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Arquivo de novembro, 2008

28/11/2008 - 13:37

Consciência pela vida.

Andei refletindo bastante sobre o caos que está Santa Catarina. Diversas pessoas vieram dizer que estão desoladas pelo ocorrido. Mas acho que temos o dever, antes de mais nada, de ajudar àquelas pessoas. Se coloque no lugar de um deles? De passar dias inteiros sem o que comer, sem o que vestir e vendo toda uma vida construida ali indo embora pela força da água? De não ter idéia de quando vai parar de cair chuvas para tentar recuperar algo que já pode estar sem solução? Eles estão vendo a vida passar diante dos olhos sem poder segura-la. Muitos mortos, muitos feridos, todos desabrigados. Terão que começar do zero o que já estava constituido. Me sinto mal em pensar que tudo isso é graças a um desinteresse humano para com a natureza. Estamos perdendo o gosto de caminhar nas ruas e praças, pois a única coisa que se vê é fumaça no ar e carros transitando. Onde foi parar todo o verde que ali existia? Foi para esse fim que desenvolveram a bendita industrialização? Quando digo que o sistema capitalista é o que fode com o mundo ninguém concorda, vem sempre com mil justificativas. “Ah, o capitalismo é o que dá conforto a você.” (mas onde está o conforto dos desabrigados, dos mendigos e em geral das pessoas de baixissima renda?), “É graças ao capitalismo que hoje o sabonete com o qual você toma banho é um produto básico. Veja o exemplo de Cuba que o sabonete lá é um produto extremamente requisitado de se comprar, pois o Estado fornece um a você, se você quiser ou precisar de mais, tem que comprar e é carissimo.”. Agora me diz, qual é a vantagem de viver vendo toda essa desigualdade social acontecer dentro do país e ainda por cima ser tudo uma grande merda como a saúde, a educação e outras coisas mais?

Pois bem, mas essa indgnação expresso em outro momento. O fato agora é que todos nós deveríamos ter consciêcia e abraçar essa causa junto ao Estado de Santa Catarina. Não apenas por eles, mas pela vida do nosso planeta por completo. Ajudar com doações de roupas, agasalhos, alimentos não-perecíveis. Há muitos lugares que já estão recebendo essas doações. E depois repensar um pouco sobre o que fazemos com o nosso ecossistema. Poluentes, lixo, desmatamento. Essa produção exagerada de lixo que fazemos agride e muito o meio ambiente. Ter o bom censo em não jogar papel no chão. De não arrancar a árvore que está a tanto tempo no passeio da sua casa, querendo ou não ela ajuda a troca gasosa do ambiente. Isso tudo parece muito pequeno e talvez você esteja se perguntando “Do que adianta eu fazer isso? Ninguém faz.”. Mas se cada um de nós tomarmos essa consciência para a vida, você será um grãozinho de areia se juntando a milhares. Pense bem nisso. Você pode estar ajudando a reerguer o planeta e salvar milhares de vidas, inclusive a sua!

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Apelo de criança

Dizes que sou o futuro, não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz, não me induzas a guerra.
Dizes que sou a promessa do bem, mas não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz de teus olhos, não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu perdão, dá me a luz e o entendimento.
Não desejo somente a festa de teu carinho,suplico-te amor com
Que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos,peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples argumento de teu discurso, sou alguém que te bate á porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho, a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo…
Corrige-me,enquanto é tempo,ainda que eu sofra…
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

[citação.texto escrito por uma criança chamada Indiara.revisado.]

Estava procurando pela citação de hoje e me deparei com esse texto. Dá pra retirar muitas lições construtiva das palavras de um ser que ainda nem sabe o que é mundo e tem um olhar tão crítico diante dele.

