foram, " amigos" de Cuba. São, sim, amigos e cúmplices de um regime totalitário e despótico, que fuzila os " dissidentes" , tortura os adversários políticos e aprisiona poetas e jornalistas incómodos. É isso que vocês são.
Um dia o desgoverno autoritário decidiu que determinadas “coisas” são corretas, e outras não. A palmada é incorreta, a censura do Estado, não.
E dá – lhe mídia paga em cima para cooptar os inocentes, em geral, úteis. Às vezes não tão inocentes, mas sempre úteis.
Daí, estamos a um passo do inaceitável transmutado em palatável, em digerível e, por derradeiro, em “politicamente correto”.
Sair nos domingos, ou qualquer dia da semana, com ou sem a família, para almoçar, ou jantar ou ir até um bar para conversar, trocar idéias, e, na ocasião, ingerir um mísero copo de cerveja ou um inocente aperitivo, tornou – se, após virulenta propaganda, um crime capital.
De repente, o guarda de trânsito tornou – se a consciência do brasileiro. E olha que o nível de ingestão de álcool admissível para o exercício do ato de dirigir, estava preconizado nas leis de trânsito. Mas, os acidentes ocasionados pelos motoristas encharcados de álcool, por óbvio, sempre existiram. Contudo, os órgãos repressores, apesar da severa legislação vigente, primavam pela omissão.
A solução foi criminalizar e demonizar quem ingeria mesmo meio – copo de cerveja. Com as novas e arbitrárias leis ficou mais fácil de fiscalizar e, logicamente, de multar.
Depois foram as capas protetoras para os GLS. As “bichonas” podem ser tudo, enrustidas, distorcidas sexualmente, amantes de quatro, incompreendidas do amor, mas… viado, decididamente, não.
Logo, veio o politicamente correto para proteger os negros, perdoem o palavrão racista, os afros descendentes, que não podem ser chamados de negros ou de pretos. O branco e o amarelo podem, de branco, de amarelo. A seguir, as cotas raciais, e nós só olhando. Alguns aplaudindo, a bem da verdade.
Delongamos para atingir os finalmente. É a presença nefasta e paulatina, pelas beiradas do desgoverno autoritário em nossas consciências.
Na mente da população zumbi, estão plantando que a mídia boa, só a censurada. E a distorção vai colando, aceita como uma proteção para a sociedade.
Atualmente, foi dada a partida para a censura à imprensa. O processo começou bem antes, na Conferência Nacional de Comunicação (2009), que recomendou aos Estados, a criação dos Conselhos de Comunicação, de cunho consultivo ou deliberativo, não importa, e depois, ficou transparente no PNDH3. Na famigerada constituição petista, diante da grita, foi escamoteada. Mas, não expurgada.
No Ceará, a criação de um Conselho para monitorar a mídia teve a unanimidade dos deputados, transformando o estado em laboratório das doutrinas coercitivas contidas no famigerado PNDH3.
Em outros, como Alagoas, Piauí, Bahia e São Paulo tramitam em surdina projetos similares. Todos os parlamentares declaram – se ciosos em proteger o cidadão das inconseqüências jornalísticas, apesar das clausulas do art. 5º da Constituição Federal, que nos assegura a liberdade de expressão.
A princípio, são sempre os mesmos indivíduos ou classe de indivíduos que mais temem uma imprensa livre e independente, os políticos calhordas, os bandidos, os corruptos, os corruptores, os…
Portanto, não é estranho que nos estados, contumazes em abrigar nos seus quadros politiqueiros e as mais indecorosas figuras, levantem – se alguns indignados edis, para de alguma forma, tolher e impedir a denúncia e a livre divulgação de seus indecorosos e lesivos atos.
Assim, na visão estadista de um grupelho de canalhas, falar bem pode. Mal, só censurando. Este é o jeito lulo – petista de governar. Pronto para atarraxar a porca.
E você, conivente útil, votando na Dilma, né, pelo continuísmo.
“Marxismo é uma cultura e, na defesa da unidade e preservação de uma cultura, todos os meios são legítimos. Mesmo considerações de veracidade e moralidade não devem entrar na linha de conta, porque veracidade, ciência, cientificidade, moralidade e racionalidade são apenas expressões parciais da cultura, de maneira que fazer cobranças à cultura em nome delas parece uma insuportável revolta das partes contra o todo, uma quebra da hierarquia ontológica. Então, a cultura está sempre acima dos padrões de racionalidade que ela mesma cria. Sendo o marxismo uma cultura, todas as mentiras que ele venha a dizer não podem ser impugnadas no campo doutrinal, evidentemente. Porque, ou nós as impugnaremos no campo moral e, a cultura estando acima da moral, rejeitará nossa argumentação como irrelevante, ou nós argumentaremos em nome da ciência, da racionalidade etc., e a cultura como um todo jamais poderá se colocar sob a fiscalização da moral e dos bons costumes. É tão absurdo você discutir com um marxista sobre a sua cultura quanto seria você chegar numa tribo de índios do Alto Xingu e dizer a eles que algum de seus costumes é imoral. Ele não entenderá o que você diz, porque a moral para ele são exatamente os costumes da tribo, não existe uma moral supracultural a que ele possa apelar. Nós temos idéia de uma moral supracultural porque vivemos em enormes blocos civilizacionais multiculturais, recebemos o impacto de muitas culturas e podemos compará-las entre si. Isto, por um lado, nos induz ao relativismo e, por outro lado, nos induz à busca de um padrão de abstração e abrangência maiores, mais científicos.”