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iBest BrTurbo
11/09/2008 - 12:21

INTRODUÇÃO

A estória que vou lhes contar agora é uma homenagem às velhas histórias e filmes de terror antigos, que este que vos escreve aprecia desde os nove anos de idade! Acredito que toda boa obra de horror deve conter aquele “clima” envolvente e misterioso. No caso dos filmes os atuais deixam muito a desejar, pois enfatizam mais os efeitos especiais e as cenas violentas; não fazem aquele suspense e mistério que realmente prende a imaginação do expectador. Os produtores e diretores atuais se esquecem de colocar aqueles elementos essenciais que havia antigamente: aquela expectativa do que pode acontecer, o medo do desconhecido (em geral do sobrenatural), os cenários assustadores como uma mansão antiga ou castelo com aquelas cortinas brancas que voam ao vento que uiva lá fora, a noite de chuva com raios e trovões, o miado de um gato, uivo longe de um lobo ou cão, piado de uma coruja, o relógio tipo carrilhão, que de repente dá uma badalada súbita quando o ponteiro marca meia noite, ruídos estranhos, passos ou correntes se arrastando sem que a gente saiba quem é, o interior de um cemitério a noite, uma floresta à noite com barulho de galhos quebrando, corrente de vento vindo em sua direção, luzes e vozes estranhas, escuridão, sensação de que não se está sozinho, pesadelos, uma mão que lhe segura ou lhe toca no escuro e outros ingredientes. Tudo isso acompanhado por uma música que te dá aquela “atmosfera” de medo, aquela apreensão e ansiedade pelo que pode aparecer ou acontecer. Aí sim o fantasma, vampiro, lobisomem, monstro, criatura ou qualquer outro ser do além ou de outro mundo aparece numa hora que você menos espera e o surpreende pelas costas. Ou você o vê de repente na sua frente quando o clarão de um raio pela janela ilumina a sala ou o seu quarto.

Pretendo que esta estória seja como aqueles contos de antigamente, que ouvíamos de alguns tios, avós ou de pessoas mais velhas quando éramos crianças. Também como os livros e revistas de terror em quadrinhos, que faziam muito sucesso na primeira metade dos anos oitenta.

Boa leitura aos fãs do gênero da década de oitenta ou anteriores, para relembrarem os bons tempos, e aos mais novos para saberem como era o verdadeiro terror.

Curitiba, domingo, 04 de abril de 2008.

O Autor

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Adial Júnior

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