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/11/2008 - 22:49

Amadurecência

Tenho tanto a dizer e ao mesmo tempo nada.Que loucura é essa de não ter nada na cabeça. Tem tanta coisa aqui dentro que tropeço em coisas recostadas com o tempo. Coisas da minha infância que nem me recordava e que vieram à tona. Momentos de brincadeira, de cair e machucar, de fazer drama (crianças são todas iguais), de não fazer nada e adorar fazer tudo, ser um pouco de tudo, ser dona do meu nariz (mesmo não podendo), ser faladeira (dom que aprendi de pequena), arteira e extremamente muleca. Lembro-me agora de cada momento meu. Fiz uma recaptulação de alguns anos atrás. Comparadamente, vi como era bom não se preocupar. Ou pelo menos não com as coisas que tenho me preocupado agora (apenas de também não ser grandes coisas.). Preocupar com qual roupa eu iria ao shopping no fim de semana com as amigas, qual seria o próximo feriado em familia e coisas do tipo. Tão êfemeras, ainda bem. Mas perco no modo que preocupo hoje com coisas que deveria ter vindo daquela época, como os meus estudos que hoje me deixa um pouco pirada. Mas tudo bem, estamos aqui mesmo pra quebrar a cara e aprender com isso. E eu aprendi. Muito. Mas não o suficiente. Tenho tanto ainda a viver, tanta coisa a aprender, tantos tombos a tomar e ver que não tem uma mão pra me reerguer (as vezes tenha, apenas não quero receber, quero mesmo cair e ver o quanto o tombo machucou e entender o porque disso para não repetir o mesmo erro). A vida é essa eterna escola. Onde se aprende com o tempo, com os tropeços e tendo consciência disso. Usaram a palavra certa: amadurecimento. Refletir sobre seus atos e reconstrui-los de acordo com a sua necessidade. Como as frutas se tornam maduras, sozinhas. O processo de reprodução da flor e o desenvolvimento do óvulo em fruto, ocorre de maneira independente. O amadurecimento também. Ele tem que se proteger, desenvolver e se fortalecer. Esse é o meu processo de amadurecimento. E antes de tudo, só tenho a dizer que não tenho nada na cabeça.

“Primeiro senso é a fuga.
Bom na verdade é o medo,
Dai então a fuga.

Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada
Inquilina de todos nossos riscos.

A juventude plena e sem planos se esvai.”

[citação.música.Amadurecência.O Teatro Mágico.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/11/2008 - 21:24

roda mundo, roda gigante…

Como é engraçado e as vezes extremamente melancólico ver que a vida toda funciona a base de ciclos. Respeito involuntariamente a minha necessidade de reciclar o que tenho, seja essas coisas que deveriam ser duradouras ou não. Por vezes consigo até ficar um tempo maior sem ter inteiramente que substituir o que tenho em vida, entretanto é mais comum com a minha alternância gradativa de humor e idéias (mesmo tendo algumas que são fixas até demais) que tudo mude com muita frequência. É assim com tudo que tenho, até mesmo com amizades, amores, estudos, objetivos. Quando vejo, já aconteceu essa rotatividade. As vezes ficam por ai, em seu estado latente e quando tem que voltar, voltam. Os meus dias são assim. Bastante rotineiro nos afazeres, mas as ações são sempre modificadas. Sejam os horários, as conversas, as pessoas, as rotas, as ênfases. Sempre procurando, mesmo sem entender e por diversas vezes sem vontade, essa continuidade do ciclo. Confesso que por muito isso me chateia. Digo isso pelas minhas amizades, os meus amores, os meus objetivos. Amizade, quando sincera e verdadeira, tem que ser eterna. Mas sempre acontece uma ou outra pra que quebre isso. Não que amigos tem sempre que ser felizes e saltitantes, isso é uma imagem que não tenho. Diferenças existem e não é à toa. Aprendemos muito com tudo isso. Porém, não aguento essa ruptura de afeto, as dissimulações. Será que não é sincero? Calma aí, não vem ao caso isso agora, o assunto é o ciclo. Recaptulando, os meus amores. Como não consigo me entregar inteiramente a ninguém. A única pessoa que conseguiu colocar sua marca em meu coração, hoje já não se encontra ao meu lado. E isso deve-se muito a mim. Outra questão são os meus objetivos. Tantos são que as vezes se misturam e eu me perco. Lá vem mais uma etapa do meu (péssimo) hábito. Não entendo o porque (ainda) de tudo isso funcionar.

Explorando novos caminhos de eliminar a rotatividade da minha vida.

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“Estou na necessidade de traduzir na face o que no músculo involuntário pulsa. As emoções que escorrem, as lágrimas que congelam, o amor que lateja.”

[citação.minha mesmo.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/11/2008 - 19:49

Pela última vez..

O telefone toca. Mais uma vez a minha famigerada vontade de ouvir tua voz me faz correr para atender. Digo “alô” e não é a voz doce que eu esperava que responde. Ouço apenas o “tumtumtum” do outro lado da linha. Imagino ser você com a intenção programada de apenas fazer sentir a tua falta. A minha alucinação faz com que te veja em toda parte. Cada esquina, cada parede, cada pensamento. Mais uma vez o telefone. Penso os primeiros segundos antes de atender. Antes de apenas ouvir o som que não existe do outro lado. Essa resposta memorável me diz que é hora de ir.

“Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do vôo, o tombo luta pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Antes do homem o medo
Antes do medo o amor
Antes do amor a dúvida
Pois nem Deus sabe quem criou
E o que prevalece em nós”

[citação.música.a Primeira Semana.O Teatro Mágico.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/11/2008 - 20:11

24 segundos de tentação, sanidades ou não.

Lá escorre as gotas da chuva que cai. O tempo fechado me remete uma insegurança insatisfatória. Acordei assim. Sem muito saber o que estava fazendo, o que me motivava estar abrindo os olhos e indo em direção a coisas que por vezes não me dão prazer. Poucas cores compunham a claridade que chegava aos meus olhos, vento frio, cansaço esgotante. Mas me sentia radiante. Paradoxal, não? Mas foi assim. Dia estranho e felicidade me consumindo. Não sei de onde ela veio, nem quais caras tem. Mas me acometeu e assim eu apreciei as horas passando no relógio. O final, não muito explicatório, é feito de insegurança. De temor e medo que invade cada resticulo de espaço vazio da matéria. Silêncio. Apenas a música baixa tocando na vitrola.

Chega! Cansei de delatar horas congeladas. Quero buscar algo dentro de mim que não seja mais reclamações ou receios. Alguns segundos de tentação. Tenho prazeres. Buscar o ápice do prazer, o desejo infelizmente controlado. Os beijos, as carícias, as mãos, os dedos no cabelo, as pernas trêmulas, a volúpia. Quanta saudade de ouvir o coração palpitando, as mãos suando frio. Só de lembrar já sinto aquele gosto bom na boca. Parei! Já chega. Estou buscando com isso é a tortura do deleite da carne.

Onde se encontra a minha sanidade mental nesse momento, eu já não sei. Em meio de pontos extremos do que se encontra em mim, deixo as cabeças pensantes continuarem a matutar o que antes de começar com: “Lá escorre as gotas da chuva que cai..”  estava praticando. Eu, vou me afogar em amplitudes maiores, prazer que apenas os bons livros me dão!

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“Ainda que fossemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa passividade seria uma forma de ação.”

“Cada homem deve inventar o seu caminho.”

“O homem deve ser inventado a cada dia.”

“És livre, escolhe, ou seja: invente.”

[citações.frases.Jean-Paul Sartre.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/11/2008 - 22:31

A pouco tempo do fim.

Me sinto como uma bomba-relógio que tem dia marcado pra ativar. Exatos 20 dias. Que passam arrastados e ao mesmo tempo, depressa demais. Nem é pelo simples fato que estou depositando milhares de fichas nisso, mas por saber que desperdicei muitas dessas fichas e agora o tempo não volta, pelo contrário ele voa. Os dias tem sido menores, como se roubasse algumas horas de mim. Já não sei quando estou acordada ou quando adormeci. A proposta de manter meus olhos abertos e minha cabeça funcionando está cada dia mais difício. Mas tenho que aguentar até acabar. Depois, será um alívio. Enquanto isso eu vou enlouquecendo.

..

“Hoje eu acordei, pensando em desfazer as malas que eu arrumei antes de adormecer. Você me faz voltar atrás, basta um abrigo seu pra que o mundo volte a ser meu.”

[citação.Isabella Taviani.Milagres acontecem por aí.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/11/2008 - 01:26

A vida por outro ângulo..

“Viveer, e não ter a vergonha de ser feliz.. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz..”

As vezes damos valor a vida, por um simples aperto que passamos. Como é lindo ter a vida limpa, sem nenhuma intervenção das mazelas do mundo. Ser limpa de corpo e alma. Minha mente é aberta mas eu ainda não consigo entender para que precisam de se drogar pra “curtir o momento”. Ver adolescentes que simplesmente deixam a vida passar por um mundinho de drogas, grana, mulher e reconhecimento (intimidação). A cena que vi hoje, não queria que fosse vista por ninguém e nem repeti-la em minha frente. Mas infelizmente é a nossa realidade. Cada vez mais cedo os meninos entram em uma roubada. Nem sei porque tem essa na vida. Morar em favelas e boca de fumo não faz de ninguém um usuário de droga ou um bandido. Há nas favelas assim como em todo lugar, pessoas de bem e pessoas que se tornam mau caráter. Não é unica e exclusivamente uma constante. Isso pode mudar se o individuo assim quiser. As pessoas que eu vi hoje usando droga, escornando-se nos muros dentro de uma festa que deveria ser pra se divertir, não são aqueles (ou pelo menos a maioria) moradores de favelas, pelo contrário, muitos deles tem condição de vida boa, tem família (mesmo não bem estruturada). Mas isso não é desculpa pra nada. A vida é dificil pra todos. A sociedade capitalista cobra de todos sem distinção de raça, credo ou poder aquisitivo. Uma derrota para o ser humano. Não discrimino quem é usuário de drogas. Conheço muitos que são e tem uma vida estável, com curso superior, um bom emprego e não é prejudicial o uso do seu “rylex”. Mas também não faço apologia a ela. É uma coisa ilicita. E prejudica a pessoa. Apenas julgo o uso compulsório, o ato violento, a dominação do individuo.

