Conforme o esperado, a altitude de 3600 metros de La Paz foi eleita pelos jogadores da seleção a responsável pela primeira derrota do Brasil na temporada. O time canarinho perdeu por 2 a 1 da Bolívia neste domingo e manteve o jejum de não vencer na capital do país pelas Eliminatórias desde 1981.

Já no intervalo os jogadores entregavam qual era a principal dificuldade em campo. “A bola aqui pega uma velocidade espantosa”, comentou o goleiro brasileiro Júlio César, após o final do primeiro tempo, ainda ofegante.

A confirmação veio após a partida: “É complicado. Nunca tinha jogado com tanta dificuldade de respirar. Minha principal característica é a velocidade, então às vezes abafava ali. Além do que a velocidade da bola é completamente diferente também, o que prejudicou”, enumerou o atacante Nilmar, autor do único gol dos visitantes.

“Tudo é totalmente diferente. Só quem está dentro de campo sabe o quanto é difícil jogar aqui. No primeiro tempo jogamos muito distantes, no segundo houve mais aproximação, mas valeu pela luta. Todos correram”, completou o jogador do Villarreal.

O lateral direito Maicon, que deu o passe para Nilmar marcar o gol brasileiro, também se sentiu mal na altitude, mas não quer usar isso como desculpa. “É complicado atuar assim. Mas vamos levar em consideração o resultado também, tivemos duas bobeiras e tomamos dois gols em bola parada. Agora é trabalhar para terminar as Eliminatórias da melhor maneira possível”, concluiu.

Líder do torneio mesmo com o revés em La Paz, com 33 pontos (leva vantagem sobre o Paraguai no saldo de gols), o Brasil encerra a sua participação na próxima quarta-feira, às 19 horas (de Brasília), contra a Venezuela, em Campo Grande (MS).

Na sua opinião, a altitude atrapalhou mesmo ou isso é só pretexto? Se Dunga tivesse usado os titulares, conseguiríamos a vitória? Essa derrota pode comprometer a liderança do Brasil no grupo das Eliminatórias?