Apenas gostaria de conseguir entender pra que isso? Qual é a vantagem de estar “doido” num ambiente assim? Será que essas pessoas conseguem curtir tanto quanto eu que não coloco um nada na boca? Acho que não. Sou mais feliz assim e assim continuarei.

[.Citação.música "O que é, o que é". Gozaguinha.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/11/2008 - 19:48

Todo amor dessa vida..

Será?

Mais uma vez a lágrima rolar pelo brilho da estrela?

A lua não pode mais iluminar aquela estrela.

Perdeu-se o brilho, está perdendo a alma.

Não posso deixar,

Não quero!

Mais uma vez, dentre tantas, eu me vejo com o mesmo pesar. Não me senti assim naquele momento. Parecia estar deixando pra trás um passado perfeito que deveria deixar de ser. Hoje estou me vendo derramar lágrimas esperando o momento certo pra dizer tudo que está atravessado aqui. Eu quero deixar de ser assim, quero viver a vida em exatidão. Eu me sinto feliz, mas ainda não completa. Será que aquela estória de metade da laranja é verdade? ha, acho que não. Mas sinto falta de um outro pedaço meu que ficou em algum lugar daquele passado ainda tão presente. Não quero mais derramar lágrimas de culpa por não ter sido o melhor passeio da vida. Se não foi, ainda não acabou. Quero voltar a rever os velhos caminhos da felicidade!

“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você”

[Citação.Vinícius de Moraes.Eu não existo sem você.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/11/2008 - 20:07

Escapamento..

Um dia desses, em uma de minhas conversas com a Lua, falavamos sobre a angústia da perda. Ela contava como se sentia a cada vez que uma de suas estrelas se apagava, de como se sentia desamparada por perdê-la. Muitas das estrelas que habitam aquele ornato, sumia. O brilho se apaga com o tempo. E ela contava o quão sozinha se sentia com a falta daquela estrela. De não te-la pra iluminar, de perder uma companheira. Andei pensando, me sinto assim. A cada dia que passa, que perco a chance de explorar milimetricamente o espaço onde vivo. De sulgar o néctar das pessoas a minha volta e desfrutar do gozo simples que me é possibilitado. Onde eu lanço tamanha estupidez? Onde está a minha consciência? Tenho estado tão longe, que deixo passar as melhores oportunidades de viver intensamente. Estou em indeterminado “Stand Bye”. O que seria de mim sem aquele sorriso? E sem a melodia suave que ouço ao longe toda vez que avisto? É não sei..

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca se

[Citação .Clarisse Lispector.]

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/11/2008 - 11:50

Vida louca, vida..

O princípio sempre terá um fim. Quem foi que disse que pra ser feliz tem que chegar ao estopim? ou o sorriso pra ser dado tem que haver um bom motivo? A vida é de tudo tão atrapalhada, cheia de mas e porques que dá um prazer infindável viver. Construir um mundo novo, cheio de cores, cheio de flores, cheio de vida. Tá, as flores podem ser trocadas, apenas lírios, lírios brancos pra trazer calma. Lançando mão do não, quero sempre dizer sim pra tudo. Sim pra vida, sim pros prazeres, sim pro mundo. Me fechar num mundinho de reviravoltas é uma furada. Tem mesmo é que se expandir pra outras regiões, nem que essas sejam dentro da sua cabeça. Quero o mundo, quero o tudo, quero o nada e quero mesmo é ser feliz. Colocar meu nariz e pintar ele de vermelho. Palhaço. Não esses que fazem palhaçadas ou os que são taxados “palhaços”. Quero um palhaço bom de risada, bom de atrapalhada e de ser feliz. “Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz.” E pronto. Só quero mesmo a jornada. Só isso, mais nada!

Palavras sem nexo, desconexo. Perplexo!

Autor: meninazaplua@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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